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	<title>Arquivos esquerda - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 20 Sep 2025 15:32:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos esquerda - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>A PEC da Bandidagem relembrou que o pragmatismo do PSB é uma armadilha para a esquerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 19:06:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Campos]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[PEC da Bandidagem]]></category>
		<category><![CDATA[PEC da Blindagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Gabriel Neves* Os parlamentares do PSB de Pernambuco fecharam voto favorável à Proposta de Emenda à Constituição que blinda judicialmente deputados e senadores. A PEC, chamada pelo oficialismo de “PEC das Prerrogativas”, logo ganhou outras homenagens: “PEC da Blindagem”, “PEC da Impunidade” ou, a mais precisa de todas, “PEC da Bandidagem”. O argumento do [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Gabriel Neves*</strong></p>



<p>Os parlamentares do PSB de Pernambuco fecharam voto favorável à Proposta de Emenda à Constituição que blinda judicialmente deputados e senadores. A PEC, chamada pelo oficialismo de “PEC das Prerrogativas”, logo ganhou outras homenagens: “PEC da Blindagem”, “PEC da Impunidade” ou, a mais precisa de todas, “PEC da Bandidagem”.</p>



<p>O argumento do PSB? Assim o fizeram como um gesto para negociar a derrubada do PL da Anistia. Pedro Campos, líder da bancada e irmão de João Campos, prefeito do Recife e presidente nacional da sigla, vem sofrendo uma forte crise de imagem depois do voto.</p>



<p>Seu pronunciamento tentando justificar o injustificável não funcionou. O desgaste com a base é visível. Pedro agora vai virar estudo de caso nas Ciências Políticas e nas especializações em comunicação política e gestão de crises.</p>



<p>Não importam as intenções. A PEC da Bandidagem acabou descortinando algo que é rotineiro para o PSB, há um bom tempo. O alto grau de pragmatismo da sigla, escancarado ao ceder para uma PEC tão inacreditável, não é um caso excepcional. Trata-se de regra de operação política.</p>



<p>A questão que fica é: a esquerda pernambucana vai continuar apostando no PSB em 2026? O apoio à proposta que blinda políticos, que faz parte da construção política do bolsonarismo, relembra as práticas do partido e deve servir como um alerta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PSB: de Arraes à liderança de Eduardo</strong></h2>



<p>A maior parte da esquerda pernambucana votou no PSB nas eleições majoritárias das últimas décadas no estado.</p>



<p>Não à toa.</p>



<p>A sigla, cujo ato inicial teve presenças ilustres como a de Antonio Candido, se associa ao histórico legado de Miguel Arraes, que, com todas as limitações, mediou conflitos entre classes sociais e arrancou conquistas importantes para a classe trabalhadora, contra a oligarquia usineira pernambucana.</p>



<p>Sob a liderança de Eduardo Campos, o partido se transformou. Mas, antes mesmo de assumir a cabeça da sigla, o nome do ex-governador já era responsável por causar distinções.</p>



<p>Quando foi secretário da Fazenda no governo de Arraes, Eduardo foi apontado como suspeito de um esquema chamado de “escândalo dos precatórios”. A crise foi grande. A ela foi atribuída uma das causas da grande derrota de Miguel Arraes contra seu ex-aliado Jarbas Vasconcelos, nas eleições de 1998.</p>



<p>Com um rebatimento interno, nasceram, então, duas alas no PSB de Pernambuco: a arraesista e a eduardista. A primeira, ligada a socialistas históricos; a segunda, ao ex-governador Eduardo Campos.</p>



<p>Com a ascensão de Eduardo para a liderança, essa transformação em curso aprofundou um pragmatismo das práticas políticas do partido no estado e no Brasil. Pragmatismo disfarçado de &#8220;diálogo&#8221; e de construção de &#8220;pontes&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O PSB sob o pragmatismo eduardista</strong></h3>



<p>Eduardo Campos consegue se recuperar após o escândalo dos precatórios. Num cenário em que se elege o deputado federal mais votado de Pernambuco e, depois, assume um ministério no governo Lula.</p>



<p>Desde o início, o ex-governador já dava evidentes sinais de uma guinada à direita no partido, apresentando-se como um quadro técnico, discurso delimitado pelas fronteiras do neoliberalismo. Coisa que seu filho, João Campos, repete agora.</p>



<p>Sob a liderança eduardista, o PSB em Pernambuco amplia ainda mais o arco de alianças, à direita, e intensifica articulações políticas que em nada se diferenciam das práticas direitistas. O partido vai se tornando um refúgio de oligarquias locais e um instrumento de pactuação (ou representação) do grande empresariado pernambucano.</p>



<p>E o negócio vai escalonando. Houve frente ampla para derrotar o conservador Mendonça Filho, na eleição para o governo do estado em 2006, que tornou Eduardo governador. Houve também evidente oportunismo no rompimento com o PT no final do governo Dilma para disputar a presidência da República. Oportunismo porque a suposta diferença de projeto só foi colocada quando o governo petista se enfraqueceu.</p>



<p>O resto da história a gente sabe. Depois da trágica morte do ex-governador e então candidato a presidente do Brasil, o partido continuou seguindo a linha. Apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, inclusive com voto de Danilo Cabral (candidato do PSB ao governo de Pernambuco em 2022), integrou o governo Michel Temer e teve parlamentares apoiando medidas antipopulares no governo Bolsonaro, como a reforma da previdência.</p>



<p>Para além da agenda de privatizações dos governos do PSB, a coisa escala ainda mais. Recentemente, com a ascensão de João Campos à presidência nacional do partido, surgiu uma discussão de retirada do nome “socialismo” da sigla e do programa da legenda. A justificativa seria a de alcançar um maior eleitorado ou de “modernizar” o partido.</p>



<p>Ou seja, é o ápice do pragmatismo. Isso me lembra muito o debate sobre razão instrumental, que Max Horkheimer faz no livro<strong><em> </em></strong><em>O Eclipse da Razão</em><strong><em>. </em></strong>A razão, adaptada às fronteiras do capitalismo, torna-se instrumental porque reduz as ideias, o pensamento e a mentalidade àquilo que apresenta uma “eficácia” ou uma “utilidade” prática.</p>



<p>A utilidade prática, no caso do PSB, é aquilo que o ajuda com a manutenção do poder. E, nesse caso, a razão instrumental o faz se adaptar às condições que permitiriam essa dominação. Isso é uma cilada.</p>



<p>A esquerda de Pernambuco precisa se permitir ir além para sonhar com um projeto ousado e radical. Mas, para isso, precisa fugir dessa armadilha.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*Gabriel Neves </strong>é jornalista, professor e mestrando em comunicação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), além de especialista em Comunicação Política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Já atuou na cobertura política, com reportagens sobre gestão de recursos públicos, e em assessoria de comunicação, com passagens pelo TRE-PB e PSOL de Pernambuco.</p>
    </div>
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		<title>Em novo livro, Guilherme Boulos aponta caminhos para a esquerda do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 17:42:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deputado federal mais votado na história da esquerda brasileira, Guilherme Boulos (Psol) está viajando pelo país para lançar seu quinto livro, Para onde vai a esquerda? (editora Contracorrente). Nesta quinta-feira, Boulos cumpriu uma extensa agenda no Recife, com aula pública na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reuniões e o lançamento recifense do livro na livraria [&#8230;]</p>
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<p>Deputado federal mais votado na história da esquerda brasileira, Guilherme Boulos (Psol) está viajando pelo país para lançar seu quinto livro, <strong><em>Para onde vai a esquerda?</em></strong> (editora Contracorrente). Nesta quinta-feira, Boulos cumpriu uma extensa agenda no Recife, com aula pública na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reuniões e o lançamento recifense do livro na livraria O Jardim, na Boa Vista.</p>



<p>Boulos chegou ao evento com uma hora de atraso e falou por 15 minutos para uma plateia cheia. Na fala, o deputado explicou que o livro não traz uma resposta pronta para a pergunta do título, mas aponta caminhos. O deputado, psicanalista e professor propõe que a esquerda saía da defensiva e que paute o debate público. Mas fazer isso, claro, não é nada fácil.</p>



<p>Boulos acredita que a esquerda deve adotar uma série de estratégias. Antes de tudo, é preciso reconquistar a confiança popular. “Por isso, não é um debate só do que a gente faz agora ou em 2026. É um debate de como fazer para que a esquerda volte a despertar esperança. Como a gente refaz a nossa imaginação política para que o nosso campo <em>(político)</em> seja visto pelas gerações que estão vindo como uma alternativa de futuro, como foi com gerações anteriores. A esquerda perdeu um pouco a capacidade de motivar sonhos e visões de futuro em milhões de pessoas”, disse.</p>



<p>Para Boulos, é essencial recuperar o &#8220;espírito missionário&#8221; que caracterizou o campo da esquerda e que, hoje, em parte, está com o outro lado. “A extrema direita está ganhando nesse ponto, disputando ideias e valores na sociedade, ainda que de forma enviesada e usando métodos &#8216;rebaixados&#8217;. É fundamental criar uma contra-ofensiva e um contra-ataque”, disse.</p>



<p>Nessa retomada, o deputado acredita que é importante disputar o campo online, principalmente das redes sociais, em uma mobilização permanente. “Ao contrário do que acontece atualmente, onde o campo da esquerda desmobiliza após as eleições, enquanto o outro lado continua ativo”, comparou Boulos, que deu como um bom exemplo do uso das redes pela esquerda a mobilização pela taxação dos super-ricos.</p>



<p>O online é importante, mas o tão falado trabalho de base nos territórios também deve ser intensificado. “A direita, inclusive, aprendeu esse método com a própria esquerda – com a Teologia da Libertação, as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais dos anos 80 – e a esquerda precisa retomar esse espaço que foi perdido”, disse Boulos, que também citou que é urgente uma nova estratégia para dialogar com a classe trabalhadora atual, dispersa e informal. “Sem uma nova estratégia, a extrema direita avança com discursos como o de que ‘são todos empreendedores de si mesmos’”, afirmou.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="649" height="1024" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-649x1024.png" alt="" class="wp-image-71948 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-649x1024.png 649w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-190x300.png 190w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-768x1212.png 768w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-973x1536.png 973w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-1298x2048.png 1298w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-150x237.png 150w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto.png 1420w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><a href="https://www.editoracontracorrente.com.br/product/pra-onde-vai-a-esquerda" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Para onde vai a esquerda? </a></strong>é um livro curtinho, com 135 páginas, e custa R$ 35. Boulos contou que a ideia veio por conta da angústia deste momento histórico, com a esquerda na defensiva e a extrema direita avançando. “Fiz um grande esforço de síntese para o livro ser curto. O ritmo hoje em dia é moldado por conteúdos curtos, como stories de 15 segundos e vídeos do YouTube. Fica mais difícil as pessoas pararem para ler e estudar livros mais extensos. Fiz um livro fininho para aumentar as chances de as pessoas lerem”, explicou. “O livro é, acima de tudo, um chamado à ação e à militância”.</p>
</div></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Três perguntas rápidas para Guilherme Boulos</strong></h2>



