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	<title>Arquivos PT - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Dec 2024 01:29:58 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos PT - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>&#8220;Esquerda e direita defendem a mesma coisa para a segurança pública: violência policial&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 01:25:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Tarcísio de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A entrevista sobre a repercussão dos episódios da violência policial em São Paulo começou com o entrevistado, o pesquisador e coronel reformado da Polícia Militar paulista, Adilson Paes de Souza, discordando e desmontando a tese sobre a qual este jornalista tentava fundamentar a sua primeira pergunta. Eu havia mencionado que a esquerda brasileira não tem [&#8230;]</p>
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<p>A entrevista sobre a repercussão dos episódios da violência policial em São Paulo começou com o entrevistado, o pesquisador e coronel reformado da Polícia Militar paulista, Adilson Paes de Souza, discordando e desmontando a tese sobre a qual este jornalista tentava fundamentar a sua primeira pergunta. Eu havia mencionado que a esquerda brasileira não tem proposta para combater a violência urbana e que, por essa razão, acaba mantendo as políticas da direita para o setor.</p>



<p>Paes de Souza foi enfático: “Discordo. Os partidos de esquerda como o PT, PSB, PCdoB e PSOL, têm sim uma projeto para a segurança pública. É uma projeto igual ao da direita, baseado na letalidade e violência policial”.</p>



<p>A resposta surpreendente mudou os rumos da conversa, mas não prejudicou o conteúdo final deste texto. Afinal argumentos não lhe faltam: “desde a promulgação da Constituição de 1988 são 36 anos. Ao longo desse período em que nada mudou no sistema de segurança pública nacional tivemos pelo menos 23 anos de presidentes de centro-esquerda, vários programas nacionais de direitos humanos e de segurança pública e cidadania, a criação de normas, inclusão de disciplinas nas escolas. Mas o sistema não mudou”.</p>



<p>Paes de Souza fala com a experiência tanto de quem passou 30 anos como oficial da PM, onde chegou a comandar um batalhão de policiamento de rua, quanto de quem se tornou um respeitado pesquisador do tema. Depois de ir para a reserva, fez o mestrado em Direitos Humanos na prestigiada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em seguida, cursou o doutorado em Psicologia e tornou-se pesquisador visitante da Universidade da Polícia da Noruega, em Oslo.</p>



<p>Sempre que confronta um político de esquerda com esses fatos, o pesquisador escuta a explicação de que isso se deve à “correlação de forças desfavorável”, que deixaria os governantes progressistas de mãos atadas, “sem ter o que fazer”. Por muito tempo, ele acreditou na justificativa dada por petistas, socialistas, comunistas, pós-comunistas.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-Adilson.jpg" alt="A imagem mostra Adilson Paes de Souza, homem branco, de meia idade, em destaque, sentado em uma sala de palestras ou auditório com cadeiras vermelhas. Ele está falando e gesticulando com uma expressão engajada, enquanto usa uma camisa branca e tem um casaco vermelho jogado sobre os ombros. Atrás dele, outras pessoas estão sentadas, algumas aparentam estar prestando atenção ou interagindo com algo, como escrevendo ou olhando em suas mãos. No fundo, há uma escada, extintores de incêndio fixados na parede e um ambiente iluminado por luz artificial, sugerindo que a foto foi tirada em um evento ou reunião em um espaço fechado." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Paes de Souza acredita que esquerda e direita se igualam no tema segurança pública
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Antoninho Perri/Unicamp</span>
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                    </figure>

	


<p>“Eles têm esse discurso na ponta da língua, mas hoje estou convicto que isso é apenas retórica para esconder que eles pensam igual à direita, eles também acreditam que uma polícia violenta e letal é a única solução para a segurança pública”, ataca o especialista, que dá como exemplo a Bahia, estado governado ininterruptamente pelo PT há 18 anos e que, hoje, tem a Polícia Militar que mais mata no Brasil. “Uma nota oficial do governo da Bahia tem o texto igual a uma nota de esclarecimento do governo de São Paulo, do Rio ou de Minas. Eles fazem copia e cola”, ironiza.</p>



<p>Outro exemplo seria o debate em torno do assunto durante as eleições municipais de São Paulo: “Analisei os programas de governo do PSOL de Boulos, de Tábata Amaral, de Ricardo Nunes, de Datena. Eram praticamente iguais, todos defendiam a militarização da guarda municipal sem fazer menção aos abusos cometidos pela guarda. Diante do fato de Bolsonaro ter indicado um coronel da Rota para ser vice, sabe o que a campanha de Boulos fez? Arrumou um coronel da Rota dizendo que ia votar nele”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um fracasso que rende votos</h2>



<p>Um ano antes da promulgação da Constituição de 1988, o número de homicídios no Brasil ultrapassou por pouco o patamar de 23 mil mortes, o que dá uma taxa de 16,88 homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com o <a href="https://www.unodc.org/documents/lpo-brazil/Topics_crime/Dados/Numero_e_taxa_de_homicidios_no_Brasil_PT.pdf">Escritório das Nações Unidas para as Drogas e o Crime (UNODC)</a>. Pelos números de 2023 – quase 40 mil assassinatos e uma taxa de 22,38 por 100 mil habitantes -, dá para afirmar que a militarização da segurança pública está longe de ser um sucesso.</p>



<p>É um raro caso de política fracassada que não muda nem recebe pressão para mudar.</p>



<p>Para Adilson Paes de Souza, a insistência nesse modelo se explica a partir do processo político que resultou no fim da ditadura militar.</p>



<p>“Já cansei de repetir que isso acontece porque a redemocratização não chegou à segurança pública. Os constituintes de 1988 sofreram muita pressão do lobby do Exército e dos comandos das PMs para que não mexessem num sistema criado para combater subversivos e para caçar gente”, recorda.</p>



<p>Segundo ele, isso não mudou porque falta coragem aos progressistas. “A democracia brasileira é tutelada pelas Forças Armadas, é refém dos militares. Quando Lula fala que só se preocupa com o futuro e não com a atuação dos militares no passado, ele está reconhecendo o poder das Forças Armadas”, explica.</p>



<p>O recuo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que disse ter errado ao rejeitar câmeras nos uniformes dos policiais, não significa mudança de rumos. Segundo o coronel e pesquisador, “é só uma mudança de discurso para sobreviver politicamente, pois a repercussão está sendo péssima, com setores da sociedade que não costumam criticar a polícia, passando a fazer porque perceberam que também podem ser atingidos por ela”.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-comando.webp" alt="A imagem mostra a fachada de um prédio institucional com o nome Polícia Militar destacado na parte superior. No centro, há uma entrada ampla com janelas de vidro, acima da qual está o brasão da Polícia Militar de São Paulo. Em frente à entrada, há um mosaico com os dizeres Comando de Policiamento da Capital (CPC), acompanhado de um brasão colorido e uma inscrição que menciona São Paulo, Jan 2004, 450 anos, referindo-se ao aniversário da cidade. O prédio é revestido com paredes claras, possui janelas de moldura preta, e há mastros para bandeiras nas laterais." class="" loading="lazy" width="672">
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	                                        <p class="m-0">Suicídio mata mais policiais do que o crime organizado em São Paulo
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil</span>
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                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Quem perde e quem ganha</h3>



<p>Para o pesquisador, há quem ganhe e quem perca com uma polícia militarizada e com altas taxas de letalidade decorrentes de suas ações. Quem mais perde é a sociedade. “Quanto mais se aposta nessa política, mas insegurança é gerada. Então, nós perdemos. Nós, que temos de nos preocupar com qual cartão de crédito sair para ir ao supermercado, nós que não podemos andar na rua segurando o celular na mão”, afirma.</p>



<p>Os policiais militares submetidos a pressões e constrangimentos pela hierarquia também perdem muito. Em março deste ano, o site <a href="https://ponte.org/sob-tarcisio-suicidio-de-pms-bate-recorde-em-sp-e-faz-duas-vezes-mais-vitimas-do-que-homicidios/">Ponte Jornalismo publicou reportagem</a> demonstrando, com dados oficiais, que no ano passado 31 Pms tiraram a própria vida, o dobro da quantidade dos que morreram em serviços. O dado é um indicativo de que ‘instituição está sendo mais nociva para os policiais do que os ditos marginais’,como diz trecho da matéria.</p>



<p>Não falta quem saia ganhando com a violência urbana: políticos populistas que surgem oferecendo mais violência, empresas de segurança privada, empresas que vendem soluções tecnológicas, empresas fornecedoras de serviços para presídios, policiais que ganham dinheiro extra fazendo escolta para integrantes do crime organizado e até concessionárias que administram cemitérios. “A morte virou uma <em>commoditie</em> no Brasil”, sentencia Paes de Souza.</p>



<p>Por essa razão, Paes de Souza prevê que, nos próximos dias, a violência policial voltará a cair, mas, em seguida, voltaremos a ver ”outros abalos sísmicos que constragem, que chamam a atenção da opinião pública, pois não se pretende curar a doença, o que se faz é apenas controlar a febre e agradar aos eleitores”.</p>
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		<title>Segundo turno em Olinda e Paulista vira ensaio para eleição de 2026</title>
		<link>https://marcozero.org/segundo-turno-em-olinda-e-paulista-vira-ensaio-para-eleicao-de-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 20:38:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As disputas do 2º turno em Olinda e Paulista — as únicas de Pernambuco com eleição neste domingo (27) — se transformaram em prévia da eleição de 2026. O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foram protagonistas nos palanques das duas cidades. Enfraquecida pelo resultado da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As disputas do 2º turno em Olinda e Paulista — as únicas de Pernambuco com eleição neste domingo (27) — se transformaram em prévia da eleição de 2026. O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foram protagonistas nos palanques das duas cidades. </p>



<p>Enfraquecida pelo resultado da eleição na capital, a governadora dedicou tempo de sua agenda para ocupar espaço na Região Metropolitana, ao ponto dela estar encerrando a campanha da sua aliada nesta sexta-feira. Mas, se ela pretende ter o PT em seu palanque daqui a dois anos, terá um cenário desafiador pela frente.</p>



