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	<title>Arquivos aulas presenciais - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Feb 2024 12:45:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos aulas presenciais - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</title>
		<link>https://marcozero.org/estudantes-voltam-as-aulas-em-pernambuco-sem-exigencia-de-vacina-nem-protocolo-de-distanciamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia e educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário crítico, porém, não impediu que o governo mantivesse a volta às aulas no presencial nesta quinta-feira. São cerca de 580 mil estudantes matriculados. Mas há dúvidas se essa volta vai se manter pelas próprias semanas, ou dias, com o afastamento de profissionais da educação já mudando o formato da volta às aulas na rede municipal do Recife.<br><br>Várias cidades pernambucanas adiaram a volta ou decidiram apenas pelo formato híbrido. A prefeitura do Recife foi uma das que apostou em um volta presencial, mas a escalada da variante ômicron se impôs. Ao invés de 92 mil alunos de volta às salas de aula nesta semana, a prefeitura foi obrigada a mudar os planos por conta do altíssimo número de professores e funcionários afastados por conta da covid-19. Aproximadamente 22 mil alunos voltaram para as escolas.<br><br>Neste ano, a alta de casos começou mais cedo, fazendo com que o início do calendário escolar coincida com o que o governo considera ser o pico dessa nova onda do coronavírus, embora ela ainda possa se se manter em patamares altos pelas próximas semanas. Por conta da escalada da ômicron, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) solicitou que as aulas fossem adiadas. Não foi atendido pelo governo.<br><br>No ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), 92% dos alunos retornaram para as aulas presenciais. A presidente do Sintepe, Ivete Caetano, critica o protocolo contra a covid-19 adotado pela secretaria, que foi atualizado ano passado. &#8220;Não há mais distanciamento entre o alunos. Isso foi retirado no último protocolo&#8221;, diz. Outra reclamação é que, embora no protocolo conste que deve se favorecer ambientes arejados e ventilados, não houve adaptação ou readequação da estrutura das escolas nesses dois anos de pandemia. &#8220;Nada foi feito nesse sentido&#8221;, afirma.<br><br>Para ela, os surtos serão inevitáveis. &#8220;Os casos graves diminuíram por conta da vacinação, mas sabemos que é uma variante muito mais contagiosa. A vacinação freia o agravamento, mas não impede que as pessoas fiquem doentes. Vão acontecer muitos surtos nas escolas. E naturalmente as escolas vão ter muita dificuldade de manter as aulas. Há unidades com 400, 600, até mil estudantes que estão voltando sem distanciamento dentro das salas de aulas&#8221;, revela a presidente do Sintepe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guerra desigual</h2>



<p>O sindicato deflagrou hoje uma paralisação, pela questão sanitária, mas há poucas esperanças de que os professores consigam ficar fora das salas de aula. &#8220;Ano passado, também na pandemia, a Justiça declarou a ilegalidade da nossa greve. Temos um governo e um judiciário que são plenamente a favor das aulas presenciais, mesmo que isso custe a saúde dos trabalhadores, alunos e famílias. É uma guerra desigual&#8221;, diz.<br><br>De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os estudantes também podem continuar optando pelo ensino remoto, na <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/">plataforma Educa-PE</a>, que está disponível desde 06 de abril de 2020.</p>



<p>No próximo dia 11, o Sintepe e o governo terão nova rodada de negociações. Além do cumprimento do piso salarial da vacinação, o sindicato vai pedir a cobrança da carteira de vacinação para os alunos e mais informações sobre os dados de saúde dos trabalhadores e alunos da rede estadual. &#8220;Não sabemos, por exemplo, quantos alunos com comorbidades há na rede. No ensino híbrido, não sabemos quantos professores dão aula nesse modelo, não há professores exclusivos para essas aulas. Esse ensino remoto é praticamente inexistente&#8221;, diz.<br><br>Em nota à MZ, a SEE informa que neste ano, como desde 2020, há conteúdo ao vivo transmitido pela televisão e pela internet para o Ensino Médio e para o 9º ano do Ensino Fundamental &#8220;de segunda a sexta-feira e conta também com reprises em horários alternativos&#8221;. Para os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, só há as aulas gravadas, que são disponibilizadas na internet. A secretaria não informou se há professores exclusivos para esse formato, se há acompanhamento de carga horária, nem se as aulas gravadas foram atualizadas para o novo ano letivo.<br><br>&#8220;Por fim, as escolas podem adotar as suas próprias estratégias, a fim de alcançar o maior número possível de estudantes conforme a realidade de cada local. A orientação em geral é que, em caso de sintomas ou opção pelo ensino remoto, os responsáveis devem procurar a direção da escola para explicar os motivos e definir o melhor modelo a ser adotado para o estudante&#8221;, diz a nota da secretaria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Distanciamento foi retirado do protocolo de volta às aulas. Crédito: Kleyvson Santos/SEE-PE</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Volta às aulas é terreno para explosão de casos</h3>



<p>A pandemia continua em plena aceleração em Pernambuco. Nesta quinta-feira, o secretário de saúde André Longo afirmou que a positividade geral nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) saltou de 37% para 51%. Em Gravatá, no Agreste do estado, esse índice chegou a 60% nesta semana. &#8220;Pelo que temos visto, acreditamos que metade da população de Gravatá está contaminada. É uma contaminação fora de controle. Para preservar as crianças que ainda não estão com a segunda dose, decidimos adiar as aulas. Não tem como abrir escolas nesse cenário&#8221;, afirma o secretário de saúde da cidade, José Edson de Souza.<br><br>Todo dia são disponibilizados 700 testes para a população gravataense, de mais de 85 mil habitantes. &#8220;Nos últimos dias, temos recebido até 400 testes positivos &#8220;, afirma José Edson.<br><br>O secretário também é presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e faz um alerta sobre a situação no interior do estado. &#8220;Assim como em outras ondas, começou pelo Recife e foi adentrando pelo agreste e sertão. Estamos vendo uma gravidade menor, com menos pessoas necessitando de UTI e quando precisam, é menos tempo, com uma semana já recebem alta. Mas há um problema grande de falta de médicos e leitos pediátricos. São poucas cidades que têm essa estrutura&#8221;, diz.<br><br>Para a epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Brito, o retorno das crianças às aulas deveria ser adiado em todo o estado. &#8220;Com a volta as aulas é inevitável a explosão de casos. Não se mede a gravidade de uma pandemia apenas pela virulência do vírus, a transmissibilidade também é essencial: mais transmissão, mais infectados, mais doentes, mais mortes&#8221;, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem exigência de vacinação contra covid-19</h4>



