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	<title>Arquivos João Campos - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Apr 2026 13:39:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos João Campos - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Mães se queixam de falta de profissionais e material escolar nas creches do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[creches]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro mães, três bairros, o mesmo problema. Pais e responsáveis com filhos matriculados nas creches municipais do Recife denunciam que, desde o início do ano letivo no início de fevereiro, as crianças não tiveram uma semana de aula com os horários completos. A informação que recebem é que isso acontece por falta de auxiliares de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quatro mães, três bairros, o mesmo problema. Pais e responsáveis com filhos matriculados nas creches municipais do Recife denunciam que, desde o início do ano letivo no início de fevereiro, as crianças não tiveram uma semana de aula com os horários completos. A informação que recebem é que isso acontece por falta de auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) que estão com o quadro incompleto ou estão em campanha salarial.</p>



<p>Enquanto o João Campos (PSB) posta os feitos da prefeitura nas redes sociais &#8211; inclusive inauguração de novas creches -, responsáveis e profissionais da educação fazem reivindicações nos comentários do perfil do prefeito e candidato a governador. Além da questão da carga horária que impacta diretamente na rotina dos responsáveis, outro ponto questionado é que, um mês e meio do início do ano letivo, parte dos estudantes aguarda por fardamentos, materiais escolares e livros.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/o-que-joao-campos-nao-conta-sobre-as-creches-do-recife/" class="titulo">O que João Campos não conta sobre as creches do Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/educacao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Educação</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>No Jordão Alto, zona sul do Recife, a Creche Cristo Rei está liberando os estudantes todos os dias mais cedo, desde o início das aulas. Joserlania Balbino é diarista e tem uma filha de dois anos matriculada na instituição, com os horários não sendo cumpridos ela perde dias de trabalho e reveza com o marido que é motorista de aplicativo. “A gente não tem condições de trabalhar pra tá na creche às 11h30 (para pegar as crianças), E isso tá complicando e dificultando a vida dos pais que trabalham, que precisam buscar uma renda fora”, conta.</p>



<p>Já em Boa Viagem, a situação é a mesma. As crianças da Creche Escola 14 Bis também não estão tendo os turnos completos. Na tarde da última terça-feira (24), os pais e responsáveis receberam o aviso que o atendimento dos dias seguintes funcionaria em rodízio, com três turmas na quarta-feira e outras três na quinta-feira. Apesar do rodízio, o comunicado diz que o horário será “normal”, das 7h às 16h. <br><br>Por lá, os responsáveis também têm dificuldades para manter suas rotinas de trabalhos porque são constantemente surpreendidos por alterações na oferta de aulas. Valquiria Balbino, também diarista e mãe de menino de um ano e nove meses, conta que é comum pagar uma pessoa para ficar com a criança enquanto trabalha. “Eu preciso trabalhar, porque moro de aluguel. Então preciso tirar da diária que recebo para uma pessoa pra ficar com ele à tarde”, afirma.</p>



<p>A promessa é que essa creche fosse inaugurada em 2025, mas só aconteceu este ano e, segundo as mães, já apresentam problemas estruturais como vazamentos, alagamento e até curto circuito. Aline Torres é uma dessas mães. Ela também tem um filho na 14 Biz que faz parte do grupo 03, com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo ela, as mães chegam a levar as crianças sem saber exatamente se vai ter aula ou não, porque os comunicados são feitos em cima da hora. O sentimento hoje é de frustração por ver o filho sem ter seu direito à educação atendido.</p>



<p>&#8220;Quando finalmente inaugura, inaugura sem horário integral, muitas vezes não tem aula, tem problemas estruturais e faltam profissionais, é muito frustrante mesmo. Me sinto imensamente triste, porque meu filho precisa ter aulas, a equipe da creche é perfeita, a diretora faz de tudo, corre atrás de melhorias e simplesmente não consegue, pois não dão a devida importância e atenção&#8221;, afirma Aline.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/04/creche-aline.jpg" alt="Na foto vemos Aline Torres, em frente ao portão de uma creche municipal em Recife. Ela veste um uniforme rosa claro e está de braços cruzados, transmitindo uma postura firme e confiante. Aline tem pele clara, cabelos escuros presos para trás e aparece em pé diante de um grande painel azul e laranja com o brasão da prefeitura. O cenário ao redor inclui uma parede revestida de azulejos, árvores ao fundo e um caminho pavimentado." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Aline Torres diz estar frustrada com atendimento na creche do filho
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Mas esse não é um problema apenas das instituições da zona sul. No bairro de Engenho do Meio, zona oeste, a Creche Ceape até chegou a ter aulas com carga horária completa, mas não a semana inteira. São dois dias com aula integral e três não, isso quando o expediente não é paralisado para reparos estruturais, como aconteceu no início da semana passada, quando a bomba quebrada precisou ser consertada.</p>



<p>Uma mãe que preferiu não se identificar informou que na última semana de março, na segunda e terça-feiras não teve aula. Já nesta semana, na segunda-feira (30), o atendimento foi até às 14h30, mas nos dias seguintes foi normalizado. &#8220;É um sistema bom, só que a gente tem que ter sempre uma segunda opção para ficar com nossos filhos, porque a gente não pode depender só disso (a creche)&#8221;, desabafa. </p>



<h2 class="wp-block-heading">A falta que fazem os ADIs</h2>



<p>No início do ano, o prefeito da cidade comemorou o aumento de 1.800 vagas em creches, chegando à marca de 18 mil vagas ofertadas para a educação infantil &#8211; ou <a href="https://www.instagram.com/p/DWmo8jXj4Pb/?igsh=NGc5OHphYngxMHZt">19 mil, segundo a publicidade da prefeitura</a>. Acontece que uma categoria essencial para que essa demanda seja atendida com qualidade, os auxiliares de desenvolvimento infantil, trabalham em situação precária. A informação passada para as mães procede: são poucos os ADIs, como são chamados, e os que estão em atividade reivindicam melhores condições de trabalho e salário.</p>



<p>De acordo com a diretora interina da Associação dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil do Recife (Assadir), Gabrielli Silva, a principal reivindicação é que a gestão municipal reconheça os ADIs com a regulamentação da Lei Federal 15326/26 no município. Se isso ocorrer, seriam reconhecidos como professores de educação infantil, baseados na exigência de formação docente para ocupar o cargo.</p>



<p>No último concurso, em 2024, foi estipulado que para ser ADI é preciso ter formação em Magistério, Pedagogia ou alguma licenciatura plena. Segundo a nota de esclarecimento divulgada na época, “a formação de educadores para atuar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental foi reformulada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996”.</p>



<p>No entanto, na prática e no salário, a categoria não recebe como educadora. Segundo a representante da associação, hoje o salário inicial de um ADI com carga horária de 40 horas semanais é de R$ 2.180,56, para quem tem diploma de Magistério e R$ 2.278,68 para quem é graduado em algum curso superior.</p>



<p>Gabrielli afirma que a categoria também reivindica um novo concurso público para o cargo. “O déficit de profissionais é alto devido à desvalorização da carreira e o não enquadramento na carreira do Magistério. O que deixa o salário do ADI abaixo do piso nacional, fazendo com que os profissionais migrem para outras redes que paguem melhor, isso ocasiona os rodízios e horários reduzidos nas unidades de educação infantil do Recife”, avalia a diretora.</p>



<p>Esse é um cargo que foi criado em 2005, pela lei 17.161, na gestão do então prefeito João Paulo. À época, foram criadas 1.545 vagas. Silva explica que “isso foi há 20 anos atrás, hoje a realidade é que o número de vagas nas creches foi triplicado e não houve uma recomposição de quadro efetivo. Para você ter ideia, no último concurso de 2024 foi chamado todo o cadastro reserva em menos de dois anos. Não acabou a validade do concurso e já tinham chamado 1.000 ADIs em uma seleção com oferta inicial de 300 vagas&#8221;. Segundo, dos 1.000 que tomaram posse quase a metade já pediu exoneração”.</p>



<p>Segundo a representante da categoria, muitos desses profissionais recebem as crianças sozinhos, pois o professor regente só chega às 07h30, ou até mesmo ficam sem tirar hora de almoço pois está sozinho em sala de aula, visto que o professor regente larga às 11h30.</p>



<p>“O ADI não pode abandonar a turma, então muitas vezes fica sozinho na sala de aula e tem que almoçar por lá mesmo enquanto as crianças dormem. Caso aconteça alguma coisa com uma criança e o ADI precise dar um apoio, as outras crianças da sala ficam desamparadas, o que é um perigo, pode configurar até abandono de incapaz, porém muitas gestoras assediam os ADIs para que eles fiquem na sala de aula mesmo nessas condições”, garante.</p>



<p>Atualmente, a lotação das salas de aula na educação infantil se organiza conforme a Portaria nº 156/2016 (e sua retificação) e a Resolução CME nº 14/2004, da seguinte forma: </p>



    <div class="lista mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #EBEB01;">
        <span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>1. </span>Até 16 crianças por turma no berçário, com a proporção de um professor para cada cinco crianças, com dois ADIs no turno da manhã e três no turno da tarde;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>2. </span>Nos grupos 01 e 02 são até 21 crianças, com um professor para cada sete crianças, com dois auxiliares/ADIs pela manhã e três à tarde; </p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>3. </span>No grupo 03 são até 21 crianças, com um professor para cada 11 crianças, com um ADI no turno da manhã e dois no turno da tarde; </p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>4. </span>Nos grupos 04 e 05 são até 26 crianças por turma, considerando um professor e um auxiliar.</p>
            </div>
            </div>



<p>Existe um grupo de trabalho em andamento que envolve a Assadir, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Recife (Simpere) e outras entidades para discutir reformulações na educação do Recife, incluindo a recomposição nessa distribuição dos ADIs. A proposta que se discute é que o grupo 03 tenha um professor com dois auxiliares no turno da manhã e três no turno da tarde. Nos grupos 04 e 05, um professor com um auxiliar em um turno e, se for integral, dois no contraturno.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A denúncia que o MP arquivou</h3>



<p>Além disso, há uma denúncia sobre o acúmulo de funções e a falta de Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE), profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes atípicos. “A gerência de educação especial, que é responsável pelos AADEEs, não manda eles para as unidades de educação infantil, o que acaba sobrecarregando ainda mais os ADIs. Sem contar os desvios de função, onde em algumas unidades temos os Auxiliares de Serviços Gerais dentro de sala de aula cuidando das crianças, o que é um absurdo”, denuncia.</p>



<p>O Ministério Público de Pernambuco esteve investigando a denúncia sobre o acúmulo de função de funcionários terceirizados. Em nota, o MPPE afirma que “desde então, o Ministério Público requisitou informações à Secretaria de Educação do Recife e promoveu diligências. Contudo, a denúncia não foi comprovada e o inquérito acabou arquivado”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Confira a resposta da Prefeitura do Recife na íntegra: </span>

		<p>&#8220;A Secretaria de Educação do Recife informa que as situações relatadas em unidades da rede municipal são pontuais e também estão relacionadas ao contexto atual de mobilização da categoria, em função da campanha salarial em curso. A pasta esclarece que as paralisações e assembleias convocadas pelo sindicato têm impacto no funcionamento de algumas unidades, podendo ocasionar ajustes temporários na rotina escolar, como reorganização de horários e atendimento das turmas.</p>
<p>A Secretaria de Educação reforça que segue atuando de forma permanente para minimizar quaisquer prejuízos às famílias e aos estudantes, com a convocação contínua de profissionais e adoção de medidas administrativas para garantir a recomposição do atendimento o mais breve possível&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
	</div>