<p>Com forte apoio de João Campos, Vinicius Castello (PT) “pegou pressão”, como diz a campanha em suas carreatas, e desponta como favorito em Olinda, com 54,46% das intenções de voto, segundo o Instituto Exatta Estratégia e Pesquisa em parceria com o Diario de Pernambuco. A candidata da governadora Raquel Lyra (PSDB), Mirella Almeida (PSD), apadrinhada pelo prefeito Lupércio Nascimento (PSD), tem 45,54%. João Campos também agradou aos petistas ajudando nas campanhas do partido em Natal e em Fortaleza.</p>



<p>Em Paulista, o embate entre João e Raquel se repete, porém com perspectivas mais favoráveis para a governadora, que apoia Severino Ramos, um político veterano também filiado ao PSDB, favorito para vencer o segundo turno. Vencer em Paulista seria estratégico, pois ajudaria a reduzir o peso do prefeito do Recife na Região Metropolitana, mas também teria um peso simbólico, pois o adversário de Ramos é o ex-prefeito Júnior Matuto (PSB), personagem bastante vinculado à família Campos.</p>



<p>Enquanto João Campos participou de carreata ao lado do candidato, que antes de entrar na política foi motorista de sua avó, Ana Arraes, seu irmão Pedro, deputado federal, gravou um vídeo pedindo votos para Matuto com o argumento de que os inquéritos da Polícia Federal que investigavam denúncias de irregularidades de sua gestão em Paulista acabaram sendo arquivados.</p>



<p>O apoio dos irmãos Campos parece não ter sido o bastante para reduzir a rejeição de Matuto junto aos eleitores. Em duas pesquisas, o aliado de Raquel Lyra lidera com folga. O instituto Veritá aponta Ramos com 59,8% das intenções de voto contra 28,4% de Matuto. Na pesquisa Exatta, a vantagem do tucano é ainda maior: 69,19% contra 30,81%.</p>



<p>“É interessante destacar que as pesquisas apontam para a vitória do aliado de cada um em cada um dos municípios em disputa. Para João Campos, a provável vitória do jovem petista Vinícius Castello será importantíssima na medida em que aliados de Raquel Lyra ganharam, por exemplo, em relevantes e densos colégios eleitorais e já no primeiro turno, como Jaboatão e Caruaru. E deve vencer em Paulista exatamente contra o candidato do partido do prefeito João Campos, o experiente Júnior Matuto, do PSB. Daí Campos ter se empenhado tanto para a ampliação do palanque do Vinícius Castello”, comenta o pesquisador e cientista político da Fundação Joaquim Nabuco Túlio Velho Barreto.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/2026-Paulistra.jpg" alt="Colagem de duas fotos de campanhas eleitorais. À esquerda, Severino Ramos e Raquel Lyra fazem saudações em cima de um trio elétrico cercados por balões azuis; à direita, João Campos e Júnior Matuto, ambos de camisa branca, sorriem e acenas para a multidão no alto de um carro, em meio a bandeiras amarelas com detalhes vermelhos." class="w-100" loading="lazy" >
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                                            <span>Crédito: Instagram/Ramos 45 e Júnior Matuto</span>
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<p>“É fato que João Campos apoiou o candidato vitorioso, já no primeiro turno, em Petrolina, o outro município em que poderia haver segundo turno. Portanto, vencer em Olinda e Paulista representará algo a mais na corrida para 2026 já que completam o conjunto dos maiores e mais influentes colégios eleitorais do Estado”, acrescenta.</p>



<p>Observando especificamente os segundos turnos nos dois municípios vizinhos ao Recife, Túlio acredita que Olinda sofre mais influência do resultado eleitoral da capital, o que tem se refletido no desempenho do candidato petista. Já em Paulista, na avaliação do pesquisador, o impacto mostra-se praticamente irrelevante, “basta que verifiquemos o fraco desempenho do Júnior Matuto apontado pelas pesquisas”.</p>



<p>“E não podemos deixar de destacar que os atuais prefeitos dos dois municípios ainda em disputa, Olinda e Paulista, são muito mal avaliados pelo eleitorado. Portanto, embora as disputas de segundos turnos ali estejam estadualizadas, parece ter tido um grande peso na decisão do eleitorado também a rejeição às gestões locais”, pondera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PT e PSB: ora juntos, ora separados</h2>



<p>A cientista política Priscila Lapa observa que, apesar de uma eleição ser preditora da arrumação das forças políticas para a eleição seguinte, é preciso considerar que as disputas municipais têm uma lógica diferente da estadual e da nacional, estas duas mais organizadoras da macroestruturação. “Isso porque os partidos podem estar ali, aliados na cena local ou por questão de conveniências locais, mas não estarem alinhados numa esfera maior”, explica.</p>



<p>“Se a gente pudesse ter uma lição de 2024 como preditor de 2026 é que o PT ficou na dependência do PSB. O PSB realmente consolidou o seu protagonismo e quem tem que correr atrás para se firmar como uma força ainda competitiva é o PT. E isso passa, de certa forma, por esses dois palanques agora de segundo turno”, analisa Priscila.</p>



<p>“O PT, parece ser óbvio, que vai rumar para fortalecer um projeto do PSB, para tentar formar uma frente com o PSB, mas há situações como a de Paulista, em que o PT descolou”, reflete. “E a gente sabe que isso pode ser também uma realidade para o estado. Já aconteceu outras vezes. Por isso a importância de a gente sempre monitorar os passos do PT e PSB, porque, quando eles estão juntos, a eleição toma um rumo. Quando eles estão separados, a eleição pode começar a ganhar outro rumo, outras sinalizações”, complementa Priscila.</p>



<p>Ela lembra que, em Pernambuco, as eleições estaduais, nos últimos 20 anos, passaram muito pela relação do PT com o PSB. “São dois atores que, de forma muito impressionante, decidiram alguns rumos das eleições no Estado, no Recife também, porque são partidos que ora estão juntos, numa correlação de ganha-ganha, ora estão separados porque têm outros interesses que os atravessam.</p>
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		<title>Vinicius Castello promete secretaria da Mulher em Olinda em dia de caminhada das mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2024 19:05:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Mirella Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres na política]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Castello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste sábado, 19 de outubro, na reta final para o segundo turno, o candidato Vinicius Castello (PT) prometeu que, se eleito, vai criar uma secretaria da Mulher em Olinda. A cidade não tem uma pasta exclusiva para elas, apenas uma secretaria especial. Para isso, ele disse que já está em negociação com a ministra das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Neste sábado, 19 de outubro, na reta final para o segundo turno, o candidato Vinicius Castello (PT) prometeu que, se eleito, vai criar uma secretaria da Mulher em Olinda. A cidade não tem uma pasta exclusiva para elas, apenas uma secretaria especial. Para isso, ele disse que já está em negociação com a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, para assegurar orçamento. Ela esteve nesta sexta (18) em Olinda em agenda com o petista.</p>



<p>Vinicius antecipou a informação em entrevista antes da caminhada que reuniu centenas de mulheres, com presença dos movimentos sociais, em ato no bairro de Peixinhos. Em Olinda, 54% da população é formada por mulheres.</p>



<p>“Eu tenho a ministra da mulher, Cida Gonçalves, ao meu lado, e a gente já tem muitos programas nacionais que vamos querer fazer com que Olinda seja plataforma. Ser o candidato do presidente Lula me permite ter também a felicidade de saber que agora a gente pode ter muito mais acesso do que outrora”, anunciou.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/vini-mulheres-3.jpeg" alt="Foto colorida de Vinicius Castelo no meio da rua, cercado por dezenas de pessoas, olhando e sorrindo para a câmera entre duas mulheres. Ele é um homem negro, jovem, de cabelos curtos, vestindo uma camisa branca de botões. A mulher à esquerda da imagem é uma mulher negra, jovem, de cabelos crespos, usando camiseta vermelha e óculos escuros; a mulher à direita tem pele clara, cabelos pretos escorridos, com óculos de grau de armação vermelha e veste camiseta vermelha estampada com estrela branca do PT e, com sua mão esquerda, aparenta estar segurando um celular para fazer uma selfie." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Vinicius Castello reuniu centenas de mulheres e apoiadores em Peixinhos.
</p>
	                
                                            <span>CréditCrédito: Thiago Paixão/Frente Popular de Olinda</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Nas últimas semanas, <a href="https://marcozero.org/vinicius-castello-e-alvo-de-ataques-homofobicos-e-discurso-de-odio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vinicius tem sido alvo de campanhas difamatórias</a> repletas de ataques homofóbicos e discursos de ódio por parte dos adversários. A caminhada das mulheres neste sábado (19), arrastando centenas de pessoas e com boa receptividade na porta das casas, levou para as ruas a adesão que o candidato recebeu nesta reta final, quando a base do prefeito Lupércio Nascimento (PSD), que tenta eleger Mirella Almeida (PSD) como sua sucessora, <a href="https://marcozero.org/adesao-a-vinicius-castello-inclui-aliados-de-lupercio-e-agremiacoes-de-carnaval/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">passou a debandar em peso para o lado de Vinicius</a>. </p>



<p>Estavam presentes na caminhada a ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovações), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a senadora Teresa Leitão (PT), o senador Humberto Costa (PT), as deputadas Gleide Ângelo (PSB), Dani Portela (PSOL) e Rosa Amorim (PT), além da vereadora eleita de Olinda Eugênia Lima (PT) e as vereadoras eleitas do Recife Kari Santos (PT) e Jô Cavalcanti (PSOL), além de apoiadores locais.</p>



<p>As olindenses esperam há dez anos pela execução do plano de políticas públicas, como mostrou a <strong>MZ</strong> em <a href="https://marcozero.org/mulheres-de-olinda-esperam-ha-10-anos-por-execucao-de-plano-de-politicas-publicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">matéria</a> publicada em março deste ano. Dez anos e duas gestões municipais se passaram, mas o documento nunca saiu do papel. Em 2014, na segunda gestão do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), a prefeitura chegou a lançar, por meio da secretaria executiva da Mulher e dos Direitos Humanos, o 1º Plano Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. Porém, ele não chegou a ser implementado.</p>



<p>No primeiro semestre de 2024, uma década depois e sob pressão do movimento feminista, a prefeitura de Lupércio comunicou que iniciaria novamente o processo para elaboração de um novo plano. Como nada aconteceu, a frustração do movimento feminista deu mais gás para que as mulheres apoiassem as ideias de Vinicius.</p>