<p><em>Logo após a fala na livraria e antes de começar a autografar os exemplares do livro, Guilherme Boulos falou rapidamente com a Marco Zero.</em></p>



<p><strong>Como você vê essa interferência tão forte dos Estados Unidos, já visando as eleições de 2026? Aqui na abertura você falou que via como uma oportunidade para a Lula, para o fortalecimento da esquerda. </strong></p>



<p>Sim, porque eu acho que quando acontece o que está acontecendo hoje, com a interferência do Trump e com a extrema-direita atuando como traidora da pátria, a gente desmistifica e deixa claro quem são os verdadeiros patriotas no Brasil. Essa gente usou os símbolos nacionais nos últimos anos de uma maneira absurda, se colocando como patriotas, se vendendo como patriotas. Hoje ficou claro quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria. Agora, acima disso, também é nos momentos de crise, de dificuldade, que as coisas se mostram. Em um momento em que a maior potência do mundo quer fazer o Brasil se curvar, ter um presidente que fortaleça e valorize a nossa soberania nacional – e que tome medidas inclusive para fortalecer, garantir os empregos dos setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos –, eu acho que também evidencia para o povo brasileiro de que lado o povo deve ficar.</p>



<p><strong>No livro, você traz uma análise sobre como o mundo do trabalho foi corroído pela pejotização e o trabalho por aplicativos. Isso dificulta a esquerda chegar nesses trabalhadores?</strong></p>



<p>Eu acho que a esquerda estava acostumada a um determinado perfil da classe trabalhadora, que foi o que se fortaleceu ao longo do século XX. Esse perfil mudou. Parte do que eu propus no livro é como a esquerda deve buscar dialogar com esse outro segmento, essa nova classe trabalhadora, ou essas novas classes trabalhadoras que estão cada vez mais fragmentadas. Tem que ir atrás deles.</p>



<p><strong>Você também fala das redes sociais no livro, de como a esquerda deve se mobilizar para sempre estar nas redes. Mas as big techs são alinhadas à direita e hoje (ontem) inclusive o perfil de Jones Manoel foi retirado do ar pela Meta, sem nenhuma justificativa. Como é que você vê a regulamentação dessas redes no Brasil?</strong></p>



<p>A regulamentação é essencial. Nós buscamos votar o PL das fake news e houve um lobby imenso das big techs que impediu isso. Mas eu acho que nós estamos em um momento que tem uma janela de oportunidade para aprovar a regulamentação. O ataque dos Estados Unidos e a atuação das big techs em conluio com o Trump é uma oportunidade para que se tire aquela visão mentirosa de que falar em regulação é falar em censura. Tem que deixar claro que isso é soberania digital, isso é defesa da democracia e isso é, acima de tudo, proteção nacional.</p>
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		<title>Inovação tecnológica: uma possibilidade de horizonte estratégico para o campo progressista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 19:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[campo progressista]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[inovação tecnológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Rodrigo Cirilo* e Jacqueline Ernesto** Há poucos dias, houve o lançamento de uma nova tecnologia em Inteligência Artificial &#8211; IA, desenvolvida na China, que provocou abalo significativo nas estruturas de um mercado que sempre teve os Estados Unidos como referência. A DeepSeek é uma startup chinesa formada há menos de dois anos por jovens [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Rodrigo Cirilo* e Jacqueline Ernesto**</strong></p>



<p>Há poucos dias, houve o lançamento de uma nova tecnologia em Inteligência Artificial &#8211; IA, desenvolvida na China, que provocou abalo significativo nas estruturas de um mercado que sempre teve os Estados Unidos como referência. A DeepSeek é uma <em>startup</em> chinesa formada há menos de dois anos por jovens engenheiros, que desenvolveram processos muito mais rápidos e de custos bem menores, alterando o paradigma em IA. Na história recente é perceptível que investimentos em educação e inovação tecnológica são a força motriz para alavancar os indicadores sociais e econômicos de uma nação, seja a China, Singapura, Austrália, Coreia ou Japão.</p>



<p>O Brasil ainda está muito aquém nesse quesito, figurando em 50º lugar no Índice Global de Inovação (WIPO, 2024), mas vem mudando a percepção sobre o assunto ao longo do tempo. O montante de recursos endereçado ao setor de inovação vem crescendo, impulsionado principalmente pela ação dos governos, de todas as esferas, no fomento e estímulo a área. Destaca-se, ainda, a nova lei de licitações que possibilita a contratação de <em>startups</em> – negócios de base tecnológica que se desenvolvem em um ambiente de grandes incertezas &#8211; para a resolução de problemas da própria gestão via edital.</p>



<p>Entretanto, para falarmos das relações entre tecnologia, economia e sociedade, é necessário puxar um fio que ajude a compreender sua caminhada histórica. Nesta discussão será admitido como marco o final do século XVIII, momento de eclosão da primeira Revolução Industrial, segundo o pensamento hegemônico atual. A partir desse ponto, a sucessão de saltos tecnológicos resultou em outras três revoluções, onde cada uma delas incidiu sobre o modo de vida das pessoas nos respectivos tempos históricos.</p>



<p>Na primeira, as máquinas a vapor trouxeram uma nova velocidade de produção, alterando significativamente o mundo do trabalho e do comércio. A revolução posterior é marcada pela utilização massiva da luz elétrica e a distribuição de energia nos centros urbanos, que alteraram a relação humana com as noites. Em seguida, a internet e a automação trouxeram acomodação e aceleraram o ritmo dos acontecimentos. A última delas, a que hoje estamos inseridos, é caracterizada pela manipulação de quantidades massivas de dados.</p>



<p>Em todas as revoluções, há um componente comum que extrapola o processo produtivo e incide diretamente na visão de mundo daqueles que vendem sua mão de obra para sobreviver. Para manter a classe trabalhadora a serviço da exploração capitalista, a classe dominante associa o modo de produção a um conjunto de valores e crenças na sociedade, buscando incessantemente moldar o pensamento dos trabalhadores, para que aceitem sem questionamentos a penúria que os acomete.</p>



<p>O modo de produção capitalista e suas crises constantes chegam ao ponto da adoção de um ideário extremo onde a desumanização e a necropolítica são utilizados como estratégia ou <em>modus operandi</em> para a obtenção e manutenção do lucro a qualquer custo. Com similaridades aos momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, revitalizou-se o discurso fascista, compatível com momentos de repressão econômica e falta de perspectiva, para animar os ressentidos e fazer frente ao pacto civilizatório consolidado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.</p>



<p>Os veículos de mídia, que hoje em dia têm a companhia das chamadas <em>Big Techs</em> e suas redes sociais de escala planetária, são parceiras na disseminação de um imaginário coletivo de prosperidade para os trabalhadores. Até pouco tempo atrás, o toyotismo exaltava a parceria para a produção ao chamar os profissionais de “colaboradores”. Agora, a fase atual do capitalismo reverbera que os trabalhadores têm autonomia e são chefes de si mesmo, denominando-os “empreendedores”. Em ambas situações, o discurso serve apenas para acalmar os ânimos, retirar direitos, aumentar a carga de trabalho e reduzir salários.</p>



<p>O que se vê é a ascendência da ocupação de espaços por políticos e lideranças de extrema direita em todos as áreas da atuação humana: os parlamentos, os governos, os mercados, as escolas, as igrejas e até em organizações da sociedade civil. Atualmente, as grandes empresas de tecnologia detêm a dianteira nas relações sociais em seus aplicativos, estabelecendo o que Pierre Lévy define como um estado-plataforma, na qual as leis são definidas exclusivamente pelos seus donos, estando o serviço à disposição daqueles que o remuneram.</p>



<p>A dinâmica imposta pela extrema direita mundial, de ataque incessante à classe trabalhadora e às minorias, deveria servir de mote para um levante das forças progressistas no Brasil. No entanto, o que se vê é a defesa irrestrita de uma pretensa governabilidade por vias da conciliação, que já se mostrou insuficiente para a disputa dos dias atuais. A falta de um horizonte político que deixe clara a visão de futuro do nosso campo deixa as esquerdas inertes, fragilizadas e desarticuladas.</p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0">&#8220;A soberania de uma nação está relacionada ao incentivo e fomento para o desenvolvimento de produtos de base tecnológica&#8221;</p>
</div>


<p>Arrisco-me a propor que as esquerdas compreendam melhor sobre como a soberania de uma nação está relacionada ao incentivo e fomento para o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado, ou seja, aqueles de base tecnológica. Essa poderia ser a visão de futuro para a saída da inércia, para o fortalecimento e para a rearticulação daqueles que lutam por justiça social.</p>



<p>Enquanto isso, vence o argumento da extrema-direita onde o empreendedorismo e o mérito levam ao sucesso, logrado de forma individual e fruto exclusivo do esforço. Para tal, deixa-se de lado a formação e qualificação profissional para a observação incessante de oportunidades de mercado, na qual sempre há uma solução simples e muito lucrativa. O conhecimento é visto de forma estritamente utilitária e, caso tudo isso seja insuficiente, opta-se pela elaboração de vídeos virais ou a sorte em casas de apostas.</p>



<p>Do nosso lado, há uma grita generalizada pela “volta às bases”, principalmente nas camadas menos abastadas da população, com o intuito de fazer o enfrentamento a avalanche de notícias falsas contra o governo. Reestabelecer o diálogo direto com o povo é, sem dúvidas, o grande desafio do campo progressista, porém, qual a perspectiva de futuro que iremos oferecer a essas pessoas? Iremos retornar às bases com o único objetivo de defender Lula? Como vamos sustentar bandeiras históricas do nosso campo frente a eficiente rede de desinformação a serviço da extrema direita?</p>



