Quando a Marco Zero começou, há exatos cinco anos, nosso plano era ousado: ajudar a transformar a vida das pessoas através do jornalismo. Para nós, o jornalismo independente tinha um papel essencial para a existência de uma sociedade democrática. Queríamos chamar a atenção para as injustiças e para as desigualdades. Cobrar do poder público e empresas as promessas e as obrigações assumidas. Faríamos um jornalismo com ética, focado nas pessoas, respeitando a diversidade e os direitos humanos.

Surgimos em um contexto de concentração da mídia na mão de poucos, que vêem a notícia como uma mercadoria, uma moeda de troca ou um instrumento de pressão para atender a interesses particulares. Nos veículos da mídia tradicional predominava uma permanente falta de pluralidade na leitura dos processos políticos, econômicos e culturais, onde a maior parte da população, a mais vulnerável, era invisibilizada.

Surgimos para fazer diferente. Traçamos uma linha editorial cidadã e inovamos no nosso modelo de negócio. Apostamos, sobretudo, na independência. Para isso, nos organizamos como uma empresa sem fins lucrativos e decidimos não ter patrocínios de governos, empresas públicas ou privadas. Descartamos a publicidade e optamos por diversificar nossas fontes de recursos.

A caminhada ao longo desses primeiros cinco anos foi mais dura e complexa do que poderíamos imaginar. Desde aquele 16 de junho de 2015, o Brasil sofreu um golpe disfarçado de impeachment, assistiu à perda de liberdades individuais e direitos sociais conquistados em décadas de lutas, elegeu um fascista Presidente da República e mergulhou na maior crise sanitária da história.

Mas as escolhas que fizemos desde o primeiro dia nos possibilitaram crescer na adversidade. Estamos produzindo mais e melhor, diversificamos os conteúdos, ampliamos as receitas, aumentamos a estrutura, construímos parcerias e nos tornamos parte importante do ecossistema de informação que se formou para fazer frente à agenda antidemocrática.

Ao completar cinco anos, a Marco Zero reafirma o compromisso com um jornalismo que promova a pluralidade de vozes, interpretações e visões de mundo. Que defenda os direitos humanos e a ampla liberdade de expressão. Que apoie a igualdade de representação e de valores entre etnias, religiões, culturas e tradições. Reafirmamos a crença no poder revolucionário que o jornalismo tem de mudar a vida das pessoas, o lugar onde moramos, o país, o mundo.

Revolucione você também. A revolução é coletiva.

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