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	<title>Arquivos protesto - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Nov 2024 19:05:16 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos protesto - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Contra ameaça de expulsão e por direito à pesca, quilombolas e pescadores bloqueiam acesso a Suape</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 11:43:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[dragagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha de Mercês]]></category>
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		<category><![CDATA[protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na manhã desta segunda (4), a comunidade quilombola de Ilha de Mercês, em Suape, Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco, fechou, em protesto, por volta das 6h, a principal rotatória que dá acesso ao complexo industrial portuário. A comunidade, onde vivem mais de 200 famílias, exige que Suape se comprometa a não remover nenhuma família de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na manhã desta segunda (4), a comunidade quilombola de Ilha de Mercês, em Suape, Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco, fechou, em protesto, por volta das 6h, a principal rotatória que dá acesso ao complexo industrial portuário. A comunidade, onde vivem mais de 200 famílias, exige que Suape se comprometa a não remover nenhuma família de Mercês e que abandone as ações de reintegração de posse contra moradores do quilombo e demais territórios. Dezenas de famílias pescadoras também se juntaram ao protesto para exigir o pagamento de auxílio dragagem que havia sido negado pela administração de Suape.</p>



<p>Em setembro, <a href="https://marcozero.org/suape-e-upe-fecham-acordo-para-realocar-e-preservar-memoria-do-quilombo-da-ilha-de-merces/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Suape e Universidade de Pernambuco (UPE) assinaram um convênio para a &#8220;realocação e preservação cultural dos remanescentes do Quilombo Ilha de Mercês</a>&#8220;. Segundo o comunicado conjunto das duas instituições na época, a intermediação do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe) garantiria participação ativa da comunidade, do planejamento à implementação do processo que recebeu o nome de “Raízes em Movimento: projeto de realocação e preservação cultural dos remanescentes do Quilombo Ilha de Mercês”. A comunidade, porém, não aceita o projeto.</p>



<p>Além disso, o protesto reúne outras comunidades pesqueiras de Ipojuca que exigem que Suape pague o auxílio dragagem a outras famílias 89 pescadoras de Ipojuca que foram afetadas mas que tiveram o benefício negado. O valor do auxílio é um salário mínimo e uma cesta básica. A comunidade reivindica também que o complexo não realize dragagens no verão, período mais prejudicial ao ecossistema marinho, obedecendo a uma determinação da Justiça Federal; e desenvolva estudos de impacto ambiental referentes ao despejo de efluentes feito pelas empresas que compõem o complexo.</p>



<p>Pescadores e quilombolas assinam uma carta-protesto com diversos pontos que será entregue à Suape para uma tentativa de negociação.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="854" height="1280" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/Bloqueio-9-vertical-Marinalva.jpg" alt="" class="wp-image-67187 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Marinalva Maria da Silva, uma das lideranças da comunidade quilombola, contou que a &#8220;avó morou em Mercês desde que nasceu, em 1912, sem contar o tempo da mãe dela que já vivia aqui. E, hoje, a refinaria joga uma água podre que desce para o mangue matando tudo, contaminando o pescado que a gente come, imagina o que vai acontecer com a gente depois?&#8221;. Segundo ela, por causa das dragagens, se tornou impossível pescar porque há áreas tão assoreadas onde só dá para passar descendo da jangada, ficando em pé na lama e empurrandio a embarcação.</p>
</div></div>



<p>A líder quilombola explicou que as famílias de moradores não têm informações do local para onde Suape quer realocá-las: &#8220;eles estão achando que vamos sair de um lugar onde temos a barriga cheia pra passar fome lá fora? Eu já passei uns tempos morando em rua, eu sei o que é rua. Aqui é diferente. Eu vou lutar até morrer por meu território&#8221;.</p>



<p>À frente do bloqueio que impediu o acesso de veículos ao complexo portuário, Ednaldo de Freitas, conhecido como Nal Pescador, presidente da Associação de Pescadores e Pescadoras, deu entrevista explicando que estavam &#8220;protestando contra as violações de direitos por parte do Complexo Industrial Portuário de Suape, que há mais de 40 anos vem desrespeitando os territórios, desrespeitando a pesca, desconsiderando pescadores, obrigando pescadores pagando pra passar em pedágio, ameaçando deslocar uma comunidade do seu ambiente natural pra ser colocada ninguém sabe aonde dentro da cidade, onde não tem renda pra essas famílias&#8221;.</p>



<p>Enquanto faixas com as frases &#8220;Nenhum mangue a menos &#8211; nenhuma dragagem a mais&#8221; eram colocadas na estrada, Nal Pescador relatou que as famílias de Mercês foram surpreendidas pelo anúncio do convênio firmado entre a administração do complexo e a UPE: &#8220;não ouviram a comunidade, ficamos sabendo quando saiu no Diário Oficial. Em nenhum momento a comunidade quilombola de mercês foi chamada para participar de qualquer conversa ou diálogo como seria a realocação&#8221;.</p>



<p>A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa de Suape. Pouco depois do meio-dia, a assessoria de Suape enviou uma nota oficial sobre o protesto. A íntegra da nota segue reproduzida abaixo:</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p align="justify">A empresa SUAPE &#8211; Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros esclarece que mantém, permanentemente, diálogo com representantes das colônias de pescadores Z-08 e APPPACSA, ambas do Cabo de Santo Agostinho, e da comunidade Ilha de Mercês, situada em Ipojuca, com o intuito de resolver em conjunto questões que possam afetar o bem-estar dos trabalhadores e dos moradores da localidade.</p>
<p align="justify">A direção da estatal portuária tem canal aberto de negociação com os representantes legais dos pescadores e da comunidade, sempre se colocando à disposição para a realização de encontros presenciais que resultem em acordos benéficos para as partes envolvidas.</p>
<p align="justify">Apesar de manter diálogo aberto com as comunidades, em momento algum, foi comunicada, previamente, sobre a realização de protesto que resultou no bloqueio da rodovia PE-009, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (4), trazendo transtornos para o funcionamento do porto e para a sociedade.</p>
<p align="justify">Tão logo tomou conhecimento da manifestação, representantes da empresa se dirigiram ao local para propor que os protestantes formassem uma comissão para estabelecer o diálogo e tentar encontrar uma solução para o impasse, pondo fim à interdição da rodovia.</p>
<p align="justify">A empresa esclarece que, em cumprimento à condicionante constante em autorização ambiental para dragagem do canal externo do porto, vem realizando o pagamento de auxílio mensal de R$ 1.412 a 377 a pescadores, além de cesta básica. Do total de cadastrados, 234 são beneficiários da Colônia Z-8 e já receberam as dez parcelas acordadas. Os demais pescadores beneficiários já receberam três parcelas do auxílio, restando mais sete pagamentos a serem realizados. Para honrar o acordo, a empresa Suape aportou, até o momento, o total de R$ 2.824.080 para a Colônia Z-08 e R$ 571.860 para a APPPACSA em pecúnia.</p>
<p align="justify">O auxílio mensal aos pescadores foi uma das condicionantes para emissão da licença ambiental de nº 04.23.10.009098-4), pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), para a obra de dragagem do canal externo, tendo sido os seus critérios de pagamento acordados formalmente entre as partes. A intervenção, iniciada em dezembro de 2023, foi concluída em abril de 2024.</p>
<p align="justify">No entanto, no processo de cadastramento para concessão dos benefícios, 89 pescadores não conseguiram atender aos requisitos mínimos acordados entre as partes para recebimento do benefício, fato este que resultou no protesto da manhã desta segunda-feira (4).</p>
<p align="justify">Em relação à Comunidade Ilha de Mercês, a empresa Suape firmou parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE), por meio do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE), para execução da iniciativa Raízes em Movimento: projeto de realocação e preservação cultural dos remanescentes da Ilha de Mercês, que conta, inclusive, com representantes indicados pela comunidade.</p>
<p align="justify">O projeto foi dividido em cinco fases, com duração de dois anos, compreendendo a preparação e diagnóstico inicial; análise do contexto socioeconômico, ambiental, antropológico, histórico e cultural; planejamento estratégico e negociações de indenização e realocação; implementação e monitoramento; e a publicação de um livro memorial sobre a comunidade, além da organização de eventos e exposições para celebrar a história, a cultura e as contribuições da comunidade.</p>
    </div>



<h2 class="wp-block-heading"><br>Negociação e pressão da PM</h2>



<p>Por volta das 9h30, com a chegada do diretor de sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti, os pescadores e quilombolas pressionam por algumas garantias e compromissos para poder liberarotrânsito. Em contato com a cúpula do complexo, Cavalcanti ofereceu 15 dias de prazo para avaliar cada uma das reivindicações, o que não foi aceito. A essa altura, a Polícia Militar insistiu para tentar reabrir o acesso base da força, mas não conseguiu. </p>



<p>Às 12h35min, a comunidade aceitou liberar o tráfego na rodovia PE-009, administrada pela Monte Rodovias, e uma comissão de lideranças foi dialogar com Suape na sede da administração. Ficou sugerida a construção da solução para as 89 famílias pescadoras junto ao Ministério Público Federal, visando apoio, transparência e salvaguarda legal. </p>



