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	<title>Arquivos Sem categoria - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Sep 2025 20:32:58 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Sem categoria - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>UFPE debate adaptação climática no Recife e sua região metropolitana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 20:32:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório das Metrópoles]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arquitetos, urbanistas, geógrafos e pesquisadores sociais participarão de 22 a 23 de setembro, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) do Fórum Cidade Clima: Recife e região na adaptação e resiliência climática. O encontro terá como principal foco a apresentação e a discussão dos resultados da pesquisa Instrumentos de Política Urbana e as Mudanças Climáticas: possibilidades, [&#8230;]</p>
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<p>Arquitetos, urbanistas, geógrafos e pesquisadores sociais participarão de 22 a 23 de setembro, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) do Fórum Cidade Clima: Recife e região na adaptação e resiliência climática. O encontro terá como principal foco a apresentação e a discussão dos resultados da pesquisa Instrumentos de Política Urbana e as Mudanças Climáticas: possibilidades, limites e desafios, conduzida pelo Observatório das Metrópoles, com apoio dos ministérios da Ciência e Tecnologia e das Cidades.</p>



<p>No primeiro dia do fórum, será apresentada a Rede de Avaliação dos Instrumentos de Política Urbana e Adaptação Climática (Rede Aipuac), com participação do representante do Ministério das Cidades, Vitor Araripe, do coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, Orlando dos Santos Júnior, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dos coordenadores em Pernambuco, Fabiano Rocha Diniz e Cristiana Duarte Coutinho.</p>



<p>Além das mesas redondas, debates e apresentações, a programação prevê uma visita de campo a uma comunidade que desenvolve suas próprias ações de adaptação às mudanças climáticas. O fórum acontecerá no auditório Evaldo Coutinho, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE.</p>
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		<title>Documentário “Desaguar no Beberibe”, denuncia a precariedade do acesso à agua e ao saneamento básico no Recife e Olinda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 17:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento]]></category>
		<category><![CDATA[socioambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (15), o Alto Santa Terezinha recebe o lançamento do documentário “Desaguar no Beberibe”. O evento acontece a partir das 18h30, no Compaz Governador Eduardo Campos. A programação contará ainda com uma exposição de fotografias oficiais e de bastidores da produção, coffee break e pipoca durante a sessão. Após a exibição, haverá uma roda [&#8230;]</p>
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<p>Nesta sexta-feira (15), o Alto Santa Terezinha recebe o lançamento do documentário “Desaguar no Beberibe”. O evento acontece a partir das 18h30, no Compaz Governador Eduardo Campos. A programação contará ainda com uma exposição de fotografias oficiais e de bastidores da produção, coffee break e pipoca durante a sessão. Após a exibição, haverá uma roda de conversa com a equipe do filme e convidados.</p>



<p>51 dos 94 bairros recifenses passam por rodízio de água nas torneiras e 53% da população é atendida por esgotamento sanitário. O caso de Olinda é ainda mais grave, com 30 dos 32 bairros submetidos ao rodízio e apenas 44% da população com saneamento básico.</p>



<p>“Desaguar no Beberibe” retrata as dificuldades no acesso à água e a precariedade do saneamento básico na bacia hidrográfica do rio Beberibe, no Recife e Olinda, um território que, desde o início do século XXI, se destaca por concentrar a maior quantidade de comunidades de baixa renda da Região Metropolitana do Recife. O documentário expõe o problema de abastecimento por meio de entrevistas com moradores, pesquisadores em urbanismo e serviço social, além de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).</p>



<p>A obra estreia no momento em que está em debate a privatização da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), ameaçando o acesso à água potável para a população mais vulnerável e possivelmente aumentando os preços e reduzindo a qualidade dos serviços.</p>



<p>&#8220;A água é uma pauta muito cara à sociedade. Ela é o princípio de todas as coisas. E a gente percebe seu valor, sobretudo quando ficamos sem, nos racionamentos, nos rodízios, nos canos estourados. Quem cresceu em Dois Unidos, Nova Descoberta, Peixinhos, Águas Compridas e demais comunidades acabam passando por muitos perrengues no cotidiano”, declara Victor Moura, jornalista à frente do documentário.</p>



<p>O filme é o segundo realizado pela Redes do Beberibe, que se destaca por vídeos curtos nas redes sociais, trazendo informações por meio de dados obtidos via LAI. Em 2024 aprofundou o debate sobre o recurso paliativo das lonas plásticas em áreas de risco, no documentário “O plástico preto e as casas sob risco em Água Fria”, disponível no youtube.</p>



<p>O curta tem o apoio do edital “Iniciativas Populares de Água e Saneamento no Norte e Nordeste”, da Habitat Brasil, e tem previsão de ser exibido nos bairros de Peixinhos e Sapucaia, em Olinda, e em Dois Unidos, no Recife, até o fim de agosto.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Redes do Beberibe</span>

		<p>Coletivo que atua em prol do desenvolvimento das comunidades da bacia hidrográfica do rio Beberibe, no seu médio e baixo curso. A região é formada por morros, córregos, planícies e áreas alagadas, nas periferias de Recife e Olinda, onde residem cerca de 500 mil pessoas. Produz conhecimento e promove cidadania no campo do meio ambiente, em um cenário de mudanças climáticas, mas não se limita a essa pauta. Seu trabalho também aborda questões de raça, gênero, história, educação, transparência pública, cultura, esporte e religião. É um coletivo construído por várias mãos, mas com os pés firmes em um único lugar.</p>
	</div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br><strong>Reportagem e roteiro:</strong> Letícia Barbosa e Victor Moura<br><strong>Filmagem e fotografia:</strong> Kayo na Real<br><strong>Produção:</strong> Victor Moura<br><strong>Assistente de produção:</strong> Witória Maria<br><strong>Edição:</strong> Victor Moura</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>SERVIÇO:</strong> *Lançamento do documentário “Desaguar no Beberibe”<br><strong>Data</strong>: 15 de agosto de 2025<br><strong>Horário</strong>: 18h30min<br><strong>Local</strong>: Compaz Governador Eduardo Campos, Avenida Aníbal Benévolo, Linha do Tiro, Recife, PE<br>Gratuito</p>
</blockquote>
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		<title>Centro Luiz Freire inicia nova edição de projeto de educação quilombola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 20:20:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Luiz Freire]]></category>
		<category><![CDATA[educação antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[educação quilombola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto Educquilombo &#8211; Educação Escolar Quilombola, do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), está em nova edição abordando a educação quilombola nos Planos Municipais de Educação. O projeto é realizado em parceria com a Coordenação Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEACQ) e apoio financeiro do Fundo Malala no Brasil. Nesta nova [&#8230;]</p>
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<p>O projeto Educquilombo &#8211; Educação Escolar Quilombola, do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), está em nova edição abordando a educação quilombola nos Planos Municipais de Educação. O projeto é realizado em parceria com a Coordenação Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEACQ) e apoio financeiro do Fundo Malala no Brasil.</p>



