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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário crítico, porém, não impediu que o governo mantivesse a volta às aulas no presencial nesta quinta-feira. São cerca de 580 mil estudantes matriculados. Mas há dúvidas se essa volta vai se manter pelas próprias semanas, ou dias, com o afastamento de profissionais da educação já mudando o formato da volta às aulas na rede municipal do Recife.<br><br>Várias cidades pernambucanas adiaram a volta ou decidiram apenas pelo formato híbrido. A prefeitura do Recife foi uma das que apostou em um volta presencial, mas a escalada da variante ômicron se impôs. Ao invés de 92 mil alunos de volta às salas de aula nesta semana, a prefeitura foi obrigada a mudar os planos por conta do altíssimo número de professores e funcionários afastados por conta da covid-19. Aproximadamente 22 mil alunos voltaram para as escolas.<br><br>Neste ano, a alta de casos começou mais cedo, fazendo com que o início do calendário escolar coincida com o que o governo considera ser o pico dessa nova onda do coronavírus, embora ela ainda possa se se manter em patamares altos pelas próximas semanas. Por conta da escalada da ômicron, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) solicitou que as aulas fossem adiadas. Não foi atendido pelo governo.<br><br>No ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), 92% dos alunos retornaram para as aulas presenciais. A presidente do Sintepe, Ivete Caetano, critica o protocolo contra a covid-19 adotado pela secretaria, que foi atualizado ano passado. &#8220;Não há mais distanciamento entre o alunos. Isso foi retirado no último protocolo&#8221;, diz. Outra reclamação é que, embora no protocolo conste que deve se favorecer ambientes arejados e ventilados, não houve adaptação ou readequação da estrutura das escolas nesses dois anos de pandemia. &#8220;Nada foi feito nesse sentido&#8221;, afirma.<br><br>Para ela, os surtos serão inevitáveis. &#8220;Os casos graves diminuíram por conta da vacinação, mas sabemos que é uma variante muito mais contagiosa. A vacinação freia o agravamento, mas não impede que as pessoas fiquem doentes. Vão acontecer muitos surtos nas escolas. E naturalmente as escolas vão ter muita dificuldade de manter as aulas. Há unidades com 400, 600, até mil estudantes que estão voltando sem distanciamento dentro das salas de aulas&#8221;, revela a presidente do Sintepe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guerra desigual</h2>



<p>O sindicato deflagrou hoje uma paralisação, pela questão sanitária, mas há poucas esperanças de que os professores consigam ficar fora das salas de aula. &#8220;Ano passado, também na pandemia, a Justiça declarou a ilegalidade da nossa greve. Temos um governo e um judiciário que são plenamente a favor das aulas presenciais, mesmo que isso custe a saúde dos trabalhadores, alunos e famílias. É uma guerra desigual&#8221;, diz.<br><br>De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os estudantes também podem continuar optando pelo ensino remoto, na <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/">plataforma Educa-PE</a>, que está disponível desde 06 de abril de 2020.</p>



<p>No próximo dia 11, o Sintepe e o governo terão nova rodada de negociações. Além do cumprimento do piso salarial da vacinação, o sindicato vai pedir a cobrança da carteira de vacinação para os alunos e mais informações sobre os dados de saúde dos trabalhadores e alunos da rede estadual. &#8220;Não sabemos, por exemplo, quantos alunos com comorbidades há na rede. No ensino híbrido, não sabemos quantos professores dão aula nesse modelo, não há professores exclusivos para essas aulas. Esse ensino remoto é praticamente inexistente&#8221;, diz.<br><br>Em nota à MZ, a SEE informa que neste ano, como desde 2020, há conteúdo ao vivo transmitido pela televisão e pela internet para o Ensino Médio e para o 9º ano do Ensino Fundamental &#8220;de segunda a sexta-feira e conta também com reprises em horários alternativos&#8221;. Para os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, só há as aulas gravadas, que são disponibilizadas na internet. A secretaria não informou se há professores exclusivos para esse formato, se há acompanhamento de carga horária, nem se as aulas gravadas foram atualizadas para o novo ano letivo.<br><br>&#8220;Por fim, as escolas podem adotar as suas próprias estratégias, a fim de alcançar o maior número possível de estudantes conforme a realidade de cada local. A orientação em geral é que, em caso de sintomas ou opção pelo ensino remoto, os responsáveis devem procurar a direção da escola para explicar os motivos e definir o melhor modelo a ser adotado para o estudante&#8221;, diz a nota da secretaria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Distanciamento foi retirado do protocolo de volta às aulas. Crédito: Kleyvson Santos/SEE-PE</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Volta às aulas é terreno para explosão de casos</h3>



<p>A pandemia continua em plena aceleração em Pernambuco. Nesta quinta-feira, o secretário de saúde André Longo afirmou que a positividade geral nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) saltou de 37% para 51%. Em Gravatá, no Agreste do estado, esse índice chegou a 60% nesta semana. &#8220;Pelo que temos visto, acreditamos que metade da população de Gravatá está contaminada. É uma contaminação fora de controle. Para preservar as crianças que ainda não estão com a segunda dose, decidimos adiar as aulas. Não tem como abrir escolas nesse cenário&#8221;, afirma o secretário de saúde da cidade, José Edson de Souza.<br><br>Todo dia são disponibilizados 700 testes para a população gravataense, de mais de 85 mil habitantes. &#8220;Nos últimos dias, temos recebido até 400 testes positivos &#8220;, afirma José Edson.<br><br>O secretário também é presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e faz um alerta sobre a situação no interior do estado. &#8220;Assim como em outras ondas, começou pelo Recife e foi adentrando pelo agreste e sertão. Estamos vendo uma gravidade menor, com menos pessoas necessitando de UTI e quando precisam, é menos tempo, com uma semana já recebem alta. Mas há um problema grande de falta de médicos e leitos pediátricos. São poucas cidades que têm essa estrutura&#8221;, diz.<br><br>Para a epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Brito, o retorno das crianças às aulas deveria ser adiado em todo o estado. &#8220;Com a volta as aulas é inevitável a explosão de casos. Não se mede a gravidade de uma pandemia apenas pela virulência do vírus, a transmissibilidade também é essencial: mais transmissão, mais infectados, mais doentes, mais mortes&#8221;, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem exigência de vacinação contra covid-19</h4>



