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	<title>Arquivos mulheres - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 25 Feb 2026 18:30:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos mulheres - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Pesquisa quer escutar mulheres trabalhadoras do terceiro setor no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 18:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[movimento social]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisa nacional inédita “Senso Mulheres do Terceiro Setor” está em andamento para ouvir e registrar as experiências das mulheres que atuam no chamado terceiro setor brasileiro. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Incube, Gênero e Número e Instituto Lamparina, que convidam as trabalhadoras de organizações da sociedade civil a responderem um questionário online. Segundo [&#8230;]</p>
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<p>A pesquisa nacional inédita “Senso Mulheres do Terceiro Setor” está em andamento para ouvir e registrar as experiências das mulheres que atuam no chamado terceiro setor brasileiro. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Incube, Gênero e Número e Instituto Lamparina, que convidam as trabalhadoras de organizações da sociedade civil a responderem um questionário <a href="https://pt.surveymonkey.com/r/Mulheres-Terceiro-Setor" type="link" id="https://pt.surveymonkey.com/r/Mulheres-Terceiro-Setor" target="_blank" rel="noreferrer noopener">online</a>. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, elas representam 65% da força de trabalho nesse campo, mas ainda são pouco ouvidas sobre suas condições e trajetórias.</p>



<p>A participação é aberta a mulheres em qualquer função e em diferentes tipos de organizações da sociedade civil. O levantamento busca compreender desigualdades, sobrecargas, percursos militantes e os atravessamentos de gênero, raça e geração que impactam suas vidas dentro e fora do ambiente institucional. </p>



<p>O questionário é voluntário e gratuito, e quanto mais diversa for a adesão, mais fiel será o retrato produzido. Os resultados, previstos para o segundo semestre de 2026, serão divulgados em relatório público e servirão de base para reportagens, análises e debates sobre trabalho, desigualdades e o papel do Terceiro Setor no Brasil.</p>



<p>O nome da pesquisa, escrito com “S” e não com “C”, é proposital, segundo os organizadores, remete a sentir, perceber e refletir. Mais do que coletar dados, o objetivo é registrar histórias, sensações e desafios enfrentados por mulheres que sustentam o trabalho social no país, muitas vezes invisibilizadas em levantamentos tradicionais.</p>
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		<title>Livro abre arquivos da DOPS-PE e revela histórias inéditas de mulheres na ditadura Vargas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 13:09:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[era vargas]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1931, foi criada em Pernambuco a Seção de Ordem Política e Social, que surgiu junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado. Em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinta em 1990, por decreto do [&#8230;]</p>
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<p>Em 1931, foi criada em Pernambuco a Seção de Ordem Política e Social, que surgiu junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado. Em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinta em 1990, por decreto do então governador Miguel Arraes. Lançado no final de 2025, o livro online <em>Mulheres e Resistências &#8211; caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco</em> mergulha nos arquivos dos anos iniciais da DOPS até 1946 com um recorte original: as mulheres que foram fichadas em Pernambuco durante a ditadura do Estado Novo, os anos mais autoritários de Getúlio Vargas no poder.</p>



<p>O livro, <a href="https://drive.google.com/file/d/1Ctwfr02tMQQEReieNdqUZl6YMMjupuYF/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noreferrer noopener">de acesso gratuito por meio deste link</a>, foi idealizado pela jornalista e produtora cultural Clarice Hoffmann, responsável também pela sistematização dos dados dos cerca de 400 prontuários analisados, e traz ensaios das sociólogas Anita Pequeno e Sophia Branco. Os prontuários da DOPS estão no Arquivo Público de Pernambuco, no centro do Recife, e foram digitalizados em 2017.</p>



<p>O livro foi lançado em 16 de dezembro com uma mesa de debates no auditório do Arquivo Público, com a participação das autoras e mediação de Maria Betânia Ávila, uma das fundadoras do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia. Na mesa, ela falou sobre o apagamento da memória e o silenciamento das vozes femininas. </p>



<p>“Esse apagamento é ferramenta histórica de regimes autoritários para manter estruturas de poder, ao excluir as mulheres da narrativa oficial da resistência. Tradicionalmente, a história do Brasil, seja da repressão ou do exílio, é contada a partir de uma perspectiva masculina, enquanto as mulheres foram frequentemente reduzidas a um papel biológico ou natural, o que as situava fora do processo histórico. Esse mecanismo, sustentado pelo patriarcado, pelo capitalismo e pelo racismo, busca negar às mulheres o status de sujeitos sócio-históricos e políticos, consolidando uma dominação que é também de natureza colonial e epistemológica”, disse.</p>



<p>Para Sophia Branco, esse material é uma oportunidade de ter acesso a uma parte da vida política do Recife pouco conhecida, que é a atuação de mulheres comunistas em classes populares. “Mulheres negras, operárias, tecelãs, lavadeiras e de várias outras ocupações que se organizavam em associações, em sindicatos, que se organizavam em partidos. E eram perseguidas porque se organizavam politicamente, porque estavam em reuniões, nas ruas, porque recebiam e distribuíam jornais . Quando se pensa na memória da atuação comunista, que foi muito efervescente na cidade do Recife, se pensa no nome de comunistas homens, e não em mulheres, sobretudo não em mulheres com esse perfil social”, afirmou a socióloga na mesa de lançamento do livro, no Arquivo Público de Pernambuco.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Onde ler o livro Mulheres e Resistências:</span>

		<p><span style="font-weight: 400;">O e-book está disponibilizado gratuitamente através de link no perfil </span><a href="https://www.instagram.com/mulhereseresistencias" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@mulhereseresistencias </span></a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.instagram.com/arquivopublicodepernambuco" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@arquivopublicodepernambuco </span></a>no<span style="font-weight: 400;"> Instagram. <a href="https://drive.google.com/file/d/1Ctwfr02tMQQEReieNdqUZl6YMMjupuYF/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Também está neste link aqui</a>. Todas as imagens do livro são audiodescritas, possibilitando o acesso de pessoas com deficiência visual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto</span><i><span style="font-weight: 400;"> Mulheres e Resistências </span></i><span style="font-weight: 400;">foi contemplado no Edital de Ações Criativas LPG e conta com o apoio do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Apeje) e o incentivo do Governo do Estado de Pernambuco e Ministério da Cultura.</span></p>
	</div>



<p>Entre as várias mulheres citadas no livro, estão também figuras históricas como Adalgisa Cavalcanti – a primeira mulher eleita deputada estadual na história da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 1947, e que inspirou o <a href="https://marcozero.org/category/adalgisas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto Adalgisas, da Marco Zero</a> – e a primeira vereadora do Recife, Júlia Santiago. Ambas eram mulheres negras, comunistas e que tiveram suas rotinas monitoradas pela polícia.</p>



<p>O DOPS-PE possuía centenas de páginas sobre Adalgisa Cavalcanti, revelando que ela foi vigiada pela polícia por décadas, inclusive durante seus mandatos parlamentares. Os delegados da DOPS a descreviam com preconceito, afirmando que ela &#8220;relegava a vida doméstica a um plano secundário&#8221; em favor do comunismo. “Bem que dona Adalgisa já se aproximando dos seus sessenta anos assaz vividos, poderia estar ao lado do seu marido, cuidando do bom velho, fazendo tricô e ouvindo novela. Mas, qual o que, prefere andar por aí afora, tramando contra tudo e contra todos […] Tem jeito não, para dona Adalgisa.”, diz trecho de um pedido de prisão contra ela.</p>



<p>“Assim como esse, existem outros exemplos desses julgamentos morais sobre a conduta dessas mulheres. É um relato quase cômico, mas é importante que se diga que esse tipo de gesto estava muito mais próximo da perversidade do que da loucura ou da graça”, contextualizou Sophia no evento. “Esse mesmo delegado, Álvaro Gonçalves da Costa Lima, por exemplo, está na lista dos torturadores da ditadura militar que foram denunciados na Comissão Estadual da Verdade”, disse.</p>



<p>A socióloga Anita Pequeno lembrou que o anticomunismo tem uma forte dimensão moral: no discurso oficial da Era Vargas, o comunismo era acusado de destruir famílias e desvirtuar homens e mulheres. Misoginia e anticomunismo caminhavam juntos. “No contexto específico da Era Vargas, a mulher aparece como muito fundamental, quase como o sustento da nação. Mas qual mulher? A mãe de família, a mulher que seria responsável pelo governo do lar. É quase aquela expressão: &#8216;bela, recatada e do lar&#8217;. Então, se esperava que a mulher encarnasse esse ideal público. Que a honra dessa mulher fosse a própria encarnação da moral pública. As mulheres que apresentassem qualquer dissidência – como algumas que foram listadas associadas à prostituição, ou mulheres que perdiam a virgindade muito cedo – eram assunto de polícia. A virgindade das mulheres era assunto de polícia porque a honra delas tinha a ver com a honra pública”, afirmou Anita Pequeno no evento de lançamento do livro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Complacência com as mulheres nazistas</h2>



<p>Apesar das afinidades ideológicas de Vargas com o nazifascismo, em 1942 o Brasil entrou na II Guerra Mundial contra os países do Eixo. Com isso, a repressão política em Pernambuco passou a focar intensamente em mulheres estrangeiras (sobretudo alemãs, italianas e japonesas) sob suspeita de espionagem e nazismo.</p>



<p>Na ficha da alemã Hertha Dorotea Sachser está escrito, que em sua declaração, ela afirmou que “como alemã, consequentemente, é nazista e que tem certeza da vitória da Alemanha. Diz que não praticou nenhum ato de espionagem, mas que considera o espião um bom patriota”.</p>



