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	<title>Arquivos covid-19 - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 09 Sep 2025 17:31:41 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos covid-19 - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>&#8220;Bolsonaro ainda espera sua sentença, mas eu já estou condenado pelo resto da vida&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 17:31:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[anistia]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento de Bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A frase que dá título a esta reportagem é do professor de História e youtuber Flávio Muniz. Ele sabe que o ex-presidente não está sendo julgado pelos crimes contra a saúde pública durante a pandemia. Mas, para quem perdeu parentes e amigos ou sofreu em uma UTI infectado pela covid-19, como é o caso do [&#8230;]</p>
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<p>A frase que dá título a esta reportagem é do professor de História e youtuber Flávio Muniz. Ele sabe que o ex-presidente não está sendo julgado pelos crimes contra a saúde pública durante a pandemia. Mas, para quem perdeu parentes e amigos ou sofreu em uma UTI infectado pela covid-19, como é o caso do professor, o julgamento retomado hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) tem um significado adicional, que não consta da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.</p>



<p>Muniz e as pessoas que compartilham essa dor aguardam uma possível condenação também como uma forma de punir o ex-presidente por incitar o descumprimento das regras sanitárias, prevaricação, charlatanismo, uso irregular de verbas e infração de medidas sanitárias. Como essas acusações foram arquivadas pelo ex-procurador-geral Augusto Aras, Jair Bolsonaro nunca poderá ser julgado por ajudar a propagar a doença que matou 700 mil pessoas no Brasil.</p>



<p>&#8220;Anistia é não olhar, é esquecer. Eu me dou ao direito de não esquecer porque eles não podem se sentir confortáveis com nosso esquecimento&#8221;, desabafa Muniz, doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.</p>



<p>Responsável pelo <a href="https://www.youtube.com/@HistoriadaAfrica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal Caçador de Histórias</a>, especializado em contar a história dos povos africanos, Muniz passou 31 dias na UTI – dos quais 17 em estado de coma –, no início de 2021, depois de ser infectado quando faltavam poucos dias para tomar a primeira dose da vacina. Meses depois, seu filho Lucas Khristen, de 24 anos, foi contaminado e acabou morrendo no dia 13 de julho. É por isso que ele não se permite esquecer.</p>



<p>Também é por isso que ele considera como um ataque covarde o esforço do governador bolsonarista de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de articular o centrão para arrancar a anistia do Congresso Nacional.</p>



<p>Em seu perfil pessoal, Muniz espera que a 1ª Turma do STF não ceda às pressões da extrema-direita. &#8220;Desejo que a condenação seja a mais dura. Mas a pena dele nunca será proporcional à minha: viver o luto que não acaba, sepultar meu filho sabendo que não foi acaso, mas política deliberada de morte&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O julgamento e os gatilhos da memória</h2>



<p>Em entrevista para a MZ, o professor contou que faz questão de acompanhar não apenas o julgamento, como todas as etapas do processo contra o ex-presidente e os demais integrantes de seu governo que planejaram o golpe de Estado. E isso o faz reviver tudo o que passou em julho de 2021.</p>



<p>É disso que Flávio Muniz se recorda:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>Eram 10h55 da manhã, o telefone toca. E eu conhecia aquele tipo de ligação, porque era muito comum no hospital a gente ouvir isso. Os médicos ligarem pra família… a assistente social só ligou e falou assim pra mim: &#8216;Flávio – ela já me conhecia, todo mundo lá me conhecia, já sabiam da minha história – a doutora pede pra você vir aqui urgentemente no hospital, pra resolver um assunto com você&#8217;. Aí, na hora que ela falou assim, eu só falei &#8216;ah, tá&#8217;.</p>
<p>Desliguei o telefone… lógico, o chão fugiu dos meus pés na hora. Chamei minha esposa, disse: &#8216;se arruma, nós vamos pro hospital. Acho que o Lucas não resistiu&#8217;. Ela falou: &#8216;não, Flávio, ele tava bom ontem, ela falou que ele ia andar hoje&#8217;. Eu falei: &#8216;não, não, não é isso&#8217;. Não me lembro de como fiz essa viagem aqui de casa até o hospital. Na hora que eu cheguei no hospital, a assistente social não me falou nada, ela só segurou no meu braço, minha esposa começou a chorar, aí fomos indo.</p>
<p>Nós subimos, foi no terceiro andar da UTI, fomos lá, chegamos no terceiro andar, fiquei na salinha de espera da UTI, eu já tava, assim, os olhos cheios d&#8217;água, já chorando. Na hora que a médica chega, ela me olha, e ela ajoelha no chão, eu tô chorando, eu ajoelho junto com ela, ela fala pra mim: &#8216;eu fiz o que eu pude, eu fiz o que eu pude…&#8217;</p>
<p>Nem quis saber o que tinha acontecido de fato na hora. Eu falei: só quero ir lá ver ele. Eu só quero ir lá ver ele. Aí eles me deixaram, eu fui lá, cheguei lá, eu abracei ele, ele tava enroladinho no tecido, no lençol da cama, como eles arrumam o corpo, rosto quietinho, e eu abracei ele. Fiquei uns cinco, dez minutos ali, falando tudo com ele, sabe, eu acho que muita gente ora a Deus, aquele dia eu orei ao meu filho, pra ver se ele me ouvia. Foi um momento muito especial pra mim&#8221;.</p>
	</div>



<p>Flávio Muniz era evangélico; hoje, aos 49 anos, se considera um cristão desigrejado, ou seja, sem igreja. E é impressionado em saber que o filho, tão parecido fisicamente com ele, morreu com uma cicatriz nas costas exatamente igual a uma que marca seu próprio corpo, resultante de drenos colocados no mesmo ponto quando a doença agravou.</p>



<p>&#8220;Fui eu quem escolheu e comprou o berço dele, fui eu quem escolheu e comprou a urna funerária dele&#8221;, contou o emocionado youtuber. As manifestações bolsonaristas no 7 de setembro o encheram de indignação: &#8220;Aos que choram por Bolsonaro, mas nunca derramaram uma lágrima pelos enlutados: saibam que somos nós que já estamos condenados&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sankofa</h3>



