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	<title>Arquivos Apac - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 25 Feb 2025 20:04:45 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Apac - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Governo Federal vai consertar sensores de deslizamento de barreiras que estão quebrados desde 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 19:06:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[alagamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Apac]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[defesa civil]]></category>
		<category><![CDATA[deslizamento de barreira]]></category>
		<category><![CDATA[MCTI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 22 de março, durante a visita de Lula a Pernambuco, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, assinou um acordo de cooperação com o governo estadual para a implementação de um sistema de monitoramento de cheias e deslizamento de morros. Na ocasião, a ministra explicou que o sistema vai contar com um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 22 de março, durante a visita de Lula a Pernambuco, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, assinou um acordo de cooperação com o governo estadual para a implementação de um sistema de monitoramento de cheias e deslizamento de morros. Na ocasião, a ministra explicou que o sistema vai contar com um monitoramento 24 horas, realizado através de equipamentos específicos, e com alertas de risco emitidos para a população.</p>



<p>Dois dias após o anúncio da implementação do sistema, a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) convocou a imprensa para anunciar que de abril a junho as chuvas devem ser intensas na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste, com precipitação que podem ultrapassar os 300 mm (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado).</p>



<p>Com a proximidade do período mais chuvoso na região, a Marco Zero Conteúdo procurou o Governo de Pernambuco, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Apac para saber como vai funcionar o sistema de monitoramento de cheias e deslizamentos.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/apac-chama-imprensa-para-avisar-que-chuvas-serao-intensas-nos-proximos-tres-meses/" class="titulo">Apac chama imprensa para avisar que chuvas serão intensas nos próximos três meses</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/clima/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Clima</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comissão de monitoramento</strong></h2>



<p>Resultado da parceria entre o Governo Federal e as instituições do estado, o sistema de monitoramento anunciado consiste em uma série de ações adotadas para prevenir desastres socioambientais como o que ocorreu em maio de 2022, em Pernambuco, e resultou 133 mortos e milhares de desabrigados em Pernambuco.</p>



<p>O sistema conta com a formação de um comitê de gerenciamento de crise em caso de desastres, com integrantes dos órgãos responsáveis pelo monitoramento, que tem previsão de início para este mês de abril e deve seguir mobilizado até julho, ou enquanto durarem as chuvas intensas. Outra ação urgente será a recuperação de sensores espalhados pelos morros da Região Metropolitana que estão quebrados ou sem manutenção há sete anos.</p>



<p>Em caso de risco de enchentes ou deslizamentos, a Defesa Civil, que também integra a comissão, será informada imediatamente e ficará responsável por fazer a retirada da população dos locais afetados. Já a Apac é responsável por comunicar diariamente à população a situação climática e meteorológica, emitindo alertas caso seja necessário.</p>



<p>Questionamos o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, sobre como seriam realizadas as ações de alerta para a população em situações de risco. Em resposta, Moraes relembrou a lei 12.608/2012, que determina que é dever de estados e municípios a adoção de medidas necessárias para reduzir os riscos de desastres e afirmou que “nós [Cemaden] realizaremos o monitoramento e emitiremos o alerta aos órgãos competentes, mas as iniciativas para conter os danos são de responsabilidade dos governos estaduais e municipais, que devem atuar junto com a Defesa Civil”.</p>



<p>Procuramos o Governo de Pernambuco para saber mais detalhes do sistema de monitoramento e as medidas de contingência em caso de desastres. Em nota, enviada pela Secretaria de Defesa Civil, o governo informou apenas que “neste primeiro momento, a parceria é apenas entre a APAC e a Universidade Federal de Pernambuco, mas ficamos à disposição para qualquer dúvida”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Manutenção e instalação de equipamentos de monitoramento</strong></h3>



<p>A parceria entre Apac e Universidade Federal de Pernambuco, citada pela Defesa Civil do estado, diz respeito à manutenção e recuperação de 15 sensores geotécnicos instalados nos morros de Pernambuco, em sua maioria na Região Metropolitana do Recife.</p>



<p>Os sensores geotécnicos são equipamentos de monitoramento compostos por pluviômetros automáticos e sensores de umidade de solo que coletam dados sobre a quantidade de chuva acumulada no solo. Os sensores emitem um sinal infravermelho para o equipamento denominado Estação Total Robotizada (ETR), que ficam instalados sobre postes nas encostas de morros e são capazes de detectar pequenos deslocamentos no solo, e, assim, conseguem prever acidentes.</p>