<p>Nesta nova etapa, o Educquilombo amplia a área de atuação, alcançando diretamente oito municípios de Pernambuco, sendo um do Agreste (Bom Conselho) e sete do Sertão (Betânia, Carnaíba, Custódia, Mirandiba, Orocó, Salgueiro e Serra Talhada).</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="500" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/CCLF-quilombo-logo.jpg" alt="A logomarca tem formato circular e representa a identidade da Educação Escolar Quilombola. No centro, há o rosto de perfil de uma pessoa negra com expressão serena, usando um turbante vermelho. Ao fundo, aparece uma paisagem com árvores, colinas e o céu alaranjado, remetendo à natureza e à ancestralidade. Ao redor da imagem central, em forma de círculo, está escrito: “Educação Escolar Quilombola – Ancestralidade e resistência”. Abaixo do círculo, o nome do projeto aparece em letras estilizadas e marrons: “EDUCQUILOMBO”. Logo abaixo, em letras laranja: “Nos Planos Municipais de Educação”." class="wp-image-70979 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/CCLF-quilombo-logo.jpg 500w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/CCLF-quilombo-logo-300x300.jpg 300w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/CCLF-quilombo-logo-150x150.jpg 150w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/CCLF-quilombo-logo-96x96.jpg 96w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>O objetivo do Educquilombo é incidir politicamente nos processos de revisão e atualização dos PMEs para que as demandas educacionais do movimento quilombola estejam presentes no Plano Decenal dos municípios.</p>
</div></div>



<p>O objetivo do Educquilombo é incidir politicamente nos processos de revisão e atualização dos PMEs para que as demandas educacionais do movimento quilombola estejam presentes no Plano Decenal dos municípios.</p>



<p>Iniciado ainda em novembro de 2024 e com conclusão prevista para novembro de 2026, o projeto busca fortalecer a pauta da educação na agenda política do movimento quilombola estadual, mobilizar a opinião pública em torno do tema central do projeto, produzir estratégias de <em>advocacy </em>para uma ação política e levantar dados sobre as realidades quilombola nos municípios e no estado.<br><br>Atualmente, o Educquilombo nos PMEs realiza atividades formativas sobre Comunicação e Educação com jovens quilombolas de Mirandiba; mobilização de parceiros estratégicos que atuem no campo dos Direitos Humanos; articulação com o movimento quilombola a nível local e nacional; construção de instrumentos político-pedagógicos que serão utilizados ao longo do projeto; e participação em audiências públicas, no Legislativo estadual e nacional, sobre os Planos Decenais de Educação.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Como foi a primeira etapa</span>

		<p><span style="font-family: Tox Typewriter, monospace;"><span style="font-size: medium;">O projeto Educquilombo &#8211; Educação Escolar Quilombola (2019-2024) foi realizado pelo CCLF, em parceria com a Articulação Social das Comunidades Quilombolas de Mirandiba (ASCQUIMI), com apoio do Fundo Malala no Brasil. O projeto atuou em Mirandiba, município com maior número de comunidades quilombolas em Pernambuco, e se dedicou à luta pelo direito à Educação Escolar Quilombola. Dentre os vários impactos e resultados, o projeto, protagonizado pelas lideranças locais e jovens meninas quilombolas, conseguiu assegurar a criação de uma política pública no município, a Lei Nº 683/2020, que oficializa as Diretrizes Curriculares da Educação Escolar Quilombola de Mirandiba.<br />
</span></span></p>
	</div>
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		<item>
		<title>Ataque a terreiro em Paulista dá tom de protesto ao Dia do Macumbeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 20:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Macumbeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Jurema Sagrada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Originalmente, a programação do dia do Macumbeiro – ou o Dia Nacional das Religiões de Matriz Africana – era de festa e celebração, mas o ataque ao terreiro de Jurema do Mestre Pilão Deitado, em Paulista, transformou o que seria um evento festivo em protesto. Nesta sexta-feira, 21 de março, lideranças religiosas, movimentos sociais e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Originalmente, a programação do dia do Macumbeiro – ou o Dia Nacional das Religiões de Matriz Africana – era de festa e celebração, mas o ataque ao terreiro de Jurema do Mestre Pilão Deitado, em Paulista, transformou o que seria um evento festivo em protesto.</p>



<p>Nesta sexta-feira, 21 de março, lideranças religiosas, movimentos sociais e o perfil Macumba Ordinária realizarão um ato contra a intolerância e o racismo religioso diante do monumento Tortura Nunca Mais, na rua da Aurora. O protesto está marcado para 14h.</p>



<p>De acordo com Renato Fonseca, do perfil Macumba Ordinária, na madrugadade quarta-feira, 19 de março, três homens invadiram a tenda do Pai Diego, no bairro Torres Galvão, em Paulista, destruíram e imagens, objetos sagrados e saqueando o local. A invasão mobilizou a comunidade  do candomblé, da umbanda e da jurema na Região Metropolitana e alterou a agenda do Dia do Macumbeiro. O ataque ocorreu dois meses depois do <a href="https://marcozero.org/evangelicos-promovem-cercos-a-terreiros-para-intimidar-candomble/">&#8220;cerco&#8221; realizado por evangélicos</a> ao terreiro de Xambá, em Olinda.</p>



<p>Inicialmente, o que estava marcado no mesmo local era um arrastão cultural para “celebrar a ancestralidade”, com homenagens à ialorixá Mãe Lu. Apesar do protesto, a parte festiva foi mantida. Após o protesto, está previsto um arrastão cultural em direção à rua da Saudade, onde haverá uma feira de artesanato e apresentações musicais.</p>





<h2 class="wp-block-heading"><strong>I Baile do Macumbeiro</strong></h2>



<p>Na rua da Saudade, às 18h o ato contra a intolerância vai dar lugar ao I Baile do Macumbeiro, com apresentações de artistas de diversos gêneros que constituem a herança cultural de origem africana, como o samba, o afoxé e o maracatu. O artista Maxwell Lobato, convidado para ser um dos apresentadores do evento, disse que “é importante enfrentar o fascismo e racismo com tecnologias ancestrais, nada melhor do que pôr o nosso bloco na rua, as nossas roupas, os nossos ritmos, as nossas danças, as nossas vozes, a arte e a cultura”.</p>


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			</item>
		<item>
		<title>Histórias que repórteres policiais não têm tempo pra contar</title>
		<link>https://marcozero.org/historias-que-reporteres-policiais-nao-tem-tempo-pra-contar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Martihene Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 15:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres trans]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cresci vendo minha mãe e minhas tias pretas em frente aos jornais policiais do meio dia, estraçalhando suas coxas de frango &#8211; quando se tinha &#8211; enquanto assistiam ao próprio genocídio pasmadas, estarrecidas, contudo, acostumadas. Nada diferente da imagem apresentada aos meus vizinhos, aos outros parentes, conhecidos e amigos de infância. Presenciar assassinatos na frente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cresci vendo minha mãe e minhas tias pretas em frente aos jornais policiais do meio dia, estraçalhando suas coxas de frango &#8211; quando se tinha &#8211; enquanto assistiam ao próprio genocídio pasmadas, estarrecidas, contudo, acostumadas. Nada diferente da imagem apresentada aos meus vizinhos, aos outros parentes, conhecidos e amigos de infância.</p>



<p>Presenciar assassinatos na frente de minha casa, mesmo residindo na área mais privilegiada da favela, me mostrou, desde criança, que não é todo mundo que vê a morte como a gente vê. Na faculdade, a morte narrada por mim, estatalava a professora de outra cor e classe, mesmo morando em um bairro vizinho ao meu, mesmo sendo ela empática e comprometida com um jornalismo ético e justo.</p>