<p>Um levantamento da Agência Brasil aponta que, apesar do recorde de casos, 19 das 27 unidades da federação vão voltar com as aulas presenciais neste mês. O levantamento também coloca que a a vacinação dos alunos é trabalhada na maioria dos estados como recomendação. Mas São Paulo, Ceará, Amapá e Paraíba vão exigir a comprovação de conclusão do ciclo vacinal para as aulas presenciais.<br><br>O SEE optou por não cobrar a vacinação contra a covid-19, ainda que a maioria dos alunos da rede tenha mais de 12 anos &#8211; a vacinação para esse público começou no Brasil em setembro do ano passado. Em entrevista para redes de TV hoje, o secretário Marcelo Barros afirmou que pelo menos 60% dos alunos já se vacinaram com a segunda dose. No entanto, o painel de vacinação do Governo do Estado indica que a faixa de 12-17 anos está com menos de 45% de vacinados com a segunda dose.</p>



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	                                        <p class="m-0">Apenas 9% das crianças receberam a primeira dose em Pernambuco. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>Na faixa etária de 5 a 11 anos a situação de Pernambuco é uma das piores do Brasil. Menos de 9% das crianças receberam a primeira dose. Neste contexto de pouca vacinação e casos em alta, não é uma escolha fácil para as mães, pais e responsáveis levar ou não as crianças para escola.<br><br>Para os que decidem pelo ensino presencial, o infectologista Bruno Ishigami reforça as medidas de prevenção. &#8220;Que seja conversado em casa a importância do uso correto das máscaras. Se for fazer refeição, que seja em um ambiente ventilado, com menos crianças por perto, para diminuir o risco de contaminação. Se possível, conversar com as escolas para manter janelas abertas, portas abertas. Se necessário, colocar ventilador para melhor a ventilação e diminuir a chance de contaminação. Outra coisa que é interessante é de que, se houver caso sintomático, toda a escola seja avisada para ver a necessidade de isolamento e ver se vai restringir as aulas&#8221;, orienta.<br><br>Em nota, a SEE afirma que não vai exigir a vacinação contra a covid-19, mas vai incentivá-la. &#8220;Em relação ao comprovante de vacinação contra a Covid-19, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informa que a falta da vacina não será impedimento para os estudantes frequentarem as aulas presenciais. Mas, as escolas estão orientando os estudantes, pais e responsáveis sobre a importância da vacinação&#8221;.<br><br>Para Ishigami, essa postura é decepcionante. &#8220;Isso dá margem para o movimento antivacina no estado. Temos visto que esse movimento insiste que as vacinas fazem mal para as crianças, o que é uma grande mentira. As vacinas servem para proteger as crianças de formas graves e óbitos. Acho interessante cobrar até para estimular a vacinação&#8221;, afirma.<br><br>Dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após a aplicação de mais de 8,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 atestam a segurança do imunizante na faixa acima de 5 anos. Do total de vacinados, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor de cabeça ou dor no local da injeção. Não houve nenhum registro de óbito. </p>



<p>A doença, porém, pode ser letal também em crianças. <a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nota técnica da Fiocruz</a>, divulgada no final do ano passado, contabilizava 1.422 óbitos confirmados por covid-19 em crianças e adolescentes, sendo 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos. Em Pernambuco, dados do Governo do Estado contabilizam 124 óbitos na faixa etária abaixo de 19 anos, durante toda a pandemia.</p>



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<p></p>
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		<title>Após recomendações e cobranças, Pernambuco irá reavaliar cenário da pandemia e restrições a atividades</title>
		<link>https://marcozero.org/apos-recomendacoes-e-cobrancas-pernambuco-ira-reavaliar-cenario-da-pandemia-e-restricoes-a-atividades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 20:55:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
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		<category><![CDATA[Ômicron]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir na próxima segunda (7) para analisar os dados desta semana e o cenário atual da covid-19.</p>



<p>Os integrantes do gabinete irão avaliar se modificam o protocolo de restrições, o que pode acontecer antes mesmo do fim do decreto vigente, que vale até o dia 15 deste mês, e como devem se comportar os eventos do período carnavalesco. A recomendação pressiona o governo pernambucano porque o Consórcio Nordeste atualmente é presidido pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara. </p>



<p>Todavia, por enquanto, as festas privadas estão mantidas, há vários grandes eventos confirmados para este final de semana. O anúncio sobre Carnaval deve acontecer entre a primeira e segunda quinzenas de fevereiro, já em cima da data.</p>



<p>O percentual de positividade no estado cresceu, tanto para casos leves quanto para casos graves da covid-19, segundo os dados do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen): saiu de 37% para 51%. Ao lado da superintendente de Imuizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, o secretário Longo disse que Pernambuco também começou a notar, e com mais força nos últimos três dias, um aumento de óbitos.</p>



<p>Na quarta semana epidemiológica do ano, o estado segue com uma desaceleração dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), motivada pelo arrefecimento da gripe influenza H3N2. Porém, por outro lado, a variante ômicron da covid-19, predominante, continua em aceleração, com forte impacto sobre os leitos.</p>



<p>A ocupação das UTIs públicas chegou a 90%. Houve, neste período, um total de 650 pedidos por vaga de UTI, um crescimento de 18% em relação à semana anterior e uma redução de 4% em 15 dias.</p>



<p>Nesta quarta (2), Pernambuco bateu recorde de toda a pandemia: foram 7.806 casos da covid-19.</p>



<p>Fique atento(a) ao novo protocolo de isolamento para sintomáticos e assintomáticos:</p>



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		<title>Com recorde de casos de covid-19, Ministério Público cobra mudanças no Plano de Convivência</title>
		<link>https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-19-ministerio-publico-cobra-mudancas-no-plano-de-convivencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 19:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[festas privadas]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[mppe]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pernambuco continua batendo recorde atrás de recorde de novos casos de coronavírus. Dados de hoje da Secretaria Estadual de Saúde apontam 7.806 novos casos de covid-19, sendo 100 (1,2% do total) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que geralmente exigem internação hospitalar. É o maior número de novos casos já registrados no estado em toda [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pernambuco continua batendo recorde atrás de recorde de novos casos de coronavírus. Dados de hoje da Secretaria Estadual de Saúde apontam 7.806 novos casos de covid-19, sendo 100 (1,2% do total) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que geralmente exigem internação hospitalar. É o maior número de novos casos já registrados no estado em toda a pandemia.</p>



<p>Com o descontrole causado pela variante ômicron, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que Secretaria Estadual de Saúde reavalie o Plano de Convivência vigente. Desde o dia 14 de janeiro, antes da subida íngreme da curva da ômicron, o estado está com o mesmo protocolo, que permite eventos com até 3 mil pessoas em área aberta.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mais-de-1-100-profissionais-da-saude-tiveram-covid-19-em-pernambuco-so-no-mes-de-janeiro/" class="titulo">Mais de 1.100 profissionais da saúde tiveram covid-19 em Pernambuco só no mês de janeiro</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Em recomendação entregue ontem ao secretário de saúde André Longo, o MPPE cobra providências para não permitir aglomeração de pessoas, &#8220;sejam estabelecimentos comerciais, eventos sociais e culturais, adotando, se for o caso, medidas restritivas mais severas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Há grave risco à saúde pública gerado também pela permissão da realização de grandes eventos sociais, culturais e festivos”, destacaram as promotoras de Justiça Helena Capela e Eleonora Marise Rodrigues, no ofício.<br>A Secretaria Estadual de Saúde tem um prazo de 72 horas para informar o MPPE sobre o acatamento ou não dos termos da recomendação. Como se trata de uma recomendação, o Governo de Pernambuco não é obrigado a seguir as sugestões.</p>