<p>Já as demandas de realocação de Mercês serão discutidas em um novo encontro, programado para 8 de novembro, em Suape. Os demais pleitos serão discutidos por Suape e pelas comunidades com data e local a serem definidos a partir dessa reunião agendada para o dia 8.</p>





<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Texto atualizado às 16h04 com a inclusão da informação dos encaminhamentos da reunião com Suape.</strong></li>
</ul>
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		<title>Protesto no Recife e em outras 14 cidades pede o fim do abate dos jumentos no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 21:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[jumentos]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinze estados se uniram, neste domingo (30), em protestos contra o abate de jumentos no Brasil. No Recife, a manifestação ocorreu na frente do Cais do Sertão, no Recife Antigo. Os ativistas da causa animal denunciam que o abate em grande escala que vem ocorrendo no Brasil desde 2016 , principalmente no estado da Bahia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quinze estados se uniram, neste domingo (30), em protestos contra o abate de jumentos no Brasil. No Recife, a manifestação ocorreu na frente do Cais do Sertão, no Recife Antigo. Os ativistas da causa animal denunciam que o abate em grande escala que vem ocorrendo no Brasil desde 2016 , principalmente no estado da Bahia, pode levar o jumento para a extinção no Nordeste.</p>



<p>“Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade para a situação que os jumentos estão passando hoje no Brasil, de muito sofrimento e até de uma possível extinção”, afirma a ativista Iolanda Silva, do Fórum de Bem Estar Animal (Febema), entidade responsável pela organização do ato no Recife.</p>



<p>Em 2018, a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, movimento que desde 2016 luta contra o abate de jumentos no Brasil, ajuizou ação civil pública na Justiça Federal de Salvador e conseguiu a suspensão liminar dos abates. Em 2019, a liminar foi suspensa. Após vários recursos, no ano passado a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos conseguiu restabelecer a liminar, que, contudo, segundo os ativistas, está sendo descumprida pelos abatedouros.</p>



<p>Segundo a entidade, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está baseando a continuidade dos abates em uma decisão anterior do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), também do ano passado. Porém, a decisão liminar contra o abate é mais recente e deveria ser implementada e fiscalizada, até que a ação civil pública seja julgada, diz a entidade.</p>



<p>“A liminar contra o abate segue em vigor e o nosso objetivo é que mais pessoas assinem a petição nacional para pressionar o Ministério da Agricultura e Pecuária a cumprir e fiscalizar essa legislação. Os jumentos estão sendo abatidos de forma cruel. Há crueldade desde a forma que são capturados até o local onde ficam esperando ser abatidos, muitas vezes até sem água, morrendo de sede É um abate de forma cruel e que também é um grave problema de saúde pública”, diz a ativista Goretti Queiroz.</p>



<p>No site <a href="https://salveosjumentos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://salveosjumentos.org.br</a>, é possível enviar e-mails para pressionar os magistrados que estão julgando a causa e fazer doação para a entidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">China usa couro do jumento para remédios sem comprovação científica</h2>



<p>Alexandre Moraes, da coordenação da Febema, afirma que os jumentos são vendidos para o abate muitas vezes por valores bem baixos, por até R$ 20, R$ 30. “Há uma exploração inclusive da sociedade menos favorecida, que por vezes vende seu animal por um preço insignificante. Queremos que não ocorra mais o abate e que haja um plano de como fazer o manejo dessa espécie. Temos situações diferentes: animais soltos que são levados ao abates, animais que são vendidos e até animais que estavam em santuários e foram roubados”, diz.</p>



<p>Os ativistas denunciam que o comércio é lucrativo somente para a China, e não para o Brasil. O interesse da China nos jumentos é pelo couro: dele é retirada uma substância, uma espécie de colágeno, que é usada para fazer o ejiao. Na medicina tradicional chinesa, o eijao é usado para uma miríade de problemas, desde a anemia e insônia até impotência sexual. Não há comprovação científica da eficiência do eijao.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/a-batalha-dos-jumentos/" class="titulo">A batalha dos jumentos</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>“Como só interessa para a China o couro do jumento, pouco importa para os abatedouros a condição que o animal chega. Enquanto o abatedouro de gado bovino preza pela manutenção da quantidade de carne, para esses de jumento pouca importa, só querem a pele, que é mais valiosa. Então, o animal pode chegar magro, com sede, mutilado, morto. É uma atividade que é lucrativa para um ou dois empresários &#8211; e mesmo que fosse para muitos, estaríamos contra”, afirma Alexandre. A carne, que virou subproduto, é geralmente vendida para o Vietnã.</p>



<p>A Frente Nacional em Defesa dos Jumentos argumenta que a extinção da espécie no Brasil pode ocorrer porque não existe uma cadeia produtiva para abate &#8211; como acontece, por exemplo, com o gado. “É um risco sério. No Sertão, é muito difícil encontrar os jumentos pelas ruas, como era comum há dez anos. Uma jumenta leva cerca de 12 meses em uma gestação e a previsão é de até 64 mil abatimentos de jumentos por ano. É uma conta que não fecha e que revela o perigo desse abate”, afirma Iolanda Silva.A população atual de jumentos no Nordeste é estimada em 600.000 animais.</p>



<p>Dados da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos apontam que cerca de 90 mil jumentos morrem por ano no Brasil porque, além do abate, há muitas mortes entre a captura, as fazendas e os abatedouros.</p>



<p>Apesar do cenário crítico, Alexandre Moura acredita que os direitos dos animais devem avançar nos próximos anos. “O Governo Federal criou um departamento de Direitos dos Animais no Ministério do Meio Ambiente. E teve também o PPA (Plano Plurianual) Participativo,em que a proposta mais votada, no segmente meio ambiente, foi a política nacional de castração para cães e gatos. Há um olhar mais atento da população para os animais”, acredita.</p>



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		<title>Homem é preso na UFPE depois de assediar alunas e filmar mulher amamentando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 22:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[crime sexual]]></category>
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		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
		<category><![CDATA[violência na UFPE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Dominyque Regison Tomaz dos Santos* Às 14h desta terça-feira (28), foi preso em flagrante, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, Carlos Eduardo Benites, de 50 anos, suspeito de assediar sexualmente duas estudantes da instituição e a filha de uma delas, uma menina de 3 anos. Após duas horas de protestos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por</strong> <strong>Dominyque Regison Tomaz dos Santos</strong>*</p>



<p>Às 14h desta terça-feira (28), foi preso em flagrante, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, Carlos Eduardo Benites, de 50 anos, suspeito de assediar sexualmente duas estudantes da instituição e a filha de uma delas, uma menina de 3 anos. Após duas horas de protestos e ameaças de linchamento, a polícia militar precisou ser acionada e enviou quatro viaturas. Segundo uma das vítimas, o homem a gravou em momento íntimo de amamentação.&nbsp;</p>



<p>Segundo um colega da <em>Eliane</em>, a primeira vítima, o suspeito, que se identificou com advogado, chegou na universidade ainda pela manhã. Em entrevista antes de a prisão acontecer, ele conta que estava sentado com sua amiga na frente do Centro de Educação, ao lado do prédio do CFCH, por volta das 11h, quando começaram os assédios.&nbsp;</p>



<p>O estudante relata que nunca tinha visto o homem no campus e que estava conversando com a amiga no momento em que ela foi abordada com falas agressivas, sem fundamento e obscenas, incluindo perguntas como&nbsp; “Elas podem me assediar e eu não posso assediar elas de volta?” e “Elas ficam com essas poses eróticas e eu que tenho que conter os meus desejos?”</p>



<p>Percebendo que começou a ser filmado, o suspeito fugiu em direção ao CFCH e se escondeu no auditório do terceiro andar, onde estava acontecendo o evento RecFil 2023, reunindo estudantes de Filosofia da UNICAP, UFPE e UFRPE. Foi lá que aconteceu o segundo assédio. <em>Thayane*</em>, estudante de Educação Física, conta que estava amamentando sua filha, de três anos, quando percebeu que estava sendo filmada pelo homem.&nbsp;</p>



<p>Enquanto isso, por volta das 11h30, pelo menos cinco seguranças da TKS, empresa privada que presta serviços à UFPE, foram acionados e cercaram o prédio, mas não retiraram o homem do evento. Testemunhas contam que chegaram a avisar do ocorrido à organização, mas estes teriam optado por não interromper as palestras. Foi quando começaram os protestos. Os organizadores do evento postaram nota repudiando o acontecimento.</p>





<p>Ao meio dia, já haviam mais de 100 pessoas na entrada do prédio gritando pela prisão do suspeito, mas foi apenas às 13h30, quando acabou o evento, que ele foi escoltado para o térreo. Lá, ficou sentado por aproximadamente meia hora, enquanto se intensificavam os protestos pedindo sua prisão, além de ameaças de linchamento. Somente às 14h08, com a chegada de três advogados e dez policiais militares em quatro viaturas, o homem foi escoltado à delegacia. Os manifestantes permitiram a passagem dos policiais sem truculência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Assédios e abusos na UFPE</strong></h2>



<p>O protesto desta terça-feira é reflexo de uma onda de assédios que já vinha acontecendo no campus da universidade. Com um total de 15 andares e poucas câmeras, a administração do CFCH já estava há quase um mês controlando a entrada de não-estudantes por causa da recorrência do problema.&nbsp;</p>