<p>De acordo com a Apac, os 15 sensores instalados em Pernambuco estão sem manutenção desde 2016 por falta de recursos e, agora, graças ao investimento do Ministério da Ciência e Tecnologia através do Cemaden, voltarão a funcionar. “A APAC está apoiando a manutenção do equipamento de pluviometria e a ida aos morros junto com a UFPE (Laboratório de Geotecnia) para verificação do status dos sensores de umidade. A UFPE, através do professor Roberto Coutinho, irá fazer essa análise dos sensores de umidade e montará um orçamento para recuperação dos mesmos”, esclareceu a Apac por meio de nota.</p>



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	                                        <p class="m-0">Estações com sensores e pluviômetros serão montados para monitorar nível dos rios.  Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo
</p>
	                
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<p>Outro equipamento de monitoramento previsto para compor o sistema anunciado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia são as estações hidrológicas. Com o objetivo de prevenir os danos causados pelas enchentes, as estações monitoram o nível do rio, através de um sensor tipo radar, e da precipitação chuvosa, com pluviômetros. O equipamento conta com uma webcam integrada que permite registros fotográficos em tempo real da situação do rio e as informações são transmitidas aos órgãos responsáveis pela rede de telefones celulares.De acordo com o diretor do Cemaden, cada estação custa em média R$ 500 mil e, nos próximos meses, cinco equipamentos devem ser instalados em Pernambuco.</p>



<p>De acordo com a Apac, a previsão é que as cinco estações hidrológicas sejam instaladas nos seguintes rios: Carimã, em Barreiros; rio Sirinhaém, em Sirinhaém (duas unidades); rio Jaboatão, em Vitória de Santo Antão e rio Duas Unas, em Jaboatão dos Guararapes.</p>



<p>“O sistema de monitoramento tem dois pontos fundamentais: os equipamentos, que é o ponto material, e a comissão, que nós estamos denominando de sala de crise, formada por profissionais que devem garantir as ações de prevenção e contenção de riscos. No momento, nós estamos em uma fase de levantamento de dados, com visitas aos locais de risco que estão sendo realizadas junto com a UFPE. E as estações hidrológicas também já começaram a ser instaladas. É um trabalho que já começou e não tem data para acabar”, afirmou o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Uma questão importante!</strong></p>
<cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong><em>.</em></cite></blockquote>
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		<title>Chuvas de verão aumentam volume d&#8217;água das barragens que abastecem Região Metropolitana do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/chuvas-de-verao-aumentam-volume-dagua-das-barragens-que-abastecem-regiao-metropolitana-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2022 22:35:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Apac]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[compesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os relatórios de monitoramento da situação dos rios e reservatórios da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) abrigam uma boa notícia: ao contrário do que aconteceu há um ano, as barragens responsáveis pelo abastecimento d’água da Região Metropolitana do Recife devem ser o suficiente para que a região atravesse os próximos meses, até o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os relatórios de monitoramento da situação dos rios e reservatórios da Agência Pernambucana de Águas e Climas (<a href="https://www.apac.pe.gov.br/boletinsh">Apac</a>) abrigam uma boa notícia: ao contrário do que aconteceu há um ano, as barragens responsáveis pelo abastecimento d’água da Região Metropolitana do Recife devem ser o suficiente para que a região atravesse os próximos meses, até o início do período das chuvas, a partir de março.</p>



<p>De acordo com a Apac, o último informe do <a href="https://www.apac.pe.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=790&amp;catid=24">Monitor de Secas</a> da Agência Nacional de Águas (ANA) indicava que apenas os municípios ao norte da Região Metropolitana, Igarassu, Itapissuma e Abreu e Lima estavam sob risco de “seca leve”, enquanto todo o restante do Grande Recife, assim como litoral sul e Zona da Mata sul estavam sob a classificação de “sem seca relativa”. O Monitor de Secas é o acompanhamento mensal da seca, realizado pelos estados sob a coordenação da ANA.</p>



<div class="flourish-embed flourish-chart" data-src="visualisation/8584565"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script></div>



