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	<title>Arquivos volta às aulas - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Feb 2024 12:45:44 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos volta às aulas - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário crítico, porém, não impediu que o governo mantivesse a volta às aulas no presencial nesta quinta-feira. São cerca de 580 mil estudantes matriculados. Mas há dúvidas se essa volta vai se manter pelas próprias semanas, ou dias, com o afastamento de profissionais da educação já mudando o formato da volta às aulas na rede municipal do Recife.<br><br>Várias cidades pernambucanas adiaram a volta ou decidiram apenas pelo formato híbrido. A prefeitura do Recife foi uma das que apostou em um volta presencial, mas a escalada da variante ômicron se impôs. Ao invés de 92 mil alunos de volta às salas de aula nesta semana, a prefeitura foi obrigada a mudar os planos por conta do altíssimo número de professores e funcionários afastados por conta da covid-19. Aproximadamente 22 mil alunos voltaram para as escolas.<br><br>Neste ano, a alta de casos começou mais cedo, fazendo com que o início do calendário escolar coincida com o que o governo considera ser o pico dessa nova onda do coronavírus, embora ela ainda possa se se manter em patamares altos pelas próximas semanas. Por conta da escalada da ômicron, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) solicitou que as aulas fossem adiadas. Não foi atendido pelo governo.<br><br>No ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), 92% dos alunos retornaram para as aulas presenciais. A presidente do Sintepe, Ivete Caetano, critica o protocolo contra a covid-19 adotado pela secretaria, que foi atualizado ano passado. &#8220;Não há mais distanciamento entre o alunos. Isso foi retirado no último protocolo&#8221;, diz. Outra reclamação é que, embora no protocolo conste que deve se favorecer ambientes arejados e ventilados, não houve adaptação ou readequação da estrutura das escolas nesses dois anos de pandemia. &#8220;Nada foi feito nesse sentido&#8221;, afirma.<br><br>Para ela, os surtos serão inevitáveis. &#8220;Os casos graves diminuíram por conta da vacinação, mas sabemos que é uma variante muito mais contagiosa. A vacinação freia o agravamento, mas não impede que as pessoas fiquem doentes. Vão acontecer muitos surtos nas escolas. E naturalmente as escolas vão ter muita dificuldade de manter as aulas. Há unidades com 400, 600, até mil estudantes que estão voltando sem distanciamento dentro das salas de aulas&#8221;, revela a presidente do Sintepe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guerra desigual</h2>



<p>O sindicato deflagrou hoje uma paralisação, pela questão sanitária, mas há poucas esperanças de que os professores consigam ficar fora das salas de aula. &#8220;Ano passado, também na pandemia, a Justiça declarou a ilegalidade da nossa greve. Temos um governo e um judiciário que são plenamente a favor das aulas presenciais, mesmo que isso custe a saúde dos trabalhadores, alunos e famílias. É uma guerra desigual&#8221;, diz.<br><br>De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os estudantes também podem continuar optando pelo ensino remoto, na <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/">plataforma Educa-PE</a>, que está disponível desde 06 de abril de 2020.</p>



<p>No próximo dia 11, o Sintepe e o governo terão nova rodada de negociações. Além do cumprimento do piso salarial da vacinação, o sindicato vai pedir a cobrança da carteira de vacinação para os alunos e mais informações sobre os dados de saúde dos trabalhadores e alunos da rede estadual. &#8220;Não sabemos, por exemplo, quantos alunos com comorbidades há na rede. No ensino híbrido, não sabemos quantos professores dão aula nesse modelo, não há professores exclusivos para essas aulas. Esse ensino remoto é praticamente inexistente&#8221;, diz.<br><br>Em nota à MZ, a SEE informa que neste ano, como desde 2020, há conteúdo ao vivo transmitido pela televisão e pela internet para o Ensino Médio e para o 9º ano do Ensino Fundamental &#8220;de segunda a sexta-feira e conta também com reprises em horários alternativos&#8221;. Para os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, só há as aulas gravadas, que são disponibilizadas na internet. A secretaria não informou se há professores exclusivos para esse formato, se há acompanhamento de carga horária, nem se as aulas gravadas foram atualizadas para o novo ano letivo.<br><br>&#8220;Por fim, as escolas podem adotar as suas próprias estratégias, a fim de alcançar o maior número possível de estudantes conforme a realidade de cada local. A orientação em geral é que, em caso de sintomas ou opção pelo ensino remoto, os responsáveis devem procurar a direção da escola para explicar os motivos e definir o melhor modelo a ser adotado para o estudante&#8221;, diz a nota da secretaria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Distanciamento foi retirado do protocolo de volta às aulas. Crédito: Kleyvson Santos/SEE-PE</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Volta às aulas é terreno para explosão de casos</h3>



<p>A pandemia continua em plena aceleração em Pernambuco. Nesta quinta-feira, o secretário de saúde André Longo afirmou que a positividade geral nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) saltou de 37% para 51%. Em Gravatá, no Agreste do estado, esse índice chegou a 60% nesta semana. &#8220;Pelo que temos visto, acreditamos que metade da população de Gravatá está contaminada. É uma contaminação fora de controle. Para preservar as crianças que ainda não estão com a segunda dose, decidimos adiar as aulas. Não tem como abrir escolas nesse cenário&#8221;, afirma o secretário de saúde da cidade, José Edson de Souza.<br><br>Todo dia são disponibilizados 700 testes para a população gravataense, de mais de 85 mil habitantes. &#8220;Nos últimos dias, temos recebido até 400 testes positivos &#8220;, afirma José Edson.<br><br>O secretário também é presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e faz um alerta sobre a situação no interior do estado. &#8220;Assim como em outras ondas, começou pelo Recife e foi adentrando pelo agreste e sertão. Estamos vendo uma gravidade menor, com menos pessoas necessitando de UTI e quando precisam, é menos tempo, com uma semana já recebem alta. Mas há um problema grande de falta de médicos e leitos pediátricos. São poucas cidades que têm essa estrutura&#8221;, diz.<br><br>Para a epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Brito, o retorno das crianças às aulas deveria ser adiado em todo o estado. &#8220;Com a volta as aulas é inevitável a explosão de casos. Não se mede a gravidade de uma pandemia apenas pela virulência do vírus, a transmissibilidade também é essencial: mais transmissão, mais infectados, mais doentes, mais mortes&#8221;, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem exigência de vacinação contra covid-19</h4>



<p>Um levantamento da Agência Brasil aponta que, apesar do recorde de casos, 19 das 27 unidades da federação vão voltar com as aulas presenciais neste mês. O levantamento também coloca que a a vacinação dos alunos é trabalhada na maioria dos estados como recomendação. Mas São Paulo, Ceará, Amapá e Paraíba vão exigir a comprovação de conclusão do ciclo vacinal para as aulas presenciais.<br><br>O SEE optou por não cobrar a vacinação contra a covid-19, ainda que a maioria dos alunos da rede tenha mais de 12 anos &#8211; a vacinação para esse público começou no Brasil em setembro do ano passado. Em entrevista para redes de TV hoje, o secretário Marcelo Barros afirmou que pelo menos 60% dos alunos já se vacinaram com a segunda dose. No entanto, o painel de vacinação do Governo do Estado indica que a faixa de 12-17 anos está com menos de 45% de vacinados com a segunda dose.</p>