<p>Mas há uma grande diferença entre o tratamento da polícia com essas mulheres e com o das mulheres brasileiras comunistas da classe operária. “É interessante a dinâmica que se dá aqui em Pernambuco. Essas mulheres, as que eram nazistas de fato, tinham uma ideia de que eram superiores de tal forma que elas diziam isso na cara dos policiais. E a impressão que dá é que os policiais concordavam que elas eram melhores que eles. Os policiais eram muito mais complacentes com elas. Então, essa dinâmica racial também estava apresentada”, disse Anita Pequeno.</p>



<p>No último texto do livro, que se chama <em>Notas Cromáticas</em>, as pesquisadoras se dedicam a escrever sobre como era minuciosa a descrição dos corpos das mulheres que eram fichadas. “Nas mulheres mais pobres, essa parte da cor está sempre preenchida e nas outras nem tanto. Nós vimos que nas mulheres negras, nas mulheres racializadas, a semântica das cores era muito complexa”, disse Anita Pequeno.</p>



<p>“Termos tais como “parda”, “parda clara”, “parda escura”, “morena”, “branca trigueira”, “preta” e “preta fula” aparecem como marcas de uma lógica classificatória ambígua que, longe de neutralizar o racismo, o sofisticava. Historicamente, as gradações de cor, associadas ao acesso desigual à cidadania, pavimentaram o caminho para a formulação posterior do mito da democracia racial e buscavam fragmentar a identidade dessa parcela da população. Como sabemos, apesar dos malabarismos orquestrados pelo Estado para camuflar e perpetuar as hierarquias sociais, e mesmo com o fortalecimento do mito da democracia racial — forjado desde o Império e consolidado como ideologia nacional —, o racismo seguia operando de forma estruturante”, diz trecho do livro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sudene lança edital de R$ 4 milhões para projetos de inovação liderados por mulheres</title>
		<link>https://marcozero.org/sudene-lanca-edital-de-r-4-milhoes-para-projetos-de-inovacao-liderados-por-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 21:59:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sudene]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de estimular propostas inovadoras para o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o empreendedorismo feminino dos 11 estados, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) lançou, nesta terça-feira, o edital Inova Mulher. O investimento da Sudene será de R$ 4 milhões e os projetos submetidos por empresas, cooperativas e associações de mulheres [&#8230;]</p>
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<p>Com o objetivo de estimular propostas inovadoras para o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o empreendedorismo feminino dos 11 estados, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) lançou, nesta terça-feira, o edital Inova Mulher. O investimento da Sudene será de R$ 4 milhões e os projetos submetidos por empresas, cooperativas e associações de mulheres devem oferecer propostas nas áreas de economia criativa, bioeconomia e educação.</p>



<p>Com a expectativa de que sejam desenvolvidos 51 projetos – cada um recebendo cerca de R$ 80 mil – o apoio será viabilizado por meio de chamada pública, que será executada com recursos oriundos de 1,5% do retorno das operações do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). O edital será publicado na próxima sexta-feira, 08 de março, data em que começam as inscrições, se estendendo até o dia 22 de abril, e poderá ser acessado no site da Sudene. O resultado final deverá ser divulgado em 5 de julho.</p>



<p>Para participar da chamada pública, as iniciativas precisam ser gerenciadas e lideradas por mulheres ou por pessoas que pertençam a um grupo minoritário de gênero. A partir do edital, a Sudene espera contribuir, entre outras coisas, para a sustentabilidade ambiental, economia circular, atração de investimentos, ampliação do mercado de trabalho, valorização da mulher na sociedade, geração de emprego e renda, inclusão social e digital. </p>



<p>Segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, o lançamento do edital é “mais um passo que damos para reconectar a Autarquia com as pautas da sociedade. São 60 milhões de pessoas na área de atuação da Superintendência e 53% desse universo é formado por mulheres”.</p>
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		<item>
		<title>Conheça a mulher que virou zeladora do cemitério para ficar perto do túmulo do filho</title>
		<link>https://marcozero.org/conheca-a-mulher-que-virou-zeladora-do-cemiterio-para-ficar-perto-do-tumulo-do-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Géssica Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 18:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Caruaru]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Acauã]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Géssica Amorim, em parceira com o Coletivo Acauã Quem percorre as alamedas do cemitério São Roque, em Caruaru, para acompanhar um enterro ou visitar o túmulo de parentes, costuma encontrar uma mulher solitária, encurvada sobre os túmulos, regando e cuidando das flores que ela mesmo plantou. É comum confundi-la com uma funcionária da prefeitura, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Géssica Amorim, em parceira com o <a href="https://instagram.com/coletivoacaua?igshid=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coletivo Acauã</a></strong></p>



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<p>Quem percorre as alamedas do cemitério São Roque, em Caruaru, para acompanhar um enterro ou visitar o túmulo de parentes, costuma encontrar uma mulher solitária, encurvada sobre os túmulos, regando e cuidando das flores que ela mesmo plantou. É comum confundi-la com uma funcionária da prefeitura, mas, na verdade, aos 77 anos, Edite Maria não tem qualquer vínculo empregatício com o município, apesar de ter começado a “trabalhar” no cemitério em 1983.</p>



<p>A presença de Edite passou a ser uma constante no cemitério depois da morte do seu filho, Elenildo Lima, assassinado por engano aos 21 anos, numa encomenda de morte destinada a outra pessoa. “Ele ia entrar pro Exército, mas tiraram a vida dele. Foi por engano, eu não sei nem contar direito. Meu menino gostava de ficar num bar perto de casa, e encomendaram a morte de uma pessoa que também gostava de ir pra esse bar e confundiram com ele. Abri a porta já com os tiros”.</p>



<p>Elenildo foi morto em 19 de outubro daquele ano e,logo depois, a sua mãe começou a visitar o cemitério com regularidade, diminuindo cada vez mais os intervalos entre uma visita e outra. A dedicação e o modo como dona Edite passou a cuidar da sepultura do filho chamou a atenção de pessoas que sepultaram parentes e amigos no mesmo cemitério, então ela começou a receber propostas para zelar por outros túmulos. Hoje, ela cuida de aproximadamente 30. “As pessoas me pedem pra eu tomar conta [da sepultura] de algum parente e me dão alguma ajuda. Não é todo mundo que me paga, mas eu cuido mesmo assim. Fica por minha conta. Eu gosto de estar aqui, as pessoas gostam do meu trabalho. E não é nada demais, fincar umas plantas, aguar, tirar o mato do chão”.</p>



<p>Todos os dias, ao final da manhã, já entrando pelo meio do dia, Dona Edite deixa a sua casa na Rua Boa Ventura, no bairro Petrópolis, e caminha até o campo santo, localizado no bairro Centenário. São quase dois quilômetros a pé. “Eu venho caminhando. Costumo chegar aqui no cemitério perto de uma hora da tarde. Às vezes, demoro mais. Tem dia que venho me distraindo com uma coisa ou outra pela rua, mas todos os dias eu venho. Vou embora só umas cinco da tarde”.&nbsp;</p>



<p>Dona Edite não mora com nenhum parente, vive sozinha, e diz não fazer questão de manter amizade com ninguém. Encostada no portão de um compartimento construído ao lado da sepultura do filho, onde acende velas e guarda vassouras, baldes e outras ferramentas de jardinagem, ela fuma um cigarro como se olhasse a rua, da porta de casa, enquanto fala da sua rotina e do que sonha à noite, quando dorme. “Eu vivo só com Deus, mais ninguém. E não tenho e nem quero amizade. Ninguém tem amigo no mundo, eu prefiro andar só. Eu venho pra cá, passo o dia, chego em casa de noite e faço logo meu café. Deixo o corpo esfriar, me molho, espero mais um pedaço e vou me deitar. Tem noite que é uma agonia, sonho com uns cantos [lugares] estranhos, uns pés de árvores grandes, eu não sei explicar direito. Mas já estou acostumada”.&nbsp;</p>



<p>Para a zeladora, estar no cemitério São Roque é estar perto do filho falecido. “Vir pra cá, é como vir pra perto dele. Cuido do meu filho. Quando o pai [de Elenildo] me deixou, ele tinha oito meses de vida. Ficamos só nós dois, ele era minha companhia, um companheiro. Pra mim, foi ontem que tudo aconteceu”.&nbsp;</p>



<p>Suas palavras me fazem lembrar o livro <em>Medo Líquido</em>, publicado em 2006, no qual o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, já terminando “O Pavor da Morte”, primeiro capítulo da obra, diz que cada morte é uma perda definitiva, irreversível e irreparável de um mundo. Uma ausência eterna, que jamais acabará. Há 40 anos, Dona Edite tenta sustentar e acessar o mundo de Elenildo. Desafia a condição inapelável, sinistra e misteriosa da morte, usando como canal de comunicação entre mãe e filho, o cuidado.&nbsp;</p>



<p>Nas últimas quatro décadas, Dona Edite nunca pensou em deixar de ir ao cemitério São Roque. Ela conta que, em todo esse tempo, sequer pensou no dia em que isso poderia acontecer. “Eu nunca deixei de vir. Nunca pensei nisso. E faz tempo que eu vivo assim. O que eu sei, é que um dia eu venho de vez, não é mesmo?”</p>



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	                                        <p class="m-0">Edite Maria, na porta do túmulo do filho morto há 40 anos. Crédito: Géssica Amorim/Coletivo Acauã</p>
	                
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		<title>Júlia Gabriela de Jesus, uma toada de coragem</title>
		<link>https://marcozero.org/julia-gabriela-uma-toada-de-coragem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2022 08:36:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Coletivo Acauã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Géssica Amorim*, do Coletivo Acauã Moradora do povoado Maravilha, na zona rural do município de Custódia (sertão de Pernambuco), a vaqueira Julia Gabriela de Jesus, 20, começou a se interessar por pegas de boi no mato quando ainda era criança. No entanto, ela só passou a participar desse tipo de evento vestindo chapéu e [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Géssica Amorim*, do <a href="https://www.instagram.com/p/CmP4pO5Lrhc/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coletivo Acauã</a></strong></p>



