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Com sucesso de O Agente Secreto, Mate Brasília lança camisa inspirada em ícone dos anos 1970

Inácio França / 14/01/2026
A imagem mostra uma camiseta preta com um design impresso na frente que imita um cardápio de lanchonete. O título do cardápio é “CHÁ-MATE BRASÍLIA”, escrito em letras grandes. Abaixo, há uma lista de bebidas e salgados típicos brasileiros, como chá-mate, coxinha, pastel e pão de queijo, acompanhados de seus respectivos preços em reais. As letras são amarelas e brancas, lembrando os letreiros de barracas de rua. O estilo é informal e cultural, celebrando a culinária popular brasileira de forma criativa e divertida.

Crédito: Divulgação

Todo a badalação em torno do filme O Agente Secreto atingiu diretamente o Mate Brasília, que, encravado no decadente centro do Recife, se tornou a última lanchonete de rua da cidade a servir chá mate para sua fiel clientela e teve a história contada pela Marco Zero em dezembro de 2024. Para aproveitar a maré positiva, encorpada pela dupla premiação no Globo de Ouro, os comerciantes José e Paulo Pinheiro acabam de lançar uma camisa inspirada numa das marcas registrada do estabelecimento, a antiga tabela de preços dos anos 1970.

“É um experimento, encomendei apenas 50 camisas. Por enquanto, os amigos demonstraram interesse, mas os clientes ainda não”, explica Paulo, um dos filhos de Manoel Pinheiro da Silva, o homem que fundou a lanchonete em 1984. As vendas só devem começar no sábado, dia 24 de janeiro, data em que vai acontecer um tour pelas locações do filme no centro do Recife. “Deve concentrar um público grande”, acredita. Ele agora está com os dedos cruzados, torcendo para que a estamparia não atrase: “ficaram de entregar as camisas prontas no dia 23”.

Se o resultado da experiência for positivo, Paulo pretende tirar do papel outro projeto um pouco mais audacioso: alugar a loja ao lado, fechada há alguns meses, para vender suvernires. “A ideia é lançar outros modelos de camisas, copos, xícaras e ecobags, por exemplo. Mas, por enquanto, isso é só uma ideia”. No momento em que deu a entrevista para a MZ, ele sequer tinha tido tempo de falar sobre o assunto com seu irmão, José Suevânio, que assumiu a operação diária do Mate desde a morte do pai.

De acordo com Paulo, o sucesso do filme e a série de matérias jornalísticas sobre a lanchonete está se refletindo nas vendas das bebidas e lanches: “aumentou o movimento, atraiu de volta clientes antigos e trouxe vários novos”.

O radialista Ruy Sarinho diz estar enquadrado em uma dessas categorias. “Eu era cliente do antigo Dunga Mate quando ainda funcionava na rua Nova, depois passei a tomar o mate no Brasília, com seu Manoel, mas nem sabia que ele ainda existia”, assegura, contando que saiu de Candeias, onde mora, nesta quarta-feira, 14 de janeiro, só para tomar o mate misto, com leite e limão. “O sabor reativou velhas memórias afetivas. Foi mais do que um lanche, me emocionei já no primeiro gole”.

Dunga Mate, aliás, é o nome com o qual o diretor Kléber Mendonça Filho batizou a lanchonete no longa-metragem.

As camisas vão custar R$ 85,00, mas só serão vendidas no local, na rua Alarico Bezerra, junto da praça do Sebo, nos dias 24 e 31 de janeiro, data do segundo tour pelas locações de O Agente Secreto.

📋 A imagem mostra uma placa de cardápio fixada no teto de um estabelecimento simples, possivelmente uma lanchonete ou bar. A placa é preta com letras brancas e amarelas, organizadas em duas seções: “SANDUÍCHES” e “BEBIDAS”. Os itens incluem misto quente, cachorro-quente, pão com ovo, refrigerante, água com e sem gás, sucos, cervejas em diferentes tamanhos e garrafas de refrigerante. Os preços estão em reais e variam entre R$ 1,88 e R$ 13,00. Um ventilador de teto aparece ao lado da placa, reforçando o ambiente informal e funcional do local.

Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero

AUTOR
Foto Inácio França
Inácio França

Jornalista e escritor. É o diretor de conteúdo da MZ.