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	                                        <p class="m-0">Apenas 9% das crianças receberam a primeira dose em Pernambuco. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>Na faixa etária de 5 a 11 anos a situação de Pernambuco é uma das piores do Brasil. Menos de 9% das crianças receberam a primeira dose. Neste contexto de pouca vacinação e casos em alta, não é uma escolha fácil para as mães, pais e responsáveis levar ou não as crianças para escola.<br><br>Para os que decidem pelo ensino presencial, o infectologista Bruno Ishigami reforça as medidas de prevenção. &#8220;Que seja conversado em casa a importância do uso correto das máscaras. Se for fazer refeição, que seja em um ambiente ventilado, com menos crianças por perto, para diminuir o risco de contaminação. Se possível, conversar com as escolas para manter janelas abertas, portas abertas. Se necessário, colocar ventilador para melhor a ventilação e diminuir a chance de contaminação. Outra coisa que é interessante é de que, se houver caso sintomático, toda a escola seja avisada para ver a necessidade de isolamento e ver se vai restringir as aulas&#8221;, orienta.<br><br>Em nota, a SEE afirma que não vai exigir a vacinação contra a covid-19, mas vai incentivá-la. &#8220;Em relação ao comprovante de vacinação contra a Covid-19, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informa que a falta da vacina não será impedimento para os estudantes frequentarem as aulas presenciais. Mas, as escolas estão orientando os estudantes, pais e responsáveis sobre a importância da vacinação&#8221;.<br><br>Para Ishigami, essa postura é decepcionante. &#8220;Isso dá margem para o movimento antivacina no estado. Temos visto que esse movimento insiste que as vacinas fazem mal para as crianças, o que é uma grande mentira. As vacinas servem para proteger as crianças de formas graves e óbitos. Acho interessante cobrar até para estimular a vacinação&#8221;, afirma.<br><br>Dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após a aplicação de mais de 8,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 atestam a segurança do imunizante na faixa acima de 5 anos. Do total de vacinados, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor de cabeça ou dor no local da injeção. Não houve nenhum registro de óbito. </p>



<p>A doença, porém, pode ser letal também em crianças. <a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nota técnica da Fiocruz</a>, divulgada no final do ano passado, contabilizava 1.422 óbitos confirmados por covid-19 em crianças e adolescentes, sendo 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos. Em Pernambuco, dados do Governo do Estado contabilizam 124 óbitos na faixa etária abaixo de 19 anos, durante toda a pandemia.</p>



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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Universidades revisam plano de retomada presencial e não descartam adiamento</title>
		<link>https://marcozero.org/universidades-revisam-plano-de-retomada-presencial-e-nao-descartam-adiamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 21:16:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[H3N2]]></category>
		<category><![CDATA[omicron]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O crescimento do número de casos da covid-19, com a circulação da variante Ômicron e o surto de influenza A (H3N2), nos últimos dias, colocaram em risco a retomada das atividades presenciais no Brasil. Com o aumento da ocupação de leitos nas unidades de saúde, médicos e especialistas afirmam que já está na hora de [&#8230;]</p>
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<p>O crescimento do número de casos da covid-19, com a circulação da variante Ômicron e o surto de influenza A (H3N2), nos últimos dias, colocaram em risco a retomada das atividades presenciais no Brasil. Com o aumento da ocupação de leitos nas unidades de saúde, médicos e especialistas afirmam que já está na hora de revisar as medidas de restrições que foram afrouxadas nos últimos meses.</p>



<p>Entre as atividades que estão comprometidas com a possível retomada das restrições mais rígidas está a volta às aulas presenciais nos grandes centros de ensino. Na última semana, universidades do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais anunciaram a suspensão das atividades presenciais devido ao aumento de casos da covid-19.</p>



<p>Em Pernambuco, onde já existe a circulação da variante Ômicron e um surto de influenza A, as universidades mantêm o calendário de aulas em formato híbrido &#8211; com atividades presenciais e remotas, mas estudam a possibilidade de adiamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que dizem as instituições</h2>



<p>A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está com a volta para o ensino presencial marcada para o dia 31 de janeiro. As diretrizes do Conselho de Ensino da instituição determinam que pelo menos 70% das atividades devem ocorrer presencialmente e 30% da carga horária deve ser cumprida de forma remota e assíncrona. No entanto, a instituição afirmou que dentro dos próximos dias uma reunião será convocada para discutir a retomada. A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que está com a retomada de 60% das atividades presenciais marcadas para o dia 14 de fevereiro, também afirmou que o Conselho Universitário irá se reunir nos próximos dias e, dependendo do cenário, &#8220;a volta poderá ser modificada&#8221;.</p>



<p>Já a Universidade Católica de Pernambuco promoverá uma reunião na próxima terça-feira, dia 11 de janeiro, para revisar o plano de retomada às atividades presenciais, que estão previstas para começar no dia 14 de fevereiro. Com 60% dos componentes curriculares de todos os cursos previstos para retomar presencialmente no dia 21 de fevereiro, a Universidade de Pernambuco (UPE) optou por manter a retomada das atividades, mas afirmou que continuará monitorando a situação.</p>



<p>Todas as instituições contam com um protocolo de biossegurança para a retomadas das atividades presenciais, entre as medidas estão o uso obrigatório de máscaras, higiene frequente das mãos com álcool em gel e distanciamento social.  O comprovante de vacina está entre os assuntos que devem ser debatidos e revisados nos próximos dias pelas universidades e é determinante para o plano de retomada. </p>



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<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do <a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do <a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project</a>.</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Episódio #36: Os dilemas da volta às aulas e a “torta de climão” entre Bolsonaro e Biden</title>
		<link>https://marcozero.org/episodio-34-os-dilemas-da-volta-as-aulas-e-a-torta-de-climao-entre-bolsonaro-e-biden/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 15:39:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[podcast nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://marcozero.org/episodio-34-os-dilemas-da-volta-as-aulas-e-a-torta-de-climao-entre-bolsonaro-e-biden/">Episódio #36: Os dilemas da volta às aulas e a “torta de climão” entre Bolsonaro e Biden</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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<iframe title="Spotify Embed: Os dilemas da volta às aulas e a “torta de climão” entre Bolsonaro e Biden" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/7GhOeABrbX7ac4d1Kl4p05?si=YVYOMHdFSHuSWCNNWg4Qyw&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>No episódio desta semana, Carol Monteiro, Laércio Portela e Inácio França comentam as dificuldades do retorno às aulas presenciais em Pernambuco. Claro que há perda de qualidade e desigualdades no acesso ao ensino remoto, mas vale a pena arriscar a vida dos trabalhadores em educação e, também, dos estudantes e suas famílias?<br>No segundo bloco, a conversa é sobre o que esperar da relação entre Bolsonaro e Biden diante de uma intensa troca de cartas e promessas às vésperas da cúpula do clima.</figcaption></figure>
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		<title>Escola fundada por Paulo Freire não retoma aulas presenciais e pede que governo respeite a vida</title>
		<link>https://marcozero.org/escola-fundada-por-paulo-freire-nao-retoma-aulas-presenciais-e-pede-que-governo-respeite-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 22:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Capibaribe]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Câmara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se posicionar contra o retorno imediato das aulas em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus.</p>