<p>Mesmo assim, o reservatório da barragem de Botafogo, que abastece Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, está com 27,7% de sua capacidade total. Parece pouco, mas em janeiro de 2021 esse percentual não chegava a 6%. Sem a realização oficial do carnaval, que sempre obriga a Compesa a montar esquemas especiais para o período, não serão necessários rodízios de racionamento mais rígidos além daqueles que já acontecem nesses municípios.</p>



<p>Apenas uma barragem está com menos água do que estava há um ano: Carpina conta com apenas 6,3% do sua capacidade (era quase 20% em 2021), que é de 270 milhões de metros cúbicos. Tapacurá está com um volume no mesmo nível de janeiro passado, em torno de 30%. Todas as demais barragens estão com nível d’água acima do que foi registrado há um ano. Duas delas, Bita e Sicupema, aliás, estão vertendo, ou seja, estão com volume de água acima do que suporta.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/barragens-da-regiao-metropolitana-do-recife-estao-a-beira-do-colapso/" class="titulo">Barragens da Região Metropolitana do Recife estão à beira do colapso</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/aguas/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Águas</a>
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	            </div>
        </div>

		


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			</item>
		<item>
		<title>Escola de Sargentos em área de proteção preocupa ambientalistas e técnicos da CPRH</title>
		<link>https://marcozero.org/escola-de-sargentos-em-area-de-protecao-preocupa-ambientalistas-e-tecnicos-da-cprh/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 19:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[aldeia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Apac]]></category>
		<category><![CDATA[COP26]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Exército]]></category>
		<category><![CDATA[Forças Armadas]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o governador Paulo Câmara (PSB) e sua equipe exaltam, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia, um Pernambuco ambientalmente correto e firmam convênios para redução de impactos, por aqui ambientalistas e servidores se preocupam sobre os rumos de alguns empreendimentos. Um deles é a Escola de Sargentos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Enquanto o governador Paulo Câmara (PSB) e sua equipe exaltam, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia, um Pernambuco ambientalmente correto e firmam convênios para redução de impactos, por aqui ambientalistas e servidores se preocupam sobre os rumos de alguns empreendimentos.</p>



<p>Um deles é a Escola de Sargentos de Armas (ESA), projeto que deve ser instalado ao sul da Mata do Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (Cimnc), na Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe.</p>



<p>A Mata do Cimnc é tratada como uma espécie de santuário. Ela abriga cerca de 8 mil hectares de mata atlântica regenerada, um dos biomas mais ameaçados do planeta. Trata-se da maior faixa contínua de mata atlântica acima do rio São Francisco.</p>



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	                                        <p class="m-0">Imagem aérea de um trecho da Mata do Cimnc. Crédito: Herbert Tejo</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Desconhecido para muitos pernambucanos, no local vive uma grande variedade de fauna e de flora e tem servido de <a href="http://www2.cprh.pe.gov.br/fauna-e-flora/unidades-de-conservacao/compensacao-ambiental-ctca/">área para compensação ambiental</a> de outros empreendimentos, como o Camará Shopping, em Camaragibe, e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).Ou seja, é uma área de preservação que costuma ser beneficiada para receber os investimentos de compensação de empresas que causam danos ambientais em outras áreas.</p>



<p>Além disso, a Mata do Cimnc abriga importantes mananciais que abastecem barragens da Região Metropolitana do Recife (RMR), com destaque para a de Botafogo, historicamente problemática e que alimenta Olinda e parte da área norte da RMR. <a href="https://marcozero.org/barragens-da-regiao-metropolitana-do-recife-estao-a-beira-do-colapso/">Basta acompanhar no noticiário</a> a crise hídrica que os moradores dessas regiões enfrentam.</p>



<p>A barragem está ligada ao Rio Catucá, que fica dentro da mata, com uma área significativa dentro de onde está projetada a construção da ESA. O temor é que haja impactos num rio que já é muito frágil, com pouquíssima mata ciliar.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Mapa da Mata do Cimnc com projeções. Crédito: Fórum Socioambiental de Aldeia</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Até agora, não há mais detalhes sobre a implantação, o cronograma e os estudos de impacto ambiental. O governo estadual diz que o projeto ainda está em fase inicial e que as partes irão sentar para traçar os próximos passos. Acontece que o local definido é extremamente sensível e, até o momento, a questão ambiental não foi colocada em pauta junto à sociedade.</p>