<p>É março de 2024 e já faz um ano que a voz de Evellyn, trans assassinada na comunidade de Caranguejo Tabaiares, no Recife, ainda ressoa em meu whatsapp. No último 8 de Março, as mulheres de Caranguejo marcharam pela comunidade com pelo menos uma trans a menos. A morte, que aconteceu em outubro, me fez ouvir seus áudios repetidamente. Em nenhum momento ela falou de ameaças, não como mulher trans, não por ser mulher negra, embora a premissa para as estatísticas da morte nos territórios de pretas e pretos é simplesmente estarem vivas e vivos. </p>



<p>Morre-se porque entrou para as drogas, morre-se porque se tornou o preto ou a preta metida, morre-se porque se tornou traficante, morre-se porque virou polícia, morre-se porque ficou doente, morre-se porque saiu pra correr, morre-se porque saiu pra trabalhar, morre-se porque ficou em casa dormindo. A bala chega pra a gente de todo jeito e, se não for em forma de projétil, pode ser nas longas filas de espera para nos curarmos e, entenda como quiser, não estou falando só do SUS.</p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0">&#8220;&#8230;morre-se porque se tornou traficante, morre-se porque virou polícia&#8230;&#8221;</p>
</div>


<p>Por ser mulher, a <a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/03/08/brasil-tem-maior-numero-de-feminicidios-desde-que-o-crime-foi-tipificado.htm">cada seis horas ganho uma chance de viver</a>, como sou negra, <a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/7-em-cada-10-mulheres-assassinadas-com-armas-de-fogo-no-pais-sao-negras-aponta-pesquisa/">de dez em dez mortes eu vou ganhando 7 vidas. </a>Se eu fosse trans, me estampariam na cara, todos os dias, que o país onde moro,<a href="https://www.poder360.com.br/brasil/assassinatos-de-pessoas-trans-aumentam-10-em-2023-diz-associacao/#:~:text=Com%20145%20mortes%2C%20Brasil%20permanece,2024%2C%20j%C3%A1%20s%C3%A3o%209%20homic%C3%ADdios&amp;text=A%20Antra%20(Associa%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20de,jan."> por 15 anos ininterruptos é responsável pelo maior número de assassinatos de pessoas como eu no mundo</a>.</p>



<p>Para a favela, jornalistas só perguntam sobre a morte. Eu quero conversar com alguém de Evellyn, para falar sobre a vida dela, mas, como em todo assassinato que ocorre em territórios periféricos, as pessoas sempre têm medo de falar. Sendo assim, tudo o que tenho por Evellyn são seus áudios que me falam de sua vida e a sensação de que como disseminadora de informação, se não fosse esse cenário, eu, Martihene, jornalista de favela, poderia ter mais.</p>



<p>Era tarde, dia 14 de março de 2023, quando enviei uma mensagem para Evellyn. Poucos dias antes, as mulheres da comunidade Caranguejo Tabaiares, no Bongi, em Recife, haviam reinventado o 8M. Com apitos, cartazes e faixas, elas cruzaram a ponte da resistência sobre o canal que atravessa a comunidade e, onde havia uma mulher, em cada porta, paravam para conversar sobre violência de gênero. Evellyn Sophia da Silva, na época com 23 anos, trans e negra, não perdeu tempo. Na cartolina amarela pintou de tinta rosa a reafirmação: “sou uma mulher trans”, que estendida ao sol, contrastava com o vermelho de suas admiráveis unhas.</p>



<p>– Oi, Evellyn, sou Martihene Oliveira, jornalista que atua no Mapa da Mídia Independente e Popular de Pernambuco, gostaria de conversar com você sobre o 8M que aconteceu com as mulheres de Caranguejo Tabaiares, tens um tempinho para mim? </p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/03/Sophia.jpg" alt="Fotografia impressa e colada em uma cartolina de Evelyn Sophia. Ela está ao ar livre, sob a luz do dia, usando uma touca azul cobrindo seus cabelos e parece estar segurando um pedaço de fruta. Sua camiseta tem texto impresso que não é completamente visível. Abaixo da fotografia, há um texto escrito à mão em português em um papel azul claro que está anexado à parte inferior da foto. O texto escrito à mão é acompanhado por um coração desenhado em tinta vermelha. O fundo atrás dessa composição é vermelho. O texto escrito à mão diz: “VOCÊ ESTARÁ ENTRE NÓS SEMPRE!”" class="" loading="lazy" width="273">
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	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Coletivo Caranguejo Tabaiares</span>
                                    </figcaption>
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<p>Evellyn, atenciosa toda, me pediu para que aguardasse só um pouco, estava na rua e não podia bobear com o celular, uma hora depois a gente conversou.</p>



<p>&#8211; Oi, eu sou Evellyn, sou uma mulher trans. A marcha das mulheres foi muito legal. Estar inserida em trabalhos assim na comunidade mudou muito minha vida. Isso me fortalece como mulher trans, me ajuda a conseguir emprego, não ficar na rua nem depressiva dentro de casa. Me tratam como mulher, sabe? É muito difícil pra gente não ser tratada assim.</p>



<p>Na quarta-feira, dia 18 de outubro, Evellyn Sophia, aos 24 anos, foi assassinada dentro de casa. Eu não sabia que aquela conversa que tivemos teria sido a primeira e a última. Três dias antes, no domingo (15), um jovem havia sido assassinado na mesma área.</p>



<p>“Muita dor por aqui, temos lutado há muito tempo para que nosso território seja lugar de paz e sonhos realizados e quando vemos o que esse projeto da necropolítica faz, entramos em um lugar de muita dor. Precisamos pensar que isso não é um fato isolado de Caranguejo mas que estamos de novo servindo de vitrine para uma total falta de esperança alimentada por esse Estado, imprensa e muitas forças políticas”, afirmou uma moradora da comunidade.</p>



<p>A dor que a moradora fala segue silenciada pelo medo. Abafa o diagnóstico daqueles que dizem que o racismo do Brasil é velado, mas velado para quem? É tão fácil de ser identificado quem morre e quem vive no nosso país, quem come e quem passa fome, quem é preso e quem não é, quem chora e quem sorri. </p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0">&#8220;&#8230;dizem que o racismo do Brasil é velado, mas velado para quem?&#8221;</p>
</div>


<p>O medo da favela, sempre que alguém é assassinado, não aponta testemunhas para as mortes, mas os jornais policiais e as páginas sensacionalistas noticiam com facilidade: “corpos pretos, favelados, vítimas usuárias de drogas”.</p>



<p>No caso de Evellyn, não fosse a imprensa tradicional que chegou rápido, fotografou e correu, talvez a história rendesse mais. Evellyn Sophia da Silva não seria apenas &#8220;usuária de drogas&#8221;. Renderia mais se as notícias não fossem veiculadas para falar do óbvio. Por exemplo: que tal desmarginalizar a mulher trans, a favela, o negro, a travesti?</p>