<p>São aproximadamente 520 alunos distribuídos em turmas do ensino infantil a partir dos dois anos de idade até adolescentes cursando as séries do ensino fundamental 1 e 2, isso sem contar o corpo de funcionários das áreas pedagógicas, administrativas e de manutenção. Todos permanecem em casa, mesmo com a autorização do governo de Pernambuco para a retomada gradual das atividades educacionais das redes públicas e particulares, que começou nessa segunda-feira, 5 de abril.</p>



<p>O movimento do Instituto vai de encontro à pressão exercida pelo próprio setor privado, mas segue alinhado com a ciência. “Nesse momento, quando a gente verifica que a pandemia sai do controle, começa a ter um aumento expressivo de contágio e, o mais preocupante para gente, é a situação de saturação das redes hospitalares. A realidade é que as pessoas podem adoecer e certamente não terão como se cuidar, e nós não temos o direito de expor nossos funcionários, estudantes e suas famílias a isso. Achamos prudente permanecer com o trabalho remoto por mais 14 dias”, afirma a diretora do Instituto Capibaribe, Mônica Antunes Melo.</p>



<p>Assim como qualquer unidade educacional, o Instituto Capibaribe foi pego de surpresa com a pandemia em março do ano passado. Desde então, a escola montou um comitê que incluía, além dos nove integrantes do grupo gestor da instituição, representantes dos funcionários, das famílias, médicos, arquitetos e outros profissionais que pudessem contribuir com um plano de retomada das aulas presenciais. O trabalho da equipe foi provado com o retorno às salas de aulas em dezembro, quando se instalou o modelode ensino semipresencial com turmas divididas.</p>



<p>“Tivemos apenas um caso de um aluno com covid, que, graças ao monitoramento que realizamos na escola, confirmamos que o contágio aconteceu fora do Instituto. Mesmo assim suspendemos as aulas presenciais da turma por 14 dias. No nosso protocolo, as aulas estavam ocorrendo três vezes na semana de modo presencial, com distanciamento e toda segurança. A dificuldade maior é a questão pedagógica, pois para as professoras manterem o programa ora presencial ora virtual, exige muito esforço”, explica Mônica.</p>



<p>No início de março, diante do avanço da covid-19 no estado, o Instituto Capibaribe enviou uma carta ao governador de Pernambuco e ex-aluno da entidade, Paulo Câmara (PSB), fazendo um apelo para que o gestor tomasse as decisões necessárias “mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível”. O documento então reforça que é preciso o governo se posicionar de acordo com a ciência para defender a vida, mas a escolha do socialista foi o contrário.</p>



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	                                        <p class="m-0">Rodrigo Lins, pai de Lara, aluna do Instituto Capibaribe, concorda com a decisão da escola (crédito: arquivo pessoal)</p>
	                
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<p>Para o professor Rodrigo Lins, pai da aluna Lara Lins, de dois anos, a decisão da escola foi a melhor. Sem negar a dificuldade de manter a filha nas aulas online ao mesmo tempo que cuida do outro filho de apenas um ano, o docente destaca que a escolha agora deve ser tomada pensando no coletivo.</p>



<p>“Todos os meses a escola manda um questionário para decidirmos pela aula totalmente virtual ou semipresencial, a gente tá vendo que o contágio ainda está muito alto e as UTIs muito cheias, então manter as crianças em casa é a decisão correta”, comenta.</p>



<p>De acordo com Mônica, no momento uma professora e dois funcionários da limpeza estão com covid-19, todos estão bem e também sendo monitorados. “Seguimos trabalhando muito na organização dos programas das aulas online, que pelo menos três vezes por semana devem ser síncronas. Nossa previsão é voltar com o semipresencial no dia 19, até lá seguimos acompanhando a situação da pandemia”, diz a diretora.</p>



<p>Leia a íntegra da carta enviada ao governador Paulo Câmara:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>CARTA ABERTA AO GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO</p><cite>O Instituto Capibaribe é uma escola particular, sem fins lucrativos, localizada no bairro das Graças, que há 66 anos dedica-se ao desenvolvimento intelectual e à formação cidadã de crianças e de adolescentes na cidade do Recife. Com o nome em homenagem ao nosso Rio, escolhido pelo professor Paulo Freire, seu fundador e primeiro diretor, esta escola foi criada no berço dos ideais democráticos, sempre pautada pelos princípios da justiça, em direção ao bem da coletividade.<br><br>Considerando o papel social da escola como espaço não só de construção do conhecimento, mas, também, como um lugar de relações sociais que contribui para o equilíbrio emocional das crianças e dos/as adolescentes, neste tempo de pandemia, estamos mantendo o ensino semipresencial, seguindo as determinações do Governo do Estado. A importância do funcionamento das escolas, públicas e particulares, é evidente, e, portanto, deveriam ser consideradas como equipamentos essenciais, e terem sido incluídas no primeiro grupo a receber a vacina anti covid, com cobertura a todos funcionários/as. No entanto, ainda aguardamos uma iniciativa concreta por parte das autoridades governantes, em tratar os trabalhadores/as da educação, como prioritários para receberem a vacina e protegerem a si e aos outros/as no exercício de sua tarefa.<br><br>Neste momento, em que a pandemia avança e as redes hospitalares estão saturadas, inquieta-nos os riscos aos quais os funcionários/as se expõem, pela quantidade de pessoas com que convivem no trabalho, e, também, nos trajetos entre suas casas e a escola, principalmente aqueles/as que usam transporte coletivo, e que têm menos condições de fazer o distanciamento social.<br><br>Diante do exposto, preocupa-nos nossa obrigação de proteger a vida de toda a comunidade escolar e da população em geral. Estamos diante de um dilema entre continuar com aulas presenciais, de acordo com as orientações do Governo, e a consciência que temos da possibilidade real de estarmos colocando em risco a vida das pessoas, contribuindo para a aceleração dos contágios.<br>Por outro lado, acreditamos que, no cenário da pandemia, uma ação isolada não é suficiente para conter um problema que é de ordem coletiva.<br><br>Permaneceremos atentos/as, confiantes na responsabilidade do Governo do Estado em adotar os encaminhamentos necessários, mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível, como vem sendo anunciada por diversos cientistas reconhecidos, caso não se pense em fazer um lockdown efetivo.<br><br>A coragem em defender a vida no momento presente é fundamental para diminuirmos as consequências do problema que estamos acumulando para um futuro próximo. Cada vida perdida é uma história, é um filho/a, um irmão/ã, um pai/mãe. Acreditamos que a vida de todos/as precisa ser preservada, para que tudo mais venha a ter sentido.<br><br>Por fim, apelamos à Vossa Excelência e às demais autoridades, que avaliem a situação do Estado de Pernambuco à luz da Ciência, que escutem os /as profissionais especializados/as em saúde pública, e atuem em defesa da vida, frente à pressão do Mercado.<br><br>Atenciosamente,<br><br>Direção do Instituto Capibaribe<br>Recife, 12 de março de 2021<br></cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>
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		<title>Aulas presenciais recomeçam segunda-feira, mas governo não informa número de infectados em escolas</title>
		<link>https://marcozero.org/aulas-presenciais-recomecam-segunda-feira-mas-governo-nao-informa-numero-de-infectados-em-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 22:59:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilização]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[retomada]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com todos os dados epidemiológicos mostrando que Pernambuco vive o pior momento da pandemia de covid-19, a gestão Paulo Câmara (PSB) vai reabrir as escolas. Além de apostar na mesma estratégia do ano passado de uma retomada gradual e escalonada, o governo diz que seguirá um protocolo que tem como um dos eixos o [&#8230;]</p>
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<p>Mesmo com todos os dados epidemiológicos mostrando que Pernambuco vive o pior momento da pandemia de covid-19, a gestão Paulo Câmara (PSB) vai reabrir as escolas. Além de apostar na mesma estratégia do ano passado de uma retomada gradual e escalonada, o governo diz que seguirá um protocolo que tem como um dos eixos o monitoramento e a comunicação de casos de contaminação. No entanto, em pronunciamento virtual, nesta quarta-feira, 31 de março, o secretário de Educação, Marcelo Barros, não soube responder quantos profissionais e estudantes tiveram diagnóstico positivo para Sars-CoV-2 em um ano de pandemia.</p>