<p>No que se refere ao ecossistema de inovação em si, o senso comum é bem diferente daquele apregoado pela extrema direita. Há uma consciência coletiva de que estruturar e fazer crescer novos negócios é uma tarefa difícil e que exige bastante dedicação, é constante a oferta de cursos de capacitação para aqueles que desejam adentrar no ecossistema e é muito forte o entendimento de que os negócios gerados devem fortalecer a economia dos territórios onde esses estão inseridos, respeitando a cultura e as vocações locais. E em se tratando de produção de conhecimento, é nítido o reconhecimento da contribuição das universidades na sólida formação teórica, técnica e humanística dos indivíduos.</p>



<p>Cabe destacar que o modelo mental mais utilizado para a criação de produtos e serviços é sustentado por pilares como a empatia e a colaboração, estimula-se o trabalho em grupos e a cooperação entre os atores para que todo o ambiente venha a se beneficiar do sucesso conquistado. Em alguns casos, são desenvolvidos negócios de impacto social que fortalecem a igualdade de gênero, raça e orientação sexual, ou que denunciam e tratam de violências e violações. Pode-se perceber que os valores disseminados pelo ecossistema também são muito próximos àqueles defendidos pelo campo progressista.</p>



<p>Infelizmente, as esquerdas gastam tempo e energia combatendo pseudo-empreendedores e findam por acreditar que, de fato, aquilo representa o ecossistema. A consequência direta dessa falsa impressão é a impossibilidade de avançar no sentido da inovação, adotando-o enquanto horizonte estratégico de transformação social e econômica do nosso país. Há ainda o mito de que a inovação acontece por obra e graça exclusiva da iniciativa privada, o que destoa totalmente do suporte estatal dado a esse tipo de negócios em todo o mundo.</p>



<p>São vários os esforços das gestões públicas para aumentar os investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação – CT&amp;I. O ministério voltado essa temática por parte do Governo Federal mais do que dobrou o montante aportado, girando em torno de R$ 26,3 bilhões nos últimos dois anos. Ao focarmos as ações para o ecossistema local de Pernambuco, houve um anúncio recente por parte do governo estadual destinando R$ 1 bilhão dos cofres estaduais para o fomento à área, como também são diversas as iniciativas da Prefeitura do Recife em inovação e transformação digital.</p>



<p>Talvez as esquerdas demonstrem desinteresse pela temática por fazer uma associação automática entre inovação e práticas capitalistas. Contudo, é importante compreender que fazer negócios, vender e comprar são traços característicos do comércio, que existe desde muito tempo no percurso da história da humanidade. O capitalismo diz muito mais sobre um padrão de acumulação visceral, do que propriamente sobre mercados. Até mesmo porque nada é mais repulsivo à concorrência do que monopólios e cartéis, procedimentos sonhados por quaisquer capitalistas.</p>



<p>Ante o exposto, que o campo progressista se permita, ao menos, a reflexão do quão benéfica será a aproximação com o meio de tecnologia e inovação. É consenso que precisamos voltar urgentemente as bases, mas que esse retorno seja pautado tanto nas importantes e necessárias teorias políticas, quanto nas oportunidades que o universo da inovação tecnológica possa oferecer.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*Professor dos cursos de engenharia Elétrica e Eletrônica da Universidade Federal Rural de Pernambuco</strong></p>
<p><strong>**<span style="font-size: medium;">Assistente social e educadora social</span></strong></p>
    </div>



<p></p>
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		<title>Esquerda será representada só por mulheres na Câmara Municipal do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 12:37:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Cida Pedrosa]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jô Cavalcanti]]></category>
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		<category><![CDATA[Liana Cirne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Recife elegeu a maior bancada de mulheres da história da Câmara Municipal, com oito vereadoras — uma a mais que na legislatura atual. Como a partir de 2025 a Casa José Mariano perderá duas cadeiras, passando dos atuais 39 para 37 assentos, a proporção feminina cresceu percentualmente de 18% para 21%, uma representatividade historicamente [&#8230;]</p>
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<p>O Recife elegeu a maior bancada de mulheres da história da Câmara Municipal, com oito vereadoras — uma a mais que na legislatura atual. Como a partir de 2025 a Casa José Mariano perderá duas cadeiras, passando dos atuais 39 para 37 assentos, a proporção feminina cresceu percentualmente de 18% para 21%, uma representatividade historicamente ainda muito baixa.</p>



<p>Os únicos quatro nomes da esquerda serão de mulheres: Liana Cirne (PT), Cida Pedrosa (PCdoB), Kari Santos (PT) e Jô Cavalcanti (PSOL) — esta a única negra e a única de oposição. Liana e Cida irão para o segundo mandato, enquanto Kari e Jô são estreantes na Câmara. Até 2024, <a href="https://marcozero.org/camara-do-recife-teve-apenas-21-mulheres-vereadoras-na-historia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apenas 21 mulheres</a> ocuparam um assento como vereadoras na capital. Tanto PT quanto PSOL perderam uma cadeira nestas eleições.</p>



<p>A legislatura 2025 &#8211; 2028 terá novos nomes de homens da extrema-direita que serão um desafio para as pautas feministas: Gilson Machado Filho (PL) — o segundo parlamentar mais votado, com 16.095 votos —, Thiago Medina (PL), com 10.540 votos, e Alef Collins (PP), 7.131 votos. Clique <a href="https://marcozero.org/bancada-dos-parentes-sera-um-terco-da-camara-do-recife-em-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> para saber mais sobre a nova composição da Casa.</p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> ouviu as quatro mulheres de esquerda eleitas para saber como estão as expectativas e o cenário que estão traçando para o exercício do mandato. Confira mais abaixo, com uma minibio de cada uma delas.</p>



<p>Nacionalmente, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre as candidaturas nas eleições de 2024, 15% foram de mulheres e 85% de homens, somando a corrida para prefeituras e casas legislativas municipais. Porém, entre os eleitos, esse índice cai, sendo apenas 13% de mulheres eleitas e 87% de homens.</p>



<p>Em entrevista coletiva realizada após as eleições de domingo (6), a presidente do TSE, a ministra Cármem Lúcia, lamentou o fato de nenhuma mulher ter sido eleita nas capitais brasileiras em primeiro turno. “Eu acho uma pena”, destacou a ministra, que completou dizendo reconhecer os esforços e o aumento da participação feminina na política.</p>



    <div class="lista mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #EBEB01;">
        <span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Quem são as oito mulheres eleitas:</span>

                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>1. </span>Andreza Romero (PSB) &#8211; 15.785 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>2. </span>Natália de Menudo (PSB) &#8211; 15.198 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>3. </span>Liana Cirne (PT) &#8211; 14.810 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>4. </span>Cida Pedrosa (PCdoB) &#8211; 11.364 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>5. </span>Flávia de Nadegi (PV) &#8211; 11.278 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>6. </span>Kari Santos (PT) &#8211; 9.321 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>7. </span>Professora Ana Lúcia (Republicanos) &#8211; 8.592 votos</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>8. </span> Jô Cavalcanti (Psol) &#8211; 7.619 votos</p>
            </div>
            </div>



<h2 class="wp-block-heading">As quatro mulheres de esquerda</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Liana Cirne (PT)</strong></li>
</ul>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:21% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="161" height="225" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/foto-2.jpg" alt="" class="wp-image-66593 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Em seu segundo mandato, Liana disse que pretende manter a coerência com os princípios petistas e seguir com as propostas na área de combate a violência contra mulheres, valorização dos servidores públicos, em especial os profissionais da educação, cultura popular e inclusão. Com a bancada expressiva da direita e da direita radical, a expectativa dela é que a próxima legislatura seja “um período de embates muito duros”.</p>



<p>Ela teve a terceira maior votação de uma liderança de esquerda no Recife e a maior entre mulheres. Atrás apenas de Humberto nas eleições de 2000, com 27.815 votos, e de Dilson Peixoto, com 15.200 votos, em 2014.</p>
</div></div>



<p>“Teremos um duplo atravessamento, porque nós vamos ter um embate ideológico e um embate de gênero. Porque os de extrema direita que usam técnicas semelhantes ao do Nikolas Ferreira, por exemplo, bem alinhadas ao bolsonarismo e muito agressivos na retórica, são todos homens. E nós que compomos a bancada de esquerda somos mulheres e somos feministas. Então, eu acho que serão quatro anos marcados por embates muito contundentes, em que os vieses ideológicos vão ficar muito evidenciados”, avalia.</p>



<p>Liana, porém, disse que não irá se furtar: “Eu com certeza não vou fugir de nenhuma pauta ideológica. Eu tenho feito a defesa do presidente Lula e do projeto político que o presidente Lula representa e vou continuar fazendo”.</p>



<p>“Quando a gente é vereadora, temos que travar os grandes debates e não podemos fugir deles, porque os grandes debates repercutem diretamente no nosso dia a dia. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem que ficar muito atento à realidade do povo, que é a realidade de quem sofre com a falta de um poste de luz, que estuda à noite e que, para chegar em casa à noite, sofre não só o risco de ser assaltado ou sofrer assédio ou violência sexual, mas sofre com medo de cair num buraco que não está enxergando”, exemplifica.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Conheça Liana Cirne:</span>

		<p>Liana Cirne tem 53 anos, é mestra em instituições jurídico-políticas, doutora em direito público, advogada ativista, professora de direito da UFPE, especialista em autismo e vereadora. Enquanto parlamentar, foi autora da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Frente Parlamentar da Pessoa Idosa. Apresentou mais de 2,6 mil ações legislativas (Projetos de Leis, requerimentos, reuniões e audiências públicas) e 770 emendas orçamentárias.</p>
<p>É autora da ação popular para o cumprimento do piso salarial dos professores do Recife e ação popular para o cumprimento da lei dos ar-condicionado nos ônibus. Destinou suas emendas para a construção da ciclovia da Av. Caxangá, o Camarim da Cultura Popular, cursos profissionais de formação para mulheres trans e a construção de Centro Integrado para Pessoas Autistas.</p>
	</div>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cida Pedrosa (PCdoB)</strong></li>
</ul>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:18% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="161" height="225" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/foto-1.jpg" alt="" class="wp-image-66592 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Cida comemorou o crescimento das mulheres na Câmara do Recife, embora ainda haja muita subrepresentação. “Eu tenho uma boa expectativa de termos uma bancada de mulheres de esquerda. A luta pelos direitos das mulheres é absolutamente necessária e permanente e nós precisamos avançar nessa questão”, disse. </p>
</div></div>