<p>Também perguntamos por qual motivo os materiais e os fardamentos ainda não foram entregues nessas e em outras unidades do Recife. Além disso, solicitamois dados sobre a realidade das creches e ADIs que existem hoje na rede, como o número total atualizado de creches, creche escolas e creches parceiras da Rede Municipal; o número total de vagas preenchidas nessas instituições; o número total de auxiliares de desenvolvimento infantil concursados, contratados e terceirizados na Rede Municipal.</p>



<p>No entanto, a prefeitura não respondeu a esses questionamentos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Com projetos antiaborto e sem base científica, deputados federais e vereadores do Recife ameaçam direitos das mulheres</title>
		<link>https://marcozero.org/com-projetos-antiaborto-e-sem-base-cientifica-deputados-federais-e-vereadores-do-recife-ameacam-direitos-das-mulheres/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 00:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Menos de uma semana depois de a Câmara dos Deputados aprovar Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que susta decisão do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre acesso ao aborto para vítimas de violência sexual, vereadores da Câmara do Recife aprovaram, nesta segunda-feira (10) — em votação folgada e com aceno da base [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-projetos-antiaborto-e-sem-base-cientifica-deputados-federais-e-vereadores-do-recife-ameacam-direitos-das-mulheres/">Com projetos antiaborto e sem base científica, deputados federais e vereadores do Recife ameaçam direitos das mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Menos de uma semana depois de a Câmara dos Deputados aprovar Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que susta decisão do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre acesso ao aborto para vítimas de violência sexual, vereadores da Câmara do Recife aprovaram, nesta segunda-feira (10) — em votação folgada e com aceno da base do prefeito João Campos (PSB) à direita —, Projeto de Lei que institui a <a href="https://marcozero.org/extremistas-voltam-a-ameacar-direitos-das-mulheres-mas-sofrem-nova-derrota-na-camara-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Semana da Síndrome Pós-Aborto</a>. </p>



<p>Para especialistas ouvidas pela <strong>Marco Zero</strong>, os dois projetos representam um retrocesso aos direitos já garantidos das mulheres, meninas e pessoas que gestam. </p>



<p>No Brasil, o aborto é garantido pelo Código Penal de 1940 em três situação: estupro, risco de morte materna e feto anecéfalo. A resolução do Conanda <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-n-258-de-23-de-dezembro-de-2024-605843803" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(nº 258/2024)</a> que o “PDL da Pedofilia” (como está sendo chamado pelos movimentos feministas) pretende suspender trata dos protocolos de atendimento humanizado, sigiloso e célere a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual que buscam o aborto legal em unidades de saúde. A votação seguiu para o Senado.</p>



<p>Já a Semana da Síndrome Pós-Aborto <a href="https://e-processo.recife.pe.leg.br/sapl_documentos/materia/160443_texto_integral.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(PL 104/2025)</a>, de autoria do vereador do Recife Gilson Machado Filho (PL), aprovada por 19 votos a favor e três contrários, trata de uma suposta síndrome que não tem qualquer comprovação científica nem faz parte da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).</p>



<p>Com faixas e cartazes com frases como “criança não é mãe”, movimentos sociais e feministas do Recife protestaram também contra a Semana da Síndrome Pós-Aborto durante ato nacional contra o “PDL da Pedofilia” na Av Conde da Boa Vista, centro da capital. A mobilização contra o PDL aconteceu em pelo menos 10 cidades brasileiras nesta terça (11).</p>





<p>Na avaliação de Alice Amorim, assessora de programas do Grupo Curumim, os projetos federal e municipal são muito parecidos ao tentarem criar dificuldades de acesso ao aborto legal, principalmente para um determinado grupo: “Meninas de 10 a 14 anos são as maiores vítimas de violência sexual no Brasil, sobretudo meninas negras”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“PDL da Pedofilia” expõe meninas a mais violência</strong></h2>



<p>Se o PDL for aprovado, significa que, na prática, a vítima vai precisar registrar boletim de ocorrência e ter autorização dos pais para abortar (mesmo em caso de estupro) e o profissional de saúde poderá recusar o atendimento alegando “desconfiança” da vítima. Além disso, o sigilo e a escuta respeitosa deixam de ser garantias. </p>



<p>Em 2023, somente em Pernambuco, 793 meninas de 10 a 14 anos tornaram-se mães. “Milhares são forçadas cotidianamente à maternidade por medo, falta de informação, omissão do Estado e por projetos que negam seu direito à infância e à dignidade”, denuncia a Frente Pernambuco pela Legalização e Descriminalização do Aborto. </p>



<p>Os dados mostram que o casamento infantil e a gravidez precoce, muitas vezes em decorrência de violência, ainda são uma realidade no país: 33 mil crianças e adolescentes até 14 anos viviam em união conjugal em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que quase 80% eram meninas.</p>



<p>“Não é possível mais de 200 mil meninas darem à luz nesse país porque não acessam o direito que elas têm ao aborto legal”, disse a educadora do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia Natália Cordeiro durante o protesto. “Estamos aqui hoje para cobrar e pressionar tanto para que o Senado barre o PDL da Pedofilia quanto para pressionar João Campos a barrar o PL da Síndrome Pós-Aborto”, afirmou.</p>



<p>A coordenadora de Articulação Política, Relações Internacionais e Comunicação da ONG Gestos, Juliana Cesar, lembra que “a resolução do Conanda nada mais faz do que reafirmar o que já está estabelecido no ordenamento jurídico brasileiro em relação ao acesso ao aborto legal”. “Mas ele está sendo tão violado que tornou-se importante para o Conselho Nacional de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes estabelecer uma resolução reafirmando todas essas normativas para tentar minimizar essas violações”, explica.</p>



<p>“É o mesmo tipo de iniciativa legislativa que busca equiparar o aborto após estupro a um homicídio. E a gente viu essa questão de criminalizar uma criança de 10 anos que buscava o serviço após ser violada pelo próprio tio”, compara, lembrando o caso da menina do Espírito Santo atacada em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, em 2020.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>João Campos faz aceno à direita</strong></h3>



<p>Presente no ato nesta terça (11), a vereadora Jô Cavalcanti (Psol) chamou a atenção para o fato de a própria bancada ligada ao prefeito ter votado a favor do projeto de Gilson Machado Filho e disse que as vereadoras feministas não têm conseguido diálogo com João Campos. Para ela, o gesto foi um aceno à direita de olho nas eleições de 2026. O projeto agora tem 15 dias para chegar à mesa do Executivo.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Para a vereadora Jô Cavalcanti (Psol), aprovação da base de João Campos ao PL da síndrome foi um aceno à direita de olho nas eleições de 2026. Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“O prefeito faz propaganda de paridade de gênero, mas está prestes a aprovar a semana de uma síndrome que não existe e que, na verdade, quer constranger os profissionais de saúde, assistência social e educação no atendimento e encaminhamento das mulheres que têm o direito ao aborto previsto na lei”, critica Natália, do SOS Corpo.</p>



<p>O texto de Gilson Machado Filho havia sido aprovado em primeira discussão no dia 2 de setembro, por 16 votos a 5. Em resposta ao projeto original, as vereadoras Cida Pedrosa (PCdoB), Jô Cavalcanti (Psol), Liana Cirne (PT) e Kari Santos (PT) apresentaram uma substitutivo no dia 9 de setembro, propondo a criação da Semana Municipal de Humanização do Luto Parental. A iniciativa buscava promover o acolhimento de pessoas e famílias que vivenciam perdas gestacionais e neonatais, de forma humanizada e baseada em evidências científicas.</p>



<p>O Controle Social do Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna de Pernambuco (CEMM-PE) e o Cisam emitiram dois pareceres técnicos contrários ao PL da Síndrome. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara deu parecer favorável ao substitutivo, reconhecendo o caráter inclusivo e de cuidado da proposta.</p>



<p>No entanto, em votação nesta segunda (10), o texto foi rejeitado por 20 votos contrários e 3 favoráveis, os mesmos três votos que se mantiveram contrários ao projeto original. Isto é, de Jô, Liana e Kari. Cida estava ausente por questões de saúde.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-projetos-antiaborto-e-sem-base-cientifica-deputados-federais-e-vereadores-do-recife-ameacam-direitos-das-mulheres/">Com projetos antiaborto e sem base científica, deputados federais e vereadores do Recife ameaçam direitos das mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Comunidade no Cordeiro deve ter o maior número das 150 desapropriações da ponte Casa Forte-Cordeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 22:24:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[casa forte-cordeiro]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de muita mobilização dos moradores de Santana, na zona norte, a prefeitura do Recife realizou na noite de terça-feira, 4 de novembro, uma reunião na comunidade para apresentar o projeto da ponte Casa Forte-Cordeiro. Com a licitação em andamento e o pregão já marcado para o dia 4 de dezembro, o projeto tem a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Depois de muita mobilização dos moradores de Santana, na zona norte, a prefeitura do Recife realizou na noite de terça-feira, 4 de novembro, uma reunião na comunidade para apresentar o projeto da ponte Casa Forte-Cordeiro. Com a licitação em andamento e o pregão já marcado para o dia 4 de dezembro, o projeto tem a previsão de 107 desapropriações para a estrutura da ponte e do canteiro de obras para a construção dela. Para a implantação do sistema viário, serão 12 desapropriações totais, 13 desapropriações parciais e 18 recuos de muro.</p>



<p>As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026 e apresentação foi feita por técnicos da Autarquia de Urbanização do Recife (URB). Do lado da zona norte, a mudança será bem menor e foi encarada como uma vitória parcial pelos moradores: serão apenas três imóveis com desapropriação total.</p>



<p>Até agora sem nenhuma mobilização por parte dos moradores, o lado do Cordeiro vai sofrer a maior parte do impacto nas moradias: todas as 107 desapropriações para a construção da ponte serão lá, além de 32 desapropriações para o sistema viário, sendo nove imóveis totalmente retirados, 10 com desapropriação parcial e 13 com recuo de muro. Na reunião pública, a prefeitura não mostrou no mapa, nem informou, quais serão os imóveis atingidos. Mas, como se pode ver pelo projeto, o impacto na zona oeste será bastante significativo.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">As desapropriações da ponte Casa Forte-Cordeiro</span>

		<p><strong>Desapropriações para a ponte: </strong></p>
<p><strong>Somente no Cordeiro</strong><br />
Edificações: 102<br />
Terrenos: 05<br />
Total: 107</p>
<p><strong>Desapropriações para o sitema viário:</strong></p>
<p><strong>Cordeiro</strong><br />
Edificações com desapropriação total: 9<br />
Edificações com desapropriação parcial: 10<br />
Edificações com recuo de muro: 13</p>
<p><strong>Santana</strong><br />
Edificações com desapropriação total: 3<br />
Edificações com desapropriação parcial: 3<br />
Edificações com recuo de muro: 5</p>
<p><strong>Total: 43</strong> (sendo, 12 total, 13 parcial e 18 somente o muro)</p>
<p><em>Fonte: Apresentação da URB na comunidade de Santana</em></p>
	</div>



<p>Ainda não foi marcada nenhuma reunião no Cordeiro. Havia um pequeno grupo de lá na reunião em Santana – pessoas que ficaram sabendo da reunião por conta de um amigo que mora do outro lado da ponte. Ao verem na apresentação o alto número de desapropriações no Cordeiro, os moradores ficaram indignados. No local onde vai passar o sistema viário da ponte, existe há décadas a comunidade Cocheira, que leva esse nome porque teve início com a criação de cavalos.</p>