<p>“As escolas monitoram diariamente qualquer caso de suspeita [de contaminação] de estudantes e profissionais. Esses dados são enviados para as 16 Gerências Regionais de Educação, esses dados chegam ao comitê estadual contra a covid-19”, afirmou Barros. </p>



<p>A reportagem da <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> procurou o governo para saber qual o número de profissionais da educação e estudantes que foram infectados pelo coronavírus nos últimos 12 meses. Até a publicação desta matéria nenhuma resposta foi dada, mas caso as informações sejam enviadas o texto será imediatamente atualizado.</p>



<p>O secretário de Saúde, André Longo, confirmou o final da quarentena às 23h59min de quarta-feira, 31 de março, mas advertiu que o impacto de período de maior restrição só deverá ser percebido entre o décimo e o décimo-quarto dia após a retomada.</p>



<p>Cedendo à pressão dos empresários do setor educacional, o Governo de Pernambuco autorizou a retomada das aulas presenciais começando pelas escolas da rede particular. A partir de segunda-feira, 5 de abril, alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental – do 1º ao 5º ano – poderão retornar às salas de aula. O cronograma segue com os anos finais do ensino fundamental – 6º ao 9º anos – e as três séries do ensino médio, a partir do dia 12.</p>



<p>Nas escolas da rede estadual de ensino, onde os alunos naturalmente têm mais dificuldades de acompanhar as aulas remotas, as atividades pedagógicas, de forma presencial, voltarão a partir do dia 19 de abril apenas para o 3º ano do ensino médio, crianças da educação infantil e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.</p>



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	                                        <p class="m-0">Secretário de Educação explicou como os dados são coletados, mas não disse quais eram os números  (crédito: Heudes Regis/SEI)</p>
	                
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<p>A partir do dia 26, será a vez do 2º ano do ensino médio e das turmas do 8º e 9º anos do fundamental. Em 3 de maio, retornam os alunos do 1º ano do ensino médio e os do 6º e 7º ano da etapa fundamental.</p>



<p>Para as unidades educacionais de gestão municipal, o retorno poderá ocorrer a partir de 26 de abril, cabendo a cada prefeitura definir seu cronograma e sua metodologia de retomada das aulas presenciais. O ensino superior e as demais atividades pedagógicas que não foram mencionadas serão autorizadas já a partir da próxima segunda-feira.</p>



<p>“A decisão sobre retorno ou não dos estudantes às escolas é das famílias, devendo, portanto, o modelo híbrido ser uma opção para todos”, disse Barros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os números do sindicato</h2>



<p>Há uma semana, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) publicou o resultado de um levantamento realizado por meio de visitas a 132 escolas estaduais. Ao todo, foram informados 480 casos positivos de covid-19 tanto entre os profissionais da educação quanto entre os alunos. No entanto, esses números dizem respeito apenas ao período de 23 de fevereiro a 15 de março deste ano. Entre todas as escolas visitadas pela equipe do sindicato, 122 registraram algum caso da doença. Até 18 de março, 750 escolas estavam funcionando.</p>



<p>O relatório, porém, foi contestado pela secretaria estadual de Educação, que apontou inconsistência na contagem dos casos de uma das escolas, que teria seis casos a menos do que o informado. Mesmo diante da pequena discrepância, percentualmente irrelevante, o Sintepe decidiu realizar nova contagem, mas alertou em nota que “o número de casos é bem maior que o total levantado neste relatório”, pois foram identificadas escolas que relataram casos, mas que não souberam dizer a quantidade exata.</p>



<p>De acordo com a diretoria do sindicato, na maioria das vezes em que um caso de covid foi confirmado entre profissionais ou estudantes, a escola continuou funcionando: “em 80,4% dos casos as aulas na escola continuaram e em 19,6% dos casos a escola fechou.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/reabertura-das-atividades-em-pernambuco-atende-empresarios-e-preocupa-cientistas/" class="titulo">Reabertura das atividades em Pernambuco atende empresários e preocupa cientistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>



<p></p>
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		<title>Pressão das escolas privadas pela volta às aulas pode gerar efeito dominó na rede pública</title>
		<link>https://marcozero.org/pressao-das-escolas-privadas-pela-volta-as-aulas-pode-gerar-efeito-domino-na-rede-publica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 23:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada lugar tem uma realidade e cada realidade tem as suas especificidades. Por isso o assunto da volta às aulas na pandemia é tão complexo no Brasil e cada estado tem tomado medidas distintas. Porém, a preocupação com a rede pública de ensino é quase unânime em todo o país: profissionais da educação não estão [&#8230;]</p>
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<p>Cada lugar tem uma realidade e cada realidade tem as suas especificidades. Por isso o assunto da volta às aulas na pandemia é tão complexo no Brasil e cada estado tem tomado medidas distintas. Porém, a preocupação com a rede pública de ensino é quase unânime em todo o país: <a href="https://marcozero.org/incertezas-e-medo-na-preparacao-da-volta-as-aulas-na-rede-publica-de-pernambuco/">profissionais da educação não estão seguros com o retorno</a>. As escolas municipais, sobretudo as do interior, têm ainda mais dificuldade em se preparar para uma volta presencial.</p>