<p>De acordo com levantamento da Fiocruz divulgado hoje, Pernambuco registrou tendência de crescimento de casos de SRAG nas últimas três semanas. Com o aumento de casos e os hospitais pressionados, o Governo resolveu na semana passada suspender por 60 dias férias e licenças de profissionais de saúde. </p>



<p>Mas o mesmo Governo manteve as festas privadas e ainda não se pronunciou sobre a proibição das festas privadas durante o carnaval.<br></p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mesmo-com-estouro-da-omicron-pernambuco-mantem-eventos-privados-e-anuncia-auxilio-para-artistas/" class="titulo">Mesmo com estouro da ômicron, Pernambuco mantém eventos privados e anuncia auxílio para artistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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			</item>
		<item>
		<title>Missão impossível: fazer um teste para covid-19 no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/missao-impossivel-fazer-um-teste-para-covid-19-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 19:18:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[filas]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[testagem Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[teste de covid]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não era nem para estar aqui escrevendo este texto. O corpo e a vontade pedem uma coisa só: ficar deitado. No entanto, o senso jornalístico se impõe, pois sei que a experiência que estou vivendo há quatro dias é compartilhada por muita gente e interessa a outras tantas. Na madrugada de sábado para domingo chegou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não era nem para estar aqui escrevendo este texto. O corpo e a vontade pedem uma coisa só: ficar deitado. No entanto, o senso jornalístico se impõe, pois sei que a experiência que estou vivendo há quatro dias é compartilhada por muita gente e interessa a outras tantas.</p>



<p>Na madrugada de sábado para domingo chegou a tosse, chata e insistente, atrapalhando o sono que já não era dos melhores. Três dias antes, no mesmo dia em que lidava com os efeitos da terceira dose no braço esquerdo, Geórgia, minha esposa, havia voltado mais cedo do trabalho com o comprovante de um teste positivo para covid-19. A apreensão se somou ao transtorno que o isolamento causa na rotina da casa.</p>



<p>O domingo passei arriado no sofá, mas ainda alimentava a ilusão de ser cansaço. Ou a preguiça que cultivo desde sempre e é uma das minha maiores virtudes. A dor de garganta, a secreção, a moleza e as dores nas pernas só deram as caras no dia seguinte, me levando à lona.</p>



<p>A partir daí, a vida passou a girar em torno de um verbo: testar. Ou melhor, dois verbos: tentar testar. Perdão pela cacofonia.</p>



<p>Já havia decidido que não me submeteria a, doente e sob suspeita de portar o vírus, me aglomerar durante três ou quatro horas em um posto de testagem sob o sol de janeiro. Afinal, duvido muito que o senhor prefeito ou a senhora secretária de Saúde entrem numa fila daquelas que vimos por dias seguidos <a href="https://marcozero.org/espera-de-ate-cinco-horas-na-fila-por-teste-de-covid/">aqui mesmo na Marco Zero</a> ou nos telejornais locais.</p>



<p>Então, recebi aquilo que pareciam ser duas boas notícias. Primeira: os testes para a covid passariam a ser agendados pela internet. Segunda: na segunda-feira começara a funcionar um novo centro de testagem perto de casa, no Sesc Casa Amarela. Ingenuidade acreditar que seria assim tão fácil.</p>



<p>Diante do notebook, pacientemente esperei o relógio bater 18 horas, quando começaria o agendamento para o dia seguinte. O sistema saiu do ar pouco antes das 18h. Ao mesmo tempo, milhares de outros recifenses estavam tentando fazer o mesmo que eu. Cansei de recarregar o site, sair, entrar novamente, recarregar de novo. O sucesso de Raíssa Ebrahim, repórter da Marco Zero que conseguiu agendar o teste para o dia seguinte, realimentou minhas esperanças. Continuei tentando. Duas horas depois, desconfiei que seria inútil. O campo em branco sob o título “selecione” que tomou lugar do gerúndio “carregando agendamentos”, significava que não havia mais testes para o dia seguinte.</p>



<p>O outro dia foi pior. Aos sintomas que os médicos chamam de “leves”, se juntaram a febre e um cansaço generalizado. Um médico, amigo desde a adolescência, mandou por zap requisições para que eu e meu caçula pudéssemos fazer teste RT-PCR nos laboratórios privados usando o convênio saúde. Passei o dia com várias abas abertas no notebook tentando, simultaneamente, em tudo quanto é rede de laboratórios. Todas sem horários disponíveis. A não ser que eu fosse testar na filial de Caruaru.</p>



<p>Em um desses laboratórios tentei agendar por whatsapp, mas o sistema informou que , “devido ao aumento da demanda etc etc”, seria mais rápido no atendimento telefônico. Seria uma vitória da tecnologia analógica sobre as novas mídias? Nada disso. Pelo telefone, escutei a voz digital informar que só havia agendamento possível para daqui a 12 dias. Dispensei, até lá estarei, na melhor das hipóteses, negativado.</p>



<p>À noite, o sistema de agendamento da prefeitura voltou a cair. Parece que desta vez foi mais grave. Ou, pelo menos, se deram ao trabalho de colocar esse aviso no ar: “Diante do alto número de acessos simultâneos, o sistema apresentou instabilidade. Nossas equipes estão trabalhando para que retorne o quanto antes”.</p>



<p>Pelo zap, amigos e amigas com covid não paravam de enviar dicas para mim ou para minha esposa: “Por que não tentam na farmácia tal?”. Tentamos na farmácia “tal” e também na “qual”. Numa delas, Geórgia passou duas horas escutando musiquinha digital no telefone. A outra nem respondeu às mensagens pelo canal do whatsapp.</p>



<p>Enquanto isso, sob efeitos do paracetamol, nos intervalos tentava revisar um texto da parceria com o Instituto Fogo Cruzado. </p>



<p>Abre parênteses: interrompi a redação dessa crônica para insistir no serviço Bora Testar, da prefeitura, que hoje, quarta-feira, prometeu iniciar os agendamentos mais cedo. Pra variar, está fora do ar. Fecha parênteses.</p>



<p>Ontem, outro amigo, enfermeiro experiente, disse por telefone “amanhã fazem quatro dias que começaram seus sintomas. Já pode testar”. Perguntei se ele pensava que estávamos na Noruega.</p>



