Oficina da Palavra

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Sobre o curso

O escritor russo Liev Tolstóy chegou a preconizar, certa vez, que um dia teríamos mais escritores que leitores. Parece que estamos chegando a este momento. Nunca se escreveu tanto em blogs, sites, Facebook. Com a facilidade das impressões por demanda, nunca se publicou tanto.

A “Oficina da Palavra” objetiva trabalhar, mais densamente, outros aspectos da escrita. Vivê-la como uma descoberta de si. Aprofundar a relação entre escrita e memória. Pensar em voz alta sobre métodos de trabalho, em um mundo que tem no tempo a sua moeda mais cara.

A proposta é para pessoas que pretendam encontrar sua marca na escrita, buscar a sua palavra, sua essência. A escritura como um projeto de vida, a partir de um pequeno projeto inicial, um texto que deverá ser apresentado antes do início da Oficina.

Para que isso ocorra, haverá uma atenção especial aos processos de encaixe entre leitura e escrita. O que ler, para que esta escrita chegue a um desabrochar pessoal, em meio ao tumulto da vida cotidiana? Como “soltar a mão” e abrir espaços no imaginário, levando a uma nova relação com o ato de escrever?

Programa

1º Encontro // Aproximações e encontros
Processos de escrita, escolhas e desafios. Memória, leitura e literatura. Projetos literários de pequeno, médio e longo prazo. Tempo de criar, tempo de esperar. O que é ter um “texto criativo?”. Alguns exemplos. Diagnóstico coletivo de leitura.
Desafio pessoal – definir o projeto pessoal que será desenvolvido, ao longo da Oficina.

2º Encontro // Caminhos e descaminhos
Escrever e viver. Geografias do espírito. A escrita e a vida cotidiana. Transfigurações da memória. O espanto da literatura. Um pouco de Guimarães Rosa. Invenções poéticas. Antônio Porchia e o poder da frase. Outras artes que formam um escritor.

3º Encontro // Um olhar cotidiano
Exercícios e desafios para apreender, do cotidiano, situações, personagens, cenas. A escolha de novos cenários no Recife. A quebra de modelos de escrita. Alguns poetas, à guisa de inspiração. Primeiras leituras coletivas.

4º Encontro // Mão na massa
Relendo e reescrevendo o próprio texto. As mudanças que surgiram ao longo da Oficina. Novas metáforas. Adorações estéticas. O que dizem alguns autores sobre o ato de escrever. Grandes fracassos. “Pura alegría”, de Antonio Muñoz Molina. Mentiras exemplares. Projetos futuros.

Faça a sua inscrição

Carga horária: 12h
Quando: terças, dias 7, 14, 21 e 28 de julho
Horários: das 19h às 22h
Onde: Impact Hub Recife (Rua do Bom Jesus, 180 – Recife, PE)
Valor: R$ 270, descontos para estudantes e jornalistas sindicalizados

NOTA: Cada pessoa deverá enviar, no ato da inscrição, um texto de até 500 palavras (em qualquer formato literário), que desenvolverá ao longo da Oficina, para o email:  oficinadapalvra2015@gmail.com

Sobre o professor

Samarone Lima, 45 anos, é jornalista e escritor. Formado pela Universidade Católica de Pernambuco, fez mestrado na Universidade de São Paulo (USP). Trabalho em várias redações de jornais e revistas. É autor dos livros-reportagem “Zé” (1998) e “Clamor” (2003) e dos livros de crônicas “Estuário” (2005) e “Trilogia das Cores” (2014), com Inácio França e Gerrá Lima. Suas publicações mais recentes são de poesia, com os livros “A praça azul” e “Tempo de Vidro” (2012) e “O aquário desenterrado” (2013).

Hoje é integrante da Marco Zero Conteúdo, uma agência de jornalismo independente, sem fins lucrativos, interessada em promover a qualidade e a inovação do jornalismo. Atualmente trabalha em novos projetos literários de forma independente. Às sextas-feiras, com o jornalista Inácio França, apresenta, na Rádio Jornal do Commercio (AM/FM), o programa “Para gostar de ler”.

Como chegar

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Sobre o autor

Samarone Lima, 46 anos, jornalista e escritor. Nascido no Crato (CE), mora no Recife desde 1987, com breve estadia em São Paulo (1994 a 2000). Sua escola de jornalismo foi a redação do glorioso "Diário Popular", na editoria de Polícia. Já publicou alguns livros, mas gosta mesmo é de poesia. Só em 2012 teve coragem de publicar "A praça azul & Tempo de vidro", repetindo a dose em 2013, com "O aquário desenterrado". Dizem que é um taurino turrão, o que pode ser bom para quem acredita na teimosia do jornalismo.

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