<p>Nesta segunda-feira (14), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), “após reunião do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19”, anunciou, em nota, que “decidiu prorrogar até o dia 22 (próxima terça), a suspensão das aulas presenciais na Educação Básica em todo o estado”.</p>



<p>O clima entre os pernambucanos é de ansiedade pelas próximas semanas para avaliar se haverá um crescimento na onda de contaminação depois do feriadão do 7 de Setembro. Até agora, Pernambuco totaliza 136.853 casos confirmados da Covid-19 e 7.888 mortes pela doença.</p>



<p>A medida do governador frustra novamente o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), que vem <a href="https://sinepe-pe.org.br/noticias/nota-oficial-do-sinepe-pe-sobre-o-pronunciamento-do-governador-paulo-camara-com-relacao-ao-retorno-das-atividades-escolares/">pressionando a gestão</a> e pedindo pela desvinculação do calendário entre escolas públicas e particulares. No último dia 3, o sindicato, que representa os donos de escolas privadas, protestou na porta do Palácio do Governo. A expectativa do presidente da entidade, José Ricardo Diniz, era que Paulo Câmara anunciasse um retorno progressivo nesta segunda (14).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais desigualdade</strong></h2>



<p>O temor é que a ação pela abertura das unidades privadas termine pressionando a rede pública. E, caso haja essa desvinculação pedida pelo Sinepe, a tendência é que cresça ainda mais a disparidade da desigualdade em educação, sobretudo com a proximidade do Enem. A aplicação do <a href="https://marcozero.org/enem-da-pandemia-reforca-apartheid-da-educacao-no-brasil/">exame em meio à pandemia reforça o apartheid da educação no Brasil</a>. A postura do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) continua sendo pelo não retorno.</p>



<p>“O sindicato defende que a volta às aulas só aconteça depois de serem aplicadas todas as medidas de segurança sanitária, que façam com que toda a comunidade escolar se sinta de fato segura para voltar às atividades presenciais. As condições nas escolas públicas não estão dadas para que possa ser anunciada uma data”, defende Heleno Araújo, diretor na Secretaria de Assuntos Educacionais do Sintepe e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.</p>



<p>Muitas unidades da rede de ensino enfrentam superlotação e problemas graves de infraestrutura. Há locais em que, por exemplo, os banheiros sequer têm torneira ou as pias estão quebradas. Isso sem contar com o aumento de circulação no transporte público. Até o momento, o governo não anunciou investimentos para readequação das unidades escolares e se há um plano de testagem e afastamento dos profissionais da educação eventualmente contaminados.</p>



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	                                        <p class="m-0">Heleno Araújo: Sintepe defende que a volta às aulas só aconteça com todas as medidas de segurança (crédito: Sintepe)</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>No estado do Amazonas, em dez dias do retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino, que aconteceu em 10 de agosto com o Ensino Médio, um total de <a href="https://www.cartacapital.com.br/educacao/em-10-dias-mais-de-600-professores-do-amazonas-testam-positivo-pra-covid-19/?utm_campaign=newsletter_carta_educacao_10092020&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station">619 professores positivaram para o novo coronavírus</a>, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), que aplicou uma política de testagem rápida no corpo docente. Isso equivale a 14% dos profissionais que retornaram às escolas.</p>



<p>O Amazonas, governado por Wilson Lima (PSC), foi o primeiro estado a reabrir as escolas públicas. Os números levaram o governador a suspender o retorno do ensino fundamental, previsto para 24 de agosto. O plano agora segue sem data.</p>



<p>Por outro lado, Manaus, primeira capital a retomar as aulas na rede privada de ensino, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/manaus-completa-2-meses-de-aulas-na-rede-privada-sem-casos-de-covid-19.shtml">completou dois meses sem casos da Covid-19</a>  nas escolas. No entanto, especialistas alertam que o caso não pode servir de parâmetro para outros locais.</p>



<p>“Até o momento, o governo de Pernambuco está segurando. Não sabemos até quando vão aguentar a pressão”, acrescenta Heleno, para quem todos serão prejudicados: “trabalhadores, trabalhadoras, estudantes e famílias, devido às precárias condições estruturais, sociais e ambientais das e nas escolas públicas”.</p>



<p>Numa queda de braço com a classe patronal, o Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro), que representa a categoria na rede privada, defende aulas presenciais só depois da pandemia. “Quem mais se interessa pela volta às aulas é o professor, mas ainda é um ambiente de insegurança. Temos uma categoria envelhecida, os riscos são muito grandes”, afirma o presidente do sindicato, Hemilton Bezerra.</p>



<p>“A retórica do Sinepe de que as crianças estão indo para as praias não é válida. Os filhos vão para a praia com os pais, cada família cuidando dos seus. Não é uma pessoa cuidando de 30, 40 alunos numa turma”, provoca Hemilton, para quem o protesto das escolas particulares foi “mercadológico e de pouco cuidado com a vida”.</p>



<p>O Sinpro não tem números sobre o quantitativo de demissões e perdas salariais, mas assegura que “o professor de rede privada fica entre o trabalho e a morte”. O dirigente também reforça que nem todas as escolas privadas têm condições de retornar cumprindo o protocolo com todas as medidas sanitárias, sobretudo no subúrbio e no Interior. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Realidade do Interior preocupa</strong></h2>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> também conversou com o coordenador estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação de Pernambuco (Uncme), Messias Souza, para quem o protocolo setorial é bem fundamentado, mas não está sendo acompanhado de ações para ser posto em prática.</p>



<p>“A questão de testagem, da identificação de profissionais do grupo de risco, poucas prefeituras estão fazendo isso. E boa parte sequer discute com os segmentos escolares uma possibilidade de retorno, alguns por displicência, mas a maioria por falta de recursos”, diz, destacando que a rede estadual, apesar dos percalços que pode sofrer, tem ainda um patamar muito distante em relação às redes municipais.</p>



<p>Messias não é contra a pressão das privadas pelo movimento de retorno, mas afirma que muitos prefeitos já estão dizendo que não vão voltar este ano e, se a rede estadual começar a retomar perto das eleições, pode haver tumulto nos municípios.</p>



<p>Uma pesquisa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Itaú Social e da Unicef, mostrou que 40% das escolas que responderam ao questionário, ou seja menos da metade, afirmaram já ter iniciado ou concluído seus protocolos de retorno. O levantamento envolveu 4.272 redes municipais, que representam 77% do total de municípios brasileiros e corresponde a 79% do total de matrículas das redes municipais do país.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sindicato das particulares vê incoerência do governo</strong></h3>