<p>E pensar que, no longínquo março de 2020, início da pandemia, infectologistas e epidemiologistas &#8211; como os da Rede Solidária em Defesa da Vida, que viriam a se tornar fontes constantes de nossas reportagens &#8211; chegaram a propor às autoridades de saúde do estado e do município investir em testagem em massa, como já faziam com sucesso outros países. Não foram ouvidos e deu nisso.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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		<title>Precisamos falar do Governo de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/precisamos-falar-do-governo-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 20:42:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Julio]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Câmara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto os holofotes estão voltados para a CPI da Pandemia, em Brasília, os números da covid-19 seguem assustadores em Pernambuco. No momento em que esse texto era escrito, 248 pacientes aguardavam na fila de UTI. Os boletins oficiais registravam 3.969 novos casos, 66 mortes e pessoas com sintomas comuns à infecção por Sars-CoV-2 perambulavam em busca de atendimento nas Upas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Enquanto os holofotes estão voltados para a CPI da Pandemia, em Brasília, os números da covid-19 seguem assustadores em Pernambuco. No momento em que esse texto era escrito, 248 pacientes aguardavam na fila de UTI. Os boletins oficiais registravam 3.969 novos casos, 66 mortes e pessoas com sintomas comuns à infecção por Sars-CoV-2 perambulavam em busca de atendimento nas Upas lotadas. Diante desse quadro, especialistas não se furtam em falar que estamos vivendo o pior momento da crise sanitária. Em uma situação tão grave, o que faz o governo do estado? Vai quase que cotidianamente a público falar em “estabilidade” e repetir que as coisas estão controladas, <strong>negando</strong> a necessidade de medidas restritivas mais efetivas.</p>



<p>Destaquei a palavranegandoporque ela me parece a mais apropriada para sintetizar a atuação do governo de Pernambuco. Acredito que podemos afirmar, baseado em fatos, que a atitude das autoridades estatuais é negacionista. Chegou o momento (ou já passou dele) de questionar francamente: o que difere, essencialmente, a condução que nosso governo tem dado ao combate à pandemia da feita por Bolsonaro? Além de um discurso menos tosco e de nossas autoridades usarem máscara, a prática e os resultados efetivos estão bem próximos.</p>



<p>Quem realmente dita a política sanitária, que mantém quase tudo aberto no estado? Qual o limite para se decretar um lockdown? Quando o sistema de saúde será considerado em colapso? Não ficou claro que só abrir UTIs não é suficiente? Essas e tantas outras peguntas precisariam ser respondidas de forma objetiva. No combate à pandemia é fundamental uma comunicação clara com a população.</p>



<p>Salvar vidas tem que ser o ponto central das ações do governo, mesmo que para isso seja preciso tomar medidas que desagradem empresários ou quem quer que seja. Falta vacina e apoio federal. Mas também falta coragem.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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		<item>
		<title>UPAs restringem atendimento nos plantões e pacientes perambulam atrás de médicos</title>
		<link>https://marcozero.org/upas-restringem-atendimento-nos-plantoes-e-pacientes-perambulam-atras-de-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 12:27:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento médico]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[segunda onda]]></category>
		<category><![CDATA[terceira onda]]></category>
		<category><![CDATA[UPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após três dias de sintomas como falta de ar, dor de cabeça, febre e dor no peito, o empresário Alfredo Jonathan Sampaio, 32 anos, foi em busca de atendimento médico. Ele saiu na tarde de quarta-feira, 19 de maio, da sua casa no bairro do Cordeiro, no Recife, e percorreu seis unidades de saúde, sendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após três dias de sintomas como falta de ar, dor de cabeça, febre e dor no peito, o empresário Alfredo Jonathan Sampaio, 32 anos, foi em busca de atendimento médico. Ele saiu na tarde de quarta-feira, 19 de maio, da sua casa no bairro do Cordeiro, no Recife, e percorreu seis unidades de saúde, sendo três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma policlínica, um hospital e até um centro de testagem. Com sintomas comuns à infecção por Sars-CoV-2, o máximo que o paciente conseguiu foi ter a pressão arterial aferida.<br><br>A peregrinação de Alfredo Jonathan por um médico começou na UPA dos Torrões, por volta das 14h. Naquela unidade, ele conta que uma servidora responsável pela triagem dos pacientes aferiu sua pressão e constatou que estava normal, ignorando principalmente suas queixas em relação a dor no peito, “que a essa altura estava insuportável”. O empresário ouviu que teria que ir para casa, pois “ali só estavam atendendo casos gravíssimos”.<br><br>“Perguntei o que para eles era considerado gravíssimo. Porque eu poderia sair da UPA e morrer de repente na calçada, isso é gravíssimo. Como determinar se um caso é gravíssimo se nem estão avaliando?”, questionou Alfredo Jonathan.<br><br>Sem sucesso na tentativa de dialogar com a servidora da saúde, o paciente seguiu no próprio carro, mas conduzido por um amigo, para a UPA da Caxangá e, depois, a da Imbiribeira. Em ambas, Alfredo Jonathan sequer passou pelos vigilantes que controlam as entradas dos pacientes até o balcão da recepção.“Pelo o que vi, as UPAs nem estavam tão lotadas assim, eu já havia ido em outras situações bem piores e fui atendido”, especulou.</p>



<p>Antes de seguir para a Policlínica e Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, Alfredo Jonathan foi pedir ajuda no centro de testagem para a covid-19 montado no Geraldão, na Imbiribeira. Em seguida, foi para a emergência do Hospital Correia Picanço, na Tamarineira. Nas duas unidades de atendimento médico também não passou da portaria, pois “seu estado não era grave”.<br><br>&#8220;Já era quase 21h, cansei e voltei para casa. Liguei para o Samu, eles me atenderam e disseram que não adiantaria procurar nenhuma UPA ou hospital, pois não tinha vaga. Estou sendo medicado em casa e acompanhado por parentes que são da área de saúde, quem não tem nem essa chance só resta esperar pela morte”, disse.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2gRKj6WON44" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plantões restritos se tornaram rotina</strong></h2>



<p><br>A história de Alfredo Jonathan retrata a realidade de um sistema cada vez mais pressionado pelo aumento sustentado de casos de coronavírus em patamares históricos acima ou próximos dos 3.000 novos diagnósticos por dia. Com tanta gente doente e uma rede saturada, os profissionais de saúde precisam apelar para a restrição dos plantões, ou seja, limitar o atendimento a alguns casos. </p>