<p>O <a href="https://marcozero.org/governo-de-pe-viola-lei-para-agradar-a-jeep-e-construir-estrada-na-maior-reserva-de-mata-atlantica-da-regiao/">projeto do Arco Viário proposto pelo estado</a>, que viola o plano de manejo da APA, segundo defendem especialistas, passaria na frente da área escolhida para a Escola de Sargentos.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governo-de-pe-viola-lei-para-agradar-a-jeep-e-construir-estrada-na-maior-reserva-de-mata-atlantica-da-regiao/" class="titulo">Governo de PE viola lei para agradar à Jeep e construir estrada na maior reserva de Mata Atlântica da região</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O projeto da Escola de Sargentos</strong></h2>



<p>Pernambuco foi o estado escolhido para sediar o novo projeto do Exército numa disputa com Rio Grande do Sul e Paraná. O anúncio foi feito no final de outubro pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira. A previsão de inauguração é daqui a três anos.</p>



<p>Entre os critérios de decisão, estava o compromisso de investimentos do estado de Pernambuco de R$ 320 milhões em infraestrutura e também a área oferecida pelo governo, entre os municípios de Abreu e Lima, Paudalho, Tracunhaém, Araçoiaba, Camaragibe, São Lourenço da Mata e Igarassu.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Paulo Câmara em reunião de apresentação com o Exército. Crédito: Aluísio Moreira/SEI
</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>A reportagem solicitou acesso ao projeto ao Exército, mas não obteve retorno até agora. Também solicitou à assessoria do Palácio do Governo e à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). A resposta de ambas foi a mesma: por se tratar de um projeto do Exército, sugeriram que entrássemos em contato com o Exército. Quando houve o anúncio da escolha por Pernambuco, no entanto, a gestão comemorou com apresentação e cobertura da imprensa.</p>



<p>Pelas informações do power point usado pelo Governo do Estado no evento de apresentação para a mídia e também em vídeos institucionais disponíveis no Youtube, a ESA deve concentrar cerca de 10 mil pessoas, entre alunos, professores, pessoal de apoio e familiares. O projeto, que deve ocupar uma área de mais de mil metros quadrados, contempla, além da escola, parque de tiros, vila militar condominial, com 24 prédios de 24 apartamentos cada um, dez quadras poliesportivas, dois ginásios cobertos e estacionamento com pátio de formaturas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conheça detalhes do projeto:</strong></li>
</ul>





<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Também é possível baixar a apresentação em Power Point usado pelo Governo de Pernambuco:</strong></li>
</ul>



<div class="wp-block-file"><a id="wp-block-file--media-ca694775-594f-4404-ac89-3bf8eeb36984" href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/11/APRESENTACAO-ESA-VF-3.pdf"><br><br>APRESENTACAO-ESA-VF-3</a><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/11/APRESENTACAO-ESA-VF-3.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-ca694775-594f-4404-ac89-3bf8eeb36984">Baixar</a></div>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ambientalistas e servidores em alerta</strong></h3>



<p>O Fórum Socioambiental de Aldeia, associação comunitária de moradores e amigos da APA Aldeia-Beberibe, fundada há 18 anos, vem chamando a atenção para os possíveis impactos do projeto e se queixa da falta de informações e debates.</p>



<p>O engenheiro e presidente do fórum, Herbert Tejo, diz que a associação não é contra a Escola de Sargentos e até comemorou a novidade no mês passado, pois vê o empreendimento como importante para Pernambuco e o Nordeste. Porém, existe a preocupação quanto ao meio ambiente e a falta de diálogo. O fórum relata também não ter conseguido acesso ao projeto.</p>



<p>A associação contesta a localização da escola. Segundo Herbert, com base em estudos realizados pelo fórum, há outras possibilidades de terras, inclusive locais onde há apenas cana-de-açúcar, no entorno da Mata do Cimnc, e não dentro dela.</p>



<p>“Há pelo menos duas alternativas, ao nosso ver, que aparentam ser viáveis. Mas precisamos debater isso publicamente”, insiste. O fórum estima que cerca de 150 hectares podem ser desmatados por conta das construções. “Se esse empreendimento abrir precedentes para construção de edifícios na Mata do Cimnc, como evitar que se construa edifícios na APA?”, provoca Herbert, citando as leis de mata atlântica e proteção de mananciais.</p>



<p>O Conselho Gestor da APA, do qual o fórum é membro, já solicitou uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), através da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Wanderson Florêncio (PSC). O pedido foi aprovado, mas até agora não se concretizou.</p>