<p>Cida também tem uma trajetória ligada ao direito à cultura na cidade e disse que irá mantê-la como prioridade na nova legislatura. Sobre pleitear comissões na Casa, antecipou ter interesse nas comissões de Direitos Humanos e de Cultura.</p>



<p>A respeito do fortalecimento da direita nestas eleições, ela comentou: “Eu sempre fiz a luta com os pés em Recife e com a cabeça na construção nacional. Porque não há como discutir política na cidade sem pensar na conjuntura nacional. Eu disse, durante toda a campanha, em todos os lugares que eu fui, que nós estávamos jogando 2024, mas, na verdade, o grande jogo posto era o de 2026, que cada prefeito progressista que a gente fizesse, cada vereador ou vereadora do campo progressista que a gente fizesse a gente estava fazendo o cordão de luta contra o fascismo e contra a direita em 2026”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Conheça Cida Pedrosa:</span>

		<p>Cida Pedrosa, 61 anos, é poeta, escritora, feminista, advogada militante dos direitos humanos e atualmente vereadora do Recife. Sua trajetória na luta pelos direitos humanos começou como advogada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura em Pernambuco (Fetape). Também atuou no Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e foi coordenadora do Movimento Nacional de Direitos Humanos. Ganhou o Prêmio Jabuti de Livro do Ano, em 2020, o mais importante da literatura brasileira com o poema <em>Solo para Vialejo</em>. Dois anos depois, foi a primeira pernambucana premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte com <em>Araras Vermelhas</em>, outro livro-poema.</p>
<p>Em 2012, foi secretária de Meio Ambiente do Recife e instituiu a Política Municipal de Sustentabilidade e enfrentamento às mudanças climáticas. Em 2017, se tornou secretária da Mulher do Recife, ajudando a tirar do papel a Brigada Maria da Penha.</p>
<p>Como vereadora, preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e é vice-presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esporte. Também é presidenta da Frente Parlamentar Recife Pelo Clima e seu mandato esteve na presidência da Frente Parlamentar pelo Centro do Recife.</p>
	</div>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Kari Santos (PT)</strong></li>
</ul>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:20% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="161" height="225" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/image-2.jpeg" alt="O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é foto-2-1.jpg" class="wp-image-66621 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>À reportagem, Kari lembrou que a ampliação do número de mulheres na Câmara do Recife não significa necessariamente um comprometimento com as pautas feministas. “É lamentável saber que a Câmara Municipal é composta por homens de sobrenome da política tradicional. A expectativa é de fazer um enfrentamento diante de novos quadros da extrema-direita que se elegeram. A gente precisa fazer uma bancada feminista de combate ao conservadorismo e de combate à extrema-direita”, avaliou.</p>
</div></div>



<p>Para ela, é motivo de orgulho ser a vereadora mais jovem já eleita pelo PT na cidade. Kari, que teve apoio do deputado João Paulo, acredita que a vitória é resultado da necessidade de renovação dos quadros políticos e de uma militância que reconhece que é tempo de mulheres e tempo de renovação.</p>



<p>Sobre a polarização com os outros dois mais jovens da Casa, Thiago Medina, de 21 anos, e Alef Collins, de 22 anos, ela lembra que já vem combatendo a extrema-direita e que esses dois nomes já vêm tentando firmar embates desde que ela colocou seu nome à disposição do processo eleitoral. Kari acredita que Medina e Alef vão seguir polarizando dentro da Câmara. “Porque são quadros que não têm nenhum projeto político voltado para a classe trabalhadora. Infelizmente a gente vai ver uma ‘bancada da lacração’ na Câmara Municipal”, acredita.</p>



<p>“Mas agora, com mandato, eu consigo ter mais força para poder fazer esse tipo de enfrentamento. Será um mandato direcionado para a defesa da classe trabalhadora, mas, para que isso também aconteça, a gente tem que frear o avanço da extrema-direita e do fascismo à moda brasileira, que nós conhecemos como bolsonarismo”, comentou.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Conheça Kari Santos:</span>

		<p>Kari Santos, 31 anos, é estudante de pedagogia e vereadora eleita mais jovem da história do PT no Recife. Nascida e criada na periferia, no bairro da Mangueira, foi militante do movimento estudantil e da juventude petista. É comunicadora popular e destacou-se nacionalmente pelo ativismo digital contra os bolsonaristas, alcançando quase 1 milhão de seguidores em todas as suas redes.</p>
<p>Teve apoio de figuras nacionais do partido, como José Dirceu, Gleisi Hoffmann e até de Marília Arraes, que nem é filiada à legenda. Fez campanha defendendo a volta do Orçamento Participativo, punição aos que tentarem impedir gestantes de acessarem o aborto legal no Recife, a criação de renda básica municipal e reajuste do auxílio-moradia.</p>
	</div>



<p><strong>Jô Cavalcanti (PSOL)</strong></p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:21% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="161" height="225" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/foto.jpeg" alt="" class="wp-image-66595 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>“Sou cria da periferia e conheço de perto as dificuldades que mulheres negras, trabalhadoras e mães solo enfrentam todos os dias. A luta por dignidade e direitos não é nova para mim, é minha história de vida”, anuncia Jô Cavalcanti.</p>



<p>“A partir de 2025, eu serei a única parlamentar negra. Isso contrasta e mostra que não houve avanço, muito menos para a esquerda progressista”, frisa Jô Cavalcanti logo de início, lembrando a grande bancada do PSB e o aumento da presença dos bolsonaristas. </p>
</div></div>



<p>“A gente vai ter muito desafio pela frente levando em conta que nós da esquerda defendemos a política do governo Lula e que as políticas sejam, de fato, voltadas para a população mais vulnerável. A Câmara Municipal será um instrumento que vamos usar como uma ferramenta de disputa da cidade”, complementou.</p>



<p>Ela disse que seguirá enfrentando a oposição, assim como fez quando compunha o mandato coletivo das Juntas Codeputadas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Temos um projeto de sociedade e de consciência”, definiu, lembrando o apoio dos movimentos sociais e de nomes importantes da esquerda durante a campanha este ano, como <a href="https://marcozero.org/marcal-e-um-efeito-surpresa-para-nos-lembrar-de-jamais-subestimar-a-extrema-direita-afirma-erika-hilton/">Erika Hilton</a>, Guilherme Boulos, pastor Henrique Vieira e João Paulo.</p>



<p>“A gente sabe que a Casa do Povo deve fazer com que as pessoas possam ter acesso a ela e que nada seja passado para beneficiar só o grupo A ou B, mas toda a população recifense”, defende Jô, rememorando que, em 2016, o PSOL também fez apenas uma cadeira na Câmara, com Ivan Moraes, “que fez um mandato altivo e responsável”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Conheça Jô Cavalcanti:</span>

		<p>Aos 42 anos de idade, Jô Cavalcanti é mulher negra, mãe de Gabriel e cria do Morro da Conceição. Sua vida foi marcada pela luta por sobrevivência e pela busca por justiça social. Deputada estadual eleita em 2018 pela mandata coletiva das Juntas, ela foi a primeira camelô do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a ocupar esse cargo no Brasil.</p>
<p>Tem militância no Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sitraci), na Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e na Frente Povo Sem Medo e se articula com o Fórum de Mulheres de Pernambuco, a Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas e outros espaços de luta.</p>
	</div>



<p></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Fortalecer a democracia nas bases: manifesto-proposta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 15:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O jornalista, poeta e escritor Marcelo Mário de Melo, de 78 anos, com vasta experiência na luta contra a ditadura militar nos anos 1970 e de militância cultural após a redemocratização, tirou do seu próprio bolso o dinheiro para imprimir 500 panfletos com seu manifesto-proposta para que as organizações de esquerda invistam pesadamente naquilo que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O jornalista, poeta e escritor Marcelo Mário de Melo, de 78 anos, com vasta experiência na luta contra a ditadura militar nos anos 1970 e de militância cultural após a redemocratização, tirou do seu próprio bolso o dinheiro para imprimir 500 panfletos com seu manifesto-proposta para que as organizações de esquerda invistam pesadamente naquilo que ele chama de &#8220;enraizamento nas bases&#8221;. O material impresso será distribuído para a militância petista que estará presente na festa do Coletivo 13, em Casa Amarela, no próximo sábado.</p>



<p>Marcelo antecipou o conteúdo para a MZ e explicou que &#8220;nós, da esquerda, não podemos ficar esperando Lula resolver todos os problemas do Brasil. Ele será chefe de Estado e de Governo numa coalizão ampla de forças e precisa ficar à vontade para desempenhar essa função. O papel de organizar e mobilizar é nosso&#8221;.</p>



<p><strong>Leia a íntegra do manifesto-proposta de Marcelo Mário de Melo:</strong></p>



<p>1- O presidente Lula assumirá a função de chefe de Estado, representando um amplo leque de forças políticas que assumiram uma posição antifascista. Sua vitória se deu por reduzida margem. Ele encontrará uma Constituição mutilada por emendas constitucionais de cunho antinacional e antipopular. Os resultados do pleito revelam o fortalecimento parlamentar do neofascismo, além da eleição de uma expressiva quantidade de governadores que lhe são afins. Defrontamo-nos no Brasil com o neofascismo munido de uma liderança expressiva, uma militância ativa, apoio empresarial e uma malha de comunicação significativa. Sem falar no apoio dos evangélicos enraizados nas comunidades, realizando trabalhos assistenciais onde não chega a ação do Estado. Presentes em todos os presídios do país e com forte participação na televisão, no rádio e nas mídias sociais.</p>



<p>2- Mais do que nunca, os democratas, os cidadãos de esquerda, os militantes de partidos políticos, movimentos sindicais e sociais, precisam ter a clareza e a consciência do papel específico que lhes cabe no<br>no movimento de massas. Em lugar de ficarem à espera das melhorias que o governo Lula for implantando, para propagandeá-las, é necessário alargar e aprofundar as raízes no seio do povo. Acima de tudo, desenvolvendo um trabalho no sentido de marcar presença e fincar raízes nas comunidades, assim como fazem os evangélicos, os cabos eleitorais, os bandidos e os milicianos. Procurando comunicar-se com o povo em linguagem simples e demonstrativa, despojada dos dialetos militantes e das professorais &#8220;colocações&#8221;. Procurando falar para ser entendido, e não para ser decifrado.</p>



