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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Decisão do STF chegou depois do fechamento das urnas e confundiu mesários no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2026 22:13:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pouco antes do horário previsto para o fim da votação, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília, em todo o Brasil. Como a decisão foi anunciada tardiamente, várias urnas já tinham sido encerradas e não podiam mais ser reabertas. [&#8230;]</p>
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<p>Pouco antes do horário previsto para o fim da votação, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília, em todo o Brasil. Como a decisão foi anunciada tardiamente, várias urnas já tinham sido encerradas e não podiam mais ser reabertas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a totalização dos votos. Na última atualização antes da pausa, às 17h06, cerca de 336 mil votos para presidente haviam sido apurados, em 1.225 seções.</p>



<p>A decisão atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A campanha apontou falta de ônibus em três municípios da Bahia: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Segundo a coligação, as prefeituras não ofereceram frota suficiente para levar os eleitores aos locais de votação, o que descumpriria entendimento do STF sobre transporte público em dias de eleição. Segundo Zanin, o pedido chegou ao Supremo às 16h32. Antes, a campanha já havia pedido ao TSE a prorrogação em pelo menos nove estados, entre eles Pernambuco. O TSE nada fez.</p>



<p>A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também pediu ao TSE duas horas a mais de votação, por causa das chuvas. O pedido incluía apenas algumas cidades. Em Minas Gerais, Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana com locais de votação sem energia elétrica. No Rio Grande do Sul, citava São Borja, Itaqui e Uruguaiana, atingidas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai.</p>



<p>Em Salvador, a Justiça Eleitoral mandou prender o secretário municipal de transporte, que estava em Paris. Depois da decisão, a prefeitura liberou todos os ônibus. O prefeito atribuiu o atraso à retirada de propaganda eleitoral. Em Pernambuco, depois de denúncias de falta de ônibus, a desembargadora eleitoral Roberta Viana Jardim, do TRE-PE, determinou em liminar que a circulação na Região Metropolitana do Recife fosse normalizada de imediato, com a frota e as viagens programadas para o segundo turno.</p>



<p>Diante das urnas já encerradas, Zanin publicou nova decisão limitando a prorrogação às seções que ainda estavam abertas. “Determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados”, escreveu.</p>



<p>O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, assinou às 17h49 o Ofício-Circular nº 354/2026, enviado aos presidentes dos TREs. O documento orienta que “as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h” e pede que os tribunais orientem os juízos eleitorais e as mesas receptoras de votos. O ofício não trata dos eleitores que chegassem a seções já encerradas.</p>



<p>No Recife, a mudança de regras no finalzinho da tarde deixou mesários sem orientação. A professora Izabella Barros, presidente da mesa da seção 444 da 7ª Zona Eleitoral, na Blue School, perto da Ilha do Retiro, conta que às 17h o cartório eleitoral mandou desligar as urnas, retirar as mídias e encerrar a votação. Às 17h38, os mesários foram impedidos de sair e receberam as urnas de volta, já com os portões fechados havia cerca de 40 minutos. “As urnas estão aqui com a gente, mas completamente desligadas, sem mídia, sem nada e sem nenhuma orientação”, relatou.</p>



<p>Segundo Izabella, primeiro chegou a informação de que eleitores poderiam votar em cédula de papel; depois, a de que quem chegasse deveria ouvir que não podia votar. Em seguida, os mesários foram dispensados, os presidentes de mesa ficaram retidos e as urnas foram recolhidas de novo. “Se alguém chegasse a orientação era de que não tem como votar e mandar a pessoa ir embora”, disse.</p>



<p>Outra pessoa que trabalhou na votação, e que pediu para não ser identificada, confirmou a orientação. “A orientação está vindo do cartório eleitoral. As urnas que já foram encerradas, os eleitores não têm como votar”, afirmou. No Colégio Maciel Pinheiro, na Torre, todas as seções também foram encerradas às 17h, segundo uma pessoa que trabalhou no local. Nos três locais, os entrevistados afirmaram que as eleições foram tranquilas e com abstenção menor do que no primeiro turno.</p>
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		<title>STJ reconhece erro judicial e devolve direitos políticos ao cacique Marcos Xukuru</title>
		<link>https://marcozero.org/stj-reconhece-erro-judicial-e-devolve-direitos-politicos-ao-cacique-marcos-xukuru/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 19:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cacique Marcos Xukuru]]></category>
		<category><![CDATA[justiça eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[TRE]]></category>
		<category><![CDATA[xukuru]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, nesta terça-feira, 3 de outubro, que o cacique Marcos Xukuru, de Pesqueira, no agreste de Pernambuco, foi vítima de erro do judiciário. A falha aconteceu em 2015, quando ele foi condenado a dez anos e quatro meses de prisão por crime contra o patrimônio privado. O erro da [&#8230;]</p>
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<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, nesta terça-feira, 3 de outubro, que o cacique Marcos Xukuru, de Pesqueira, no agreste de Pernambuco, foi vítima de erro do judiciário. A falha aconteceu em 2015, quando ele foi condenado a dez anos e quatro meses de prisão por crime contra o patrimônio privado.</p>