<p>Receosas, duas estudantes do curso de Geografia contam já ser de conhecimento público crimes cometidos nos banheiros femininos do 11º andar por um estudante de História &#8211; que permanece impune. <em>Karine*</em>, uma das estudantes a frente do protesto, relata sentir-se insegura, revoltada e que também aconteceram outros casos recentes no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a 800 metros do local do crime de hoje.</p>



<p>Em nota, o Diretório Central dos Estudantes da UFPE (DCE) informou já ter ciência dos casos e que está construindo um documento-síntese sobre os casos de assédio e violência para apresentar à reitoria. Já a Administração Central da Universidade informou que está acompanhando a situação, “repudia todo e qualquer caso de violência contra a mulher e permanece à disposição para colaborar com o que for solicitado&#8221;.</p>



<p>A primeira vítima foi encaminhada à Diretoria de Gestão em Operações de Segurança da UFPE para prestar um boletim interno. Já a segunda vítima foi com a família diretamente para a delegacia e deve processar o suspeito por posse e produção de pornografia infantil.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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	                                        <p class="m-0">Momento da prisão de Carlos Benitez no CFCH. Crédito: Dominyque Regison Tomaz dos Santos</p>
	                
                                    </figcaption>
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<ul class="wp-block-list"><li><strong>Os nomes dos estudantes foram alterados, a pedido deles, por medo de represálias.</strong></li><li><strong>Texto atualizado às 16h13min de quarta-feira, 29 de março. </strong></li></ul>



<p><strong>*Esta reportagem foi produzida como trabalho acadêmico da disciplina Redação Jornalística 1 do curso de Jornalismo da UFPE, do qual Dominyque Regison é aluno.</strong></p>
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			</item>
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		<title>Poluição e hidronegócios ameaçam tradição e sustento da pesca artesanal no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/poluicao-e-hidronegocios-ameacam-tradicao-e-sustento-da-pesca-artesanal-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2022 23:17:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pesca artesanal]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Uma certa vez, eu fui para uma reunião e disseram que essa classe é muito invisibilizada. Como?! Porque quem passa pela Ponte do Pina vê ali os pescadores e as pescadoras pescando. Simplesmente eles é que deixam a gente invisíveis para não nos darem o que é nosso de direito”. Essa fala é Ana Mirtes [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>“Uma certa vez, eu fui para uma reunião e disseram que essa classe é muito invisibilizada. Como?! Porque quem passa pela <a href="https://marcozero.org/um-mes-depois-do-incendio-ainda-ha-familias-morando-no-que-sobrou-das-palafitas-do-pina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ponte do Pina</a> vê ali os pescadores e as pescadoras pescando. Simplesmente eles é que deixam a gente invisíveis para não nos darem o que é nosso de direito”. Essa fala é Ana Mirtes Ferreira, da Ilha de Deus, comunidade tradicional pesqueira do Recife. Ela e tantas outras mulheres e homens das águas, junto a organizações da sociedade civil, realizaram, nesta terça-feira, 9 de agosto, uma barqueata para reivindicar políticas públicas neste Ano Internacional da Pesca e Aquicultura Artesanais.</p>



<p>A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calcula que a pesca artesanal fornece até 85% do pescado consumido em alguns países da América Latina e do Caribe e é a base da segurança alimentar de milhões de famílias. Localmente, a atividade está bastante prejudicada pela poluição de rios e mangues, pelo avanço urbano e imobiliário e o cercamento das águas por parte dos hidronegócios.</p>



<p>Os movimentos locais estimam que, no Recife, esse percentual de participação da pesca artesanal no mercado gira em torno de 70%, embora as estatísticas pesqueiras tenham sido esfaceladas no Brasil nos últimos anos. Na Ilha de Deus, por exemplo, mais de 80% das famílias obtêm sua renda da pesca artesanal, estimando-se, segundo a pesquisa Morada de Peixe, de 2019, um movimento anual em torno R$ 2,4 milhões. Contraditoriamente, essa é uma categoria que praticamente não conta com políticas públicas direcionadas e sequer aparece no orçamento nem nos planos urbanísticos da cidade, que deu as costas aos rios e mangues, apesar de uma convivência marcante e histórica com as águas.</p>



<p>Pernambuco conta, desde 2015, com a <a href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=303664" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei 15.590/2015</a>, que institui a Política da Pesca Artesanal, e que, em 2017, teve aprovado o Decreto 45.396/2017, que regulamenta sua execução. No entanto, de lá para cá, poucas políticas foram efetuadas. As que foram, observam as comunidades e organizações, “parecem ser desenhadas sem observar as reais necessidades”.</p>



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<p>A barqueata desta terça (9) se transformou numa passeata na Rua da Aurora, área central, com parada em frente ao Palácio do Campos das Princesas (sede do governo estadual), onde foram despejadas garrafas pet retiradas do rio como forma de chamar a atenção para a poluição. Como o governador Paulo Câmara (PSB) estava em agenda externa, no Sertão, a passeata seguiu para Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), onde terminou, após muita pressão e embate, com uma reunião e alguns encaminhamentos importantes (saiba quais no final da matéria).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Garrafas pet foram retiradas do rio e colocadas em frente ao Palácio do Governo para protestar contra a poluição das águas. Crédito: Arnaldo Sete/MZ</p>
	                
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<p>A pauta de pescadores e pescadoras artesanais de Pernambuco é bastante extensa e exige desde políticas de saúde para as mulheres até a liberação de interdições de acesso e proibições da pesca e navegabilidade na região do Cabanga Iate Clube e do Hotel Marina, que está sendo erguido no Bairro do Recife como parte do projeto Porto Novo Recife.</p>



<p>Essas áreas foram cercadas com estacas e estruturas rígidas impedindo o acesso de pescadores e pescadoras, acarretando, consequentemente, um prejuízo financeiro, além de simbólico. A categoria reclama que sequer foi previamente informada e consultada. A <strong>Marco Zero</strong> entrou em contato com a Prefeitura do Recife e a Capitania dos Portos para obter informações sobre essas interdições e aguarda o retorno.</p>



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	                                        <p class="m-0">Foto aérea mostra área cercada na região do Cabanga Iate Clube. Crédito: Rodrigo Lima/Ação Comunitária Caranguejo Uçá</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>A pescadora Ana Mirtes, comenta que a cada dia mais companheiras estão sendo acometidas por inflamações de pele e infecções ginecológicas. “A gente passa horas ali dentro daquela água poluída tirando pescado”, explica. “Mas muitas vezes a gente vai para um posto de saúde e dizem que é tipo virose ou qualquer outra coisa menos doença ocupacional”, reclama. Isso sem falar na falta de creche, gerando múltiplas jornadas para elas, e a exposição excessiva ao sol, entre outras questões, com efeitos diretos na aposentadoria dessas profissionais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/08/MANIFESTO-BARQUEATA-POR-DIREITOS-E-PELO-BEM-VIVER-DAS-COMUNIDADES-TRADICIONAIS-PESQUEIRAS-DO-RECIFE.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Confira o manifesto completo, assinado por várias mãos, e todos os pontos de reivindicações para os governo federal, estadual e municipal.</a></h4>



<p>“A negação dos modos tradicionais de ser, viver e produzir das comunidades pesqueiras faz parte da estratégia que favorece o atual modelo econômico desenvolvimentista, fundamentado na obtenção de lucros para indústrias e megaempreendimentos e na exploração máxima da natureza, aprofundando as vulnerabilidades e desigualdades sociais nas vidas de povos e comunidades tradicionais e fazendo com que os corpos e corpas, em sua maioria negros, paguem as contas com sistemáticas violações de direitos”, diz um trecho do documento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Racismo ambiental e mudanças climáticas</strong></h2>



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	                                        <p class="m-0">Passeata de pescadores e pescadoras artesanais na Rua da Aurora, área central do Recife. Crédito: Arnaldo Sete/MZ</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Na barqueata, os cartazes e as faixas cravaram: essa negligência tem nome, chama-se racismo ambiental. Nesse sentido, as comunidades pesqueiras são bastante impactadas pelas <a href="https://marcozero.org/cientistas-calculam-que-mudancas-climaticas-intensificaram-em-20-chuvas-no-nordeste/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inundações e enchentes</a>, como se viu em maio e junho deste ano. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o Recife é a 16ª cidade do mundo e a primeira do Brasil mais ameaçada pela emergência climática e pelo avanço do nível do mar. São famílias em constante estado de alerta por causa de episódios de catástrofes, mas não só.</p>



<p>Como destaca o manifesto, as comunidades tradicionais pesqueiras são atingidas também pelo aumento da frequência de chuvas intensas fora dos períodos esperados no ano, piorando a vulnerabilidade econômica dos territórios. O sururu/marisco, por exemplo, quando chove muito forte, não consegue engordar e não se desenvolve o suficiente, ficando assim pouco rentável. Por isso, exige a categoria, é preciso discutir formas de mitigar os impactos ambientais e econômicos, uma vez que não há um manejo que garanta a proteção das espécies através de sua preservação, como acontece, por exemplo, com a lagosta, que, quando no período reprodutivo e de desenvolvimento, o governo federal assegura o pagamento do seguro defeso.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/pescadoras-lutam-por-reserva-extrativista-em-area-ameacada-no-litoral-sul-de-pernambuco/" class="titulo">Pescadoras lutam por reserva extrativista em área ameaçada no litoral sul de Pernambuco</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/biodiversidade/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Biodiversidade</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Após pressão, categoria consegue compromisso de audiência pública</strong></h3>



