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	<title>Arquivos pandemia em Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos pandemia em Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>&#8220;Fim da pandemia&#8221; e filme sobre a covid levam equipe do Hospital Oswaldo Cruz às lágrimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:04:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[fim da pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia do “fim da pandemia” chegou ao Hospital Oswaldo Cruz (HUOC) quando 200 profissionais da linha de frente, funcionários administrativos e estudantes dos cursos de saúde da Universidade de Pernambuco (UPE) assistiam ao documentário Quando falta o ar, sobre os momentos mais duros da emergência global provocada pela covid-19 no Brasil. A coincidência levou [&#8230;]</p>
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<p>A notícia do “fim da pandemia” chegou ao Hospital Oswaldo Cruz (HUOC) quando 200 profissionais da linha de frente, funcionários administrativos e estudantes dos cursos de saúde da Universidade de Pernambuco (UPE) assistiam ao documentário <em>Quando falta o ar</em>, sobre os momentos mais duros da emergência global provocada pela covid-19 no Brasil. A coincidência levou a sessão de cinema a desaguar em catarse, com médicos, enfermeiras, auxiliares e gestores do hospital aos prantos quando as luzes do auditório se acenderam.</p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Divulgação</p>
	                
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<p>A pré-estreia de <em>Quando falta o ar</em> acontecerá amanhã, 6 de maio, no Cinema do Museu da Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, mas a direção do hospital convidou a cineasta Ana Petta para fazer uma sessão especial para a equipe do hospital com o objetivo de celebrar o fechamento do último pavilhão destinado aos pacientes de covid. O debate entre a diretora do filme, o roteirista Paulo Celestino e a equipe do Oswaldo Cruz acabou sendo mais longo e emocionante do que o previsto.</p>



<p>As imagens do documentário foram captadas em diferentes locais e realidades: no Morro da Conceição, no Recife, onde acompanhou o cotidiano de uma equipe de Saúde da Família; no Hospital das Clínicas, em São Paulo, que acabou se tornando a maior UTI para covid do planeta; em um presídio de Salvador; numa comunidade ribeirinha do interior do Pará; e em Manaus, nos primeiros dias da crise da falta de oxigênio.</p>



<p>Ana Petta explicou que seu foco “não era fazer um filme sobre o que Bolsonaro fez durante a pandemia”. O mais importante, segundo a cineasta, foi “registrar a médica negra do presídio que coloca música durante uma consulta em um momento tão difícil ou o SUS chegar num barquinho a uma comunidade onde as crianças nem certidão de nascimento têm”. Até hoje, quando vê a imagem da equipe de saúde no barco, escolhida para o cartaz promocional do filme, Petta se emociona.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fortes lembranças</strong></h2>



<p>As lágrimas escorriam pelo rosto da enfermeira Thatiane Torres antes do fim da sessão. Por várias vezes, durante os 50 minutos de diálogo com a equipe do filme, ela voltou a cair no choro, entre soluços, sem qualquer desejo de conter o pranto. “Choro porque aqui a gente atuou de maneira coletiva, trabalhamos juntos. Cada um se comprometeu a fazer o melhor para defender a nossa saúde pública, a defender o SUS e os pacientes. E tudo aquilo que vivemos, voltou hoje. É por isso que eu choro”, desabafou Tatiane.</p>



<p>Logo que o debate foi aberto, o silêncio imperou. Parecia que o microfone ficaria às moscas, até que o infectologista Demócrito Miranda agradeceu à cineasta: “Como médico infectologista, me senti representado no filme, me reconheci no filme. Vocês fizeram uma denúncia com o peso que uma denúncia precisa ter, mas em nenhum momento faltaram com respeito às pessoas. Do ponto de vista da ética, é irretocável. Obrigado!”.</p>



<p>A partir daí, várias pessoas pediram a palavra para falar do que viveram. Uma delas foi a própria gestora executiva do hospital, a enfermeira Izabel Christina de Avelar. “Somos sobreviventes de um governo de morte, nos afastamos de nossos parentes, percorríamos uma cidade vazia para ir e voltar do trabalho, mas nunca esquecerei do dia em que, saindo do hospital, vi cartazes colados nos postes com mensagens de apoio ao que estávamos fazendo”, afirmou a gestora.</p>



<p>Ela também chorou.</p>



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	                                        <p class="m-0">Observada por cineasta Ana Petta, gestora do HUOC recorda situações emocionantes. Crédito: Arnaldo Sete/MZ</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>A superação do medo</strong></h3>



<p>Durante as filmagens a equipe do filme teve medo de contrair a doença? Ao responder à esta pergunta óbvia, Ana Petta arregala os olhos verdes: “E então! Muito medo. O tempo todo. Filmamos tudo com aqueles trajes de astronauta, mas ninguém da nossa equipe adoeceu”. Medo, provavelmente, foi a palavra mais usada nos depoimentos dos profissionais que fizeram seus relatos ao final da exibição. Talvez só comparável a “genocídio”, sempre mencionada com indisfarçável rancor.</p>



<p>O infectologista e epidemiologista Demétrius Montenegro, responsável por coordenador a equipe de referência no estado, admitiu que o medo lhe acompanhou durante toda a pandemia. “O maior desafio foi montar a equipe e prepará-la para enfrentar o medo que eu também estava sentindo. Lembro que duas colegas médicas de outra especialidade, que atuam em ambulatório, estavam apavoradas. Eu as acompanhei no primeiro plantão para passar uma segurança que eu mesmo não tinha”, recordou Montenegro.</p>



<p>Houve quem confessasse ter ficado “paralisada, sem conseguir se aproximar do paciente” em seu primeiro plantão. Uma auxiliar de enfermagem que considerava estar relativamente segura por trabalhar no setor de pediatria, lembra que estava de plantão no dia em que a primeira criança na UTI testou positivo. “Meu primeiro pensamento foi ‘como vou contar isso para minha família?’, mas, depois, veio outra mais urgente: ‘como as crianças ficarão isoladas em uma UTI, sem o pai e a mãe por perto?’”</p>



<p>José Rosa, funcionário do almoxarifado do HUOC também se considera parte da linha de frente, mas não quis falar ao microfone. Ao lado do repórter, ele comentou que “assistir a esse filme foi reviver um momento horrível, que nenhum de nós estava preparado para viver”. </p>



<p>A pré-estreia no Recife do filme é às 19h30 deste sábado (06), no Cinema do Museu da Fundação Joaquim Nabuco (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte). Depois da exibição, haverá debate com a diretora Ana Petta, o roteirista e montador Paulo Celestino e duas personagens do documentário, a médica Rafaela Pacheco e a agente comunitária de saúde Conceição de Maria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Auditório do hospital lotou para assistir documentário Quando falta o ar. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo.</p>
	                
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<ul class="wp-block-list"><li><strong>Serviço</strong>: <strong>pré-estreia no Recife, dia 6 de maio (sábado), as 19h30, no Cinema do Museu da Fundação Joaquim Nabuco, na avenida. Dezessete de Agosto, 2187 &#8211; Casa Forte. A partir de 11 de maio, o filme passa fazer parte da programação normal do cinema</strong>.</li></ul>



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		<title>Pernambuco libera eventos com 10 mil pessoas e retira obrigatoriedade de teste de covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Mar 2022 18:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aglomeração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira (15), em coletiva de imprensa, o Governo de Pernambuco anunciou novas flexibilizações do Plano de Convivência com a covid-19. O Gabinete de Enfrentamento à doença definiu que está liberada a realização de eventos – incluindo sociais, corporativos e culturais – com até 10 mil pessoas ou 70% da capacidade do local (o que [&#8230;]</p>
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<p>Nesta terça-feira (15), em coletiva de imprensa, o Governo de Pernambuco anunciou novas flexibilizações do Plano de Convivência com a covid-19. O Gabinete de Enfrentamento à doença definiu que está liberada a realização de eventos – incluindo sociais, corporativos e culturais – com até 10 mil pessoas ou 70% da capacidade do local (o que for menor). A medida entra em vigor nesta quarta (16), com validade até 31 de março.</p>