<p>Um levantamento da Agência Brasil aponta que, apesar do recorde de casos, 19 das 27 unidades da federação vão voltar com as aulas presenciais neste mês. O levantamento também coloca que a a vacinação dos alunos é trabalhada na maioria dos estados como recomendação. Mas São Paulo, Ceará, Amapá e Paraíba vão exigir a comprovação de conclusão do ciclo vacinal para as aulas presenciais.<br><br>O SEE optou por não cobrar a vacinação contra a covid-19, ainda que a maioria dos alunos da rede tenha mais de 12 anos &#8211; a vacinação para esse público começou no Brasil em setembro do ano passado. Em entrevista para redes de TV hoje, o secretário Marcelo Barros afirmou que pelo menos 60% dos alunos já se vacinaram com a segunda dose. No entanto, o painel de vacinação do Governo do Estado indica que a faixa de 12-17 anos está com menos de 45% de vacinados com a segunda dose.</p>



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	                                        <p class="m-0">Apenas 9% das crianças receberam a primeira dose em Pernambuco. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>Na faixa etária de 5 a 11 anos a situação de Pernambuco é uma das piores do Brasil. Menos de 9% das crianças receberam a primeira dose. Neste contexto de pouca vacinação e casos em alta, não é uma escolha fácil para as mães, pais e responsáveis levar ou não as crianças para escola.<br><br>Para os que decidem pelo ensino presencial, o infectologista Bruno Ishigami reforça as medidas de prevenção. &#8220;Que seja conversado em casa a importância do uso correto das máscaras. Se for fazer refeição, que seja em um ambiente ventilado, com menos crianças por perto, para diminuir o risco de contaminação. Se possível, conversar com as escolas para manter janelas abertas, portas abertas. Se necessário, colocar ventilador para melhor a ventilação e diminuir a chance de contaminação. Outra coisa que é interessante é de que, se houver caso sintomático, toda a escola seja avisada para ver a necessidade de isolamento e ver se vai restringir as aulas&#8221;, orienta.<br><br>Em nota, a SEE afirma que não vai exigir a vacinação contra a covid-19, mas vai incentivá-la. &#8220;Em relação ao comprovante de vacinação contra a Covid-19, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informa que a falta da vacina não será impedimento para os estudantes frequentarem as aulas presenciais. Mas, as escolas estão orientando os estudantes, pais e responsáveis sobre a importância da vacinação&#8221;.<br><br>Para Ishigami, essa postura é decepcionante. &#8220;Isso dá margem para o movimento antivacina no estado. Temos visto que esse movimento insiste que as vacinas fazem mal para as crianças, o que é uma grande mentira. As vacinas servem para proteger as crianças de formas graves e óbitos. Acho interessante cobrar até para estimular a vacinação&#8221;, afirma.<br><br>Dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após a aplicação de mais de 8,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 atestam a segurança do imunizante na faixa acima de 5 anos. Do total de vacinados, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor de cabeça ou dor no local da injeção. Não houve nenhum registro de óbito. </p>



<p>A doença, porém, pode ser letal também em crianças. <a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nota técnica da Fiocruz</a>, divulgada no final do ano passado, contabilizava 1.422 óbitos confirmados por covid-19 em crianças e adolescentes, sendo 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos. Em Pernambuco, dados do Governo do Estado contabilizam 124 óbitos na faixa etária abaixo de 19 anos, durante toda a pandemia.</p>



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<p></p>
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		<item>
		<title>Escolas privadas ignoram protocolo sanitário e professores convivem com o medo da covid-19</title>
		<link>https://marcozero.org/escolas-privadas-ignoram-protocolos-contra-a-covid-19-mas-nenhuma-foi-punida-pelo-governo-estadual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[escolas particulares]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia e educação]]></category>
		<category><![CDATA[protocolos sanitários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está lá escrito no Protocolo Setorial da Educação: distanciamento, proibição de eventos que gerem aglomerações, suspensão das aulas quando houver confirmação de casos de covid-19, entre outros pontos. Mas, junto com o crescimento da curva de casos da doença em Pernambuco, têm se avolumado também as denúncias de descumprimento das regras nas escolas da rede [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Está lá escrito no Protocolo Setorial da Educação: distanciamento, proibição de eventos que gerem aglomerações, suspensão das aulas quando houver confirmação de casos de covid-19, entre outros pontos. Mas, junto com o <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-pernambuco-nao-adotara-mais-restricoes-nem-recomendacoes-do-conselho-estadual-de-saude/">crescimento da curva de casos da doença em Pernambuco</a>, têm se avolumado também as denúncias de descumprimento das regras nas escolas da rede particular.</p>



<p>Professores relatam um clima de medo, tensão, insegurança e silenciamento. É grande o temor pela perda do emprego. Existem inúmeras denúncias no Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro) e também na Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE), responsável pelas fiscalizações através das suas gerências. Porém, as escolas não vêm sendo penalizadas.</p>



<p>O enfraquecimento da garantia dos direitos trabalhistas, a dificuldade de atuação do sindicato da categoria, a heterogeneidade entre as escolas e a forte influência do setor privado &#8211; pressionado também pelas famílias &#8211; são alguns dos pontos que ajudam a entender o quadro.</p>



<p>O Sinpro contabiliza, desde o início da pandemia, perto de uma centena de denúncias de irregularidades. Somente nesta semana, foram dez, entre aulas não suspensas mesmo com casos confirmados, aglomerações, funcionamento de escolinhas de futebol e alunos doentes que continuam frequentando a escola. A participação do sindicato é muito baixa nos diálogos e reuniões com o Governo do Estado. O poder de pressão é bem menor que o dos profissionais da <a href="https://marcozero.org/pressao-das-escolas-privadas-pela-volta-as-aulas-pode-gerar-efeito-domino-na-rede-publica/">rede pública</a>.</p>



