Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo

Logo que amanheceu o dia neste sábado, 7 de maio, dezenas de moradores das palafitas ao lado da ponte do Pina voltaram ao local destruído pelo fogo na véspera. Na esperança de encontrar documentos ou algum objeto que pudesse ser útil, homens, mulheres, idosos e muitas crianças espalharam-se por onde, até pouco antes, os bombeiros faziam  o rescaldo, procurando corpos de eventuais vítimas e apagando os focos  remanescentes de incêndio.

Os uniformes amarelos dos garis das equipes de limpeza urbana da Prefeitura do Recife (PCR) e as camisetas coloridas das crianças se destacavam na desolação enegrecida da madeira carbonizada que restou das palafitas. Enquanto isso, os técnicos e assistentes sociais das equipes da Defesa Civil iniciavam os procedimentos para a emissão de documentação e auxílio no transporte para a casa de parentes.

A prefeitura informou que o cadastro dos atingidos – extraoficialmente os números mencionados tratavam de pelo menos 200 pessoas de 50 famílias – foi realizado ainda na noite de sexta-feira e madrugada de sábado. De acordo com a assessoria da PCR, a gestão municipal garantiu “refeição para os moradores, fez o cadastro das famílias cujos imóveis foram atingidos e anunciou o pagamento de uma indenização por pecúnia no valor de R$ 1.500”.

No meio da manhã, começaram a chegar as primeiras cestas de alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal arrecadados por movimentos sociais como Mãos Solidárias (campanha articulada durante a pandemia e que conta com o protagonismo do MST, MTST e Arquidiocese de Olinda e Recife, entre outras), Livroteca Brincante do Pina e Coletivo Pão e Tinta.

Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo

As imagens desta reportagem foram produzidas com apoio do Report for the World, uma iniciativa do The GroundTruth Project.

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