<p>Muniz recorre a um conceito africano para auxiliá-lo nas reflexões sobre a importância histórica do julgamento que ocorre no STF: sankofa.</p>



<p>&#8220;Trata-se de um pássaro que anda para frente, com os pés bem firmes no chão, mas que está olhando para trás, nos ensinando a recordar o passado para construir o futuro&#8221;, explica. Para ele, a anistia ou a absolvição de Bolsonaro seria o oposto disso, seria o mesmo que apagar a história.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sem anistia</strong></h3>



<p>Nas redes sociais, centenas de outras vítimas e parentes de vítimas da covid vêm fazendo postagens pedindo a condenação de Bolsonaro e impulsionando uma mobilização contra a iniciativa para anistiá-lo: </p>














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		<title>Cinema São Luiz exibe documentário premiado sobre família do Ibura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 14:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema São Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O documentário Tijolo por Tijolo estreia nesta sexta-feira (08), às 17h, durante a programação do XV Janela Internacional de Cinema do Recife, no Cinema São Luiz. Dirigido por Victória Álvares e Quentin Delaroche, o filme acompanha a história de Cris Martins e sua família, que vivem no Ibura, periferia do Recife, em meio a pandemia [&#8230;]</p>
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<p>O documentário <em>Tijolo por Tijolo</em> estreia nesta sexta-feira (08), às 17h, durante a programação do XV Janela Internacional de Cinema do Recife, no Cinema São Luiz. Dirigido por Victória Álvares e Quentin Delaroche, o filme acompanha a história de Cris Martins e sua família, que vivem no Ibura, periferia do Recife, em meio a pandemia da covid-19. </p>



<p>A sessão vai ser seguida de um debate com a equipe do filme e parte do elenco. Para muitos moradores do Ibura convidados para a exibição &#8211; equipe vai disponibilizar dois ônibus para levá-los do Ibura até a rua da Aurora &#8211; será a primeira experiência em uma sala de cinema.</p>



<p>A história se passa no início da pandemia de covid-19, no momento em que a família foi forçada a abandonar sua casa devido ao risco de desabamento. Grávida do quarto filho e lutando por uma laqueadura, Cris trabalha como influenciadora digital enquanto a família reconstrói a moradia. O filme propõe uma discussão sobre questões políticas e sociais importantes, como a desigualdade no acesso aos direitos sexuais e reprodutivos, o direito à moradia e a vulnerabilidade de pessoas negras em tragédias e crimes ambientais.</p>



<p>&#8220;Para a gente é muito significativo que o filme tenha sido feito em um contexto político tão difícil, e que ele esteja sendo lançado agora, quando voltamos ter um Ministério da Cultura, há a Lei Paulo Gustavo, e é graças a essa lei que a gente conseguiu acessar recursos para finalizar esse projeto. Esse filme existe graças ao dinheiro público”, explica Victória Álvares, que dirigiu seu segundo longa metragem ao lado de Quentin Delaroche.</p>



<p>O filme fez parte da seleção do 13º <a href="https://www.olhardecinema.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Olhar de Cinema de Curitiba</a>, onde recebeu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine. A obra é produzida pela Revoada Filmes, e chegará aos cinemas em 2025.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/Tijolo-por-tijolo_cartaz.png" alt="O cartaz do filme Tijolo por Tijolo traz uma mulher negra ao centro, vestida de amarelo e com uma auréola, simbolizando uma figura poderosa. Ela segura um celular e está cercada por tijolos e outras cinco pessoas: uma mulher mais velha, um homem com uma pá e três crianças agachadas, uma delas segurando uma colher de pedreiro. O fundo é amarelo, com o título TIJOLO POR TIJOLO em rosa. Acima, está o selo do festival Olhar de Cinema, de 2024." class="" loading="lazy" width="574">
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	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação</span>
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		<title>Casos de covid-19 voltam a aumentar depois do carnaval</title>
		<link>https://marcozero.org/casos-de-covid-19-voltam-a-aumentar-depois-do-carnaval/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 20:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[FioCruz]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia não é boa, mas, por conta das aglomerações no carnaval em todo o país, não chega ser surpreendente: o novo Boletim InfoGripe Fiocruz divulgado hoje, dia 10 de março, indica o aumento de casos de covid-19 pelo Brasil. Nas semanas anteriores, este crescimento estava restrito aos estados do Amazonas e São Paulo, mas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A notícia não é boa, mas, por conta das aglomerações no carnaval em todo o país, não chega ser surpreendente: o <strong><u><strong><a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u34/resumo_infogripe_2023_09.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">novo Boletim InfoGripe Fiocruz</a> </strong></u></strong>divulgado hoje, dia 10 de março, indica o aumento de casos de covid-19 pelo Brasil. Nas semanas anteriores, este crescimento estava restrito aos estados do Amazonas e São Paulo, mas, agora, os dados indicam que essa tendência é nacional, com números mais significativos no Ceará e Rio de Janeiro, além dos primeiros sinais de aumento no Mato Grosso do Sul e Pará.</p>



<p>O boletim inclui os dados de 26 de fevereiro a 4 de março, com base nos dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 6 de março.</p>



<p>Também há informações positivas no mais recente boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, os dados apontam para desaceleração do crescimento entre as crianças e adolescentes, pois o avanço da doença está acontecendo entre a população adulta. Ainda assim, a ocorrência de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) entre crianças e adolescentes não está necessariamente associada à covid, pois em alguns estados há um ligeiro crescimento de notificações por rinovírus, causa mais frequente do resfriado comum.</p>



<p>&#8220;O aumento de SRAG em crianças observado em estados de todas as regiões do país ainda não possui associação clara com algum vírus respiratório específico. Na Bahia, no Mato Grosso do Sul, no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em São Paulo, existe o aumento nos casos positivos para rinovírus nas crianças até 11 anos&#8221;, informou Marcelo Gomes.</p>