<p>Uma comissão de 15 representantes, entre pescadores, pescadoras, movimentos e organizações sociais, conseguiu se reunir, após a barqueata desta terça (9), na Seplag-PE, com a coordenadora do Chapéu de Palha, Maria de Oliveira. O programa, bastante divulgado em ações de propaganda do governo de Pernambuco, é outro ponto de debate entre poder público e comunidades. Ele atende a categoria, mas, para a pesca, tem alguns entraves de teto de pagamento para quem recebe o Auxílio Brasil (Bolsa Família) por causa da legislação federal. Além disso, nem de longe, chega a ser uma complementação de renda justa diante dos problemas enfrentados por pescadores e pescadoras.</p>



<p>Um dos principais encaminhamentos do encontro foi o compromisso de realizar, com urgência, uma audiência com o governador Paulo Câmara (PSB) e representantes dos seguinte órgãos e secretarias: Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PE), Seplag-PE, Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara-PE), Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres-PE), Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iterpe), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). O objetivo da audiência é avaliar e debater as demandas garantindo representatividade das organizações e comunidades tradicionais.</p>



<p>Além disso, ficou garantida a consulta prévia, livre e informada nos termos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) antes da implementação de empreendimentos e políticas que impactem as comunidades tradicionais pesqueiras, incluindo o processo de revisão do Chapéu de Palha da Pesca Artesanal.</p>



<p>Em nota, a Seplag-PE informou apenas que “Na reunião, os representantes apresentaram suas reivindicações acerca de questões sociais, ambientais, assistenciais, de desenvolvimento urbanístico e de políticas públicas para os pescadores e informaram que irão protocolar a pauta para que os encaminhamentos necessários sejam feitos pelas secretarias responsáveis por cada área”. A pauta foi protocolada ao final da reunião.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/proposta-para-privatizar-ilha-em-suape-ameaca-300-familias-de-pescadores/" class="titulo">Proposta para privatizar ilha em Suape ameaça 300 famílias de pescadores</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/aguas/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Águas</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h4 class="wp-block-heading"><strong>Vereador protocola PL</strong> <strong>sobre a pesca artesanal no Recife</strong></h4>



<p>Esta terça (9) também foi marcada pelo protocolo, na Câmara do Recife, do Projeto de Lei (PL) da “Política de Reconhecimento e Desenvolvimento Socioambiental das Comunidades Tradicionais Pesqueiras”, de autoria do mandato do vereador Ivan Moraes (Psol) e construído a partir da escuta de pescadores e pescadoras de todas as comunidades tradicionais da cidade, com participação de movimentos e organizações sociais.</p>



<p>“Recife é uma cidade que, todo mundo aprende na escola, teve sua origem ligada à pesca, uma cidade pesqueira, morada de peixe, mas a pesca não é reconhecida nem como atividade econômica nem como profissão de muita gente que deu origem a essa cidade”, justifica Ivan. No início de setembro, haverá uma audiência pública na câmara para apresentar e debater o PL.</p>



<p>Dentro dos limites da atuação do legislativo municipal, o texto traz diretrizes para que a prefeitura tenha condições de implementar projetos específicos para a pesca, uma vez que facilita, por exemplo, a construção de políticas a partir do reconhecimento. Por exemplo, nos equipamentos de saúde da família e na construção de planos urbanísticos para os territórios.</p>



<p><strong>ATUALIZAÇÃO</strong></p>



<p>Em nota, a Marinha informou que &#8220;a Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE) é o Agente da Autoridade Marítima com responsabilidade sobre as águas jurisdicionais do estado, o que inclui o canal de navegação da Bacia do Pina. Conforme as Normas da Autoridade Marítima (NORMAM-7/DPC), não é permitido fundeio de embarcações nos canais de acesso ao porto e nas proximidades das instalações do ancoradouro por comprometer a segurança da navegação e o ordenamento do espaço aquaviário. O Cabanga Iate Clube solicitou, no ano de 2019, a autorização da CPPE para dragagem a fim de remover o material acumulado no canal de acesso ao Clube. A dragagem foi autorizada e o serviço foi finalizado no primeiro semestre de 2022. Quanto à área delimitada em frente ao Hotel Porto Novo SA, refere-se à construção de píeres autorizados pela CPPE, no que tange o ordenamento do espaço aquaviário e a segurança da navegação, que constam nas Normas da Autoridade Marítima.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>Uma questão importante!</em></strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Esquerda tenta construir unidade em ato na Avenida Paulista</title>
		<link>https://marcozero.org/esquerda-tenta-construir-unidade-em-ato-na-avenida-paulista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Oct 2021 19:49:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[forabolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[forabolsonarosp]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marco Zero Conteúdo deu um pulo até São Paulo neste sábado (2) para conferir o 6° ato da campanha #ForaBolsonaro na capital paulista. Como aconteceu no Recife, destaque para a diversidade de partidos de esquerda e centro esquerda. No palco principal, um grande trio elétrico próximo ao prédio do Masp, os discursos de representantes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Marco Zero Conteúdo deu um pulo até São Paulo neste sábado (2) para conferir o 6° ato da campanha #ForaBolsonaro na capital paulista. Como aconteceu no Recife, destaque para a diversidade de partidos de esquerda e centro esquerda. </p>



<p>No palco principal, um grande trio elétrico próximo ao prédio do Masp, os discursos de representantes desses partidos, de sindicatos e de movimentos sociais tornavam evidente que, mesmo no campo progressista, a aliança sofre resistência. Embora a maioria dos que discursaram tenha defendido deixar as divergências de lado pela causa maior de tirar Bolsonaro da presidência, alguns pegaram o microfone para, por exemplo, criticar o presidenciável Ciro Gomes (PDT).</p>



<p>Na Avenida Paulista a diversidade deu o ritmo da manifestação com mais de uma dezena de batucadas, grupos de teatro de rua, artistas, juristas pela democracia, petroleiros contra os sucessivos aumentos da gasolina e a privatização da Petrobrás, estudantes universitários e secundaristas e ativistas LGBTQIA+, entre outros manifestantes, portavam cartazes destacando a volta do Brasil ao mapa da fome, o recorde do desmatamento na Amazônia, o extermínio da juventude preta e periférica, os ataques à democracia entre tantas mazelas vividas pelo Brasil sob Bolsonaro.</p>



<p>Dois bonecos infláveis do presidente chamavam a atenção. Um deles no trio do Conlutas mostrava um Bolsonaro com cara de poucos amigos cortando com uma tesoura uma Carteira de Trabalho. Outro, ainda maior, trazia um Bolsonaro vampirizado, com sangue em uma das mãos e uma caixa de remédios, numa referência às mortes causadas pelo tratamento precoce contra a Covid-19.</p>



<p>Em São Paulo, a expectativa é que participem do ato representantes de 21 partidos —Cidadania, DEM, MDB, PC do B, PDT, PL, Podemos, Solidariedade, PSD, PSB, PSDB, PSL, PSOL, PT, PV, Rede, UP, PCB, PSTU, PCO e Novo. Entre as entidades, fazem parte do ato a Central de Movimentos Populares, UNE, MST, MTST, Coalizão Negra por Direitos, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimento Acredito, entre outras.</p>



<p>Também aderiram aos protestos deste sábado as centrais sindicais —CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta e Pública. Era esperada a presença de presidenciáveis e outros políticos de peso para estrear nos atos da Campanha Nacional Fora Bolsonaro depois de terem comparecido ao protesto de MBL e VPR, como Ciro Gomes (PDT), Alessandro Vieira (Cidadania), João Amoêdo (Novo) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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		<title>Nas redes sociais, policiais tentam emplacar versão de que violência evitou &#8220;aglomeração e baderna&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/nas-redes-sociais-policiais-tentam-emplacar-versao-de-que-violencia-evitou-aglomeracao-e-baderna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 May 2021 21:33:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[batalhao de choque]]></category>
		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[policia militar]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas redes sociais, policiais militares e militantes de extrema-direita tentam, desde a noite de sábado, desmentir vídeos, fotos e relatos de milhares de testemunhas na tentativa de emplacar a versão de que eles estavam tentando “evitar aglomerações” e conter uma suposta “baderna” protagonizada pelos participantes do protesto contra Bolsonaro em Recife. Por meio de seus [&#8230;]</p>
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<p>Nas redes sociais, policiais militares e militantes de extrema-direita tentam, desde a noite de sábado, desmentir vídeos, fotos e relatos de milhares de testemunhas na tentativa de emplacar a versão de que eles estavam tentando “evitar aglomerações” e conter uma suposta “baderna” protagonizada pelos participantes do protesto contra Bolsonaro em Recife. Por meio de seus perfis pessoais e de perfis não-oficiais de seus batalhões, postavam comentários de que os policiais agiram para “manter a ordem” e revidaram apenas para que não houvesse “depredação do patrimônio público”.</p>



