Ana Patrícia Alves (PCO) desiste de candidatura ao governo de Pernambuco

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adalgisasaberturaFaltando apenas seis dias para o primeiro turno, Ana Patrícia Alves, do Partido da Causa Operária (PCO), abandonou a disputa pelo governo de Pernambuco. O anúncio foi feito ontem (02) em uma pequena coletiva de imprensa. A candidatura dela já havia sido indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral porque o PCO não havia apresentado um CNPJ de Pernambuco.

Em conversa com a Marco Zero nesta manhã, Ana Patrícia afirmou que tomou a decisão para não ver os votos que eventualmente iria receber serem anulados. “Eu coloquei recurso uma vez, caiu. Duas vezes, caiu. O PCO não apresentou o CNPJ e nem ia apresentar, porque precisava ser reaberto e não daria nem tempo. Então, quem votasse em mim iria ter o voto anulado de todo jeito. Se o eleitor quiser votar nulo, ok, é um direito dele. Mas eu não ia fazer a pessoa sair de casa, votar em mim acreditando que era um voto válido e depois ter o voto anulado”, afirmou.

Como não há tempo hábil para a mudança na urna eletrônica, a foto de Ana Patrícia ainda irá aparecer e os eventuais votos nela serão anulados.  Já o tempo da propaganda eleitoral gratuita, que já termina amanhã, será redistribuído com os outros candidatos, após a homologação da desistência.

Ana Patrícia se mostrou desapontada com a atuação do PCO, que ela conheceu no ano passado por meio de vídeos de Rui Costa Pimenta no YouTube. Ela afirma não ter recebido nenhum centavo de verba – apesar de no site do TSE constar R$ 600 do fundo partidário – e que o único apoio que recebeu do partido foi uma remessa de santinhos, que só chegaram há uma semana, quando sua candidatura já estava indeferida.

Na próxima segunda-feira (08), ela vai se desfiliar do PCO. “Não me identifico mais ideologicamente com o partido. Só fui perceber isso depois que saí candidata”, afirma.

Mesmo com a retirada da candidatura, Ana Patrícia vê com bons olhos esta sua primeira campanha eleitoral. “Foi muito bom ver o povo, ver pessoas que iam votar em mim, que acreditavam. Eu queria ter ido até o fim. Eu sabia que não ia ficar em primeiro, nem em segundo, mas queria ver até onde poderia ir, quantos votos poderia levar para o PCO”, diz.

Questionada sobre os próximos passos, Ana Patrícia, que é agente comunitária em Jaboatão dos Guararapes, diz que quer apenas permanecer na política. “Estou aberta a convites de outros partidos. Se estiverem de acordo com a minha ideologia, irei aceitar. Quero me candidatar de novo e me preparar melhor para a próxima vez”, diz. Ana Patrícia não declarou apoio a nenhum outro candidato.

Prestação de contas

Para não ficar em débito com a Justiça Eleitoral, todo candidato que renuncia ou desiste tem também que fazer prestação de contas. Este é, inclusive, um dos riscos de quem aceita uma candidatura “laranja”. O PCO possui apenas um único advogado para todas as candidaturas do país, o que dificulta bastante os trâmites. “Logo depois das eleições vou cuidar desta prestação. Até porque não quero ficar inelegível”, disse Ana Patrícia.

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