<p>“A gente está sabendo da possibilidade desse projeto há muitos anos. O problema é que só chegam lá para fazer estudo de solo, medição de área&#8230; E não falam nada. Eles tiraram medidas de umas oito casas, pelo que sei. Inclusive, uma delas é a minha”, criticou o morador Luiz Agostinho. Segundo ele, a comunidade está em pânico com a perspectiva de remoção e apreensiva com a falta de informações — assim como os moradores de Santana estavam meses atrás. “Nunca a prefeitura fez reunião com a gente. Pelo que vimos do traçado do projeto, vai embora mais da metade da comunidade”, alerta Agostinho.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-18.21.42-300x290.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-18.21.42-1024x990.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-18.21.42-1024x990.jpeg" alt="A imagem mostra um mapa técnico colorido, possivelmente de um projeto de engenharia urbana. No centro, há um rio largo em azul que divide o mapa horizontalmente. Sobre ele, passa uma ponte representada por linhas verdes e vermelhas paralelas, ligando as duas margens. Em torno da ponte e nas vias próximas, há várias áreas destacadas em rosa e roxo, que indicam zonas de desapropriação ou intervenção. As ruas ao redor estão desenhadas com linhas finas, mostrando o traçado do bairro. À esquerda, um retângulo listrado em vermelho marca uma “área a ser desapropriada”, identificada como “canteiro de obras”. A imagem combina elementos urbanos, topográficos e de infraestrutura para mostrar o impacto territorial do projeto." class="" loading="lazy" width="618">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Print de parte do projeto da ponte Casa Forte-Cordeiro. Em roxo, as áreas que serão desapropriadas, com impacto majoritariamente no Cordeiro. 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A prefeitura não informou na reunião quais as edificações do Cordeiro serão desapropriadas e existe a suspeita de que até o Conjunto Habitacional Cordeiro poderá ser atingido. Segundo o morador, a comunidade Cocheira conta hoje com mais de 60 famílias. “Hoje de manhã eu já falei com dez vizinhos. E todos se prontificaram em fazer uma reunião entre nós para poder ver o que pode ser feito. Não queremos perder nossas casas”, diz o morador. “Muitos acharam que esse projeto nunca ia sair do papel. Agora, não sabemos se ainda pode ser feita alguma coisa. A prefeitura nunca nos disse nada sobre remoções”, lamenta Agostinho.</p>



<p>Uma preocupação do grupo do Cordeiro é de que, assim como do lado de Santana, não há regularização fundiária na comunidade. Como os moradores possuem apenas documentação de compra e venda, e não escritura, isso pode reduzir o valor das indenizações pagas na desapropriação. A Marco Zero entrou em contato com a prefeitura do Recife para saber quando vai ser a reunião com os moradores do Cordeiro, mas ainda não obteve resposta.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">A função da ponte Casa Forte-Cordeiro</span>

		<p>A obra pretende conectar Casa Forte e bairros vizinhos da zona norte a Boa Viagem, na zona sul, num fluxo mais curto, passando pelas avenidas General San Martin e Recife, sem precisar passar pela avenida Agamenon Magalhães. A ponte é parte da terceira perimetral da cidade, corredor viário planejado desde a década de 1980.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Santana quer realocação dentro da comunidade</h2>



<p>A reunião em Santana foi perto da capela, em um toldo montado na rua Henrique Machado. A comunidade compareceu em peso, e, apesar da conquista no pequeno número de desapropriações, há vários questionamentos que os técnicos da prefeitura não conseguiram esclarecer, o que desapontou os moradores. Não foi apresentado, por exemplo, quais serão exatamente os três imóveis que serão parcialmente desapropriados nem os cinco que terão o muro recuado.</p>



<p>As três construções que serão derrubadas para abrir espaço para o novo sistema viário ficam no cruzamento da rua Dona Olegarinha com a Henrique Machado É um mercadinho, o único da comunidade, e duas construções multifamiliares. Moradora do imóvel colado ao mercadinho, Maria de Fátima Bonfim já temia que a casa dela fosse afetada. A confirmação veio pouco antes da reunião. “Eu moro aqui há 63 anos. Aqui não tem assalto, não tem briga. E, se tiver briga entre os moradores, todo mundo se reúne e acalma tudo. Porque a gente aqui é como se fosse todo mundo parente. E, na verdade, muitos são parentes mesmo. Não quero sair da minha casa”, lamentou, desolada.</p>



<p>Para os moradores que serão afetados pelas desapropriações, os técnicos da prefeitura – nenhum gestor compareceu à reunião – afirmaram que as opções são a indenização (valor ainda não informado) ou uma vaga no habitacional Caiçara, no Cordeiro, do outro lado do rio, que vai contar com 192 apartamentos. Maria de Fátima ficou revoltada com as opções. “Na minha casa moram cinco famílias. São duas embaixo, duas em cima e no quintal tem mais uma casa. A indenização não vai pagar uma outra casa pra mim aqui. É tudo caro, se paga pelo metro quadrado. Não quero de jeito nenhum morar em habitacional, ainda mais fora daqui”, reclamou.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-17.49.23-1-1-300x169.jpeg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-17.49.23-1-1-1024x576.jpeg" alt="A foto mostra uma mulher em pé na calçada, à noite, em frente a uma casa simples de dois andares com paredes brancas e aparência desgastada. Ela veste uma camisa sem mangas listrada em vermelho, preto e branco, com o escudo do Santa Cruz Futebol Clube. Ao lado dela há um carro preto estacionado e, à direita, um poste com muitos fios elétricos entrelaçados. A fachada da casa tem janelas e portões com grades de ferro; na parede há o número “47F” pintado em amarelo. O ambiente é urbano e residencial, iluminado por luzes artificiais." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Imóvel onde Maria de Fátima mora será desapropriado
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Maria Carolina Santos/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Unida, a comunidade não quer perder nenhum dos seus moradores. Sugeriram à prefeitura duas opções: a primeira é que nada seja derrubado. Para isso, concordaram em não ter carros estacionados nas ruas do sistema viário da ponte. Uma equipe da CTTU foi lá na terça-feira (04), antes da reunião, e ficou de repassar a análise para a URB – mas vale lembrar que foi dito pelos técnicos da URB que vários estudos de tráfego foram feitos para a elaboração do projeto. Um morador, porém, contestou a atualização desses estudos, já que um deles usou dados de 2013 e outro de 2018.</p>



<p>A outra sugestão dos moradores é que o mercadinho e as famílias desapropriadas se mudem para dentro da própria comunidade, já que há dois terrenos públicos que estão sem uso há décadas. A prefeitura ficou de ver a análise da CTTU, mas nada foi dito sobre os terrenos dentro da comunidade. Com poucas informações concretas repassadas pelos técnicos na reunião pública, foi informado pela prefeitura que uma equipe da assistência social vai visitar cada imóvel afetado para conversar e dar mais informações individualmente aos moradores. Tremendo possíveis manobras, a associação dos moradores de Santana se comprometeu a acompanhar essas visitas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A união fez a força</strong></h2>



<p>Em época de desarticulação social, a comunidade de Santana mostrou que a mobilização pode sim fazer a diferença. A mobilização da comunidade não é recente. Em 1990 foi fundada a associação de moradores do bairro, que teve como primeira presidente Adeline Areias. Ela segue envolvida nas articulações políticas e sociais de Santana. “Esse projeto da ponte poderia ser bem mais perverso, porque poderia tirar até metade da comunidade. Sabemos que uma ponte não é para Santana, é para toda a cidade, é um projeto macro, mas o que estamos aqui reivindicando é que a gente permaneça no nosso lugar de origem, onde a gente nasceu”, diz Adeline.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
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            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Moradores da comunidade participaram em peso da reunião de apresentação do projeto
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Maria Carolina Santos/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A união dos moradores – pessoas da classe trabalhadora, que resistiram à gentrificação ao redor – tem origem também na própria formação da comunidade. “Em 1917 meus avós saíram da Paraíba e foram os primeiros moradores daqui, a família Sobral. Tem 1,2 mil moradores cadastrados na UPA daqui e muitos deles são parentes”, conta Aldeline. “A vida aqui é tranquila, movimentada politicamente, é uma comunidade ativa. Um lugar realmente das pessoas, que vem passando de família para família e a gente pretende manter isso. Porque a violência lá fora está muito grande e a gente quer esse aconchego que Santana tem e que é uma coisa ímpar. O conhecimento da vizinhança, nossas festas na rua. Queremos manter esse nosso jeito de viver”, conta.</p>



<p>Para a historiadora Rosely Bezerra da Silva, moradora de Santana, a articulação foi a forma de resistir à falta de transparência e diálogo da prefeitura. “O modelo da gestão de João Campos (PSB) hoje é fazer as coisas dizendo que vai beneficiar a cidade, mas não há uma consulta, não há um diálogo com o povo. No Cordeiro, a quantidade de desapropriações é imensa justamente porque não houve essa mobilização que a gente fez. Mas isso não significa que a população não precisa ser consultada, pelo contrário. Se vai haver um projeto, é dever da gestão consultar as pessoas, principalmente as que vão ser afetadas”, afirma.</p>



<p>Também integrante da associação de moradores, a comerciante Márcia Santos faz coro sobre a necessidade da articulação para evitar mais impactos. “Esse &#8216;impacto mínimo&#8217; aqui, como está sendo falado, foi por conta da luta que a gente vem travando há mais de um ano, buscando esse direito, esse respeito. Mas a gente queria ter participado da construção do projeto e não recebê-lo já pronto, mastigado, pra gente ter que engolir”, critica a comerciante. “A gente até tentou contato com o pessoal do Cordeiro, mas as pessoas que a gente visitou não abraçaram a causa, e ficamos independentes. Mas, de início, a luta era com os dois bairros para evitar esse impacto. Com certeza a falta de articulação do Cordeiro fez com que eles fossem, vamos dizer, varridos no projeto”, lamentou Márcia.</p>
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		<title>Com apenas um voto contra, Câmara de Vereadores do Recife aprova nova Lei de Uso do Solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 21:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[LPUOS]]></category>
		<category><![CDATA[vereadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quase que por unanimidade a Câmara de Vereadores do Recife aprovou a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) proposta pela prefeitura do Recife. O único voto contrário foi o da vereadora Jô Cavalcanti, do PSOL. A lei atualiza a anterior, de 1996, e é bem importante para a cidade porque estabelece as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quase que por unanimidade a Câmara de Vereadores do Recife aprovou a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) proposta pela prefeitura do Recife. O único voto contrário foi o da vereadora Jô Cavalcanti, do PSOL. A lei atualiza a anterior, de 1996, e é bem importante para a cidade porque estabelece as diretrizes para novas construções em todas as zonas da cidade.</p>



<p>Com o apoio das vereadoras Kari Santos (PT), Liana Cirne Lins (PT), Cida Pedrosa (PCdoB) e Jô Cavalcanti (Psol), <a href="https://marcozero.org/prefeitura-do-recife-quer-acabar-com-a-lei-dos-12-bairros-denunciam-urbanistas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">representantes dos 12 bairros e urbanistas</a> foram recebidos pelo presidente da Câmara, Romerinho Jatobá, minutos antes de iniciar a sessão. O pedido era para que a votação fosse adiada, para que o projeto de lei fosse mais amplamente debatido com a sociedade. A proposta não foi aceita.</p>