<p>No mesmo dia em que o empresário peregrinou em busca de atendimento médico, a Marco Zero publicou reportagem que aponta os problemas causados pela opção do governo estadual de abrir leitos de UTI sem apostar na ampliação da capacidade das emergências, que são a porta de entrada para o sistema de saúde. Para ler, clique no link a seguir:</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-19-pernambuco-tem-230-pacientes-na-fila-da-uti/" class="titulo">Com recorde de casos de covid-19, Pernambuco tem 230 pacientes na fila da UTI</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Na quinta-feira (20), quando Pernambuco registrou 3.188 novos casos e 65 mortes por covid-19, as UPAs Torrões e Caxangá, no Recife; Curado, em Jaboatão dos Guararapes; e a de Olinda restringiram o plantão das 19h até as 7h do dia seguinte.</p>



<p>Ao ser perguntado pela reportagem no pronunciamento semanal transmitido pela internet, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, admitiu pela primeira vez que havia restrições de plantão. Somando-se ao crescimento dos índices de transmissão do vírus e a uma fila de quase 250 pessoas com covid-19 à espera de UTI, o gestor, no entanto, rechaça que a rede pública no estado esteja em situação de colapso.</p>



<p>&#8220;A pergunta cita dados verdadeiros, mas não acreditamos na utilização da palavra colapso porque estamos ampliando nossos leitos, dando oportunidade de sobrevivência e de salvar vidas. Basta comparar todos os indicadores com indicadores de outros estados&#8221;, alegou.<br><br><a href="https://marcozero.org/aumento-de-suspeitas-de-covid-19-estrangula-atendimento-em-upas-de-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desde o fim do ano passado, a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> vem mostrando a situação das UPAs</a>, que são consideradas a porta de entrada para o serviço público de saúde de média e alta complexidade. A lotação dessas unidades leva a retenção de macas que por sua vez impede a circulação de ambulâncias. Assim, portanto, formando um ciclo de descaso com quem depende do atendimento.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/falta-de-macas-colapsa-hospitais-e-upas/" class="titulo">Falta de macas colapsa  hospitais e UPAs</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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		<title>Conselho Estadual de Saúde poderá recomendar quarentenas pontuais para conter covid em Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/conselho-estadual-de-saude-podera-recomendar-quarentenas-pontuais-para-conter-covid-em-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2021 23:10:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após uma forte aceleração, a pandemia em Pernambuco chegou a uma estabilidade, porém em níveis bastante elevados e com uma taxa de ocupação de UTIs que persiste acima de 90% desde fevereiro. Não há, no entanto, ao menos por ora, qualquer sinalização de novas medidas restritivas. O Governo do Estado diz que vem monitorando os [&#8230;]</p>
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<p>Após uma forte aceleração, a pandemia em Pernambuco chegou a uma estabilidade, porém em níveis bastante elevados e com uma taxa de ocupação de UTIs que persiste acima de 90% desde fevereiro. Não há, no entanto, ao menos por ora, qualquer sinalização de novas medidas restritivas. O Governo do Estado diz que vem monitorando os dados e insiste num discurso que pede conscientização enquanto a população se espreme cotidianamente no transporte público lotado e, praticamente, todos os setores da economia estão liberados, apesar de algumas poucas  restrições.</p>



<p>Diante desse cenário, o Grupo de Trabalho de Emergência Sanitária do Conselho Estadual de Saúde (CES) está defendendo quarentenas pontuais, específicas e delimitadas em áreas onde a situação está mais crítica, ou seja, onde há grande número de casos e mortes por covid-19. A recomendação tem um caráter também pedagógico, de sensibilização da população de que a situação está longe da normalização.</p>



<p>A nota técnica, elaborada em reunião na quinta-feira, dia 29, com a presença de um representante da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), ainda depende da aprovação no pleno do conselho, na próxima semana. Além das quarentenas pontuais, o grupo também defende, mais uma vez, a imediata suspensão das aulas presenciais e também a construção de estratégias locais caso haja um <a href="http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/1710-cns-frente-pela-vida-e-centrais-sindicais-realizam-ato-cobrando-lockdown-nacional-e-auxilio-emergencial-adequado"><em>lockdown</em> nacional</a>, como vem reivindicando o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Frente pela Vida e centrais sindicais, mediante um auxílio emergencial adequado.</p>



<p>Com mais 1.917 casos da doença confirmados pela SES-PE nas últimas 24 horas, o Estado chega, nesta sexta (30), ao segundo dia consecutivo de alta da média móvel de novas contaminações. Agora, <a href="https://ciis.fmrp.usp.br/covid19/pe-br/">Pernambuco totaliza 406.585 casos de covid-19, sendo 40.234 graves e 366.351 leves</a>. Também foram registrados 71 novos óbitos, ocorridos entre junho e abril. Com isso, o total soma 14.038 mortes desde o início da pandemia.</p>



<p>No final da tarde de sexta-feira, dia 30, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen, entidade que representa os cartórios de registro civil) anunciou que, pela terceira vez na história, houve mais mortes do que nascimentos na cidade do Recife: foram 2.022 mortes e 1.521 nascimentos. O mesmo aconteceu em março, que teve 2.209 óbitos e 2.200 nascimentos. Antes disso, em maio de 2020, a cidade já havia registrado o mês mais letal de sua história, com 940 óbitos a mais que nascidos vivos.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>Lockdown</em> nacional</strong> e estratégias locais</h2>



<p>Petra Duarte, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e suplente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Conselho Estadual de Saúde, coloca que há uma grande preocupação com a pressão sobre a rede de saúde e a prorrogação da crise, que pode afetar também a questão dos insumos necessários para intubação de pacientes.</p>



<p>“A pressão sobre a rede de assistência é muito intensa e preocupante. O governo fez um esforço grande de ampliação e vem fazendo um esforço grande para manejar esses leitos, mas sabemos que há risco permanente e iminente de haver um processo de incapacidade assistencial. Estamos numa situação muito crítica em termos de leito de UTI”, diz.</p>



<p>O CES vem defendendo um <em>lockdown</em> mais amplo, semelhante ao do ano passado, mas as decisões do Governo do Estado têm ido na contramão, com o anúncio da reabertura, ainda com algumas restrições, e do retorno ao ensino presencial no pior momento da pandemia. Pelas falas que vêm sendo feitas em coletivas de imprensa semanais com o secretário de saúde André Longo, está praticamente descartado, por enquanto, um passo atrás no plano de convivência, com a volta do fechamento amplo das atividades econômicas. Sem apoio federal e sem auxílio emergencial, os gestores públicos estaduais e municipais têm dificuldades em tomar decisões mais duras.</p>



<p>Em sua fala na última entrevista coletiva realizada pelo Governo Estadual, o secretário Longo admitiu a eficácia das medidas restritivas que foram abandonadas pelo governo estadual: “As medidas restritivas impopulares, que foram tomadas com muito arrojo por Pernambuco e pelos estados do Nordeste, no momento adequado, quando da aceleração da pandemia, foram fundamentais para a gente ter a reversão da aceleração da doença neste momento em que a gente vive a nossa sazonalidade de maior ocorrência de doenças respiratórias, momento propício para a maior contaminação por parte do vírus”.</p>