<p>O boletim indica que, o Sars-CoV-2, o vírus da covid-19, foi responsável por quase metade (49,7%) dos testes com resultado positivo entre pacientes com sintomas respiratórios nas últimas quatro semanas epidemiológicas, além de 2,8% para influenza A; 3% para influenza B; e 26,8% para vírus sincicial respiratório (VSR). A covid também foi responsável por 91,4% dos óbitos de pacientes do SRAG.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aumento em 18 estados</strong></h2>



<p>Dezoito estados apresentam crescimento de SRAG nas últimas seis semanas, mas Pernambuco não aparece nessa lista, composta por Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.</p>



<p>O boletim informa que “no Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, observa-se crescimento em praticamente todas as faixas etárias analisadas. No Amazonas, os dados laboratoriais apontam associação principalmente ao aumento de casos de covid-19, porém aliado ao crescimento simultâneo de casos de gripe por influenza A”. No Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, há crescimento de covid-19 na população adulta, mas ainda não é possível identificar causa específica entre os casos em crianças e adolescentes.</p>



<p>No Pará e Mato Grosso do Sul, como mencionado antes, também se verifica indícios iniciais de aumento de covid na população a partir de 80 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vacinação ampliada</strong></h3>



<p>Pernambuco avança nova fase de imunização com vacinas bivalente e atualiza esquema vacinal para crianças imunocomprometidas<br><br>Desde quarta-feira (08), pessoas acima de 60 anos já podem tomar a vacina bivalente da Pfizer contra a covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) estima que quase 700 mil pessoas vão poder se imunizar nesta nova fase.<br><br>As vacinas bivalentes estavam até então apenas para maiores de 70 anos, imunocomprometidos e outros grupos. A procura, porém, tem sido pouca: apenas cerca de 20 mil doses foram aplicadas desde o início da campanha, há dez dias.<br><br>A SES-PE também atualizou o esquema em crianças imunocomprometidas de 5 a 11 anos de idade. A partir de agora, o esquema de proteção contra a covid-19 tem três doses e uma aplicação de reforço, quatro meses após a terceira dose.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/especialistas-explicam-porque-vacinar-criancas-contra-a-covid-e-necessario-e-seguro/" class="titulo">Especialistas explicam porque vacinar crianças contra a covid é necessário e seguro</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


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		<title>Políticas públicas de saúde: desafios para o contexto pós-eleitoral</title>
		<link>https://marcozero.org/politicas-publicas-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2022 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Mais Médicos]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Nacional de Imunizações]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Saúde da Família]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Michelle Fernandez (Universidade de Brasília) Ao longo dos últimos 30 anos, as políticas de saúde, implementadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram fundamentais para a diminuição na desigualdade no acesso à saúde pela população brasileira. Nessas três décadas, o sistema de saúde brasileiro foi criado e passou por diferentes fases: entre 1990 e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Michelle Fernandez (Universidade de Brasília)</strong></p>



<p>Ao longo dos últimos 30 anos, as políticas de saúde, implementadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram fundamentais para a diminuição na desigualdade no acesso à saúde pela população brasileira. Nessas três décadas, o sistema de saúde brasileiro foi criado e passou por diferentes fases: entre 1990 e 2002, uma fase de expansão contida do Sistema com aumento moderado do investimento público e criação de alguns programas importantes, como o Programa Saúde da Família; de 2002 a 2016, uma fase de franca expansão com maior aumento do investimento público nas políticas de saúde e criação de uma séria de programas importantes para o aumento da cobertura do SUS à população brasileira, como o Programa Mais Médicos; e, por fim, a partir de 2016, uma fase de retrocesso com diminuição importante do investimento público em saúde e consequente enfraquecimento de uma série de políticas e programas.</p>



<p>Nos dias de hoje, diante dos obstáculos gerados pelas crescentes restrições orçamentárias, desde a aprovação da Emenda Constitucional 95, tem sido complicado garantir a sustentabilidade do SUS e evitar a deterioração dos indicadores de saúde da população. Somado a isso, a pandemia da COVID-19 agudizou ainda mais as debilidades do SUS. Nesse sentido, diante das eleições que se aproximam, é fundamental apontar uma agenda para as políticas de saúde que deve ser enfrentada pelos próximos mandatários. Assim, a seguir, indico alguns temas que devem estar presentes nos debates eleitorais.</p>



<p>O primeiro tema que deve ser enfrentado é o desfinanciamento do SUS e das políticas de saúde. É fundamental ampliar os gastos públicos em saúde, de acordo com recomendação da Organização Panamericana da Saúde (Opas). Além disso, é importante otimizar esses gastos e uma excelente forma de otimização é fortalecer a Atenção Primária à Saúde, nível de atenção à saúde que tem o potencial de responder à 85% das necessidades em saúde da população.</p>



<p>Um outro desafio que será enfrentado pelos próximos governos é a tarefa de fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Brasil já foi referência mundial em vacinação em função do seu programa robusto de imunização, implementado no país em 1973. No entanto, nos últimos anos, a política de vacinação no Brasil vem sendo negligenciada e estamos experimentando taxas de cobertura vacinal muito aquém da capacidade do PNI. E, por fim, de mãos dadas com o fortalecimento do PNI, é fundamental construir uma política de enfrentamento a emergências sanitárias. A pandemia da COVID-19 nos mostrou que é preciso ter estabelecido instrumentos de governança que possibilitem a implementação de respostas rápidas e efetivas a emergências em saúde, já que parece ser que essas emergências serão cada vez mais frequentes.</p>



<p>Ao longo desses 30 anos, o SUS contribuiu para melhorar a saúde e o bem-estar da população brasileira, além de ter reduzido iniquidades e desigualdades em saúde. Por isso, neste momento, é fundamental que estejamos atentos às políticas de saúde propostas pelos candidatos em seus programas de governo. O SUS é um patrimônio nacional e precisa ser preservado e aprimorado.</p>



<p><em><strong>Este artigo foi escrito para a campanha #ciêncianaseleições, que celebra o Mês da Ciência.</strong></em></p>