<p>O erro da Justiça deixou <a href="https://marcozero.org/tse-confirma-inelegibilidade-do-cacique-marcos-xukuru-e-determina-novas-eleicoes-em-pesqueira-pe/">Marcos Xukuru inelegível</a>, em 2020, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após ele ter vencido nas urnas pelo partido Republicanos a disputa para prefeito da cidade, com 51% dos votos. Agora, com a anulação da condenação e absolvição, ele volta a ter direitos políticos.</p>



<p>Segundo informações repassadas pela equipe do cacique, a decisão do tribunal considerou que a sentença proferida contra ele utilizou depoimentos de pessoas que tinham interesse na sua condenação e também desconsiderou provas que o inocentavam. Relembra o caso mais adiante.</p>



<p>Como houve eleição suplementar em Pesqueira, em outubro de 2022, nada muda na ocupação do cargo. O prefeito segue sendo Bal de Mimoso (Republicanos) e o vice, Guilherme Araújo, do povo xukuru do Ororubá e advogado responsável pela defesa de Marcos.</p>



<p>“A decisão do STJ é um marco importante na luta pela justiça e pela garantia dos direitos dos povos indígenas. O caso de Marcos Xukuru não é um caso isolado, infelizmente, muitos indígenas sofrem com a falta de acesso a uma justiça imparcial e acabam sendo condenados injustamente. A decisão do tribunal mostra que é possível reverter essas injustiças e garantir que os direitos dos indígenas sejam cada vez mais respeitados”, afirmou a equipe do cacique em nota.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relembre o caso</strong></h2>



<p>Em 2003, o Cacique Marcos Xukuru foi alvo de uma emboscada em Pesqueira. Dois indígenas xukuru de Cimbres foram mortos na ocasião. Ferido, ele conseguiu, com ajuda, sobreviver e fugir se jogando por debaixo do caminhão que dirigia e, depois, correndo a pé entre arames farpados. Com o envolvimento de fazendeiros em mais uma disputa por terra na região, o conflito se desdobrou e terminou com dois indígenas de Cimbres baleados, além de veículos e imóveis danificados, saqueados e destruídos.</p>



<p>Como resultado, em 2015, a Justiça condenou Marcos a 10 anos e quatro meses de prisão por incêndio e dano e por induzir outras pessoas à execução do crime. A pena ainda foi majorada por crime continuado. Além do cacique, outros xukurus foram condenados.</p>



<p>Como publicou o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na época, a investigação e o processo judicial foram questionados por antropólogos e entidades de defesa dos direitos humanos. Os advogados dos xukuru questionaram o cerceamento de direito de defesa e o tamanho das penas, consideradas exageradas.</p>



<p>No caso da condenação do cacique, a sentença foi publicada antes de se juntar ao processo os depoimentos de importantes testemunhas de defesa: o então deputado federal Fernando Ferro (PT) e a subprocuradora geral da República na época, Raquel Dodge.</p>



<p>Em 2020, a ação de impugnação da candidatura do cacique na Justiça Eleitoral foi proposta pela então prefeita de Pesqueira, Maria José (DEM), derrotada nas urnas, e pelo Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) sob alegação de inelegibilidade decorrente dessa condenação de 2015. A oposição conseguiu enquadrar Marcos Xukuru pela Lei da Ficha Limpa.</p>



<p>Marcos chegou a vencer em primeira instância, a que é julgada por um juiz eleitoral. Mas tanto o MPE-PE quanto o DEM recorreram da decisão, levando o caso para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), onde ele perdeu por 4 X 3.</p>