<p>Com mais de 400 mil vidas perdidas num cenário de descontrole sanitário, os Conselhos Estaduais de Saúde têm se unido ao Conselho Nacional na luta em defesa da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 822 (ADPF/822), documento que responsabiliza o Executivo Nacional pelo atual estado de calamidade e solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) instrua por um <em>lockdown</em> amplo e nacional por 21 dias, além de medidas protetivas à população.</p>



<p>“Se esse lockdown nacional for aprovado, será necessário ter uma estratégia local. Temos uma situação de pressão sobre a economia, as medidas parciais que vêm sendo tomadas ao longo do tempo, sempre com uma condução muito equivocada por parte do Governo Federal, fazem com que a pressão sobre a economia seja persistente ao longo dos meses”, comenta Petra.</p>



<p>Sobre a estratégia das quarentenas em áreas mais críticas, ela detalha que, para isso, é necessário que a Secretaria Estadual de Saúde identifique esses locais através de massificação de testagem, com o acompanhamento detalhado do crescimento de óbitos e casos nessas regiões para poder definir as ações. “Com essas quarentenas por áreas mais críticas, evitaríamos uma pressão de contenção geral, que gera toda essa crise econômica que temos vivido e, ao mesmo tempo, estaríamos sensibilizando a população da necessidade desse enfrentamento”, defende.</p>



<p>“A baixa adesão da população às ações de controle, como uso de máscara, higienização das mãos e evitar aglomeração, vai muito também de como a questão é posta. Temos o problema das <em>fake news</em> do Governo Federal, que diminui o impacto do que é dito pelos governos locais. Mas também o fato de estarmos numa conjuntura de atividades econômicas praticamente todas liberadas gera na população um clima de normalidade, que não existe”, argumenta a professora.</p>



<p>O CES também voltou a insistir na elaboração da nota discutida nesta quinta, 29, e que ainda será aprovada, na reafirmação pela suspensão das aulas presenciais enquanto houver esse nível tão crítico de pressão sobre a rede assistencial. “Quanto mais a gente puder conter a circulação de pessoas num momento crítico como esse, melhor”, coloca Petra.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governo-de-pernambuco-nao-reabriu-pontos-de-cuidado-para-populacao-de-rua-no-pior-momento-da-pandemia/" class="titulo">Governo de Pernambuco não reabriu Pontos de Cuidado para população de rua no pior momento da pandemia</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Estado não considera restrições atuais como brandas</strong></h3>



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	                                        <p class="m-0">Apesar do aumento de casos e mortes, Longo descarta medidas mais restritivas para conter pandemia. Crédito: Governo de PE</p>
	                
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<p>Na coletiva desta quinta (29), a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> perguntou ao secretário André Longo se, mesmo com o alto patamar de casos confirmados e mortes, o governo iria seguir cedendo à pressão dos setores econômicos e ampliando a reabertura dos estabelecimentos. O gestor explicou que Pernambuco teve uma forte aceleração da pandemia em fevereiro e março e agora em abril uma estabilização num patamar elevado, atingindo o chamado “platô”. </p>



<p>Longo explicou que, em abril, foi retomado o plano de convivência, mas ainda com medidas restritivas que o governo estadual considera importantes. “É preciso dizer que alguns setores da economia sequer retomaram as suas atividades, como o setor de eventos, por exemplo. A gente tem hoje uma limitação rígida em relação ao funcionamento daquelas atividades recreativas, de bares e restaurantes, com um fechamento às 20h durante a semana e às 18h durante os finais de semana”, seguiu explicando.</p>



<p>“A gente não considera essas medidas como brandas, mas adequadas para o momento epidemiológico que estamos vivendo”, concluiu, reforçando os patamares altos e que o governo não está “baixando a guarda”. Longo pediu cautela da população e ampliação dos cuidados, independente dos estágios em relação às medidas restritivas. “Eu sempre disse aqui que não adianta a adoção de medidas restritivas pelo governo se não houver consciência da população nesse processo, fazendo aquilo que é o trivial, o básico da educação sanitária num momento de pandemia”, acrescentou, frisando que os dados continuam sendo acompanhados.</p>



<p>“Ainda temos muito sofrimento por parte das atividades econômicas, respeitamos todos os setores, pedimos compreensão e paciência em relação às próximas semanas, que serão decisivas para que a gente possa ter um segundo semestre melhor em relação a este primeiro semestre”, pediu o secretário.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>



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<p></p>
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		<item>
		<title>Escola fundada por Paulo Freire não retoma aulas presenciais e pede que governo respeite a vida</title>
		<link>https://marcozero.org/escola-fundada-por-paulo-freire-nao-retoma-aulas-presenciais-e-pede-que-governo-respeite-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 22:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Capibaribe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1955, o educador Paulo Freire, inquieto com a educação acrítica usada como instrumento de opressão da sociedade conservadora do Recife na época, resolveu fundar o Instituto Capibaribe. Exatamente 66 anos depois, a escola deixada como um dos inúmeros legados do patrono da educação brasileira reafirma uma de suas diretrizes, a responsabilidade social, ao se posicionar contra o retorno imediato das aulas em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus.</p>



<p>São aproximadamente 520 alunos distribuídos em turmas do ensino infantil a partir dos dois anos de idade até adolescentes cursando as séries do ensino fundamental 1 e 2, isso sem contar o corpo de funcionários das áreas pedagógicas, administrativas e de manutenção. Todos permanecem em casa, mesmo com a autorização do governo de Pernambuco para a retomada gradual das atividades educacionais das redes públicas e particulares, que começou nessa segunda-feira, 5 de abril.</p>



<p>O movimento do Instituto vai de encontro à pressão exercida pelo próprio setor privado, mas segue alinhado com a ciência. “Nesse momento, quando a gente verifica que a pandemia sai do controle, começa a ter um aumento expressivo de contágio e, o mais preocupante para gente, é a situação de saturação das redes hospitalares. A realidade é que as pessoas podem adoecer e certamente não terão como se cuidar, e nós não temos o direito de expor nossos funcionários, estudantes e suas famílias a isso. Achamos prudente permanecer com o trabalho remoto por mais 14 dias”, afirma a diretora do Instituto Capibaribe, Mônica Antunes Melo.</p>