<p>No 8M de 2024, as mesmas mulheres se juntaram a outras e marcharam novamente no território contra o feminicídio, contra a violência de gênero, e ao assassinato em massa. Dessa vez, Evellyn não estava segurando um cartaz, mas, em uma cartolina branca estampada com sua foto, a frase “você está em nós sempre!” nos deixa com a reflexão sobre o medo de estarmos em cartazes nos próximos 8M’s.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/03/Coletivo-Revelar.Si-2.jpg" alt="Grupo de mulheres de várias idades e algumas crianças segurando cartazes em um ambiente externo que parece ser uma comunidade ou favela. Os cartazes mostram textos e desenhos, indicando que elas estão em protesto ou evento comunitário. O ambiente é caracterizado por construções apertadas e roupas penduradas para secar, indicando uma área densamente povoada e possivelmente de baixa renda. Há uma variedade de cores vivas na imagem, tanto nas roupas das pessoas quanto nos cartazes que elas estão segurando. O céu é visível no topo da imagem, indicando que o evento está ocorrendo durante o dia." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">8M no Coletivo Caranguejo Tabaiares
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Coletivo Revelar.Si</span>
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                    </figure>

	


<p></p>
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		<title>Sem abastecimento, moradores de Sítio dos Nunes precisam escolher:  pagar a fatura da Compesa ou comprar água para os seus reservatórios</title>
		<link>https://marcozero.org/sem-abastecimento-moradores-de-sitio-dos-nunes-precisam-escolher-pagar-a-fatura-da-compesa-ou-comprar-agua-para-os-seus-reservatorios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Géssica Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 21:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Acesso à água]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Acauã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Géssica Amorim O calendário da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) mostra que o distrito de Sítio dos Nunes, no município de Flores (Sertão do Pajeú), deve terminar&#160; novembro com apenas seis dias de abastecimento durante todo o mês.&#160; Desde setembro, a população tem atravessado semanas inteiras sem água nas torneiras.&#160; Os moradores denunciam que, [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Géssica Amorim</strong></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Crédito: Coletivo Acauã</p>
	                
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<p>O calendário da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) mostra que o distrito de Sítio dos Nunes, no município de Flores (Sertão do Pajeú), deve terminar&nbsp; novembro com apenas seis dias de abastecimento durante todo o mês.&nbsp; Desde setembro, a população tem atravessado semanas inteiras sem água nas torneiras.&nbsp;</p>



<p>Os moradores denunciam que, quando a água chega, é com pouca força e por um período que não é suficiente para abastecer totalmente os seus reservatórios. “Não são nem 12 horas com água. Quando chega, logo falta de novo. E é muito fraca, não sobe pra caixa d’água. A gente consegue encher só uns baldes, não dá nem pra garantir tranquilidade nos dias sem abastecimento. A gente acaba tendo que comprar, mesmo”, conta Samara Alcântara, de 26 anos, maquiadora e moradora da rua Joaquim Nunes Duarte.&nbsp;</p>



<p>Além de pagar pelos serviços da Compesa &#8211; mesmo sem abastecimento regular -, alguns moradores têm desembolsado R$ 40 por um tambor com capacidade de mil litros. Essa água é destinada ao uso nas atividades domésticas e higiene pessoal. Para cozinhar e beber, é preciso comprar galões de 20 litros, que custam, em média, R$ 9,50 no comércio do distrito.&nbsp;</p>



<p>Essas compras não podem ser realizadas por Roberta Santos, vizinha de Samara,&nbsp; que, desempregada e mãe solo de seis filhos, vive com o que recebe do programa Bolsa Família &#8211; um valor que não chega a um salário mínimo. Recentemente, por falta de pagamento, a Compesa suspendeu o abastecimento da sua residência.&nbsp;</p>



<p>Há quase dois meses passando por um rodízio de distribuição que tem resultado em menos de um dia com água nas torneiras e algumas ruas do distrito sem abastecimento, Roberta precisou escolher entre pagar a conta de água ou pagar para abastecer os seus reservatórios.&nbsp; “Sem água, a gente tem passado muito aperto. A minha caixa d’água só tem 500 litros e já está seca. Com essa falta, assim, há mais de mês, acabei atrasando duas faturas e cortaram a minha água. Agora, além de pagar as contas atrasadas pra religarem, preciso arrumar dinheiro pra continuar a comprar dos caminhões que passam vendendo por aqui. E com esse tanto de criança, tem sido difícil demais pra dar banho, fazer comida e lavar roupa. O jeito é se virar pedindo uns baldes aos vizinhos ou procurar por água em algum lugar pela redondeza ”.&nbsp;</p>



<p>A auxiliar de serviços gerais Simone Goes conta que a rua onde mora, a rua Domitilia Nunes de Lima, não é abastecida há mais de 10 dias. “Na minha rua, não chega água há 11 dias, já. Aqui, a gente também precisou comprar água, não teve jeito. Em casa, nós somos três. Comprando um tambor de 250 litros pra lavar roupa, tomar banho e cuidar da casa, a gente consegue passar poucos dias”.&nbsp;</p>



<p>Sítio dos Nunes está localizado no final da rede de abastecimento da adutora de Vila de Fátima, outro distrito do município de Flores, localizado a 23 quilômetros de distância. Em nota, a Compesa justifica a falta de água e a falha no abastecimento de algumas ruas do distrito argumentando que Sítio tem uma topografia muito acidentada, irregular, que dificulta o seu abastecimento e faz com que a parte baixa receba água primeiro e por mais tempo, para só depois conseguir pressurizar a rede e abastecer as partes mais altas.&nbsp;</p>



<p>Para resolver o problema da falta de água em Sítio dos Nunes, a empresa informou que tem um plano para arrendar dois poços perfurados numa propriedade particular do próprio distrito, tratando e transportando a água para os moradores por meio de 600 metros de uma adutora que será implantada depois da aquisição dos equipamentos necessários para que os poços comecem a operar. Segundo a companhia, a expectativa é de que, num prazo de 60 dias, todas essas ações estejam finalizadas.&nbsp;</p>



<p>A Compesa ainda não deu início às ações do plano que apresentou como solução para o problema de abastecimento em Sítio dos Nunes. Até o início e conclusão dessas operações, os moradores do distrito seguem sem alternativas para lidar e conviver com a falta de água.</p>



<p> A companhia também foi questionada a respeito da possibilidade de contratação de caminhões pipa, em caráter de urgência, para atender à população durante esse período, mas, até o fechamento deste texto, não recebemos nenhuma resposta.</p>
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		<title>Coletivo Enegrecer a Política lança dossiê sobre como vota o eleitorado do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/coletivo-enegrecer-a-politica-lanca-dossie-sobre-como-vota-o-eleitorado-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 10:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que pensa o eleitorado sobre a participação de pessoas negras na política? É para dar um horizonte para esse e outros questionamentos que o coletivo de movimentos Enegrecer a Política lança, nesta quinta-feira (30), o dossiê Como você vota &#8211; Análise do comportamento eleitoral do Norte e Nordeste. O evento acontece a partir das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que pensa o eleitorado sobre a participação de pessoas negras na política? É para dar um horizonte para esse e outros questionamentos que o coletivo de movimentos Enegrecer a Política lança, nesta quinta-feira (30), o dossiê <em>Como você vota &#8211; Análise do comportamento eleitoral do Norte e Nordeste</em>. O evento acontece a partir das 19h na sede do coletivo Caranguejo Uçá, na Ilha de Deus, na Imbiribeira. Também vai ter<a href="https://www.youtube.com/@EnegreceraPolitica" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> transmissão online pelo YouTube</a>.</p>



