Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo

A greve das professoras e professores do Recife não acabou. A proposta oferecida pela prefeitura não agradou e, logo depois de ser apresentada durante a primeira rodada de negociação na manhã desta segunda-feira, 14 de março, foi recusada em assembleia que ocorreu no estacionamento do edifício Capibaribe Antônio Farias, no Cais do Apolo, onde a categoria realizava um ato público para pressionar os gestores municipais.

Mais uma vez a Prefeitura do Recife (PCR) se recusou a conceder o reajuste de 33,23% previsto pela lei 11.738 de 2008, que eleva o piso salarial nacional para R$ 3.845,63. A proposta oficial foi um aumento de 23% para toda a carreira e um abono de 12% em abril. As professoras decidiram manter a greve porque, além do percentual inferior ao estabelecido pela legislação, abonos não são incorporados aos salários.

Ao longo da primeira semana de greve, a prefeitura vinha se recusando a abrir canais de negociação com o Sindicato Municipal dos Profissionais da Educação do Recife (Simpere), desrespeitando uma decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que considerou a greve como legal e determinou o diálogo permanente entre as partes.

O prefeito João Campos (PSB) e os secretários municipais de Educação, Frederico Amâncio, e de Planejamento e Gestão, Felipe Martins Matos, recuaram depois que uma comissão suprapartidária de vereadores, incluindo o vice-líder do governo, Rinaldo Júnior (PSB), e a presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Ana Lúcia (Republicanos), passaram a pressionar a favor da abertura de negociações.

As imagens desta reportagem foram produzidas com apoio do Report for the World, uma iniciativa do The GroundTruth Project.

Seja mais que um leitor da Marco Zero…

A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.

E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.

Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.

Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.

É hora de assinar a Marco Zero