<p>Um professor que trabalha em três instituições privadas em Pernambuco e que preferiu não ser identificado conta que, desde o retorno das aulas, nenhuma delas nunca suspendeu as atividades quando houve confirmação de casos de covid-19 em sala. “Sabemos que os casos estão acontecendo, mas não somos informados oficialmente. Vários colegas de outras escolas têm relatado a mesma coisa. Às vezes ficamos sabendo só quando a pessoa já está internada”, detalha.</p>



<p>“Se um aluno ou um colega está com covid-19 e trabalhei com eles recentemente, eu deveria ficar sabendo para poder me isolar, inclusive em casa, com a minha família, e também para não levar o vírus de uma escola para outra”, defende. “Mas tudo fica muito camuflado, nebuloso, não se fala sobre o assunto. Existe uma pressão muito grande pelas aulas presenciais, porque as famílias pressionam. E é muito triste porque não me sinto cuidado”, comenta.</p>



<p>O professor entrevistado conta ainda que tem evitado, por exemplo, entrar na sala dos professores, lanchar e até beber água para não tirar a máscara em momento nenhum. Ele tem comprado do próprio bolso protetores faciais PFF2/N95 porque as escolas onde atua fornecem máscaras consideradas muito frágeis, de tecido com poucas camadas ou de materiais de baixa proteção contra aerossóis, e, apesar de haver a obrigatoriedade, fica a critério dos alunos e funcionários qual máscara usar.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-pernambuco-nao-adotara-mais-restricoes-nem-recomendacoes-do-conselho-estadual-de-saude/" class="titulo">Com recorde de casos de covid, Pernambuco não adotará mais restrições nem recomendações do Conselho Estadual de Saúde</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que diz o protocolo?</strong></h2>



<p><strong><em>4.4.2</em></strong><em> Diante da ocorrência de caso ou surto (agregado) de</em> <em>casos relacionados à COVID 19, em ambiente escolar, os serviços de</em> <em>vigilância em saúde e/ou atenção primária devem ser informados</em>, <em>para monitoramento dos casos e/ou atuação conjunta com o Estabelecimento de Ensino, quando necessário;</em></p>



<p><strong><em>4.4.4</em></strong><em> Diante de um caso positivo na sala de aula, as aulas</em> <em>dessa sala serão suspensas até que saiam os resultados dos contatos. Os contatos que positivarem continuarão em casa por 10 dias</em> <em>e, ao mesmo tempo, 3 dias sem apresentar sintomas, e as aulas presenciais serão retomadas com os estudantes que tiveram resultado</em> <em>negativo.</em></p>



<p><a href="http://www.educacao.pe.gov.br/portal/upload/galeria/21557/PROTOCOLO_EDUCACAO_V02.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leia aqui a íntegra do protocolo</a></p>



<p>Apesar de haver a necessidade de informar a ocorrência de casos ou surtos no ambiente escolar, a <a href="https://marcozero.org/aulas-presenciais-recomecam-segunda-feira-mas-governo-nao-informa-numero-de-infectados-em-escolas/">SEE-PE não dispõe de um balanço nesse sentido</a>. A reportagem perguntou também à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) se há um recorte dos dados que mostre o número de casos e de óbitos por covid-19 entre professores e/ou profissionais da educação das escolas particulares. Porém, até o fechamento desta matéria não obteve resposta.</p>



<p>“Quando questionamos como a escola irá proceder diante de casos suspeitos, ficamos sabendo que não haverá afastamento das salas porque ‘está está todo mundo cumprindo os protocolos de segurança’”, comenta uma outra profissional da educação da rede particular. “Mas, na hora do intervalo, as crianças abaixam as máscaras para brincar, ficam perto umas das outras, não há gente suficiente para fiscalizar e os professores comem e tomam café juntos na sala dos professores, por exemplo”, conta detalhando cenas do cotidiano que geram preocupação e medo de contaminação.</p>



<p>Ela detalha ainda o que chama de “banalização”. “Morre um, entra outro e às vezes nem se comenta sobre as mortes, nem se solidariza, nada para de funcionar. O sentimento é que não valemos nada”, lamenta, falando também sobre a falta de padronização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e do fornecimento apenas de máscaras de tecido pela escola.</p>



<p>“Ser obrigada a trabalhar nessas condições é adoecedor, mental e fisicamente. Muita gente chega em casa desesperada, sem força, há relatos de <em>burn ou</em>t por causa desse momento”, acrescenta. O <em>burn out</em> é um distúrbio caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/escola-fundada-por-paulo-freire-nao-retoma-aulas-presenciais-e-pede-que-governo-respeite-a-vida/" class="titulo">Escola fundada por Paulo Freire não retoma aulas presenciais e pede que governo respeite a vida</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Categoria em estado de greve</strong></h3>



<p>Nesta quinta-feira, 13 de maio, professores da rede particular decidiram, em assembleia, decretar estado de greve com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da pandemia e também pressionar os donos de escolas pelo reajuste salarial e pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo os direitos da categoria e a regulamentação do ensino híbrido/remoto que vem sendo praticado.</p>



<p>O presidente do Sinpro, Helmilton Beserra, destaca, além das graves denúncias já listadas aqui, o cenário de dificuldade dos sindicatos de trabalhadores de empresas privadas, com baixa filiação, esvaziamento, diálogo aquém do necessário com a esfera pública e queda de receitas. Segundo ele, desde a gestão Temer, o Sinpro, que conta com apenas 30% de filiação da categoria, perdeu 85% de suas receitas e isso tem impactos significativos na atuação sindical e na fiscalização.</p>



<p>“Isso impacta nas nossas ações, na nossa comunicação, não temos direção profissional, não temos jornalista. Estamos numa ação militante”, coloca, lembrando que o sindicato tem atuações em horários específicos nas escolas, nos intervalos, e mediante visita autorizada. “São 2.400 escolas para quatro fiscais da Superintendência do Trabalho”, contabiliza o sindicalista. “Precisamos de um Estado que defenda o direito dos trabalhadores, mas o que temos é um Estado que nega”, reivindica.</p>



<p>Além disso, o presidente do sindicato lembra que não uma linearidade entre as instituições de ensino, mesmo no setor privado. “Há escolas que não têm nem condições de cumprir o protocolo. Muitas que estão na periferia não são nem legalizadas, funcionam como pequenas creches, às vezes sem registro formal. Os pais precisam trabalhar, então essas escolas atuam com relações as mais diversas”, pontua.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Nenhuma escola punida</strong></h3>