<p>“Meu plano é ter uma secretaria da Mulher para a gente poder conseguir de fato ter uma política direcionada, porque são muitas as violências para a maioria da população”, argumentou o candidato, lembrando que o índice de violência contra mulher explodiu em Olinda nos últimos anos. O plano do petista é que essa secretaria atue olhando para os eixos segurança, trabalho e renda, primeira infância e mulheres idosas, saúde e assistência social. Ele disse que também pretende dialogar com a governadora Raquel Lyra (PSDB) para ampliar o funcionamento das delegacias da Mulher para que atuem também nos fins de semana.</p>



<p>“Enquanto homem, eu preciso perceber que, no meu governo, a gente precisa tocar políticas direcionadas que envolvam não privilégios, mas a equiparação de quem comanda muitas famílias. Eu estou falando aqui de mães solos, que são uma parcela gigantesca da população. Eu estou falando aqui das que mais acessam os benefícios de assistência no município e que chefiam as suas famílias, de mulheres que estão na luta pela pauta da moradia e que precisam de um governo para poder viabilizar as zonas de regularização fundiária para poder dar dignidade a essas famílias. Isso tudo é política integrada das mulheres”, defendeu.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/vini-caminhada-mulheres.jpeg" alt="Foto colorida de uma multidão no meio da rua, com a maioria das pessoas vestindo camisetas vermelhas ou brancas, além de portarem bandeiras na cor lilás com estrela branca e o número 13 na cor vermelha." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Militância de esquerda caminhou com Vinicius Castello (PT) em Olinda neste sábado (19)
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Thiago Paixão/Frente Popular de Olinda</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A agente de direitos humanos Lilian Fontinelly, mulher trans, deu seu depoimento de por que está apoiando Vinicius, e não Mirella: “Ele é um menino que conhece a cidade de Olinda, que nasceu dentro da comunidade, é um rapaz que vai fazer realmente a inclusão social. A LGBTfobia não vai impedir ele de se eleger. É de grande importância um jovem negro de periferia assumir essa responsabilidade”.</p>



<p>A reportagem consultou a assessoria de imprensa da candidata Mirella para saber se ela também pretende criar uma secretaria exclusiva para as mulheres caso eleita, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. </p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Não sou qualquer mulher&#8221;, rebate Mirella</h2>



<p>Ao saber da repercussão, Mirella rebateu críticas das apoiadoras de Vinicius: “Eu acho que é muito triste escutar de uma mulher que a outra é ‘qualquer mulher’. Eu não sou qualquer mulher, eu sou uma mulher com muita competência, com muita história. Nascida e criada em Olinda, vinda do bairro de Rio Doce, vendi trufa aos meus 15 anos, então, eu não sou qualquer mulher. Eu estou longe de ser qualquer mulher, porque não existe qualquer mulher. Existe mulher forte, mulher de verdade e eu sou uma delas”. A informação foi publicada pelo <a href="https://blogcenario.com.br/2024/10/19/mirella-responde-aliadas-de-vinicius-eu-nao-sou-qualquer-mulher" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Blog Cenário</a>. </p>



<p>Neste sábado (19) pela manhã, ela esteve em caminhada na Cidade Tabajara com presença da governadora Raquel e a vice-governadora, Priscila Krause (Cidadania).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Mirella Almeida (PSD) faz campanha com a governadora Raquel Lyra na Cidade Tabajara
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Instagram @mirellaalmeidaa.</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Lula pode vir a Olinda esta semana</h3>



<p>À imprensa, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, alfinetou o prefeito de Olinda e sua candidata, Mirella: “A adversária dele (de Vinicius) significa a família do Lupércio, significa cuidar de uma família que tenta se eternizar. Era a Cláudia de Lupércio, agora é a Mirela de Lupércio. Tudo tentando esconder o ‘Lupéssimo’ que está por trás de Lupércio, do desastre que é”.</p>



<p>“E Vinicius encara a mudança, encara essa representação do presidente Lula”, rebateu, dizendo que Lula vê em Vinicius a renovação, por ser um jovem trabalhador, hoje advogado, negro, da periferia de Olinda.</p>



<p>Sobre a ausência de Lula na cidade neste segundo turno, Padilha não descartou que o presidente ainda pode ter agenda em Olinda na próxima semana. “O presidente Lula está com agenda internacional, como presidente da república, que vai ocupar toda esta semana, mas não se surpreenda se o presidente Lula arrumar um jeito de baixar aqui em Olinda antes do segundo turno”, disse.</p>



<p></p>
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		<title>Quem é Eugênia Lima, a mulher que será a cara da esquerda na Câmara de Olinda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 16:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal de Olinda]]></category>
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		<category><![CDATA[mulheres na política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Olinda, os partidos que estão mais à esquerda no espectro político também serão representadas por uma mulher na Câmara Municipal. Na primeira capital do estado, Eugênia Lima foi eleita vereadora pelo PT com 7.110 votos, a segunda maior votação entre todos os 17 eleitos – pela segunda vez seguida, o campeão de votos foi [&#8230;]</p>
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<p>Em Olinda, os partidos que estão mais à esquerda no espectro político também serão representadas por uma mulher na Câmara Municipal. Na primeira capital do estado, Eugênia Lima foi eleita vereadora pelo PT com 7.110 votos, a segunda maior votação entre todos os 17 eleitos – pela segunda vez seguida, o campeão de votos foi Saulo Holanda (MDB), com 200 votos a mais do que a petista.</p>



<p>Eugênia Lima tem 41 anos, é advogada, mestra em Desenvolvimento Urbano, nascida em Olinda e moradora da Cidade Alta, onde é conselheira da Sodeca, a tradicional Sociedade de Defesa da Cidade Alta, que atua no Sítio Histórico desde o final dos anos 1980. Mãe de duas filhas, Antônia e Helena, ela se define como militante feminista e antirracista. </p>



<p>Em 2020, ainda filiada ao PSOL, recebeu 2.876 votos, mas não conseguiu a vaga porque a legenda não atingiu o coeficiente eleitoral. No final de 2023, filiou-se ao PT, depois de também ter sido sondada pelo PCdoB.<br><br>Imersa na campanha do segundo turno de Vinicius Castello, Eugênia explicou que o aspecto que marcou sua campanha foi “manter a crença na participação popular e na política inclusiva”, pois realizou 13 reuniões temáticas e 70 encontros com moradores de 35 bairros da cidade. “Produzimos um livro para registrar as 76 propostas escolhidas como prioritárias pelas mais de mil pessoas que participaram desse processo de escuta”, explicou a vereador eleita.<br></p>
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		<title>MST elege 133 candidaturas no Brasil, oito delas em Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 19:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou um feito inédito e elegeu 133 candidaturas apoiadas pelo movimento nas eleições municipais em 19 estados. Das candidaturas eleitas, 110 ocuparão os cargos de vereador ou vereadora e 23 prefeituras e vice-prefeituras. Neste ano, o MST apoiou cerca de 700 candidaturas comprometidas com pautas da reforma [&#8230;]</p>
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<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou um feito inédito e elegeu 133 candidaturas apoiadas pelo movimento nas eleições municipais em 19 estados. Das candidaturas eleitas, 110 ocuparão os cargos de vereador ou vereadora e 23 prefeituras e vice-prefeituras.</p>



<p>Neste ano, o MST apoiou cerca de 700 candidaturas comprometidas com pautas da reforma agrária, alguns deles assentados e lideranças do movimento. A maioria das candidaturas eram do Partido dos Trabalhadores (PT). No Nordeste, os estados que mais elegeram candidaturas apoiadas pelo MST, consecutivamente, foram Ceará, Bahia e Pernambuco.</p>



<p>Em Pernambuco, oito nomes apoiados pelo MST foram eleitos Ademar Nonato (Lagoa Grande), César Lucena (Camocim de São Félix), Edilson Barbosa de Lima (Caruaru); Gilson Julião (Santa Cruz do Capibaribe), Jobinho (Agrestina), Lucas Souza (Ibimirim), Professora Alzenir da Safra (Santa Maria da Boa Vista) e Tato Mendes (João Alfredo). </p>



<p>Tato Mendes é presidente do diretório municipal do PT no município de João Alfredo e trabalhou diretamente com Rosa Amorim, como assessor de articulação política. Já Edilson Lima, o Edilson Sem Terra, é vice-presidente do PT em Caruaru e assentado da reforma agrária.</p>



<p>Colégio eleitoral importante em Pernambuco, a vitória de Edilson Sem Terra em Caruaru foi bastante comemorada pelo MST. “Hoje fizemos história na Princesa do Agreste! Elegemos Edilson Sem Terra vereador de Caruaru em uma vitória linda e vamos construir um mandato do tamanho da luta do povo desse chão”, <a href="https://www.instagram.com/p/DAzU8tMNshy/?igsh=MzN6MTBnOHBnYXJr">declarou a deputada Rosa Amorim em postagem nas redes sociais.</a></p>



<p>O advogado e coordenador da campanha Mãos Solidárias PE, Tomás do MST, candidato apoiado pelo movimento e pela deputada Rosa Amorim para representar o MST na Câmara de Vereadores do Recife, não conseguiu se eleger. O candidato pelo PT recebeu 4.920 votos. “Não obtivemos a vitória eleitoral, mas seguiremos onde sempre estivemos: na luta, em defesa de uma vida melhor para o nosso povo”, <a href="https://www.instagram.com/p/DAzSUggu6_F/?igsh=NXFqNnluanRoaXZw">declarou Tomás em postagem nas redes sociais.</a> </p>



<p>Na Bahia, foram eleitos 10 prefeitos ligados ao movimento nos municípios de Abaré, Amari, Caravelas, Guaratinga, Iramaia, Mirante, Pau Brasil, Prado, Vereda e Wagner, além de um vice-prefeito em Wenceslau Guimarães. Na Paraíba, o prefeito eleito de Aparecida, no sertão do estado, também recebeu apoio dos sem-terra.</p>