<p>O perfil do 16º Batalhão da PM, sediado na antiga rodoviária do Cais de Santa Rita, no instagram foi um dos primeiros a postar uma sequência de fotografias de rapazes arremessando pedras retiradas da obra da calçada da rua da Aurora. As postagens induzem ao erro, pois sugerem que teria sido o que provocou o ataque, quando, na verdade, aconteceu quase uma hora depois que as primeiras bombas e tiros foram disparados na ponte Duarte Coelho.</p>



<p>O pequeno grupo que fugiu em direção ao Ginásio Pernambucano, na Aurora, foi empurrado naquela direção por um dos grupos de policiais em formação. Àquela altura, o Batalhão de Choque já havia tomado a ponte que liga as avenidas Guararapes e Conde da Boa Vista e o trabalhador Daniel Campelo já havia sido baleado no olho esquerdo.</p>



<p>A acusação de baderna, sem qualquer vídeo ou fotografia, vem frequentemente acompanhada por slogan sádicos que enaltecem a violência, tão ao gosto bolsonarista: “É pau. O Choque é mau”. Essas palavras, com pequenas variações, aparecem em centenas de comentários ou montagens postadas pelos policiais.</p>



<p>Também é frequente o argumento de que os policiais estavam em missão de fazer valer o decreto do governador que proíbe aglomerações. No perfil do 16º BPM, um advogado sugere que se use conteúdo do site do Ministério Público em favor dos policiais acusados. Curiosamente, o local onde houve a concentração do protesto foi a praça do Derby, exatamente em frente ao quartel onde funciona o Comando Geral da PM, que não tomou nenhuma medida para impedir a “aglomeração”. Nenhuma postagem analisada menciona esse fato.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Governador na mira</strong></h2>



<p>Os perfis dos policiais também não perdoam o governador Paulo Câmara por ter afastado o comandante da operação e os policiais que jogaram spray de pimenta nos olhos da vereadora Liana Cirne (PT). Nesta questão, os argumentos parecem fazer coro com o deputado estadual bolsonarista Joel da Harpa (Progressistas) que gravou vídeo criticando a decisão. A nota oficial da diretoria da Associação dos Cabos e Soldados da PM teve conteúdo praticamente igual.</p>



<p>As acusações contra o governador também são insinuam que ele teria conhecimento do planejamento do Batalhão de Choque e estaria sabendo das ações que seriam tomadas pela PM para que seu decreto de medidas restritivas fosse respeitado. </p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;Contra o comunismo&#8221;</h3>



<p>O perfil não oficial da Rocam (sigla para Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), porém, manteve no ar durante algumas horas, desde o sábado, uma pista do envolvimento do regimento com grupos bolsonaristas. Até o final da manhã deste domingo, 30 de maio, os perfis no instagram e no twitter tinham como descrição a palavra de ordem de extrema-direita “Contra o comunismo”. No início da tarde, depois que os prints viralizaram, o administrador mudou o perfil, publicando uma postagem mais na defensiva, explicando que a Rocam não estaria ao lado da direita nem da esquerda, mas da &#8220;ordem&#8221;. As postagens do perfil também saíram em defesa da repressão aos manifestantes do protesto contra Bolsonaro.</p>



<p>Nos stories do instagram de vários policiais dos Batalhões de Choque e de Rádio Patrulha, responsáveis pelos atos mais violentos do sábado, foram feitas postagens que sugerem que muitos deles sabiam o que aconteceria. Numa delas, espingardas para balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta aparecem com a frase “Vamos de muvucão hoje”. A tradução livre seria algo como “Vamos fazer confusão”, por exemplo.</p>





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		<title>Como se prevenir da covid nas manifestações de rua contra Bolsonaro</title>
		<link>https://marcozero.org/como-se-prevenir-da-covid-nas-manifestacoes-de-rua-contra-bolsonaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 15:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[forabolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[manifestacao]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É com sentimentos conflitantes que os brasileiros que são contra o governo Bolsonaro se deparam com os protestos marcados para este sábado. Movimentos estudantis, sindicais e sociais estão puxando manifestações Fora Bolsonaro em 139 cidades neste 29 de maio. Em Pernambuco, haverá protestos no Recife (concentração no Derby, às 9h), em Caruaru (Centro, às 9h) [&#8230;]</p>
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<p>É com sentimentos conflitantes que os brasileiros que são contra o governo Bolsonaro se deparam com os protestos marcados para este sábado. Movimentos estudantis, sindicais e sociais estão puxando manifestações Fora Bolsonaro em 139 cidades neste 29 de maio. Em Pernambuco, haverá protestos no Recife (concentração no Derby, às 9h), em Caruaru (Centro, às 9h) e em Garanhuns (Centro, às 9h).</p>



<p>Se não há dúvidas de que o Governo Federal é o principal responsável pelo descontrole da pandemia que o Brasil vive &#8211; já são quase 30 dias com média de mortes por covid acima de mil -, bem se sabe que aglomerações são terreno fértil para a propagação do vírus. Ainda mais neste momento. Pernambuco vive o pior cenário desde o início da pandemia: nesta semana, chegou a 60 mil casos ativos no estado. Ou seja, um a cada 160 pernambucanos está infectado.</p>



<p>Mas é a sensação de que não há mais nada a fazer que volta a colocar as ruas como palco de protestos. &#8220;A situação sanitária e política do Brasil é gravíssima e há um descontrole intencional. O ato é fundamental para mostrarmos que não suportamos mais esse sofrimento e mortes evitáveis, esse genocídio nacional&#8221;, diz a médica sanitarista e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Bernadete Perez. &#8220;O risco do nosso silêncio tem sido muito grande. Quem puder ir com segurança, principalmente quem já está vacinado, vá&#8221;, chama a médica, que também faz parte da Rede Solidária em Defesa da Vida.</p>



<p>&#8220;Qualquer que seja a aglomeração enquanto o vírus da covid-19 circula é problemático e pode gerar mais contaminação. É importante que, se as pessoas vão fazer manifestação, que sigam as orientações e protocolos, que usem máscaras. O ideal era que não houvesse aglomerações, que houvesse medidas restritivas. O vírus não deixou de circular&#8221;, alerta a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora do Departamento de Doenças Infecciosas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).</p>



<p>&#8220;É uma situação delicada, estamos no meio de várias narrativas. Mas também não dá para ficar só na internet ou batendo panela&#8221;, diz o físico Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR.</p>



<p>Há mais de um ano dando recomendações sobre a prevenção do coronavírus em entrevistas e <a href="https://twitter.com/vitormori" target="_blank" rel="noreferrer noopener">posts no Twitter</a>, Mori lembra que não há risco zero de contaminação, ainda mais quando estamos falando de uma manifestação com milhares de pessoas. Mas o pesquisador coloca uma série de pontos que podem diminuir esses riscos.</p>



<p>Antes de tudo, é necessário reforçar como se dá a transmissão do novo coronavírus. &#8220;É essencialmente por aerossóis, que são partículas inaladas. É muito mais frequente se infectar por aerossóis do que por gotículas, por exemplo, que são partículas mais pesadas, que caem no chão rapidamente&#8221;, explica. Isso é importante para frisar a principal forma de se prevenir do vírus: uso de máscaras e ambientes abertos, bem ventilados. &#8220;Ao ar livre, essas partículas se diluem. É como uma pessoa fumando em um ambiente fechado e uma pessoa fumando na rua. A fumaça se dilui no ar&#8221;, compara Mori.</p>



<p>O pesquisador lembra que estudos de rastreamento de pessoas infectadas com o Sars-Cov-2 mostraram que menos de 1% contraiu o vírus em atividades ao ar livre. &#8220;Mas isso não significa que as chances de pegar covid ao ar livre seja de 1%&#8221;, alerta. &#8220;Isso é de uma pesquisa que olhou para trás e viu que cerca de 1% se infectou ao ar livre. Quanto à estimativa de risco, é muito difícil de prever, pois depende de muitos contextos&#8221;, diz.</p>



<p>O médico infectologista no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (UPE) e professor no curso de medicina da UFPE em Caruaru, Diego Guedes, atenta para o fato de que boa parte da população já está nas ruas. &#8220;Estamos há meses com UTIs lotadas, filas para leitos, com a pandemia descontrolada. E nada é feito para que haja uma restrição mais efetiva, que o auxilio emergencial seja ampliado e que as pessoas fiquem em casa. Há algumas medidas restritivas agora, mas a população está na rua, no trabalho, o auxílio diminuiu. Na prática, tudo parece estar funcionando&#8221;, reclama. &#8220;O risco de se estar em ônibus ou metrô lotados, com janelas fechadas, é maior do que estar em uma praça, em ambiente aberto&#8221;, diz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atenção aos pontos críticos</h2>