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<p>Moradora do povoado Maravilha, na zona rural do município de Custódia (sertão de Pernambuco), a vaqueira Julia Gabriela de Jesus, 20, começou a se interessar por pegas de boi no mato quando ainda era criança. No entanto, ela só passou a participar desse tipo de evento vestindo chapéu e gibão de couro há pouco mais de um ano.</p>



<p>“Eu sempre gostei de bicho. De cavalo, principalmente. Quando era criança, eu admirava, mas não imaginava que poderia ser [vaqueira]. Tinha a vontade, mas era como se não fosse possível”, relata Julia.</p>



<p>Nas pegas, os animais são soltos na caatinga e os vaqueiros e vaqueiras que conseguem recuperá-los vencem a disputa estabelecida ali. Em geral, os prêmios são em dinheiro ou são entregues troféus, selas, arreios e até animais para quem consegue voltar do mato com um boi no laço.</p>



<p>Com pouco incentivo da família e muita coragem, a cada pega de boi da qual participa, Julia enfrenta touceira de xique-xique, espinho de jurema e o desafio de, quase sempre, ser a única mulher a integrar grupos de vaqueiros compostos majoritariamente por homens. “A minha família diz o que a gente costuma ouvir, mesmo. Que é coisa de homem, que é perigoso. Em casa, eu só tenho o apoio da minha avó Severina e da minha namorada, Valessa. Nas pegas, sempre aparecem os vaqueiros que acham que estou ali por estar. Pensam que mulher não enfrenta o desafio de verdade”.</p>



<p>Na essência, as pegas de boi no mato ainda destacam e valorizam principalmente características e posturas que costumamos associar apenas aos homens, que são maioria nesse tipo de evento. A presença e a influência de mais mulheres nesses espaços, para abrir mais caminhos para que outras vaqueiras participem ativamente das pegas de boi, é algo importante para Julia. “Eu acredito que as mulheres devem ocupar esses lugares, mesmo. Pra gente mostrar que também podemos fazer isso. Que podemos participar das pegas de verdade e não ficar só assistindo. Acredito que, assim, nós podemos ajudar a quebrar o preconceito das pessoas que acham que é coisa só de homem”. </p>





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		<title>Mães afetadas pela fome e sem acesso à água vão às urnas por cisternas e geração de renda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 12:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[agricultoras]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Adriana Amâncio* Para as mães de crianças de 0 a 6 anos do Semiárido brasileiro, essas eleições são decisivas. Elas consideram o voto a última cartada para solucionar dois sérios problemas que voltaram a assolar as suas vidas na região: a fome e a escassez hídrica. Na região Nordeste, onde quatro de cada dez [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Adriana Amâncio*</strong></p>



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<p>Para as mães de crianças de 0 a 6 anos do Semiárido brasileiro, essas eleições são decisivas. Elas consideram o voto a última cartada para solucionar dois sérios problemas que voltaram a assolar as suas vidas na região: a fome e a escassez hídrica. Na região Nordeste, onde quatro de cada dez famílias não têm certeza sobre o que vão comer, quase metade dos lares com crianças com até dez anos não tem certeza se conseguirá se alimentar todos os dias. No estado do Maranhão, por exemplo, o percentual é de 63%; em Alagoas, quase 60% dessa população se encontra na mesma situação, revelam os novos dados do 2º Inquérito <a href="https://olheparaafome.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vigisan</a>.</p>



<p>Já a falta de acesso à água faz parte das vidas de 350 mil famílias, aproximadamente 1 milhão de pessoas, segundo dados divulgados na publicação <a href="https://www.asabrasil.org.br/images/UserFiles/File/Acesso_a_agua_para_populacoes_do_Semiarido_brasileiro.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acesso à água</a> para a população do Semiárido Brasileiro, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Historicamente, sempre coube às mulheres e às crianças o ofício de abastecer a casa com água. Por essa razão, tanto mães quanto crianças sabem bem o quanto custa não ter uma cisterna. Ainda cabe às mães o trabalho exclusivo de cuidado com os filhos, por isso, quando a barriga deles ronca, elas são as que escutam primeiro. Assim, as mães da primeira infância no Semiárido, afetadas pela fome e pela sede, vão às urnas por cisterna e geração de renda.</p>



<p>O professor da Universidade Federal Rural do Paraná (UFRPR) e pesquisador da Rede Brasileira em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan), Nilson de Paula, explica que a incerteza sobre o que vai comer é a tradução das condições de insegurança alimentar moderada ou grave. Na prática, quer dizer que hoje a família consegue algo para comer, mas amanhã, já não sabe como vai ser. “Para uma criança em pleno desenvolvimento das suas capacidades isso é muito grave. No aspecto social psicológico e social, a criança viver um drama na sua autoestima, sem interação social, sem lazer, e, no futuro, com limitações para desenvolver as suas competências”, alerta.</p>



<p>A enfermeira e professora associada do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Márcia Machado, afirma que tanto o acesso à água quanto à alimentação deficientes comprometem o funcionamento do cérebro da criança em seus anos iniciais de vida. “[Nesta fase] a criança está formando um monte de conexões cerebrais. Se nós quisermos que ela se desenvolva bem, é preciso garantir, no mínimo, três refeições ao dia”, destaca.</p>



<p>A informação trazida pelo coordenador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o Semiárido, Dennis Larsen, a condição para o bom desenvolvimento cognitivo das crianças brasileiras nos últimos anos não foi garantida. Dennis frisa que os cuidados essenciais nos primeiros mil dias de vida da criança, a exemplo de vacinação, alimentação e acesso à água foram comprometidos durante a pandemia, impactando no futuro dessas crianças. “Durante a pandemia, a pobreza cresceu e muitas crianças não puderam, por exemplo, ter três refeições por dia”, informa. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2021, 14% do total de crianças brasileiras estavam abaixo do peso adequado. O estudo Epicovid19 da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) constatou que 22,7% das crianças mais pobres deixaram de ser vacinadas em 2020.</p>



<p>A universalização do acesso à água no Semiárido se tornou uma realidade mais distante, quando a principal política de combate à escassez hídrica na região sofreu drásticos cortes no orçamento. Para se ter uma ideia, o Programa Cisternas executou, em 2021, o menor orçamento da sua história, pouco mais de 32 milhões de reais e implementou apenas 4.305 tecnologias (inclui os diversos tipos de cisternas, barragens subterrâneas etc), segundo dados do Ministério da Cidadania. Sem água, as caminhadas das mulheres e, em alguns casos com a ajuda das crianças, em busca do recurso voltaram a se tornar comuns na região. O problema também afeta as escolas municipais, que somam 3 mil sem abastecimento hídrico e <a href="https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/unicef-lanca-campanha-aguahigienenasescolas-e-faz-webinario-sobre-o-tema">21 mil</a>com abastecimento inadequado, segundo o Unicef.</p>



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	                                        <p class="m-0">Larsen avalia impacto da pandemia nas famílias e escolas. Crédito: Ascom/Unicef</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Auxílio Brasil não resolve</strong></h2>



<p>Mãe de Luigi Ribeiro, garoto que acaba de completar sete anos, a agricultora e quilombola da comunidade, Lucimara Ribeiro, que mora na Lagoa da Firmeza, em São Raimundo Nonato, no semiárido piauiense, enfrentou a fome já durante a gestação, quando foi abandonada pelo companheiro. Antes da gravidez, ela trabalhava no projeto Mais Educação do Governo do estado do Piauí, mas ficou desempregada antes mesmo de dar à luz e nunca mais conseguiu trabalho.</p>



<p>A rotina diária de Lucimara é marcada por caminhadas em busca de água, pois a única fonte adequada para consumo humano com que a agricultora pode contar é a cisterna de 16 mil litros do pai. Essa tecnologia é capaz de suprir as necessidades de uma família de até cinco pessoas por oito meses, tempo que normalmente dura o período de estiagem no semiárido. Se for compartilhada por duas ou mais famílias, a água acaba mais rápido. É justamente o que acontece na casa de Lucimara. A cisterna, que atende à família dela e do pai, esvazia com pouco tempo de uso. Quando não tem previsão de chuva para encher o reservatório novamente, a família passa então a depender da chegada do carro &#8211; pipa, que visita a comunidade a cada três meses.</p>



<p>Já a água destinada à lavagem de roupas, ao banho e aos demais usos, é salgada e vem de um poço, localizado nos arredores da casa. A única fonte de renda da agricultora é o Auxílio Brasil, que neste período de inflação, não garante alimento para um mês inteiro. “Se comprar os 600 reais [de alimento], dá para duas semanas, sem botar a mistura [carne]. Às vezes, a gente ganha doações para complementar, mas ultimamente está difícil. Quando ele [Luigi] diz: ‘mãe, tô com fome!’ Aí eu caço [procuro] uma coisa, caço outra e não tem nada, fazer o quê, né! Assim a gente vai enganando. ”, explica.</p>



<p>Lucimara lembra que, após a pandemia, a situação piorou. Ela perdeu um trabalho informal de venda de materiais de limpeza. Com as aulas paralisadas, a merenda foi suspensa e, mesmo quando a escola passou a distribuir cestas básicas, não adiantou muito, pois, segundo ela, a doação continha poucos itens apenas “arroz” e “massa de milho”, “o grosseiro”, classifica. Mesmo assim, ao longo da pandemia, “foram distribuídas duas vezes apenas”, queixa-se. Quando a criança faz birra e chora, a jovem sente desânimo e busca alternativas para distrair a atenção dele. Mesmo com desanimada, Lucimara cultiva uma esperança no coração, que compartilha comigo em meio às lágrimas e soluços que consigo ouvir do lado de cá do telefone.</p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Acervo pessoal/Lucimara Ribeiro</p>
	                