<p>Enquanto os sindicatos dos trabalhadores agem e fazem campanhas para proteger profissionais da educação e a comunidade escolar como um todo, José Ricardo Diniz, do Sinepe, diz que recebeu a notícia desta segunda (14) com “frustração” e está “procurando a coerência dos atos governamentais”. “Nesta reabertura recente, o que mais temos é o o descontrole em praias, feiras, lojões. E justamente os lugares em que há controle e observância das regras sanitárias não podem voltar”, provoca. Na avaliação dele, isso “mostra que, em Pernambuco, a educação não é prioridade”.</p>



<p>“Queremos entender: você abre o Ensino Superior e qual a diferença de um aluno que está entrando na universidade para um aluno que vai fazer o Enem agora? São dois pesos e duas medidas. Os alunos de cursos de idiomas, por exemplo, são também os alunos das escolas particulares. E aí vem a questão: por que não reabrir?”, pergunta José Ricardo.</p>



<p>Ele rebate o argumento de que o retorno das privadas sem a volta das públicas não seria justo por conta da desigualdade educacional. “O fosso existe e o ensino remoto ampliou isso. O retorno seria uma forma de você trazer para o campo presencial quem não tem acesso amplo ao remoto para eles continuaram a escolaridade”, defende.</p>



<p>“Muitos pais querem o retorno e nós queremos o direito à alternativa das famílias que desejam voltar sem prejudicar quem quer ficar no remoto”, explica. A pesquisa que o Sinepe preparou e espalhou na rede privada para saber a opinião das famílias ainda não foi compilada. Nesta terça-feira (15), o sindicato fará uma assembleia para avaliar e decidir sobre os próximos passos depois da manutenção da proibição de retorno.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mesmo preparada, escola teme retorno da educação infantil</strong></h4>



<p>A reportagem também conversou com a diretora administrativa da Escola Peralta, Dalva Melo, que fica em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife e tem cerca de 150 alunos. Apesar de estar preparada para o retorno às aulas desde a divulgação do protocolo setorial, a escola se preocupa com a realidade dos alunos mais novos. Ainda mais porque uma professora de matemática faleceu em decorrência do novo coronavírus, deixando o cenário da unidade mais delicado e ainda em luto.</p>



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	                                        <p class="m-0">Escola Peralta, em Casa Amarela.</p>
	                
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<p>“Como trabalhar com a educação infantil sem deixá-los próximos e sem trabalhar o coletivo? A escola é o coletivo. Como receber crianças que também tiveram perdas? É angustiante para o professor e para quem prepara a escola”, questiona. “Será uma escola proibitiva. Mas retornando, precisamos tentar fazer o melhor”, acrescenta.</p>



<p>“Os professores estão temerosos, as famílias que têm idosos também. Mas temos sobretudo as mães que precisam retornar ao trabalho e deixar os filhos em segurança em algum espaço. Também temos as escolas que estão prejudicadas com a evasão. São muitos pontos a considerar”, pontua Dalva.</p>



<p>Em pesquisa de opinião junto às famílias, a Peralta identificou que 70% delas tinham confiança nas medidas tomadas pela escola, mas, ainda assim, não iriam retornar à modalidade presencial. A instituição, mesmo com um grupo pequeno de famílias que pediram o retorno, decidiu que irá manter as duas modalidades, caso a presencial volte, e os pais ficam livres para decidir.</p>



<p>Por conta da pandemia, as turmas da Educação Infantil tiveram a saída de 50% dos alunos. Isso sem contar com as famílias que fecharam negociação na tentativa de manter as matrículas. Dalva explica que é preciso manter o vínculo, sobretudo no caso das escolas de menor porte, por conta da concorrência com as maiores.</p>
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		<title>Não volta às aulas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thiko Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2020 16:23:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Charge]]></category>
		<category><![CDATA[charge]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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		<title>Episódio #14: Quem vai assumir os riscos da volta às aulas presenciais?</title>
		<link>https://marcozero.org/episodio-14-quem-vai-assumir-os-riscos-da-volta-as-aulas-presenciais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2020 16:51:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia e economia]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://marcozero.org/episodio-14-quem-vai-assumir-os-riscos-da-volta-as-aulas-presenciais/">Episódio #14: Quem vai assumir os riscos da volta às aulas presenciais?</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Quem vai assumir os riscos da volta às aulas presenciais?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2YjyFSodTMkvzIRpcceoul?si=gDv3_dpYQu-wUTtaKMwy9w&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>A decisão de reabrir ou não as portas de escolas e universidades é um dos maiores desafios da pandemia. Protocolos de distanciamento social e uso de máscaras dentro das salas de aula não são suficientes para dar conta desta volta, que mexe também com o transporte público, com a volta definitiva dos responsáveis ao trabalho, com a vida e a saúde não apenas das famílias dos estudantes mas, sobretudo, de professores e funcionários da Educação. Nesta edição, Carol Monteiro, Raíssa Ebrahim, Inácio França e Lula Pinto discutem também o desemprego no País e o futuro da economia pós-pandemia no Brasil.</figcaption></figure>
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		<title>A dor que não pode se repetir: isolado na UTI aos 11 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2020 14:54:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[INFÂNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[meningite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Amy Gusmão* Ano Solar 1978 d.c, o ano em que a meningite assolou. Eu tinha 11 anos. E fiquei isolado em um hospital, foram quase 30 dias entre a vida e a morte. Mas, graças a Deus,  tive a chance de recomeçar. Sinto que Ele me disse “vai garoto, viva a vida, mas não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Amy Gusmão*</strong></p>



<p>Ano Solar 1978 d.c, o ano em que a meningite assolou. Eu tinha 11 anos. E fiquei isolado em um hospital, foram quase 30 dias entre a vida e a morte. Mas, graças a Deus,  tive a chance de recomeçar. Sinto que Ele me disse “vai garoto, viva a vida, mas não escutarás o som do mundo, apenas o som do seu coração”. E assim foi. Eu fiquei surdo. Hoje,  amo esse silêncio cheio de sons do meu coração.</p>



<p>Na UTI, lembro quando acordei: primeiro veio uma grande luz e, como uma página em branco, a vida começou a desenhar os objetos. Vi os equipamentos, como também meu braço recebendo soro. Era noite quando acordei e meu primeiro pensamento foi “Cadê mamãe? Cadê papai?”. Não havia ninguém ao meu lado, apenas a solidão me olhava.</p>



<p>Não lembro quanto tempo demorou para a enfermeira aparecer. Da UTI, fui para uma enfermaria de um hospital público, onde fui muito bem cuidado. Mas a questão não é essa: a questão é ter 11 anos, acordar para a vida e seus pais não estarem ao lado; a questão é passar horas e horas sozinho, apenas com os aparelhos ao seu lado,cercado por pessoas que você não conhece.</p>