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		<title>Um curso para impulsionar pré-candidatas negras do Nordeste e ajudá-las a lidar com a mídia</title>
		<link>https://marcozero.org/um-curso-para-impulsionar-pre-candidatas-negras-do-nordeste-e-ajuda-las-a-lidar-com-a-midia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 18:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[candidatas negras]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres na política]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, em parceria com a Casa da Mulher do Nordeste e a Open Society, promove um curso de Media Training para as pré-candidatas negras e nordestinas. A formação terá duas edições, ambas com turmas compostas por 25 mulheres. As primeiras aulas acontecem de 9 a 12 de junho, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, em parceria com a Casa da Mulher do Nordeste e a Open Society, promove um curso de <em>Media Training</em> para as pré-candidatas negras e nordestinas. A formação terá duas edições, ambas com turmas compostas por 25 mulheres. As primeiras aulas acontecem de 9 a 12 de junho, no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e na Fundação Cecosne, na Madalena. A segunda turma será capacitada nos dias 30 de junho a 3 de julho. </p>



<p>As pré-candidatas que participam do Curso de Mídia Advocacy são de partidos de esquerda &#8211; PT, PSOL, PSB e PCdoB -, e dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas. A iniciativa faz parte do projeto “Mulheres negras rumo aos espaços de poder: fortalecendo mulheres negras para as eleições” e tem o objetivo de capacitá-las para na disputa eleitoral de 2022, a fim de ampliar o acesso desse grupo social aos poderes Legislativo e Executivo.</p>



<p>“Encontros como esse fortalecem a gente, porque nós conseguimos formar uma rede e não nos sentimos isoladas. Estar perto de outras mulheres negras que tiveram coragem de colocar a cara em um santinho em tempos tão difíceis como esse que estamos passando hoje no nosso país, que é totalmente desumano, é fundamental. A gente entende que a democracia vai ser recuperada pelas nossas mãos, pelas mãos das mulheres negras, então, ter mais pré-candidaturas negras aqui nos fortalece”, declarou a pré-candidata à reeleição pelo mandato coletivo Juntas, Kátia Cunha (PSOL).</p>



<p>De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, divulgada em 2020, mulheres negras representam apenas 2% do Congresso Nacional e são menos de 1% na Câmara dos Deputados. “Nosso desafio neste cenário é aumentar a presença de mulheres negras nas cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas”, destacou Piedade Marques, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.</p>



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	                                        <p class="m-0">Primeiro dia do Curso de Mídia Advocacy no TRE-PE. Crédito: Emanuela Castro/Casa da Mulher do Nordeste. 
</p>
	                
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<p>Juliana Silva, pré-candidata a deputada federal pelo PSB na Bahia, participa do curso e destaca a importância de formações voltadas para as mulheres negras: “quanto mais profissionalização e qualificação a gente tiver sobre o processo de comunicação mais a gente consegue avançar, então, para candidaturas de mulheres negras, que geralmente são candidaturas que não recebem recurso e têm que enfrentar diversas barreiras do racismo, do machismos e do patriarcado, cursos e ações como essa da Rede de Mulheres Negras são de extrema importância e nos dão um gás”.</p>



<p>A grade do curso conta com <a href="https://www.tre-pe.jus.br/imprensa/noticias-tre-pe/2022/Junho/eje-promove-curso-sobre-propaganda-eleitoral-violencia-politica-de-genero-e-combate-a-fake-news" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>aulas sobre violência política e de gênero, fake news</strong></a> e uso das redes sociais, além de um treinamento prático voltado para entrevistas em diferentes meios de comunicação, como TV, rádio e jornais impressos. As pré-candidatas também participarão de uma sessão de fotos para compor seus materiais de campanha.</p>



<p><strong>Confira a programação completa:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Quinta-feira (9)</strong></li>
</ul>



<p>Discussão sobre Direito Eleitoral: propaganda eleitoral, violência política de gênero e fake news, no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco;</p>



<p>Sessão de fotos com Rennan Peixe.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sexta-feira (10)</strong></li>
</ul>



<p>Curso sobre a importância do exercício da fala pública das mulheres negras ministrado pelas jornalistas Ana Veloso e Nataly Queiroz.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sábado e domingo (11,12)</strong></li>
</ul>