<p>Assim como qualquer unidade educacional, o Instituto Capibaribe foi pego de surpresa com a pandemia em março do ano passado. Desde então, a escola montou um comitê que incluía, além dos nove integrantes do grupo gestor da instituição, representantes dos funcionários, das famílias, médicos, arquitetos e outros profissionais que pudessem contribuir com um plano de retomada das aulas presenciais. O trabalho da equipe foi provado com o retorno às salas de aulas em dezembro, quando se instalou o modelode ensino semipresencial com turmas divididas.</p>



<p>“Tivemos apenas um caso de um aluno com covid, que, graças ao monitoramento que realizamos na escola, confirmamos que o contágio aconteceu fora do Instituto. Mesmo assim suspendemos as aulas presenciais da turma por 14 dias. No nosso protocolo, as aulas estavam ocorrendo três vezes na semana de modo presencial, com distanciamento e toda segurança. A dificuldade maior é a questão pedagógica, pois para as professoras manterem o programa ora presencial ora virtual, exige muito esforço”, explica Mônica.</p>



<p>No início de março, diante do avanço da covid-19 no estado, o Instituto Capibaribe enviou uma carta ao governador de Pernambuco e ex-aluno da entidade, Paulo Câmara (PSB), fazendo um apelo para que o gestor tomasse as decisões necessárias “mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível”. O documento então reforça que é preciso o governo se posicionar de acordo com a ciência para defender a vida, mas a escolha do socialista foi o contrário.</p>



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	                                        <p class="m-0">Rodrigo Lins, pai de Lara, aluna do Instituto Capibaribe, concorda com a decisão da escola (crédito: arquivo pessoal)</p>
	                
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<p>Para o professor Rodrigo Lins, pai da aluna Lara Lins, de dois anos, a decisão da escola foi a melhor. Sem negar a dificuldade de manter a filha nas aulas online ao mesmo tempo que cuida do outro filho de apenas um ano, o docente destaca que a escolha agora deve ser tomada pensando no coletivo.</p>



<p>“Todos os meses a escola manda um questionário para decidirmos pela aula totalmente virtual ou semipresencial, a gente tá vendo que o contágio ainda está muito alto e as UTIs muito cheias, então manter as crianças em casa é a decisão correta”, comenta.</p>



<p>De acordo com Mônica, no momento uma professora e dois funcionários da limpeza estão com covid-19, todos estão bem e também sendo monitorados. “Seguimos trabalhando muito na organização dos programas das aulas online, que pelo menos três vezes por semana devem ser síncronas. Nossa previsão é voltar com o semipresencial no dia 19, até lá seguimos acompanhando a situação da pandemia”, diz a diretora.</p>



<p>Leia a íntegra da carta enviada ao governador Paulo Câmara:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>CARTA ABERTA AO GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO</p><cite>O Instituto Capibaribe é uma escola particular, sem fins lucrativos, localizada no bairro das Graças, que há 66 anos dedica-se ao desenvolvimento intelectual e à formação cidadã de crianças e de adolescentes na cidade do Recife. Com o nome em homenagem ao nosso Rio, escolhido pelo professor Paulo Freire, seu fundador e primeiro diretor, esta escola foi criada no berço dos ideais democráticos, sempre pautada pelos princípios da justiça, em direção ao bem da coletividade.<br><br>Considerando o papel social da escola como espaço não só de construção do conhecimento, mas, também, como um lugar de relações sociais que contribui para o equilíbrio emocional das crianças e dos/as adolescentes, neste tempo de pandemia, estamos mantendo o ensino semipresencial, seguindo as determinações do Governo do Estado. A importância do funcionamento das escolas, públicas e particulares, é evidente, e, portanto, deveriam ser consideradas como equipamentos essenciais, e terem sido incluídas no primeiro grupo a receber a vacina anti covid, com cobertura a todos funcionários/as. No entanto, ainda aguardamos uma iniciativa concreta por parte das autoridades governantes, em tratar os trabalhadores/as da educação, como prioritários para receberem a vacina e protegerem a si e aos outros/as no exercício de sua tarefa.<br><br>Neste momento, em que a pandemia avança e as redes hospitalares estão saturadas, inquieta-nos os riscos aos quais os funcionários/as se expõem, pela quantidade de pessoas com que convivem no trabalho, e, também, nos trajetos entre suas casas e a escola, principalmente aqueles/as que usam transporte coletivo, e que têm menos condições de fazer o distanciamento social.<br><br>Diante do exposto, preocupa-nos nossa obrigação de proteger a vida de toda a comunidade escolar e da população em geral. Estamos diante de um dilema entre continuar com aulas presenciais, de acordo com as orientações do Governo, e a consciência que temos da possibilidade real de estarmos colocando em risco a vida das pessoas, contribuindo para a aceleração dos contágios.<br>Por outro lado, acreditamos que, no cenário da pandemia, uma ação isolada não é suficiente para conter um problema que é de ordem coletiva.<br><br>Permaneceremos atentos/as, confiantes na responsabilidade do Governo do Estado em adotar os encaminhamentos necessários, mesmo contrariando interesses econômicos, para que se evite uma crise sanitária irreversível, como vem sendo anunciada por diversos cientistas reconhecidos, caso não se pense em fazer um lockdown efetivo.<br><br>A coragem em defender a vida no momento presente é fundamental para diminuirmos as consequências do problema que estamos acumulando para um futuro próximo. Cada vida perdida é uma história, é um filho/a, um irmão/ã, um pai/mãe. Acreditamos que a vida de todos/as precisa ser preservada, para que tudo mais venha a ter sentido.<br><br>Por fim, apelamos à Vossa Excelência e às demais autoridades, que avaliem a situação do Estado de Pernambuco à luz da Ciência, que escutem os /as profissionais especializados/as em saúde pública, e atuem em defesa da vida, frente à pressão do Mercado.<br><br>Atenciosamente,<br><br>Direção do Instituto Capibaribe<br>Recife, 12 de março de 2021<br></cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>
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		<title>Aulas presenciais recomeçam segunda-feira, mas governo não informa número de infectados em escolas</title>
		<link>https://marcozero.org/aulas-presenciais-recomecam-segunda-feira-mas-governo-nao-informa-numero-de-infectados-em-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 22:59:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com todos os dados epidemiológicos mostrando que Pernambuco vive o pior momento da pandemia de covid-19, a gestão Paulo Câmara (PSB) vai reabrir as escolas. Além de apostar na mesma estratégia do ano passado de uma retomada gradual e escalonada, o governo diz que seguirá um protocolo que tem como um dos eixos o [&#8230;]</p>
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<p>Mesmo com todos os dados epidemiológicos mostrando que Pernambuco vive o pior momento da pandemia de covid-19, a gestão Paulo Câmara (PSB) vai reabrir as escolas. Além de apostar na mesma estratégia do ano passado de uma retomada gradual e escalonada, o governo diz que seguirá um protocolo que tem como um dos eixos o monitoramento e a comunicação de casos de contaminação. No entanto, em pronunciamento virtual, nesta quarta-feira, 31 de março, o secretário de Educação, Marcelo Barros, não soube responder quantos profissionais e estudantes tiveram diagnóstico positivo para Sars-CoV-2 em um ano de pandemia.</p>