<p>Este é o terceiro dossiê lançado pelo Enegrecer a Política que explora a participação negra na política institucional. Os outros dois foram realizados em 2020 e 2021, analisando as candidaturas de pessoas negras nas eleições de 2016 e 2020.</p>



<p>“Nestes dois primeiros dossiês, vimos que muitas pessoas negras estavam se candidatando. Então nesta terceira pesquisa fomos atrás de outra perspectiva: se tem tantas candidaturas negras, comprometidas com a defesa dos direitos humanos, por que elas não estão sendo eleitas? Essa terceira pesquisa focou no comportamento do eleitorado”, conta Marília Gomes,co-fundadora do Observatório Feminista do Nordeste e coordenadora de pesquisa do Enegrecer a Política.</p>



<p>Para elaborar o dossiê, o coletivo fez pesquisas quantitativas e qualitativas em três capitais brasileiras: Belém (PA), Fortaleza (CE) e aqui no Recife. A primeira etapa da pesquisa contou com a formulação e aplicação de 100 questionários por cidade em espaços públicos e centrais. A segunda etapa da pesquisa foi feita com três grupos focais, para aprofundar os dados coletados na etapa inicial. No Recife, o grupo focal contou com a participação de 11 pessoas, de perfis diversos. </p>



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<p>A pesquisa traz achados interessantes sobre o eleitorado recifense. Quando perguntado sobre o espectro político, por exemplo, a maioria, nas três capitais, optou por não responder. Recife foi a cidade com maior percentual de pessoas que não quiseram responder a pergunta (56%) e a menor com pessoas que disseram de esquerda, com 21% <em>(veja gráfico abaixo)</em>. Mas entre as três cidades pesquisadas, Recife foi a com o maior número de pessoas que declararam já ter votado em pessoas negras (69%).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Representatividade sim, mas com comprometimento </h2>



<p>Entre os deputados estaduais eleitos em 2022 em Pernambuco, há políticos conservadores de direita como Joel da Harpa (PL), William Brígido (Republicanos) e Cleiton Collins (PP) que se autodeclaram pretos ou pardos.</p>



<p>Porém, é uma representatividade que não está atrelada à luta antirracista, destaca Marília. “Mesmo que no documento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se declarem como negros, são pessoas que não defendem a pauta de defesa dos direitos humanos nem se posicionam como antirracistas”, afirma Marília Gomes.Na eleição passada, houve uma vitória: duas mulheres negras, militantes dos direitos humanos foram eleitas para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe): Dani Portela (PSOL) e Rosa Amorim (PT). <br><br>Na pesquisa qualitativa, com um grupo focal de 11 pessoas no Recife, as imagens de mulheres negras pontuaram alto em quesitos como credibilidade e competência. “Foi uma opinião unânime: as mulheres negras inspiram confiança e demonstram força. O principal motivo que os eleitores apontaram para não votar nessas candidaturas foi o desconhecimento da existência delas”, diz a coordenadora da pesquisa.</p>



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	                                        <p class="m-0">Marília Gomes. Foto: Thiago Paixão/ Divulgação</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>O conjunto dos três dossiês revela que as candidaturas de pessoas negras, especialmente de mulheres negras, têm aumentado, mas falta investimento. “O que vimos nesta pesquisa de agora é que as pessoas têm interesse e se sentem motivadas para votar em pessoas negras, mas ao mesmo tempo não sabem que essas candidaturas existem”, avalia Marília. “As iniciativas e candidaturas negras, de esquerda, não estão conseguindo chegar a esse eleitorado. É o que já intuíamos: são candidaturas que estão em uma bolha ainda muito restrita de pessoas que estão a par da política, com nível universitário, com conhecimento de movimentos sociais. Temos um cenário propício para que mais mulheres negras sejam opção de voto e é preciso furar essa bolha”, diz.</p>



<p>E para uma candidatura se tornar conhecida é necessário, principalmente, investimento. “Sem dinheiro não tem como percorrer as periferias, pagar gasolina, contratar uma boa equipe de comunicação, rodar panfletos. E as candidaturas negras recebem menos. Principalmente as mulheres negras”, diz Marília, que aponta uma solução. “O que é primordial hoje é fazer com que os partidos políticos cumpram de fato as leis de cotas da distribuição do fundo eleitoral e repassem os recursos em tempo hábil para que as candidaturas possam fazer uma boa campanha. Há muitos relatos de promessa de partidos e repasses que são só feitos às vésperas da eleição. Falta comprometimento dos partidos”, afirma.</p>



<p>Um trabalho importante, frisa Marília, e que também precisa de mais apoio, são as iniciativas que apoiam e divulgam as candidaturas de pessoas negras. Entre elas estão as plataformas <a href="http://euvotoemnegra.com.br/">Eu Voto em Negra</a> e <a href="https://mulheresnegrasdecidem.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mulheres Negras Decidem</a> e o <a href="https://www.institutomariellefranco.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Marielle Franco</a>.</p>



<p><strong>Serviço:</strong><br>Lançamento da pesquisa: <em>Como vota o eleitorado no Norte e no Nordeste</em><br><strong>Quando:</strong> Quinta-feira (30), das 19h às 21h<br><strong>Onde: </strong>Sede do Ação Comunitária Caranguejo Uçá &#8211; Rua São Geraldo, 96 &#8211; Ilha de Deus/ Imbiribeira, Recife-Pernambuco.</p>



<p></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Imagem: Enegrecer a Política/ Reprodução</p>
	                
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		<title>Precisamos democratizar, e não privatizar, os parques do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/precisamos-democratizar-e-nao-privatizar-os-parques-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 15:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carol Vergolino* Há horas olhando o papel em branco e pensando como começar esse texto sobre a privatização dos parques do Recife. Se essa absurda PPP é ruim porque estamos na capital mais desigual do país e vai criar ainda mais um fosso entre ricos e pobres; se é ruim porque estamos vivendo uma [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Carol Vergolino*</strong></p>



<p>Há horas olhando o papel em branco e pensando como começar esse texto sobre a privatização dos parques do Recife. Se essa absurda PPP é ruim porque estamos na capital mais desigual do país e vai criar ainda mais um fosso entre ricos e pobres; se é ruim porque estamos vivendo uma crise ambiental no mundo e o projeto não leva em conta o serviço ambiental dos parques; se é ruim porque a transação financeira é precária já que a empresa vencedora pode pagar apenas 25% do valor da outorga; se é absurdo porque mostra que a Prefeitura resolveu terceirizar o trabalho fim para que ela existe: manter e gerir uma cidade ou o racismo evidente já que três parques estão em bairros onde quase 70% das pessoas são brancas.</p>



<p>São quatro os parques da cidade que estão abertos para concessão pública de 30 anos: Jaqueira, Santana, Dona Lindu e Macaxeira. Funciona assim: uma empresa privada vai ganhar a licitação para pagar um valor anual à Prefeitura pelo aluguel dos parques e essa empresa será responsável pela manutenção e gestão desses espaços que são públicos. Não será cobrado ingresso para entrada nos parques, mas a empresa pode cobrar por eventos específicos, por espaços, por estacionamento e por venda de espaços publicitários.</p>