<p>A minuta do projeto de lei foi apresentada em várias reuniões com setores específicos da sociedade e contou com apenas uma audiência pública, ocorrida em abril, no Teatro do Parque. Vereadoras e vereadores apresentaram 112 emendas ao projeto. Na sexta-feira passada, a comissão especial criada para apreciar a lei apresentou o parecer completo sobre todas as emendas em uma única reunião. Vários destaques de emendas foram pedidos na votação de hoje, mas nenhum foi aprovado no plenário.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/prefeitura-do-recife-quer-acabar-com-a-lei-dos-12-bairros-denunciam-urbanistas/" class="titulo">Prefeitura do Recife quer acabar com a Lei dos 12 Bairros, denunciam urbanistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>A lei foi aprovada com 61 emendas, sendo 46 dos vereadores, grande parte delas propostas pela base de apoio ao prefeito João Campos (PSB), mais 15 propostas pela relatoria. Na lei que uniu a esquerda e bolsonaristas, o foco principal é abrir o Recife para construções subsidiadas pelo programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida. Com isso, perde espaço a Lei dos 12 Bairros, que vai ser revogada e não terá todos seus parâmetros incorporados à nova lei. A taxa natural do solo de algumas áreas chega a cair pela metade e outras partes ficam totalmente de fora, inclusive com gabarito liberado.</p>



<p>Relator da lei, o vereador Carlos Muniz (PSB) afirmou em seu discurso que a população de baixa renda foi empurrada para as periferias ou municípios vizinhos, o que criou um &#8220;verdadeiro apartheid habitacional&#8221; na cidade. Para ele, a nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo busca inverter essa lógica, permitindo que a população tenha acesso a moradia em locais com infraestrutura adequada, serviços de saúde, escolas e saneamento básico. Muniz afirmou que a legislação visa ampliar a construção de habitação popular nas áreas centrais e nos bairros mais valorizados da cidade.</p>



<p>Único voto contrário, Jô Cavalcanti afirmou que sua principal crítica reside no fato de que a lei aprovada não inclui a Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, que atende famílias de baixíssima renda, priorizando as faixas 2 e 3, o que pode beneficiar a especulação imobiliária e grandes empreiteiras em Recife.</p>



<p>“A versão aprovada da lei foca nas Faixas 2 e 3, que atendem famílias com rendas de até R$ 4.200 e R$ 8.600, respectivamente. Isso pode favorecer as grandes empreiteiras e a especulação imobiliária. Principalmente vendo o que aconteceu em São Paulo, onde hoje a maioria dos prédios que eram de interesse social para as famílias estão sendo alugados para fazer Airbnb ou locações de aluguéis&#8221;, afirmou em entrevista à Marco Zero.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/ataques-em-audiencia-publica-sacramentam-fim-da-lei-dos-12-bairros/" class="titulo">Ataques em audiência pública sacramentam fim da Lei dos 12 Bairros</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>A vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) afirmou que a lei deixa “bem amarradinho” o que é habitação de interesse social – mas não falou exatamente como. Ela viu como uma vitória a criação de 16 novas ZEIS e o incentivo a soluções urbanas que vão deixar a cidade mais agradável, como calçadas mais largas, muros permeáveis e o incentivo à fachada ativa e uso misto de prédios.</p>



<p>Em nota, a vereadora Liana Cirne Lins (PT) afirmou que não havia como votar contra uma lei que cria novas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) e novas Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPHs). “Mesmo com retrocessos evidentes, como na chamada Lei dos 12 Bairros, conseguimos assegurar conquistas relevantes a partir das contribuições apresentadas: a ampliação da preservação da taxa de solo natural, a restrição do remembramento de lotes, a criação de 16 novas ZEIS, a priorização da habitação popular dentro da LPUOS e a aprovação de emendas que apontam para uma cidade menos dependente do automóvel e mais voltada para as pessoas”, diz trecho da nota.</p>



<p>Aprovada em duas sessões &#8211; uma segunda extraordinária, logo após a primeira – lei agora será encaminhada para sanção do prefeito João Campos (PSB).</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-apenas-um-voto-contra-camara-de-vereadores-do-recife-aprova-nova-lei-de-uso-do-solo/">Com apenas um voto contra, Câmara de Vereadores do Recife aprova nova Lei de Uso do Solo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que o apoio de vereadores do PSB do Recife a projetos conservadores tem a ver com a eleição de 2026</title>
		<link>https://marcozero.org/por-que-o-apoio-de-vereadores-do-psb-do-recife-a-projetos-conservadores-tem-a-ver-com-a-eleicao-de-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 20:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[extrema-direita]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentalismo religioso]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[PP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A súbita adesão de vereadores do PSB e demais partidos da bancada governista na Câmara Municipal a projetos de lei da extrema direita tem um significado político oculto, subordinado às pretensões eleitorais do prefeito João Campos em 2026. Com a aprovação de projetos como o que autoriza os chamados “intervalos bíblicos” e o da inclusão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A súbita adesão de vereadores do PSB e demais partidos da bancada governista na Câmara Municipal a projetos de lei da extrema direita tem um significado político oculto, subordinado às pretensões eleitorais do prefeito João Campos em 2026. Com a aprovação de projetos como o que autoriza os chamados “intervalos bíblicos” e o da inclusão da “Semana de Conscientização da Síndrome Pós-Aborto” no calendário oficial de eventos do Recife, o prefeito tenta fazer um aceno para agradar ao PP em Pernambuco.</p>



<p>De acordo com um integrante da base do prefeito na Câmara e um dirigente do PSB ouvidos pela Marco Zero, a ideia é oferecer argumentos ao deputado federal Eduardo da Fonte, que comanda o PP no estado, para convencê-lo a se afastar da governadora Raquel Lyra (PSD) e passar a integrar a chapa do socialista na eleição para o governo em 2026. Dessa forma, é praticamente certo que João Campos sancione sem vetos nem constrangimento os dois projetos aprovados esta semana.</p>



<p>“Nada disso se passou sem a concordância do prefeito. É uma busca de votos da direita, que é conservadora nos costumes”, explicou o parlamentar. O dirigente partidário — que não ocupa cargos na prefeitura — detalhou que atrair o PP de Eduardo da Fonte se tornou fundamental depois que a federação partidária formada por União Brasil e PP rompeu em definitivo com o governo Lula.</p>



<p>Parece um paradoxo, mas dá para explicar: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, aliado de Campos e filiado ao União Brasil, não tem força política para se impor internamente em seu partido e bancar a presença como candidato ao Senado no palanque PSB-PT. Com Eduardo da Fonte é diferente: ele tem poder suficiente para estar ao lado de quem quiser em Pernambuco, sem ter de prestar contas à direção nacional do PP.</p>



<p>Por isso, a investida dos aliados de João Campos em favor da pauta reacionária na Câmara de Vereadores. Dos 16 a favor do projeto que criou a semana da Síndrome Pós-Aborto — uma doença que sequer é mencionada na Classificação Internacional de Doenças —, metade veio da bancada governista. Votaram contra Cida Pedrosa (PCdoB), Eduardo Mota (PSB), Jô Cavalcanti (PSOL), Kari Santos (PT) e Rinaldo Júnior (PSB). Osmar Ricardo faltou à sessão e Liana Cirne está de licença médica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Movimento social critica</strong></h2>



<p>Se o movimento pode aproximar o PSB do PP local, afasta ainda mais as organizações feministas. “A aprovação desse projeto foi muito ruim do ponto de vista dos direitos das mulheres, das crianças, das pessoas que gestam, porque ele não tem nenhuma evidência científica. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não reconhece isso”, protesta Natália Cordeiro, educadora do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia.</p>



<p>Integrante da Frente Pernambuco pela Descriminalização e Legalização do Aborto, ela reforça que a iniciativa é “mais uma forma de dificultar, de vulnerabilizar e de violentar as pessoas que têm direito ao aborto legal”. “Sem dúvida, é uma derrota e uma violação de direitos. Uma gravidez levada adiante por uma criança tem muito mais impactos do que uma inexistente síndrome pós-aborto”, lamenta.</p>



<p>A Frente defende que, para muitas mulheres, a realização de um aborto é, na verdade, um alívio, vem acompanhada de uma tranquilidade e de uma perspectiva de futuro. Sob essa perspectiva, Natália lembra o caso da menina de 10 anos do Espírito Santo, vítima de estupro, que declarou recentemente que voltou a sorrir após conseguir acessar o aborto legal.</p>



<p>Para a Frente, diz Natália, não resta dúvida de que parlamentares estão agindo em bloco para confrontar diretamente a questão do direito ao aborto. “Os direitos das mulheres e o feminismo têm estado no centro da atuação da extrema direita, que defende um modelo de família heteronormativo, branco, de classe média, cristão”, diz.</p>



<p>O projeto de Gilson Machado Filho tinha sido pautado na semana passada, mas teve a votação adiada a pedido do próprio parlamentar, após a derrota de seu colega de Casa, Felipe Alecrim (Novo).</p>



<p>Alecrim viu, no dia 26 de agosto, seu PL de número 147/2024 ser derrotado. Apelidado pela Frente Pernambuco pela Descriminalização e Legalização do Aborto como “PL da Tortura”, o texto instituía, entre outros pontos, que mulheres, meninas e pessoas que gestam que podem acessar o aborto legalmente fossem obrigadas a ouvir o batimento cardíaco de fetos. <strong>Relembre aqui</strong>:</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/extremistas-voltam-a-ameacar-direitos-das-mulheres-mas-sofrem-nova-derrota-na-camara-do-recife/" class="titulo">Extremistas voltam a ameaçar direitos das mulheres, mas sofrem nova derrota na Câmara do Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/democracia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Democracia</a>
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			</item>
		<item>
		<title>Professoras suspendem greve para retomar negociação com Prefeitura do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 18:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[greve das professoras]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As professoras e professores da rede municipal de ensino do Recife suspenderam temporariamente a greve para retomar as negociações com a Prefeitura do Recife. A comissão que representa o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino do Recife (Simpere) se reuniu na tarde desta segunda-feira, 19 de maio, com os negociadores designados pelo prefeito João Campos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As professoras e professores da rede municipal de ensino do Recife suspenderam temporariamente a greve para retomar as negociações com a Prefeitura do Recife. A comissão que representa o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino do Recife (Simpere) se reuniu na tarde desta segunda-feira, 19 de maio, com os negociadores designados pelo prefeito João Campos (PSB).</p>



<p>As professoras querem que a prefeitura cumpra a Lei do Piso e aplique o reajuste salarial de 6,27% na carreira. Apesar desta ser a principal reivindicação os docentes também exigem a reposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos e melhores condições de trabalho nas escolas da rede municipal.</p>



<p>Para o sindicato, a suspensão da greve representa um gesto de responsabilidade da categoria. “Os professores seguem mobilizados, mas agora é a prefeitura que precisa dar uma resposta à altura. A nossa pauta é justa, está na lei. A gestão precisa sair da propaganda e respeitar quem garante a educação nas escolas”, reforça Anna Davi, uma das coordenadoras do Simpere.</p>
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		<item>
		<title>Silêncio da prefeitura sobre ponte Casa Forte &#8211; Cordeiro gera medo na comunidade Santana </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 18:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[política habitacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Casa Forte - Cordeiro]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Santana]]></category>
		<category><![CDATA[URB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Recife deve ter uma nova ponte nos próximos anos. A obra vai ligar os bairros de Casa Forte, na zona norte, a Cordeiro, na zona oeste. A novidade promete ajudar a desafogar o trânsito, permitindo chegar ao bairro de Boa Viagem, na zona sul, sem passar pela congestionada avenida Agamenon Magalhães.  O anúncio foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Recife deve ter uma nova ponte nos próximos anos. A obra vai ligar os bairros de Casa Forte, na zona norte, a Cordeiro, na zona oeste. A novidade promete ajudar a desafogar o trânsito, permitindo chegar ao bairro de Boa Viagem, na zona sul, sem passar pela congestionada avenida Agamenon Magalhães. </p>