<p>À <strong>Marco Zero</strong>, a comissão disse que a previsão seria o próximo dia 30, mas, por conta do retorno da casa às atividades presenciais, não será mais possível, devido a mudanças de agendas da Alepe. A nova data deve ser definida até esta quinta-feira, 11 de novembro. A reportagem não conseguiu contato com o deputado Florêncio.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Nesta quinta, 11 de novembro, a assessoria de imprensa do deputado Florêncio informou que a audiência pública foi agendada para o dia 2 de dezembro, às 14h30.</p>
</blockquote>



<p>Outra entidade que vê o projeto com preocupação e insiste pelo debate público é o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Agricultura e Meio Ambiente de Pernambuco (Sintape), que, entre outros, representa trabalhadores da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).</p>



<p>“Dentro da CPRH, ainda não chegaram estudos que tratem desse projeto. Mas existe uma grande preocupação, sim, de um grupo de técnicos que trabalham voltados para a APA”, revela o presidente do Sintape, Antônio Angelim. Em nota, a CPRH disse que, para definir os estudos ambientais necessários à instalação da ESA, é preciso ainda analisar o projeto. Mas já citou que leis devem estar implicadas.</p>



<p>Confira a nota da CPRH na íntegra:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>De acordo com informações do Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental, para a definição dos estudos ambientais necessários e pertinentes é preciso analisar o projeto, considerando suas características, seu porte e sua localização. No caso em tela, a partir da inauguração do processo de licenciamento ambiental, além da legislação relativa à exigibilidade de EIA/RIMA ou outros estudos ambientais, deverá ser observada a legislação relativa à proteção da Mata Atlântica e das Áreas de Proteção de Mananciais da Região Metropolitana do Recife, bem como o Plano de Manejo da APA Aldeia-Beberibe e o Decreto Estadual que instituiu os Corredores Ecológicos naquela localidade.</em></p>
</blockquote>



<p>Já a Seplag, informou que ainda não há novidades além da etapa de confirmação para a instalação da ESA em Pernambuco e que detalhamentos do projeto e respectivos cronogramas ainda serão definidos.</p>



<p>Confira a nota da Seplag na íntegra:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>A Secretaria de Planejamento e Gestão informa que, até o momento, a etapa concluída para a instalação da nova Escola de Sargentos foi a escolha de Pernambuco por parte do Exército. O Estado foi escolhido após concorrer com o Rio Grande do Sul e o Paraná. Detalhamentos do projeto e respectivos cronogramas serão definidos a partir de agora. Ainda este mês, serão realizadas as primeiras reuniões entre o Governo do Estado e o Exército para definição dessas etapas.</em></p>
</blockquote>



<p>O governador Paulo Câmara (PSB) encerrou nesta terça, 9 de outubro, sua participação na COP26 reafirmando, junto a outros líderes, o compromisso pela neutralidade da emissão de gases do efeito estufa, como o carbono, até 2050.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A RESPOSTA DO EXÉRCITO</p>



<p>Após nove dias de contato, a assessoria de imprensa do Exército enviou à Marco Zero uma nota oficial. Confira a nota na íntegra:</p>



<p>Atendendo à sua solicitação, formulada por meio de mensagem eletrônica de 8 de novembro, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Plano Diretor da nova Escola de Sargentos do Exército em Recife (PE) não foi finalizado, portanto não há definição exata da(s) área(s) a ser(em) ocupada(s) pelas instalações.</p>



<p>Historicamente, a existência de áreas sob administração do Exército é fator preponderante para a preservação ambiental e a recuperação dos biomas brasileiros, a exemplo dos campos de instrução mantidos em todas as regiões<br>do país. Especificamente em relação ao novo estabelecimento de ensino do Exército Brasileiro, cabe destacar que o projeto irá prever a construção de instalações ambientalmente sustentáveis, adotando medidas como o uso de energia renovável; a destinação correta de resíduos e o tratamento de efluentes; e o aproveitamento de água da chuva.</p>



<p>Por fim, cabe ressaltar que todos os empreendimentos a cargo do Exército Brasileiro atendem às normas ambientais vigentes quanto à Compensação Ambiental e Florestal, que é um mecanismo legal para retornar e minimizar os<br>impactos que podem ser causados ao ambiente (Art. 36 da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e regulamentada pelos Art. 31 a 34 do Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002).</p>
</blockquote>