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		<title>Pandemia em transição: quatro pontos para avançar no combate à covid-19</title>
		<link>https://marcozero.org/pandemia-em-transicao-quatro-pontos-para-avancar-no-combate-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 May 2022 21:11:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[FioCruz]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar das festas, shows e ruas lotadas, não é de um dia para o outro, nem com um decreto, que a pandemia da covid-19 vai acabar. Com indicadores em queda ou estabilizados em patamares baixos na maioria dos estados brasileiros, a pandemia está em um momento de transição. Mas para onde? Ainda que não dê [&#8230;]</p>
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<p>Apesar das festas, shows e ruas lotadas, não é de um dia para o outro, nem com um decreto, que a pandemia da covid-19 vai acabar. Com indicadores em queda ou estabilizados em patamares baixos na maioria dos estados brasileiros, a pandemia está em um momento de transição. Mas para onde? </p>



<p>Ainda que não dê para descartar o hipotético surgimento de uma nova variante de preocupação que escape da imunidade das vacinas, a maioria dos pesquisadores tende a acreditar em uma transição para uma convivência mais previsível com o Sars-Cov-2. Se antes isolamento, quarentena e distanciamento social eram palavras-chave para lidar com a covid-19, agora outras preocupações despontam.<br><br>Como lidar com a covid longa e as sequelas da covid-19? Como as vacinas contra a doença vão se incorporar ao calendário vacinal? Como as cidades e estados podem se preparar para possíveis novas ondas ou até novas pandemias?<br><br>Foi para debater e apresentar esses questionamentos que Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) preparou três seminários virtuais no mês passado e durante neste mês. Abaixo, os principais tópicos para entender o momento atual da pandemia e o que pode e deve ser feito para uma transição para um convívio seguro com o Sars-Cov-2.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Planejamento para as próximas fases</h2>



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	                                        <p class="m-0">Carlos Machado Freitas. Credito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>O Brasil é um dos países mais atingidos pela covid-19. Mais de 6 milhões de pessoas morreram no mundo todo e o Brasil é responsável por aproximadamente 10,7% desses óbitos, mesmo com apenas 2,7% da população mundial. Erros não faltaram na condução da emergência, mas a falta de uma coordenação nacional, de protocolos e de planejamento estão entre os principais apontados pelos especialistas.<br><br>Para essa atual fase, de provável esmorecimento, planejamento segue sendo uma necessidade. &#8220;A pandemia ainda não acabou e os riscos permanecem. As transições devem ser acompanhadas de planejamento para as fases seguintes, proporcionando uma passagem segura para as próximas realidades&#8221;, afirmou o coordenador do Observatório covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado Freitas, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (ENSP/Fiocruz).<br><br>&#8220;Uma transição segura para o fim da pandemia não pode deixar de lado um plano de ações, o fortalecimento do SUS e instâncias participativas, mas também a ampliação de investimentos na indústria da saúde e na capacidade de produção de vacinas&#8221;, completou.<br><br>Para o pesquisador Daniel Vilela, do Observatório Covid-19, estamos em transição graças às vacinas. &#8220;Mas carecemos de campanhas. A transição é uma fase de convivência com o vírus. As pesquisas colocam que temos uma imunidade híbrida, de vacinação e de contato com o vírus. Mas ainda não sabemos a duração dessa imunidade&#8221;, pondera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avançar na vacinação</h2>



<p>O Brasil tem uma cobertura baixa para a terceira dose: apenas 52% da população elegível. A vacinação das crianças de 5 a 11 anos também está abaixo do necessário, com apenas 54% dessa faixa etária vacinada com a primeira dose. Com a segunda, é ainda pior: somente 21%. Avançar na vacinação é essencial para que a pandemia continue em queda. &#8220;É importante avaliar a cobertura analisando as doses de reforço&#8221;, disse Daniel Vilela. Pessoas com comorbidades também precisam da segunda dose de reforço, assim como idosos acima dos 60 anos.<br><br>Mesmo com as doses em dia, o uso das máscaras ainda não deve ser abandonado em algumas situações. Isso porque as vacinas que existem hoje protegem contra o agravamento e morte, mas não tanto contra a infecção em si. E mesmo pessoas vacinadas podem desenvolver covid longa e sequelas. &#8220;A máscara deve permanecer principalmente em lugares fechados e com aglomeração, como é o caso de transporte público. E também diante de qualquer sinal de recrudescimento de casos&#8221;, alertou Vilela.<br><br>O pesquisador Eduardo Hage, da Fiocruz Brasília, ressaltou que a maioria dos países africanos não chegou ainda nem na metade da população com o esquema inicial de duas doses. &#8220;Com doses de reforço, então, é muito baixo. Isso traz muitos desafios para o fim da emergência mundial do Sars-cov-2&#8221;, afirmou. A meta de vacinação da Organização Mundial de Saúde é de pelo menos 70% de toda a população mundial com 2 doses. &#8220;É um direcionamento que está sendo atualizado para incluir a dose de reforço&#8221;, ressaltou Hage.<br><br> Além do avanço da vacinação, é preciso também o desenvolvimento de novas vacinas. Principalmente de vacinas <em>pan-sarbecovírus</em>, ou seja, capazes de cobrir todas as variantes do Sars-cov-2. &#8220;A ideia seria de se adiantar a uma nova variante, ao invés de estar sempre correndo atrás&#8221;, explicou Vilela.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fazer uma vigilância robusta</h2>



<p>Para a epidemiologista Ethel Leonor Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a dificuldade maior para saber quando será declarada o fim da pandemia está no fato de ser um vírus novo, e não se ter parâmetros para estabelecer o que seria um patamar de endemia para o Sars-Cov-2. &#8220;Não há um consenso internacional ainda em torno desses números. O que vamos considerar aceitável em número de casos de covid-19? E de óbitos? Comparado com o quê? Ainda não temos esse consenso, está sendo construído&#8221;, afirmou.</p>



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	                                        <p class="m-0">Ethel Leonor Maciel. Crédito: Acervo pessoal</p>
	                