<p>“As escolas monitoram diariamente qualquer caso de suspeita [de contaminação] de estudantes e profissionais. Esses dados são enviados para as 16 Gerências Regionais de Educação, esses dados chegam ao comitê estadual contra a covid-19”, afirmou Barros. </p>



<p>A reportagem da <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> procurou o governo para saber qual o número de profissionais da educação e estudantes que foram infectados pelo coronavírus nos últimos 12 meses. Até a publicação desta matéria nenhuma resposta foi dada, mas caso as informações sejam enviadas o texto será imediatamente atualizado.</p>



<p>O secretário de Saúde, André Longo, confirmou o final da quarentena às 23h59min de quarta-feira, 31 de março, mas advertiu que o impacto de período de maior restrição só deverá ser percebido entre o décimo e o décimo-quarto dia após a retomada.</p>



<p>Cedendo à pressão dos empresários do setor educacional, o Governo de Pernambuco autorizou a retomada das aulas presenciais começando pelas escolas da rede particular. A partir de segunda-feira, 5 de abril, alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental – do 1º ao 5º ano – poderão retornar às salas de aula. O cronograma segue com os anos finais do ensino fundamental – 6º ao 9º anos – e as três séries do ensino médio, a partir do dia 12.</p>



<p>Nas escolas da rede estadual de ensino, onde os alunos naturalmente têm mais dificuldades de acompanhar as aulas remotas, as atividades pedagógicas, de forma presencial, voltarão a partir do dia 19 de abril apenas para o 3º ano do ensino médio, crianças da educação infantil e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.</p>



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	                                        <p class="m-0">Secretário de Educação explicou como os dados são coletados, mas não disse quais eram os números  (crédito: Heudes Regis/SEI)</p>
	                
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<p>A partir do dia 26, será a vez do 2º ano do ensino médio e das turmas do 8º e 9º anos do fundamental. Em 3 de maio, retornam os alunos do 1º ano do ensino médio e os do 6º e 7º ano da etapa fundamental.</p>



<p>Para as unidades educacionais de gestão municipal, o retorno poderá ocorrer a partir de 26 de abril, cabendo a cada prefeitura definir seu cronograma e sua metodologia de retomada das aulas presenciais. O ensino superior e as demais atividades pedagógicas que não foram mencionadas serão autorizadas já a partir da próxima segunda-feira.</p>



<p>“A decisão sobre retorno ou não dos estudantes às escolas é das famílias, devendo, portanto, o modelo híbrido ser uma opção para todos”, disse Barros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os números do sindicato</h2>



<p>Há uma semana, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) publicou o resultado de um levantamento realizado por meio de visitas a 132 escolas estaduais. Ao todo, foram informados 480 casos positivos de covid-19 tanto entre os profissionais da educação quanto entre os alunos. No entanto, esses números dizem respeito apenas ao período de 23 de fevereiro a 15 de março deste ano. Entre todas as escolas visitadas pela equipe do sindicato, 122 registraram algum caso da doença. Até 18 de março, 750 escolas estavam funcionando.</p>



<p>O relatório, porém, foi contestado pela secretaria estadual de Educação, que apontou inconsistência na contagem dos casos de uma das escolas, que teria seis casos a menos do que o informado. Mesmo diante da pequena discrepância, percentualmente irrelevante, o Sintepe decidiu realizar nova contagem, mas alertou em nota que “o número de casos é bem maior que o total levantado neste relatório”, pois foram identificadas escolas que relataram casos, mas que não souberam dizer a quantidade exata.</p>



<p>De acordo com a diretoria do sindicato, na maioria das vezes em que um caso de covid foi confirmado entre profissionais ou estudantes, a escola continuou funcionando: “em 80,4% dos casos as aulas na escola continuaram e em 19,6% dos casos a escola fechou.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/reabertura-das-atividades-em-pernambuco-atende-empresarios-e-preocupa-cientistas/" class="titulo">Reabertura das atividades em Pernambuco atende empresários e preocupa cientistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
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	            </div>
        </div>

		


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>



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		<title>Superlotadas, nove UPAs fecham portas de plantão por 12 horas no Grande Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 23:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite desta terça-feira, dia 16 de março, nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão com o plantão restrito até a troca de plantonistas, às 7h da quarta-feira, devido ao grande número de pacientes internados com covid-19. As UPAs Caxangá, Imbiribeira, Ibura e Torrões, no Recife, além das unidades do Curado e Barra de Jangada, [&#8230;]</p>
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<p>Na noite desta terça-feira, dia 16 de março, nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão com o plantão restrito até a troca de plantonistas, às 7h da quarta-feira, devido ao grande número de pacientes internados com covid-19. As UPAs Caxangá, Imbiribeira, Ibura e Torrões, no Recife, além das unidades do Curado e Barra de Jangada, em Jaboatão, e as de Olinda, Igarassu e Paulista não devem receber pacientes com quadro respiratório graves durante as 12 horas do turno de plantão em andamento.</p>



<p>De acordo com dados do setor de regulação da Secretaria Estadual de Saúde, nas UPAs de Pernambuco, incluindo as de administração municipal, pelo menos 160 pessoas infectadas pelo coronavírus estão aguardando transferência para hospitais. A situação é tão grave que a unidade de Paulista está sem ponto de oxigênio disponível. A superlotação também põe em risco pacientes que buscam o serviço para tratar outras doenças. A informação originada do serviço de regulação foi repassada por uma das diretorias da Secretaria Estadual de Saúde para a equipe técnica pouco antes das 20h. A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> teve acesso ao texto da comunicação interna. </p>



<p>Na sexta-feira, 12 de março, um dia após a gestão Paulo Câmara (PSB) comemorar a abertura de 80 novos leitos de UTI, a Marco Zero Conteúdo mostrou que só nas UPAs estaduais, 83 pessoas com covid-19 aguardavam leitos, algumas há mais de quatro dias. Desde de dezembro do ano passado, a reportagem vem mostrando a situação dessas unidades que são consideradas a porta de entrada para o serviço de média e alta complexidade. Procurado, o governo silencia.</p>



<p>O colapso nas UPAs é mais um capítulo do pior momento da pandemia no estado que, nesta terça-feira (16), registrou 2.482 novos diagnósticos de covid-19 e 60 óbitos por causa da doença, totalizando 320.931 casos e 11.471 mortes. No Brasil, os números também bateram novo recorde, foram 2.798 pessoas mortas, elevando para 282.400 vidas perdidas para o coronavírus.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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