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<p>“Eu até fico emocionada porque o pessoal do Sul diz que o nordestino é preguiçoso, quer viver de renda [benefício social], mas não é isso, é que principalmente quem é quilombola, que vive no campo, precisa [de apoio]. Eu tenho esperança de ir às urnas votar em um candidato que ajude as pessoas. Eu quero ter emprego, ter a minha cisterna, que já teve uma política pública que distribuía cisterna e, agora, está parada. E quero outras políticas públicas principalmente para nós, mulheres. Eu agradeço o Bolsa Família [ Auxílio Brasil], mas eu quero mesmo é estar trabalhando para sustentar o meu filho”, desabafa.</p>



<p>A professora Márcia Machado avalia que fome e insegurança hídrica estão relacionadas. Dados do <a href="https://olheparaafome.com.br/pesquisa2020/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1º Inquérito Vigisan</a> comprovariam essa afirmação. Em 2020, a pesquisa constatou que a insegurança alimentar saltou de 21,8% para 44,2% nas casas sem acesso à água. “Se a família não tem água para produzir alimentos in natura, acaba buscando alimentos não perecíveis [ultraprocessados], que são danosos à saúde. É preciso assegurar cisternas para que as famílias produzam o seu próprio alimento saudável”, observa. No Semiárido, é comum as mulheres que possuem acesso à água, construírem um canteiro produtivo nos arredores de casa de onde tiram alimentos frescos. Esses canteiros possuem um papel relevante na segurança alimentar das famílias.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando a</strong> comida acaba</h3>



<p>Em outra parte do Semiárido, na região oeste da Bahia, a agricultora Ariana Pereira, de 32 anos, vive com o companheiro, pai de um dos seus três filhos, na Fazenda Buriti, no município de Correntina, no Vale do Arrojado. Há três anos, ela se tornou totalmente dependente do extinto Bolsa Família, hoje Auxílio Brasil, após perder a única fonte hídrica da qual dispunha para cultivar os alimentos consumidos pela família. Ela contava com dois córregos abastecidos com água do rio Corrente, que secaram, segundo ela, devido aos desmatamentos constantes para o avanço do monocultivo de soja na região.</p>



<p>Ariana vive na região do chamado Matopiba eminentemente formada por Cerrado e que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O local abriga grandes fazendas de monocultura de soja, que para produzir, além da prática do desmatamento, demandam grandes volumes de água. Garantir alimento para o mês inteiro com os 600 reais do Auxílio em um momento de alta nos preços, “não dá”, sentencia a agricultora, que é mãe de uma garota de seis anos e dois meninos de 10 e 13 anos.</p>



<p>&#8220;A gente mudou praticamente tudo, porque o dinheiro não dá pra comprar carne. A gente tá comendo mais alimento industrializado e quando acaba, às vezes, a minha mãe doa. Quando não tem, a gente come o que aparece. Meus filhos foram criados com dificuldade. De manhã, a maioria das crianças quer pão, bolacha, eu dou a eles uma farofa de ovo e eles comem. Já teve dia deles perguntarem ‘mãe tem o quê pra comer?’ Eu respondo que não tem nada. É triste vê o seu filho pedir comida e não poder dar nada. O pior é que o pai dos meus dois filhos mora perto e não dá nada. ”, explica a agricultora.</p>



<p>Ariana dispõe de água potável na torneira, mas não tem água para produzir alimentos, por isso, o cardápio da família é majoritariamente formado por comida ultraprocessada. Quando perguntei se a agricultora gostaria de ter de volta água para plantar, ter uma cisterna de 52 mil litros, tecnologia destinada à produção e consumo dos animais, por exemplo, ela respondeu “sim, quem dera!”. E Complementou: &#8220;plantar a comida na área é mais seguro, barato e saudável para mim e os filhos”.</p>



<p>Quando plantava, Ariana relembra que o tempo era de fartura. Tinha fava, cana-de-açúcar, legumes e verduras. Agora, a dieta é composta de mortadela, salsicha, cuscuz pré-cozido e o açúcar refinado que tomou o lugar da rapadura. Quando comparamos a alimentação que Ariana teve na infância com a dos seus filhos, a diferença é enorme. Ela comia o que vinha da terra, enquanto eles comem o que vem do mercadinho e que, mesmo assim, não basta para suprir a família por um mês. A água que Ariana consome, junto com a família, é potável e fornecida pela prefeitura, de forma racionada. Ela é bombeada direto do rio Corrente e chega à casa, por meio de uma rede de abastecimento. Ariana já definiu a pauta que vai determinar o seu voto nas urnas. “Olha, eu vou votar confiando que quem vai ganhar, vai priorizar os nordestinos, vai melhorar essa situação da fome, vai trazer cisternas”, afirma.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Problemas de saúde</strong></h3>



<p>A fome e a insegurança alimentar acentuadas pela pandemia da covid-19 podem ocasionar déficits que acompanharão as crianças ao longo de muito tempo, alerta a professora Márcia Machado. “A vitamina A, por exemplo, está presente em muitos alimentos e a sua ausência afeta a visão. Com isso, as crianças têm dificuldade de enxergar, o que impacta no rendimento escolar. A deficiência nutricional resseca a pele, atrofia o crescimento e limita a capacidade cognitiva, motora e de assimilação de palavras”, explica.</p>



<p>Ainda segundo a professora, na região semiárida é muito comum crianças nascerem com lábio leporino, uma fenda que atinge o lábio superior e o nariz. Essa má formação é resultado de gestações de mães com grande deficiência de ácido fólico. Por fim, a vitamina B12 estimula a imunidade, ou seja, a criação da defesa que protege o organismo contra os ataques de doenças causadas por vírus e bactérias. “Uma criança com déficit de vitamina B12, não desenvolve a lactoferina, uma enzima que luta contra as bactérias que podem entrar no organismo, por exemplo, através da ingestão de água contaminada. Sem esta enzima, a criança desenvolve a diarreia em sua forma mais grave”, explica.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A primeira infância e as eleições</strong></h4>



<p>O artigo 227 da Constituição Brasileira afirma que as crianças são prioridade absoluta. Os dados de fome e escassez hídrica que comprometem a primeira infância, mencionados neste texto, acendem um alerta sobre o descumprimento deste artigo. Nessa direção, as eleições deste ano também têm sido vistas como uma oportunidade de eleger pessoas comprometidas com a superação das desigualdades que atingem mulheres e crianças.</p>



<p>A diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Montoro, considera essas eleições especiais para a primeira infância. “É o momento em que nós vamos escolher os gestores públicos que enfrentarão os gravíssimos impactos da pandemia nas infâncias &#8211; e isso não é trivial. Apesar de as políticas públicas voltadas para a primeira infância estarem em grande parte no âmbito da gestão municipal, os governos estaduais e federal também têm uma contribuição importante nesta seara. A colaboração entre os entes federativos é uma discussão importantíssima a ser feita para que a gestão pública possa atuar em três eixos estruturantes: transferência de renda, programas de visitação domiciliar e oferta de creches”.</p>



<p>O coordenador do Unicef Dennis Larsen defende que os novos governantes priorizem políticas públicas de fortalecimento da educação, levando em conta o impacto da pandemia sobre a área. “O investimento em educação é uma iniciativa prioritária, pois a pandemia levou cerca de 5 milhões de crianças para fora da escola, sendo que a escola é um lugar de proteção, de alimentação e de garantia de direitos para as crianças”, conclui.</p>



<p><strong>Esta matéria é uma das selecionadas pela bolsa de reportagens &#8220;Eleições e primeira infância&#8221; do Nós, mulheres da periferia, apoiada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.</strong></p>



<p><strong>* *Jornalista freelancer, com 12 anos de atuação na cobertura de pautas nas áreas de direitos humanos, meio ambiente e gênero.</strong></p>
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		<title>Mulheres de Flores vão às ruas pedir prisão de três homens que doparam e estupraram copeira</title>
		<link>https://marcozero.org/mulheres-de-flores-vao-as-ruas-pedir-prisao-de-tres-homens-que-doparam-e-estupraram-copeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Géssica Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2021 19:53:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A informação de que uma mulher havia sido estuprada por três homens, um deles primo do prefeito e filho de uma vereadora, espalhou-se rapidamente por Flores, município de 23 mil habitantes no sertão do Pajeú, a 391 quilômetros do Recife. Na terça-feira, 21 de dezembro, dezenas de mulheres precisaram apenas de algumas horas para organizar [&#8230;]</p>
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<p>A informação de que uma mulher havia sido estuprada por três homens, um deles primo do prefeito e filho de uma vereadora, espalhou-se rapidamente por Flores, município de 23 mil habitantes no sertão do Pajeú, a 391 quilômetros do Recife. Na terça-feira, 21 de dezembro, dezenas de mulheres precisaram apenas de algumas horas para organizar uma passeata pelas ruas da cidade para exigir justiça para a copeira de 29 anos que, na noite do domingo, dia 19, foi dopada, levada para um motel da cidade e estuprada várias vezes.&nbsp;</p>



<p>De acordo com informações oficiais da Polícia Civil, até o momento, três homens foram apontados como suspeitos do crime. Dois dos acusados são considerados foragidos pela polícia: Heitor Santana, filho da vereadora Flávia Santana (PSB) e primo do prefeito Marconi Santana (PSB), e João Victor Alves, ambos de 18 anos. O terceiro acusado, Josélio Siqueira, de 61 anos, foi preso e encaminhado para audiência de custódia na manhã desta quarta-feira, 22.&nbsp;A delegada Jessica Bezerra de Almeida comanda a busca dos dois fugitivos.</p>