<p>Exercícios práticos de entrevista para TV, rádio e impressos;</p>



<p>Discussão sobre os elementos de planejamento de comunicação para as campanhas e o uso das redes sociais.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/coalizao-negra-lanca-projeto-para-impulsionar-candidaturas-do-movimento-negro-e-declara-apoio-a-lula/" class="titulo">Coalizão Negra lança projeto para impulsionar candidaturas do movimento negro e declara apoio a Lula</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/poder/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Poder</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
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		<title>Com recursos de acessibilidade e touch screen, novas urnas eletrônicas chegam a Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/com-recursos-de-acessibilidade-e-touch-screen-novas-urnas-eletronicas-chegam-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[TRE]]></category>
		<category><![CDATA[urnas eletrônicas]]></category>
		<category><![CDATA[votação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) recebeu o primeiro lote das novas urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2022. Os equipamentos foram recebidos e inspecionados pelo presidente em exercício do TRE-PE, desembargador André Guimarães, em uma coletiva de imprensa realizada no depósito de urnas do órgão eleitoral. As urnas eletrônicas modelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) recebeu o primeiro lote das novas urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2022. Os equipamentos foram recebidos e inspecionados pelo presidente em exercício do TRE-PE, desembargador André Guimarães, em uma coletiva de imprensa realizada no depósito de urnas do órgão eleitoral.</p>



<p>As urnas eletrônicas modelo 2020 possuem um processador dezoito vezes mais rápido que o modelo anterior e contam com teclas de duplo fator de contato, que permite ao próprio dispositivo acusar erro em caso de algum mau contato ou curto-circuito.</p>



<p>Além disso, a nova urna eletrônica possui inovações em termos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva. Agora, o equipamento dispõe de uma apresentação de intérprete de Libras na tela, para indicar quais cargos estão em votação. A sintetização da voz foi aprimorada e também serão anunciados os nomes de suplentes e vices, além de ser possível cadastrar um nome fonético (soletrado). Outra novidade é o terminal do mesário que passa a ter uma tela sensível ao toque (touch screen) no lugar do teclado físico.</p>



<p>“A eleição de urna eletrônica sempre foi confiável e transparente. Isso é um fato absolutamente comprovado desde o ano de 1996, quando as urnas passaram a integrar o nosso sistema eleitoral. À proporção que o tempo foi passando, ficou ainda mais segura, confiável e transparente, permitindo uma eleição íntegra e confiável&#8221;, declarou André Guimarães ressaltando os avanços técnicos no processo eleitoral.</p>



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	                                        <p class="m-0">Novas urnas eletrônicas, modelo 2020, trazem inovações em termos de acessibilidade. Crédito: Marcelo Dettogni/TRE-PE</p>
	                
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<p>As urnas do modelo 2020 que chegaram a Pernambuco serão majoritariamente utilizadas nos locais de votação da Região Metropolitana. A previsão é de que 35,9% das urnas utilizadas nas Eleições 2022 sejam do modelo mais recente, porém os demais modelos &#8211; dos anos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015 -, também farão parte do pleito. O primeiro lote recebido pelo estado tem 1,3 mil novas urnas e a expectativa é que outros dois lotes sejam enviados nos próximos dias.</p>



<p>O TRE-PE declarou que, independente do modelo, todas as urnas eletrônicas são oficiais da Justiça Eleitoral e apresentam os requisitos de segurança e legitimidade de apuração de votos. O órgão reforçou ainda que todas as etapas que integram o Ciclo de Transparência Democrática, que diz respeito aos momentos de inspeção e acompanhamento antes, durante e depois da votação, estão mantidos e que todas as urnas utilizam o que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumos digitais, para garantir a segurança certificada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-recursos-de-acessibilidade-e-touch-screen-novas-urnas-eletronicas-chegam-pernambuco/">Com recursos de acessibilidade e touch screen, novas urnas eletrônicas chegam a Pernambuco</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Justiça Eleitoral de Jaboatão tenta barrar foto na urna de mulher preta de terreiro</title>
		<link>https://marcozero.org/justica-eleitoral-de-jaboatao-tenta-barrar-foto-na-urna-de-mulher-preta-de-terreiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2020 00:14:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[candidaturas coletivas]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres pretas]]></category>
		<category><![CDATA[TRE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além da ofensiva contra as candidaturas coletivas, a Justiça Eleitoral tentou barrar a foto na urna de uma mulher preta de terreiro candidata em Jaboatão dos Guararapes. A alegação era de que, por estar com brincos grandes e contas (“colares”), Janielly Azevedo (Psol-PE), da chapa Revolução Preta, com a cocandidata Letícia Carvalho, desrespeitava a legislação. [&#8230;]</p>
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<p>Além da <a href="https://marcozero.org/justica-eleitoral-lanca-ofensiva-contra-candidaturas-coletivas/">ofensiva contra as candidaturas coletivas</a>, a Justiça Eleitoral tentou barrar a foto na urna de uma mulher preta de terreiro candidata em Jaboatão dos Guararapes. A alegação era de que, por estar com brincos grandes e contas (“colares”), <a href="http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/24570/170000968996">Janielly Azevedo</a> (Psol-PE), da chapa Revolução Preta, com a cocandidata Letícia Carvalho, desrespeitava a legislação.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Foto de Janielly (Psol-PE), da chapa Revolução Preta, na urna</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Segundo o juiz eleitoral da 147ª Zona Eleitoral Lauro Pedro dos Santos Neto, a foto apresentada não foi aceita por estar “com adornos”. Acontece que a mesma legislação assegura “a utilização de indumentária e pintura corporal étnicas ou religiosas”. Além de que o “adorno” usado por Janielly está em parte dentro da roupa e não faz qualquer referência ao partido político ou à coligação e muito menos dificulta a identificação da candidata.</p>