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<p>Na apresentação, Ethel criticou o desmantelamento da vigilância epidemiológica e a prioridade dada à abertura de leitos de alta complexidade durante a pandemia, uma estratégia muito mais custosa. &#8220;Esse foi o grande investimento feito no Brasil. Que vai em oposição ao que a OMS pregou desde o início, que era teste precoce, isolamento, rastreamento dos contatos. Até hoje não temos um protocolo de testagem&#8221;, afirmou. Outro erro foi a falta de estratégia para a educação. &#8220;A educação foi a última a voltar, não houve planejamento do Ministério da Educação&#8221;, completou a epidemiologista.<br><br>Para Eduardo Hage, é necessário uma vigilância genômica que vá além dos testes laboratoriais. &#8220;Tem que ser integrada com a vigilância epidemiológica e com a rede de atenção à saúde&#8221;, disse. Investigações epidemiológicas sobre a interface homem-animal, para identificar potenciais reservatórios e hospedeiros do Sar-Cov-2 também são importantes nessa fase de transição da pandemia, destacou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investimento constante</h2>



<p>Antes da covid-19, outra doença que atingiu fortemente o Brasil e também recebeu um alerta de emergência da OMS foi a zika. Passado o auge da pandemia, virou uma doença negligenciada. &#8220;Não podemos ter um status de doença negligenciada para a covid-19 porque isso pode impactar populações menos assistidas&#8221;, comentou Vilela.<br><br>Ethel Maciel defendeu que serviços e programas sejam criados no Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento de pessoas com síndrome pós-covid e covid longa. &#8220;Crianças com sequelas do zika vírus não têm acompanhamento porque não foram criados serviços específicos para esse atendimento. A emergência da zika foi revogada e essas crianças ficaram desassistidas. Então precisamos de uma política que incorpore serviços de atendimento para as sequelas da covid-90&#8221;, afirmou.<br><br>Carlos Freitas ressaltou que a covid-19 longa e as sequelas da doença tendem a pressionar SUS nos próximos anos. Há também as consultas, exames, procedimentos e cirurgias que foram adiados durante a pandemia. &#8220;Deixaram um passivo imenso para o SUS, que necessitará certamente de mais investimentos nos próximos meses e anos. E tudo isso inclui a necessidade de decisões baseadas em dados e indicadores&#8221;, afirmou.<br><br>A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou na abertura do seminário que nada da resposta à pandemia ocorreu sem um histórico, sem investimentos anteriores. &#8220;Isso se aplica também na vacina totalmente nacionalizada na Fiocruz (a desenvolvida pela AstraZeneca e Oxford)&#8221;, afirmou. &#8220;Temos a ilusão de que a resposta é rápida. E a resposta precisa ser rápida, mas ela não vem do nada, vem de uma base&#8221;, concluiu.</p>



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		<title>Fim da Espin</title>
		<link>https://marcozero.org/fim-da-espin/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2022 20:27:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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		<title>O esforço de uma trupe para salvar o circo</title>
		<link>https://marcozero.org/o-esforco-de-uma-trupe-para-salvar-o-circo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 19:56:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<title>Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</title>
		<link>https://marcozero.org/estudantes-voltam-as-aulas-em-pernambuco-sem-exigencia-de-vacina-nem-protocolo-de-distanciamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
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		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário crítico, porém, não impediu que o governo mantivesse a volta às aulas no presencial nesta quinta-feira. São cerca de 580 mil estudantes matriculados. Mas há dúvidas se essa volta vai se manter pelas próprias semanas, ou dias, com o afastamento de profissionais da educação já mudando o formato da volta às aulas na rede municipal do Recife.<br><br>Várias cidades pernambucanas adiaram a volta ou decidiram apenas pelo formato híbrido. A prefeitura do Recife foi uma das que apostou em um volta presencial, mas a escalada da variante ômicron se impôs. Ao invés de 92 mil alunos de volta às salas de aula nesta semana, a prefeitura foi obrigada a mudar os planos por conta do altíssimo número de professores e funcionários afastados por conta da covid-19. Aproximadamente 22 mil alunos voltaram para as escolas.<br><br>Neste ano, a alta de casos começou mais cedo, fazendo com que o início do calendário escolar coincida com o que o governo considera ser o pico dessa nova onda do coronavírus, embora ela ainda possa se se manter em patamares altos pelas próximas semanas. Por conta da escalada da ômicron, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) solicitou que as aulas fossem adiadas. Não foi atendido pelo governo.<br><br>No ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), 92% dos alunos retornaram para as aulas presenciais. A presidente do Sintepe, Ivete Caetano, critica o protocolo contra a covid-19 adotado pela secretaria, que foi atualizado ano passado. &#8220;Não há mais distanciamento entre o alunos. Isso foi retirado no último protocolo&#8221;, diz. Outra reclamação é que, embora no protocolo conste que deve se favorecer ambientes arejados e ventilados, não houve adaptação ou readequação da estrutura das escolas nesses dois anos de pandemia. &#8220;Nada foi feito nesse sentido&#8221;, afirma.<br><br>Para ela, os surtos serão inevitáveis. &#8220;Os casos graves diminuíram por conta da vacinação, mas sabemos que é uma variante muito mais contagiosa. A vacinação freia o agravamento, mas não impede que as pessoas fiquem doentes. Vão acontecer muitos surtos nas escolas. E naturalmente as escolas vão ter muita dificuldade de manter as aulas. Há unidades com 400, 600, até mil estudantes que estão voltando sem distanciamento dentro das salas de aulas&#8221;, revela a presidente do Sintepe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guerra desigual</h2>



<p>O sindicato deflagrou hoje uma paralisação, pela questão sanitária, mas há poucas esperanças de que os professores consigam ficar fora das salas de aula. &#8220;Ano passado, também na pandemia, a Justiça declarou a ilegalidade da nossa greve. Temos um governo e um judiciário que são plenamente a favor das aulas presenciais, mesmo que isso custe a saúde dos trabalhadores, alunos e famílias. É uma guerra desigual&#8221;, diz.<br><br>De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os estudantes também podem continuar optando pelo ensino remoto, na <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/">plataforma Educa-PE</a>, que está disponível desde 06 de abril de 2020.</p>