<p>3 &#8211; Para discutir estas questões cruciais, propomos a constituição do grupo de debates &#8220;Fortalecer a democracia nas bases&#8221;. Seu objetivo é aprofundar questões e encontrar alternativas para suprir as deficiências da militância quanto ao seu enraizamento nas bases da sociedade. Não se trata de uma nova tendência política nem de algo contrário ao que existe. Mas de um grupo de discussões aglutinador e unitário, buscando alternativas práticas em matéria de formas de luta e de organização. O objetivo é subsidiar a militância nos diversos níveis, envolvendo-a nas discussões. Com os olhos voltados para novas realidades econômico-sociais, culturais e comunicativas, especialmente, as mudanças que ocorrem na organização da força de trabalho em diversas áreas. Tudo isso exigindo novas formas de mobilização.</p>



<p>4 &#8211; O governo Lula precisará contar com o suporte da mobilização popular articulada pelos partidos políticos, os movimentos sindicais e sociais e os democratas em geral. Sendo exigido o esforço máximo para se romper com a velha rotina de ficar esperando e aplaudindo as ações do governo É preciso buscar novos caminhos de inserção e mobilização social. O tão decantado e tão pouco praticado &#8220;trabalho de base&#8221;. Ressaltando-se a necessidade de as campanhas eleitorais bienais incluírem as tarefas voltadas para esse enraizamento. Não se restringindo à unilateralidade do eleitoralismo que vem predominando, em que os partidos políticos se amesquinham à condição de agências eleitorais. Salientando que quando mais houver enraizamento entre as massas, mais fortes serão as representações parlamentares democráticas e progressistas em todos os níveis.</p>



<p>5 &#8211; Contribuímos para dar um passo no sentido desse enraizamento, lançando este Manifesto, convocando às adesões e contribuições. Para, em seguida, dinamizarmos os debates. Enquanto se dá a transição de governo, discutamos as nossas responsabilidades sociais e militantes nos partidos e movimentos, no sentido de um redirecionamento, atentos à urgência que é exigida pelo grave momento político por que passa o Brasil.</p>



<p>A hora é agora.</p>
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		<title>Escolha difícil na eleição de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/escolha-dificil-na-eleicao-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 18:56:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[disputa eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[eleição em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[feminismoi]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carmen Silva* Foi dada a largada. A campanha eleitoral está nas ruas. Mas ainda não pegou pique e nem volume. Depois de quase três anos de vida em pandemia, seis anos pós golpe parlamentar misógino contra a presidenta Dilma Roussef, passando pela prisão do presidente Lula, estamos na expectativa ainda que a campanha se [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Carmen Silva</strong>*</p>



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<p>Foi dada a largada. A campanha eleitoral está nas ruas. Mas ainda não pegou pique e nem volume. Depois de quase três anos de vida em pandemia, seis anos pós golpe parlamentar misógino contra a presidenta Dilma Roussef, passando pela prisão do presidente Lula, estamos na expectativa ainda que a campanha se agigante em mobilização popular. Com o começo dos grandes comícios semana passada e as entrevistas na emissora prateada por estes dias, se imagina que vai começar a esquentar. Enquanto isso, em Pernambuco, o embate segue nas mídias, reuniões, e tímidas bandeiras tremulando nos semáforos.</p>



<p>O volume de campanha não é apenas uma produção mercadológica. Historicamente tem muito a ver com adesão popular. E mais ainda, com o peso dos movimentos sociais e partidos de esquerda que tinham/têm atuação militante. Para crescer é preciso mais que pessoas pagas nas esquinas segurando bandeiras ao mesmo tempo em que olham o celular, é preciso a força viva do desejo de mudança que a militância tem e se expressa em número de pessoas nas ruas, em adereços nos carros e bicicletas, em camisetas estampadas no peito, em postagens espontâneas nas redes sociais e mais uma serie de manifestações. Esta semana que se inicia irá ser palco do crescimento deste desejo.</p>



<p>É preciso eleger Lula com uma grande campanha de rua, que paute no debate o projeto de bem viver para as maiorias deste país, e que encerre o jogo no primeiro turno. Isso pode acontecer e permitirá que a sua força, ao governar, seja maior. Embora as alianças construídas não sejam politicamente confortáveis para as pessoas de luta, é preciso agarrar esta possibilidade de imprimir uma forte derrota ao bolsonarismo miliciano e fundamentalista.</p>



<p>Além de garantir a vitória de Lula, ao mesmo tempo, as ruas e as redes são o espaço para construir uma grande bancada de esquerda no Congresso Nacional, o que não está fácil. As candidaturas proporcionais, por mais fortes e aguerridas que sejam, precisam de candidaturas majoritárias que puxem a campanha para cima, dando volume e consistência programática. Lula não pode ser o único puxador, até porque ele virou uma espécie de salvação nacional, ao qual todo mundo pode aderir.</p>



<p>Em Pernambuco o cenário eleitoral está muito complexo. Não represento aqui uma visão de conjunto da militância de esquerda, libertária, autônoma, de movimentos sociais e de partidos que se afinam com ela. Quero expressar, entretanto, a partir do lugar de militante feminista, um sentimento que chega a mim de vários coletivos que lutam por direitos e pessoas conscientes e preocupadas com os rumos das eleições em nosso estado, especialmente as majoritárias, mas sabendo que elas podem ter forte impacto sobre as proporcionais.</p>



<p>Tudo indica que a composição da chapa da maioria do eleitorado, considerando o voto para as majoritárias e para as proporcionais, não siga critérios programáticos e/ou partidários muito coerentes. Nem mesmo a votação da militância de esquerda, que é objeto desta reflexão aqui. Muita gente está compondo seu voto misturando partidos de direita, de centro e de esquerda, porque as ofertas também não estão muito coerentes e ai muitos se fixam nas trajetórias individuais de cada candidatura, o que, por sua vez, rebaixa o debate programático.</p>



<p>As candidaturas majoritárias para Senado e Governo do Estado têm um espectro político amplo, mas numericamente muito masculino e fortemente marcado pelas heranças familiares de poder, que são constantes no nosso sistema político nada afeito à renovação e à juventude. Para o Senado da República a escolha é mais simples. Temos duas candidaturas de mulheres de esquerda representativas de nossas pautas, da luta sindical e da cultura. Teresa Leitão, pelo PT, e Eugenia Lima, pelo PSOL, são possibilidades para a escolha de quem quer fortalecer os rumos da retomada de direitos em nosso país. As possibilidades de vitória hoje se apresentam mais para uma do que para outra, até porque são trajetórias políticas e leque de alianças muito diferentes. Todavia, vencer ou marcar posição pelo voto é uma definição que só existe na reta final da campanha.</p>



<p>Para o Governo do Estado, temos uma miríade de candidaturas que vai da extrema direita bolsonarista até aos partidos que se postam à esquerda de Lula, porém nenhuma daquelas que hoje aparecem com possibilidades de vitória defendem historicamente as pautas feministas populares. A maior tarefa nesta eleição em Pernambuco é combater o inimigo principal, impedir que aqui se fortaleça, com o governo, o bolsonarismo que queremos extirpar de nossa vida nacional. Daí, que um bom critério para escolha de candidata ou candidato a governador/a é o apoio a Lula para presidente da República. Mas, desta vez, muita gente apoia Lula.</p>



<p>Nas pesquisas de intenção de voto temos duas candidaturas de mulheres à frente, uma com larga vantagem e a outra variando entre segundo e terceiro lugar, em diferentes levantamentos de opinião. Isso poderia ser motivo de alegria para o movimento feminista, mas não é. Como já disse na quinzena anterior, representatividade importa, mas não é tudo. É preciso compromisso programático com nossas causas, e isso se faz ao longo de uma carreira política e não apenas no momento eleitoral. Ainda mais quando se faz questão de manifestar-se publicamente contra a legalização do aborto, sendo o aborto a principal causa de morte materna e sua criminalização um dos principais mecanismos legais de controle patriarcal sobre o corpo das mulheres.</p>



<p>Existe a hipótese de, em Pernambuco, a eleição para governo ser definida no primeiro turno. Mas é improvável. Existem cinco candidaturas fortes na disputa, entre as quais, uma à frente com largueza, o que garante a ida para o segundo turno, e quatro emboladas disputando segundo lugar, entre elas o candidato oficialmente apoiado pelo presidente Lula, mas que carrega nas costas os anos de domínio do seu partido no estado de Pernambuco e seu descaso com a vida do povo, além do seu próprio clamor entusiasta no momento do golpe de 2016. Claro que o chamado ‘peso da máquina’ e o apoio de Lula podem alavancar esta candidatura, mas, sem dúvida, a disputa irá para o segundo turno.</p>



<p>Pensando que a eleição para governo é em dois turnos, talvez a escolha seja mais fácil. Sim, porque o voto no primeiro turno pode ser mais de acordo com suas convicções políticas, com partidos e/ou visões de mundo que te interessa fortalecer na democracia brasileira. É aí que as candidaturas mais à esquerda podem crescer. Mas isso depende da capacidade de articulação e do fomento ao debate programático, construído a partir das pautas das lutas sociais. O discurso indiferenciado e insosso é o maior adversário deste campo político. Das posições programáticas adotadas depende o crescimento ou não das campanhas de esquerda para o Governo do Estado, mas sem esperança que uma delas chegue ao segundo momento da disputa.</p>



<p>No segundo turno, ocorrem novas composições político partidárias, e é possível configurar um novo espectro político nas candidaturas em disputa. O voto da militância de esquerda pode ir para aquela candidatura que apoiou Lula no primeiro turno. Na hipótese das duas terem feito isso, pode ir para a candidatura que o apoiou desde sempre. Parece apenas um jogo de palavras, mas pode ser uma estratégia para definições individuais e/ou para a escolha política de coletivos e movimentos que têm disposição para entrar na campanha eleitoral, contribuindo com esse momento histórico.</p>



<p>* <strong>Carmen Silva é socióloga, constrói o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, é militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.</strong></p>



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		<title>Representatividade importa, programa também!</title>
		<link>https://marcozero.org/representatividade-importa-programa-tambem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 20:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[candidaturas de mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[modelo de desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[movimento feminista]]></category>
		<category><![CDATA[movimento social]]></category>
		<category><![CDATA[políticas sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carmen Silva* O debate eleitoral de 2022, assim como nas últimas eleições, tem colocado em evidência a questão da representatividade. Nada mais necessário, uma vez que o sistema político brasileiro não está organizando a partir da ideia de enfrentar o problema da sub-representação de setores populares, mulheres, pessoas negras, povos indígenas, deficientes, jovens e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Carmen Silva</strong>*</p>