<p>Confira o que diz o trecho do art. 27, inciso II, da Resolução TSE nº 23.609/2019:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>d) características: frontal (busto), com trajes adequados para fotografia oficial, assegurada a utilização de indumentária e pintura corporal étnicas ou religiosas, bem como de acessórios necessários à pessoa com deficiência; vedada a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitor.</em></p></blockquote>



<p>“Sou mulher de terreiro, Jeje-Nagô, do candomblê e juremeira do Terreiro das Salinas, em São José da Coroa Grande (Litoral Sul de Pernambuco), há pelo menos 15 anos. Meu casamento foi na tradição e minhas filhas também são criadas na tradição. O meu sagrado nos detalhes é muito importante, as voltas fazem parte da minha construção política”, argumenta Janielly. “É preciso atestar que o estado é laico, não existem só pastores e irmãos e irmãs, e que é necessário construir um poder legislativo que alcance a todos”, critica.</p>



<p>A candidatura precisou parar todo o trabalho gráfico, as impressões e as agendas de live por causa da intimação, que também solicitou mudança no nome na urna, que, segundo o juiz, também infringia a legislação eleitoral. A defesa alegou que a própria legislação permite o uso da indumentária religiosa e que a foto escolhida atende a todos os requisitos. O pedido foi acatado pelo juiz Lauro Pedro dos Santos Neto nesta quinta-feira (15) e a candidata conseguiu manter a foto.</p>



<p>Na avaliação da advogada eleitoralista Yanne Teles, a questão em torno da foto e do nome são colocadas de uma forma subjetiva e discricionária. Ela reforça que a primeira parte do inciso da lei permite que se use, por exemplo, as contas, como no caso de Janielly. “Além disso, o ‘adorno’ tem uma cor neutra, não tem cor ao ponto de caracterizar o partido nem número para caracterizar a legenda”, acrescenta. Yanne alerta que esse tipo de situação pode ser enquadrada como uma violação aos direitos da candidata.</p>



<p>A questão do nome ainda está tramitando. Por enquanto, o novo nome na urna da chapa Revolução Preta é Janielly Azevedo. Um novo pedido de mudança, para Janielly da Revolução Preta, ainda está em análise.</p>



<p>O movimento para tentar barrar as candidaturas coletivas na justiça têm argumentos semelhantes: a iniciativa feriria a legislação que fala sobre nome e foto na urna e poderia confundir o eleitorado e não há previsão legal para esse tipo de chapa. Porém, por outro lado, também não há proibição.</p>