<p>Ficar ao ar livre, portanto, é relativamente seguro. Como os protestos deste sábado serão nas ruas, a preocupação dos manifestantes deve ser redobrada nos trajetos. &#8220;As pessoas não se teletransportam até o protesto. O que eu considero de maior risco é o antes e o depois da manifestação. O caminho de ir até até o local, se vai antes na casa de alguém, se vai dividir o carro, se vai usar o transporte público. Muitas vezes as pessoas vão em grupo ou na volta decidem ir para outo lugar, para a casa de alguém. É com muita gente em locais fechados que está o maior risco. Seria importante que os organizadores dos atos reforçassem a necessidade de alerta sobre o transporte, que são especialmente perigosos&#8221;, explica Vítor Mori.</p>



<p>Para se prevenir, é preciso redobrar os cuidados. Máscaras de boa qualidade, de preferência as PFF2/N95, devem ser usadas. A alternativa é usar uma máscara cirúrgica por baixo e uma de tecido, bem ajustada, por cima. &#8220;E não se deve tirar a máscara em momento algum. Evitar também falar alto, gritar, porque quanto mais alto você fala, mais partículas joga no ar&#8221;, detalha o físico, direto da Universidade de Vermont.</p>



<p>Mas quem já esteve em qualquer ato sabe que é impensável uma manifestação sem gritos. &#8220;O uso de megafone é indicado. É melhor falar normal usando um megafone do que gritar&#8221;, indica Mori. Sempre, claro, de máscara. É recomendado levar sua própria água de casa, para evitar entrar em bares ou lojas no trajeto. Quando for tomar água, se afastar dos demais manifestantes e beber ao ar livre. &#8220;Melhor ainda usar um garrafa com canudo e só levantar a máscara&#8221;, indica Mori.</p>



<p>Outra dica é não perder o foco. Provavelmente você vai encontrar amigos, amigas e conhecidos que não via há tempos. Nada de beijos, abraços ou tirar a máscara. &#8220;Estando com amigos é mais comum baixar a guarda&#8221;, alerta Mori. Neste mesma linha, Bernadete Perez alerta sobre o consumo de álcool. &#8220;As pessoas bebem e ficam mais relaxadas. Tem o fato também de que para beber vai precisar tirar a máscara, então é melhor evitar&#8221;, diz.</p>



<p>O infectologista Diego Guede avisa ainda que o distanciamento entre as pessoas deve ser seguido. &#8220;Reforçar também que quem está com algum sintoma compatível com covid-19 não vá, fique isolado em casa&#8221;, diz. &#8220;Se você é grupo de risco, também é melhor não ir. Mesmo quem tomou a primeira dose, mas não está com a vacinação completa, é melhor evitar&#8221;, recomenda.</p>



<p>Um receio tanto dos especialistas quanto da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, <a href="https://medicospopulares.org/como-participar-dos-atos-de-rua-com-protecao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">que criou um guia de prevenção</a>, é de que as manifestações neste sábado sejam usadas como bode expiatório para o já esperado novo pico da pandemia. O último <a href="https://agencia.fiocruz.br/observatorio-covid-19-alerta-para-intensificacao-da-pandemia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz</a>, por exemplo, alerta para o recrudescimento da de casos nas próximas semanas. Oito estados, incluindo Pernambuco, e o Distrito Federal estão hoje com taxas de ocupação de leitos iguais ou superiores a 90%. O que está péssimo tende a ficar ainda pior. &#8220;Analisando manifestações passadas, vemos que não foram responsáveis pelo aumento de casos no Brasil. É algo que pode acontecer independentemente da realização desses protestos&#8221;, acredita Mori.</p>



<p>Para quem não sente segurança de que os protocolos serão realmente seguidos ou acha que ainda não é o momento para manifestações de rua, pode participar dos protestos pelas redes sociais. Os organizadores estão divulgando as hashtags #forabolsonaro e #29m. Abaixo, as recomendações da Rede de Médicos Populares, que faz parte da organização dos protestos.</p>





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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Seja mais que um leitor da Marco Zero</em></p><cite><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em><br><br><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em><br><br><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em><br><br><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em><br><br><em>É hora de assinar a Marco Zero</em><a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>



<p></p>
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		<title>Satenpe, um sindicato de parar o trânsito</title>
		<link>https://marcozero.org/satenpe-um-sindicato-de-parar-o-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2020 06:36:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[governo do estado]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinte e quatro horas depois do protesto que travou o Recife (como anunciaram as manchetes dos jornais), o clima era de calmaria no Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos da Saúde em Pernambuco (Satenpe). Foi o mais longo e mais midiático ato entre os sete que o sindicato já promoveu desde dezembro de 2016, quando [&#8230;]</p>
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<p>Vinte e quatro horas depois do protesto que travou o Recife (como anunciaram as manchetes dos jornais),  o clima era de calmaria no Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos da Saúde em Pernambuco (Satenpe). Foi o mais longo e mais midiático ato entre os sete que o sindicato já promoveu desde dezembro de 2016, quando foi oficializado pelo extinto Ministério do Trabalho e Emprego.  O protesto na Av. Agamenon Magalhães na quarta-feira passada durou quase 12h e terminou em confusão com o Batalhão de Choque e condução à delegacia do presidente do Satenpe, Francis Herbert. <br><br>No dia seguinte, a modesta sala no oitavo andar do edifício Pasteur, na Avenida Conde da Boa Vista, contava com alguns diretores e o presidente do sindicato, à espera do oficial que entregaria a notificação do Tribunal de Justiça de Pernambuco suspendendo a greve que já durava 14 dias dias. <br><br>Com táticas mais contundentes  &#8211; a de fechar a principal avenida de ligação entre Zona Norte e Zona Sul do Recife sendo a mais vistosa delas &#8211; o Satenpe demorou quase duas décadas (com direito a mudança de nome &#8211; antes, era o Sindate &#8211; e CNPJ) para ser reconhecido oficialmente como sindicato. </p>



<p>Por enquanto, só participou de convenção coletiva de trabalhadores da rede de saúde privada. Quem ainda tem mais peso nas mesas de negociações com o governo é o Sindsaúde, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social de Pernambuco.<br><br>Há uma explícita e pública rixa entre os dois sindicatos. O Satenpe acusa o Sindsaúde de ser pró governo, aceitar o jogo político e não defender a pauta dos trabalhadores. É chamado pelos diretores apenas de &#8220;sindicato genérico&#8221;.  <br><br>Já o Sindsaúde questiona a legitimidade e as táticas do Satenpe. No final da noite do domingo (16), divulgou uma <a href="https://sindsaudepe.org/2020/02/16/nota-de-repudio/">nota oficial de repúdio</a> contra &#8220;a forma utilizada, para suspensão do ato de bloqueio do trânsito, ocorrido em frente ao HR&#8221;. <br><br>Nem de longe se trata de uma nota de solidariedade. É uma série de críticas ao Satenpe, acusado de ludibriar novos concursados para os protestos com falsas promessas &#8211; como a garantia de não suspensão dos pontos durante a greve, por exemplo. Tem até ironia e a acusação, sem provas, de que o Satenpe pagou manifestantes.<br><br>(<strong>Um trecho:</strong> &#8220;Que greve permanente em semáforo, não é greve geral, pois é ato localizado, e, por ser em semáforo, estaria mais pra greve do DETRAN, não da saúde&#8221;)<br><br>Diretor da primeira Geres do Sindsaúde, Jássimo Bartolomeu dos Santos dispensa a diplomacia ao falar do Satenpe. Acusa o sindicato de ter fins eleitoreiros. Minimiza as manifestações e a adesão à greve. &#8220;Os hospitais estavam funcionando normalmente. Tinha meia dúzia de pessoas nesse protesto&#8221;, diz.  O Satenpe calculou em 600 os participantes ao longo do dia. </p>



<p>&#8220;Eles não têm nenhuma representatividade com os funcionários estaduais. Só atuam mesmo no setor privado. Esses protestos são só para aparecer, fazer &#8216;gordura&#8217;. Tudo isso que eles estão pedindo já estamos negociando com o governo&#8221;, continuou o diretor do Sindsaúde. <br><br>No dia seguinte ao protesto, enquanto a Marco Zero entrevistava o presidente do Satenpe na sede do sindicato, eram representantes do Sindsaúde que estavam reunidos com o governo para discutir as pautas da categoria &#8211; em reunião convocada pelas secretarias. &#8220;O governo negocia com a gente. Com o Satenpe, ele só recebe&#8221;, cutucou Jássimo. <br><br>O Sindsaúde &#8211; que antes representava todos os profissionais da saúde, com exceção dos médicos &#8211; afirma ter 10 mil filiados, mas não precisa quantos são auxiliares e técnicos de enfermagem. O Satenpe diz contar com 6,2 mil, mas não precisa quantos são funcionários estaduais. &#8220;Somos o maior sindicato de auxiliares e técnicos de Pernambuco. O sindicato genérico deve ter só uns 500 da nossa categoria&#8221;, calcula Herbert, presidente desde a atual configuração do Satenpe, há dez anos. </p>



<p>Há também divergências político-partidárias. Os dois sindicatos são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Francis Herbert inclusive saiu candidato a deputado federal pelo PT em 2018, mas são políticos do Psol que aparecem nos protestos e no site do Satenpe. &#8220;Estou me desfiliando do PT porque não acredito em partido que não defende o trabalhador&#8221;, afirma Herbert, que despista sobre sua ida ao Psol. <br><br>A procura pelo Satenpe e seu estilo mais aguerrido tem explicação no amontoado de xerox de contra-cheques em cima da mesa do secretário-geral Magdiel Matias. A insatisfação é enorme: há dez anos estão sem aumento. </p>