<p>No próximo dia 11, o Sintepe e o governo terão nova rodada de negociações. Além do cumprimento do piso salarial da vacinação, o sindicato vai pedir a cobrança da carteira de vacinação para os alunos e mais informações sobre os dados de saúde dos trabalhadores e alunos da rede estadual. &#8220;Não sabemos, por exemplo, quantos alunos com comorbidades há na rede. No ensino híbrido, não sabemos quantos professores dão aula nesse modelo, não há professores exclusivos para essas aulas. Esse ensino remoto é praticamente inexistente&#8221;, diz.<br><br>Em nota à MZ, a SEE informa que neste ano, como desde 2020, há conteúdo ao vivo transmitido pela televisão e pela internet para o Ensino Médio e para o 9º ano do Ensino Fundamental &#8220;de segunda a sexta-feira e conta também com reprises em horários alternativos&#8221;. Para os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, só há as aulas gravadas, que são disponibilizadas na internet. A secretaria não informou se há professores exclusivos para esse formato, se há acompanhamento de carga horária, nem se as aulas gravadas foram atualizadas para o novo ano letivo.<br><br>&#8220;Por fim, as escolas podem adotar as suas próprias estratégias, a fim de alcançar o maior número possível de estudantes conforme a realidade de cada local. A orientação em geral é que, em caso de sintomas ou opção pelo ensino remoto, os responsáveis devem procurar a direção da escola para explicar os motivos e definir o melhor modelo a ser adotado para o estudante&#8221;, diz a nota da secretaria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Distanciamento foi retirado do protocolo de volta às aulas. Crédito: Kleyvson Santos/SEE-PE</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Volta às aulas é terreno para explosão de casos</h3>



<p>A pandemia continua em plena aceleração em Pernambuco. Nesta quinta-feira, o secretário de saúde André Longo afirmou que a positividade geral nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) saltou de 37% para 51%. Em Gravatá, no Agreste do estado, esse índice chegou a 60% nesta semana. &#8220;Pelo que temos visto, acreditamos que metade da população de Gravatá está contaminada. É uma contaminação fora de controle. Para preservar as crianças que ainda não estão com a segunda dose, decidimos adiar as aulas. Não tem como abrir escolas nesse cenário&#8221;, afirma o secretário de saúde da cidade, José Edson de Souza.<br><br>Todo dia são disponibilizados 700 testes para a população gravataense, de mais de 85 mil habitantes. &#8220;Nos últimos dias, temos recebido até 400 testes positivos &#8220;, afirma José Edson.<br><br>O secretário também é presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e faz um alerta sobre a situação no interior do estado. &#8220;Assim como em outras ondas, começou pelo Recife e foi adentrando pelo agreste e sertão. Estamos vendo uma gravidade menor, com menos pessoas necessitando de UTI e quando precisam, é menos tempo, com uma semana já recebem alta. Mas há um problema grande de falta de médicos e leitos pediátricos. São poucas cidades que têm essa estrutura&#8221;, diz.<br><br>Para a epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Brito, o retorno das crianças às aulas deveria ser adiado em todo o estado. &#8220;Com a volta as aulas é inevitável a explosão de casos. Não se mede a gravidade de uma pandemia apenas pela virulência do vírus, a transmissibilidade também é essencial: mais transmissão, mais infectados, mais doentes, mais mortes&#8221;, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem exigência de vacinação contra covid-19</h4>



<p>Um levantamento da Agência Brasil aponta que, apesar do recorde de casos, 19 das 27 unidades da federação vão voltar com as aulas presenciais neste mês. O levantamento também coloca que a a vacinação dos alunos é trabalhada na maioria dos estados como recomendação. Mas São Paulo, Ceará, Amapá e Paraíba vão exigir a comprovação de conclusão do ciclo vacinal para as aulas presenciais.<br><br>O SEE optou por não cobrar a vacinação contra a covid-19, ainda que a maioria dos alunos da rede tenha mais de 12 anos &#8211; a vacinação para esse público começou no Brasil em setembro do ano passado. Em entrevista para redes de TV hoje, o secretário Marcelo Barros afirmou que pelo menos 60% dos alunos já se vacinaram com a segunda dose. No entanto, o painel de vacinação do Governo do Estado indica que a faixa de 12-17 anos está com menos de 45% de vacinados com a segunda dose.</p>



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	                                        <p class="m-0">Apenas 9% das crianças receberam a primeira dose em Pernambuco. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>Na faixa etária de 5 a 11 anos a situação de Pernambuco é uma das piores do Brasil. Menos de 9% das crianças receberam a primeira dose. Neste contexto de pouca vacinação e casos em alta, não é uma escolha fácil para as mães, pais e responsáveis levar ou não as crianças para escola.<br><br>Para os que decidem pelo ensino presencial, o infectologista Bruno Ishigami reforça as medidas de prevenção. &#8220;Que seja conversado em casa a importância do uso correto das máscaras. Se for fazer refeição, que seja em um ambiente ventilado, com menos crianças por perto, para diminuir o risco de contaminação. Se possível, conversar com as escolas para manter janelas abertas, portas abertas. Se necessário, colocar ventilador para melhor a ventilação e diminuir a chance de contaminação. Outra coisa que é interessante é de que, se houver caso sintomático, toda a escola seja avisada para ver a necessidade de isolamento e ver se vai restringir as aulas&#8221;, orienta.<br><br>Em nota, a SEE afirma que não vai exigir a vacinação contra a covid-19, mas vai incentivá-la. &#8220;Em relação ao comprovante de vacinação contra a Covid-19, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informa que a falta da vacina não será impedimento para os estudantes frequentarem as aulas presenciais. Mas, as escolas estão orientando os estudantes, pais e responsáveis sobre a importância da vacinação&#8221;.<br><br>Para Ishigami, essa postura é decepcionante. &#8220;Isso dá margem para o movimento antivacina no estado. Temos visto que esse movimento insiste que as vacinas fazem mal para as crianças, o que é uma grande mentira. As vacinas servem para proteger as crianças de formas graves e óbitos. Acho interessante cobrar até para estimular a vacinação&#8221;, afirma.<br><br>Dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após a aplicação de mais de 8,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 atestam a segurança do imunizante na faixa acima de 5 anos. Do total de vacinados, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor de cabeça ou dor no local da injeção. Não houve nenhum registro de óbito. </p>