<p>Existe, portanto, um vácuo. Há uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso (nº 379/17), da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), para legitimar os mandatos compartilhados, mas a matéria ainda está em tramitação.</p>
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		<title>O que mudou para as eleições de 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 20:47:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como toda eleição, a deste ano também está repleta de novidades e com mudanças nas regras. Algumas delas estão relacionadas à pandemia do coronavírus, que já matou quase 145 mil brasileiros. Na disputa para prefeituras e câmeras municipais, é bom ficar por dentro das mudanças já anunciadas. Confira!Mudanças de data e horário &#8211; O primeiro [&#8230;]</p>
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<p>Como toda eleição, a deste ano também está repleta de novidades e com mudanças nas regras. Algumas delas estão relacionadas à pandemia do coronavírus, que já matou quase 145 mil brasileiros. Na disputa para prefeituras e câmeras municipais, é bom ficar por dentro das mudanças já anunciadas. Confira!<br><br><strong>Mudanças de data e horário &#8211;</strong> O primeiro turno ficou para o dia 15 de novembro e o segundo turno tem data marcada para 29 de novembro. Só há segundo turno quando nenhum dos candidatos à prefeitura obtiver no primeiro turno 50% + 1 do total de votos válidos em cidades com mais de 200 mil eleitores. A votação neste ano terá uma hora a mais: das 7h às 17h.<br><br><strong>Cotas raciais &#8211;</strong> O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu para 2022 as cotas raciais nas eleições. Mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandovski, em decisão liminar atendendo consulta do PSol, antecipou a cota para as eleições deste ano.<br><br>Pela decisão, a verba do fundo eleitoral deve ser distribuída de maneira proporcional à quantidade de candidatas (os) negras (os) e branca (os) &#8211; levando em conta a quantidade total de candidaturas de cada gênero.  Por exemplo, se tiverem 100 mulheres, sendo 20 negras, as negras têm que receber 20% da verba. A mesma regra valerá para a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio. A cota eleitoral racial deve ser levada para votação no plenário do STF ainda nesta semana.<br><br><strong>Coligações &#8211; </strong>É a primeira vez que candidatas e candidatos às câmeras municipais não poderão concorrer por meio de coligações, mas apenas em chapa única. Para a prefeitura, porém, segue a possibilidade da união de diferentes partidos em apoio a uma única (o) candidata (o).<br><br><strong>Candidaturas coletivas &#8211;</strong> Não há norma jurídica que permita a candidatura compartilhada. Apesar da campanha ser coletiva, apenas uma pessoa é oficialmente candidata e apenas uma é eleita. &#8220;Vejo com muita simpatia a candidatura compartilhada. Pessoas especializadas em saúde pública, transporte possam convergir esforços para melhorar a situação da coletividade. Isso é fantástico. Todavia, somente uma pessoa será habilitada a participar das eleições&#8221;, disse o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco Frederico Neves, em coletiva de imprensa na sexta-feira. Há uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema, mas ainda não foi votada.<br><br><strong>Idosos na votação &#8211; </strong>O voto é obrigatório para todos os brasileiro entre os 18 e 70 anos. Mesmo na pandemia do coronavírus. Para quem tem mais de 60 anos o TSE estabeleceu prioridade nas filas de votação das 7h às 10h.<br><br><strong>Campanha nas redes sociais &#8211; </strong>Impulsionamentos e propaganda pagas são permitidos, respeitando a lei, com identificação de quem fez a solicitação e com o nome de &#8220;propaganda eleitoral&#8221;. Disparos em massa, em qualquer meio, estão proibidos. Listas de transmissão de WhatsApp, e quaisquer outras possibilidades oferecidas legalmente pelos aplicativos, estão liberadas. <br><br><strong>Regras sanitárias &#8211;</strong> A Secretária de Saúde de Pernambuco deve divulgar um protocolo técnico de medidas sanitárias que devem ser seguidas para a realização das campanhas. Aglomerações não deverão ser permitidas, como já foi definido pela Justiça Comum no Agreste. A punição para os candidatos e partidos que promoveram aglomerações ainda estão sendo debatidas. <br><br>&#8220;Há estudos de colegas do Ministério Público de outros estados de até impugnar a candidatura dessas pessoas. Se houver possibilidade legal, iremos usar essa ferramenta. Quem faz isso (desobedece às regras sanitárias) tem que se submeter a todas as punições possíveis. Não pensem que vai ficar impune. Pode ficar inelegível e, se eleito, até perder o cargo&#8221;, garantiu o procurador geral eleitoral Wellington Saraiva, em coletiva de imprensa. Nas filas de votação, todos devem usar máscaras e respeitar a distância mínima de 1 metro.<br><br><strong>Campanha nas ruas &#8211; </strong>Outdoors são proibidos. Plotagem de carros também. Adesivos podem ter no máximo meio metro quadrado, com exceção do vidro traseiro de carros, que podem ser totalmente cobertos. Comitês e sedes de partidos também podem ser pintados. &#8220;A distribuição gratuita de brindes, como bonés, camisas e chaveiros, permanece proibida&#8221;, explicou a juíza auxiliar de propaganda eleitoral Virgínia Gondim na coletiva. <a href="http://www.tre-pe.jus.br/eleicoes/eleicoes-2020/arquivos-eleicoes-2020/tre-pe-cartilha-pode-x-nao-pode-eleicoes-2020/rybena_pdf?file=http://www.tre-pe.jus.br/eleicoes/eleicoes-2020/arquivos-eleicoes-2020/tre-pe-cartilha-pode-x-nao-pode-eleicoes-2020/at_download/file">Confira aqui a cartilha sobre o que pode e o que não pode na campanha eleitoral</a>.<br><br><strong>Desinformações &#8211;</strong> Foi criado um grupo de WhatsApp com representantes do TSE e dos 27 tribunais regionais do Brasil. O grupo também conta com representantes de empresas privadas, como WhatsApp e Facebook, para dar celeridade às ações contra <em>fake news</em>. &#8220;O poder judiciário sozinho não resolve o problema. É preciso que a comunidade, o cidadão pernambucano esteja comprometido com a verdade e possa colaborar com a justiça eleitoral, denunciando as irregularidades&#8221;, afirmou o presidente do TRE-PE.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Como denunciar</strong></p><p>As irregularidades nas eleições 2020 podem ser denunciadas pelo aplicativo<strong> Pardal</strong>, do Tribunal Superior Eleitoral. Há também neste ano um número do Ministério Público Federal para encaminhamento das denúncias: : 99679-0221 (só WhatsApp). As denúncias ainda podem ser feitas pelo <a href="http://www.tre-pe.jus.br/o-tre/ouvidoria/ouvidoria">site da ouvidoria do MPF.</a><br></p></blockquote>
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		<title>Ato número 1: censurar as universidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 21:24:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>CENSURADO é o letreiro de uma faixa estendida na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Às vésperas do segundo turno das eleições que trouxerem ao debate público a ameaça do autoritarismo e da censura, ambos representados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), a Justiça Eleitoral cumpriu o papel de anunciar como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[CENSURADO é o letreiro de uma faixa estendida na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Às vésperas do segundo turno das eleições que trouxerem ao debate público a ameaça do autoritarismo e da censura, ambos representados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), a Justiça Eleitoral cumpriu o papel de anunciar como pode ser o governo do capitão reformado, caso alcance a vitória nas urnas.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/direito-uff-antifascista.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-11532" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/direito-uff-antifascista-300x225.jpg" alt="direito uff antifascista" width="300" height="225"></a>Na última terça-feira (23), a UFF foi notificada para retirada da faixa, no mesmo local, em que se lia &#8220;Direito UFF Antifacista&#8221;. A instituição não foi a única. Casos como esse aconteceram em outras universidades pelo país e acenderam um alerta na comunidade estudantil e de professores. Até o momento, mais de 30 centros universitários sofreram algum tipo de ação judicial ou política com recolhimento de materiais, proibição de eventos acadêmicos ou dentro dos campi.