<p></p>



<p><strong><br></strong></p>
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		<title>“Bancada dos parentes” será um terço da Câmara do Recife em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Cavalcanti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 03:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[camara de vereadores]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A “bancada dos parentes” será a segunda maior da Câmara do Recife e representará um terço das cadeiras. Doze vereadores reeleitos e eleitos são de famílias de políticos em exercício de mandato ou ex-políticos. Conhecido como “filhotismo”, o fenômeno é um dos traços da política brasileira. E, a partir de 2025, será uma das características [&#8230;]</p>
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<p>A “bancada dos parentes” será a segunda maior da Câmara do Recife e representará um terço das cadeiras. Doze vereadores reeleitos e eleitos são de famílias de políticos em exercício de mandato ou ex-políticos. Conhecido como “filhotismo”, o fenômeno é um dos traços da política brasileira. E, a partir de 2025, será uma das características do Legislativo municipal. Outra marca será o apoio ao <a href="https://marcozero.org/joao-campos-e-reeleito-como-o-prefeito-mais-votado-da-historia-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prefeito reeleito, João Campos (PSB)</a>. Uma análise da lista dos 37 nomes vencedores permite dizer que o gestor terá, pelo menos, 26 deles na base.</p>



<p>A votação histórica de João Campos se refletiu no desempenho do seu partido na eleição proporcional. Com apliação, o PSB elegeu a maior bancada para a próxima legislatura, com 15 vagas. A legenda emplacou sete representantes entre os dez mais votados. O prefeito também impulsionou a vitória de aliados em outros partidos, ajudando a eleger representantes no MDB, Republicanos e na Federação PT/PCdoB/PV.</p>



<p>Depois do PSB, a federação PT/PCdoB/PV foi quem mais ocupou vagas na Casa José Mariano. Cinco, ao todo. Com 14.810 votos, a vereadora Liana Cirne (PT) conquistou a reeleição como a mais votada do grupo. Mais do que dobrou o apoio nas urnas, em comparação com os 6.819 votos de 2020. Já a comunicadora e ativista <a href="https://marcozero.org/quem-e-a-jovem-recifense-que-se-tornou-alvo-dos-seguidores-de-michele-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kari Santos (PT)</a> é um dos nomes da renovação na Câmara.</p>



<p>Liana e Kari desbancaram nomes da velha guarda do PT, como Osmar Barreto, Jairo Brito, André Campos e João da Costa. Foram as únicas eleitas pelo partido do presidente Lula. Ambas contaram com o apoio do deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo.</p>



<p>Na outra ponta do espectro partidário, o PL &#8211; do ex-presidente Jair Bolsonaro &#8211; terá quatro cadeiras na Câmara do Recife, a partir de 2025. Os vereadores Fred Ferreira e Paulo Muniz obtiveram a reeleição, enquanto que Gilson Machado Filho e Thiago Medina foram eleitos pela primeira vez.</p>



<p>O primeiro é filho do candidato a prefeito do partido, Gilson Machado; o segundo fez campanha como “o candidato oficial” do deputado federal Nikolas Ferreira no Recife. Já o líder da oposição a João Campos, Alcides Cardoso, ligado politicamente à vice-governadora Priscila Krause, não conseguiu se reeleger. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Novo elege mais um, PSOL perde uma vaga</strong></h2>



<p>O partido Novo elegeu, pela primeira vez, representantes para a Casa José Mariano. Felipe Alecrim e o jornalista Eduardo Moura são os nomes da legenda para a próxima legislatura. Alecrim já é vereador, mas se filiou ao Novo em março deste ano. Em 2020, conquistou o mandato pelo PSC. Juntamente com o PL, o Novo deve formar o bloco de oposição a João Campos pela extrema-direita.</p>



<p>O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ocupa hoje duas cadeiras e terá seu espaço reduzido a partir de 2025. A sigla elegeu Jô Cavalcanti, ex-codeputada da Juntas na Assembleia Legislativa em 2018. Em 2022, Jô perdeu a eleição, mas agora deu a volta por cima.</p>



<p>Ela é do Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Sem Teto (MTST), nacionalmente ligada ao deputado federal Guilherme Boulos (SP), que vai disputar o segundo turno em São Paulo contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/vereadores-Jo.jpg" alt="Foto de Jô Cavalcanti, mulher negra, jovem, de cabelos crespos no alto da cabeça, e óculos de grau. Ela foi fotografada em um ambiente fechado, do tórax para cima. Ela está falando ao microfone sentada em uma poltrona preta e usa uma blusa preta com grafismos brancos. O fundo está desfocado, mas é possível distinguir, à direita, um homem branco de cabelos brancos e máscara cirúrgica no rosto." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Jô, ex-Juntas, desta vez se elegeu em candidatura individual
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Ascom/Alepe</span>
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                    </figure>

	


<p>O vereador Ivan Moraes (PSOL) optou por não disputar a reeleição e pediu votos para duas companheiras de partido, Carol Vergolino e Nise Santos, que não conseguiram a eleição. Ivan encerra este ano seu segundo mandato. Já a vereadora Elaine Cristina não conseguiu ultrapassar a barreira dos mil votos.</p>



<p>Em 2020, Elaine ficou na primeira suplência do PSOL quando concorreu por uma chapa coletiva, as Pretas Juntas. Assumiu em janeiro de 2023, com a eleição de Dani Portela para deputada estadual. Mas o projeto político sofreu sucessivos rachas. A vereadora também teve uma atuação apagada, distante dos debates e da tribuna.</p>



<p>Já o MDB elegeu três representantes. PSD e Republicanos ocuparão duas cadeiras cada. Chamou a atenção o fato de a filha do ministro André de Paula (Pesca), Déa de Paula, ter saído derrotada. Além do cargo no primeiro escalão do governo Lula, o pai da candidata tem o controle do partido no estado. Além do PSOL, o PP, PRD e Avante terão uma vaga cada. No PP, a deputada federal Clarissa Tércio não conseguiu eleger sua cunhada Gil de Tércio.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem é quem na “bancada dos parentes”</strong></h3>



<p>Nove vereadoras e vereadores eleitos são filhos de políticos. Por ordem decrescente de votação, são eles: Gilson Machado Filho, Natália de Menudo, Eriberto Rafael, Felipe Francismar, Marco Aurélio Filho, Eduardo Mota, Flávia de Nadegi, Rodrigo Coutinho e Alef Collins.</p>



<p>Completam a bancada Andreza de Romero, esposa do deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) e Alcides Teixeira Neto, que teve dois avôs políticos &#8211; um deputado, outro vereador. O mais votado, Romerinho Jatobá, é filho de um ex-presidente do Santa Cruz e primo do ex-vereador José Neves, também ex-dirigente de futebol. Já Fred Ferreira é cunhado dos irmão Anderson e André Ferreira.</p>



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<p><strong> Confira os perfis dos 37 eleitos</strong></p>



<p><strong>1. Romerinho Jatobá (PSB) &#8211; 20.264 votos</strong><br>Vereador reeleito, é o atual presidente da Câmara do Recife. É filho do empresário e ex-presidente do Santa Cruz Romero Jatobá. Tem base eleitoral no Arruda e outros bairros da zona norte da cidade. Na eleição passada, obteve 11.500 votos.</p>



<p><strong>2. Gilson Machado Filho (PL) &#8211; 16.095 votos</strong><br>Filho do candidato a prefeito do PL e ex-ministro do Turismo Gilson Machado, está eleito pela primeira vez. Durante a campanha, ao lado do pai, protagonizou uma queda de braço com a família Ferreira, que controla o PL no Estado,</p>



<p><strong>3. Aderaldo Pinto (PSB) &#8211; 15.793 votos</strong><br>Vereador reeleito para o quarto mandato, ampliou a votação em comparação com os 10.062 votos que obteve em 2020. Natural de Caruaru, no Agreste pernambucano, disputou eleição pela primeira vez em 2008. Elegeu-se pela primeira vez quatro anos depois.</p>



<p><strong>4. Andreza Romero (PSB) 15.785 votos</strong><br>Vereadora reeleita, é esposa do deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) e ex-secretária-executiva dos Direitos dos Animais do Recife.</p>



<p><strong>5. Natália de Menudo (PSB) &#8211; 15.198 votos</strong><br>Vereadora reeleita, é filha do ex-vereador Estéfano Menudo. Ela e o pai estão à frente do Grupo de Apoio ao Subúrbio, com atuação em bairros da periferia.</p>



<p><strong>6. Eriberto Rafael (PSB) &#8211; 14.897 votos</strong><br>Eleito para o quarto mandato, é atual primeiro-secretário da Câmara do Recife. É filho do deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa Eriberto Medeiros.</p>



<p><strong>7. Liana Cirne (PT) &#8211; 14.810 votos</strong><br>Vereadora reeleita, foi a mais votada da federação PT/PCdoB/PV. Conseguiu mais do que dobrar o apoio na urna, em relação a 2020. Advogada e professora, contou com o apoio de lideranças do partido, como a senadora Teresa Leitão e o deputado estadual João Paulo.</p>



<p><strong>8. Felipe Francismar (PSB) &#8211; 13.850 votos</strong><br>Vereador reeleito, é filho do deputado estadual Francismar Pontes (PSB). A família tem forte presença em bairros da Zona Norte da cidade. Faz dobradinha com a família Campos nas eleições estaduais.</p>



<p><strong>9. Carlos Muniz (PSB) &#8211; 13.400 votos</strong><br>Vereador reeleito e ex-secretário de Política Urbana e Licenciamento do Recife. Servidor concursado da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, foi cedido para a Emlurb em 2003, onde exerceu cargos de gerência, direção e presidência.</p>



<p><strong>10. Samuel Salazar (MDB) &#8211; 13.348 votos</strong><br>Vereador reeleito e atual líder do Governo na Câmara do Recife. Advogado, assumiu pela primeira vez um mandato na Casa em fevereiro de 2019. Foi superintendente do Ministério da Agricultura em Pernambuco e diretor jurídico da Agência Reguladora de Pernambuco.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/Romerinho.jpeg" alt="Foto em close de Romerinho Jatobá. Ele é um homem branco, de barba rala castanha e cabelos escuros, com calva pronunciada. Ele está falando ao microfone tendp ao fundo um cenário desfocado." class="" loading="lazy" width="628">
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	                                        <p class="m-0">Presidente da Câmara, Romerinho Jatobá foi o mais votado 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Ascom/CMR</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><strong>11. Rinaldo Júnior (PSB) &#8211; 12.664 votos</strong><br>Vereador reeleito, atual líder do PSB e vice-líder do Governo na Câmara. Foi líder da oposição ao então prefeito Geraldo Julio (PSB) e, depois, passou para a base socialista. É presidente da Força Sindical de Pernambuco e do Sindicato dos Trabalhadores em Condomínios.</p>