<p>O anúncio foi promessa da campanha de reeleição do prefeito João Campos (PSB). Mas, antes mesmo de ter um estudo de viabilidade pronto, o projeto está gerando medo e tensão na comunidade Santana, que pressiona a gestão municipal por mais diálogo, participação e transparência.</p>



<p>Parte das 800 famílias que vivem no local acompanharam de perto o trauma vivido por diversos moradores no bairro ao lado, com a construção da ponte Engenheiro Jaime Gusmão, inaugurada em agosto. Também ligando a zona norte à zona oeste, conectando Monteiro à Iputinga, a obra causou desapropriações e pagamento de indenizações de baixo valor.</p>



<p>Somente após pressão popular é que a Prefeitura do Recife anunciou a construção de um habitacional na área com 75 unidades destinadas às famílias da Vila Esperança. Considerada uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) desde 1994, <a href="https://marcozero.org/condenada-pela-prefeitura-do-recife-vila-esperanca-recusa-se-a-desaparecer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a comunidade desapareceu para abrir espaço para a obra viária</a>.</p>



<p>A angústia por não saber, desde a última campanha eleitoral, se a ponte Casa Forte &#8211; Cordeiro exigirá que as famílias deixem suas casas, suas histórias e seus laços comunitários, alterando rotinas e fontes de renda, tem gerado alguns adoecimentos em Santana, segundo os relatos ouvidos pela <strong>Marco Zero</strong>.</p>



<p>Enquanto isso, funcionários da prefeitura vêm realizando visitas constantes à área, marcando ruas e árvores sem que a gestão dê informações completas sobre do que se trata. O que só reforça a apreensão, denuncia a comunidade.</p>





<p>“A única coisa que conseguimos até agora foi uma reunião com a Autarquia de Urbanização do Recife (URB), em outubro”, reclama a historiadora Rosely Bezerra da Silva, moradora de Santana. “Eles continuaram dizendo que ainda não tinham projeto e que não seria possível ainda participar dessa fase de estudo de viabilidade. Foi quando entendemos que não teríamos participação”, diz. </p>



<p>Na ocasião, detalha Rosely, a comissão de moradores escolhida pela comunidade insistiu que, em Santana, há profissionais qualificados, como advogados, arquitetos e engenheiros, que gostariam de integrar os estudos e a elaboração do projeto da ponte em todas as suas fases, com base nos conhecimentos e nas realidades locais.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">A historiadora Rosely, moradora de Santana, exibe fotos antigas da família e dos vizinhos para mostrar o elo da comunidade há décadas. Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Em nenhum momento Santana é mencionada nos anúncios da ponte. Santana, nesse processo, sempre foi invisibilizada. Só se fala em Casa Forte e Cordeiro. A inquietação começou daí”, relembra a historiadora. A comunidade reforçou, nas entrevistas, que não é contra as obras viárias para melhoria da mobilidade da cidade, mas, na visão da população, é preciso repensar o processo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Santana busca informações desde eleições 2024</strong></h2>



<p>Em busca de informações, após João Campos anunciar a obra nas redes sociais e na imprensa, moradores resolveram ir até o comitê do prefeito, que ficava justamente no bairro. Foi quando abordaram o gestor ao final de uma de suas agendas de campanha.</p>



<p>Com um cartaz, um grupo questionou: “A ponte Casa Forte &#8211; Cordeiro vai afetar a comunidade Santana?”. Na ocasião, João Campos afirmou que “a diretriz é ter o menor nível de intervenção na comunidade possível. Então, a expectativa é que não tenha dano na comunidade”. Os moradores então solicitaram uma reunião.</p>



<p>“Forma uma comissão para a gente fazer uma reunião lá na URB, para apresentar o projeto, o conceito, pedir sugestão”, falou o prefeito. Desde então, os moradores vêm cobrando essa participação. A população teme que a promessa seja relegada somente a uma fase em que o projeto já estará pronto, sem espaço para alterações.</p>



<p>A situação de apreensão em Santana já era esperada, na visão de dois especialistas ouvidos pela reportagem e que acompanham, há anos, com levantamento de dados e casos concretos, o cotidiano de comunidades mais vulnerabilizadas e impactadas por grandes obras. O cenário é reflexo, dizem, de como a Prefeitura do Recife tem tratado a política habitacional e lidado com as comunidades afetadas, com pouca transparência e pouco diálogo, de acordo com eles (confira as análises ao longo desta publicação).</p>





<p>“Se o bairro de Santana hoje é circulável, se tem vários comércios e escolas é porque a gente fez esse lugar seguro. A gente fez esse lugar crescer. Isso aqui era depósito de lixo”, relembra Márcia Maria Batista dos Santos, empreendedora na área de confecção e moda.</p>



<p>“Eu entendo que, se o prefeito anunciou, em campanha eleitoral, um projeto ligando Cordeiro a Casa Forte, é porque já existe uma dimensão do projeto que ele quer. Eu não posso dizer a você que eu vou comprar um carro amanhã se eu não tiver dinheiro para comprar esse carro ou um cartão de crédito para comprar esse carro”, compara. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/04/marcia-santana-300x200.jpg">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">&#8220;A gente fez esse lugar crescer. Isso aqui era depósito de lixo&#8221;, diz a empresária Márcia, moradora de Santana. Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“A gente não consegue resposta de assessores da prefeitura, ninguém com quem temos contato atende nossas ligações. Por que esse povo está se recusando tanto se não vai afetar tanto a comunidade?”, questiona Márcia. “As pessoas aqui já estão parando as suas vidas por causa dessa ponte. Por exemplo, se eu mexer no meu terraço, eu vou investir R$ 600 reais para fazer uma pintura, vamos dizer. Aí a prefeitura vem avaliar meu terraço em que valor? R$ 200 reais?”, provoca a comerciante.</p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> solicitou entrevista sobre a comunidade Santana à Prefeitura do Recife, que respondeu apenas através de nota. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Confira a nota da Prefeitura do Recife na íntegra: </span>

		<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>“A Autarquia de Urbanização do Recife (URB) esclarece que o projeto da ponte, que vai ligar os bairros de Casa Forte, na Zona Norte, ao Cordeiro, na Zona Oeste, ainda está em fase de elaboração. Por enquanto, não é possível discutir detalhes sobre o traçado da obra, uma vez que o projeto ainda está sendo feito. O órgão explica ainda que não realizou qualquer tipo de marcação em ruas ou residências da área.</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>A gestão municipal reforça seu compromisso com a transparência e com a construção de um diálogo contínuo com a comunidade, garantindo que os moradores sejam informados e ouvidos à medida que o projeto avance.”</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Remoções sem garantia de alternativas e indenizações de baixo valor </strong></h3>



<p>No ano passado, o Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH) e o mandato do ex-vereador Ivan Moraes (Psol) publicaram uma atualização da nota técnica <a href="https://drive.google.com/file/d/164DIMwrcGKoR54X2hB515P-wwEKJ8w77/view" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“(Des)política habitacional do Recife”</a>, lançada em 2023, que apresenta um panorama dos despejos no Recife entre 2013 e 2023. O documento destaca a quantidade de remoções, os valores de indenização e casos emblemáticos. </p>



<p>Segundo o levantamento, quase 70% das indenizações não ultrapassaram R$ 50 mil. A maioria (31%) ficou entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, valor insuficiente para a aquisição de novas moradias na cidade. Apenas oito indenizações ultrapassaram R$ 300 mil, localizadas em bairros como Apipucos, Boa Viagem e Ipsep. “O pagamento de indenizações irrisórias tem incrementado mais e mais o déficit habitacional da cidade”, diz um trecho do estudo.</p>



<p>O caso mais significativo ocorreu no bairro do Monteiro, ao lado da Vila Esperança, onde um único imóvel foi desapropriado por R$ 2,3 milhões representando quase 35% do total pago para 82 imóveis no mesmo projeto.</p>



<p>Uma questão que pesa nessa conta é a ausência de regularização fundiária. Como a maioria das famílias não possui título de propriedade com registro em cartório de imóveis, o valor pago é apenas o da benfeitoria, não incluindo o terreno.</p>



<p>A nota técnica tem três principais conclusões: “a política de despejos na capital tem favorecido a remoção de populações vulnerabilizadas sem garantir alternativas habitacionais adequadas; as indenizações, em sua maioria, são insuficientes para realocação em áreas com infraestrutura mínima, contribuindo para o déficit habitacional; e há uma desigualdade na distribuição dos valores pagos, com imóveis em áreas nobres recebendo valores significativamente mais altos do que aqueles em comunidades populares​”.</p>



<p>Como alternativa, a prefeitura pode também conceder auxílio-moradia, de R$ 300, enquanto a família aguarda uma unidade habitacional. Esse valor dificilmente paga um aluguel na cidade, mesmo em áreas periféricas — ainda mais em Santana, rodeada de bairros nobres e que passa por valorização imobiliária na última década, sob influência do Parque Santana.</p>



<p>A questão dos auxílios na cidade carrega ainda outra problemática, destacada pela nota técnica do CPDH e do mandato de Ivan: “a inexistência de informações e de um cadastro público e transparente do auxílio-moradia, da fila de espera para conjuntos habitacionais e de critérios mais definidos sobre a oferta e demanda da política habitacional do município”.</p>



<p>Quem é o primeiro da fila? Não se sabe. A falta de transparência também é um fator de apreensão para famílias impactadas por grandes obras no Recife, uma vez que os critérios de acesso aos habitacionais não são objetivos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Primeiro a prefeitura faz o projeto, depois dialoga</strong> </h3>



<p>“O fato da prefeitura não dialogar com a comunidade porque o projeto da ponte não está finalizado é um sintoma muito importante a ser avaliado. Porque o momento de conversar e de pensar alternativamente não só com a comunidade, mas com todas as pessoas que vivem na região, seria exatamente esse de agora”, defende a advogada do CPDH Luana Varejão.</p>



<p>Ela vem há anos acompanhando a política habitacional do Recife e é uma das coordenadoras da publicação <em>(Des)política habitacional do Recife</em>. Segundo a advogada, o diálogo com a Prefeitura do Recife normalmente começa quando o projeto já está pronto ou quando já tem um agente social batendo na porta das casas informando que haverá desapropriação.</p>



<p>“É recorrente que as pessoas tomem conhecimento da informação de um projeto que vai impactar suas vidas primeiramente pela mídia ou, como foi nesse caso de Santana, pela campanha eleitoral. E depois é que vai chegar a notícia na porta, quando as pessoas começam a receber já a notificação de comparecimento à URB para negociar. E isso é um grande problema”, defende.</p>



<p>“Outro caso muito comum é quando a comunidade passa a ver a porta das casas serem marcadas de uma maneira muito violenta. A pessoa só vê um agente da prefeitura chegando, demarcando sua porta, sem muita informação. E aí passa a existir um processo de ansiedade e de adoecimento mental por não saber o que está acontecendo”, complementa Luana.</p>



<p>Ela lembra que, no caso da Vila Esperança, a gestão municipal chegou com o novo traçado da ponte Jaime Gusmão já finalizado. “Por mais que a comunidade tentasse discutir uma alternativa de traçado que impactasse menos as casas, não houve absolutamente nenhuma abertura de diálogo para isso dentro da prefeitura”, relembra a especialista.</p>