<p>Outra grande novidade é a liberação do teste negativo de covid-19 para acessar eventos de médio e grande porte. O comitê julgou que essa medida não é mais necessária. Outra mudança é sobre a apresentação do passaporte vacinal. Ele segue obrigatório para estabelecimentos de alimentação e eventos em geral, mas quem for maior de 18 anos precisará apresentar também a dose de reforço, caso já tenha cumprido o prazo de quatro meses desde a segunda aplicação. Para todas as pessoas entre 12 e 17 anos, será exigida a segunda dose da vacina.</p>



<p>O secretário estadual de Saúde, André Longo, descartou mais uma vez a liberação do uso de máscaras, que segue obrigatória em Pernambuco, em locais fechados e também abertos. “Apesar de um cenário promissor, a pandemia ainda não acabou, tampouco virou uma endemia. As pessoas estão ansiosas pelo seu fim e com um desejo enorme de retirar as máscaras, mas isso só será possível se conseguirmos aumentar o número de pessoas efetivamente protegidas, porque nossa prioridade precisa continuar sendo com a saúde e com a vida dos pernambucanos”, afirmou.</p>



<p>Nos estádios de futebol, será permitida a presença das torcidas obedecendo o limite de 50% da capacidade do local. O maior estádio de Pernambuco, o Arruda, tem lugar para 60 mil pessoas. Mas, desde o final de janeiro, após vistoria do Corpo de Bombeiros, teve a capacidade reduzida 37.400 pessoas. Com as novas regras, poderá então receber metade desse público: 18.700. No caso do próprio Arruda e da Ilha do Retiro, a presença de público ainda não foi liberada por razões alheias à pandemia, pois Santa Cruz e Sport, proprietários dos estádios, ainda não atenderam às exigências de segurança do Corpo de Bombeiros.</p>



<p>Para outros eventos esportivos e competições em geral, será permitido um público de até 10 mil pessoas ou 70% da capacidade (o que for menor).</p>



<p>Já os serviços de alimentação poderão, nesse mesmo período, operar com capacidade máxima, com cumprimento dos protocolos estabelecidos pelo setor, incluindo máscara e distanciamento. Cinemas, teatros, circos, museus e demais equipamentos culturais também atuarão com 100% do público.</p>



<p>O protocolo atual, que vale até esta terça (15), permitia eventos sociais e esportivos, incluindo estádios, com até 3 mil pessoas em locais abertos e com até 1,5 mil pessoas em espaços fechados ou até 70% da capacidade para ambos os casos (o que fosse menor).</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/quanto-tempo-vai-durar-a-onda-da-variante-omicron-no-brasil/" class="titulo">Quanto tempo vai durar a onda da variante ômicron no Brasil?</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
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		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vacinação ainda precisa avançar</strong></h2>



<p>O secretário Longo informou que Pernambuco ainda não conseguiu atingir a marca de 80% de cobertura da segunda dose, ou dose única, no público acima de 18 anos. Entre as crianças de 5 a 11 anos, o <a href="https://www.instagram.com/p/Cae0zCkLYDj/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">percentual de cobertura é de apenas 44% na primeira dose</a>. E na terceira dose, apenas 39% do público elegível foi vacinado.</p>



<p>Nos idosos a cobertura está abaixo dos 70%. São mais de 350 mil pessoas com mais de 60 anos que tomaram a segunda dose, mas ainda não voltaram para tomar a dose de reforço.</p>



<p>“Apesar da segurança e eficácia das vacinas, ainda estamos com coberturas aquém do desejado e, mesmo colhendo bons indicadores semana após semana, ainda temos, neste momento, 480 pacientes internados nos leitos de UTI da rede. Assim, se quisermos vencer o vírus precisamos manter o cuidado, especialmente com o uso da máscara, e ampliar a vacinação”, pontuou Longo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Indicadores caem pela 5ª semana</strong> seguida</h3>



<p>Desde o início da pandemia, o Estado já soma 21.226 mortes em decorrência da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram contabilizados 11 óbitos, ocorridos entre 13 de março de 2021 e 10 de março de 2022. Também foram confirmados mais 2.379 casos, sendo 36 (1,5%) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 2.343 (98,5%) leves. Agora, Pernambuco totaliza 868.742 confirmações da doença.</p>



<p>De acordo com os dados apresentados por Longo na coletiva desta terça (15), o estado tem uma tendência contínua de redução dos indicadores do novo coronavírus. Na Semana Epidemiológica 10, que compreende o período entre 6 e 12 de março, pela quinta semana seguida houve redução nos casos de Srag com resultado positivo para a covid-19. Foram 55 registros, uma queda de 40% e de 58% em comparação às semanas epidemiológicas 9 e 8, respectivamente.</p>



<p>A positividade para a covid-19 entre as amostras processadas no Lacen-PE registrou queda de 95% no período de seis semanas. Na última semana de janeiro, de cada 100 exames processados, 52 positivaram. Atualmente, de cada 100 testes de RT-PCR, apenas 2,5 dão positivo. Já os dados da Central de Regulação Hospitalar apontam que a Semana 10 registrou o menor patamar de pedidos por leitos de UTI deste ano. Foram 251 solicitações, uma queda de 19% em uma semana e de 18% em 15 dias.</p>



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<p></p>
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		<title>Estudantes voltam às aulas em Pernambuco sem exigência de vacina nem protocolo de distanciamento</title>
		<link>https://marcozero.org/estudantes-voltam-as-aulas-em-pernambuco-sem-exigencia-de-vacina-nem-protocolo-de-distanciamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aulas online]]></category>
		<category><![CDATA[aulas presenciais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia e educação]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário [&#8230;]</p>
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<p>Nas últimas semanas uma sucessão de recordes de novos casos diários de covid-19 foram quebrados em Pernambuco e no Brasil. Em Pernambuco, a taxa de ocupação das UTIs está hoje em 90%. Desde 16 de junho do ano passado não se chegava a esse percentual, de acordo com números do Governo do Estado. O cenário crítico, porém, não impediu que o governo mantivesse a volta às aulas no presencial nesta quinta-feira. São cerca de 580 mil estudantes matriculados. Mas há dúvidas se essa volta vai se manter pelas próprias semanas, ou dias, com o afastamento de profissionais da educação já mudando o formato da volta às aulas na rede municipal do Recife.<br><br>Várias cidades pernambucanas adiaram a volta ou decidiram apenas pelo formato híbrido. A prefeitura do Recife foi uma das que apostou em um volta presencial, mas a escalada da variante ômicron se impôs. Ao invés de 92 mil alunos de volta às salas de aula nesta semana, a prefeitura foi obrigada a mudar os planos por conta do altíssimo número de professores e funcionários afastados por conta da covid-19. Aproximadamente 22 mil alunos voltaram para as escolas.<br><br>Neste ano, a alta de casos começou mais cedo, fazendo com que o início do calendário escolar coincida com o que o governo considera ser o pico dessa nova onda do coronavírus, embora ela ainda possa se se manter em patamares altos pelas próximas semanas. Por conta da escalada da ômicron, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) solicitou que as aulas fossem adiadas. Não foi atendido pelo governo.<br><br>No ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), 92% dos alunos retornaram para as aulas presenciais. A presidente do Sintepe, Ivete Caetano, critica o protocolo contra a covid-19 adotado pela secretaria, que foi atualizado ano passado. &#8220;Não há mais distanciamento entre o alunos. Isso foi retirado no último protocolo&#8221;, diz. Outra reclamação é que, embora no protocolo conste que deve se favorecer ambientes arejados e ventilados, não houve adaptação ou readequação da estrutura das escolas nesses dois anos de pandemia. &#8220;Nada foi feito nesse sentido&#8221;, afirma.<br><br>Para ela, os surtos serão inevitáveis. &#8220;Os casos graves diminuíram por conta da vacinação, mas sabemos que é uma variante muito mais contagiosa. A vacinação freia o agravamento, mas não impede que as pessoas fiquem doentes. Vão acontecer muitos surtos nas escolas. E naturalmente as escolas vão ter muita dificuldade de manter as aulas. Há unidades com 400, 600, até mil estudantes que estão voltando sem distanciamento dentro das salas de aulas&#8221;, revela a presidente do Sintepe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guerra desigual</h2>