<p>O debate eleitoral de 2022, assim como nas últimas eleições, tem colocado em evidência a questão da representatividade. Nada mais necessário, uma vez que o sistema político brasileiro não está organizando a partir da ideia de enfrentar o problema da sub-representação de setores populares, mulheres, pessoas negras, povos indígenas, deficientes, jovens e todas as pessoas que vivem em condições desiguais. Nada mais acertado com o espírito do tempo. Desde o assassinato político da vereadora carioca Marielle Franco, o enfrentamento da sub-representação pela via eleitoral tem se fortalecido. Mas hoje, vou puxar o debate para o outro polo: a questão programática. Sim, porque não basta representar identitariamente, é preciso defender posições programáticas que enfrentem as desigualdades que as pessoas a serem representadas vivem.</p>



<p>Nas eleições no Brasil, e em particular, em Pernambuco, temos várias candidaturas de mulheres para o parlamento estadual e federal, entre elas mulheres negras, também temos muitas candidaturas oriundas da classe trabalhadora, várias ligadas a movimento sociais: sem terra, sem teto, sindical, de mulheres, lgbt, negro&#8230; e, nelas, podemos verificar compromissos assumidos com as causas às quais se vinculam.</p>



<p>Para a eleição majoritária no Estado, senado e governo, também se sobressaem candidaturas de mulheres, embora a maioria seja de homens. Convém examinar que ideias e propostas estão sendo defendidas por estas candidaturas, a quais programas partidários estão vinculadas, com quem se aliam, para podermos ir além da escolha baseada na representatividade de gênero, que é importante, e fazermos escolhas programáticas, ou seja, apoiar as candidaturas que, por sua trajetória e por seus compromissos atuais, nos parecem mais próxima das causas de justiça social que defendemos. Se aliam a isso a representatividade de gênero, raça e classe, muito melhor.</p>



<p>O movimento feminista tem acumulado plataformas, ao longo das eleições desde o período da redemocratização pós ditadura militar, com as quais tenta firmar compromissos das candidaturas de esquerda por ocasião dos pleitos. Vou expressar aqui uma síntese não muito rigorosa, a fim de dialogar com leitores e leitoras sobre suas escolhas.</p>



<p>Um primeiro compromisso demandado à candidaturas que desejam o apoio feminista é que elas se comprometam a lutar para que todo mundo, a sociedade, veja que as relações sociais que conferem maior valor e maior poder para os homens em todos os âmbitos da vida, em detrimento das mulheres, não são obra da natureza, são um problema social, uma injustiça. E, ainda mais, que além do patriarcado, o racismo também é estruturante e faz com que as mulheres negras vivam em condições bem piores, em lugares segregados, com pouquíssimas possibilidades de trabalho e renda, e submetidas à violência do Estado. Tudo isso sustenta o sistema capitalista. Por isso, a uma campanha do campo de esquerda, popular e democrático, cabe assumir o desafio de mudar esta realidade, seja pela atuação no parlamento, seja no poder executivo.</p>



<p>Daí você pode pensar que eu quero muito: a partir do âmbito do legislativo não dá pra mudar o mundo. Mas, ter esse compromisso faz com que todas as proposições legislativas, fiscalizações e pronunciamentos a serem feitos nos mandatos sejam pautados por aí. É isso que esperamos de deputados/as estaduais e federais comprometidos/as com os movimentos sociais e, especialmente, com o movimento feminista. Isso exige um mandato (ou uma mandata) engajado nas lutas e perspectivas que os de baixo estão construindo. Esse apoio é valioso e fortalece a luta das mulheres.</p>



<p>Um outro compromisso é com um modelo de desenvolvimento para Pernambuco. É preciso ter uma proposta que gere envolvimento (participação) e que comtemple o enfrentamento das condições de vida às quais a maioria das mulheres estão submetidas. Defender o fortalecimento da economia, para nós, só é possível com justiça socioambiental andando junto. As mulheres que produzem e fazem alimentos saudáveis devem ter políticas e financiamentos adequados, assim como aquelas que vivem no trabalho informal nas cidades, e que são majoritariamente negras.</p>



<p>É necessário rever o arcabouço institucional da participação popular construído no último período. Ele não se mostrou suficiente para a democratização das decisões sobre políticas públicas garantidoras de direitos, sobre a economia e grandes projetos de desenvolvimento que impactam fortemente os modos de vida de populações tradicionais e também os territórios urbanos. Precisamos de mandatos que se comprometam com a perspectiva de impulsionar a democracia direta e a reestruturação do sistema político brasileiro.</p>



<p>As políticas sociais integradas para enfrentar a pobreza e a violência sexista também devem ser um compromisso dos mandatos. E isso diz respeito tanto à proposições legislativas quanto à fiscalização das ações do poder executivo. Para que as políticas para mulheres sejam implementadas, além do movimento social pressionando, precisamos do apoio dos mandatos populares. Por este caminho podemos enfrentar o aumento exorbitante do encarceramento das mulheres negras, o abandono dos seus filhos perdidos para a “política de guerra às drogas”, o crescimento da morbimortalidade materna, em especial causada por abortos feitos clandestinamente, neste país que criminaliza as mulheres que decidem sobre suas vidas.</p>



<p>Por fim, o que dizemos para as candidaturas ao parlamento, serve também para as candidaturas majoritárias ao Senado e ao Governo de Pernambuco. Este ano, nós eleitores e eleitoras, escolheremos apenas uma pessoa para o Senado, e temos candidaturas que aliam representatividade e compromisso político, o que torna mais fácil a escolha. Teremos também a difícil tarefa de escolher o governo do Estado, mas sobre isso falaremos na próxima quinzena. Eu, como muita gente do campo democrático e popular, de esquerda, estou refletindo muito sobre as alternativas que estão postas, e também sobre a ausência delas.</p>



<p>*<strong>Carmen Silva é socióloga, constrói o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, é militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Uma questão importante!</em></strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.</p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</p></blockquote>
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		<title>Desunidos, pequenos partidos tentam conquistar eleitores de esquerda insatisfeitos com aliança PT-PSB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 05:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[#eleições2022]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[PCB]]></category>
		<category><![CDATA[PCO]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As pesquisas eleitorais mostram que, até aqui, a disputa para o governo de Pernambuco está em aberto: Marília Arraes (SD) geralmente aparece à frente, seguida de três ou quatro candidatos embaralhados nos segundo e terceiro lugares. São muitas pré-candidaturas: pelo menos 11 candidatos e candidatas já se colocaram para jogo. A Marco Zero falou com [&#8230;]</p>
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<p>As pesquisas eleitorais mostram que, até aqui, a disputa para o governo de Pernambuco está em aberto: Marília Arraes (SD) geralmente aparece à frente, seguida de três ou quatro candidatos embaralhados nos segundo e terceiro lugares. São muitas pré-candidaturas: pelo menos 11 candidatos e candidatas já se colocaram para jogo. A Marco Zero falou com as pré-candidaturas mais à esquerda do espectro político para saber como elas avaliam a disputa em outubro: a professora Cláudia Ribeiro (PSTU), o historiador Jones Manoel (PCB) e o advogado João Arnaldo (PSOL). O Partido da Causa Operária (PCO) também deve lançar candidatura própria, mas ainda não definida. A União Popular (UP) não vai ter candidatura ao governo de Pernambuco.<br><br>Há pelo menos duas opiniões em comum entre os pré-candidatos e candidatas do PSTU, PCB e PSOL. A primeira é a de que a Frente Popular, encabeçada pelo PSB ao lado do PT e do PCdoB, não mais representa um programa de esquerda em Pernambuco. A outra é de que, com a disputa em aberto, talvez uma candidatura mais à esquerda possa ter alguma chance, ainda que pequena, de chegar até o segundo turno.<br><br>Apesar de vislumbrarem uma oportunidade, isso não é suficiente para que surja uma aliança entre esses partidos. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que quase sempre fica muito abaixo do 1% nas eleições em Pernambuco &#8211; foram 0,24% em 2018 e 0,12% em 2014, por exemplo -, tem como meta de campanha divulgar o partido e suas ideias. Então não faz sentido fazer nenhuma aliança e ceder o pouco espaço que têm. </p>



<p>&#8220;Na nossa compreensão, a mudança não vai ser via eleição. Problemas seculares como a fome e a falta de educação e de saúde não vão ser resolvidos com as eleições. Temos eleições a cada dois anos e a vida da população só tem piorado. De onde deveria vir a a melhora da vida da população, vem reforma da previdência, piora da saúde. O congresso deveria atender quem o elege, mas isso não acontece. No governo Bolsonaro, os problemas se agravaram profundamente&#8221;, diz Cláudia, que acredita contar com o apoio dos profissionais da educação em sua campanha.<br><br>Ela não sabe ainda com quanto terá do fundo eleitoral para a campanha, mas não se preocupa com isso. As campanhas do PSTU geralmente são levadas para às ruas pelos voluntários e militantes do partido. Na pandemia, o PSTU entregou a sede do partido na Boa Vista. O comitê vai ser na própria residência de Cláudia, no bairro de Brasília Teimosa.</p>



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	                                        <p class="m-0">Cláudia Ribeiro (Crédito Arquivo pessoal)</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>&#8220;A eleição é uma disputa para organizar nossa classe. Embora a gente não tenha espaço na televisão e nas rádios, embora esse discurso de representação parlamentar seja falso, usamos esse espaço para mostrar para a população que há um programa alternativo, que as pessoas têm o direito de ter uma outra vida&#8221;, diz a pré-candidata, que prefere não usar a palavra revolução ao falar dos objetivos do PSTU. &#8220;Revolução fica parecendo algo distante. O que queremos é que as decisões passem por conselhos de trabalhadores&#8221;, diz.<br><br>A candidatura de Marília também não é vista como de esquerda, tanto pela mudança de partido como pelas alianças que tem feito. João Arnaldo estreou nas eleições em 2020 como vice da própria Marília quando ela disputou a prefeitura do Recife pelo PT. Para ele, a atual líder nas pesquisas pode não conseguir manter os bons percentuais quando o eleitorado &#8220;perceber&#8221; que ela não está mais no PT. </p>