<p>A copeira é funcionária da Câmara de Vereadores do município. Segundo informações fornecidas por sua irmã, ela chegou a ser babá de Heitor, que, na noite do crime, a encontrou casualmente e a convidou para tomar uma cerveja, enquanto ela saía do local onde fazia a prova de um concurso público. “Ela trabalhou muitos anos na casa dele como doméstica e babá. Ele a convidou para sair depois do concurso e ela foi. Confiou nele”, conta a irmã mais nova da vítima &#8211; cujo nome também será omitido para evitar que a família seja exposta.</p>



<p>Os homens gravaram os sucessivos estupros no quarto do motel e compartilharam os vídeos. No dia seguinte, perderam o controle da situação. Os vídeos viralizaram no Whatsapp por Flores e pelos municípios vizinhos. De acordo com a irmã da copeira, um dos rapazes chegou a procurar a vítima para oferecer dinheiro para que ela saísse da cidade. A moça não aceitou e contou aos seus familiares o que lembrava sobre a noite em que foi estuprada.</p>



<p>Em<a href="https://www.instagram.com/p/CXwDbftL5gN/"> nota</a> publicada em seu perfis nas redes sociais, o prefeito Marconi Santana afirmou que é &#8220;contra qualquer ato de violência contra mulher, seja ele físico, psicológico e ou sexual&#8221;. O político assegurou que sua família &#8220;não comunga com o ato praticado e que cabe às autoridades competentes a aplicação da norma jurídica para a matéria&#8221;.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>



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		<title>Custo da menstruação aumenta desigualdade de gênero</title>
		<link>https://marcozero.org/custo-da-menstruacao-aumenta-desigualdade-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 20:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[absorventes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Absorvente é um item de primeira necessidade para 51% da população brasileira, mas não está incluído na cesta básica. Nem é doado em postos de saúde, escolas públicas ou presídios femininos. Em pleno 2021, uma a cada quatro pessoas com útero e que menstruam não tem acesso a absorventes no Brasil. A pobreza menstrual ainda [&#8230;]</p>
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<p>Absorvente é um item de primeira necessidade para 51% da população brasileira, mas não está incluído na cesta básica. Nem é doado em postos de saúde, escolas públicas ou presídios femininos. Em pleno 2021, uma a cada quatro pessoas com útero e que menstruam não tem acesso a absorventes no Brasil. A pobreza menstrual ainda precisa ser abordada porque ela aumenta a desigualdade de gênero.</p>



<p>No último dia 26, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4968 que pode melhorar a vida de cerca de 5,6 milhões de mulheres com a distribuição gratuita de absorventes.</p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>As beneficiadas serão estudantes de baixa renda, matriculadas em escolas públicas; mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade social extrema ou em privação de liberdade. No entanto, a lei aprovada só entra em vigor após apreciação de 68 homens e 13 mulheres que compõem o Senado e, depois, ainda ser sancionada por mais um homem, o presidente da República.</p>



<p>Até lá, Rute de Oliveira segue com medo que falte dinheiro para comprar absorventes. “Foi uma surpresa ruim menstruar, porque só tenho 10 anos. Achava que só ia acontecer quando  fizesse uns 12 anos. Às vezes, tenho medo que falte absorventes por conda da situação de dinheiro mesmo”, explica a estudante da Escola Municipal Santo Antônio de Pádua, em Catuama. Rute tem duas irmãs e a família sobrevive da pensão do pai e da renda da mãe, que é diarista.</p>



<p>Para entender a dimensão do problema basta dizer que aproximadamente 900 mil meninas não têm sequer acesso a água encanada em casa e<strong> </strong>6,5 milhões vivem em locais sem saneamento básico, segundo o estudo<strong> “<a href="https://www.unicef.org/brazil/relatorios/pobreza-menstrual-no-brasil-desigualdade-e-violacoes-de-direitos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos</strong></a>”,</strong> realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).</p>



<p>Ao longo da vida escolar, a falta do absorvente deixa uma entre quatro meninas brasileiras sem ir à escola. Em pleno século 21, a disparidade de gênero ainda é acentuada pela simples condição de nascer com útero.</p>





<p>Para Kaciane Arruda, professora da rede municipal, o papel da escola é fundamental nesse período da vida das meninas. “É indispensável a participação da escola na orientação dessas meninas, pois muitas vezes elas não recebem em casa informações suficientes para, por exemplo, reagir no momento da primeira menstruação. Falamos muito sobre não ter medo, não entrar em pânico e sobre como procurar ajuda”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Débora menstruou a primeira vez aos 11 anos. Crédito: Ines Campelo/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>Débora Vitória Pires, de 13 anos, é aluna de Kaciane na Escola José Múcio Monteiro, no Ibura, zona sul do Recife. A única na turma do quinto ano que menstrua. A primeira vez aconteceu na escola. “Foi muito ruim porque não sabia quase nada do assunto e estava aqui na escola. Aí chamei a tia no banheiro e contei pra ela. Minha avó precisou até trazer uma roupa pra mim”, conta, desconcertada, ao acrescentar que sente muita cólica e tontura durante o ciclo, mas ainda assim consegue ir à aula.</p>



<p>Autora do projeto de lei que deu início ao Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, a deputada Marília Arraes destaca a importância da aprovação da nova legislação. “O combate à pobreza menstrual é um compromisso que abracei há anos e ao qual tenho me dedicado desde o primeiro dia de trabalho na Câmara dos Deputados. Esse é o primeiro passo para que possamos efetivamente criar uma política nacional de superação da pobreza menstrual. A partir daí, atenderemos a outros grupos de mulheres. Quando você não tem dinheiro nem mesmo para comprar comida, itens de higiene como absorventes se transformam em artigos de luxo. Imagine essa realidade no Brasil da pandemia, que tem 19 milhões de pessoas passando fome”, apontou a parlamentar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pernambuco não tem programas específicos para combater a pobreza menstrual</strong></h2>





<p>Como a aprovação e a entrada em vigor da lei federal ainda são incertezas, a reportagem entrou em contato, por e-mail, com as secretarias estaduais que atuam diretamente com mulheres e homens trans para apurar se o Pernambuco avançou no combate a pobreza menstrual e se o assunto é tratado no âmbito das políticas públicas, ações ou projetos de algumas delas. Em linhas gerais, as respostas das secretarias buscam se isentar da responsabilidade sobre o problema.</p>



<p>A Secretaria de Saúde respondeu que ações de distribuição de absorventes não ficam com a pasta. Sugeriu que procurássemos a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) ou mesmo Secretaria da Mulher.</p>



<p>A SDSCJ respondeu que não trabalha especificamente com a distribuição de absorventes. O papel de execução desse tipo de ação, segundo a resposta, é das gestões municipais. No entanto, por atuar e acolher adolescentes, a SDSCJ dispõe de kits de higiene em seus equipamentos socioassistenciais, como as Casas de Acolhimento, o Centro da Juventude e etc, mas para uso exclusivo de quem é acompanhado pelos serviços.</p>



<p>A Secretaria de Ressocialização, que atende as mulheres privadas de liberdade, informou que as instituições religiosas, em sua maioria, realizam doações frequentes de absorventes e kits de higiene às três unidades prisionais femininas. As mulheres que não recebem visitas têm prioridade na distribuição. Exatamente a mesma resposta que obtivemos ao conversar com Cristilane de Souza, 34 anos, que cumpriu pena na Colônia Prisional Feminina de Abreu e Lima. “Quando a visita não tinha condições financeiras de levar o absorvente naquele mês, eu me virava pedindo à Assistente Social ou a outras mulheres. O que a gestão de lá alegava é que era obrigação da visita levar, e não do sistema”.</p>



<p>De acordo com a assessoria da Secretaria de Educação e Esportes, a pasta não possui programa ou ação específica que atue neste âmbito, mas fomenta discussões acerca da temática nas unidades de ensino em todo o território pernambucano.</p>



<p>A Secretaria da Mulher respondeu que trabalha com a política pública de apoio às mulheres com prevenção, formação e enfrentamento das violências. A política é ampla no quesito de apoiar os municípios nessas ações mais pontuais, que ficam a cargo do município.</p>



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		<title>Um secretariado sem paridade racial: o retrato da gestão do PSB no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/um-secretariado-sem-paridade-racial-o-retrato-da-gestao-do-psb-no-recife/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2021 18:53:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
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		<category><![CDATA[PSB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua primeira reunião com o secretariado, no domingo (3), o novo prefeito do Recife, João Campos (PSB), destacou, assim como vem fazendo nas redes sociais e nos comunicados à imprensa, o ineditismo da paridade de gênero, com nove homens e nove mulheres no primeiro escalão do governo municipal. O que o herdeiro político dos [&#8230;]</p>
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<p>Em sua primeira reunião com o secretariado, no domingo (3), o novo prefeito do Recife, João Campos (PSB), destacou, assim como vem fazendo nas redes sociais e nos comunicados à imprensa, o ineditismo da paridade de gênero, com nove homens e nove mulheres no primeiro escalão do governo municipal. O que o herdeiro político dos ex-governadores Eduardo Campos e Miguel Arraes não evidenciou foi a falta proporcionalidade racial na equipe.</p>



<p>Numa cidade em que 54% da população é formada por mulheres e 57% das pessoas se autodeclara negra (preta ou parda), a (falsa) paridade do primeiro escalão propagandeada pelo jovem branco de olhos azuis &#8211; cujas peças de campanha, num pleito sem representatividade negra, exploraram a cultura periférica com o passinho e o brega funk &#8211; vai de encontro à pauta antirracista essencial do feminismo hoje.</p>