<p>O sindicato deflagrou hoje uma paralisação, pela questão sanitária, mas há poucas esperanças de que os professores consigam ficar fora das salas de aula. &#8220;Ano passado, também na pandemia, a Justiça declarou a ilegalidade da nossa greve. Temos um governo e um judiciário que são plenamente a favor das aulas presenciais, mesmo que isso custe a saúde dos trabalhadores, alunos e famílias. É uma guerra desigual&#8221;, diz.<br><br>De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), os estudantes também podem continuar optando pelo ensino remoto, na <a href="https://educape.educacao.pe.gov.br/">plataforma Educa-PE</a>, que está disponível desde 06 de abril de 2020.</p>



<p>No próximo dia 11, o Sintepe e o governo terão nova rodada de negociações. Além do cumprimento do piso salarial da vacinação, o sindicato vai pedir a cobrança da carteira de vacinação para os alunos e mais informações sobre os dados de saúde dos trabalhadores e alunos da rede estadual. &#8220;Não sabemos, por exemplo, quantos alunos com comorbidades há na rede. No ensino híbrido, não sabemos quantos professores dão aula nesse modelo, não há professores exclusivos para essas aulas. Esse ensino remoto é praticamente inexistente&#8221;, diz.<br><br>Em nota à MZ, a SEE informa que neste ano, como desde 2020, há conteúdo ao vivo transmitido pela televisão e pela internet para o Ensino Médio e para o 9º ano do Ensino Fundamental &#8220;de segunda a sexta-feira e conta também com reprises em horários alternativos&#8221;. Para os estudantes do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, só há as aulas gravadas, que são disponibilizadas na internet. A secretaria não informou se há professores exclusivos para esse formato, se há acompanhamento de carga horária, nem se as aulas gravadas foram atualizadas para o novo ano letivo.<br><br>&#8220;Por fim, as escolas podem adotar as suas próprias estratégias, a fim de alcançar o maior número possível de estudantes conforme a realidade de cada local. A orientação em geral é que, em caso de sintomas ou opção pelo ensino remoto, os responsáveis devem procurar a direção da escola para explicar os motivos e definir o melhor modelo a ser adotado para o estudante&#8221;, diz a nota da secretaria.</p>



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	                                        <p class="m-0">Distanciamento foi retirado do protocolo de volta às aulas. Crédito: Kleyvson Santos/SEE-PE</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Volta às aulas é terreno para explosão de casos</h3>



<p>A pandemia continua em plena aceleração em Pernambuco. Nesta quinta-feira, o secretário de saúde André Longo afirmou que a positividade geral nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) saltou de 37% para 51%. Em Gravatá, no Agreste do estado, esse índice chegou a 60% nesta semana. &#8220;Pelo que temos visto, acreditamos que metade da população de Gravatá está contaminada. É uma contaminação fora de controle. Para preservar as crianças que ainda não estão com a segunda dose, decidimos adiar as aulas. Não tem como abrir escolas nesse cenário&#8221;, afirma o secretário de saúde da cidade, José Edson de Souza.<br><br>Todo dia são disponibilizados 700 testes para a população gravataense, de mais de 85 mil habitantes. &#8220;Nos últimos dias, temos recebido até 400 testes positivos &#8220;, afirma José Edson.<br><br>O secretário também é presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e faz um alerta sobre a situação no interior do estado. &#8220;Assim como em outras ondas, começou pelo Recife e foi adentrando pelo agreste e sertão. Estamos vendo uma gravidade menor, com menos pessoas necessitando de UTI e quando precisam, é menos tempo, com uma semana já recebem alta. Mas há um problema grande de falta de médicos e leitos pediátricos. São poucas cidades que têm essa estrutura&#8221;, diz.<br><br>Para a epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Brito, o retorno das crianças às aulas deveria ser adiado em todo o estado. &#8220;Com a volta as aulas é inevitável a explosão de casos. Não se mede a gravidade de uma pandemia apenas pela virulência do vírus, a transmissibilidade também é essencial: mais transmissão, mais infectados, mais doentes, mais mortes&#8221;, afirma.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem exigência de vacinação contra covid-19</h4>



<p>Um levantamento da Agência Brasil aponta que, apesar do recorde de casos, 19 das 27 unidades da federação vão voltar com as aulas presenciais neste mês. O levantamento também coloca que a a vacinação dos alunos é trabalhada na maioria dos estados como recomendação. Mas São Paulo, Ceará, Amapá e Paraíba vão exigir a comprovação de conclusão do ciclo vacinal para as aulas presenciais.<br><br>O SEE optou por não cobrar a vacinação contra a covid-19, ainda que a maioria dos alunos da rede tenha mais de 12 anos &#8211; a vacinação para esse público começou no Brasil em setembro do ano passado. Em entrevista para redes de TV hoje, o secretário Marcelo Barros afirmou que pelo menos 60% dos alunos já se vacinaram com a segunda dose. No entanto, o painel de vacinação do Governo do Estado indica que a faixa de 12-17 anos está com menos de 45% de vacinados com a segunda dose.</p>



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	                                        <p class="m-0">Apenas 9% das crianças receberam a primeira dose em Pernambuco. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
	                
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<p>Na faixa etária de 5 a 11 anos a situação de Pernambuco é uma das piores do Brasil. Menos de 9% das crianças receberam a primeira dose. Neste contexto de pouca vacinação e casos em alta, não é uma escolha fácil para as mães, pais e responsáveis levar ou não as crianças para escola.<br><br>Para os que decidem pelo ensino presencial, o infectologista Bruno Ishigami reforça as medidas de prevenção. &#8220;Que seja conversado em casa a importância do uso correto das máscaras. Se for fazer refeição, que seja em um ambiente ventilado, com menos crianças por perto, para diminuir o risco de contaminação. Se possível, conversar com as escolas para manter janelas abertas, portas abertas. Se necessário, colocar ventilador para melhor a ventilação e diminuir a chance de contaminação. Outra coisa que é interessante é de que, se houver caso sintomático, toda a escola seja avisada para ver a necessidade de isolamento e ver se vai restringir as aulas&#8221;, orienta.<br><br>Em nota, a SEE afirma que não vai exigir a vacinação contra a covid-19, mas vai incentivá-la. &#8220;Em relação ao comprovante de vacinação contra a Covid-19, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informa que a falta da vacina não será impedimento para os estudantes frequentarem as aulas presenciais. Mas, as escolas estão orientando os estudantes, pais e responsáveis sobre a importância da vacinação&#8221;.<br><br>Para Ishigami, essa postura é decepcionante. &#8220;Isso dá margem para o movimento antivacina no estado. Temos visto que esse movimento insiste que as vacinas fazem mal para as crianças, o que é uma grande mentira. As vacinas servem para proteger as crianças de formas graves e óbitos. Acho interessante cobrar até para estimular a vacinação&#8221;, afirma.<br><br>Dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após a aplicação de mais de 8,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 atestam a segurança do imunizante na faixa acima de 5 anos. Do total de vacinados, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor de cabeça ou dor no local da injeção. Não houve nenhum registro de óbito. </p>



