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Aproximadamente 10 milhões de mulheres nordestinas, entre 25 e 64 anos, não realizaram ao menos um exame preventivo do câncer de colo de útero, de acordo com dados do segundo quadrimestre de 2024 da plataforma ImpulsoGov, baseados no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, do Ministério da Saúde. Esse dado reforça a necessidade das discussões promovidas pela campanha Março Lilás, que aborda a conscientização sobre o câncer de colo do útero.
Uma das alternativas para reforçar a prevenção do câncer do colo do útero é o projeto Impulso Previne, iniciativa promovida pela organização não governamental ImpulsoGov que oferece ao SUS e sem custos adicionais aos municípios, soluções tecnológicas para profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). É possível acessar informações essenciais para a gestão dos atendimentos e o acompanhamento dos indicadores de saúde nas regiões Norte e Nordeste.
Com o recorte local, segundo a plataforma do projeto, o Recife cumpriu 22% da meta dos 40% estabelecidos pelo Ministério da Saúde, ou seja, pouco mais da metade da meta de cobertura citopatológica, o indicador que avalia o acesso ao exame preventivo, no mesmo período. No entanto, ao longo dos três quadrimestres de 2024 o número não teve muita diferença, foram 20%, 22% e 23%, respectivamente, para o primeiro, segundo e terceiro quadrimestre.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Região Nordeste ficou em segundo lugar na mortalidade proporcional por câncer de colo do útero em 2021, registrando 8,4% dos óbitos femininos. Esse cenário evidencia a urgência de ampliar a prevenção e o acesso ao exame de Papanicolau, essencial para a detecção precoce da doença.
Até junho de 2024, o programa atendeu 19 cidades, auxiliando na melhoria da gestão dos atendimentos e na capacitação de profissionais para uso otimizado de informações.
A mobilização para aumentar a cobertura do exame também conta com a participação de instituições como o IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), Umane e o Programa Juntos pela Saúde, do BNDES. Essas iniciativas visam fortalecer o SUS e ampliar o acesso à prevenção, reduzindo desigualdades regionais e garantindo que mais mulheres realizem exames preventivos regularmente.
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