<p>Em janeiro, o advogado Eduardo Augusto da Silva, que está assessorando juridicamente a comunidade Santana, protocolou requerimentos administrativos junto à URB solicitando as cópias dos contratos com a empresa responsável pelo estudo de viabilidade da ponte e os respectivos anexos e aditivos. Até o momento, no entanto, o pedido não foi atendido por completo. </p>



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	                                        <p class="m-0">O advogado Eduardo está em busca da regularização fundiária das famílias de Santana. Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</p>
	                
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<p>O objetivo, explica Eduardo, é também regularizar as moradias por meio de processos de usucapião, para que a população tenha o direito à propriedade e, com isso, consiga uma indenização justa, caso seja necessário haver um processo indenizatório.</p>



<p>“Se houver desapropriação, a prefeitura não vai perguntar se o morador vai sair ou não. Ele vai ter que sair. Mas, se estivermos em processo de regularização, a probabilidade de conseguirmos uma avaliação justa, com todos os direitos que a pessoa tem, é maior. Então, tem uma outra luta aí, além da informação sobre a obra”, explica o advogado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Há um trauma na cidade”</strong></h3>



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	                                        <p class="m-0">Carta cobra informações do prefeito João Campos sobre a ponte Casa Forte &#8211; Cordeiro. Crédito: arquivo comunidade Santana</p>
	                
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<p>“As pessoas de Santana têm visto o que tem ocorrido com outras comunidades que passaram por situações semelhantes”, afirma André Araripe, pesquisador e educador da organização não governamental FASE – Solidariedade e Educação. Para ele, “há um trauma na cidade. Há famílias no Recife há 20 anos com um auxílio de R$ 300 esperando por um habitacional”.</p>



<p>“Há pouquíssima informação, porque a gestão dialoga muito pouco. Ela anuncia, na grande comunicação, que vai fazer a obra, mas não tem um trabalho de comunicação territorial”, reforça. “Não tem consulta. O diálogo com as comunidades é muito tardio. Ele não é colaborativo, esperando expectativa de colaboração, expectativa de opinião e de consulta. O processo é muito mais informativo”, avalia.</p>



<p>Para André, o <em>modus operandi</em> da prefeitura “termina colocando uma pequena comunidade contra o interesse público da cidade como um todo, num tema que é extremamente apelativo, que é a mobilidade”.</p>



<p>O pesquisador lembra que o Recife tem hoje um programa expressivo de obras, sobretudo de mobilidade e de macrodrenagem, que, em geral, tem impactado comunidades de baixa renda. “Os traçados das obras viárias, sobretudo, priorizam ocupar ou passar por áreas, em geral, de assentamentos populares”, destaca.</p>



<p>Ele rememora que a ponte Monteiro &#8211; Iputinga teve o traçado reformulado porque passava sobre um terreno privado adquirido pela construtora Moura Dubeux, onde posteriormente foi erguido um empreendimento.</p>



<p>André levanta ainda um outro ponto: “Em já se prevendo que essas obras vão promover remoções, elas não costumam vir acompanhadas de um plano de reassentamento”. Ou seja, “se uma obra vai impactar, por exemplo, 20 famílias, é preciso haver uma alternativa para reassentar essas 20 famílias num outro local, que seja próximo — porque as famílias já estão acostumadas ao local e têm uma dinâmica de vida ali — e que seja adequado para elas morarem”, explica. “Porém, isso não existe, até porque a cidade não tem uma política de habitação estruturada”, avalia.</p>



<p>A falta de uma solução imediata de moradia foi o que aconteceu também com as obras da ponte Areias &#8211; Imbiribeira e das marginais do canal do Ibiporã, no Coque, relembra André.</p>



<p>Isso “quebra o ciclo de vizinhança”. “Quando você está há muito tempo morando num local, você tem um nível de solidariedade comunitária, você consegue um bico perto, a criança já está na escola, você já está referenciado na unidade de saúde da família. Todo esse elo é quebrado se você é transferido para um habitacional muito longe”, detalha.</p>



<p>Um dos modelos adotados pela Prefeitura do Recife é de grandes habitacionais, concentrando, num só local, pessoas retiradas de vários lugares. “Um exemplo fatídico é o do Capibaribe Melhor, uma intervenção em várias partes da cidade, na área de drenagem, e que as famílias retiradas das áreas de risco, das margens de canais, foram todas colocadas no Casarão do Barbalho, num único habitacional. Hoje, o habitacional tem condições insalubres, problemas de administração condominial e com o tráficos de drogas e toda ordem de precariedade. Os prédios já estão em péssimo estado de conservação”, lembra.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prefeitura divide e enfraquece as comunidades</strong></h3>



<p>Ainda sobre a estratégia da gestão municipal e como se dá o processo de diálogo e participação, André afirma que a prefeitura prioriza o diálogo individual, com o indivíduo e não com o coletivo. “Claro que isso é uma estratégia de dividir e enfraquecer. Se ela for dialogar com a comunidade como um todo, ela vai ter muito mais força de reação”, acredita ele.</p>



<p>“Nesse estágio, a prefeitura imprime um ritmo acelerado e deixa as pessoas nesse clima de apreensão, fragilizadas e forçadas a tomar uma decisão”, detalha.</p>



<p>“Naturalmente, para a prefeitura, a melhor solução, nesses casos, é a indenização, porque o objetivo dela não é fazer casa, é fazer a ponte. Então quanto mais rápido andar o processo mais facilita para a ponte subir. Afinal, a solução com um habitacional leva muito mais tempo”, acrescenta o pesquisador da Fase.</p>



<p>“Se começasse, em paralelo, a construir um habitacional, quando fosse preciso tirar as famílias, o habitacional já estaria pronto. É esse o <em>pari passu</em> que a gente vem exigindo, sugerindo, reivindicando que a prefeitura inclua. Mas não tem acontecido. Por isso que temos dito que há uma (des)política de habitação”, lamenta.</p>



<p>Outra grande apreensão para milhares de famílias quando o assunto é habitação é o ProMorar, o maior financiamento feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil até hoje, para fazer um processo de resiliência climática na cidade. No próprio escopo do programa, diz André, há uma previsão de que três mil famílias serão removidas. Porém, até hoje, a Prefeitura do Recife não apresentou um plano de reassentamento, alerta.</p>



<p>“É inegável a importância de retirar famílias de áreas de risco, mas é preciso que haja uma alternativa para essas famílias”, reforça o educador.</p>



<p>“Como o valor das indenizações é muito baixo, termina que essas famílias, com esse pequeno dinheiro que pegam, vão buscar uma solução de moradia em outra área de risco, muitas em situações piores do que onde elas estavam”, afirma.</p>



<p>Ao falar no ProMorar, André levanta ainda um outro questionamento: “Quem coordena a política de moradia na cidade?”. Ele explica que atualmente ao menos cinco órgãos incidem nessa política, entre eles saneamento, URB, Emlurb, ProMorar e a Secretaria de Habitação. Na opinião do especialista, isso escancara uma falta de prioridade política.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/silencio-da-prefeitura-sobre-ponte-casa-forte-cordeiro-gera-medo-na-comunidade-santana/">Silêncio da prefeitura sobre ponte Casa Forte &#8211; Cordeiro gera medo na comunidade Santana </a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Pista de bicicross da Jaqueira está com os dias contados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[concessão]]></category>
		<category><![CDATA[jaqueira]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[parques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há mais ou menos duas semanas Gilmar Batista dos Santos, de 60 anos, foi chamado para uma reunião na Prefeitura do Recife. O convite veio pela Emlurb e, segundo ele, o que foi dito é que seria uma discussão sobre melhorias para a pista de bicicross do parque da Jaqueira, onde ele trabalha há 40 [&#8230;]</p>
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<p>Há mais ou menos duas semanas Gilmar Batista dos Santos, de 60 anos, foi chamado para uma reunião na Prefeitura do Recife. O convite veio pela Emlurb e, segundo ele, o que foi dito é que seria uma discussão sobre melhorias para a pista de bicicross do parque da Jaqueira, onde ele trabalha há 40 anos, desde a inauguração do parque como ele é hoje. Gilmar ficou animado para a reunião. Desde que começou o burburinho sobre a privatização da Jaqueira – uma concessão para a iniciativa privada pelos próximos 30 anos – todos que trabalham lá ficaram apreensivos com a falta de informação. Poderia ser, finalmente, um momento para boas notícias. </p>



<p>“Mas fui tapeado”, conta Gilmar, segurando o choro. Na reunião, ele foi informado que a pista de bicicross vai ser demolida para a construção de um restaurante.</p>



<p>É a primeira mudança relevante que os funcionários da Jaqueira ficaram sabendo que será feita pelo consórcio Viva Parque Brasil, empresa que, em julho de 2024, ganhou o leilão de quatro parques em bairros de classe média alta do Recife. Para ter o direito de gerir os parques da Jaqueira, de Santana e de Apipucos por três décadas, a Viva Parques desembolsou R$ 198.306,75. Para adquirir o direito pelo mesmo tempo do parque Dona Lindu, outros 140.599,91.</p>



<p>O grosso do dinheiro, porém, vem da obrigatoriedade de investimentos de R$ 413 milhões ao longo dos 30 anos nos quatro parques – o que inclui, veja só, investimentos em benefício do lucro da própria empresa, como o restaurante dentro da Jaqueira. </p>



<p>No dia do leilão, a Viva prometeu investir R$ 1 bilhão ao longo dessas três décadas, mais que o dobro previsto no contrato. A Prefeitura do Recife afirmou que gasta entre R$ 12 milhões e 15 milhões por ano com a manutenção desses quatro parques – economia que será investida em outros lugares, mas não informou onde. No dia 10 de março a empresa assume oficialmente a gestão dos parques.</p>



<p>Pela pista de bicicross que Gilmar cuida há tanto tempo já passaram milhares de jovens – inclusive o prefeito do Recife, João Campos (PSB). É a única pista para iniciantes no esporte e também a única que recebe competições. Foi lá que começou a carreira, por exemplo, de Pedro Queiroz, atual campeão brasileiro que disputou o Mundial no ano passado, na Austrália. Pedro já chegou a ficar entre os cinco melhores do mundo, em 2016.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/quem-frequenta-a-jaqueira-teme-elitizacao-do-parque-sob-controle-de-empresa-privada/" class="titulo">Quem frequenta a Jaqueira teme elitização do parque sob controle de empresa privada</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Gilmar começou a cuidar da pista quando Joaquim Francisco era prefeito, na época em que o parque foi reformado e entregue na configuração atual. Passou sem cargo oficial por várias gestões, mas sempre promovendo o esporte no parque e recebendo verbas para a pista por meio de vereadores e outros parlamentares. </p>



<p>Quando João Campos assumiu, voltou a ser oficialmente contratado pela prefeitura como treinador. Vai para a Jaqueira todos os dias, com exceção da folga na segunda-feira. Com seus contatos, consegue também bicicletas e equipamentos de segurança para os jovens de comunidades próximas treinarem, além de dar suporte aos campeonatos. É, enfim, quem toma conta daquela pista, que há apenas dois anos foi asfaltada pela prefeitura.</p>