<p>A doença, porém, pode ser letal também em crianças. <a href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nota técnica da Fiocruz</a>, divulgada no final do ano passado, contabilizava 1.422 óbitos confirmados por covid-19 em crianças e adolescentes, sendo 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos. Em Pernambuco, dados do Governo do Estado contabilizam 124 óbitos na faixa etária abaixo de 19 anos, durante toda a pandemia.</p>



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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Após recomendações e cobranças, Pernambuco irá reavaliar cenário da pandemia e restrições a atividades</title>
		<link>https://marcozero.org/apos-recomendacoes-e-cobrancas-pernambuco-ira-reavaliar-cenario-da-pandemia-e-restricoes-a-atividades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 20:55:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por mais restrições, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (3 de fevereiro), que, diante da continuidade da aceleração da ômicron, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 irá se reunir na próxima segunda (7) para analisar os dados desta semana e o cenário atual da covid-19.</p>



<p>Os integrantes do gabinete irão avaliar se modificam o protocolo de restrições, o que pode acontecer antes mesmo do fim do decreto vigente, que vale até o dia 15 deste mês, e como devem se comportar os eventos do período carnavalesco. A recomendação pressiona o governo pernambucano porque o Consórcio Nordeste atualmente é presidido pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara. </p>



<p>Todavia, por enquanto, as festas privadas estão mantidas, há vários grandes eventos confirmados para este final de semana. O anúncio sobre Carnaval deve acontecer entre a primeira e segunda quinzenas de fevereiro, já em cima da data.</p>



<p>O percentual de positividade no estado cresceu, tanto para casos leves quanto para casos graves da covid-19, segundo os dados do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen): saiu de 37% para 51%. Ao lado da superintendente de Imuizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, o secretário Longo disse que Pernambuco também começou a notar, e com mais força nos últimos três dias, um aumento de óbitos.</p>



<p>Na quarta semana epidemiológica do ano, o estado segue com uma desaceleração dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), motivada pelo arrefecimento da gripe influenza H3N2. Porém, por outro lado, a variante ômicron da covid-19, predominante, continua em aceleração, com forte impacto sobre os leitos.</p>



<p>A ocupação das UTIs públicas chegou a 90%. Houve, neste período, um total de 650 pedidos por vaga de UTI, um crescimento de 18% em relação à semana anterior e uma redução de 4% em 15 dias.</p>



<p>Nesta quarta (2), Pernambuco bateu recorde de toda a pandemia: foram 7.806 casos da covid-19.</p>



<p>Fique atento(a) ao novo protocolo de isolamento para sintomáticos e assintomáticos:</p>



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		<title>Com recorde de casos de covid-19, Ministério Público cobra mudanças no Plano de Convivência</title>
		<link>https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-19-ministerio-publico-cobra-mudancas-no-plano-de-convivencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 19:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério Público de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pernambuco continua batendo recorde atrás de recorde de novos casos de coronavírus. Dados de hoje da Secretaria Estadual de Saúde apontam 7.806 novos casos de covid-19, sendo 100 (1,2% do total) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que geralmente exigem internação hospitalar. É o maior número de novos casos já registrados no estado em toda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pernambuco continua batendo recorde atrás de recorde de novos casos de coronavírus. Dados de hoje da Secretaria Estadual de Saúde apontam 7.806 novos casos de covid-19, sendo 100 (1,2% do total) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que geralmente exigem internação hospitalar. É o maior número de novos casos já registrados no estado em toda a pandemia.</p>



<p>Com o descontrole causado pela variante ômicron, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que Secretaria Estadual de Saúde reavalie o Plano de Convivência vigente. Desde o dia 14 de janeiro, antes da subida íngreme da curva da ômicron, o estado está com o mesmo protocolo, que permite eventos com até 3 mil pessoas em área aberta.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mais-de-1-100-profissionais-da-saude-tiveram-covid-19-em-pernambuco-so-no-mes-de-janeiro/" class="titulo">Mais de 1.100 profissionais da saúde tiveram covid-19 em Pernambuco só no mês de janeiro</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Em recomendação entregue ontem ao secretário de saúde André Longo, o MPPE cobra providências para não permitir aglomeração de pessoas, &#8220;sejam estabelecimentos comerciais, eventos sociais e culturais, adotando, se for o caso, medidas restritivas mais severas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Há grave risco à saúde pública gerado também pela permissão da realização de grandes eventos sociais, culturais e festivos”, destacaram as promotoras de Justiça Helena Capela e Eleonora Marise Rodrigues, no ofício.<br>A Secretaria Estadual de Saúde tem um prazo de 72 horas para informar o MPPE sobre o acatamento ou não dos termos da recomendação. Como se trata de uma recomendação, o Governo de Pernambuco não é obrigado a seguir as sugestões.</p>



<p>De acordo com levantamento da Fiocruz divulgado hoje, Pernambuco registrou tendência de crescimento de casos de SRAG nas últimas três semanas. Com o aumento de casos e os hospitais pressionados, o Governo resolveu na semana passada suspender por 60 dias férias e licenças de profissionais de saúde. </p>



<p>Mas o mesmo Governo manteve as festas privadas e ainda não se pronunciou sobre a proibição das festas privadas durante o carnaval.<br></p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mesmo-com-estouro-da-omicron-pernambuco-mantem-eventos-privados-e-anuncia-auxilio-para-artistas/" class="titulo">Mesmo com estouro da ômicron, Pernambuco mantém eventos privados e anuncia auxílio para artistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-19-ministerio-publico-cobra-mudancas-no-plano-de-convivencia/">Com recorde de casos de covid-19, Ministério Público cobra mudanças no Plano de Convivência</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mais de 1.100 profissionais da saúde tiveram covid-19 em Pernambuco só no mês de janeiro</title>
		<link>https://marcozero.org/mais-de-1-100-profissionais-da-saude-tiveram-covid-19-em-pernambuco-so-no-mes-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 22:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada, a jornalista Paula Melo recebeu a notícia de que duas pessoas com quem teve contato recente estavam com covid-19. Quase sem sintomas, resolveu fazer o exame para descartar a infecção. Foi em um hospital particular e se deparou com três salas de espera lotadas. &#8220;Ouvi um funcionário falando que 12 colegas haviam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na semana passada, a jornalista Paula Melo recebeu a notícia de que duas pessoas com quem teve contato recente estavam com covid-19. Quase sem sintomas, resolveu fazer o exame para descartar a infecção. Foi em um hospital particular e se deparou com três salas de espera lotadas. &#8220;Ouvi um funcionário falando que 12 colegas haviam testado positivo, além de uma médica que ia atender à tarde&#8221;, conta. Com receio da super lotação e da demora no atendimento, marcou o exame em uma farmácia. Quando chegou o dia marcado, foi encaminhada para outra filial da rede: a profissional de saúde que iria fazer o teste não havia ido trabalhar pois estava com covid-19.<br><br>Na rede pública, a situação é ainda mais problemática, com setores dos hospitais Otávio de Freitas, Getúlio Vargas e da Restauração com até 50% das equipes afastadas por covid-19. No Hospital Barão de Lucena (HBL) o plantão de obstetrícia e neonatologia será fechado durante este fim de semana por causa da falta de profissionais. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informa que as solicitações de pacientes de neonatologia e obstetrícia devem ser encaminhadas para outras unidades da rede de saúde, inclusive para as unidades municipais, em casos de baixo risco.</p>