<p>Dentre os nomes escolhidos por João Campos, a grande maioria é de pessoas brancas. Pelas fotos individuais dos secretários e das secretárias (confira-as ao final da matéria junto com os currículos), percebe-se a existência de somente três pessoas não brancas, Murilo Cavalcanti (Segurança Cidadã), Glauce Medeiros (Mulher) e Giovana Gomes Ferreira (Procuradoria, que faz parte do primeiro escalão). O número sobe para quatro se considerarmos o chefe de gabinete de imprensa, que tem status de secretário, Gilberto Prazeres.</p>



<p>Por se tratar de uma questão autodeclaratória, a reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura para saber como as pessoas se autodeclaram. Porém, não obteve retorno, assim como não obteve qualquer posicionamento aos questionamentos enviados sobre a composição do secretariado.</p>



<p>Em seu primeiro discurso como prefeito, o ex-deputado federal enfatizou a redução da desigualdade, cercado pela quase homogeneidade de seus pares. A foto coletiva do secretariado do Recife, que abre esta matéria, é o retrato da reprodução do racismo estrutural, que naturaliza a ausência ou a baixa incidência de pessoas negras, em especial mulheres, nos espaços de poder e decisão. Os currículos dos secretários e das secretárias também mostram que quase ninguém é ligado ou fez parte de movimentos sociais ou tem origem em organizações não governamentais.</p>



<p>Contraditoriamente ao discurso do novo prefeito, são justamente as estruturas de privilégio de gênero e também de raça que perpetuam as desigualdades. Mulheres brancas sofrem discriminação pelo fato de serem mulheres, mas, sem que isso deslegitime seu sofrimento, estão posicionadas no lugar social da branquitude e por isso continuam sendo privilegiadas estruturalmente.</p>



<p>Para Mônica Oliveira, membro da coordenação da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, a composição não surpreende do ponto de vista das análises que ativistas negras e negros já faziam antes e mostra que não há, novamente, expectativa de mudanças reais nas condições de vida da população negra nessa nova gestão. “A composição corresponde a um modelo de gestão que o PSB vem imprimindo tanto na cidade do Recife quanto no governo do estado e também nos compromissos que a chapa vencedora assumiu e explicitou ao longo de sua campanha”, afirma a comunicadora social e assessora parlamentar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Por outro lado, é importante destacar que, para além da cor da pele, do pertencimento racial simplesmente, nos interessaria pessoas negras comprometidas com a agenda de defesa de direitos da população negra e com a agenda de combate ao racismo”, enfatiza Mônica.</p></blockquote>



<p>Sendo de amplo conhecimento que as mulheres negras são o segmento da sociedade que ocupa os piores índices nos indicadores socioeconômicos, ela pontua que “o racismo é um sistema de opressão e, portanto, por ser um sistema, precisa ser enfrentado de maneira a considerar todas as dimensões”. “No caso das mulheres, quando o racismo se soma ao sexismo e à discriminação de classe, isso resulta nas condições tão precárias de vida que as mulheres negras ocupam”, acrescenta.</p>



<p>Na avaliação de Mônica, portanto, qualquer proposta de paridade de gênero que não leve em conta a dimensão racial não atende a uma proposta de enfrentamento e redução das desigualdades de gênero, por significar que será atendida apenas uma parcela das mulheres e há profundas desigualdades entre mulheres brancas e mulheres negras.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Na avaliação de Mônica Oliveira, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, propostas de paridade de gênero têm que levar em conta a dimensão racial (crédito: SOS Corpo)</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Ao se promover uma histórica exclusão, em todas as instâncias de poder, os impactos na formulação, execução, monitoramento e avaliação das políticas públicas são profundas. “Uma política, para ser efetiva, precisa contar, na sua formulação e execução, com olhares, competências, talentos, análises e estratégias também dos segmentos que devem ser diretamente atendidos por essa política”, diz Mônica, destacando que os avanços conseguidos em políticas públicas nas mais diversas áreas, que minimamente consideraram a dimensão racial, foram conquistas diretas da luta do movimento negro e do movimento de mulheres negras.</p>



<p>Entre a revolta das mulheres negras, está também a da arquiteta, urbanista, escritora e feminista Joice Berth, que se manifestou nas redes sociais citando a ausência de pessoas negras no secretariado. “O Brasil é muito mais marcado pelo racismo do que pelo machismo. Mulheres brancas, ainda que violentadas pelo sistema, são consideradas mulheres. As não brancas, sobretudo as negras, não”, diz o início do texto, que prega que não existe paridade na escolha do secretariado de João Campos. Joice lembra que “a proporcionalidade é a pedra filosofal da prática antirracista, metade desse secretariado deveria ser de pessoas negras, homens e mulheres”.</p>



<p>“Não entendo porque um prefeito acredita que paridade seja apenas de gênero. Não é. Paridade em um país erguido sob os alicerces do racismo é principalmente racial. Se mulheres brancas feministas continuarem fingindo que racismo não existe, o número de feminicídios e afins vai continuar em curva ascendente. Porque é preciso entender que há uma triangulação ativa das opressões, uma verdadeira ciranda, não aquelas maravilhosas que a cultura nordestina apresenta, mas uma ciranda macabra composta pelo racismo + machismo + elitismo (ou luta de classes). Essas três opressões se retroalimentam e não se separam. Tampouco diferem muito no modo de agir para garantir o sistema de dominação e opressão”, diz a publicação.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CJmhoAbHIM6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="13" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CJmhoAbHIM6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;"> Ver essa foto no Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CJmhoAbHIM6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Uma publicação compartilhada por Joice Berth (@joiceberth)</a></p></div></blockquote> <script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vereadoras feministas da oposição se manifestam</strong></h3>



<p>Dois dias antes da primeira reunião do secretariado da Prefeitura do Recife, na sexta (1), a vereadora mais votada da capital, Dani Portela (Psol), mulher negra, foi responsável pela abertura da nova legislatura da câmara municipal com um discurso que ela chamou de <a href="https://youtu.be/GblYhzzqOhI" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“reintegração de posse dos territórios políticos deste país”.</a></p>



<p>À vereadora, que é advogada popular, historiadora e professora, causou “estranheza” o pequeno número de pessoas negras, sobretudo mulheres negras, num espaço tão importante como o primeiro escalão do Recife, assim como a baixa representatividade da população negra de forma geral.</p>



<p>“Precisamos afirmar que paridade de gênero não é suficiente. Nossa cidade é marcada pelo racismo estrutural e pela continuação de oligarquias. Cabe a todo gestor o compromisso com a Agenda Antirracista em curso no estado”, cobrou Dani em posicionamento compartilhado nas redes sociais e enviado à <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, lembrando também que as mulheres negras, apesar de representarem 28% da população brasileira, são as menos representadas entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.</p>



<p>“Prefeito João Campos, as Mulheres Negras não são mulheres? Não são capacitadas? Não aceitaremos mais sermos as ‘negras únicas’ nos espaços de poder”, provocou a parlamentar. Um dos pleitos da vereadora será a criação de uma Comissão de Igualdade Racial na câmara e a construção de um Grupo de Trabalho formado por parlamentares, movimentos sociais e sociedade civil para a construção de um Estatuto da Igualdade Racial no Recife.</p>



<p>A vereadora Liana Cirne (PT) acredita que é “louvável” a preocupação do prefeito, mas ela foi “despolitizada”, apesar de destacar que há nomes “muito bons” na equipe, com pessoas “reconhecidas pela sua trajetória e seriedade”. Para ela, também é inadmissível falar de feminismo sem representação racial porque não cabe mais ficar à margem da interseccionalidade. “As pautas do feminismo não podem ser pensadas à margem do feminismo negro. Falar em representatividade de gênero sem falar da mulher negra tira as mulheres negras do lugar de mulheres”, reforçou. Ela enfatizou ainda que João Campos não entende como é hoje uma das pautas mais importantes da agenda progressista.</p>



<p>Em conversa com a reportagem por telefone, a parlamentar, que também é professora, citou a escritora americana caribenha, feminista lésbica e ativista dos direitos humanos Audre Lorde: “Não serei livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”.</p>



<p>“A cota política abre portas para outros tipos de representação e daí sobressaem nomes reconhecidos e respeitados, nomes que ficam invisibilizados quando são sempre os mesmos homens brancos que ocupam a política”, pontua Liana, para quem, depois que essas portas são abertas, pessoas sérias e competentes podem ocupar espaços que, sem as cotas, seriam destinados aos mesmos homens brancos, muitas vezes medíocres, potencializando o critério técnico.</p>



<p>“Estamos aí com inúmeras juristas, filósofas, escritoras negras que hoje são exponenciais. Grandes potências intelectuais como Djamila Riberio, Juliana Borges, Sílvio Almeida e Joice Berth não são convidadas porque são negras, mas porque são brilhantes, mas precisaram da cota para ter espaço para seu brilhantismo”, avalia a vereadora lembrando que não faltam nomes de excelência localmente para ocupar postos políticos.</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-marco-zero-conteudo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Ei5KxdzIbW"><a href="https://marcozero.org/o-racismo-que-nao-acaba-na-virada-do-ano/">O racismo que não acaba na virada do ano</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;O racismo que não acaba na virada do ano&#8221; &#8212; Marco Zero Conteúdo" src="https://marcozero.org/o-racismo-que-nao-acaba-na-virada-do-ano/embed/#?secret=9w64pjZZmj#?secret=Ei5KxdzIbW" data-secret="Ei5KxdzIbW" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<h3 class="wp-block-heading">Prefeitura do Recife não se posicionou</h3>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> entrou em contato com as assessorias de imprensa do prefeito João Campos (PSB) e também da vice-prefeita Isabella de Roldão (PDT) para saber como avaliam as críticas, como a composição do secretariado foi pensado do ponto de vista racial e o que pesou na decisão de não haver poucos nomes não brancos. Para Isabella, também questionamos como foi a participação dela como uma vice mulher na composição do secretariado. Nenhuma das assessorias retornou e os pedidos ficaram sem qualquer retorno. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Conheça o secretariado</h4>