<p>O prefeito João Campos enviou à Câmara de Vereadores, em agosto de 2021, o PL 12/2021 que regulamentou a concessão dos parques e praças. A bancada de vereadores do Psol com Ivan Moraes e Dani Portela foi contra, tentou incidir com emendas, no entanto, o projeto passou como enviado pelo Executivo com ampla maioria.</p>



<p>São dois lotes &#8211; um para os parques da Jaqueira e Santana e outro para Dona Lindu e Macaxeira &#8211; para concessão durante 30 anos, cada lote a R$ 247 milhões e R$ 297 milhões, respectivamente. O detalhe é que se a empresa fizer eventos culturais, educativos e sociais gratuitos com estimativa de orçamento compatível, ela pode se isentar de pagar 75% da outorga. Não por acaso, esse ponto tão importante aparece lá no último item do documento apresentado em audiência pública na Câmara de Vereadores, com o título de Macrotemas. Veja que na apresentação eles nem explicam o que é nem a porcentagem que incide sobre o valor.</p>



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<p>Durante a audiência pública, o secretário executivo de Parceria Estratégicas do Recife, Thiago Barros Ribeiro, foi bem tranquilo e explícito na defesa de que esse incentivo é ótimo, já que para a Prefeitura fazer eventos educacionais, culturais ou esportivos é bastante burocrático, então mais fácil a empresa fazer. Várias vezes ele explicou que a máquina pública é burocrática e a empresa privada conseguiria fazer mais facilmente.</p>



<p>Mas não é pra isso mesmo que se elege um prefeito? Para que ele zele pela cidade? É impressionante que o gestor repasse à iniciativa privada um espaço que é público, repasse o trabalho que ele é eleito para fazer. O argumento é que o espaço é “custoso” ao município, então vamos repassar a uma empresa privada para que ela lucre com o espaço. Por que a prefeitura não trabalha para fazer o espaço ao menos sustentável? Falta também transparência, não se sabe quanto custa a manutenção de cada parque, já que a rubrica no orçamento do município consta apenas como Zeladoria da cidade.</p>



<p>A agenda não deveria ser de privatização, mercantilização do espaço urbano e, sim, de democratização. Estamos falando da capital mais desigual do país. Uma cidade cheia de injustiças sociais, de fome, de desemprego e os parques funcionam (ainda) como espaços de acesso democrático. Independente de cor, classe e idade, hoje as pessoas podem fazer aniversário, dançar, se exercitar, trabalhar, contemplar ou apenas deitar no banco e respirar. No edital de licitação não fica explícito o que poderá ser feito pelo povo de forma gratuita. O fato é que a empresa vai poder cobrar por eventos, vai cobrar por aluguel de quiosques e fica nítido o interesse em “gourmetizar” os espaços. Me parece óbvio e inevitável que haja um processo de gentrificação.</p>



<p>O edital traz intervenções obrigatórias e outras variáveis para cada parque, todas precisam respeitar as leis que regem o município. Mas é curioso ver no texto que isso deve acontecer “sempre que possível e viável”. Acessibilidade e inclusão, sempre que possível e viável; as intervenções deverão diminuir o impacto sobre a fauna, sempre que possível e viável. Quem diz o que é possível e viável? E quando não for, as pessoas com deficiência não terão acesso? Estamos precisando garantir acessibilidade universal nas cidades. Essa deveria ser uma premissa obrigatória.</p>



<p>A Prefeitura defende que esse tipo de PPP é moderna, que vários parques do mundo funcionam dessa forma. É verdade que vários parques funcionam sim, mas são parques imensos, com área verde de dimensões significativas em relação a uma quadra típica urbana. Como o Ibirapuera, por exemplo que tem 150 ha, enquanto todos os quatro parques de Recife, somados, não chegam a 25 ha. Isso faz uma diferença enorme na utilização do espaço urbano, a comercialização desse espaço. A empresa pode cobrar pelo estacionamento, ela pode aumentar o espaço de estacionamento em detrimento da área verde do parque? Isso não fica nítido.</p>



<p>Aliás, no edital da Prefeitura, a área verde não é considerada o principal. O que cada parque demanda de necessidade ambiental para que possa ter predominância de elementos naturais. Será que precisamos de mais praças de alimentação ou de mais cobertura vegetal? É certo que os parques urbanos são importantes e potenciais espaços para mitigação das mudanças climáticas.</p>



<p>Por fim, é fundamental negritar o caráter racista dessa PPP. Os bairros das Graças, Poço da Panela e Boa Viagem têm, respectivamente, 75%, 69% e 66% de pessoas brancas, enquanto no Recife, como um todo, essa porcentagem é de 40%. Desde a concepção, o projeto é feito para excluir.</p>



<p>Nós queremos uma cidade solidária, democrática, uma cidade em que todas as pessoas possam usufruir plenamente do que ela pode oferecer, independente de cor, classe ou gênero. Modernidade é um parque sustentável, é um parque cada vez mais verde, onde todas, todos e todes possam viver. É na cidade que a vida se faz e nós queremos fazer dela a mais democrática possível.</p>



<p><strong>* Codeputada estadual das Juntas Psol/PE</strong></p>



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		<title>Moradores do Sítio Histórico vestem preto e fazem passeata em protesto contra violência em Olinda</title>
		<link>https://marcozero.org/moradores-do-sitio-historico-vestem-preto-e-fazem-passeata-em-protesto-contra-violencia-em-olinda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samarone Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na última terça-feira, os moradores da rua José Belarmino da Silva, conhecida como “Rua da Palha”,  uma das menores do Sítio Histórico de Olinda, acordaram com uma dor de cabeça na calçada e outro na caixa d ́água. Seis casas amanheceram com os hidrômetros roubados, algumas delas com água jorrando pela rua.  A rua, famosa [&#8230;]</p>
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<p>Na última terça-feira, os moradores da rua José Belarmino da Silva, conhecida como “Rua da Palha”,  uma das menores do Sítio Histórico de Olinda, acordaram com uma dor de cabeça na calçada e outro na caixa d ́água. Seis casas amanheceram com os hidrômetros roubados, algumas delas com água jorrando pela rua. </p>



<p>A rua, famosa pela festa de São João organizada pelos próprios moradores, parece aquelas de uma cidade do interior. Os vizinhos passam se cumprimentando, há crianças brincando de pega-pega no final da tarde, a venda de “Seu Viana” utiliza o antigo método de anotar os fiados em um fichário. O silêncio entre os vizinhos é respeitado como um código natural de convivência.&nbsp;</p>



<p>Mas a violência, que vem se espalhando pelo Sítio Histórico e gerando indignação dos moradores, chegou.</p>



<p>“Eu não aguento isso. Eu aqui quieto, no meu canto… Além de roubarem meu relógio, quebraram tudo. Como é que um homem de 72 anos&nbsp; aguenta uma coisa dessas? Moro aqui desde os 12 anos, e nunca vi isso. Estou sem água. Vou me deitar para esfriar a cabeça”, desabafou o aposentado Carlos Alberto Barbosa, o Carlinhos, que mora na casa de número 22. O filho assumiu a responsabilidade de ligar para a Compesa e resolver a burocracia para receber um hidrômetro novo.</p>