<p>O salário base de auxiliar e técnico em enfermagem no governo é baixíssimo: R$ 774,82. Como o salário mínimo é acima desse valor, o governo é obrigado a completar a diferença. Muitos colecionam empréstimos descontados em folha. &#8220;Eu mesmo pedi exoneração em 2012, depois de 10 anos no estado. O salário é muito baixo&#8221;, lamenta Magdiel. <br><br>Os relatos de falta de medicamentos, de péssimas condições de trabalho e de esgotamento físico e mental se multiplicam a medida que filiados chegam ao sindicato para saber notícias da greve. &#8220;Esparadrapo hoje em dia é só usado em pobre. Hospital particular tem fita de microporo. Até isso está faltando. Os próprios técnicos é que tiram de um hospital e levam para outro. Se não fizerem isso, não têm como trabalhar&#8221;, afirma Magdiel. <br><br>No Hospital Regional de Limoeiro, há denúncias de falta de ar condicionado no bloco cirúrgico. No Hospital Getúlio Vargas, de que a estrutura física está ruindo. <br><br>Em quase todos os hospitais está presente a figura dos &#8220;plantões extras&#8221;: auxiliares e técnicos, com ou sem vínculo com o estado, que dão plantões informais. &#8220;Uns recebem em dinheiro do próprio coordenador, outros recebem em depósito na conta. O pagamento chega com 30, 60, até 90 dias. É uma esculhambação&#8221;, diz Magdiel. O Satenpe prepara um dossiê com as denúncias para entregar ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público de Pernambuco. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo: Satenpe recusa propostas</h2>



<p>Em nota à Marco Zero, as secretarias de Administração (SAD) e de Saúde (SES) afirmaram que se reuniram em quatro ocasiões com o Satenpe nos últimos meses.<br><br>&#8220;Em todas as mencionadas reuniões, o Satenpe recusou as proposições governamentais, assim como rejeita a composição de mesa permanente de negociação com o governo, para elaboração de pauta conjunta a ser implementada tempestivamente. Mesmo assim, o governo continua a reafirmar sua disposição para o diálogo franco e permanente&#8221;. <br><br>A nota diz que o  governo se reúne com o &#8220;Satenpe, o Sindsaúde e com dezenas de outras entidades representativas de classe que compõem o corpo do funcionalismo estadual&#8221;. E que o governo adota a postura de respeitar &#8220;os debates entre as respectivas entidades sindicais e/ou classistas, para os assuntos que lhes sejam devidos, sem prejuízo do espaço de fala junto aos órgãos públicos.&#8221;<br><br>Sobre auxiliares e técnicos que recebem menos que o salário mínimo, o governo afirma que atinge &#8220;alguns poucos cargos&#8221;, &#8220;aplicado exclusivamente aos servidores recém contratados&#8221;. &#8220;No entanto, mesmo esses não recebem abaixo do mínimo uma vez que todos possuem gratificações que, somadas ao vencimento base, totalizam valores superiores. Ainda assim, a revisão dos planos de cargos e as tabelas salariais estão sendo objeto de discussão das reuniões citadas&#8221;, continua a nota. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Prisão é entendida como recado</h3>



<p>No Satenpe, o enfrentamento com o Batalhão de Choque é visto como um ato de intimidação do governo estadual &#8211; pouco antes o presidente do sindicato estava reunido com representantes das secretarias de Saúde e Administração. Dois pontos foram colocados como prioridade pelo Satenpe para o fim daquela mobilização: o pagamento do adicional noturno e da insalubridade (já incorporada em alguns plantões) para todos os auxiliares e técnicos. </p>



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	                                        <p class="m-0">Batalhão de Choque no protesto do sindicato. Foto: Satenpe/Divulgação</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Na reunião, o governo afirmou que ia estudar se o aumento financeiro iria ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se fosse legalmente permitido, as duas demandas seriam consentidas. Mas no documento entregue para assinatura do sindicato tinha uma casca de banana: não havia garantia que as faltas pela greve não seriam descontadas do salário, nem que os funcionários ficariam livres de processos administrativos. O documento não foi assinado. <br><br>Ao voltar para a Av. Agamenon Magalhães &#8211; a essa altura, por volta das 19h30, o protesto ocupava apenas uma faixa da pista local &#8211; Francis já encontrou a Polícia Militar em formação. Uma auxiliar mais exaltada foi tirar satisfação com os policiais, o que serviu de estopim para o avanço da ação policial. <br><br>&#8220;Fui raptado&#8221;, é assim que Francis Herbert define sua condução à Central de Flagrantes, em Santo Amaro. &#8220;Os policiais estavam com toda a minha ficha. Sabiam meu nome, como eu era, minha função, tudo&#8221;, conta.  Um filho dele, ao tentar impedir a prisão do pai, foi contido por um policial. &#8220;Deram um mata leão e ele chegou a desmaiar&#8221;, afirma Herbert. <br><br>Na delegacia,  ele assinou um Termo de Circunstanciado de Ocorrência (TCO, para infrações de menor relevância) e foi liberado após três horas. &#8220;Mesmo eu sendo advogada e apresentando minha OAB, os policiais não me informaram a delegacia que ele ia, nem o motivo de ele estar sendo detido (na delegacia, foi informado o delito de &#8220;desobediência à decisão judicial&#8221;). Um oficial me mostrou apenas uma foto da assinatura de um documento judicial, onde não dava para ler o teor&#8221;, reclamou a diretora jurídica do Satenpe, Gabriella Torga. <br><br>Apesar das tentativas de deslegitimação, o Satenpe pretende continuar com as mobilizações. &#8220;O governo do estado quer criar uma ideia de que a saúde está indo bem. Não está. Há muitos profissionais com depressão, com síndrome de <em>burn out</em> (esgotamento físico e/ou mental), há inclusive casos de suicídio. Não podemos ficar calados e manter essa farsa&#8221;, reage Francis. </p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/satenpe-um-sindicato-de-parar-o-transito/">Satenpe, um sindicato de parar o trânsito</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Protesto no Ibura: &#8220;por que William não está aqui?&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/protesto-no-ibura-por-que-william-nao-esta-aqui/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2020 17:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Ibura]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dezenas de vizinhos, amigos e familiares de William da Silva bloquearam, na manhã desta quarta-feira (15), a principal avenida do bairro do Ibura, pedindo por justiça e pelo fim da violência policial contra a juventude negra. William foi assassinado no domingo, com um tiro no peito, durante um baile de rua na comunidade onde morava. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dezenas de vizinhos,
amigos e familiares de William da Silva bloquearam, na manhã desta
quarta-feira (15), a principal avenida do bairro do Ibura, pedindo
por justiça e pelo fim da violência policial contra a juventude
negra. William foi assassinado no domingo, com um tiro no peito,
durante um baile de rua na comunidade onde morava. Amigos, que
estavam na festa, garantem que ele foi baleado por policiais
militares que já chegaram atirando. A PM, em nota oficial, negou o
envolvimento no caso e ainda insinuou que William estaria envolvido
em “uma briga entre grupos rivais locais”.</p>



<p>Mas o protesto que
aconteceu no cruzamento da Avenida Dois Rios com a Avenida Xingu foi
além da morte de uma pessoa. A fumaça produzida pelos pneus
queimados, os cartazes e as palavras de ordem gritadas num misto de
dor e revolta coletiva traziam uma mensagem clara : “Parem de nos
matar. Hoje foi William, amanhã pode ser o filho de outra mãe”.</p>



<p>A morte de William, um jovem de 19 anos que havia acabado de concluir um curso profissionalizante de mecânico, não foi um fato isolado no Ibura. Segundo dados da plataforma digital colaborativa <a href="https://fogocruzado.org.br">Fogo Cruzado </a>&#8211; coordenada pelo Instituto Update, de São Paulo, e que em Pernambuco tem parceria com o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop)  -, dos 474 disparos de arma de fogo no Recife em 2019, 32 foram registrados no Ibura, o maior número entre os bairros.</p>



<p>Para a família, de
certa maneira, William morreu duas vezes. Primeiro, quando sua vida
foi tirada por uma bala no peito. A segunda, quando a polícia
insinuou que ele estava envolvido com o crime e teria sido vítima de
uma briga de grupos rivais, notícia reproduzida sem checagem por
vários meios de comunicação. &#8220;Nós somos pobres (&#8230;) e somos
marginalizados para justificar a nossa morte”, desabafou Patrícia
Santos, tia de William e uma das organizadoras do protesto.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Protesto contra morte de William da Silva" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ijwrSr5buKI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Por isso, a família
e os amigos tentam a todo custo esclarecer como William foi
assassinado. Procuram imagens de câmeras da Secretaria de Defesa
Social instaladas próximas ao local do crime, cobram a realização
de perícia na bala retirada do peito da vítima, acompanham de perto
as investigações e, como aconteceu no protesto desta quarta-feira,
buscam chamar a atenção da opinião pública para não deixar o
caso cair no esquecimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Leia também:</strong></p><p><a href="http://marcozero.org/o-que-esta-acontecendo-no-ibura/"><strong>O que está acontecendo no Ibura?</strong></a></p><p><a href="http://marcozero.org/ibura-o-que-pensam-eleitores-de-bolsonaro-no-bairro-onde-mais-se-morre-por-arma-de-fogo-no-recife/"><strong>Ibura: o que pensam eleitores de Bolsonaro no bairro onde mais se morre por arma de fogo no Recife</strong></a></p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Protesto pacífico</strong></h3>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Crédito: Inês Campelo/ MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Por volta das 6h40, quando o movimento na Avenida Dois Rios já era intenso, as pessoas que lideravam o protesto deram o comando: agora! Rapidamente, dezenas de pneus, alguns sofás velhos e pedaços de madeira pegaram fogo, bloqueando o cruzamento mais movimentado do Ibura. “Justiça, justiça. Estamos aqui pela paz. Cadê nosso William. Por que William não está aqui? A polícia matou!”</p>



