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O Brasil ainda enfrenta uma dura realidade quando o assunto é analfabetismo. Segundo dados do IBGE de 2023, mais de 9,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler ou escrever. A situação é ainda mais grave no Nordeste, onde a taxa de analfabetismo é de 14%, mais que o dobro da média nacional. Para enfrentar esse desafio, o projeto Mãos Solidárias, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lança a Jornada de Alfabetização de Jovens e Adultos nas Periferias, que tem como meta alfabetizar 18 mil pessoas em 2025.
A iniciativa faz parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos e será realizada no Nordeste, além de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As turmas serão organizadas em comunidades periféricas, tanto urbanas quanto rurais, onde o Mãos Solidárias já atua promovendo educação e organização popular.
A jornada é voltada para jovens e adultos a partir de 15 anos que não saibam ler ou escrever ou tenham dificuldades na leitura e na escrita. As aulas terão duração de cinco meses e utilizarão o método pedagógico “Sim, Eu Posso”, desenvolvido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho (Iplac) e aplicado no Brasil desde 2006 pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente com os organizadores em cada região. Em Pernambuco, haverá turmas no Recife, Região Metropolitana, Caruaru e Petrolina. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (81) 98212-4730 e falar com a responsável Lenice Moura.
Objetivo da Jornada é alfabetizar 18 mil adultos em 2025
Crédito: Rebeca Martins/DivulgaçãoA alfabetização vai muito além de aprender a ler e escrever. Trata-se de um direito fundamental que garante o acesso à cidadania e amplia oportunidades de vida. Como destacou o filósofo pernambucano Paulo Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”. A iniciativa também visa reduzir as desigualdades raciais e regionais, já que a maior parte da população analfabeta no Brasil é negra e reside em áreas rurais do Nordeste.
A professora Orquídea Guimarães, do Centro de Educação da UFPE, ressalta a importância do projeto: “Superar o analfabetismo é parte de um projeto de sociedade mais justa. Essa jornada é fundamental para garantir direitos e promover a inclusão social de milhares de brasileiros”.
Com uma equipe composta por 1.300 profissionais, incluindo 1.250 alfabetizadores, o projeto conta com formação especializada, acompanhamento pedagógico e avaliação dos resultados ao fim do programa. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a autonomia dos participantes e contribua para uma educação mais inclusiva no Brasil.
Para mais informações sobre o projeto e inscrições, acompanhe as redes sociais do Mãos Solidárias e da UFPE.
PARAÍBA (turmas em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux)
Tessy Pavan – (83) 99833-5099
RIO GRANDE DO NORTE (turmas em Natal, São Gonçalo do Amarante,
Parnamirim e Mossoró)
Erica Rodrigues – (84) 9 9933-0192
ALAGOAS (turmas em todas as regiões de Maceió)
Brian Falcão – (82) 99638-1626
CEARÁ (turmas em todas as regiões de Fortaleza)
Luz Helena – (88) 98148-0423
MARANHÃO (turmas em todas as regiões de São Luiz)
Rakell Rays – (98) 98480-0038
SERGIPE (turmas em todas as regiões de Aracaju)
João Cardoso Capelão – (79) 99956-3797
MINAS GERAIS (turmas em Belo Horizonte, Região Metropolitana e
Jequitinhonha)
Larissa Rabelo – (31) 9 8021- 5934
SÃO PAULO (turmas na São Paulo capital e Região Metropolitana)
Maria Angélica – (21) 98170-8204
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