<p>“Eu tenho um trabalho social em que eu dou as aulas bike. Eu vou atrás de patrocínio. Eu vou atrás de inscrição para os alunos. Eu vou nas escolas para ver como é que os meninos estão se saindo”, conta Gilmar, que também aluga bicicletas no parque. &#8220;A turma que frequenta aqui, também ajuda a gente a comprar peça de bicicleta, passagens para competição, dinheiro para inscrição. E assim a gente vai levando”, diz.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Pista foi asfaltada há apenas dois anos. Crédito: Arnaldo Sete/MZ</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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<p>Nessas duas semanas desde que soube da demolição, Gilmar, que é diabético, afirma ter sido socorrido para o hospital por duas vezes. “Eu tinha expectativas. Eu estava até alegre com a mudança, achando que ia melhorar a pista. Uns funcionários da empresa chegaram aqui antes dizendo que era para fazer uma pesquisa. Perguntaram o que precisava para deixar essa pista <em>top</em>, ficaram vendo onde iam colocar anúncios de publicidade. Foi um baque muito grande, a minha vida é aqui”, disse.</p>



<p>Na reunião, Gilmar foi informado que a concessionária vai reformar a pista do parque Santana, que hoje não é tão boa quanto a da Jaqueira e fica a menos de dois quilômetros dali. Também foi prometido que ele seria contratado pela Viva Parques. “Mas não é dinheiro que eu quero. Eu digo de coração aberto: se disserem &#8216;não vou dar o teu salário, mas a pista vai ficar&#8217;, eu prefiro a pista. Não sou doido, mas sei que Deus vai me ajudar”, disse.</p>



<p>Gilmar afirma que não irá organizar nenhum protesto pela manutenção da pista. Fez um abaixo-assinado junto com um grupo de entusiastas do esporte, que foi entregue ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). No documento, o grupo de apoio à pista de bicicross questiona a legalidade das novas construções, lembrando que o parque da Jaqueira é uma Unidade de Conservação de Paisagem e que a pista é uma área de lazer coletivo, que cumpre uma função social. O abaixo-assinado <a href="https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR148395" target="_blank" rel="noreferrer noopener">também está disponível online</a>.</p>



<p>A ideia inicial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – que fez a modelagem da concessão e o plano de negócios – era construir o restaurante próximo da igreja da Jaqueira. Mas a construção é tombada pelo Iphan e toda aquela quadra da igreja, construída no século 18, não pode ser alterada. Já no projeto que estava no edital de licitação, o restaurante seria em uma área cimentada, que pode ser usada por skatistas, mas que recebe muitos grupos de ginástica.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/estacoes-de-bem-estar-do-recife-sao-inundadas-com-propaganda-de-bebida-alcoolica-e-ultraprocessados/" class="titulo">Estações de &#8220;bem-estar&#8221; do Recife são inundadas com propaganda de bebida alcoólica e ultraprocessados</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
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        </div>

		


<p>Na caracterização da Jaqueira que está no contrato, a pista de bicicross é descrita como um “equipamento radical com pouca aderência. Possibilidade de área de eventos”. Outro “entrave” para novas construções no parque é que há também duas grandes árvores tombadas – o baobá próximo da Rua do Futuro e a jaqueira em frente à igreja –, o que impossibilita novos prédios perto delas. Como todo o parque é uma área de conservação de paisagem, a retirada de quaisquer árvores também é restrita. </p>



<p>Além de “operações gastronômicas”, a Viva Parques informou à Marco Zero que a pista da Jaqueira “cederá espaço para brinquedos infantis, áreas de contemplação e uma quadra poliesportiva”. E que a retirada da pista de bicicross “atende a demanda dos frequentadores e foi fundamentada em pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas no parque, em agosto do ano passado”. A Viva Parques não enviou a pesquisa para a MZ.</p>



<p>A Marco Zero entrou em contato também com a Prefeitura do Recife para saber se há participação da prefeitura na tomada de decisões importantes que alterem a estrutura do parque, entre outros questionamentos, mas ainda não obtivemos resposta. A Marco Zero também enviou as perguntas via Lei de Acesso à Informação (LAI). Essa matéria será atualizada quando recebermos alguma resposta.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Confira a nota completa da Viva Parques</span>

		<p><strong>Parque Santana centralizará prática de BMX</strong></p>
<p>A Viva do Brasil, responsável pela gestão de quatro parques urbanos no Recife, incluindo o da Jaqueira, informa que os praticantes de BMX continuarão contando com uma área específica para a prática do esporte, localizada no Parque Santana, a apenas um quilômetro da atual <em>(Da MZ: a depender da entrada o Parque Santana fica de 1,5km a 2km da Jaqueira)</em>. A concessionária irá dialogar com a comunidade BMX para formatar futuras parcerias.</p>
<p>Já a pista da Jaqueira cederá espaço para brinquedos infantis, áreas de contemplação, uma quadra poliesportiva e operações gastronômicas. A decisão atende a demanda dos frequentadores e foi fundamentada em pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas no parque, em agosto do ano passado.</p>
<p>A partir desta segunda-feira, 10 de março, a Viva do Brasil assume a gestão dos parques da Jaqueira, Santana, Apipucos e Dona Lindu, com a proposta de melhorar significativamente a experiência das pessoas que frequentam esses espaços públicos. A meta da concessionária é investir em tecnologia, lazer, ampliação das áreas verdes, cultura e esportes, explorando a vocação natural de cada unidade. O acesso da população permanecerá gratuito e os parques continuam propriedade da Prefeitura do Recife e dos recifenses.</p>
<p>As mudanças irão acontecer ao longo dos próximos dois anos e receberão investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Agora, na fase de transição, o foco da Viva será na zeladoria e segurança dos parques. A empresa montou uma força-tarefa para fazer os reparos mais urgentes nas quatro unidades, melhorias nos banheiros, limpeza, manutenção de brinquedos e equipamentos, entre outras ações. Na mesma linha, também está investindo na instalação de câmeras de monitoramento e contratação de segurança profissional.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Comerciantes da Jaqueira ainda sem informações</h2>



<p>Era por volta de meio-dia da terça-feira passada (25) quando funcionários da Viva distribuíram um questionário para os comerciantes que ficam nos quiosques em frente ao parque, na rua do Futuro. Foi o primeiro contato da concessionária com os comerciantes, que ainda seguem sem respostas para a maioria de suas perguntas.</p>



<p>“Disseram que queriam ouvir a gente sobre a reforma dos quiosques. Que não vão cobrar nada da gente nesses dois primeiros anos, mas que, depois, vão ver como vai ficar. Não sabemos quanto vai ser, nem se a gente vai conseguir continuar aqui”, disse um comerciante, que trabalha no local há mais de 20 anos e não quis se identificar. “A prefeitura abandonou o parque nos últimos meses. Não teve nem um pisca-pisca de decoração no Natal, enquanto o parque da Tamarineira estava abarrotado de decoração. O movimento caiu muito”, reclamou. Pelo contrato, a empresa deverá readequar todos os quiosques. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Geraldo Rodrigues tem uma banca de jornal na Jaqueira há 27 anos.
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
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<p>Um funcionário do parque afirmou, em reserva, que no ano passado a equipe de manutenção da Jaqueira teve uma redução significativa, logo após o lançamento do edital de concessão. O parque, que sempre foi muito bem cuidado pela prefeitura, foi deixado de lado. Está precisando de capinação e de pintura na pista, entre muitos outros reparos. Os furtos aumentaram para uma média de sete bicicletas levadas do parque por semana, disse outro funcionário. Havia, até há pouco tempo, apenas dois seguranças por turno. Recentemente, depois que um juiz teve sua bicicleta levada, a prefeitura voltou a colocar guardas municipais dentro do parque.</p>



<p>Dono de uma das poucas bancas de jornais que resistem na zona norte do Recife, Geraldo Rodrigues também não tem nenhuma informação sobre o futuro da sua banca sob a gestão da Viva Parques. “Não me entregaram nenhum questionário”, disse ele, que tem a banca Boa Forma há 27 anos. “Tenho contrato sem validade com a Prefeitura do Recife (ele não quis informar o valor do aluguel) e a conta de energia vem no meu CPF”, diz.</p>



<p>Para o parque, Geraldo espera que possa haver novas formas de atrair mais público. “Porque com a inauguração de vários parques por perto, caiu muito o movimento comercial, mas quero permanecer aqui na calçada. Não faz sentido, por exemplo, que essa banca vá para dentro do parque. O prefeito Roberto Magalhães baixou um decreto e mandou recuar o gradil para que o comércio ficasse fora do parque. Tem um decreto municipal sobre isso e acho que deve ser mantido”, diz.</p>



<p>Os ambulantes também estão apreensivos. Hoje, são 27 pessoas cadastradas que podem atuar dentro do parque, vendendo pipoca, água de coco, algodão doce. Até agora, nenhuma informação foi passada para eles sobre a nova gestão.</p>



<p>Há 33 anos Henrique Francisco vende sorvete no parque, principalmente durante os fins de semana. Saí de casa, no centro do Recife, e vai empurrando o carrinho até a Jaqueira. “Eu estou de mãos atadas, porque não sei como é o sistema dessa empresa, como é que vai ficar a situação da gente. Hoje em dia, quem manda é quem tem dinheiro. A prefeitura fez um cadastro pra gente ganhar o pão e não pagamos nada para ficar aqui dentro”, diz. “Se tirarem a gente de uma hora pra outra, sem nada, a gente vai ficar sem o necessário para viver”, afirma Henrique, que tira no máximo R$ 200 por dia, em um bom fim de semana.</p>



<p>Já Antônio Luiz da Silva vende algodão doce no parque há 30 anos. “Se for para a gente ter uma renda melhor, ganhar mais, beleza. Mas a gente sabe que muitas oportunidades são para quem já tem dinheiro, como para abrir uma loja aqui, abrir uma lanchonete. E a gente, que está na Jaqueira há 30, 40 anos, lutando desde o começo?”, questiona. “Quando tem algum evento, o prefeito João Campos bota o tênis e aparece aqui. A gente parou ele um dia e ele disse &#8216;não vão mexer com vocês’, mas ele nunca deu atenção pra gente. Só falou isso. Estão falando que nada muda por dois anos, mas, e depois, como vai ficar?”, questiona.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/02/54351097409_ac3dda5543_k-1024x683.jpg" alt="A imagem mostra uma cena de rua em um pequeno mercado ao ar livre. No centro da imagem, há um homem de camiseta bege e boné vermelho, de barriga volumosa, aparentemente comprando algo em uma barraca. A barraca está decorada com diversos produtos pendurados, como sacos de salgadinhos e outros itens embalados. À direita, há uma vitrine com pães ou salgados expostos. Acima da barraca, há um toldo azul e um guarda-sol amarelo com a inscrição COMPRE AQUI!. Ao fundo, é possível ver outras pessoas caminhando e outras barracas ou lojas." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Quiosques deverão ser reformados pela concessionária que ganhou o leilão dos parques
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
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		<title>Raquel Lyra ganha fôlego com vitórias de Mirella em Olinda e Ramos em Paulista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 23:44:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Mirella Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Paulista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os resultados do segundo turno deram fôlego à governadora Raquel Lyra (PSDB) na Região Metropolitana para a disputa pela reeleição para o Governo de Pernambuco em 2026. A vitória esmagadora de seu correligionário Severino Ramos em Paulista e a vitória apertada de Mirella Almeida (PSD) em Olinda podem ser contabilizadas como êxitos políticos de Raquel, [&#8230;]</p>
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<p>Os resultados do segundo turno deram fôlego à governadora Raquel Lyra (PSDB) na Região Metropolitana para a disputa pela reeleição para o Governo de Pernambuco em 2026. A vitória esmagadora de seu correligionário Severino Ramos em Paulista e a vitória apertada de Mirella Almeida (PSD) em Olinda podem ser contabilizadas como êxitos políticos de Raquel, que reforçou a campanha de rua das duas candidaturas na reta final da corrida eleitoral.</p>