<p>De acordo com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, mediante denúncias protocoladas entre 25 de fevereiro e 13 de maio, foram vistoriadas 53 escolas particulares em todo o Estado. “Nos locais, foram vistoriados o cumprimento de protocolos como, por exemplo, a aferição de temperatura na entrada das escolas, a disponibilização de lavatório em área externa com sabão e papel toalha e a organização das salas de aula de forma a garantir o distanciamento social”, informa a pasta.</p>



<p>Em caso de irregularidades, as instituições são notificadas e uma nova vistoria é agendada. Caso as demandas não sejam atendidas, os casos são encaminhados ao Procon-PE, responsável pelas fiscalizações de caráter punitivo. Até o momento, segundo a secretaria, não houve necessidade de repassar as denúncias ao Procon-PE, todas as situações foram ajustadas com as fiscalizações da SEE-PE. Isso significa que, apesar das denúncias e do clima de medo e insegurança entre os professores, nenhuma escola chegou a ser punida.</p>



<p><em>Os canais abertos para que a sociedade denuncie irregularidades de forma anônima é o “Fale Com a Ouvidoria da SEE”, através do site </em><a href="http://www.educacao.pe.gov.br"><em>www.educacao.pe.gov.br</em></a><em>, e o telefone 0800.286.8668.</em></p>



<p>Em entrevista à <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, o secretário-executivo de Gestão de Rede da SEE-PE, João Charamba, confirmou que a pasta recebeu “muitas denúncias advindas da rede privada, de professores, do Sinpro, de pais de alunos e algumas até a mim mesmo diretamente (além do Ministério Público), alertando principalmente em relação ao protocolo não cumprido”. As denúncias, explica ele, são encaminhadas a uma das 16 Gerências de Educação, que fazem as fiscalizações. “Nós já fizemos diversas fiscalizações, mas a tônica maior das denúncias tem a ver com distanciamento social”, diz.  </p>



<p>Questionado sobre por que então, se existe protocolo e todo um sistema de denúncia, fiscalização e punição, os problemas seguem se acumulando e nenhuma escola foi punida e o que está faltando para que escolas privadas cumpram as regras, Charamba disse que irá avaliar a possibilidade de estender para o Sinpro o comitê criado junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), que representa os profissionais da rede pública, no sentido de somar as forças do Estado às do sindicato. Mas já existe um comitê setorial da rede privada, com representantes do sindicato e da secretaria, com membros da gerência de organização da rede escolar.</p>



<p>“Para ter mais efetividade na busca por essas resoluções, sobretudo sobre essas denúncias de que apenas os alunos contaminados estão sendo afastados e as aulas não são suspensas na turma”, defende Charamba. &#8220;Vínhamos tratando as escolas privadas caso a caso, a partir do momento que as denúncias eram formalizadas”, detalha. O acompanhamento das particulares não existe da mesma forma que nas escolas da própria rede do estado. </p>



<p>O Sintepe, por sua vez, em mais uma assembleia geral da categoria, na última terça (11), decidiu pela manutenção da Greve pela Vida, deflagrada em 19 de abril. A continuidade foi decidida por 66% dos presentes. A greve é contrária às atividades e aulas presenciais, sendo o trabalho remoto mantido como forma de contribuir para a continuidade do calendário escolar.</p>



<p>Em coletiva de imprensa nesta quinta (14), o sindicato lançou a nova Campanha de reforço da #GrevePelaVida e pela Saúde, que chama a atenção também para a mortalidade de pernambucanos em decorrência da pandemia. O Governo de Pernambuco “brinca com a morte, expondo trabalhadores, estudantes e familiares ao risco de contrair covid-19”, denuncia o Sintepe.</p>



<p>“Manter aulas presenciais em meio à crise sanitária é genocídio. O governo de Paulo Câmara deve escolher entre uma gestão genocida ou a favor da vida? Volta às aulas presenciais só com vacina”, disse Ivete Caetano, vice-presidenta do sindicato, durante a coletiva. Na próxima segunda (17), o Sintepe se reunirá com o Ministério Público Estadual (MPPE) em uma rodada de negociações, que haviam sido interrompidas pelo Governo do Estado.</p>



<p>A reportagem não conseguiu contato com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz, até o fechamento desta matéria.</p>



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		<title>Com recorde de casos de covid, Pernambuco não adotará mais restrições nem recomendações do Conselho Estadual de Saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 May 2021 23:26:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Estadual de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, 6 de maio, Pernambuco bateu recorde de novos casos de covid-19 desde o início da pandemia. Foram 3.074 confirmações em apenas 24 horas. A taxa de ocupação das UTIs públicas &#8211; acima de 90% desde fevereiro &#8211; está em 97%, tendo atingido 100% em Caruaru, no Agreste. A média móvel de óbitos está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta quinta-feira, 6 de maio, Pernambuco bateu recorde de novos casos de covid-19 desde o início da pandemia. Foram 3.074 confirmações em apenas 24 horas. A taxa de ocupação das UTIs públicas &#8211; acima de 90% desde fevereiro &#8211; está em 97%, tendo atingido 100% em Caruaru, no Agreste. <a href="https://marcozero.org/pernambuco-e-o-unico-estado-em-vermelho/">A média móvel de óbitos está em crescimento há uma semana</a>. O Governo de Pernambuco, no entanto, acredita que “ainda não é o momento” de adotar novas medidas restritivas. A gestão também antecipou que não seguirá as recomendações do Conselho Estadual de Saúde, que defende a suspensão imediata das aulas presenciais e quarentenas localizadas. </p>



<p>Em coletiva de imprensa no final da tarde, com a presença dos secretários de Saúde, André Longo, e da executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, foi anunciada a prorrogação das medidas atualmente vigentes por mais 15 dias, até 23 deste mês. Veja quais são no final da matéria. </p>



<p>O governo diz estar atento e que não hesitará em decretar ações mais rígidas, inclusive regionais, porém somente se houver uma nova aceleração de casos. Pernambuco encontra-se hoje em um cenário que é considerado de estabilidade, mas num platô bastante elevado de casos e óbitos, com forte pressão no sistema de saúde e equipes de profissionais da linha de frente sobrecarregadas e exaustas.    </p>