<p>O próprio secretário estadual da saúde, André Longo, reconhece o caos. &#8220;Há uma grande dificuldade de fazer reposição (dos profissionais de saúde). Se na população em geral estamos vendo de 30 a 40% de testes positivos, nos profissionais de saúde é de cerca de 50%. Estamos com muita dificuldade de fazer o <em>turnover</em> (rotatividade) porque em um plantão de 10 pessoas só se apresentam cinco trabalhadores, por que o resto adoeceu. Não estamos conseguindo repor na mesma velocidade da covid-19&#8243;, disse, na coletiva de imprensa na quinta-feira passada.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/mesmo-com-estouro-da-omicron-pernambuco-mantem-eventos-privados-e-anuncia-auxilio-para-artistas/" class="titulo">Mesmo com estouro da ômicron, Pernambuco mantém eventos privados e anuncia auxílio para artistas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
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<p>O adoecimento dos profissionais de saúde tem se multiplicado nas últimas semanas. De acordo com levantamento da Marco Zero nos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde, somente neste mês de janeiro 1.163 profissionais de saúde testaram positivo para covid-19.<br><br>É uma escalada perigosa: nos dez primeiros dias de janeiro, foram 69 positivos. Nos últimos dez dias, 946 profissionais testaram positivo. Um aumento de 1.271%. Esta semana foi particularmente difícil, com 160 casos confirmados na quinta-feira. De ontem para hoje, mais 136 positivados. Desde o começo da pandemia, 96.832 profissionais do estado foram testados, tendo 32.961 positivado para a covid-19.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Doentes e sem férias</h2>



<p>Depois de quase dois anos intensos de pandemia, auxiliares, técnicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, médicos e outros profissionais da saúde estão tendo um começo de ano sem descanso. E até sem direito a férias ou licenças. Durante a semana, algumas unidades de saúde cancelaram as férias dos profissionais, como o Hospital Oswaldo Cruz. Hoje, o Diário Oficial traz uma determinação do governo suspendendo por 60 dias as férias e licenças dos profissionais da rede estadual, começando a valer no dia 1 de fevereiro.<br><br>Isso acontece apenas um dia após o governo manter eventos com até 3 mil pessoas (desde que vacinadas e testadas). Ainda que o protocolo para o período de carnaval ainda não tenha sido anunciado, o que deve acontecer antes do dia 15 de fevereiro, camarotes em Olinda e festas em Boa Viagem seguem postando que estão &#8220;confirmados&#8221;, numa clara confiança dos produtores de que o governo não vai aumentar as restrições.<br><br>Exaustos, os profissionais de saúde exigem mais controle da pandemia. &#8220;É hora do governo voltar a pensar na questão do <em>lockdown</em>. Estamos muito perto da sobrecarga de trabalho que vimos no auge da pandemia. Mas agora muitos estão há longos períodos sem tirar férias, estão adoecidos. A sobrecarga de trabalho que sempre existiu, triplicou na pandemia. A diferença é que hoje os pacientes já não chegam tão graves, mas as emergências estão superlotadas&#8221;, conta presidente do  Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco, Ludmilla Outtes.<br><br>Se recuperando ela própria da covid-19, Ludmilla conta que muitos colegas estão na mesma situação. &#8220;Não temos dados precisos, mas cerca de 25% a 30% dos enfermeiros e enfermeiras estão afastados de suas funções por conta da covid-19. Quem permanece trabalhando, está sobrecarregado, principalmente na rede privada que, segundo ela, não investe na reposição dos funcionários. &#8220;Os plantões ficam desfalcados, é preciso trabalhar o dobro ou o triplo. Tanto na rede pública ou privada os profissionais estão no limite, trabalhando até ficarem doentes, de covid-19 ou de estafa&#8221;, alerta.</p>



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	                                        <p class="m-0">Produtoras confirmam shows em fevereiro: certeza de que não haverá restrições. Crédito: Divulgação Carvalheira na Ladeira</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Falta de restrições ajuda a sobrecarregar hospitais</h3>