<p>Mônica Ratis, professora da rede pública estadual, mora na rua da Palha há dez anos. Acordou com a má notícia do roubo do seu hidrômetro. Foi à Delegacia do Varadouro no início da tarde, para registrar ocorrência.</p>



<p>“Perdi um dia de trabalho por causa disso. Está bem difícil. Quando saio para passear com minha cadela, nem celular levo”, diz.&nbsp;</p>



<p>Na frente de sua janela, está uma faixa preta, cor adotada pelos moradores para protestar.. Ela diz que vai estar na frente da Igreja do Bonfim, vestida de preto, e convoca a vizinhança:</p>



<p>“Temos que nos mobilizar”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Ladrões arrancam hidrômetros e qualquer objeto de metal que possa ser vendido. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Na mesma madrugada, os moradores da Travessa de São Francisco passaram pelo mesmo problema. Isabel Cristina de Lima, de 65 anos,&nbsp; moradora da casa 258, acordou com a água jorrando na calçada.&nbsp;</p>



<p>“Acho que roubaram de madrugada. Meu filho ligou para a Compesa, disseram que só resolveriam com três dias. Isso é um absurdo, essa água toda jorrando”.&nbsp;</p>



<p>Para evitar o desperdício, ela teve que arranjar alguém para estancar o vazamento. Só conseguiu ao meio dia, com as próprias mãos. Arranjou um pedaço de pau e fez um improviso. “Foi um sacrifício. Só tenho a água da caixa e estou preocupada”. A vizinha, Maria José, também foi roubada.</p>



<p>Nos grupos de Whatsapp do Sítio Histórico, a violência é o tema predominante, com fotos e imagens sendo compartilhadas diariamente, acompanhados de relatos e alertas. O roubo dos hidrômetros é apenas a parte mais visível do fenômeno já que a água fica escorrendo pelas ruas e ladeiras.</p>



<p>Em nota, a Compesa reconheceu o aumento de roubo de hidrômetros nas calçadas da Região Metropolitana do Recife:  &#8220;A Compesa esclarece que, de fato, tem verificado o aumento de furtos de hidrômetros no estado, em particular, na Região Metropolitana do Recife, iniciativas que tem causado prejuízos ao abastecimento e transtornos aos clientes. De janeiro a setembro deste ano, foram contabilizados 444 furtos no interior e 4. 776 na RMR, totalizando 5.220 equipamentos subtraídos. Esse volume representa um prejuízo de R$ 1, 2 milhão. As três cidades com maior incidência de furtos são : Recife, Olinda e Paulista&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Precisamos tomar uma atitude”.</strong></h2>



<p>Há pouco mais de um mês, dois grandes grupos de moradores que acompanham pelo whatsapp a infra-estrutura da cidade e a segurança (com linha direta com&nbsp; a Ciatur &#8211;&nbsp; (Companhia Independente de Apoio ao Turista &#8211; destacamento da PM com sede em Olinda que atua no Sítio Histórico, Aeroporto e Bairro do Recife), perceberam que estava havendo uma “explosão” nos roubos e na violência.</p>



<p>Tampas de bueiro, grades, lixeiras, caixas de Correios, escadas, cadeiras, qualquer coisa que renda algum dinheiro, é roubado. Até os números das casas, que contenham ferro, estão sendo arrancados. Fios de cobre da rede elétrica também estão na lista dos roubos, rapidamente vendidos nos ferro-velhos da cidade. Relatos de arrombamentos de residências, invasões de quintais, se multiplicam. Roubo de celulares e bolsas de turistas, são cada vez mais comuns.&nbsp;</p>



<p>“Começamos a conversar, e surgiu a necessidade de tomar uma atitude”, diz o médico Carlos Marinho, de 72 anos, que mora no Sítio Histórico há 43 anos.&nbsp; Do grupo inicial , 30 pessoas se mobilizaram para fazer algo, e surgiu a ideia de um &#8220;movimento&#8221; em favor do Sítio Histórico.</p>



<p>Fizeram uma “Carta Aberta”, intitulada “Olinda (SHO), com mais segurança”. onde relatam os diversos casos de roubos na área, além dos problemas que surgem nos finais de semana, quando acontecem as “prévias” do Carnaval. Descrevem um cenário de “abandono e insegurança”, e pedem “imediatas providências”, com melhor iluminação, instalação de câmeras, policiamento e controle do trânsito.</p>



<p>A carta cita também &#8220;guerra entre gangues rivais, arrastões”, além dos “flanelinhas”, que travam o trânsito e bloqueiam o acesso dos moradores às suas residências, pois permitem estacionamento até na frente das garagens. Regra geral, os flanelinhas de Olinda cobram R$ 10,00 antecipados, usam coletes e são bastante ostensivos na cobrança.</p>



<p>A carta foi entregue para o Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Prefeitura de Olinda, Sodeca, Câmara de vereadores de Olinda e diversos outros órgãos, como Unesco e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>



<p>Uma passeata, com todos de preto, em sinal de luto, vai sair amanhã, às 14h30, da Igreja do Bonfim, construída em 1721, de onde foram roubadas duas imagens de santos, dos séculos XVII e XVIII, jamais recuperados. Um bumbo acompanhará todo o trajeto. O próximo passo será uma conversa com o prefeito da cidade, professor Lupércio, para ver quais são suas ações para a segurança da cidade.</p>



<p>Outra iniciativa foi a de &#8220;enlutar&#8221; Olinda&nbsp; com panos pretos, nas sacadas e janelas. Na base da “cotinha”, compraram tecidos, fizeram 200 unidades, que foram distribuídas por todo o Sítio. Receberam mais pedidos. “Já distribuímos mais de 600”, diz Carlos.&nbsp;</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/10/olinda3.jpg" alt="Fachadas de casas porta-e-janela, pintadas de cores variadas (vermelho bordô, amarelo, rosa etc), com pedaços de pano preto pendurados nas janelas." class="" loading="lazy" width="677">
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	                                        <p class="m-0">Ao menos 200 casas de Olinda estão com as fachadas &#8220;enlutadas&#8221;. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>A repercussão foi imediata nos meios de comunicação, que começaram a divulgar o movimento, com reportagens em TVs e notas nos jornais.&nbsp;</p>



<p>A PM divulgou uma nota oficial, dizendo que &#8220;forças<em> </em>de segurança informam que estão presentes e atuantes no Sítio Histórico de Olinda”, e que “suspeitos de furtos e depredação foram presos”, sem informar a quantidade, nem os crimes cometidos. Afirma também que os crimes foram cometidos por “moradores de rua”.&nbsp;</p>



<p>Até o momento, estas ações resultaram em três inquéritos, produzidos pela Polícia Civil.</p>



<p>O retorno da Ciatur, para o movimento, foi chamar seis pessoas para discutir com o Coronel Pereira. A primeira pergunta chamou a atenção.&nbsp;</p>



<p>“Quem escreveu esta carta?”</p>



<p>A&nbsp; conversa foi mais sobre ações que estão sendo feitas pela PM, uma demonstração de apreço pelo Sítio Histórico, semelhante ao que foi divulgado na Nota Oficial.</p>