<p><strong>12. Marco Aurélio Filho (PV) &#8211; 12.424 votos</strong><br>Vereador reeleito, é filho do ex-vereador do Recife e ex-deputado estadual Marco Aurélio e atual presidente municipal do PV.</p>



<p><strong>13. Rubem Rodrigues da Silva (PSB) &#8211; 12.240 votos</strong><br>Eleito para o primeiro mandato, tem base eleitoral no bairro da Guabiraba, zona norte do Recife. É policial militar, mas uma de suas pautas é o autismo através do projeto Agora é Rubem Cuidando das Crianças Autistas</p>



<p><strong>14. Davi Muniz (PSD) &#8211; 11.946 votos</strong><br>Reeleito para o quarto mandato na Câmara, assumiu em setembro a vaga do falecido deputado José Patriota (PSB) na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Tem atuação na Várzea e em outros bairros da zona oeste da cidade.</p>



<p><strong>15. Fred Ferreira (PL) &#8211; 11.804 votos</strong><br>Reeleito para o segundo mandato, é genro do ex-deputado Manoel Ferreira e cunhado dos irmãos Anderson e André Ferreira, de quem ganhou o sobrenome emprestado. Tem atuação parlamentar com base nas pautas da extrema-direita. Foi dele o projeto para proibir o uso da chamada linguagem neutra.</p>



<p><strong>16. Eduardo Mota (PSB) &#8211; 11.786 votos</strong><br>Filho do ex-deputado estadual Nilton Mota, eleito pela primeira vez. Antes da eleição, ocupou cargo comissionado de gerência na prefeitura do Recife. Seu pai foi deputado estadual, secretário de Educação no governo Eduardo Campos e ocupou cargos no governo Paulo Câmara.</p>



<p><strong>17. Cida Pedrosa (PCdoB) &#8211; 11.364 votos</strong><br>Vereadora reeleita, é advogada e poeta, vencedora de prêmios nacionais de poesia. Na Câmara Municipal, fez parte da base de apoio do prefeito João Campos (PSB) e atuou na defesa de pautas como cultura e direitos humanos. Exerceu as funções de secretária de Meio Ambiente e da Mulher do Recife na gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB).</p>



<p><strong>18. Flávia de Nadegi (PV) &#8211; 11.278 votos</strong><br>Filha da prefeita de Camaragibe, Nadegi de Queiroz (Republicanos), e irmã do deputado estadual João de Nadegi (PV). Eleita pela primeira vez para a Câmara.</p>



<p><strong>19. Zé Neto (PSB) &#8211; 11.027 votos</strong><br>Vereador reeleito. Antes, foi gestor por mais de dez anos na Assembleia Legislativa de Pernambuco, assessor parlamentar da Câmara Federal e chefe de Gabinete da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). Ligado ao deputado federal Felipe Carreras.</p>



<p><strong>20. Thiago Medina (PL) &#8211; 10.540</strong> <strong>votos</strong><br>É o mais novo entre os vereadores eleitos, com 21 anos. É jovem ativista da extrema-direita, apoiado pelo deputado estadual Renato Antunes (PL) e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).</p>



<p><strong>21. Luiz Eustaquio (PSB) &#8211; 10.474</strong> <strong>votos</strong><br>Reeleito para o sexto mandato consecutivo, já foi filiado ao PT e líder sindical da categoria dos previdenciários. É ligado à Assembleia de Deus e comanda uma comunidade terapêutica.</p>



<p><strong>22. Júnior de Cleto (PSB) &#8211; 9.922 votos</strong><br>Empresário, tem atuação no transporte complementar em bairros da zona norte do Recife. Filiou-se ao PSB em fevereiro deste ano e foi uma das candidaturas prioritárias do partido.</p>



<p><strong>23. Hélio Guabiraba (PSB) &#8211; 9.793 votos</strong><br>Vereador reeleito, tem atuação política em bairro da zona norte da cidade, com forte presença na Guabiraba.</p>



<p><strong>24. Fabiano Ferraz (MDB) &#8211; 9.778 votos</strong><br>Reeleito para o segundo mandato, é guarda civil do Recife, servidor da CTTU e bacharel em Direito. Uma das suas principais pautas é o armamento da Guarda Municipal.</p>



<p><strong>25. Wilton Brito (PSB) &#8211; 9.496</strong><br>Vereador reeleito, tem forte presença política no Ibura, bairro da Zona Sul da cidade.</p>



<p><strong>26. Paulo Muniz (PL) &#8211; 9.395 votos</strong><br>Vereador reeleito, tem atuação como gestor na área de saúde, foi secretário-executivo do Trabalho e Qualificação de Pernambuco</p>



<p><strong>27. Kari Santos (PT) &#8211; 9.321 votos</strong><br>Tem 30 anos. É ativista, comunicadora popular e criadora de conteúdo nas redes sociais, onde ganhou notoriedade pela oposição ao bolsonarismo e defesa do governo Lula e PT. É o nome da renovação do PT.</p>



<p><strong>28. Alcides Teixeira Neto (Avante) &#8211; 8.909 votos</strong><br>Eleito para o terceiro mandato, é presidente municipal do Avante. Os seus dois avôs foram políticos, o ex-deputado Alcides Teixeira e o ex-vereador Edson de Oliveira. Tem parte considerável do eleitorado em Santo Amaro, área central da cidade, e em bairros da zona norte.</p>



<p><strong>29. Professora Ana Lúcia (Republicanos) &#8211; 8.592 votos</strong><br>Reeleita para o terceiro mandato. Educadora e concursada na prefeitura do Recife, foi conselheira representante do segmento de gestoresno Conselho Municipal de Educação do Recife. Presidiu o colegiado.</p>



<p><strong>30. Rodrigo Coutinho (Republicanos) &#8211; 8.317 votos</strong><br>Reeleito para o terceiro mandato, é ex-secretário de Esportes do Recife. Filho do deputado federal Augusto Coutinho e neto do ex-deputado federal José Mendonça, já falecido, um dos expoentes do antigo PFL.</p>



<p><strong>31. Júnior Bocão (PSD) &#8211; 7.985 votos</strong><br>Vereador reeleito para o terceiro mandato, se elegeu em 2020 pelo Cidadania, com 6.256 votos. Tem base eleitoral em Roda de Fogo, Torrões e Jordão.</p>



<p><strong>32. Felipe Alecrim (Novo) &#8211; 7.901 votos</strong><br>Eleito pela primeira vez em 2020 pelo PSC, tem atuação conservadora. É ministro da Sagrada Comunhão Eucarística e comanda uma comunidade católica. No seu perfil oficial do site da Câmara, diz que seu propósito é promover “um projeto político cristão”.</p>



<p><strong>33. Jô Cavalcanti (Psol) &#8211; 7.619 votos</strong><br>Foi feirante e ambulante, antes de ser a primeira mulher eleita para um mandato coletivo na Assembleia Legislativa de Pernambuco em 2018. Construiu sua militância em movimentos sociais pelos direitos à moradia e ao trabalho. É do Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Sem Teto (MTST).</p>



<p><strong>34. Alef Collins (PP) &#8211; 7.131 votos</strong><br>Estudante de direito, com 22 anos, é filho da deputada federal e vereadora do Recife licenciada e do deputado estadual Cleiton Collins (PP). A família tem atuação fundamentalista e é dona de uma comunidade terapêutica e de espaços em emissora de rádio. A família é conhecida por liderar posições de negação de direitos a grupos sociais.</p>



<p><strong>35. Tadeu Calheiros (MDB) &#8211; 6.916 votos</strong><br>Reeleito para o segundo mandato, ex-Podemos, foi vice-líder da oposição na atual legislatura.</p>



<p><strong>36. Eduardo Moura (Novo) &#8211; 5.283</strong><br>Jornalista com mais de duas décadas de atuação, foi repórter e apresentador de televisão. Elege-se pela primeira vez vereador do Recife. Foi um do críticos das gestões do PSB no Recife e Pernambuco.</p>



<p><strong>37. Gilberto Alves (PRD) &#8211; 4.985 votos</strong><br>Reeleito para o segundo mandato. Apesar de não ser filiado ao PSB, tem proximidade com o partido. Foi coordenador da campanha de Eduardo Campos a governador em 2006. Depois, assumiu a Gerência de Articulação Regional do governo.</p>
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		<title>Aos 83 anos, gêmeas Teresa e Teresinha não abrem mão de sonhar com justiça social e democracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 21:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comunistas]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 1964]]></category>
		<category><![CDATA[militância]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 4 de julho de 1941, em São Lourenço da Mata, cidade da Região Metropolitana do Recife, nasciam em uma família engajada nas lutas sociais, Teresa e Teresinha Braga de Moraes. Gêmeas idênticas que, desde sempre, tiveram a vida marcada pela militância de base, em defesa dos direitos humanos, liberdade do povo e educação. Servidoras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 4 de julho de 1941, em São Lourenço da Mata, cidade da Região Metropolitana do Recife, nasciam em uma família engajada nas lutas sociais, Teresa e Teresinha Braga de Moraes. Gêmeas idênticas que, desde sempre, tiveram a vida marcada pela militância de base, em defesa dos direitos humanos, liberdade do povo e educação. Servidoras públicas aposentadas trilharam caminhos diferentes, mas que se unem quando o assunto é atuação política.</p>



<p>Parecidas na aparência, no jeito e no modo de falar, elas sempre marcam presença nas manifestações, protestos, conferências e debates. Por isso, são figuras conhecidas entre os militantes de várias gerações dos partidos e movimentos sociais. Além da atuação presencial, acompanharam as mudanças tecnológicas e também participam ativamente das discussões nas redes sociais.</p>



<p>Há quem ache que Teresa, conhecida na família como Tequinha, seja mais falante, no entanto, ao conversar com as duas juntas é fácil identificar que, também nisso, elas não são muito diferentes. As falas se atravessam e a conversa se torna ainda mais interessante. Os pontos em comum, além do gosto por contar histórias e os nomes parecidos, são vários: Teresa tem uma filha, mas nenhuma das duas se casou. </p>