<p>A doença, porém, pode ser letal também em crianças. <a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nota técnica da Fiocruz</a>, divulgada no final do ano passado, contabilizava 1.422 óbitos confirmados por covid-19 em crianças e adolescentes, sendo 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos. Em Pernambuco, dados do Governo do Estado contabilizam 124 óbitos na faixa etária abaixo de 19 anos, durante toda a pandemia.</p>



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<p>O post <a href="https://marcozero.org/estudantes-voltam-as-aulas-em-pernambuco-sem-exigencia-de-vacina-nem-protocolo-de-distanciamento/">Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Após recomendações e cobranças, Pernambuco irá reavaliar cenário da pandemia e restrições a atividades</title>
		<link>https://marcozero.org/apos-recomendacoes-e-cobrancas-pernambuco-ira-reavaliar-cenario-da-pandemia-e-restricoes-a-atividades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 20:55:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[festas privadas]]></category>
		<category><![CDATA[Ômicron]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir na próxima segunda (7) para analisar os dados desta semana e o cenário atual da covid-19.</p>



<p>Os integrantes do gabinete irão avaliar se modificam o protocolo de restrições, o que pode acontecer antes mesmo do fim do decreto vigente, que vale até o dia 15 deste mês, e como devem se comportar os eventos do período carnavalesco. A recomendação pressiona o governo pernambucano porque o Consórcio Nordeste atualmente é presidido pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara. </p>



<p>Todavia, por enquanto, as festas privadas estão mantidas, há vários grandes eventos confirmados para este final de semana. O anúncio sobre Carnaval deve acontecer entre a primeira e segunda quinzenas de fevereiro, já em cima da data.</p>



<p>O percentual de positividade no estado cresceu, tanto para casos leves quanto para casos graves da covid-19, segundo os dados do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen): saiu de 37% para 51%. Ao lado da superintendente de Imuizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, o secretário Longo disse que Pernambuco também começou a notar, e com mais força nos últimos três dias, um aumento de óbitos.</p>



<p>Na quarta semana epidemiológica do ano, o estado segue com uma desaceleração dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), motivada pelo arrefecimento da gripe influenza H3N2. Porém, por outro lado, a variante ômicron da covid-19, predominante, continua em aceleração, com forte impacto sobre os leitos.</p>



<p>A ocupação das UTIs públicas chegou a 90%. Houve, neste período, um total de 650 pedidos por vaga de UTI, um crescimento de 18% em relação à semana anterior e uma redução de 4% em 15 dias.</p>



<p>Nesta quarta (2), Pernambuco bateu recorde de toda a pandemia: foram 7.806 casos da covid-19.</p>



<p>Fique atento(a) ao novo protocolo de isolamento para sintomáticos e assintomáticos:</p>



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		<title>Mais de 1.100 profissionais da saúde tiveram covid-19 em Pernambuco só no mês de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 22:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada, a jornalista Paula Melo recebeu a notícia de que duas pessoas com quem teve contato recente estavam com covid-19. Quase sem sintomas, resolveu fazer o exame para descartar a infecção. Foi em um hospital particular e se deparou com três salas de espera lotadas. &#8220;Ouvi um funcionário falando que 12 colegas haviam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na semana passada, a jornalista Paula Melo recebeu a notícia de que duas pessoas com quem teve contato recente estavam com covid-19. Quase sem sintomas, resolveu fazer o exame para descartar a infecção. Foi em um hospital particular e se deparou com três salas de espera lotadas. &#8220;Ouvi um funcionário falando que 12 colegas haviam testado positivo, além de uma médica que ia atender à tarde&#8221;, conta. Com receio da super lotação e da demora no atendimento, marcou o exame em uma farmácia. Quando chegou o dia marcado, foi encaminhada para outra filial da rede: a profissional de saúde que iria fazer o teste não havia ido trabalhar pois estava com covid-19.<br><br>Na rede pública, a situação é ainda mais problemática, com setores dos hospitais Otávio de Freitas, Getúlio Vargas e da Restauração com até 50% das equipes afastadas por covid-19. No Hospital Barão de Lucena (HBL) o plantão de obstetrícia e neonatologia será fechado durante este fim de semana por causa da falta de profissionais. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informa que as solicitações de pacientes de neonatologia e obstetrícia devem ser encaminhadas para outras unidades da rede de saúde, inclusive para as unidades municipais, em casos de baixo risco.</p>



<p>O próprio secretário estadual da saúde, André Longo, reconhece o caos. &#8220;Há uma grande dificuldade de fazer reposição (dos profissionais de saúde). Se na população em geral estamos vendo de 30 a 40% de testes positivos, nos profissionais de saúde é de cerca de 50%. Estamos com muita dificuldade de fazer o <em>turnover</em> (rotatividade) porque em um plantão de 10 pessoas só se apresentam cinco trabalhadores, por que o resto adoeceu. Não estamos conseguindo repor na mesma velocidade da covid-19&#8243;, disse, na coletiva de imprensa na quinta-feira passada.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mesmo-com-estouro-da-omicron-pernambuco-mantem-eventos-privados-e-anuncia-auxilio-para-artistas/" class="titulo">Mesmo com estouro da ômicron, Pernambuco mantém eventos privados e anuncia auxílio para artistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>O adoecimento dos profissionais de saúde tem se multiplicado nas últimas semanas. De acordo com levantamento da Marco Zero nos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde, somente neste mês de janeiro 1.163 profissionais de saúde testaram positivo para covid-19.<br><br>É uma escalada perigosa: nos dez primeiros dias de janeiro, foram 69 positivos. Nos últimos dez dias, 946 profissionais testaram positivo. Um aumento de 1.271%. Esta semana foi particularmente difícil, com 160 casos confirmados na quinta-feira. De ontem para hoje, mais 136 positivados. Desde o começo da pandemia, 96.832 profissionais do estado foram testados, tendo 32.961 positivado para a covid-19.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Doentes e sem férias</h2>