<p>“Após esta ação, vamos eleger a próxima pauta, a que for mais votada pelo grupo e ir pra cima. Não vamos deixar o fogo acabar. A esperança é que o grupo avance nos problemas crônicos de Olinda. Esperamos formar novas lideranças. Se mexer com um, mexe com 200, ficamos mais fortes”, completa Carlos, que destaca o caráter apartidário da mobilização.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Spray de pimenta e indignação</strong></h3>



<p>Se já havia um movimento em curso para questionar o policiamento e a segurança no Sírio Histórico de Olinda, no domingo (16), um fato acabou causando revolta e repercussão nas redes sociais.</p>



<p>Três policiais da Rocam, fardados, chegaram sanduicheria The BBurgers<strong>, </strong>já perto do horário de fechamento, que é às 22h. Passaram uma hora no local, conversando, descontraídos, rindo, consumiram sanduíches, mas no final da conversa, um deles alertou:</p>



<p>“Faz isso não, cara!”</p>



<p>Todos riam. Após pagar a conta, um deles tirou seu spray de pimenta e espalhou no corredor.&nbsp;</p>



<p>Quando os funcionários fecharam&nbsp; as portas, logo depois, começaram a passar mal.</p>



<p>&#8220;Demoramos a acreditar que tinha sido spray de pimenta. Pensamos que era algum vazamento”, disse uma das funcionárias, que não quis se identificar. Uma parte dos funcionários foi para a calçada, tentar melhorar a respiração.&nbsp;</p>



<p>“Foi uma coisa totalmente maldosa, sem sentido, até porque eles foram muito bem atendidos e deveriam estar era protegendo a sociedade”, completou.</p>



<p>Só quando foram averiguar as filmagens das câmeras internas, viram que realmente aperta o spray, e sai rindo.</p>



<p>O caso está sendo apurado pela corregedoria da PM.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>“A cidade está jogada”</strong></h4>



<p>Na entrada do Sítio Histórico, ao lado do tradicional Clube Atlântico, Flávio Vicente, 46 anos, toca o bar e restaurante <em>Recanto do Ingá. </em>Em quatro anos, o local já foi invadido duas vezes.&nbsp;</p>



<p>A primeira foi em abril de 2022.</p>



<p>“Quebraram a porta, o vidro e entraram. Era de segunda pra terça-feira,&nbsp; não tinha ninguém”.</p>



<p>Levaram ventiladores, TV, liquidificador, microondas, bujão de gás, talheres, máquina de cartão, bebidas quentes e&nbsp; caixas de cerveja.</p>



<p>“O maior prejuízo foi a mesa de som, avaliada em R$ 5 mil”, lamenta.</p>



<p>Flávio divulgou o roubo no instagram, os amigos e frequentadores resolveram se mobilizar. Pela internet, fizeram uma campanha e passaram o pix dele.&nbsp;</p>



<p>“Arrecadaram R$ 8 mil, e cobriu o prejuízo”, diz.</p>



<p>“Pra quem vinha de uma pandemia, era como se fosse R$ 80 mil”, lembrou.</p>



<p>O outro roubo foi na véspera do São João. Novamente, os ladrões fizeram a festa. Ele preferiu nem registrar Boletim de Ocorrências.</p>



<p>&#8220;Isso é fácil de resolver. São conhecidos. São dois grupos. Os que arrombam as casas e os que assaltam mesmo, à noite são&nbsp; sempre os mesmos. Sábado passado, assaltaram um cara aqui na Praça do Carmo, Desceram o cassete nele e levaram tudo”.</p>



<p>Flávio guarda as bolsas que encontra, jogadas, no entorno do bar, para o caso de aparecer o dono ou a dona. Mas é comum encontrar bolsas jogadas até na caixa da descarga do banheiro do próprio bar, logo após algum roubo.&nbsp;</p>



<p>“Tem um monte de carteiras de habilitação, cartões de crédito, coisas que eles não querem. Só levam o dinheiro”.</p>



<p>Um cliente do bar, que se acompanhava a conversa, deu seu palpite:</p>



<p>“A cidade está jogada&#8221;.</p>



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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Flávio Vicente guarda objetos e documentos roubados que são jogados perto do seu bar. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><em><strong>As imagens desta reportagem foram produzidas com apoio do&nbsp;<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do&nbsp;<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa&nbsp;<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a>&nbsp;</strong>ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
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		<title>Contratação tiktoker</title>
		<link>https://marcozero.org/contratacao-tiktoker/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 20:05:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[contratação]]></category>
		<category><![CDATA[estagiária]]></category>
		<category><![CDATA[estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[tik tok]]></category>
		<category><![CDATA[Vaga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prazo 20/07/2022 A Marco Zero Conteúdo é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo qualificar o debate público promovendo o jornalismo investigativo e independente. Entre os principais eixos de atuação da Marco Zero estão os direitos humanos, a democracia, questões de gênero e identitárias além dos temas relacionados especificamente ao [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Prazo 20/07/2022</h2>



<p>A Marco Zero Conteúdo é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo qualificar o debate público promovendo o jornalismo investigativo e independente. Entre os principais eixos de atuação da Marco Zero estão os direitos humanos, a democracia, questões de gênero e identitárias além dos temas relacionados especificamente ao direito à cidade, como a mobilidade urbana, e à ocupação econômica, social e cultural do território. Sempre tendo como ponto central as pessoas.</p>



<p>Estamos contratando uma estagiária ou estagiário para trabalhar como tiktoker.</p>



<p>Como defendemos a diversidade, incentivamos a todas, todos e todes &#8211; independentemente de orientação sexual, raça, religião, idade, deficiência ou outras características pessoais &#8211; a se candidatar.</p>



<p><strong>Requisitos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>ser usuário frequente da rede;</li><li>saber usar recursos da plataforma (efeitos, edição na plataforma e no capcut, remix, costurar, etc);</li><li>interesse na área de direitos humanos;</li><li>boa redação;</li><li>capacidade de trabalhar em equipe.</li></ul>



<p><strong>Funções:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>roteirizar o vídeo;</li><li>gravar;</li><li>apresentar;</li><li>editar;</li><li>postar;</li><li>auxiliar no gerenciamento de mensagens e comentários da plataforma;</li><li>produzir relatórios.</li></ul>



<p><strong>Teste:</strong></p>



<p><a href="https://marcozero.org/inflacao-alta-faz-brasileiros-mais-pobres-substituirem-alimentos-saudaveis-por-comida-ultraprocessada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acessar: Inflação alta faz brasileiros mais pobres substituírem alimentos saudáveis por comida ultraprocessada</a></p>



<p>Criar um post para o Tik Tok com base na reportagem.</p>



<p><a href="mailto:selecao@marcozero.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Enviar até 20/07/22 para: <a href="mailto:selecao@marcozero.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">selecaomz@marcozero.org</a></strong></a></p>



<p><strong>Carga horária</strong>:</p>



<p>5 horas diárias (segunda a sexta) – PRESENCIAL/ TURNO DA TARDE</p>



<p><strong>Bolsa-auxílio</strong> R$ 1.212,00 + auxílio transporte</p>



<p><strong>Contratação via CIEE</strong></p>



<p><strong>Prazo de contratação:</strong> 6 meses (15 dias de férias)</p>



<p></p>



<p></p>
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