<p>O calor pela luta política ao lado dos mais pobres e vulneráveis sempre esteve presente na vida das irmãs. Ainda crianças, elas acompanharam a prisão do tio Jeferson Barbosa Teixeira, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCB) e vice-prefeito de Jaboatão dos Guararapes na década de 1940, quando a cidade era chamada de &#8220;Moscouzinho&#8221;. Escondidas em casa, escutavam as rádios soviéticas em ondas curtas junto com o avô João Carlos. Segundo elas, desse jeito elas foram &#8220;percebendo as injustiças do mundo&#8221;. </p>



<p>&#8220;No corredor da nossa casa em São Lourenço da Mata, tinha um retrato de Stalin e o retrato de Charles de Gaulle. E vovô colocava a gente pra cantar junto com ele o hino da União Soviética, a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=YLi5A7BiBVk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marselhesa</a> e a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DGIb--joV_w" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Internacional Socialista</a>&#8220;, relembra Teresinha, que foi a primeira a nascer, oito minutos antes da irmã. Já Teresa recorda de uma inquietação social: &#8220;eu me lembro vindo de ônibus de São Lourenço para o Recife e vi uma pessoa quase morrendo, aí eu perguntei e a mulher ao lado respondeu que foi &#8216;de fome&#8217;. Quer dizer, aquilo tudo mexia muito&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lembranças de março de 1964</h2>



<p>No 83º aniversário, elas relembram as diversas histórias compartilhadas com nomes como Paulo Freire e Dom Helder Câmara, referências sobre direitos civis. Mas são os causos na época do golpe militar de 64 que merecem maior atenção e capricho nos relatos.</p>



<p>Nesta época, Teresinha havia ingressado há poucos anos na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) como servidora concursada e era estudante da terceira turma de Direito, da Universidade Católica de Pernambuco. O 1º de abril daquele ano foi marcado pela inquietação que a estimulava, o que fez ela seguir para a porta da Sudene para acompanhar a movimentação.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Em 1964, quando o Brasil tinha o trabalhista João Goulart como presidente, o país sofreu um golpe militar realizado por grupos conservadores de civis e militares. Daquela data até 1985, o país esteve sob a ditadura dos generais.</p>
        </div>
    </div>



<p>“Eu fui para a frente da antiga sede da Sudene e quando eu vi, atiraram em um rapaz e ele morreu. Eu saí correndo pela rua do Príncipe, aí a polícia vinha e eu entrei numa casa que tinha uma imagem Sagrado Coração de Jesus ‘desse tamanho’ [nessa altura da conversa, ela abriu os braços para ressaltar que se tratava de algo grande]”, lembra Teresinha. A dona da casa não gostou da sua presença ali, mas deixou que ela ficasse até a polícia ir embora.</p>



<p>Para Tereza, que na mesma época era estudante de Ciências Sociais na mesma universidade e auxiliar de pesquisa no Movimento Cultura Popular (MCP), os acontecimentos do 1º de abril também a surpreenderam porque os integrantes do MCP não imaginavam o que estava acontecendo. Ela só descobriu no momento que iria iniciar uma aula na antiga Saner, uma autarquia de saneamento do Recife.</p>



<p>“Quando eu cheguei lá disseram: prenderam Miguel Arraes, ele levou um golpe. E tão dizendo que o MCP, no Sítio da Trindade, está fazendo resistência. Ainda criaram uma<em> fake</em>, né?”, recorda Teresa. Depois disso, ela foi até a sede do movimento e avisou aos colegas, que então saíram da sede e foram se esconder.</p>



<p>Como as duas estudavam em Recife, moravam com a avó na estrada de Belém, nos arredores do bairro de Campo Grande, foram para casa enfrentar a tristeza de enterrar os livros de suas coleções para que os militares não encontrassem nada. Depois, a casa virou um restaurante. As memórias e os livros ficaram pra trás.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vida dupla e militância internacional</h2>



<p>Pouco depois, um professor de Teresinha foi convidado a coordenar a comissão de atividades subversivas universitárias &#8211; uma espécie de central interna de espionagem &#8211; e, como sabia de seu bom desempenho acadêmico, a convidou para ser sua secretária. Com medo, ela hesitou e só aceitou o convite depois de pedir conselho a Dom Helder Camara, que tinha acabado de assumir a arquidiocese de Olinda e Recife. Por sugestão do arcebispo, ali começou uma vida dupla.</p>



<p>Com a relação dos nomes dos estudantes que estavam sendo vigiados, sob orientação do religioso ela procurava suas famílias e para avisá-los e evitar que fossem às reuniões onde havia espiões. “Com isso, acho que mais de 100 estudantes deixaram de ir às reuniões. Quando os militares chegavam lá, estava vazio”, relembra Terezinha. Anos depois, sua atuação foi descoberta, mas ela escapou de ser punida. </p>



<p>Em 1971, Teresa foi a única pernambucana a ganhar uma bolsa de estudos para estudar sobre o projeto de educação na América Latina, por nove meses, em Louvain, na Bélgica. No entanto, o governo brasileiro encerrou o programa de intercâmbio com a instituição francesas, mas, ao mesmo tempo, surgiu a oportunidade dela estudar na <a href="https://www.hartford.edu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade de Hartford</a>, em Connecticut. Com isso, ela se juntou a uma amiga para acompanhar os diversos movimentos pacifistas e antirracistas que aconteciam em Nova York, a aproximadamente 65 quilômetros da universidade.</p>



<p>Nos Estados Unidos, Tequinha provavelmente estava sendo monitorada, logo depois que voltou ao Brasil, em junho de 1972, policiais à paisana em uma perua Veraneio tentaram sequestrá-la no centro do Recife. Na mesma época, as gêmeas foram convocadas para dar explicações no escritório do Serviço Nacional de Informações, conhecido pela famigerada sigla SNI.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/53828339301_4d74c6a104_k.jpg" alt="Foto colorida das gêmeas Teresa e Teresinha. O foco da fotografia está em Teresinha, uma mulher idosa de cabelos claros, usando máscara facial cobrindo boca e nariz, com colar de esferas brancas, usando blusa azul e óculos. Ao fundo, sua irmã, com o rosto desfocado, olha para ela. Uma garrafa de água mineral com tampa azul aparece na porção esquerda inferior da foto." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Eu fico pensando como é que eu tive coragem, eu fui pra esse movimento em defesa de Angela Davis, contra a guerra do Vietnã, o paz e amor. E a gente fazia isso tudo sem dinheiro, pois eles pagavam apenas a alimentação e a hospedagem na universidade”, lembra. Pela falta de dinheiro, elas faziam bate-volta entre uma cidade e outra para conseguir acompanhar os protestos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Militância que inspira</strong></h3>



<p>As gêmeas sabem que são fonte de inspiração para quem luta por justiça social, principalmente, para ex-militantes que perderam o gás com o passar do tempo. Hoje, as duas são filiadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e se tornaram referência de perseverança, militância e capacidade de sonhar. Em 2019,  por exemplo, as gêmeas participaram das vigílias organizadas pelo frade franciscano Aloísio Fragoso pela liberdade de Lula, na época preso em Curitiba.  </p>



<p>Também estão ligadas à ala progressista da Igreja Católica. &#8220;No Cursilho [movimento de evangelização], a gente faz parte da Hora Mariana, ficamos responsáveis pelas quartas-feiras. Teresa faz o salmo e eu faço o comentário do evangelho. Eu aproveito tudo que posso, para mostrar nos versículos o que é que o reino de Deus traz. Então, quando eu faço os evangelhos, pego ali em uma entrelinha e mando uma reflexão, sabe?&#8221;, afirma Teresinha. </p>



<p>Também na Igreja Católica, sua irmã Teresa, a Tequinha, faz parte da equipe que atua na Casa do Pão, no bairro de Santo Antônio, cuja a intenção é &#8220;realizar um trabalho de conscientização social e cidadã dessa população em situação de rua, através de roda de conversa, abordando temas escolhidos por eles e elas&#8221;. Eles acolhem pelo menos 25 pessoas e realizam leituras de mundo a partir da vivência de cada participante.</p>



<p>&#8220;E foi por meu esforço junto com outros militantes do Cursilho, inclusive, Teresinha, no início, que conseguimos que o MEB viesse para atuar junto à Casa do Pão, instituição de apoio e assistência ao povo em situação de rua (moradores ou não), criada como legado do <a href="https://cen2020.arquidioceseolindarecife.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">XVIII Congresso Eucarístico Nacional</a>, realizado no Recife&#8221;, completa Teresinha.</p>



<p>Para Teresa, as esquerdas precisam aumentar a atuação de base: &#8220;as soluções para essa crise global estão nas comunidades&#8221;. </p>
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		<title>Agenda de direita do PT no Piauí silencia lideranças do partido</title>
		<link>https://marcozero.org/agenda-de-direita-do-pt-no-piaui-silencia-liderancas-do-partido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 21:38:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[água e esgoto]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Privatização da estatal de água e esgoto com discussão pública limitada a um chat na internet. Flexibilização das leis ambientais para atender aos interesses de grandes empresas. Recusa em negociar com professores da universidade estadual em greve por mais de dois meses. Indicação da esposa do ex-governador para um cargo vitalício no Tribunal de Contas. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Privatização da estatal de água e esgoto com discussão pública limitada a um chat na internet. Flexibilização das leis ambientais para atender aos interesses de grandes empresas. Recusa em negociar com professores da universidade estadual em greve por mais de dois meses. Indicação da esposa do ex-governador para um cargo vitalício no Tribunal de Contas.</p>



<p>Não haveria novidade alguma se o parágrafo acima poderia se referisse às políticas de um governador bolsonarista ou de uma legenda do centrão. No entanto, são essas as marcas da gestão do petista Rafael Fonteles, governador do Piauí, eleito em 2022 com apoio do seu antecessor Wellington Dias, eleito senador na mesma eleição e atual ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.</p>