<p><em>Atualizado em 17/11/21, às 17h40</em></p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
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</blockquote>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nível crítico das barragens faz Compesa decretar racionamento na RMR</title>
		<link>https://marcozero.org/nivel-critico-das-barragens-faz-compesa-decretar-racionamento-na-rmr/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2021 21:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Apac]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[compesa]]></category>
		<category><![CDATA[crise hídrica]]></category>
		<category><![CDATA[racionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aviso de racionamento foi anunciado oficialmente nesta sexta-feira (22) em coletiva de imprensa. Mas, na prática, ele já começou desde meados do Natal para muitos bairros da Região Metropolitana do Recife (RMR). A diferença é que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) só agora oficializou o que chamou em apresentação de “ajustes no calendário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O aviso de racionamento foi anunciado oficialmente nesta sexta-feira (22) em coletiva de imprensa. Mas, na prática, ele já começou desde meados do Natal para muitos bairros da Região Metropolitana do Recife (RMR). A diferença é que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) só agora oficializou o que chamou em apresentação de “ajustes no calendário de abastecimento”.</p>



<p>O aperto nas torneiras, em meio à maior crise sanitária do século com a pandemia de covid-19, é, segundo a Compesa, consequência do <a href="https://marcozero.org/barragens-da-regiao-metropolitana-do-recife-estao-a-beira-do-colapso/">nível crítico de algumas barragens da RMR</a>, como a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> antecipou nesta quinta (21). São 10 municípios com alteração: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Moreno e Cabo de Santo Agostinho.</p>



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<p>Ao todo, mais de 100 localidades serão afetadas com os ajustes a partir desta segunda (25). Em geral, assim como acontece historicamente, as mais prejudicadas são as periferias. Diversas localidades de Jaboatão passarão a ter um dia com água para 20 sem. Confira <a href="https://servicos.compesa.com.br/escassez-de-chuvas-reduz-nivel-das-barragens-e-altera-calendario-de-abastecimento-da-rmr/">aqui</a> o todos o esquema de racionamento e o calendário do seu bairro.</p>



<p>A pescadora Eliane Maria da Silva (55) mora numa casa com o filho em Socorro, Jaboatão. Eles recebem água um dia e ficam 15 sem, agora passarão a ficar 20. Ela acha que já teve covid-19, logo no início da pandemia. Não chegou a fazer o teste, mas ficou 15 dias doente, sem sentir gosto nem cheiro. “É muito difícil uma situação dessa na pandemia, porque pedem para a gente lavar a mão toda hora”, observa.</p>



<p>&#8220;Estou para me mudar, mas não estou conseguindo porque as casas que posso pagar não têm água”, conta. Atualmente Eliane está apenas com uma renda de R$ 41 do Bolsa Família. A pescadora vai solicitar o cancelamento do abastecimento na Compesa.</p>



<p>“A conta vem dando muito alta. Não tenho condições. Por sorte, na casa do meu irmão, que é vizinho, tem uma cacimba e a gente puxa água de lá para a caixa de casa. Vou ficar só com essa mesmo. Se fosse esperar só por água da Compesa, ia ser difícil”, explica.</p>



<p>Quando a reportagem conversou com Eliane por telefone nesta sexta (22), ela estava na casa de uma tia em Moreno, zona da mata sul. Com 65 anos, Severina Josefa Gabriel, dona de casa que também vive do Bolsa Família, depende da vizinha para ter água em casa. Ela coloca mangueiras para encher vasilhas porque na casa dela não chega o recurso. Já a conta social chega mensalmente.</p>



<p>“Já acionamos a Compesa, ela diz que aqui chega água, mas não chega. Mas o problema é também que agora faz 15 dias que não entra água na casa da vizinha. Aqui hoje estamos com pratos sujos e pouca água nos baldinhos, economizando para tomar banho e um potinho para cozinhar”, descreve a pescadora. </p>



<p>Em Moreno, o abastecimento que era de dois dias com água para quatro sem agora ficará nove dias sem. A situação dessas duas mulheres é o reflexo da lista de problemas de abastecimento da RMR.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Chuvas abaixo da média</strong></h2>



<p>Segundo informações repassadas em coletiva nesta sexta (22), as chuvas foram bem abaixo do esperado em 2020 e a previsão estimada de precipitações está inferior à média histórica para a RMR no primeiro quadrimestre deste ano. Essa é a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que também esteve na coletiva de imprensa.</p>