<p>Usando como referencial somente os impactos dos setores econômicos, o secretário de Saúde voltou a dizer que as medidas em vigor “não são brandas”. “Pergunte ao dono do restaurante, ao dono do setor de eventos se as medidas são brandas. Pergunte às pessoas que fazem uma série de atividades econômicas se as medidas são brandas. As medidas não são brandas, são proporcionais”, afirmou, sem se referir aos profissionais dos serviços de saúde. </p>



<p>“Uma medida restritiva mais intensa, mais severa, serve para impedir o processo de aceleração exponencial de casos. A gente sabe dos impactos negativos sobre a economia que essas medidas têm. A gente sabe da resistência de vários setores, de várias pessoas a essas medidas. Elas precisam ser adotadas sim, mas de forma proporcional, de forma equilibrada, para que a gente tenha um controle adequado da pandemia, mas também tenha essa preocupação com o bem-estar social, econômico, biopsicossocial, o conjunto de toda a nossa sociedade”, comentou Longo.</p>



<p>O secretário chegou a dizer que &#8220;o comportamento das pessoas é mais importante do que a medida restritiva&#8221;. Eis o trecho de sua fala em que ele disparou essa frase: “O cuidado é necessário, mais do que a medida restritiva. A medida restritiva é importante e a gente continua adotando. Mas o comportamento das pessoas é mais importante do que a medida restritiva. Eu não tenho dúvida. Se as pessoas se comportam, têm um comportamento de cuidado, a gente tem um resultado melhor do que a adoção de medidas restritivas que sejam desrespeitadas de forma solene pela população. Então nós precisamos ter um equilíbrio entre medidas restritivas e comportamento adequado da população prezando pelo cuidado  de si e dos outros”.</p>



<p>Segundo os dados apresentados por Longo, houve uma “flutuação dentro da estabilidade, algo considerado comum dentro do platô”. Foram 1.583 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) na semana passada, 17 a mais que na semana anterior e 14 a menos na comparação com duas semanas atrás. As solicitações de leitos de UTI, por sua vez, tiveram um aumento de 76 pedidos na comparação semanal. As de enfermaria, de 65, no mesmo período. </p>



<p>Pernambuco tem hoje mais de 1,6 mil doentes em UTIs da rede pública. Nas palavras dele, “a situação ainda é preocupante e maio será um mês difícil porque historicamente é um período de alta nas ocorrências de doenças respiratórias, não necessariamente só por covid-19”.</p>



<p>Sobre os números, o gestor informou que Pernambuco tem a quarta menor taxa de mortalidade do Brasil, analisando os dados de 2020 e 2021, e a segunda menor do País, quando comparados os estados em 2021. &#8220;Não é obra do acaso, só foi possível graças aos planejamentos e investimentos do Governo de Pernambuco, ao apoio de grande maioria da sociedade às medidas não farmacológicas e a adoção das medidas restritivas em tempo oportuno, que continuam sendo necessárias neste momento e continuarão sendo adotadas em nosso estado por indicações do nosso comitê”, defendeu Longo. Ele não mencionou a taxa de letalidade (porcentagem de mortes entre aqueles que testam positivo), que é a segunda maior do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais uma vez, estado não seguirá recomendações do conselho</strong></h2>



<p>Como <a href="https://marcozero.org/conselho-estadual-de-saude-podera-recomendar-quarentenas-pontuais-para-conter-covid-em-pernambuco/">antecipou</a> a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> na última sexta (30), o Conselho Estadual de Saúde (CES) aprovou e publicou, nesta quarta (5), uma nova nota em que recomenda três pontos principais: suspensão imediata das aulas presenciais; construção de uma estratégia local caso haja um <em>lockdown</em> nacional; e quarentenas pontuais localizadas nas áreas com dados de casos e óbitos mais críticos. O estado, porém, não seguirá as recomendações.</p>



<p>“A gente respeita muito o conselho, eu sou o presidente do conselho, mas não participei dessa reunião. O conselho tem autonomia para fazer recomendações, tem um comitê que faz o acompanhamento, são os dados que a gente apresenta. Mas a decisão é da autoridade sanitária e a decisão neste momento é pela manutenção das medidas restritivas”, sentenciou o secretário de Saúde, André Longo.</p>



<p>Ele disse que é possível que se atenda à recomendação em relação às medidas pontuais de quarentena, específicas e localizadas nas regiões mais críticas, mas somente se for detectada, por duas semanas consecutivas, um comportamento numa determinada região que aponte para essa necessidade, o que não é o caso agora, na avaliação do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 em Pernambuco. </p>



<p>“(O Comitê) recebe recomendações de várias instituições, pesquisadores, epidemiologistas, a gente tem muitas pessoas e instituições que dão opinião, e cabe ao Comitê fazer essa avaliação. Neste momento, não vamos seguir a recomendação que foi expressa por essa comissão do conselho”, frisou. </p>



<p>Sobre as escolas, Longo acredita que “as aulas presenciais nas escolas públicas e privadas têm seguido o protocolo  e se comportado como um ambiente seguro, essa é a avaliação que a Saúde faz”. “A parada da educação é muito mais grave do que o fato de você manter as atividades funcionando&#8221;, completou. O gestor lembrou que o ensino presencial não é obrigatório. Na prática, porém, é sabido que pais e familiares não têm muita opção, uma vez que precisam ir trabalhar e não têm com quem deixar as crianças. Muitos estudantes e profissionais da educação precisam pegar transporte público, o que sobrecarrega ainda mais o sistema.</p>



<p><strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1vukXznWaIYPfDx7mIY7lnEcXVOhBrnak/view">Leia aqui a íntegra das recomendações do Conselho Estadual de Saúde</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Confira o que pode </strong>e o que não pode</h3>



<p>Desde o dia 26 de abril, o funcionamento do comércio de praia está permitido de segunda à sexta, das 9h às 16h. A proibição está mantida nos finais de semana. As atividades de maneira geral podem funcionar, nos finais de semana, até as 18h, para quem iniciar às 10h. Os estabelecimentos que abrirem às 9h só podem funcionar até as 17h. Nos dias de semana, as atividades econômicas em geral continuarão com permissão para funcionar das 10h às 20h.</p>