<p>Apesar de considerar a gestão do PSB um desastre, João Arnaldo acredita que Danilo Cabral ainda pode ter espaço para crescer. &#8220;Ele é o único (entre os melhores posicionados) que virou candidato este ano. Marília está aí há seis anos, do ponto de vista da lembrança das pessoas. Menciono isso não dizendo que ela não vai manter os 30%, mas para mostrar o quanto que o cenário agora é instável para mostrar o sentimento das ruas. O retrato do momento das pesquisas tende a ter mutações muito grandes até o final de agosto e meados de setembro&#8221;, diz o pré-candidato, que ainda não tem definição sobre quanto vai gastar na campanha.<br><br>João Arnaldo analisa o PSB como um partido múltiplo, navegando no espectro político de acordo com as articulações nos estados brasileiros. &#8220;Entendemos que aqui em Pernambuco o PSB tem assumido um modelo de organização parecido com o do MDB, que tem autonomia nos estados. Para nós, no Rio de Janeiro o PSB representa um projeto de esquerda. Em Pernambuco, tem realizado um projeto de centro-direita, com muita boa vontade&#8221;, diz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sem perspectiva de alianças</h2>



<p>Já Jones Manoel ressalta que o PSB não trouxe conquistas efetivas para a classe trabalhadora. Ele cita três exemplos: o caso da educação, como a falta de concursos e a demora para pagar o piso aos professores; o aumento do encarceramento e da violência policial; e o modelo de transporte do consórcio do Grande Recife. &#8220;Não precisa nem ser um governo de esquerda radical para resolver essas questões, como fazer concurso público, diminuir violência policial e garantir melhor condições de trabalho para os rodoviários e para os usuários&#8221;, afirma.</p>



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	                                        <p class="m-0">Jones Manoel (Crédito: Arquivo pessoal)</p>
	                
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<p>No cenário nacional, uma possível aliança entre PSTU, PCB e setores do PSOL terminou em troca de farpas (dá para entender um pouco <a href="https://www.pstu.org.br/resposta-ao-pcb-sobre-frente-eleitoral/">aqui</a> e <a href="https://pcb.org.br/portal2/28863">aqui</a> ). Em Pernambuco, houve conversas entre o PCB e o PSOL, que envolveram também a UP (Unidade Popular, partido registrado em 2019), mas não se chegou a um consenso. Apesar do PSOL &#8211; que forma uma federação partidádia com a Rede, partido do deputado federal Túlio Gadelha, e do PCB continuarem ainda falando em união das esquerdas, nenhum dos dois, até agora, quis ceder a candidatura para governador.<br><br>Jones Manoel conta que desde dezembro o PCB está em conversas com o PSOL. E que a ideia do &#8220;partidão&#8221; era fazer uma &#8220;primária&#8221; com os dois partidos, mais a UP e outras entidades que ainda não têm registro, como a Consulta Popular, além de sindicatos e movimentos sociais. &#8220;A gente acha que se ficar só na conversa entre as direções partidárias vai ficar em uma queda de braço, porque ninguém quer ceder a cabeça de chapa. Infelizmente até agora não teve concordância. Discutimos também com a UP para formar aliança, mas houve discordâncias na composição eleitoral, mas continuamos insistindo na proposta. É necessário sair das conversas de ar-condicionado e fazer como no Chile: uma grande primária com todo mundo que se considera de esquerda, que quer um projeto mais radical, para ter uma decisão democrática das bases&#8221;, afirma. A UP queria que o PCB retirasse a candidatura à Câmara Federal e apoiasse a candidata deles, mas o PCB não concordou.<br><br>João Arnaldo lembra que não dá para comparar a estrutura dos dois partidos. &#8220;Defendemos que o melhor seria uma candidatura conjunta, nesse cenário que estamos. Mas com o PCB nunca foi considerada a hipótese de retirada da candidatura de Jones. Nunca avançou muito essa conversa. Tem um elemento básico, que não estava sendo levado em consideração (pelo PCB), que é o tamanho do partido, as condições objetivas, de dimensão de militância, de dimensão de inserção do partido na sociedade. São coisas que, mesmo com toda boa vontade, e o PSOL talvez seja o partido que mais valoriza a luta do PCB, são básicas: a gente admitiria retirar a candidatura, mas retirar por quê? por que tem um nome que tem mais chances de derrotar a direita em Pernambuco? Isso não está claro, não está aparente. Pelo contrário: ao que parece, é o PSOL que tem mais inserção nos setores da sociedade&#8221;, afirma João Arnaldo.<br><br>Jones Manoel é uma novidade vistosa na esquerda pernambucana para essa eleição. Ao contrário dos outros colegas, tem uma presença forte nas redes sociais. E é articuladíssimo: Caetano Veloso já o chamou de &#8220;jovem marxista que mudou minha cabeça&#8221;. Exibe números reluzentes com mais de 200 mil inscritos no canal do YouTube e mais de 170 mil seguidores no Twitter. É mais do que Marília Arraes, que tem cerca de 102 mil seguidores. Jones explora bem a rede social, indo buscar o confronto direto em comentários que não raro geram <em>ratio</em> &#8211; quando a resposta a um tweet tem mais curtidas que o tweet original. &#8220;Só perco para Marília no instagram&#8221;, diz o historiador, que tem mestrado em Serviço Social.<br><br>É nesse traquejo para o confronto e para a comunicação com grandes públicos onde Jones exibe todo seu potencial. Único candidato preto e periférico das esquerdas, ele traz em quase todas suas falas números, percentuais, dados ou referências a pesquisas. Todo um embasamento acumulado em anos de militância e no ambiente acadêmico &#8211; e também de tretas no Twitter.</p>



<p>&#8220;A proposta do PSOL era a gente ir para vice e isso não é proposta de construção. Evidentemente, o PSOL tem um <em>recall</em> de apresentar há 20 anos uma candidatura majoritária, é um partido maior, com mais estrutura e mais dinheiro, inclusive com uma chapa de candidatos proporcionais muito mais competitiva do que a nossa. A despeito disso, desde o começo do pleito eleitoral, eu e João Arnaldo estamos praticamente empatados nas pesquisas eleitorais. O que indica que é a chapa mais vantajosa não seria como está configurado, com João Arnaldo na cabeça de chapa. Se fosse, ele já teria desgarrado e feito 3% ou 4%, o que não é o caso. A gente vem empatado em 1% praticamente de janeiro até aqui, só uma pesquisa, do Paraná Pesquisas, de abril, em que João Arnaldo tirou 3,3%. Na outra, do mesmo instituto, ele caiu bastante e ficou eu e ele com 0,6%, empatados&#8221;, lembra Jones.</p>



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	                                        <p class="m-0">João Arnaldo (Crédito: Ricardo Labastier/PSOL)</p>
	                
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                    </figure>

	


<p><br><br>O pré-candidato do PSOL vê a disputa como &#8220;totalmente em aberto&#8221;. &#8220;Os percentuais hoje são mais uma referência de <em>recall</em> do que do campo político que cada um representa&#8221;, acredita. &#8220;As candidaturas do PSDB (Raquel Lyra), do PL (Anderson Ferreira) e do União Brasil (Miguel Coelho) compõem um espaço do campo da direita &#8211; o que não quer dizer que todos são bolsonaristas &#8211; e juntas chegam a 30%, mas representam um campo (o de direita) que não tem esse percentual de votos aqui em Pernambuco&#8221;, diz. &#8220;Os três são pré-candidatos há três anos, são prefeitos, têm um padrão de uso da máquina, são de famílias que lideram partidos. E foram diretamente beneficiados por uma política de perseguição do governo Bolsonaro ao Nordeste, recebendo verbas do orçamento secreto. Têm <em>recall</em>, dinheiro diferenciado e são todos de direita. Isso já demonstra a limitação dessa soma (os 30% das pesquisas) para os três. Alguém aí, ou mais de um, vai definhar&#8221;, analisa.<br><br>Em sua primeira eleição, Jones vê uma chance de ir para o segundo turno. &#8220;Ao contrário do cenário nacional, aqui não há uma polarização&#8221;, diz. &#8220;O que tudo indica até agora é que será uma disputa muito afunilada, em que pode ir alguém para o segundo turno com apenas 14% ou 15% dos votos. Tem muita coisa para acontecer ainda. Se a gente consegue montar uma chapa de esquerda, a possibilidade de crescimento seria significativa. Vai ter um conjunto de votos de progressistas que iriam tendencialmente para o candidato do PSB, por conta do apoio de Lula, que temos cada vez mais dúvidas se irão mesmo. Temos o objetivo comunista de aproveitar a eleição para politizar o debate e apresentar as bandeiras históricas da classe trabalhadora, mas vejo sim espaço para o crescimento de uma alternativa política de esquerda&#8221;, diz. </p>



<p>Tanto Jones quanto João Arnaldo reconhecem que suas candidaturas seriam mais competitivas juntas. &#8220;Agora, claro, se a gente vai separado, PSOL e PCB, a gente vai ficar disputando voto no mesmo campo. Estamos perdendo uma oportunidade histórica &#8211; mesmo que com poucas chances &#8211; de ir para o segundo turno. E mais do que isso, consolidar a criação de um campo de esquerda radical, que pode atrair inclusive setores do PT que estão insatisfeitos com a aliança com o PSB&#8221;, reconhece Jones.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Atenção com as exigências da Justiça Eleitoral</h3>