<p>A população já sabia das previsões de baixa precipitação da agência para os primeiros meses de 2021. Os dados foram divulgados na imprensa. Mas só agora a Compesa veio a público explicar o que está de fato acontecendo e quais as providências a serem tomadas.</p>



<p>A companhia se defende afirmando que “Desde o anúncio do balanço da situação hídrica de Pernambuco apresentado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a Compesa tem intensificado o monitoramento sistemático do volume dos seus mananciais, realizando cálculos e simulações para a definição do melhor modelo de distribuição de água para aguardar as chuvas de maio a junho (período do inverno)”.</p>



<p>Resolver a questão da falta de água requer o uso racional, investimentos e diminuição do desperdício no sistema e principalmente uma mudança radical no formato de consumo e produção e nos territórios urbanos. A curto e médio prazo, a Compesa anunciou alguns investimentos.</p>



<p>A presidente da Compesa, Manuela Marinho, disse que, desde o ano passado, a companhia planejou investimentos a curto, médio e longo prazo para esse período e está investindo cerca de R$ 20 milhões em ações para ampliar a oferta de água e para trazer mais segurança hídrica aos sistemas.</p>



<p>Entre os investimentos, estão a reativação e perfuração de mais de 30 poços na RMR. Esse trabalho começou no ano passado na área dos morros da zona norte do Recife e seguirá para outras áreas da capital e nas cidades de Goiana, Abreu e Lima, Igarassu, Olinda e Paulista. O incremento dos poços representará mais de 550 litros de água por segundo.</p>



<p>Para o primeiro semestre do ano, ainda está prevista a aquisição de equipamentos para melhorar a performance das captações de Castelo, Tiúma, Duas Unas, Cumbe, Arataca, Conga, Tabatinga e Monjope e para as estações elevatórias Paratibe e Monjope/Alto do Céu. Também haverá reforço de carros-pipa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero&#8230;</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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		<title>Barragens da Região Metropolitana do Recife estão à beira do colapso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 23:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Apac]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[compesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Parte da Região Metropolitana do Recife (RMR) está sofrendo com uma grave crise de desabastecimento. Em Olinda, há casas com as torneiras secas há quase um mês. Quem tem dinheiro está comprando caminhão-pipa, cujo preço subiu por conta da procura. Mas quem não tem condições está sofrendo ainda mais em meio à maior crise sanitária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Parte da Região Metropolitana do Recife (RMR) está sofrendo com uma grave crise de desabastecimento. Em Olinda, há casas com as torneiras secas há quase um mês. Quem tem dinheiro está comprando caminhão-pipa, cujo preço subiu por conta da procura. Mas quem não tem condições está <a href="https://marcozero.org/falta-agua-e-presenca-do-estado-coronavirus-aprofunda-desigualdades-estruturais-nas-periferias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sofrendo ainda mais</a> em meio à maior crise sanitária do século com a pandemia da covid-19.</p>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> teve acesso a relatórios internos da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e a situação de algumas barragens é extremamente crítica, a pior dos últimos 10 anos. A previsão é que chova abaixo da média nestes primeiros três meses do ano nas áreas atualmente mais afetadas.</p>



<p>Botafogo, uma das principais fontes hídricas do Sistema Botafogo, que abastece Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima &#8211; e que tem problemas históricos -, está no vermelho, com, segundo relatório do último dia 12, menos de 7% de sua capacidade total, que é de 27,5 milhões de metros cúbicos de água.</p>



<p>O nível de algumas barragens é ainda pior. A do Goitá, localizada entre Paudalho e São Lourenço da Mata, está com apenas 1,65% de sua capacidade, também de acordo com o relatório do dia 12 de janeiro. Confira a situação das barragens, a cor vermelha mostra situação crítica e a amarela, alerta:</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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<p>Para se ter ideia da gravidade, há exatos dois anos, em janeiro de 2019, a Barragem de Botafogo estava com menos de 18% da sua capacidade e o nível que já era considerado crítico e de pré-colapso em comunicado da própria Compesa. Na época, a companhia anunciou que o rodízio de fornecimento de água nas áreas abastecidas por essa fonte seria ampliado de um dia com água e cinco sem para um dia com água e seis sem.</p>