<p>Das iniciativas tomadas por Fonteles, a mais surpreendente é a de vender a empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) ao mesmo tempo em que o PT luta contra a privatização da Sabesp, a estatal paulista de saneamento, pelo governador Tarcísio de Freitas, ex-ministro de Jair Bolsonaro.</p>



<p>O esforço dos petistas paulistas contra a privatização merece destaque nos canais de comunicação do partido. No site oficial do PT, por exemplo, há dezenas de matérias e editoriais contra a pressa e os métodos do governo paulista para privatizar a estatal. Uma consulta rápida no Google mostra, pelo menos 21 conteúdos sobre o assunto, onde a venda da Sabesp é tratada como “<a href="https://pt.org.br/em-ataque-ao-patrimonio-publico-de-sp-tarcisio-manobra-para-privatizar-sabesp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ataque ao patrimônio público</a>”.</p>



<p>Infelizmente, não é possível saber se a privatização da estatal piauiense é vista da mesma forma pelo site do PT nacional, afinal não foi possível encontrar qualquer texto ou postagem sobre o tema nos canais e perfis do partido.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/no-piaui-governador-do-pt-prepara-privatizacao-de-agua-e-esgoto/" class="titulo">No Piauí, governador do PT prepara privatização de água e esgoto</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saneamento/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saneamento</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Silêncio revelador</h2>



<p>Depois de republicar reportagem do site Ocorre Diário, portal de jornalismo independente do Piauí, a Marco Zero tentou saber o que lideranças do PT teriam a comentar sobre o projeto do governador Fonteles e a óbvia contradição entre os posicionamentos do partido em dois estados. O silêncio foi semelhante ao do site oficial.</p>



<p>Primeiro, tentamos a secretária nacional de Comunicação do PT, em Brasília. Foi sugerido que procurássemos a direção estadual do PT em São Paulo por ela estar lidando diretamente com o tema. Fazia sentido. Os contatos inciais forma promissores, a ponto da assessoria de imprensa do PT paulista nos prometer uma nota ou uma entrevista. Ficou na promessa. A assessora simplesmente deixou de responder às mensagens.</p>



<p>Com o PT do Piauí, a reação foi pior. As assessorias dos deputados estaduais Hélio Isaías e Franzé Silva ignoraram os contatos da Marco Zero. A secretaria de comunicação da direção estadual do partido não fez diferente.</p>



<p>Enquanto tentávamos em vão entrevistar dirigentes do PT em Brasília, São Paulo e Teresina, procuramos também os principais nomes do PT em Pernambuco. Só quem aceitou comentar a questão foram a deputada estadual Rosa Amorim e o ex-prefeito do Recife e também deputado estadual João Paulo. Ambos criticaram a privatização da água, como se verá abaixo.</p>



<p>O senador Humberto Costa, principal nome do partido em Pernambuco, escapou pela tangente. Sua assessoria informou que ele não falaria “por não estar a par da situação no Piauí”. Ao menos respondeu. A assessoria da senadora Teresa Leitão informou que ela não se posicionaria sobre o caso específico do Piauí, assim como não comentou o de São Paulo, mas afirmou que ela é contrária à privatização da Compesa.<br><br>Já o deputado estadual e presidente da legenda em Pernambuco, o deputado estadual Doriel Barros, e o deputado federal Carlos Veras ignoraram os pedidos de entrevista.</p>



<p>Um dirigente estadual que também é ativista ambiental se comprometeu a comentar o caso, antecipando que iria fazer um crítica aos companheiros do Piauí que, segundo ele, estariam conduzindo a privatização de maneira ainda mais autoritária do que Tarcísio de Freitas, em São Paulo. No entanto, antes de conceder a entrevista, ele teria que avisar a algumas pessoas da direção estadual que falaria com o repórter. Depois disso, se calou.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Rosa e João se posicionam</h3>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/Fonteles-Joao-Paulo-Jarbas-Araujo.jpg" alt="Foto de João Paulo no plenário da Assembleia Legislativa. Ele é um homem negro, idoso, de cabelos curtos e bigode grisalho, falando em pé ao microfone, vestindo paletó e camisa pretas, com gravata vermelha." class="" loading="lazy" width="252">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">João Paulo (PT-PE)
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Jarbas Araújo/Ascom Alepe</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>João Paulo foi o único dos petistas consultados pela Marco Zero a não hesitar. Ele criticou abertamente a postura da gestão piauiense comandada pelo seu partido. “Não conheço a realidade do Piauí, mas conheço a realidade das empresas que foram privatizadas no Brasil. Conheço a realidade da Neoenergia aqui em Pernambuco e testemunhamos uma realidade de tarifas altas e interrupções prolongadas de fornecimento de energia em vários bairros e cidades”, afirmou, lembrando que apresentou o pedido de uma CPI para investigar a queda de qualidade dos serviços da antiga Celpe.</p>



<p>“Nós não podemos ser contrários à privatização quando somos oposição e privatizar em um estado onde governamos. É preciso coerência! Acesso à água é um direito público, não uma mercadoria”, alfinetou o ex-prefeito da capital pernambucana.</p>



<p>Em nota enviada por e-mail, Rosa Amorim também diz ser contrária à privatização da água e da Compesa, sem fazer referência à política conduzida pelo seu correligionário no Piauí: “É inaceitável a privatização do acesso à água, ainda mais quando estamos falando de uma empresa eficiente, mesmo que ela tenha muitos desafios para garantir a universalização do acesso, porque a crise no abastecimento é um fato”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Boiada” vermelha</h3>



<p>Filho de um petista histórico no Piauí, o ex-deputado federal Nazareno Fonteles, o governador não tem laços com os movimentos sociais. Na verdade, nada indicava que Rafael Fonteles seria político. A carreira científica parecia ser o destino mais óbvio para quem passou a adolescência ganhando medalhas de ouro em Olimpíadas de Física e Matemática e, aos 22 anos, já era mestre em Matemática.</p>



<p>Logo, ele seguiu outro rumo ao se tornar um empresário bem sucedido na educação privada à frente do <a href="https://www.somosicev.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto de Ensino Superior</a>, uma faculdade focada em cursos de Direito, Gestão e Tecnologia. Depois de integrar a equipe de Wellington Dias como secretário da Fazenda, foi eleito governador no primeiro turno, com mais de 57% dos votos. Pouco depois de tomar posse, já indicou Rejane Dias, esposa do seu padrinho político, Wellington Dias, para uma vaga de conselheira vitalícia do Tribunal de Contas do Estado.</p>



<p>Distante das lutas sociais em defesa do Meio Ambiente, agora Fonteles iniciou uma ofensiva para reformar e “flexibilizar” as leis ambientais do estado. O projeto começou a tramitar na Assembleia Legislativa e tem como relator um deputado do PT. De acordo com <a href="https://ocorrediario.com/politica-ambiental-na-mira-governo-quer-mudar-lei-estadual-de-meio-ambiente-no-piaui/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem publicada pelo Ocorre Diário no dia 2 de maio</a>, ambientalistas, cientistas e até a defensoria pública criticam vários artigos da proposta, que lembra a “boiada” idealizada por Ricardo salles, o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro.</p>



<p>Um dos artigos propostos pelo governador petista cria a possibilidade de emissão de um “licenciamento ambiental de natureza cautelar” a ser emitido pelo secretário de Meio Ambiente caso a “morosidade do licenciamento oferecer prejuízos ao empreendedor ou ao estado”. O defensor público Humberto Rodrigues avaliou que o artigo é inconstitucional e, na prática, seria o fim do licenciamento ambiental.</p>



<p>Em outro artigo, Fonteles quer anular as multa decorrentes de infrações ambientais cometidas no curso do pedido de licenciamento. Traduzindo: se o empresário cometer um crime ambiental depois que tiver dado entrada no pedido de licenciamento, o valor da multa seria zerado. Na reportagem, o professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Davi Pantoja chamou a atenção para o artigo 23 que concede até 95% de desconto para multas de infração ambiental. “É praticamente uma isenção. É surreal. Para que existe a multa? A multa não pode ser um preço para cometer infrações. A multa tem que efetivamente coibir a ação nociva ao meio ambiente. As atividades mais impactantes são extremamente lucrativas”, argumentou.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/Fonteles-4-Alepi.jpeg" alt="Esta foto mostra um grupo de pessoas em um ambiente interno, em um espaço oficial na Assembleia Legislativa do Piauí. No centro da imagem, há uma mulher vestindo um vestido laranja ao lado do governador Rafael Fonteles, homem branco, de cabelos curtos escuros e óculos, vestindo paletó cinza, camisa clara e gravata azul escuro. As outras pessoas ao redor estão aplaudindo. Ao fundo, há uma placa que diz “PLENÁRIO DEP. WALDEMAR MACÊDO”. Além disso, há flores amarelas decorando o local próximo à placa." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Fonteles não tem dificuldades em aprovar projetos na Assembleia Legislativa
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Ascom Alepi</span>
                                    </figcaption>
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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/agenda-de-direita-do-pt-no-piaui-silencia-liderancas-do-partido/">Agenda de direita do PT no Piauí silencia lideranças do partido</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Para garantir acordos políticos, João Campos ignora promessa de mulheres em metade das secretarias</title>
		<link>https://marcozero.org/para-garantir-acordos-politicos-joao-campos-ignora-promessa-de-mulheres-em-metade-das-secretarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 20:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres na política]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em janeiro de 2021, quando tomou posse como prefeito do Recife após derrotar a então petista Marília Arraes, João Campos cumpriu uma de suas promessas de campanha e garantiu a formação de um secretariado com paridade de gênero. Na ocasião, a capital pernambucana era a única do Brasil a garantir que metade das secretarias seria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em janeiro de 2021, quando tomou posse como prefeito do Recife após derrotar a então petista Marília Arraes, João Campos cumpriu uma de suas promessas de campanha e garantiu a formação de um secretariado com paridade de gênero. Na ocasião, a capital pernambucana era a única do Brasil a garantir que metade das secretarias seria chefiada por mulheres.</p>