<p>Hoje, sou pai e não esqueço essa experiência de ficar noites com as luzes da enfermaria acessa, vendo gente ao meu lado fechar os olhos e virar estrelas. Ali, meu céu era um teto branco de hospital. Naquela idade não conseguia compreender a ausência dos meus amados pais &#8211; onde eles estavam? Porque não vinham me ver? O que eu fizera para eles me deixarem ali sozinho?</p>



<p>A ausência fraterna da família era o que me causava a maior dor. Criança, não conseguia compreender tudo o que acontencia, o que se passava comigo. A solidão do hospital, por mais atenção que você receba dos enfermeiros e médicos nunca vai substituir a essência do amor dos pais.</p>



<p>Eu, que tive muitos medos, que chorei muitas noites, que me senti sozinho mesmo com todo o carinho da equipe médica, sou absolutamente contrário a volta às aulas em qualquer parte  do mundo, de qualquer lugar do infinito, em plena pandemia.</p>



<p>Não quero para meus filhos nem para qualquer criança, filho ou filha de qualquer pessoa, a experiência que eu vivenciei. Não sei se teria o tanto de amor e de paciência que meus pais tiveram. E foi por esse amor que segui adiante e me tornou o que sou hoje.</p>



<p><strong>*Administrador de empresas e servidor público federal</strong></p>
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		<title>Incertezas e medo na preparação da volta às aulas na rede pública de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 23:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação pública]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[sintepe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem lê o protocolo estadual de volta às aulas, com seus 51 tópicos, rapidamente percebe que ele é incompatível com a realidade da maioria das escolas públicas. Muitas unidades da rede de ensino enfrentam superlotação e problemas graves de infraestrutura. Há locais em que, por exemplo, os banheiros sequer têm torneira ou as pias estão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem lê o <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/protocolo-setorial/">protocolo estadual de volta às aulas</a>, com seus 51 tópicos, rapidamente percebe que ele é incompatível com a realidade da maioria das escolas públicas. Muitas unidades da rede de ensino enfrentam superlotação e problemas graves de infraestrutura. Há locais em que, por exemplo, os banheiros sequer têm torneira ou as pias estão quebradas. Os trabalhadores e as trabalhadoras em educação, assim como as famílias dos alunos, estão apreensivas com o retorno das atividades presenciais.</p>



<p>Somente os estudantes matriculados na educação básica (pública e privada) junto com os profissionais envolvidos efetivamente no trabalho escolar correspondem a cerca de 25% da população do estado. Isso significa um contingente de mais 2,4 milhões de pessoas circulando.</p>



<p>O governo do estado, por meio da Secretaria de Educação de Pernambuco, divulgou as regras de retomada na semana passada, mas ainda não há fases nem datas definidas. Será preciso, por exemplo, manter pelo menos 1,5 m de distância entre os estudantes, trabalhadores em educação e colaboradores em todos os ambientes do estabelecimento de ensino, além de promover diferentes intervalos de entrada, saída e alimentação entre as turmas para evitar aglomerações;</p>



<p>Também será preciso usar máscara, evitar tocar a boca, o nariz e o rosto com as mãos, e lavar sempre as mãos quando tocá-los, disponibilizar álcool 70% para limpeza das mãos e local para lavagem frequente das mãos e higienizar com frequência materiais e superfícies. </p>



<p>No entanto, até o momento, não foram apresentadas estratégias de como colocar o protocolo em prática, se haverá investimentos para readequação das unidades escolares e se há um plano de testagem e afastamento dos profissionais da educação eventualmente contaminados.</p>



<p>Também não se sabe como ficará o plano caso ele não dê certo e os níveis de contaminação cresçam e se haverá um monitoramento específico e mais próximo para o aumento da vigilância epidemiológica nas escolas, consideradas um dos ambientes de maior potencial de transmissão do novo coronavírus.</p>



<p>Pernambuco ainda está com um alto nível de casos e óbitos diários, ou seja, uma situação longe de ser considerada controlada. O informe desta quarta-feira (22) traz 941 novos casos da Covid-19 e 63 óbitos (ocorridos desde o dia 12 de maio). <a href="https://marcozero.org/epidemiologista-alerta-recife-nunca-deixou-zona-vermelha-de-risco-da-covid-19/">Recife nunca deixou a faixa vermelha de risco da Covid-19</a>, como mostrou a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>.</p>



<p>“Esse contexto desautoriza pensar em uma abertura das atividades escolares”, avalia Tiago Feitosa, médico sanitarista e doutor em saúde pública pela Fiocruz. Membro da Rede Solidária em Defesa da Vida, ele detalha que o contingente de estudantes, familiares, professores e funcionários que está sem circular é um dos motivos de ainda haver uma estabilização, apesar de em um patamar elevado.</p>



<p>Na avaliação de Tiago, é necessário também haver capacitação de professores e funcionários para o manejo dos alunos em sala de aula e nos outros ambientes escolares. Para ele, “o risco de um repique é muito grande”. O especialista concorda que é visível que as regras divulgadas excedem a capacidade organizacional e de recursos das escolas.</p>



<p>Tiago também questiona se haverá um monitoramento forte para detectar rapidamente qualquer início de surto. “Isso aconteceu na França, por exemplo. De forma rápida, eles cancelaram o retorno às aulas em cerca de 70 escolas, orientaram e refizeram um calendário de reabertura. Isso numa situação epidemiológica bem melhor que a nossa”, pondera.</p>



<p>Crianças têm menos chances de desenvolver a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), mas pelo menos 30 crianças de até 9 anos já morreram em decorrência do novo coronavírus em Pernambuco. Elas são potenciais vetores porque circulam nos transportes coletivos, que já são precários e superlotados, e dentro de casa e nos bairros onde vivem.</p>



<p>Uma projeção do matemático Eduardo Massad, professor titular da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que uma reabertura precipitada das escolas pode acarretar na morte de 17 mil crianças com menos de cinco anos até o fim de 2020 no Brasil. Ele defende que o momento ainda não é bom para a retomada das aulas presenciais, mesmo usando máscara e contando com o distanciamento.</p>



<p>Um estudo da Universidade de Granada, amplamente divulgado pela mídia, demonstrou que colocar 20 crianças em uma sala de aula implica em 808 contatos cruzados em apenas dois dias. No Chile, houve um surto do novo coronavírus em março numa escola e o caso, que contou com ampla testagem, mostrou que, das crianças, 18% apresentaram sintomas e 10% testaram positivo. Mas, entre professores e funcionários, esses percentuais foram bem maior, de 40% e 17% respectivamente.</p>



<p>Para Tiago, é complicado condicionar o retorno às escolas a uma vacina, pois ela poderá demorar muito ou nunca chegar. Porém, é preciso condicionar a volta a um nível baixo da circulação do vírus. Um parâmetro usado em alguns países, segundo ele, é ter pelo menos 14 dias sem nenhum caso novo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Protocolo desconsidera realidade da rede pública</strong></h2>