<p>Neste fim de semana do Dia das Mães, os horários de funcionamento do varejo em Pernambuco serão alterados. “A dinâmica de operação das lojas de comércio de bairro, de centro e dos shoppings será diferente nos dias 7, 8 e 9 de maio. Os estabelecimentos poderão funcionar das 8h às 20h na sexta-feira e no sábado. Já no domingo, das 8h às 18h”, detalhou Ana Paula Vilaça na coletiva.</p>



<p>De acordo com ela, a ampliação do horário é por conta da previsão de expansão do fluxo de pessoas em busca dos presentes. “O objetivo da medida é diluir o fluxo por um horário maior e evitar aglomeração seguindo os protocolos de varejo”, defende. Vilaça também disse que a fiscalização será intensificada.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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		<title>Escola fundada por Paulo Freire não retoma aulas presenciais e pede que governo respeite a vida</title>
		<link>https://marcozero.org/escola-fundada-por-paulo-freire-nao-retoma-aulas-presenciais-e-pede-que-governo-respeite-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 22:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Capibaribe]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Câmara]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se posicionar contra o retorno imediato das aulas em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus.</p>



<p>São aproximadamente 520 alunos distribuídos em turmas do ensino infantil a partir dos dois anos de idade até adolescentes cursando as séries do ensino fundamental 1 e 2, isso sem contar o corpo de funcionários das áreas pedagógicas, administrativas e de manutenção. Todos permanecem em casa, mesmo com a autorização do governo de Pernambuco para a retomada gradual das atividades educacionais das redes públicas e particulares, que começou nessa segunda-feira, 5 de abril.</p>



<p>O movimento do Instituto vai de encontro à pressão exercida pelo próprio setor privado, mas segue alinhado com a ciência. “Nesse momento, quando a gente verifica que a pandemia sai do controle, começa a ter um aumento expressivo de contágio e, o mais preocupante para gente, é a situação de saturação das redes hospitalares. A realidade é que as pessoas podem adoecer e certamente não terão como se cuidar, e nós não temos o direito de expor nossos funcionários, estudantes e suas famílias a isso. Achamos prudente permanecer com o trabalho remoto por mais 14 dias”, afirma a diretora do Instituto Capibaribe, Mônica Antunes Melo.</p>



<p>Assim como qualquer unidade educacional, o Instituto Capibaribe foi pego de surpresa com a pandemia em março do ano passado. Desde então, a escola montou um comitê que incluía, além dos nove integrantes do grupo gestor da instituição, representantes dos funcionários, das famílias, médicos, arquitetos e outros profissionais que pudessem contribuir com um plano de retomada das aulas presenciais. O trabalho da equipe foi provado com o retorno às salas de aulas em dezembro, quando se instalou o modelode ensino semipresencial com turmas divididas.</p>



<p>“Tivemos apenas um caso de um aluno com covid, que, graças ao monitoramento que realizamos na escola, confirmamos que o contágio aconteceu fora do Instituto. Mesmo assim suspendemos as aulas presenciais da turma por 14 dias. No nosso protocolo, as aulas estavam ocorrendo três vezes na semana de modo presencial, com distanciamento e toda segurança. A dificuldade maior é a questão pedagógica, pois para as professoras manterem o programa ora presencial ora virtual, exige muito esforço”, explica Mônica.</p>



<p>No início de março, diante do avanço da covid-19 no estado, o Instituto Capibaribe enviou uma carta ao governador de Pernambuco e ex-aluno da entidade, Paulo Câmara (PSB), fazendo um apelo para que o gestor tomasse as decisões necessárias “mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível”. O documento então reforça que é preciso o governo se posicionar de acordo com a ciência para defender a vida, mas a escolha do socialista foi o contrário.</p>



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	                                        <p class="m-0">Rodrigo Lins, pai de Lara, aluna do Instituto Capibaribe, concorda com a decisão da escola (crédito: arquivo pessoal)</p>
	                
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<p>Para o professor Rodrigo Lins, pai da aluna Lara Lins, de dois anos, a decisão da escola foi a melhor. Sem negar a dificuldade de manter a filha nas aulas online ao mesmo tempo que cuida do outro filho de apenas um ano, o docente destaca que a escolha agora deve ser tomada pensando no coletivo.</p>



<p>“Todos os meses a escola manda um questionário para decidirmos pela aula totalmente virtual ou semipresencial, a gente tá vendo que o contágio ainda está muito alto e as UTIs muito cheias, então manter as crianças em casa é a decisão correta”, comenta.</p>



<p>De acordo com Mônica, no momento uma professora e dois funcionários da limpeza estão com covid-19, todos estão bem e também sendo monitorados. “Seguimos trabalhando muito na organização dos programas das aulas online, que pelo menos três vezes por semana devem ser síncronas. Nossa previsão é voltar com o semipresencial no dia 19, até lá seguimos acompanhando a situação da pandemia”, diz a diretora.</p>