<p>De acordo com o mais recente boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a situação da pandemia está piorando no país todo. Pernambuco é uma das sete unidades da federação que está na zona de alerta crítico, com 81% de ocupação de leitos de UTI para covid-19. Já é o segundo boletim seguido em que Pernambuco se mantém no mais alto nível, sem melhora.<br><br>&#8220;Não tivemos muitos momentos de melhora. Estamos em um estado de fadiga muito grande. Já são dois anos de pandemia&#8221;, lamenta o presidente do sindicato dos médicos (Simepe), Rodrigo Rosas, que taxou de &#8220;péssima&#8221; a decisão do governo estadual de suspender as férias dos profissionais. &#8220;As férias são muito importantes para dar uma renovada, uma resfriada na cabeça e no corpo para poder voltar à batalha diária. O estado poderia ter tomado outras medidas para não chegar a esse ponto de penalizar os profissionais. O governo deveria contratar mais. O que tem feito é insuficiente&#8221;, afirma Rosas.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/quanto-tempo-vai-durar-a-onda-da-variante-omicron-no-brasil/" class="titulo">Quanto tempo vai durar a onda da variante ômicron no Brasil?</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
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<p>Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que foram convocados 1,1 mil trabalhadores para a assistência na rede estadual de saúde. &#8220;No total, são 13,8 mil profissionais convocados pela SES-PE, entre aprovados em concurso público e em seleções simplificadas, desde o início da pandemia&#8221;, afirma a nota. Para Rosas, também não adianta só contratar. &#8220;Tem que oferecer condições de trabalho. Tem médico que passa no concurso e não aguenta um dia&#8221;, afirma.<br><br>O presidente do Simepe faz coro com Ludmilla Outtes sobre a falta de restrições para conter o avanço da variante ômicron. &#8220;Tudo indica que o governo vai liberar as festas privadas durante o carnaval. Mas espero que não, porque seria uma medida em oposição à outra. Você pune os profissionais de saúde porque a pandemia está saindo de controle, e de repente, você libera para que alguns grupos da população possam se reunir e continuar a pressionar o aumento da pandemia&#8221;, reclama, apontando a incoerência nas ações do Governo do Estado.<br><br>O Simepe não tem um número de quantos médicos e médicas foram afastados por covid-19 nesse mês. &#8220;Mas é um número que vem aumentando&#8221;, afirma Rosas. No plantão que faz na clínica médica do Hospital da Restauração ele conta que metade da equipe está afastada por conta da doença.<br><br>Diretor do Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (SatenPE), Gomes Filho reconhece a dificuldade do momento em encontrar profissionais, mas cobra que seja flexibilizada a decisão de suspender todas as férias e licenças. &#8220;Há pessoas que precisam dessas férias e licenças para não chegar à exaustão, à síndrome de <em>burnout</em>&#8220;, afirma. &#8220;Não é um ou outro hospital que está com dificuldade em montar os plantões. São todos. E novamente a enfermagem é sacrificada. Enquanto isso, segue tudo aberto: bares, shows, lojas, shoppings, o trabalhador enfrentando ônibus lotados sem distanciamento algum&#8221;, critica.<br><br>Se no começo da pandemia, a oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) era uma das principais demandas das categorias, hoje essa reivindicação, pelo menos, foi sanada. &#8220;Foi uma batalha grande. Quando acontece falta de EPIs geralmente é em uma unidade ou outra, um problema mais pontual&#8221;, diz Gomes Filho.<br><br>O diretor do Satenpe alerta que a situação pode ficar ainda mais caótica com a volta às aulas. &#8220;Como profissional de saúde, acho que deveria haver um olhar de vigilância das prefeituras e do estado sobre a responsabilidade sanitária. Manter a decisão de colocar as crianças na escola com a pandemia descontrolada como está é um perigo. Não temos leitos suficientes e, principalmente, não temo pessoal. Encontrar médicos e enfermeiros de pediatria é difícil&#8221;, comentou.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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		<title>Mesmo com estouro da ômicron, Pernambuco mantém eventos privados e anuncia auxílio para artistas</title>
		<link>https://marcozero.org/mesmo-com-estouro-da-omicron-pernambuco-mantem-eventos-privados-e-anuncia-auxilio-para-artistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 16:14:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[contágio Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[ômicron em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma vez o Governo do Estado jogou para frente a decisão sobre os protocolos que estarão valendo para o carnaval deste ano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o secretário estadual de Turismo, Rodrigo Novaes, anunciou que os mesmo protocolos atuais seguem valendo até o dia 15 de fevereiro. Ou seja: eventos podem ter [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais uma vez o Governo do Estado jogou para frente a decisão sobre os protocolos que estarão valendo para o carnaval deste ano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o secretário estadual de Turismo, Rodrigo Novaes, anunciou que os mesmo protocolos atuais seguem valendo até o dia 15 de fevereiro. Ou seja: eventos podem ter até 3 mil pessoas em locais abertos e até mil em locais fechados, com a apresentação de comprovante de vacinação e também de teste negativo para covid-19 em eventos com mais de 300 pessoas.<br><br>A manutenção do protocolo ignora a escalada da ômicron em Pernambuco. Esse protocolo foi anunciado no dia 10 de janeiro. Naquele dia, o boletim da Secretaria Estadual de Saúde informava 197 novos casos de covid-19, sendo 15 de Síndrome Respiratório Aguda Grave (SRAG), que demandam internação. Hoje, a SES divulgou 5.498 novos casos, sendo 34 de SRAG. Na média móvel, no dia 14 de janeiro, quando teve início a cobrança do protocolo, a média de novos casos era 749. Ontem, a média era 2.564, um aumento de 242%. E o mesmíssimo protocolo, a única restrição em vigor em Pernambuco.<br><br>Faltando menos de um mês para o que seria o início do carnaval, a justificativa do Governo do Estado para não anunciar ainda o protocolo que estará em vigor foi a &#8220;imprevisibilidade&#8221; da situação epidemiológica até lá.<br>Mas houve contradições. O secretário estadual de saúde André Longo, por exemplo, afirmou que os &#8220;próximos 30 dias&#8221; serão difíceis ao defender a aprovação do autoteste de covid-19 pela Anvisa. Ao falar sobre os cuidados com a volta às aulas, e defender o ensino híbrido, ele também afirmou que &#8220;para o mês de fevereiro se prevê uma maior circulação viral da ômicron&#8221;. Ou seja, as autoridades estaduais já sabem que, no período de carnaval, a pandemia não estará controlada.<br><br>Ainda assim, na coletiva de imprensa os gestores insistiram em manter o discurso de deixar para depois a decisão sobre as festas privadas. &#8220;Independentemente de carnaval ou não as festas têm que seguir os protocolos. Antes do dia 15 (de fevereiro) serão anunciadas as regras que valerão adiante&#8221;, afirmou Novaes, acrescentando que &#8220;não significa que não se possa proibir os eventos. Será definido nas próximas semanas&#8221;.<br><br>A justificativa para o cancelamento de festas públicas é de que as privadas acontecem em um &#8220;ambiente controlado&#8221;, como falou Novaes, citando as exigências de passaporte vacinal e teste negativo. &#8220;A gente compreende que essa decisão (de postergar a decisão sobre as festas privadas) prejudica os produtores de evento, mas é a medida mais justa e adequada ao momento&#8221;, afirmou.</p>



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	                                        <p class="m-0">Contradições marcaram entrevista de secretários estaduais. Crédito: reprodução YouTube</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">Auxílio emergencial para artistas</h2>



<p>Na mesma coletiva, o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, e o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, anunciaram que o total do orçamento da pasta para fomento de carnaval aprovado na Lei Orçamentária Anual aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) será destinado para artistas, grupos e agremiação que tocaram nos carnavais de 2018 a 2020. São apenas R$ 6,3 milhões para uma previsão de 750 grupos.<br><br>O dinheiro deve chegar aos artistas bem depois da folia de momo. Isso porque o Governo do Estado ainda está fazendo o projeto de lei para liberação da verba, conforme justificou Canuto. Na semana que vem, com o fim do recesso, o governador Paulo Câmara vai enviar o PL para a Alepe. &#8220;Normalmente, um PL em caráter de urgência demora em torno de 21 dias na Alepe. Aprovado, volta para o governador, que sanciona. No dia seguinte, lançamos o edital&#8221;, afirmou Canuto.</p>



<p>O edital não irá solicitar contrapartidas dos contemplados. O valor do auxílio responderá por 80% do último cachê recebido, ainda que a inflação somente me 2021 tenha superado os 10%. O teto, que foi de R$ 5 mil no ano passado, dobrou para R$ 30 mil. &#8220;O último edital de carnaval ficou em torno de R$ 2,9 milhões, esse ano é de R$ 6,3 milhões&#8221;, pontuou Canuto.<br><br>De acordo com ele, entre o lançamento do edital e o pagamento aos artistas devem se passar algo entre 45 e 50 dias. Ou seja, contando os 21 dias da apreciação do projeto na Alepe após o recesso, os artistas receberão o auxílio do carnaval no final de abril, no mínimo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Artistas reclamam de valor baixo e demora no pagamento</h3>



<p>A Marco Zero ouviu artistas que participaram de outros carnavais sobre as medidas anunciadas hoje pelo governo estadual. Para Marcelo Melo, vocalista do Quinteto Violado, as festas privadas não deveriam mais acontecer. &#8220;Da forma como está se espalhando essa doença acho que, realmente, não pode haver carnaval e o auxílio é fundamental para todos os grupos que fazem parte da cadeia produtiva da festa. O governo precisa promover um controle maior para evitar toda e qualquer aglomeração, seja ela pública ou privada&#8221;, afirmou, acrescentando que &#8220;está todo mundo parado e alguns estão realmente passando necessidade&#8221;.<br><br>O cantor e percussionista da banda Som da Terra, Rominho, considerou que o valor do auxílio é muito baixo e que as festas privadas, se mantidas, não irão beneficiar os artistas locais. &#8220;Porque muitas vezes esses cachês já são defasados e têm um valor baixo. A manutenção dos eventos privados em nada nos beneficia porque os grandes empresários geralmente contratam bandas de fora, que tem cachês altíssimos, então, os artistas de pequeno e médio porte só trabalham se tiverem condições de alugar um local, correr atrás de patrocinadores e preparar toda uma estrutura que atenda aos protocolos do governo, o que é algo muito difícil para a maioria&#8221;, afirmou.<br><br>Mestre do Maracatu Maracambuco de Olinda, Nilo Oliveira considera que o auxílio é útil e fundamental, mas reclama da demora na liberação. &#8220;Vem para aliviar esse sufoco que a gente enfrenta há dois anos, mas a gente sabe que isso também afeta todos os projetos sociais dos bairros onde os maracatus estão inseridos e isso é muito preocupante. A gente agora está dependendo de editais emergenciais e de um dinheiro que nem vai sair agora, só em alguns meses, e muitas agremiações vão ser penalizadas porque no carnaval a gente se apresenta em outras cidades. O meu maracatu mesmo chega a lucrar entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, mas o valor desse edital mal dá para manter os custos de manutenção da sede com as contas de água, luz, e muitas vezes a gente nem consegue remunerar os nossos integrantes com esse recurso&#8221;, lamentou.</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Influenza H3N2 desacelera em Pernambuco e permite zerar fila por vagas nas UTIs</title>
		<link>https://marcozero.org/influenza-h3n2-desacelera-em-pernambuco-e-permite-zerar-fila-por-vagas-nas-utis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2022 22:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[fila da UTI]]></category>
		<category><![CDATA[H3N2]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, Pernambuco vive uma desaceleração do contágio da Influenza A (H3N2) e uma aceleração de infecção pela covid-19 causada pela inserção da variante Ômicron no estado. A constatação foi apresentada pelo secretário de Saúde, André Longo, em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, quando anunciou que a fila de espera para leitos de UTI fossem [&#8230;]</p>
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<p>Atualmente, Pernambuco vive uma desaceleração do contágio da Influenza A (H3N2) e uma aceleração de infecção pela covid-19 causada pela inserção da variante Ômicron no estado. A constatação foi apresentada pelo secretário de Saúde, André Longo, em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, quando anunciou que a fila de espera para leitos de UTI fossem zeradas.</p>