<p>“O protocolo é muito bom, mas ele não tem aplicabilidade nas escolas”, resume Fabíola Siqueira, professora que trabalha em duas escolas do Recife. “Na unidade em que trabalho pelas manhãs, as salas são grandes, mas não têm janelas, é ar condicionado. Então elas não vão estar ventiladas nem arejadas, porque simplesmente não tem por onde o vento entrar”, descreve, preocupada.</p>



<p>A maioria das escolas municipais foram construídas em antigas residências. Não há espaços abertos e ao ar livre. “E mesmo se tivesse, o professor vai ter que cuidar dele, das crianças, do distanciamento, além de dar conta do barulho ambiente e ainda garantir a aprendizagem. É desumano”, diz a professora, cujo salário de um dos dois vínculos não chega a R$ 2,5 mil líquidos pelas 145 horas-aula semanais.</p>



<p>Ela tem turma de 21 alunos de 6 anos de idade. Os menores estão na escola para socializar e não poderão se aglomerar nem fazer atividades esportivas, nem usar parquinhos.</p>



<p>“Nem os adultos estão cumprindo o distanciamento de 1,5 metro nas filas de banco e lotéricas, quem dirá as crianças. Imagina dar conta disso na escola com crianças e adolescentes?”, provoca Fabíola, que ainda questiona como montar uma organização em que grupos de dezenas de alunos terão que entrar, sair e fazer as refeições em horários diferentes.</p>



<p>Muitas escolas não contam com refeitório, então os estudantes lancham dentro das salas de aula. Na unidade em que Fabíola dá aula de manhã, há uma pia no banheiro das meninas e uma no dos meninos. Ela não sabe como será a dinâmica para que todos lavem as mãos periodicamente, sobretudo antes de comer. Outra preocupação é o bebedouro de acionamento manual.</p>



<p>Sobre a situação de vulnerabilidade dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação, ela crava: “é suicida”. “Quantos alunos a agente recebe de manhã e que não tomaram banho para ir à escola?”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sindicato pressiona governo de Pernambuco</strong></h2>



<p>O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) está pressionando o governo de Pernambuco por mais participação na tomada de decisão e numa mesa de diálogo aberto com participação ampla. “Houve algumas reuniões bilaterais, mas não foram suficientes. O governo planejou sem estar junto com quem está na escola diariamente. Ficamos sabendo do protocolo através da imprensa. O documento foi enviado ao sindicato algumas horas antes da coletiva”, detalha Heleno Araújo, diretor do sindicato e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.</p>



<p>O Sintepe protocolou um ofício junto à Secretaria Estadual de Educação contendo contribuições para as diretrizes da educação durante e após a pandemia e aguarda um retorno do estado.</p>



<figure><iframe src="https://www.yumpu.com/pt/embed/view/UdCxAlYpOtTLPGqH" allowfullscreen="true" width="620px" height="600px"></iframe></figure>



<p>“As condições de infraestrutura e a dificuldade de transporte são problemas sérios e isso não é tocado no documento do protocolo divulgado pelo governo. Como isso será feito? Qual será o investimento, já que as escolas não receberam dinheiro do governo federal e não há repasse de recursos por parte do estado?”, questiona Heleno.</p>



<p>Em coletiva de imprensa na semana passada, o secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, divulgou o protocolo e informou que ele vale para o estado como um todo, para educação básica (educação infantil e ensinos fundamental e médio), ensino superior e cursos livres.</p>



<p>Mas a partir de orientações do gabinete de enfrentamento à Covid-19, pode ser que as regiões tenham retomadas em datas diferentes. O secretário, que também é vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação, espera que até o fim do mês sejam divulgadas as etapas e respectivas datas. </p>



<p>“O protocolo é o primeiro documento, vale para todas as instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas”, anunciou.  Também poderão ser estabelecidos protocolos complementares específicos, como, por exemplo, para a educação infantil, que envolve creches e pré-escolas. Uma consulta pública está aberta até o dia 24 de julho pelo site <a href="http://www.educacao.pe.gov.br/">http://www.educacao.pe.gov.br/</a>.</p>



<p>A reportagem procurou a Secretaria de Educação de Pernambuco, mas a pasta disse que só conseguirá retornar a demanda até a sexta (23). Vamos receber e avaliar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Rede aponta caminhos</strong></h3>



<p>A Rede Solidária em Defesa da Vida, formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas que se mobilizaram em Pernambuco para ajudar a dar respostas à pandemia, elaborou um pequena proposta para o governo de Pernambuco:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Na coletiva de imprensa, houve uma vaga menção à participação da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e pais) na elaboração das medidas. Eles deveriam ter uma participação mais direta, independente de consulta pública;</li><li>Não foi falado em investimento para adaptação das estruturas, compra de materiais e EPIs e formação de funcionários e professores para lidar com a questão. Lembramos que muitas escolas públicas não têm saneamento nem água regularmente e contam com turmas superlotadas;</li><li>Vemos a necessidade de que seja divulgado um planejamento de adequações, baseado no protocolo, que deem segurança aos profissionais e alunos. Um exemplo é o bebedouro de acionamento manual, que teria que ser substituído. Ou seja, divulgam um protocolo, mas não garantem as condições de operacionalizar;</li><li>Temos que ter reforço na vigilância epidemiológica da comunidade escolar, notificando os casos de síndrome gripal e procedendo o isolamento dos suspeitos e seus contatos, colocar os casos confirmados em quarentena e monitorar seus contatos durante 14 dias. É um ponto fundamental para flagrar possíveis surtos e agir de forma oportuna. Esse tem sido o ponto mais frágil em toda a estratégia de controle da Covid-19 em nosso estado.</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Famílias tiram crianças da escola privada</strong></h4>



<p>Apesar de a situação ser mais crítica para a rede pública, as famílias das escola privadas também estão preocupadas com a volta às aulas por conta das incertezas. Muita gente não quer ou não pode se arriscar e algumas pessoas com filhos pequenos estão preferindo que as crianças percam o ano letivo.</p>



<p>O jornalista Geraldo Lélis, que tem uma filha de quatro anos, perdeu o emprego durante a pandemia, e o desconto que ele conseguiu com a escola ficou abaixo do esperado. Ele achou então que não estava valendo a pena o formato online das aulas, com apenas uma hora por dia sem satisfazer a filha, que não estava tendo aproveitamento diante de uma tela em que só os professores falam e dão os comandos.</p>



<p>A companheira dele, que também é jornalista, teve uma redução de 25% do salário, além do corte das horas-extras. Diante das incertezas e do medo, o casal prefere que a filha siga sem ir para a escola na volta às aulas neste segundo semestre, eles acham que o custo-benefício não valerá a pena. Na turma da menina, das 11 crianças apenas duas ficaram.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/incertezas-e-medo-na-preparacao-da-volta-as-aulas-na-rede-publica-de-pernambuco/">Incertezas e medo na preparação da volta às aulas na rede pública de Pernambuco</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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