<p>Leia a íntegra da carta enviada ao governador Paulo Câmara:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>CARTA ABERTA AO GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO</p><cite>O Instituto Capibaribe é uma escola particular, sem fins lucrativos, localizada no bairro das Graças, que há 66 anos dedica-se ao desenvolvimento intelectual e à formação cidadã de crianças e de adolescentes na cidade do Recife. Com o nome em homenagem ao nosso Rio, escolhido pelo professor Paulo Freire, seu fundador e primeiro diretor, esta escola foi criada no berço dos ideais democráticos, sempre pautada pelos princípios da justiça, em direção ao bem da coletividade.<br><br>Considerando o papel social da escola como espaço não só de construção do conhecimento, mas, também, como um lugar de relações sociais que contribui para o equilíbrio emocional das crianças e dos/as adolescentes, neste tempo de pandemia, estamos mantendo o ensino semipresencial, seguindo as determinações do Governo do Estado. A importância do funcionamento das escolas, públicas e particulares, é evidente, e, portanto, deveriam ser consideradas como equipamentos essenciais, e terem sido incluídas no primeiro grupo a receber a vacina anti covid, com cobertura a todos funcionários/as. No entanto, ainda aguardamos uma iniciativa concreta por parte das autoridades governantes, em tratar os trabalhadores/as da educação, como prioritários para receberem a vacina e protegerem a si e aos outros/as no exercício de sua tarefa.<br><br>Neste momento, em que a pandemia avança e as redes hospitalares estão saturadas, inquieta-nos os riscos aos quais os funcionários/as se expõem, pela quantidade de pessoas com que convivem no trabalho, e, também, nos trajetos entre suas casas e a escola, principalmente aqueles/as que usam transporte coletivo, e que têm menos condições de fazer o distanciamento social.<br><br>Diante do exposto, preocupa-nos nossa obrigação de proteger a vida de toda a comunidade escolar e da população em geral. Estamos diante de um dilema entre continuar com aulas presenciais, de acordo com as orientações do Governo, e a consciência que temos da possibilidade real de estarmos colocando em risco a vida das pessoas, contribuindo para a aceleração dos contágios.<br>Por outro lado, acreditamos que, no cenário da pandemia, uma ação isolada não é suficiente para conter um problema que é de ordem coletiva.<br><br>Permaneceremos atentos/as, confiantes na responsabilidade do Governo do Estado em adotar os encaminhamentos necessários, mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível, como vem sendo anunciada por diversos cientistas reconhecidos, caso não se pense em fazer um lockdown efetivo.<br><br>A coragem em defender a vida no momento presente é fundamental para diminuirmos as consequências do problema que estamos acumulando para um futuro próximo. Cada vida perdida é uma história, é um filho/a, um irmão/ã, um pai/mãe. Acreditamos que a vida de todos/as precisa ser preservada, para que tudo mais venha a ter sentido.<br><br>Por fim, apelamos à Vossa Excelência e às demais autoridades, que avaliem a situação do Estado de Pernambuco à luz da Ciência, que escutem os /as profissionais especializados/as em saúde pública, e atuem em defesa da vida, frente à pressão do Mercado.<br><br>Atenciosamente,<br><br>Direção do Instituto Capibaribe<br>Recife, 12 de março de 2021<br></cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>
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		<title>Profissionais de educação e saúde apelam, mas Governo de Pernambuco mantém escolas abertas</title>
		<link>https://marcozero.org/profissionais-de-educacao-e-saude-apelam-mas-governo-de-pernambuco-mantem-escolas-abertas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 23:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda sem data definida para serem vacinados, os profissionais da educação, com respaldo de profissionais da saúde, têm apelado para que o Governo de Pernambuco suspenda as atividades presenciais neste momento de aceleração da pandemia, novas variantes e lotação de leitos. Mas, por enquanto, sem sucesso. A gestão disse que só fechará as escolas em [&#8230;]</p>
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<p>Ainda sem data definida para serem vacinados, os profissionais da educação, com respaldo de profissionais da saúde, têm apelado para que o Governo de Pernambuco suspenda as atividades presenciais neste momento de aceleração da pandemia, novas variantes e lotação de leitos. Mas, por enquanto, sem sucesso. A gestão disse que só fechará as escolas em um possível lockdown.</p>



<p>Notificado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) – que inclusive já suspendeu as suas atividades presenciais –, o governo tem até esta segunda-feira (8) para se pronunciar sobre os pedidos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe).</p>



<p>Para a vice-presidente da entidade, Ivete Caetano, há uma contradição nas ações estaduais: “Como convencer os jovens a ficarem a 1,5 metro de distância do colega quando eles passaram, no trajeto de casa até a escola, por ônibus superlotados?”.</p>



<p>“A escola não é uma bolha, não vive numa muralha inacessível à comunidade. As pessoas entram e saem, então o vírus transita livremente”, argumenta Ivete. “Sem distanciamento nem máscara, não adianta o prédio estar bem estruturado e repleto de álcool”, reforça.</p>



<p>“O Sintepe já alertou que a educação básica não cumpre os protocolos, os alunos tiram e botam a máscara, enxugam o rosto com máscara. É difícil controlar a juventude, eles gostam de se abraçar, de estar no colo um do outro”, complementa a vice-presidente do Sintepe sobre os desafios e a exposição que os profissionais têm enfrentado no ambiente escolar e que podem se espalhar também entre as famílias.</p>



<p>Ivete afirma que diariamente o sindicato recebe fotos e prints de estudantes sem distanciamento, além das denúncias de escolas com falta d&#8217;água, tendo que pedir caminhão-pipa. Vários municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) vivem uma crise de abastecimento, com os níveis baixos das barragens, levando a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) a <a href="https://marcozero.org/nivel-critico-das-barragens-faz-compesa-decretar-racionamento-na-rmr/">decretar racionamento no final de janeiro</a>.</p>



<p>Na última quinta (4), o Sintepe realizou um ato público e pediu que, enquanto não houver vacina para toda a população e a pandemia de covid-19 estiver fora de controle, as atividades presenciais sejam suspensas na rede estadual.</p>



<p>Apesar de anunciar que, nos últimos dias, houve uma “piora do cenário, com rápida aceleração da doença, o que provocou uma grande pressão no sistema de saúde”, o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou, em coletiva de imprensa nesta quinta (4), que o governo vem avaliando as escolas como “seguras” e “seguindo os protocolos”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Secretário-executivo de Defesa Social, Humberto Freire (E), e secretário de Saúde, André Longo (D), em coletiva de imprensa (crédito: Hélia Scheppa/SEI)</p>
	                
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<p>A semana passada foi a pior do ano até agora em Pernambuco, com aumento de 14% e de 20% de notificação de casos graves em relação à semana anterior e há 15 dias, respectivamente, segundo os dados repassados por Longo. </p>



<p>Esta semana já aponta para um agravamento ainda maior. “Estamos no início de uma período que deve ser muito duro e de grandes dificuldades”, enfatizou o gestor pedindo conscientização da população.</p>



<p>A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta sexta (5), mais 1.588 casos do novo coronavírus. Agora Pernambuco totaliza 306.320 confirmações. Também foram confirmados mais 29 óbitos, somando 11.119 mortes pela doença em Pernambuco. </p>



<p>A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 94%. Significa que só há, do total de 1.055 leitos, 63 disponíveis para todo o estado. Na enfermaria, a taxa de ocupação está em 79%.</p>