A investida nos últimos dias em diversas universidades no país levantou a desconfiança de que as ações dos TREs foram enviesadas para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro e silenciar seus opositores.

&#8220;Não sabemos até o momento se essa simultaneidade e abrangência se deve a uma ação coordenada de denúncias ou a uma ação planejada das forças policiais. Alguns dos alvos foram atividades ou materiais que poderiam ser caracterizadas como propaganda irregular, mas houve muitos relatos de abusos, incluindo análises de filmes, cursos de história e documentos em defesa da democracia&#8221;, relatou Pablo Ortellado, professor da USP, que está reunindo denúncias pelas redes sociais.

Em nota, a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro defendeu que manifestações em favor da democracia ou contra o fascismo não configuram propaganda eleitoral e fez recomendação às universidades para que assegurem a liberdade de expressão no mundo acadêmico. No texto, a defensoria reforça a autonomia das universidades para a realização de debates &#8220;sem qualquer cerceamento no exercício do livre direito à expressão, independentemente de posição político-ideológica, ainda que haja debates sobre o quadro eleitoral vigente, o que não se constitui propaganda político-eleitoral&#8221;.

No Twitter, o professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro João Felippe Cury disse que existe uma &#8220;caça às bruxas&#8221; do TRE. &#8220;Não há isonomia. Há caça às bruxas. O TRE não fez força tarefa nas Igrejas que claramente apoiavam o Bolsonaro cometendo crimes eleitorais aos montões. O elo visível foi o espetáculo nas universidades. O que eles ignoram é a força da resistência. O caminho é resistir e testemunhar.&#8221;

<strong><a href="http://marcozero.org/professor-abordado-por-policiais-em-universidade-do-para-diz-que-e-preciso-reagir/"><span style="color: #0000ff;">Professor abordado por policiais em universidade do Pará diz que é preciso reagir</span></a></strong>