<p>E, de acordo com o secretário, isso aconteceu exatamente graças à diminuição da transmissão da Influenza A, o que também reduziu a busca por leitos de tratamento para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Contudo, de acordo com o <a href="https://agencia.fiocruz.br/boletim-aponta-piora-no-quadro-de-leitos-de-uti-covid-19" target="_blank" rel="noreferrer noopener">b<strong>oletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz</strong></a>, Pernambuco está em uma zona de alerta crítico da pandemia.</p>



<p>O aumento de casos das doenças respiratórias fez com que Pernambuco atingisse uma alta na ocupação de leitos de UTI, chegando a registrar uma taxa de mais de 80% no mês de janeiro. Um índice que não era registrado desde julho de 2021. Segundo dados da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) de Pernambuco, no dia 17 de janeiro, 86% dos leitos de UTI do estado estavam ocupados.</p>



<p>Para tentar amenizar o impacto no sistema de saúde, nos últimos 27 dias, o Governo de Pernambuco abriu 667 novos leitos para tratar doenças respiratórias e pretende abrir outros 440, destes 532 são leitos de UTI. “Com a intensa mobilização de vagas hospitalares, a fila de espera por um leito, que já teve mais de 200 pacientes no começo do mês, hoje está zerada”, afirmou André Longo.</p>



<p>Além do aumento da oferta de leitos, o secretário de Saúde anunciou a contratação de 530 profissionais de saúde através de seleção pública e concurso. A medida é fundamental tendo em vista o aumento do número de profissionais de saúde infectados pela covid-19 causando uma sobrecarga de trabalho em todo o setor.</p>



<p>“O profissional de saúde que vai para o seu plantão já vai sabendo que talvez precise dobrar as horas trabalhadas para cobrir o colega que adoeceu. O índice de adoecimento dos profissionais está bem assustador porque, antes, se tratava só do covid, mas agora a gente também precisa estar de olho nas síndromes gripais”, declarou Pollyana França, técnica de enfermagem do Hospital Agamenon Magalhães.</p>



<p>A técnica, que recentemente precisou dobrar o seu plantão, contou que a sensação de retornar a um estado crítico de internações e infecções é assustadora.</p>



<p>“A gente está no plantão e de repente o telefone toca informando que o colega não vai poder ir porque está com síndrome gripal e não tem como dar plantão, aí você fica de mãos atadas, porque os outros profissionais não podem ir lhe render pois estão trabalhando em outros vínculos ou também estão infectadas, então, você que está naquele plantão vai ter que dobrar e ficar sobrecarregada para não abandonar o setor. A sensação é que eu estou vivendo um <em>dejavú</em>”, disse.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aumento da testagem</strong></h2>



<p>De acordo com um levantamento da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), no dia 18 de janeiro, a cada 100 testes rápidos de antígeno realizados nos centros de testagem, 35 deram positivo. Nesta quarta-feira, a SES registrou 2.215 novos casos de covid-19, destes, 17, apenas 0,8% do total, são graves ou com necessidade de hospitalização.</p>



<p>André Longo atribuiu a diminuição de casos graves e de internação pela covid-19 à adesão da população à vacina e reforçou a importância da imunização de crianças entre 5 e 11 anos e a conclusão do ciclo vacinal completo. O secretário de Saúde também reforçou a importância da testagem e anunciou a abertura de mais dois centros estaduais para realizar o exame. Os centros, localizados no Parque Dona Lindu e no Centro de Convenções em Olinda, funcionarão todos os dias, das 8h às 17h. Os atendimentos no Dona Lindu começam na próxima segunda-feira, 24 de janeiro, já no Centro de Convenções, a previsão de início é no dia 31 de janeiro.</p>



<p>&#8220;A testagem, principalmente com a introdução da variante Ômicron, é fundamental para que possamos rastrear os contatos de casos confirmados de Covid-19, isolando os positivos e contendo, assim, a disseminação do vírus”, declarou Longo.</p>



<p>Nos últimos dias o que vemos é uma alta demanda na busca por testes e uma superlotação dos centros de testagem gratuita, com filas enormes e um tempo de espera para realização do teste de aproximadamente 3 horas. As clínicas privadas e farmácias também sofrem com o aumento da procura por testes da covid-19 e, algumas delas, estão com um tempo de espera de dias.</p>



<p>O secretário de Saúde espera que a situação caótica da testagem melhore com a aquisição de mais 800 mil testes rápidos de antígeno, que serão somados aos outros 400 mil testes que já estão em estoque.</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project</a>.</strong></em></p>



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		<title>Após um ano e meio de pandemia, Pernambuco anuncia testagem em massa</title>
		<link>https://marcozero.org/apos-um-ano-e-meio-de-pandemia-pernambuco-anuncia-testagem-em-massa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 19:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[testagem Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[teste rápido]]></category>
		<category><![CDATA[variante delta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de um ano e meio do início da pandemia, o Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira, 18 de agosto, o TestaPE, programa de testagem em massa para covid-19. Com testes rápidos, cujos resultados saem em aproximadamente 15 a 20 minutos, a meta é garantir que, em seis meses, 10% da população estadual seja testada. [&#8230;]</p>
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<p>Depois de um ano e meio do início da pandemia, o Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira, 18 de agosto, o TestaPE, programa de testagem em massa para covid-19. Com testes rápidos, cujos resultados saem em aproximadamente 15 a 20 minutos, a meta é garantir que, em seis meses, 10% da população estadual seja testada. </p>



<p>Para isso, serão aplicados mais de um milhão de testes de antígenos, a um investimento de R$ 7,6 milhões. Os testes serão disponibilizados em Unidades Básicas de Saúde, centros de coleta, UPAs e policlínicas. A indicação é que o exame seja feito em até dez dias após o início dos sintomas, com preferência entre o quinto e o sétimo dia.</p>



<p>Em parceria com os municípios, o TestaPE tem três eixos principais: de ampliação da testagem, sobretudo para sintomáticos e seus contatos; de busca ativa em locais com grande circulação, como Terminais Integrados, mercados públicos e parques; e de ampliação da oferta através de parcerias com setores privados, públicos e o terceiro setor, para atender, por exemplo, trabalhadores da educação, segurança pública, sistema prisional, pessoas vivendo com HIV/Aids, indígenas, quilombolas, hotéis, motoristas de táxi e de aplicativos.</p>



<p>“Esse era um antigo desejo do Governo do Estado, ter condições de lançar um programa como esse. Mas todos nós sabemos a forma como a pandemia chegou no mundo, no Brasil e aqui em Pernambuco. Foi tudo muito rápido”, disse o governador Paulo Câmara (PSB) em evento no Palácio. O anúncio contou com participação do secretário estadual de Saúde, André Longo; do presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota; do presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (COSEMS-PE), José Edson; além da secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.</p>