<p><strong>Secretária de Finanças – Maíra Fischer</strong></p>



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<p>Formada em Ciências Econômicas pela UFPE (2007) e MBA em Gestão pela Universidade Aberta de Lisboa (2018). Possui experiência na área de Gestão Pública, Desenvolvimento Econômico e Planejamento Estratégico. Já foi gerente de Desenvolvimento do Modelo de Gestão da Secretaria de Planejamento e Gestão de Pernambuco e gerente-geral de Análise de Dados da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife. </p>



<p>Há dois anos, Maíra é secretária executiva de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, sendo uma das responsáveis pelo Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19. É membro da equipe de transição de governo.</p>



<p><strong>Secretário de Governo e Participação Social – Carlos Muniz</strong></p>



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<p>Advogado e administrador de empresas. Servidor público concursado da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), também presidiu a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), entre 2007 e 2011. Além disso, foi secretário-executivo de Administração e Gestão de Pessoas, bem como secretário-executivo de Planejamento do Recife na última gestão e é vereador eleito. É membro da equipe de transição de governo.</p>



<p><strong>Secretário de Planejamento, Gestão e Transformação Digital – Felipe Martins Matos</strong></p>



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<p>Graduado e Mestre em Economia pela UFPE, com Pós-Graduação em Finanças pelo IBMEC, e MBA Executivo pelo IESE (Espanha) – uma das melhores escolas de negócios do mundo, Felipe tem uma carreira com foco em gestão na iniciativa privada, onde demonstrou liderança técnica e coordenou importantes projetos. Atuou como executivo e diretor no setor privado.</p>



<p><strong>Secretária de Infraestrutura – Marília Dantas</strong></p>



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<p>Engenheira, mestre em Engenharia Civil, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil pela UFPE e com experiência na administração pública e na iniciativa privada, tendo sido diretora presidente da Emlurb.</p>



<p><strong>Secretária de Saúde – Luciana Albuquerque</strong></p>



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<p>Graduada em odontologia, mestre em Saúde Pública no Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e com doutorado em Saúde Internacional pela Universidade Nova Lisboa. De 2003 a 2008, a sanitarista foi chefe de Divisão da Diretoria de Planejamento e Gestão da Secretaria de Saúde do Recife. A partir de 2009, atuou como Assessora Técnica do gabinete da Secretaria de Saúde do Recife. </p>



<p>Em 2011, foi Diretora Geral de Promoção, Monitoramento e Avaliação da Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Por fim, em 2015 ela assumiu a SEVS, a secretária executiva de Vigilância em Saúde do Governo de Pernambuco.</p>



<p><strong>Secretário de Educação – Fred Amâncio</strong></p>



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<p>Formado em Administração e Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pós-graduação em Economia Aplicada à Gestão Fiscal e MBA em Gestão de Negócios em Petróleo e Gás, ambos pela Fundação Getúlio Vargas. Antes da Secretaria de Educação do Governo Estadual, também esteve à frente das secretarias de Planejamento e Gestão, Saúde e Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, além da presidência do Complexo Industrial Portuário de Suape. </p>



<p>Servidor de carreira, é auditor fiscal do Tesouro Estadual da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz). Foi presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).</p>



<p><strong>Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação – Rafael Dubeux</strong></p>



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<p>Formado em Direito pela UFPE, concluiu mestrado e doutorado na UnB com tese sobre desenvolvimento econômico e inovação tecnológica. Foi também pesquisador visitante na Universidade da Califórnia, Berkeley, e professor universitário. É membro da carreira de Advogado da União e já trabalhou no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Ministério da Fazenda e na Casa Civil da Presidência da República. </p>



<p>Contribuiu com a elaboração de legislações relacionadas ao tema, incluindo o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que busca estimular parcerias entre o setor público, a academia e o setor privado.</p>



<p><strong>Secretária de Trabalho e Qualificação Profissional – Adriana Rocha</strong><br>(foto não enviada)</p>



<p>Formada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestra em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP, professora de Direito Constitucional na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e ex-Conselheira Federal da OAB.</p>



<p><strong>Secretária de Turismo e Lazer – Cacau de Paula</strong></p>



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<p>Filha do deputado federal André de Paula (PSD), é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Tem MBA em Gestão de Marketing e Vendas pela Cedepe Business School. </p>



<p>Atuou como Gestora de Promoção Turística da Prefeitura do Recife, foi executiva sênior de marketing, gestora de marketing nacional e diretora comercial da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), além de gerente de captação de Eventos Internacionais do Recife Convention &amp; Visitors Bureau.</p>



<p><strong>Secretário de Esportes – Rodrigo Coutinho</strong></p>



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<p>Tendo sido eleito vereador do Recife pela segunda vez consecutiva. Filho do deputado Augusto Coutinho, na Câmara Municipal elaborou projetos de incentivo ao esporte universitário, bem como a inclusão de artes marciais na rede municipal de ensino. </p>



<p>Presidiu a Comissão do Plano Diretor da Cidade e a Comissão de Planejamento e Obras, onde acompanhou de perto iniciativas importantes, como a requalificação do Geraldão, e interviu para a construção de quadras em bairros mais carentes, a exemplo do Coque, Campina do Barreto e Ilha de Deus, além de atuar pela implantação da primeira quadra de Futebol Society na UR2- Ibura, para ajudar a inserção de jovens nos esportes. </p>



<p>Rodrigo também é oficial de cavalaria e foi atleta de hipismo por sete anos, onde ganhou medalha de bronze no Campeonato Brasileiro de Hipismo por equipe em 2007.</p>



<p><strong>Secretário de Cultura – Ricardo Mello</strong></p>



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<p>Jornalista e professor, é também Mestre em Comunicação pela UFPE, consultor, escritor, documentarista e produtor cultural. Participou diretamente da elaboração, durante a campanha, do Plano de Governo (em especial, da construção das propostas para a Cultura).</p>



<p>Ricardo também integrou a coordenação da Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia e foi diretor cultural da Aliança Francesa do Recife, coordenou e atuou em diversos projetos culturais, principalmente na literatura e no audiovisual, como o Escola de Leitores, voltado para estudantes da rede estadual, e o Nosso Ofício, série documental televisiva nacional, que concebeu e roteirizou, assim como Pernambuco, Patrimônio Vivo – Na Estrada do Sempre. </p>



<p>Ele estreou no audiovisual dirigindo o documentário PE na França, cantadores na Terra dos Trovadores, em 2005. Autor do espetáculo Opereta de Cordel, Ricardo Mello assina muitas obras no campo da poesia, com ênfase no público infanto-juvenil.</p>



<p><strong>Secretária de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas – Ana Suassuna</strong></p>



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<p>Assistente social, formada em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ana é a representante das metrópoles no Colegiado Nacional dos gestores de Assistência Social (CONGEMAS) e é diretora do COEGEMAS – Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social – Diretora da Região Metropolitana. É a atual secretária de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife.</p>



<p><strong>Secretária da Mulher – Glauce Medeiros</strong></p>



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<p>Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com a monografia “Participação Política da Mulher na Assembléia Legislativa de Pernambuco 16 Legislaturas da ALEPE”, é também mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento local da Universidade Federal Rural de Pernambuco com a dissertação Discurso de Mulheres Docentes das Ciências Agrárias na UFRPE. </p>



<p>Contribui com o Grupo de Pesquisa Desenvolvimento e Sociedade CNPq/UFRPE e o Núcleo de Pesquisa Mulher e Ciência NPANC/UFRPE e tem especialização em Gestão da Culturas pela UFBA, além de já ter presidido a União Brasileira de Mulheres em Pernambuco.</p>



<p><strong>Secretário de Segurança Cidadã – Murilo Cavalcanti</strong></p>



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<p>Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco (UPE) e inovador social, com pós-graduação em Marketing. É especialista em políticas públicas de combate à violência urbana, sendo um grande estudioso do modelo de segurança cidadã implantado em cidades como Bogotá e Medellín, na Colômbia. Também atuou como secretário de Segurança Cidadã em Petrolina. É o atual secretário de Segurança Urbana da Prefeitura do Recife.</p>



<p><strong>Secretária de Habitação – Maria Eduarda Medicis</strong></p>



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<p>Formada em Arquiterura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em Administração pela Universidade de Pernambuco (UPE), também tem especialização em Direito Urbanístico e Ambiental pela PUC de Minas Gerais. </p>



<p>É sócia fundadora da AC Arquitetura, escritório de projetos de arquitetura, paisagismo e urbanismo, atuou como gerente técnica da Secretaria das Cidades e gerente de acompanhamento de obras e infraestrutura da Secretaria Extraordinária da Copa 2014 do Governo de Pernambuco, além de ter sido assessora técnica da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho. É gestora de articulação regional da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão.</p>



<p><strong>Secretária de Saneamento – Erika Moura</strong></p>



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<p>Formada em Engenharia Civil pela Universidade Politécnica de Pernambuco (UPE), com pós-graduação em Saneamento e Gestão Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pela Engeconsult Consultores Técnicos Ltda., tem atuado como gerente de contratos em serviços realizados em âmbito estadual e até nacional.</p>



<p><strong>Secretário de Política Urbana e Licenciamento – Leonardo Bacelar</strong></p>



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<p>Formado em Economia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em Executivo em Administração e Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil pela Fundação Getúlio Vargas. Coordenador Executivo na Diretoria de Planejamento e Urbanismo do Complexo Industrial e Portuário de Suape. </p>



<p>Atuou na Prefeitura da Cidade do Recife onde foi Secretário Executivo de Administração e Finanças do Gabinete de Projetos Especiais da cidade do Recife, Secretário Executivo de Desapropriação do Gabinete de Projetos Especiais da cidade do Recife, Diretor Executivo de Regularização Fundiária e Desapropriação da Secretaria de Infraestrutura e Habitação da cidade do Recife, Diretor de Limpeza urbana da cidade do Recife, coordenador Programa Chegando Junto e é membro do Conselho de Desenvolvimento Urbano da Cidade do Recife como representante da Secretaria de Infraestrutura e Habitação.</p>