<p>Na avaliação de Longo, o aumento dos indicadores é fruto de um “somatório de fatores”, com destaque para a “recorrência da falta de cuidado de muitas pessoas, agravado possivelmente por ocorrências de confraternizações, festas invisíveis ao olhar do poder público, situações clandestinas ou mesma de viagens”.</p>



<p>Ele citou também a sazonalidade dos vírus respiratórios e a “muito provável circulação de novas variantes do vírus no nosso território”. O secretário, no entanto, não mencionou a superlotação de ônibus e metrô, que tem gerado revolta e medo entre a população que precisa se arriscar para trabalhar todos os dias tendo que encarar a frota reduzida e transportes lotados em horário de pico.</p>



<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou, nesta semana, que a mutação E484K, uma das alterações identificada na variante P.1, a variante brasileira do novo coronavírus, já está presente nas amostras coletadas na maioria dos pacientes em seis dos oito estados analisados, incluindo Pernambuco. No estado, o índice de prevalência da mutação, suspeita de aumentar a transmissão do vírus, foi de metade (50%) das amostras coletadas em fevereiro.</p>



<p>Longo admite que a abertura de mais leitos tem um limite e pode não ser suficiente caso a situação se agrave. “O sistema de saúde está próximo do limite de sua capacidade máxima”, disse, apesar do esforço logístico do estado para abrir mais vagas na rede de atendimento. De sábado (27) para cá, foram inauguradas 72 novas vagas. Mesmo com mais leitos, a taxa de ocupação não está diminuindo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conselho pede fechamento das escolas</strong></h2>



<p>Em carta aberta, o Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco se pronunciou por medidas mais restritivas de atividades no estado. O primeiro entre os nove pontos elencados, é a “imediata suspensão das aulas presenciais em todo o sistema de ensino de Pernambuco”.</p>



<p>“Há uma contradição entre a urgência dos apelos feitos à população e dos dados do sistema de saúde em Pernambuco e a manutenção da maioria das atividades e setores no estado em um patamar que simula uma quase ‘normalidade’, considerando que o toque de recolher alcança apenas os finais de semana e período noturno”, diz um trecho da nota.</p>



<p>O conselho pede também a “decretação de lockdown de 15 dias para recomposição da rede assistencial”, com “ações emergenciais de proteção aos mais vulneráveis, com garantia alimentar durante o lockdown de 15 dias” e que “após o lockdown haja imediata disponibilidade de 100% da frota de ônibus pelas empresas de transporte público”.</p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/NOTA-04-POSICIONAMENTO-UTI-CES_PE-03.03.21-1.pdf">NOTA-04-POSICIONAMENTO-UTI-CES_PE-03.03.21-1</a><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/NOTA-04-POSICIONAMENTO-UTI-CES_PE-03.03.21-1.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<p>Em <a href="https://marcozero.org/novas-restricoes-covid-19/">matéria</a> publicada nesta semana pela <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, sobre avaliação de especialistas em relação às novas medidas de restrição do estado, a médica sanitarista e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Bernadete Perez, chamou a atenção para o que ela diz ser uma “contradição”: as escolas permanecerem abertas, mesmo com relatos de surtos em turmas pequenas.</p>



<p>“Se coloca em circulação, numa situação que é a pior desde o início da pandemia, milhares de pessoas nas comunidades, no transporte público e nas sala de aula. Suspender as atividades presenciais é proteger famílias, crianças, professores e toda a comunidade escolar”, avalia.</p>



<p>Ainda no ano passado, a Rede Solidária em Defesa da Vida, grupo interdisciplinar de profissionais e especialistas criado no início da pandemia, já havia feito uma série de considerações sobre a flexibilização das atividades escolares.</p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/DOC-7_Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_26.09.2020-1.pdf">DOC-7_Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_26.09.2020-1</a><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/DOC-7_Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_26.09.2020-1.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<div class="wp-block-file"><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/DOC-8_Atualizacao-Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_22.10.2020-2.pdf">DOC-8_Atualizacao-Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_22.10.2020-2</a><a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/03/DOC-8_Atualizacao-Retorno-Ativ.-Presenciais-Escolas_22.10.2020-2.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Debate é grande entre infectologistas</strong></h3>



<p>Por se tratar de uma decisão difícil, o debate sobre as escolas está grande entre especialistas. Alguns acreditam que, com a piora do quadro, não será possível manter as portas abertas por muito tempo. Na rede privada, algumas famílias, com medo, já retomaram o ensino 100% remoto. A decisão de fato é complexa porque há outras atividades em funcionamento durante a semana, o que aumenta a circulação de pessoas.</p>



<p>Na avaliação do chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital das Clínicas (HC) da UFPE, Paulo Sérgio Ramos, que cita ser “uma decisão muito difícil”, “com todo o contexto que está sendo reportado pelo próprio Governo do Estado, parece ser uma decisão equivocada manter abertas as escolas para aulas presenciais”.</p>



<p>“Os jovens são elementos importantes na cadeia de transmissão, podendo levar o vírus para familiares, inclusive idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas”, acrescenta.</p>



<p>Ele acredita que o governo deveria decretar lockdown. “Essa é uma questão neste momento bastante discutida entre nós infectologistas e médicos de terapia intensiva e temos a percepção que já estamos atrasados no decreto de um lockdown”, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fim de semana de restrições e mais fiscalização</strong></h4>



<p>Na coletiva desta quinta (4), o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, prometeu mais fiscalização para conter a circulação de pessoas. As atividades não essenciais estão proibidas aos sábados e domingos, além dos dias de semana entre 20h e 5h. As atividades físicas e esportivas individuais estão liberadas.</p>



<p>A SDS dobrou o esforço de fiscalização, de acordo com Freire. Estão sendo empregados mais de 3,4 mil profissionais em postos extras de trabalho para a fiscalização necessária neste momento, um investimento de mais de R$ 720 mil.</p>



<p>Além disso, houve pactuação específica com municípios litorâneos para fiscalizar praias e parques. “Estaremos com equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros em conjunto com as equipes municipais e com secretarias estaduais, com Procon e Apevisa realizando essas fiscalizações”, anunciou.</p>



<p>Segundo o gestor, desde o início das intensificações, foram registradas 34 interdições de estabelecimentos comerciais e 21 conduções a delegacias de pessoas autuadas por descumprirem determinações.</p>
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