<p>“O programa vem no momento em que se discute muito a possibilidade de aumento de casos com a variante Delta, embora ainda não haja uma definição de maiores impactos sobre o sistema de saude”, afirmou Longo no evento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transmissão comunitária da variante Delta</h2>



<p>O Governo do Estado também confirmou a circulação local da variante Delta. Isso porque, até o momento, não foi encontrado vínculo epidemiológico dos dois pacientes positivos, um de Olinda e outro de Abreu Lima. Quando não se sabe a origem da contaminação, considera-se que a transmissão passou a ser local. O secretário estadual de Saúde, André Longo, disse hoje, em coletiva, que Pernambuco tem outros sete casos suspeitos da Delta.</p>



<p>Após quedas sucessivas, a Semana Epidemiológica 32, entre 8 e 14 de agosto, apresentou uma estabilidade nos casos de Srag em Pernambuco. Foram 420 casos, 21 a mais na SE 31, aumento de 5%. Na comparação com 15 dias, ainda há queda, de 17%. Já a solicitação de leitos de UTI segue em tendência de queda. Foram 330 pedidos de internação na última semana, queda de 6% em relação à semana anterior.</p>



<p>Pernambuco registrou, nas últimas 24h, 898 casos de covid-19, sendo 30 (3%) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 868 (97%) leves. O Estado agora totaliza 601.974 casos confirmados da doença. Também foram confirmados mais 25 óbitos, ocorridos entre 13/07/2020 e 17/08/2021. Com isso, Pernambuco soma 19.213 mortes.</p>



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		<title>Mais de mil pessoas morreram de covid-19 na fila de espera da UTI em Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/mais-de-mil-pessoas-morreram-de-covid-19-na-fila-de-espera-da-uti-em-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 12:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[fila de espera]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[UPA]]></category>
		<category><![CDATA[UPAE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentadas em peças de marketing como solução rápida de acesso à saúde pública, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), tornaram-se, na pandemia de coronavírus, depósito de vítimas fatais da covid-19. Pelo menos 1.019 pessoas diagnosticadas com a doença morreram nas 15 UPAs estaduais à espera de um leito hospitalar e, portanto, de um espaço terapêutico [&#8230;]</p>
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<p>Apresentadas em peças de marketing como solução rápida de acesso à saúde pública, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), tornaram-se, na pandemia de coronavírus, depósito de vítimas fatais da covid-19. Pelo menos 1.019 pessoas diagnosticadas com a doença morreram nas 15 UPAs estaduais à espera de um leito hospitalar e, portanto, de um espaço terapêutico com mais chances de cura.</p>



<p>Os dados obtidos pela <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> via Lei de Acesso à Informação mostram que o número pode ser ainda maior se considerados os pacientes que estão com os exames ainda em análise ou tiveram os resultados inconclusivos. “Há também subnotificação causada pelo registro das unidades que, muitas vezes, optam por escolher como causa da morte a parada cardíaca, por exemplo, e não a covid-19 que provocou o quadro”, afirma um profissional de saúde, servidor da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), sob sigilo.</p>



<p>O levantamento da Ouvidoria da SES-PE se refere ao período de abril de 2020 até o dia 15 de junho deste ano. Dentro desse recorte temporal, maio do ano passado foi o mês com o maior número de infectados pelo coronavírus que vieram a óbito, com 403 registros. Neste ano, março é o mês que puxa a curva para cima com 70 pacientes mortos.</p>



<p>As UPAs com os maiores registros de falecidos por complicações da covid-19 foram a Geraldo Pinho Alves, em Paulista, que perdeu 86 pacientes em 2020. Neste ano, a UPA Doutor Emanuel Alírio Brandão, em Petrolina, no sertão, lidera o triste ranking com 73 óbitos confirmados.</p>



<p>A médica sanitarista e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Bernadete Perez, avalia como “altíssimo” o número de mortes nas UPAs e que o dado mostra a inversão na estratégia de saúde pública estabelecida em Pernambuco, desde 2010. Segundo ela, o gasto com esse tipo de equipamento foi escolhido em detrimento do investimento na Atenção Primária à Saúde (APS), causando uma distorção no sistema já fragilizado.</p>



<p>“A promessa era de atendimento e exames rápidos, tudo<em> fake news</em>. A UPA é, na verdade, uma instituição burocrática de distribuição de senhas gerida por OSs [Organizações Sociais] que não trabalham integradas com a rede. É um modelo centralizado no Estado e desagregador que não favorece o diálogo com os municípios nem entre as próprias cidades. O resultado são unidades com baixa resolutividade que contribuem com o aumento da vulnerabilidade dos pacientes”, afirmou Perez, que também é professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>



<p>Entre os pacientes e a estrutura saturada com lacunas ainda mais expostas pela pandemia estão os profissionais de saúde. Perez lembra o desgaste físico e emocional que as equipes vivenciam diariamente tentando prestar um bom atendimento, apesar das condições oferecidas pelo governo.</p>



<p>“Não temos dúvidas de que os locais que ocorreram mais contaminações de profissionais de saúde pelo coronavírus foram as UPAs. Espaços superlotados onde pessoas com covid-19 ficavam juntas com outros doentes e os profissionais fazendo procedimentos como intubação sem a menor estrutura”, explicou.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/upas-restringem-atendimento-nos-plantoes-e-pacientes-perambulam-atras-de-medicos/" class="titulo">UPAs restringem atendimento nos plantões e pacientes perambulam atrás de médicos</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Maioria dos mortos são negros e pardos</strong> </h2>



<p>Ao olhar para os dados de mortos nas UPAs estaduais a partir do recorte de gênero e raça é possível traçar o perfil predominante das principais vítimas da covid-19 nesses espaços. A maioria entre os óbitos com diagnóstico para coronavírus já confirmados, eram homens pretos ou pardos (318 pessoas), em seguida, estão 252 mulheres pretas ou pardas.</p>



<p>“Outro dado que chama muita atenção nesse levantamento, embora já tenhamos essa percepção no dia a dia, é esse de que a população mais atingida por essa política equivocada são as pessoas negras e que estão na parcela mais pobre da população. Fica evidente o racismo estrutural”, destaca Perez.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que diz o secretário</strong></h3>



<p>Na terça-feira (6), em pronunciamento pela internet para responder perguntas enviadas pela imprensa, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, confirmou o aumento da mortalidade no atendimento pré-hospitalar, mas minimizou dizendo ser um problema ocorrido em todo o mundo. Contudo, para o gestor, o número alto de mortes se deve ao estágio avançado da  infecção pelo vírus em algumas pessoas.</p>



<p>“A gente teve efetivamente uma ocorrência maior de óbitos em Unidades de Pronto Atendimento no ano de 2020 quando a gente estava montando nossa rede de terapia intensiva. A doença traz por vezes um quadro [grave] muito rápido, [mas] Pernambuco tem uma grande rede de UPAs, isso faz com que essa atenção pré-hospitalar seja qualificada. Mesmo quando o doente fica um tempo de permanência maior do que 24 horas, ele tem toda uma segurança do ponto de vista de assistência”, disse.</p>



<p>Longo alegou que, como o estado tem a maior rede de terapia intensiva do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, “certamente” a taxa de mortalidade é uma das menores observadas no país. O gestor acrescentou que um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo até o início do ano que mostraria que, em relação à mortalidade fora de UTI, “Pernambuco seguramente estaria entre os dez estados com menor mortalidade”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/falta-de-macas-colapsa-hospitais-e-upas/" class="titulo">Falta de macas colapsa  hospitais e UPAs</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
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        </div>

		


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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