<p>Depois de quase dois anos intensos de pandemia, auxiliares, técnicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, médicos e outros profissionais da saúde estão tendo um começo de ano sem descanso. E até sem direito a férias ou licenças. Durante a semana, algumas unidades de saúde cancelaram as férias dos profissionais, como o Hospital Oswaldo Cruz. Hoje, o Diário Oficial traz uma determinação do governo suspendendo por 60 dias as férias e licenças dos profissionais da rede estadual, começando a valer no dia 1 de fevereiro.<br><br>Isso acontece apenas um dia após o governo manter eventos com até 3 mil pessoas (desde que vacinadas e testadas). Ainda que o protocolo para o período de carnaval ainda não tenha sido anunciado, o que deve acontecer antes do dia 15 de fevereiro, camarotes em Olinda e festas em Boa Viagem seguem postando que estão &#8220;confirmados&#8221;, numa clara confiança dos produtores de que o governo não vai aumentar as restrições.<br><br>Exaustos, os profissionais de saúde exigem mais controle da pandemia. &#8220;É hora do governo voltar a pensar na questão do <em>lockdown</em>. Estamos muito perto da sobrecarga de trabalho que vimos no auge da pandemia. Mas agora muitos estão há longos períodos sem tirar férias, estão adoecidos. A sobrecarga de trabalho que sempre existiu, triplicou na pandemia. A diferença é que hoje os pacientes já não chegam tão graves, mas as emergências estão superlotadas&#8221;, conta presidente do  Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco, Ludmilla Outtes.<br><br>Se recuperando ela própria da covid-19, Ludmilla conta que muitos colegas estão na mesma situação. &#8220;Não temos dados precisos, mas cerca de 25% a 30% dos enfermeiros e enfermeiras estão afastados de suas funções por conta da covid-19. Quem permanece trabalhando, está sobrecarregado, principalmente na rede privada que, segundo ela, não investe na reposição dos funcionários. &#8220;Os plantões ficam desfalcados, é preciso trabalhar o dobro ou o triplo. Tanto na rede pública ou privada os profissionais estão no limite, trabalhando até ficarem doentes, de covid-19 ou de estafa&#8221;, alerta.</p>



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	                                        <p class="m-0">Produtoras confirmam shows em fevereiro: certeza de que não haverá restrições. Crédito: Divulgação Carvalheira na Ladeira</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Falta de restrições ajuda a sobrecarregar hospitais</h3>



<p>De acordo com o mais recente boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a situação da pandemia está piorando no país todo. Pernambuco é uma das sete unidades da federação que está na zona de alerta crítico, com 81% de ocupação de leitos de UTI para covid-19. Já é o segundo boletim seguido em que Pernambuco se mantém no mais alto nível, sem melhora.<br><br>&#8220;Não tivemos muitos momentos de melhora. Estamos em um estado de fadiga muito grande. Já são dois anos de pandemia&#8221;, lamenta o presidente do sindicato dos médicos (Simepe), Rodrigo Rosas, que taxou de &#8220;péssima&#8221; a decisão do governo estadual de suspender as férias dos profissionais. &#8220;As férias são muito importantes para dar uma renovada, uma resfriada na cabeça e no corpo para poder voltar à batalha diária. O estado poderia ter tomado outras medidas para não chegar a esse ponto de penalizar os profissionais. O governo deveria contratar mais. O que tem feito é insuficiente&#8221;, afirma Rosas.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/quanto-tempo-vai-durar-a-onda-da-variante-omicron-no-brasil/" class="titulo">Quanto tempo vai durar a onda da variante ômicron no Brasil?</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que foram convocados 1,1 mil trabalhadores para a assistência na rede estadual de saúde. &#8220;No total, são 13,8 mil profissionais convocados pela SES-PE, entre aprovados em concurso público e em seleções simplificadas, desde o início da pandemia&#8221;, afirma a nota. Para Rosas, também não adianta só contratar. &#8220;Tem que oferecer condições de trabalho. Tem médico que passa no concurso e não aguenta um dia&#8221;, afirma.<br><br>O presidente do Simepe faz coro com Ludmilla Outtes sobre a falta de restrições para conter o avanço da variante ômicron. &#8220;Tudo indica que o governo vai liberar as festas privadas durante o carnaval. Mas espero que não, porque seria uma medida em oposição à outra. Você pune os profissionais de saúde porque a pandemia está saindo de controle, e de repente, você libera para que alguns grupos da população possam se reunir e continuar a pressionar o aumento da pandemia&#8221;, reclama, apontando a incoerência nas ações do Governo do Estado.<br><br>O Simepe não tem um número de quantos médicos e médicas foram afastados por covid-19 nesse mês. &#8220;Mas é um número que vem aumentando&#8221;, afirma Rosas. No plantão que faz na clínica médica do Hospital da Restauração ele conta que metade da equipe está afastada por conta da doença.<br><br>Diretor do Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (SatenPE), Gomes Filho reconhece a dificuldade do momento em encontrar profissionais, mas cobra que seja flexibilizada a decisão de suspender todas as férias e licenças. &#8220;Há pessoas que precisam dessas férias e licenças para não chegar à exaustão, à síndrome de <em>burnout</em>&#8220;, afirma. &#8220;Não é um ou outro hospital que está com dificuldade em montar os plantões. São todos. E novamente a enfermagem é sacrificada. Enquanto isso, segue tudo aberto: bares, shows, lojas, shoppings, o trabalhador enfrentando ônibus lotados sem distanciamento algum&#8221;, critica.<br><br>Se no começo da pandemia, a oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) era uma das principais demandas das categorias, hoje essa reivindicação, pelo menos, foi sanada. &#8220;Foi uma batalha grande. Quando acontece falta de EPIs geralmente é em uma unidade ou outra, um problema mais pontual&#8221;, diz Gomes Filho.<br><br>O diretor do Satenpe alerta que a situação pode ficar ainda mais caótica com a volta às aulas. &#8220;Como profissional de saúde, acho que deveria haver um olhar de vigilância das prefeituras e do estado sobre a responsabilidade sanitária. Manter a decisão de colocar as crianças na escola com a pandemia descontrolada como está é um perigo. Não temos leitos suficientes e, principalmente, não temo pessoal. Encontrar médicos e enfermeiros de pediatria é difícil&#8221;, comentou.</p>



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