<p>No ano passado, a Compesa realizou uma manutenção no Sistema Botafogo para garantir o abastecimento durante o Carnaval. Na época, 69 bairros ficaram sem água durante os dias do serviço. Na gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), uma de suas promessas prioritárias chegou a ser a construção de uma adutora para transpor as águas do Rio Capibaribe para o reservatório de Botafogo, permitindo uma injeção de mais litros de água por segundo.</p>



<p>A preocupação cresce porque, para o primeiro trimestre deste ano, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê chuvas abaixo da média em todo o estado, principalmente no Grande Recife e na Zona da Mata, assim como aconteceu em 2020. O “normal” é calculado com base em 30 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sem água e sem informação</strong></h2>



<p>Além de não haver água, não há, até o momento, comunicação de solução nem informações básicas por parte da Compesa. Somente após protesto, cobertura da imprensa e uma quantidade infindável de reclamações nos canais oficiais, a companhia irá se pronunciar publicamente em coletiva de imprensa marcada para esta sexta (22) junto com a Apac.</p>



<p>Enquanto isso, os consumidores seguem sendo cobrados normalmente e os dias com água seguem marcados no calendário de abastecimento, apesar de não chegar às torneiras. Há uma crise hídrica, mas há também uma crise de comunicação na Compesa. </p>



<p>O clima da população é de revolta, sobretudo porque ninguém consegue entender o motivo de algumas casas terem água e outras próximas, no mesmo bairro, não receberem. Nesta quinta (21), a água chegou em algumas ruas do Sítio Histórico de Olinda, mas, segundo moradores, o fornecimento só durou 20 minutos.</p>



<p>Na terça (19), moradores do Sítio Histórico de Olinda e de outras áreas fecharam a Rua do Sol, no Carmo, em protesto para exigir providências. A Compesa, por sua vez, diz à imprensa que vem “promovendo ajustes operacionais nos sistemas de abastecimento, com o objetivo de melhorar a oferta de água para o Sítio Histórico, em Olinda”.</p>



<p>O desespero é tão grande que um pipa que teve problemas mecânicos na terça (19) no Amaro Branco resolveu abrir as mangueiras e a <a href="https://youtu.be/ocpEL3Kq4Ho">população correu com vasilhames para pegar a água</a>.</p>



<p>A reportagem procurou a Compesa na terça (19) para confirmar os relatórios recebidos, além de questionar por que a companhia anunciou que, com a finalização da manutenção do sistema Tapacurá e áreas da RMR, o abastecimento voltaria a ser regularizado a partir do dia 14, porém não foi isso que aconteceu. </p>



<p>Também perguntamos quais os planos para resolver a crise de desabastecimento. A companhia não se pronunciou. Nesta quinta (21), comunicou que fará a coletiva na sexta (22) e que por isso não pode adiantar informações.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Situação beira o colapso</strong></h3>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> conversou com o professor da área de recursos hídricos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Almir Cirilo, que, ao saber do relatório das barragens, disse que a situação é extremamente crítica, praticamente de colapso. Ele traçou um histórico da situação de abastecimento da RMR que ajuda a entender o retrato geral da realidade atual.</p>



<p>Do ponto de vista de reservatórios e volume de água, o Recife e a Mata Sul tiveram melhoras significativas nos últimos anos, depois das obras de Pirapama, dobrando a capacidade de produção de água. Em 1999, chegou a haver na região um dia de água para nove sem. Na seca de 2012, o ano mais seco do século no Nordeste inteiro e que também atingiu região metropolitana, o regime de racionamento foi um dia com água e outro não, graças a Pirapama.</p>



<p>Mas há o problema da má distribuição, responsável por fazer a água chegar às torneiras. Muitas tubulações da rede são antigas. A Compesa investiu bastante, sobretudo na primeira metade da década passada, mas a necessidade de investimento ainda é muito grande.</p>



<p>Já Olinda e a Mata Norte têm situações mais complicadas. As fontes de água são muito mais escassas. As barragens são menores e têm menos capacidade, além de serem mais irregulares, com um período chuvoso menos uniforme. Por isso as barragens têm mais dificuldade e são mais vulneráveis a períodos de estiagem como o atual.</p>



<p>Outra situação que também merece atenção são as áreas de morro, mais elevadas, que necessitam de mais infraestrutura. Os investimentos vinham numa situação mais confortável até 2013, mas, de lá para cá, diminuíram e os recursos federais também ficaram escassos.</p>



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