<p>Antes mesmo do fogo ganhar corpo, sete viaturas da Polícia Militar já cercavam o local. Motos da CTTU, de forma coordenada (um helicóptero da Secretaria de Defesa Social sobrevoava o local), desviavam o trânsito para vias alternativas. Apesar do grande contingente, levando em conta o número de manifestantes, os policiais observam tudo de longe, sem interferir mas filmando tudo.</p>



<p>Às 7h34, uma viatura do Corpo de Bombeiro chegou ao local. Depois de uma rápida negociação, os bombeiros começam a apagar o fogo. Enquanto isso, os manifestantes, de mãos dadas, gritavam as últimas palavras de ordem: “Parem de nos matar.” Antes das 8h, a avenida já estava liberada.</p>
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		<title>Movimento fecha a Av. Norte por moradia digna: &#8220;Chegou nosso dia de fúria&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/movimento-fecha-a-av-norte-por-moradia-digna-chegou-nosso-dia-de-furia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2018 15:22:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[moradia]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje (10), dia dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Av. Norte&#160; amanheceu fechada na altura do bairro do Rosarinho, Zona Norte do Recife, em protesto por atraso de promessas de habitacionais e auxílio-moradia. Através do Movimento Revolucionário Cidadão, que agrega movimentos sociais&#160;de luta por moradia e cidadania, 65 famílias aguardam há [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[Hoje (10), dia dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Av. Norte&nbsp; amanheceu fechada na altura do bairro do Rosarinho, Zona Norte do Recife, em protesto por atraso de promessas de habitacionais e auxílio-moradia. Através do Movimento Revolucionário Cidadão, que agrega movimentos sociais&nbsp;de luta por moradia e cidadania, 65 famílias aguardam há três anos&nbsp;a entrega de um habitacional no Jordão, na Zona Sul, e dizem estar há dois meses sem receber o auxílio-moradia de R$ 200.

Outras 120 famílias esperam há dois anos&nbsp;pela finalização das obras&nbsp;do habitacional Vila Brasil, em Joana Bezerra, área central da capital, segundo relato de Eraldo Lira, líder do Movimento Revolucionário Cidadão.

O grupo ateou fogo em pneus e entulhos fechando os dois lados da avenida entre 7h15 e 8h40. “Chegou o nosso dia da fúria. Tivemos que deixar a população em maus lençóis perdendo médico, escola, chegando atrasada nos compromissos porque não deu mais para aguentar”, justifica Eraldo. “Já moramos em situação precária, e agora podemos ser colocados para fora de onde&nbsp;estamos atualmente porque não temos dinheiro para pagar o aluguel. O que falta é decisão política.”

<div id="attachment_12203" style="width: 1162px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/WhatsApp-Image-2018-12-10-at-07.24.53.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12203" class="wp-image-12203 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/WhatsApp-Image-2018-12-10-at-07.24.53.jpeg" alt="O grupo ateou fogo em pneus e entulhos fechando os dois lados da avenida entre 7h15 e 8h40 (foto: Inês Calado/Marco Zero)" width="1152" height="648"></a><p id="caption-attachment-12203" class="wp-caption-text">O grupo ateou fogo em pneus e entulhos fechando os dois lados da avenida entre 7h15 e 8h40 (foto: Inês Calado/Marco Zero)</p></div>

<strong> LEIA TAMBÉM&nbsp;&nbsp;</strong>

<a href="http://marcozero.org/estudo-confirma-ociosidade-de-imoveis-no-bairro-de-santo-antonio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Estudo confirma ociosidade de imóveis no bairro de Santo Antônio</a>

<a href="http://marcozero.org/dividas-de-r-346-milhoes-de-iptu-expoem-abandono-e-cobica-no-centro-do-recife/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dívidas de R$ 346 milhões de IPTU expõem abandono e cobiça no Centro do Recife</a>
<h2><strong>Linha do tempo</strong></h2>
<strong>&gt;&gt; 2014</strong>

Moradores ocupam o antigo depósito de veículos do Detran, na Rua Salvador de Sá, no Rosarinho.
<blockquote>“A gente estava pagando R$ 150, R$ 200 de aluguel com esse local parado. Foi quando as famílias resolveram se reunir e ocupar”, lembra Eraldo.</blockquote>
A polícia coloca as famílias para fora, mas elas voltam a ocupar o depósito e a melhor se organizar. A ocupação passa a vingar. A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) fecha um um acordo garantindo auxílio-moradia.
<blockquote>“Mas queríamos uma solução, e não um auxílio”, explica Eraldo.</blockquote>
Então acerta-se um documento garantindo que as 65 famílias iriam, em no máximo dois anos, para um habitacional no Canal do Jordão.

<strong>&gt;&gt; 2015</strong>

As famílias então aceitam&nbsp;sair pacificamente da ocupação do depósito do antigo Detran e passam, somente em 2015, a receber um auxílio-moradia de R$ 200 por mês.
<blockquote>“Passamos um ano esperando um cadastro ser atualizado para só então começar a receber o dinheiro”, diz Eraldo.</blockquote>
O problema é que o habitacional prometido nunca ficou pronto. E agora as famílias estão há dois meses sem receber o dinheiro. Ainda em 2015, outras famílias se juntam à luta por moradia e o Movimento Revolucionário Cidadão é criado. Uma nova ocupação é constituída, dessa vez no Vila Brasil, próximo ao Joana Bezerra, uma construção de 2010, já prometida para outras famílias, mas que foi abandonada no meio do caminho.
<blockquote>“Antes de tudo é pela desmoralização política, gastam milhões de impostos e não conseguem concretizar aquilo lá, um espaço da prefeitura desocupado, abandonado”, contesta Eraldo.</blockquote>
A ocupação passa a se chamar Solange Souza, líder comunitária do Rosarinho. A prefeitura vai ao local e garante como solução, em troca da saída pacífica, a construção de um habitacional no local para as 120 famílias.

<div id="attachment_12204" style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil_fotoeraldo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12204" class="wp-image-12204 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil_fotoeraldo.jpg" alt="Eraldo em reunião com famílias no habitacional Vila Brasil (foto: Movimento Revolucionário Cidadão)" width="960" height="720"></a><p id="caption-attachment-12204" class="wp-caption-text">Eraldo em reunião com famílias no habitacional Vila Brasil (foto: Movimento Revolucionário Cidadão)</p></div>

<strong>&gt;&gt; 2016</strong>

Em janeiro, as famílias são cadastradas e voltam a morar em casa de parentes, vizinhos, de favor ou de aluguel em locais precários.
<blockquote>“Passamos um ano negociando com a Secretaria de Habitação. Passamos pelo entra e sai de secretários. Cada um que entrava chegava com uma história para começar tudo de novo”, afirma Eraldo.</blockquote>
<h2><strong>Prefeitura e estado</strong></h2>
A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> entrou em contato com a&nbsp;Cehab, que enviou apenas uma curta nota informando que a&nbsp;Secretaria de Habitação do estado&nbsp;iniciou o&nbsp;pagamento dos auxílios-moradia na última sexta-feira (7) e, até o fim desta segunda-feira (10), o restante dos beneficiados estarão com o valor disponível na conta.

Já a Secretaria Executiva de Habitação do Recife informou, também apenas através de nota, que o Conjunto Habitacional Vila Brasil, destina-se aos moradores&nbsp; anteriormente cadastrados na própria comunidade Vila Brasil, em Joana Bezerra. Quantos à ocupação Solange Souza, no dia 28 de novembro houve uma reunião com as famílias em que foram discutidos alguns pontos. E garantiu que as famílias estão recebendo auxílio-moradia e aguardando a liberação de novos recursos federais para construção de habitacionais.

<strong> SAIBA MAIS&nbsp;</strong>

Ouça o programa <a href="https://www.facebook.com/ProgramaForadaCurva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fora da Curva</a>: <a href="http://marcozero.org/quem-tem-direito-a-moradia-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Quem tem direito à moradia no Brasil?</a>

<em>Atualizado em 11/12/18, às 14h45</em><p>O post <a href="https://marcozero.org/movimento-fecha-a-av-norte-por-moradia-digna-chegou-nosso-dia-de-furia/">Movimento fecha a Av. Norte por moradia digna: &#8220;Chegou nosso dia de fúria&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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