<p>Em Paulista, a vitória era mais do que esperada e tem forte simbolismo político. Ramos ultrapassou 73% dos votos contra Júnior Matuto, o candidato do PSB fortemente vinculado aos Campos – antes de entrar na política, ele era motorista de Ana Arraes, mãe do ex-governador Eduardo Campos. Os filhos de Eduardo – o prefeito do Recife João e o deputado federal Pedro Campos – participaram ativamente da campanha de Matuto, um ex-prefeito que deixou a prefeitura com alta taxa de rejeição e investigado pela Polícia Federal.</p>



<p>Já na vizinha cidade de Olinda, Raquel teve mais trabalho. Depois de vencer no primeiro turno, o petista Vinicius Castello aparecia na frente em todas as pesquisas realizadas entre as duas votações. Na última semana, no entanto, a governadora se tornou figurinha fácil na campanha de Mirella, a escolhida do mal avaliado prefeito Professor Lupércio para sucedê-lo. Não foi por acaso que coube a Raquel a primeira fala quando o resultado foi anunciado com a vitória da candidata do PSD com 51,27% dos votos válidos. Com Mirella ajoelhada fazendo orações, a governadora a anunciou que “a vontade do povo foi feita e decidiu ter uma mulher arretada a frente da prefeitura de Olinda”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Agonia e tensão em Olinda</h2>



<p>A apuração foi tensa, com Castello saindo atrás, ultrapassando a adversária às 17h44min, permanecendo na frente por meia hora e, finalmente vendo Mirella superá-lo às 18h14min, até ser declarada vencedora às 19h04min. O clima no comitê de Vinicius, na avenida presidente Kennedy logo perdeu o clima de festa e se tornou perigoso, com eleitores do PSD passando de carro e arremessando garrafas, latas e fazendo ameaças. O fotógrafo da Marco Zero, Arnaldo Sete, foi atingido por uma dessas garrafas.</p>



<p>A casa onde Castello mora com sua família, no Bonsucesso, logo se tornou ponto de romaria de lideranças da esquerda após a confirmação da derrota, deixando claro que ele será o nome forte da oposição em Olinda nos próximos anos. A ministra de Ciência e Tecnologia e ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (PCdoB), disse que “viu uma campanha rebaixada, despolitizada, com todo tipo de preconceito” dentro de uma luta ideológica, “parte de um momento que vai além de Olinda, que é nacional”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/Olinda-Vini.jpg" alt="Foto de Vinicius Castello entre Humberto Costa (à direita da imagem) e Dani Portela (à esquerda). em uma foto noturna, sob uma árvore. Ele é um homem homem negro, jovem, de cabelos curtos, barba e bigode ralos, iusando camisa branca, com as mãos postas; Humberto é um homem idoso, branco, de cabelos brancos curtos e bigode e braba grisalhos, usando camisa vermelha, e está aplaudindo; Dani Portela é uma mulher negra, madura, de cabelos cacheados, usando vestido vermelho e que também parece estar batendo palmas." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Após o resultado, Vinicius Castello agradeceu a João Campos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<p>Castello estava mais animado que a ministra. “Isso foi apenas um processo eleitoral. É a luta por uma realidade melhor, é isso que me trouxe até aqui, me mantenho de pé, de cabeça erguida. Estou me sentido muito feliz e muito vitorioso porque tem muita gente comigo acreditando que o novo sempre vem”, afirmou o petista, que saltou de 2.007 votos para vereador em 2020 para mais de 105 mil votos nessa eleição.</p>



<p>Sobre os ataques homofóbicos e de ódio do qual foi alvo, ele disse não acreditar que perdeu por causa disso: “A eleição não é sobre mim, eu sou apenas uma pessoa. O ódio e o preconceito fazem parte de um processo de uma sociedade que precisa ser construída como mais acolhedora, mais humanizada, além de mostrar como precisamos avançar com a nossa democracia”.</p>



<p>Sobre as perspectivas para 2026, ele agradeceu a presença de João Campos em sua campanha. “Não se pode omitir João Campos, ele esteve presente em vários momentos importantes e eu sou muito grato por isso”, mas alertou que, para 2026, ele não pode antecipar o que vai acontecer porque não fala em seu nome, mas em nome de um coletivo de forças. “Mas o fato é que estou muito feliz porque estamos cada vez mais unidos, conseguimos reunir em Olinda pessoas relevantes para o município, o estado e para o Brasil porque conseguimos dialogar com pessoas que se vêem nesse projeto de cidade”.</p>



<p><strong>(com a colaboração de Giovanna Carneiro)</strong></p>
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		<title>Segundo turno em Olinda e Paulista vira ensaio para eleição de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 20:38:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Lyra]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Castello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As disputas do 2º turno em Olinda e Paulista — as únicas de Pernambuco com eleição neste domingo (27) — se transformaram em prévia da eleição de 2026. O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foram protagonistas nos palanques das duas cidades. Enfraquecida pelo resultado da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As disputas do 2º turno em Olinda e Paulista — as únicas de Pernambuco com eleição neste domingo (27) — se transformaram em prévia da eleição de 2026. O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foram protagonistas nos palanques das duas cidades. </p>



<p>Enfraquecida pelo resultado da eleição na capital, a governadora dedicou tempo de sua agenda para ocupar espaço na Região Metropolitana, ao ponto dela estar encerrando a campanha da sua aliada nesta sexta-feira. Mas, se ela pretende ter o PT em seu palanque daqui a dois anos, terá um cenário desafiador pela frente.</p>



<p>Com forte apoio de João Campos, Vinicius Castello (PT) “pegou pressão”, como diz a campanha em suas carreatas, e desponta como favorito em Olinda, com 54,46% das intenções de voto, segundo o Instituto Exatta Estratégia e Pesquisa em parceria com o Diario de Pernambuco. A candidata da governadora Raquel Lyra (PSDB), Mirella Almeida (PSD), apadrinhada pelo prefeito Lupércio Nascimento (PSD), tem 45,54%. João Campos também agradou aos petistas ajudando nas campanhas do partido em Natal e em Fortaleza.</p>



<p>Em Paulista, o embate entre João e Raquel se repete, porém com perspectivas mais favoráveis para a governadora, que apoia Severino Ramos, um político veterano também filiado ao PSDB, favorito para vencer o segundo turno. Vencer em Paulista seria estratégico, pois ajudaria a reduzir o peso do prefeito do Recife na Região Metropolitana, mas também teria um peso simbólico, pois o adversário de Ramos é o ex-prefeito Júnior Matuto (PSB), personagem bastante vinculado à família Campos.</p>



<p>Enquanto João Campos participou de carreata ao lado do candidato, que antes de entrar na política foi motorista de sua avó, Ana Arraes, seu irmão Pedro, deputado federal, gravou um vídeo pedindo votos para Matuto com o argumento de que os inquéritos da Polícia Federal que investigavam denúncias de irregularidades de sua gestão em Paulista acabaram sendo arquivados.</p>



<p>O apoio dos irmãos Campos parece não ter sido o bastante para reduzir a rejeição de Matuto junto aos eleitores. Em duas pesquisas, o aliado de Raquel Lyra lidera com folga. O instituto Veritá aponta Ramos com 59,8% das intenções de voto contra 28,4% de Matuto. Na pesquisa Exatta, a vantagem do tucano é ainda maior: 69,19% contra 30,81%.</p>



<p>“É interessante destacar que as pesquisas apontam para a vitória do aliado de cada um em cada um dos municípios em disputa. Para João Campos, a provável vitória do jovem petista Vinícius Castello será importantíssima na medida em que aliados de Raquel Lyra ganharam, por exemplo, em relevantes e densos colégios eleitorais e já no primeiro turno, como Jaboatão e Caruaru. E deve vencer em Paulista exatamente contra o candidato do partido do prefeito João Campos, o experiente Júnior Matuto, do PSB. Daí Campos ter se empenhado tanto para a ampliação do palanque do Vinícius Castello”, comenta o pesquisador e cientista político da Fundação Joaquim Nabuco Túlio Velho Barreto.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/2026-Paulistra.jpg" alt="Colagem de duas fotos de campanhas eleitorais. À esquerda, Severino Ramos e Raquel Lyra fazem saudações em cima de um trio elétrico cercados por balões azuis; à direita, João Campos e Júnior Matuto, ambos de camisa branca, sorriem e acenas para a multidão no alto de um carro, em meio a bandeiras amarelas com detalhes vermelhos." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Instagram/Ramos 45 e Júnior Matuto</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“É fato que João Campos apoiou o candidato vitorioso, já no primeiro turno, em Petrolina, o outro município em que poderia haver segundo turno. Portanto, vencer em Olinda e Paulista representará algo a mais na corrida para 2026 já que completam o conjunto dos maiores e mais influentes colégios eleitorais do Estado”, acrescenta.</p>



<p>Observando especificamente os segundos turnos nos dois municípios vizinhos ao Recife, Túlio acredita que Olinda sofre mais influência do resultado eleitoral da capital, o que tem se refletido no desempenho do candidato petista. Já em Paulista, na avaliação do pesquisador, o impacto mostra-se praticamente irrelevante, “basta que verifiquemos o fraco desempenho do Júnior Matuto apontado pelas pesquisas”.</p>



<p>“E não podemos deixar de destacar que os atuais prefeitos dos dois municípios ainda em disputa, Olinda e Paulista, são muito mal avaliados pelo eleitorado. Portanto, embora as disputas de segundos turnos ali estejam estadualizadas, parece ter tido um grande peso na decisão do eleitorado também a rejeição às gestões locais”, pondera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PT e PSB: ora juntos, ora separados</h2>



<p>A cientista política Priscila Lapa observa que, apesar de uma eleição ser preditora da arrumação das forças políticas para a eleição seguinte, é preciso considerar que as disputas municipais têm uma lógica diferente da estadual e da nacional, estas duas mais organizadoras da macroestruturação. “Isso porque os partidos podem estar ali, aliados na cena local ou por questão de conveniências locais, mas não estarem alinhados numa esfera maior”, explica.</p>



<p>“Se a gente pudesse ter uma lição de 2024 como preditor de 2026 é que o PT ficou na dependência do PSB. O PSB realmente consolidou o seu protagonismo e quem tem que correr atrás para se firmar como uma força ainda competitiva é o PT. E isso passa, de certa forma, por esses dois palanques agora de segundo turno”, analisa Priscila.</p>



<p>“O PT, parece ser óbvio, que vai rumar para fortalecer um projeto do PSB, para tentar formar uma frente com o PSB, mas há situações como a de Paulista, em que o PT descolou”, reflete. “E a gente sabe que isso pode ser também uma realidade para o estado. Já aconteceu outras vezes. Por isso a importância de a gente sempre monitorar os passos do PT e PSB, porque, quando eles estão juntos, a eleição toma um rumo. Quando eles estão separados, a eleição pode começar a ganhar outro rumo, outras sinalizações”, complementa Priscila.</p>



<p>Ela lembra que, em Pernambuco, as eleições estaduais, nos últimos 20 anos, passaram muito pela relação do PT com o PSB. “São dois atores que, de forma muito impressionante, decidiram alguns rumos das eleições no Estado, no Recife também, porque são partidos que ora estão juntos, numa correlação de ganha-ganha, ora estão separados porque têm outros interesses que os atravessam.</p>
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