<p><strong>Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade – Carlos Ribeiro</strong></p>



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<p>Engenheiro agrônomo e advogado, especialista em conservação do solo e atuação na área do direito ambiental, servidor de carreira da secretaria de meio ambiente do Recife (concursado em 2008), presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiental secção Pernambuco (ANAMMA/PE) e diretor nacional do Bioma caatinga. Foi analista ambiental do estado por 10 anos e atua como secretário executivo de licenciamento e controle ambiental desde 2013.</p>



<p><em>Créditos: Rodolfo Loepert</em></p>



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		<title>Vinícius e Dete: conheça os únicos representantes da esquerda em Olinda</title>
		<link>https://marcozero.org/vinicius-e-dete-conheca-os-unicos-representantes-da-esquerda-em-olinda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2020 15:59:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQ+]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olinda novamente elegeu uma Câmara de Vereadores majoritariamente masculina e conservadora. Repetindo o pleito de 2016, este ano somente duas mulheres foram eleitas. Além da reeleição de Denise Almeida (Republicanos), ocupará uma cadeira na Casa Bernardo Vieira de Melo a estreante Dete Silva (PCdoB), do Movimento Independente Sem Teto (Mist). Outra novidade é a eleição [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olinda novamente elegeu uma Câmara de Vereadores majoritariamente masculina e conservadora. Repetindo o pleito de 2016, este ano somente duas mulheres foram eleitas. Além da reeleição de Denise Almeida (Republicanos), ocupará uma cadeira na Casa Bernardo Vieira de Melo a estreante <a href="https://instagram.com/detedasolinda?igshid=1afd5amyj530f">Dete Silva (PCdoB)</a>, do Movimento Independente Sem Teto (Mist).</p>



<p>Outra novidade é a eleição do jovem advogado militante dos direitos humanos <a href="https://instagram.com/vinicastello13789?igshid=1fyq8kbiwvv7f">Vinícius Castello (PT)</a>, primeiro preto LGBTQ+ a se eleger à vereança olindense. Os dois nomes, ambos com origem na periferia, serão os únicos da esquerda entre os 17 representantes do legislativo da cidade, que reelegeu com folga o Professor Lupércio (Solidariedade) no primeiro turno.</p>



<p>Com 1.679 votos, Dete ficou em 16º lugar na votação. Atualmente com três cadeiras, o PCdoB elegeu apenas ela este ano. Já o PT volta à casa com a eleição de Vinícius, que obteve 2.007 votos e ficou na 15ª colocação. Do campo progressista, o PSB não colocou ninguém e o PDT apenas um (veja lista completa ao final da matéria). </p>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> conversou com os dois por telefone para conhecer mais sobre suas trajetórias e propostas para Olinda.</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-marco-zero-conteudo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="P04kmVcEG6"><a href="https://marcozero.org/psb-mantem-hegemonia-na-camara-do-recife-novidade-e-o-avanco-do-feminismo/">PSB mantém hegemonia na Câmara do Recife. Novidade é o avanço do feminismo</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;PSB mantém hegemonia na Câmara do Recife. Novidade é o avanço do feminismo&#8221; &#8212; Marco Zero Conteúdo" src="https://marcozero.org/psb-mantem-hegemonia-na-camara-do-recife-novidade-e-o-avanco-do-feminismo/embed/#?secret=z0Gmk8Okmz#?secret=P04kmVcEG6" data-secret="P04kmVcEG6" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dete Silva (PCdoB)</strong></h2>



<p>Dete é mulher preta, nasceu após a cheia de 1975 e hoje, com 44 anos, é militante e coordena o Movimento Independente Sem Teto (Mist), fundado em 1994. É vice-presidente da União das Associações e Conselhos dos Moradores de Olinda (Unacomo) e coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM).</p>



<p>Morando na beira do rio em Peixinhos e vivendo a infância num barraco, Dete conta que começou a trabalhar cedo para ajudar o pai a sustentar mais dois irmãos. Entre os trabalhos que fez, tirou areia de rio e vendeu manga em bacia. Seu sonho sempre foi ter uma casa. Aos 10 anos, participou de uma ocupação junto com a família, quando começou a conhecer a atuação de quem liderava as comissões e decidiu: “um dia também vou ser líder”.</p>



<p>Feminista, Dete defende que “mulher tem que estar onde ela quer” e diz que não se intimida diante da formação da Câmara de Olinda. “Vai ser uma batalha árdua, mas vamos estar lá para travar esse desafio e fazer valer nossos projetos e ideias”, coloca. A futura parlamentar, com forte eleitorado em Rio Doce, tem o direito à moradia como principal pauta e diz que está discutindo seu programa com outras mulheres e “pessoas de terreiro, de igreja e da cultura”.</p>



<p>A composição de sua equipe será majoritariamente feminina, adianta. “Não é por discriminação de homens, tá? É que uma mulher entra só numa relação e, quando sai, sai com dois, três filhos e vira mãe e pai. Lógico que vou botar homens no grupo, mas minha assessoria terá mais mulheres”, avalia.</p>



<p>Sobre o cenário da esquerda na câmara e a derrota de João Paulo (PCdoB), Dete comenta que não sente que a esquerda saiu derrotada. “Ela saiu fortalecida, mas precisamos trabalhar mais e a população precisa valorizar mais o seu voto. Lupércio passou quatro anos sem fazer nada e, mesmo assim, a população votou nele. A campanha foi muito difícil, teve muita compra de voto. Mas, desde o início, eu disse que, se fosse para ser eleita por compra de voto, eu nem me candidataria. Primeiro porque eu não tenho dinheiro e segundo porque não é meu perfil”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vinícius Castello (PT)</strong></h2>



<p>Advogado, preto, LGBTQ+, periférico e ativista dos direitos humanos. Com 26 anos recém-completados, Vinícius é a pessoa mais jovem a entrar para a Câmara de Olinda. Nascido no município de Paulista e criado na Barreira do Rosário, sua vida política começou com a participação no movimento estudantil. “Foi quando passei a adquirir consciência de raça e de classe”, conta. Com formação em cidadania e direitos humanos, aos 17 anos ele começou a se envolver em projetos da sociedade civil.</p>



<p>Depois se formou em direito pela Unicap, sendo a primeira pessoa da sua família a entrar e concluir uma graduação. Vinícius é membro da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) e do Movimento Negro Unificado (MNU). Também coordena o Quilombo Marielle Franco, coletivo de estudantes negros e negras da universidade onde se formou. Com mais de 80 membros, o grupo tem uma rede de apoio que ajuda mais de 2 mil pessoas, das quais 1,6 mil já conquistaram bolsa de estudos.</p>



<p>Eleito majoritariamente pela juventude olindense, Vinícius tem como meta “ser a pessoa dos direitos humanos na Câmara de Olinda”, através de uma construção coletiva dentro da necessidade de garantias de direito, em defesa das pautas das Pessoas com Deficiência, das mulheres, das pessoas pretas e periféricas, da educação e da cultura. O futuro parlamentar considera que sua eleição é uma vitória também por conta do quadro de “uma política arcaica que envolve compra de votos”.</p>



<p>“Meu corpo é um corpo político, sou homem, jovem e preto que nasceu e cresceu na periferia, assumidamente LGBTQ+ e que tem lutado pelo direito das pessoas. Se publicizar e se expor como o que se é numa comunidade que mata corpos como os meus é corajoso e revolucionário”, comenta.</p>



<p>Sabendo que cenário requer “muita articulação, transparência e participação”, Vinícius diz estar ciente de que “algumas pancadas virão, porque os direitos das pessoas que sofrem dia após dia serão pautados”. “Está na hora de se discutir quem tem o poder, que é o povo. Vamos trazer o empoderamento para que as pessoas entendam que suas vozes são muito mais potentes”, defende.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Confira a lista completa dos 17 nomes eleitos em Olinda:</strong></h4>



<ol class="wp-block-list"><li>SAULO HOLANDA (SOLIDARIEDADE) &#8211; 5.046 votos (reeleito)</li><li>MIZAEL PRESTANISTA (MDB) &#8211; 4.245 votos (reeleito)</li><li>FELIPE NASCIMENTO (SOLIDARIEDADE) &#8211; 3.314 votos</li><li>LABANCA (PSC) &#8211; 3.249 votos (reeleito)</li><li>JESUÍNO ARAÚJO (CIDADANIA) &#8211; 3.175 votos (reeleito)</li><li>DENISE ALMEIDA (REPUBLICANOS) &#8211; 3.131 votos (reeleito)</li><li>BRUNO D&#8217; MELO (CIDADANIA) &#8211; 3.030 votos</li><li>RICARDO SOUSA (PSL) &#8211; 2.569 votos (reeleito)</li><li>BIAI (SOLIDARIEDADE) &#8211; 2.535 votos (reeleito)</li><li>EVERALDO SILVA (PDT) &#8211; 2.531 votos</li><li>TOSTÃO DE OLINDA (PMB) &#8211; 2.305 votos</li><li>TONNY MAGALHÃES (PSD) &#8211; 2.277 votos</li><li>FLAVIO NASCIMENTO (PSD) &#8211; 2.170 votos</li><li>VINICIUS CASTELLO (PT) &#8211; 2.007 votos</li><li>JOJÓ GUERRA (PL) &#8211; 1.887 votos</li><li>DETE SILVA (PCdoB) &#8211; 1.679 votos</li><li>IRMÃO BIÁ (PRTB) &#8211; 1.636 votos (reeleito)</li></ol>



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