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Oito anos após o maior crime ambiental já registrado na costa brasileira — o derramamento de petróleo que atingiu mais de 130 municípios —, as consequências ainda afetam pescadoras e pescadores artesanais em todo o país. O desastre evidenciou desigualdades sociais e o racismo ambiental enfrentados por comunidades tradicionais, que seguem sem responsabilização definida e convivem com impactos na saúde e no território.
Com o objetivo de dar visibilidade a essas violações, a ONG Ação Comunitária Caranguejo Uçá realiza, no próximo dia 27 de março, às 9h, o lançamento da série especial do Jornal da Maré – Petróleo e os Povos da Pesca Artesanal. O evento acontece na sede da organização, localizada na Ilha de Deus, no Recife, e contará com a presença do secretário nacional da Pesca Artesanal e Aquicultura, Cristiano Ramalho.
“Os territórios tradicionais pesqueiros têm sido violados constantemente e o desastre do petróleo agravou ainda mais essa problemática. Na Bahia há um índice muito grande de pescadoras e pescadores com dores que tiveram contato direto com o petróleo e relatam sintomas como fortes dores de cabeça, problemas de pele e até câncer”, afirmou Teresinha Filha, integrante da equipe do Jornal da Maré.
A proposta é fomentada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Centro de Estudos Avançados (CEA) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA). A mediação do evento será realizada pelo jornalista e ativista Edson Fly, com participação da professora Maria do Carmo, da UFPE.
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