<p>No discurso de posse, Campos fez questão de registrar o fato: “a gente chega hoje para um dia histórico. Um dia histórico para a nossa cidade, de poder ser a primeira capital do Brasil a ter igualdade de gênero no seu secretariado. E aqui eu queria ir além, destacar que isso não é apenas um número e é muito mais do que um símbolo porque cada um e cada uma que está aqui hoje chega com extrema competência, com dedicação e altamente capacitado para ocupar as funções que estão, a partir de agora, assumindo”.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Hoje tomou posse o novo secretariado. Estamos assumindo um jogo desafiador, que é liderar uma cidade do tamanho do Recife. Estou muito animado e otimista com o futuro que vamos construir. Contem comigo para que possamos vencer cada uma das tarefas que temos pela frente. <a href="https://t.co/bb4qYxMbWl">pic.twitter.com/bb4qYxMbWl</a></p>&mdash; João Campos (@JoaoCampos) <a href="https://twitter.com/JoaoCampos/status/1345530082383818753?ref_src=twsrc%5Etfw">January 3, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>O tempo passou e, agora, quase três anos após o início do seu mandato, o prefeito parece não dar a mesma importância à promessa. Metade do seu secretariado já não é composto por mulheres. Se antes, das 20 secretarias &#8211; incluindo a Procuradoria e a Controladoria Geral do Município -, dez eram ocupadas por mulheres, agora, 13 secretarias são chefiadas por homens e 7 permanecem com mulheres nos cargos. A mudança mais recente ocorreu em setembro de 2023, quando o deputado estadual pelo União Brasil, <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/noticias/22/09/2023/antonio-coelho-assume-secretaria-de-turismo-e-lazer-da-prefeitura-do-recife" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Antonio Coelho, foi empossado secretário de Turismo e Lazer</a>, ocupando o cargo que antes era de Cacau de Paula. </p>



<p>Filha do ministro da Pesca, André de Paula (PSD), Cacau deixou o governo municipal para ocupar o espaço aberto na máquina do estado pela aliança entre o PSD e a governadora Raquel Lyra (PSDB). Ela assumiu a Secretaria de Cultura de Pernambuco em agosto. Na prefeitura, o vazio deixado pelo grupo de André de Paula foi preenchido pela família Bezerra Coelho, já que o atual secretario de Turismo é filho de Fernando Bezerra Coelho, ex-líder do governo Bolsonaro no Senado.</p>



<p>Os demais cargos que antes eram ocupados por mulheres e que agora passaram a ser chefiados por homens foram os da Secretaria de Habitação, antes ocupado por Maria Eduarda Médicis e agora a cargo do petista <a href="https://www.edmarlyra.com/prefeitura-do-recife-tem-novos-nomes-nas-pastas-de-meio-ambiente-e-habitacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ermes Costa</a>, e da Secretaria de Saneamento, antes ocupado por Erika Moura e agora está sob a responsabilidade de <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/noticias/13/01/2023/tome-franca-assume-secretaria-de-saneamento-do-recife" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tomé Franca</a>. </p>



<p>Ermes Costa fez parte do grupo Cidades da equipe de transição do Governo Federal e assumiu a secretaria em março de 2023. Na ocasião, também houve uma mudança na Secretaria de Meio Ambiente, com a troca de Carlos Ribeiro por Oscar Barreto, que já havia ocupado o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco. As duas trocas contemplaram o PT, que preferiu indicar Ermes para substituir Maria Eduarda Médicis. A cerimônia de posse dos secretários petistas contou com a participação dos senadores do PT, Humberto Costa e Teresa Leitão. </p>



<p> Já Tomé Franca tomou posse em janeiro de 2023. Antes, Franca foi secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco do governo Paulo Câmara (PSB). Houve também uma troca de homem para mulher na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, antes sob responsabilidade de Rafael Dubeux, convidado para uma assessoria especial do Ministério da Fazenda. Em seu lugar, o prefeito nomeou <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/noticias/11/01/2023/joana-florencio-assume-secretaria-de-desenvolvimento-economico-do-recife" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Joana Florêncio</a>. </p>



<p>A primeira mulher a perder o cargo no primeiro escalão da prefeitura foi Giovanna Andréa Ferreira, que deixou a Procuradoria Geral do Município quatro meses após a posse do prefeito. Oficialmente, ela saiu por questões de saúde, sendo substituída por Carlos Alberto Vieira de Carvalho Júnior. Atualmente, o procurador geral é Pedro de Albuquerque Pontes. A escolha para esse cargo costuma ser exclusiva do prefeito, sem passar por indicação de partidos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/11/secretariado-PT-Wagner-Ramos-300x193.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/11/secretariado-PT-Wagner-Ramos.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/11/secretariado-PT-Wagner-Ramos.jpeg" alt="Grupo de oito homens, entre eles o prefeito João Campos, e uma mulher, a senadora Teresa Leitão, posando para foto em uma sala com estofados brancos e uma mesa de centro de madeira." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">A senadora Teresa Leitão era a única mulher na posse dos secretários petistas. Crédito: Wagner Ramos/PCR</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Porque a paridade é importante?</h2>



<p>Para a socióloga e cofundadora do Observatório Feminista do Nordeste, Marília Gomes, os acordos políticos inviabilizam o cumprimento da promessa de manter um secretariado com paridade de gênero. “É possível, sim, realizar a paridade de gênero na formação do secretariado, existem muitas pessoas competentes para isso, mas falta vontade política. Colocar mulheres no centro do debate da formulação de políticas públicas que beneficiem toda a sociedade é fundamental porque são as mulheres que compõem o grupo social mais vulnerabilizado e, por isso, elas conhecem o contexto social melhor do que qualquer outra pessoa, elas possuem sensibilidade política e isso é essencial para conseguir fazer um bom governo. Porém, os cargos políticos não são escolhidos por competência e técnica, são definidos através de acordos entre partidos e isso compromete uma formação mais diversa”, afirmou Gomes. </p>



<p>&#8220;Não é só o recorte de gênero, o recorte de raça também é fundamental para a formação do secretariado de uma gestão municipal. Nossa formação está transpassada pela questão racial, somos nós mulheres negras que protagonizamos os piores índices de precarização da vida, por isso, nós precisamos de paridade de gênero e também de equiparação racial. Não basta ter nove mulheres se as nove são brancas&#8221;, concluiu a socióloga. </p>



<p>Se a paridade de gênero já não é mais garantida pela gestão municipal, a representação e equiparação racial nunca houve. Desde o início do mandato de João Campos, dos 20 secretários e secretárias, apenas o secretário de Segurança Cidadã, Murilo Cavalcanti é identificado como pessoa negra, considerando o processo de heteroidentificação realizado pela reportagem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O processo de heteroidentificação é um procedimento complementar à autodeclaração que consiste na percepção social de outro(a)(s), além da própria pessoa, para a identificação étnico-racial.</p></blockquote>



<p>Procuramos a Prefeitura do Recife para questionar o que motivou a diminuição da quantidade de mulheres na ocupação do secretariado e se há intenção de retomar a paridade de gênero nos cargos além da implementação de uma política de representatividade racial, mas até o fechamento da matéria não obtivemos respostas.</p>



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		<title>Espancado em praça pública, presidente do PT de Abreu e Lima denuncia ter sido vítima de ataque homofóbico</title>
		<link>https://marcozero.org/espancado-em-praca-publica-presidente-do-pt-de-abreu-e-lima-denuncia-ter-sido-vitima-de-ataque-homofobico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2023 20:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[abreu e lima]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtfobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[partido dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudante de economia Cleyton Manoel, secretário estadual de juventude do PT e presidente do diretório municipal do partido em Abreu e Lima, foi espancado e xingado com ofensas homofóbicas por um desconhecido na noite de sábado (11). Por telefone, o jovem contou que as agressões iniciaram enquanto fazia compras na loja de conveniência de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O estudante de economia Cleyton Manoel, secretário estadual de juventude do PT e presidente do diretório municipal do partido em Abreu e Lima, foi espancado e xingado com ofensas homofóbicas por um desconhecido na noite de sábado (11). Por telefone, o jovem contou que as agressões iniciaram enquanto fazia compras na loja de conveniência de um posto de gasolina, no centro de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. </p>



<p>O agressor passou a proferir xingamentos lgbtfóbicos contra ele, que preferiu sair antes e seguiu de volta para casa sozinho para evitar confusão, sem a companhia dos amigos que tinham chegado no posto de gasolina com ele. Enquanto caminhava, foi seguido pelo homem. De acordo com Cleyton, na altura da principal praça da cidade, o desconhecido o atacou com socos no rosto e aplicou o golpe conhecido como &#8220;mata-leão&#8221;, que o deixou desacordado. O militante petista foi socorrido para a UPA de Igarassu pelos amigos que chegaram na praça logo depois. </p>



<p>As agressões foram denunciadas na página pessoal do instagram. “Hoje venho relatar a vocês que, infelizmente, entrei nas estatísticas da violência LGBTfóbica que oprime, agride e mata nossa população diariamente”, relatou. Além das agressões, o jovem ainda teve os óculos quebrados e o celular roubado.  </p>



<p>Cleyton contou que, neste momento, está na casa da mãe, recebendo cuidados de parentes e amigos. No entanto, ainda são grandes as marcas deixadas pela agressão. “Apesar da dor mais profunda é a que parte da sensação de impunidade daqueles que nos agridem e matam. O ódio que foi instalado na sociedade precisa ser combatido diariamente, para que nenhuma mais sofra e para que nenhuma mais morra”.</p>



<p>Muito abalado, ainda não procurou a delegacia para prestar queixa, contudo, vai registrar uma denúncia formal na Polícia Civil assim que estiver recuperado física e emocionalmente.</p>



<p>O PT Pernambuco se posicionou em apoio ao jovem: &#8221; Lamentavelmente, Cleyton se tornou mais uma vítima dessa triste estatística que agride e mata a nossa população diariamente. Exigimos que os órgãos competentes investiguem e punam, conforme a Lei, o responsável por mais esse ato violento de LGBTfobia.</p>



<p>Infelizmente, esse episódio gravíssimo não é um fato isolado, sendo mais uma manifestação violenta da homofobia que estrutura as relações sociais no Brasil, líder mundial nas estatísticas de assassinatos de pessoas LGBTQIAP+, segundo relatório da Transgender Europe (TGEU).</p>



<p>Expressamos nossa total solidariedade ao companheiro Cleyton Manoel e colocamo-nos à disposição para garantir que seus direitos sejam respeitados.&#8221;</p>





<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><br><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p></blockquote>
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