<p>Partidos pequenos de esquerda contam com pouco dinheiro e muitos optam por não fazer alianças ou apoiar outro partido justamente para aproveitar as eleições para divulgar suas próprias ideias. É o caso do PCO em quase todas as eleições. E nem sempre são antigos militantes do partido que topam embarcar na aventura de uma candidatura assim. A burocracia é grande e pode acabar sobrando para o candidato, já que partidos tão pequenos não possuem boa estrutura jurídica ou contábil.<br><br>Em 2018, a agente de saúde Ana Patrícia Alves foi colocada pelo PCO como candidata à governadora de Pernambuco. O que era uma oportunidade se transformou em dor de cabeça. Sem apoio nenhum da legenda, ela parou de fazer campanha. Como o PCO nem apresentou o CNPJ do partido à Justiça Eleitoral, teve todas as candidaturas indeferidas em Pernambuco. Demorou quase dois anos para que Ana Patrícia, sozinha, resolvesse todas as pendências eleitorais. &#8220;Como eu desisti de fazer campanha, porque eles não davam assistência, não recebi apoio algum na prestação de contas&#8221;, lembra a ex-candidata.<br><br>&#8220;Hoje não quero mais participar de eleição por conta da burocracia do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Essa burocracia inibe as pessoas que têm uma vida mais simples, que são da classe trabalhadora e não têm grandes recursos para se candidatar. A burocracia é imensa. Eu precisei realmente do auxílio de um advogado, que é algo caro. A minha sorte é que teve um advogado que não me cobrou nada para minha prestação de contas&#8221;, disse Ana Patrícia. &#8220;É um processo muito complexo. Deveria ser algo mais simples. Sinto muita vontade de me candidatar novamente, mas sem estrutura e realmente confiança não tem como. A nós, trabalhadores, nos é dado praticamente nada, só recebe estrutura quem tem nome na política&#8221;, lamenta.<br><br>Nos últimos meses, o PCO está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal solicitou investigação por suspeita do partido usar recursos partidários para promover uma ofensiva à Justiça Eleitoral. Assim como Bolsonaro faz há anos, o partido questionou a legitimidade do processo eleitoral e pede a volta do voto impresso. Ao contrário do presidente Bolsonaro, o PCO sofreu uma uma ofensiva do STF, que até retirou as redes sociais da legenda do ar.<br><br>Para explicar um pouco como funciona o processo eleitoral para os advogados Pedro Lavor, Roberto Leandro e Carla Guareshi lançaram no começo do mês o Manual Eleitoral pela Fundação Lauro Campos e Marielle Franco. O <a href="https://flcmf.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Manual_Eleitoral_FLCMF_Cor_002.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">manual está disponível online</a> para candidatos, dirigentes e filiados a partidos e também para o público em geral.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></cite></blockquote>
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		<title>Em meio ao caos, João Pedro Stédile mantém otimismo</title>
		<link>https://marcozero.org/em-meio-ao-caos-joao-pedro-stedile-mantem-otimismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 09:36:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[João Pedro Stédile]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, o economista João Pedro Stédile foi a cara do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para boa parte da sociedade. Apesar de ser uma das principais lideranças do movimento, sua notoriedade na população era desproporcional ao suposto poder que exercia na organização, cuja coordenação é coletiva desde a fundação, em 1984. Sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante muito tempo, o economista João Pedro Stédile foi a cara do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para boa parte da sociedade. Apesar de ser uma das principais lideranças do movimento, sua notoriedade na população era desproporcional ao suposto poder que exercia na organização, cuja coordenação é coletiva desde a fundação, em 1984.</p>



<p>Sua fama, na verdade, foi construída por capas de revistas, matérias de TV e manchetes de jornais que, ao longo da década de 1990, descreviam um Stédile ora como um terrorista, ora como um baderneiro. Ou um demônio, como em uma famosa capa da Veja de 1998.</p>



<p>Aos 66 anos, Stédile, admite ser leitor do jornal Valor Econômico e lembra com bom humor do processo de demonização da qual foi alvo &#8211; “Me botaram até uns cornos na cabeça” -, mas encara com naturalidade o fato de ter sido tratado como inimigo público. Segundo ele, quem entra na luta contra o poder da burguesia precisa estar preparado emocionalmente para enfrentar reações como aquelas.</p>



<p>Hoje, ele é um dos raros militantes de esquerda a esbanjar otimismo em pleno governo Bolsonaro.</p>



<p>Na entrevista que concedeu aos editores da Marco Zero, Stédile detalhou as razões do seu otimismo. Fizemos um resumo da entrevista:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Brasil não é conservador</strong></h2>



<p>João Pedro Stédile explica porque é um otimista com o futuro do Brasil a partir de 35:18 min do vídeo. Para ele, o capitalismo já não consegue gerar emprego e renda para os mais pobres e não vai resolver os problemas das pessoas. “Pessimistas nós podíamos ser na ditadura. Vivi a ditadura militar, senti o peso da ditadura, com a economia crescendo e o povo votando na Arena”.</p>



<p>Pouco antes (aos 26:25 min da entrevista), Stédile afirma que a sociedade brasileira não é conservadora. O Estado brasileiro e suas instituições é que são racistas, o que, em sua percepção, é bem pior do que o conservadorismo. A onda conservadora atual, de acordo com seu entendimento, é resultado da manipulação de informações porque a extrema-direita aprendeu a lidar com a internet. Por isso, “o centro da luta política é ideológico, é a luta pelas ideias”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O MST nas cidades</strong></h3>



<p>Logo no início da entrevista, Stédile foi questionado se as ações solidárias do MST nas comunidades pobres das grandes cidades eram temporárias, impulsionadas apenas pela crise da covid-19 ou se o movimento estará mais presentes nas capitais a partir de agora.</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress aligncenter wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-marco-zero-conteudo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="5oZOpcdQBl"><a href="https://marcozero.org/pandemia-levou-o-mst-para-mais-perto-das-cidades/">Pandemia levou o MST para mais perto das cidades</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Pandemia levou o MST para mais perto das cidades&#8221; &#8212; Marco Zero Conteúdo" src="https://marcozero.org/pandemia-levou-o-mst-para-mais-perto-das-cidades/embed/#?secret=QU1C7itQHG#?secret=5oZOpcdQBl" data-secret="5oZOpcdQBl" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<p>Em resposta, no minuto 10:03, ele revelou planos surpreendentes, como o de defender a desapropriação de terras próximas aos grandes centros urbanos. Essas terras seriam destinadas à produção de alimentos saudáveis para a população das cidades. “Em 200 hectares é possível gerar emprego e renda para mais de 500 pessoas, que podem continuar vivendo onde estão”.</p>



<p>Uma das estratégias de longo prazo do MST é impulsionar a agroecologia para a produção de alimentos diversificados para o mercado interno. O foco do agronegócio são as exportações de poucos tipos de produtos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Financiamento criativo</strong></h3>



<p>Lutar por mais recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os assentamentos já não faz parte da agenda do MST. Segundo ele, o Pronaf, mais antiga política de crédito rural do país, endivida o agricultor e gera lucros para as empresas que fornecem maquinário, adubos e agrotóxicos.</p>



<p>Aos 19:02 min do vídeo, o líder do movimento explica como funciona o fundo de financiamento para produção de alimentos, criado com ajuda do empresário e investidor <a href="https://edumoreira.com.br/">Eduardo Moreira</a>. O fundo, conhecido como Finapop, marcou a estreia do MST como captador de capitais no mercado financeiro. Stédile revelou que que um novo fundo de investimento está prestes a ser lançado pelo movimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Partidos de e<strong>squerda não dão exemplo</strong></h3>



<p>Mesmo em tom moderado, a partir do minuto 46:37 ele faz críticas ao “método de trabalho” dos partidos de esquerda, que estariam mais preocupados com eleições e com a manutenção dos mandatos dos seus parlamentares do que com a organização do povo e a presença nas comunidades. O raciocínio dele é mais ou menos este: a quantidade de pessoas mobilizadas vale mais que o número de deputados da bancada.</p>



<p>Mais à frente (50:03 min), Stédile cita dom Pedro Casaldáliga, que vivia em uma modesta casa de camponês e usava sandálias de dedo. A humildade do recém falecido bispo de São Félix do Araguaia seria um exemplo de referência para o povo. Como contraponto dessa “pedagogia do exemplo”, estaria o estilo de vida dos políticos, incluindo os de esquerda: “Veja como vivem os deputados”.</p>
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		<title>O problema do “Lula Livre!” ser o protagonista de todo protesto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 18:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Lula Livre]]></category>
		<category><![CDATA[protestos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No protesto a favor da educação, “Lula Livre!”. Na Marcha das Margaridas, “Lula Livre!”. Protestos contra a Reforma da Previdência? Mais e mais “Lula Livre!”. O ano é 2019, o Brasil vive seu momento político mais sombrio desde os anos de chumbo da ditadura militar. É um cenário que tende a se agravar quando os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No protesto a favor da educação, “Lula Livre!”.</p>
<p>Na Marcha das Margaridas, “Lula Livre!”.</p>
<p>Protestos contra a Reforma da Previdência? Mais e mais “Lula Livre!”.</p>
<p>O ano é 2019, o Brasil vive seu momento político mais sombrio desde os anos de chumbo da ditadura militar. É um cenário que tende a se agravar quando os efeitos das perdas de direitos se tornarem ainda mais agudos.</p>
<p>Qual, então, a proposta da esquerda brasileira para a educação? Qual a proposta para as mulheres do campo? Para a previdência social? Com certeza, são muitas. Dezenas, quiçá centenas. Mas entre as bandeiras mais visíveis, estampado em camisetas e bandeiras está lá o onipresente Lula, o ex-presidente símbolo de épocas mais ternas, preso há 16 meses em Curitiba.</p>
<p>Não há porque desmerecer o grito “Lula Livre!”. Os vazamentos das conversas entre procuradores do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol à frente, e o então juiz Sérgio Moro deixam claro que o ex-presidente não recebeu um julgamento limpo. Lula é hoje um preso político, arrancado da liberdade às vésperas de uma eleição que jogou o País no obscurantismo. É fato gravíssimo.</p>
<p>O problema é quando Lula Livre é a principal bandeira para tudo. E aqui não vou falar sobre como isso afasta um cidadão brasileiro que não nutre grandes simpatias por Lula — e está em todo seu direito — , mas é a favor da educação pública e gratuita de qualidade, a favor da pesquisa científica brasileira, da agroecologia e de uma previdência mais solidária. Ninguém aqui é bobinho para ignorar isso.</p>
<p>Repito: o problema é quando Lula Livre é a principal bandeira para tudo. Parece que há uma incessante venda da ideia de que quando Lula for solto haverá, como se por mágica, o (r)estabelecimento da democracia plena no Brasil. Que é a soltura de Lula que vai proporcionar mudanças na educação, nas tensões no campo, na economia e até na luta das mulheres.</p>
<p>É o oposto. A luta pela democracia deve ser ampla e aguerrida. As pautas por educação têm que ser o ponto chave dos protestos contra os cortes do Ministério da Educação. Na Marcha das Margaridas, as mulheres do campo têm que ser ouvidas em suas reivindicações no tom mais alto. O grito que mais precisa ser ouvido não é sempre o de “Lula Livre!”.</p>
<p>Não há, nunca houve, um salvador.</p>
<p>O estrago que o governo Temer fez e o governo Bolsonaro está ampliando não vai ser resolvido pela soltura de Lula. Eventualmente, esperamos, Lula vai ser solto.</p>
<p>Mas é preciso oferecer uma opção ao abismo do bolsonarismo. É com bandeiras sólidas, com propostas que verdadeiramente cheguem às pessoas, que a democracia brasileira pode conseguir superar essa fase. Não é Lula que precisa ser solto para a democracia prosperar. É a democracia e suas instituições que precisam ser fortalecidas para que Lula — aqui a ideia, e não tanto o homem — possa, enfim, ser livre.</p>
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