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, também <a href="http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/temas-de-atuacao/direitos-humanos/atuacao-do-mpf/nota-publica-sobre-direitos-constitucionais-assegurados-a-comunidade-discente-e-docente-de-universidades-brasileiras">publicou uma not</a>a nesta sexta-feira (26) sobre o caso e chamou atenção para a diferença entre proibir propaganda eleitoral e censurar o debate de ideias em espaços públicos.
<blockquote>&#8220;Conceber que o repúdio ao fascismo possa representar o apoio a uma determinada candidatura seria admitir que a Constituição brasileira endossaria tal forma de regime, o que é inaceitável. Em realidade, poderia se criticar uma manifestação anti-fascismo por platitude num cenário de normalidade democrática, mas em hipótese alguma de propaganda a uma candidatura. Uma interpretação em favor da proibição de manifestações dessa natureza é uma ladeira escorregadia e, em breve, se poderia alegar que qualquer símbolo ou manifestação solidária ou trivial está associado a candidaturas. Até mesmo a simples presença de crucifixos em ambientes públicos poderia ser considerada um posicionamento contra, por exemplo, candidatos judeus ou ateus&#8221;, critica o documento do MPF.</blockquote>
Sem arrodeios, o documento considera que a Justiça Eleitoral passou dos limites ao interpretar manifestações como “Marielle Franco presente” e “Ditadura nunca mais” como posicionamentos político partidários. &#8220;A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) entende que são potencialmente incompatíveis com o regime constitucional democrático iniciativas voltadas a impedir a comunidade discente e docente de universidades brasileiras de manifestar livremente seu entendimento sobre questões da vida pública no país – tais como as que ocorreram nos últimos dias 23 a 25 de outubro, em mais de uma dezena de universidades brasileiras&#8221;, argumentou.
<h2><b>Como deveria agir a Justiça Eleitoral</b></h2>
Em meio às denúncias nas universidades, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) publicou uma nota de esclarecimento sobre notificação que recebeu da Justiça sobre atividades realizadas no campus. Ao contrário do que houve em outros locais, a Unicap foi notificada de modo padrão, com base § 2º do art. 37 da Lei nº 9.504/97, que demanda que a instituição “fiscalize e não permita a veiculação/divulgação de toda e qualquer forma de propaganda eleitoral”.

Manoel Moraes, professor e titular da Cátedra Dom Helder Camara de Direitos Humanos UNESCO/UNICAP, explicou que a natureza do que aconteceu com a Unicap é diferente das ações em outros estados e universidades. Segundo ele, a ação está dentro da normalidade da Justiça Eleitoral. &nbsp;&#8220;Essas medidas são resultado de um programa chamado Pardal em que a pessoa notifica dizendo que está tendo campanha em algum lugar. A partir disso, o juiz despacha notificações. O que foge à razoabilidade é quando operações sistêmicas nas universidades federais&#8221;, explicou.

O posicionamento explica que foram realizados dois eventos não partidários, mas de natureza distinta, o que cumpriria um equilíbrio nas atividades dentro do campus. As atividades aconteceram em dias diferentes. &#8220;Se o debate aconteceu como a Universidade afirmou isso está totalmente dentro da legislação. Se abriu espaço para pessoas que defendem uma chapa falarem e depois para outras. Você tem uma troca de ideias no ambiente acadêmico e tem aí uma manifestação de liberdade de expressão das pessoas&#8221;, explica a advogada eleitoralista Luísa Leite, especialista em direito eleitoral pelo ESA/TRE-PE.

&#8220;Eu acredito que a pessoa que fez a denúncia só viu um dia de debate. Como as eleições estão polarizadas acho que a universidade agiu bem em dar espaço a uma e depois a outra&#8221;, ponderou a advogada.

Para evitar a circulação de boatos, a Unicap afirmou em nota que &#8220;a referida Notificação foi deflagrada por denúncia realizada, a partir de debates realizados por iniciativa de estudantes e professores da Unicap, no dia 16.10.2018, no hall do Bloco G, supostamente em prol de uma das candidaturas à Presidência da República. Cumpre assinalar que, no dia 18.10.2018, militantes da outra candidatura se dirigiram ao mesmo local, também para a realização de debates, em apoio à candidatura que defendem&#8221;. Para evitar questionamentos como esse, a instituição também afirmou que evitou, nestas eleições, pedidos para outros eventos de candidaturas estaduais e nacional.

&#8220;O caso aqui foi um pouco diferente dos casos que ocorreram em outras universidades. Lá o que estava se fazendo era manifestações genéricas em prol da democracia, contra o fascismo. Isso é um ponto de diferença do que houve na Unicap&#8221;, alertou a advogada.<p>O post <a href="https://marcozero.org/ato-numero-1-censurar-as-universidades/">Ato número 1: censurar as universidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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