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	<title>Arquivo de Democracia - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 21:03:22 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Democracia - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Oficina pública discute plano museológico participativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:35:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Memorial da Democracia de Pernambuco dá início à construção de seu Plano Museológico Participativo com a realização da 1ª oficina pública no dia 29 de abril, das 14h às 18h, na sede da Associação das Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe). O encontro pretende reunir especialistas, estudantes e representantes da sociedade civil para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Memorial da Democracia de Pernambuco dá início à construção de seu Plano Museológico Participativo com a realização da 1ª oficina pública no dia 29 de abril, das 14h às 18h, na sede da Associação das Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe). O encontro pretende reunir especialistas, estudantes e representantes da sociedade civil para debater diretrizes voltadas à preservação da memória das lutas democráticas no estado, especialmente no contexto da ditadura militar brasileira.</p>



<p>Aberto ao público e com inscrições gratuitas por <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfj24JoNq6PfD3IyTLaK14oW2JarL3xuJv0ZK20dY_MFTe-JA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">formulário online</a>, o tema da oficina será &#8220;Quem Conta a História? Curadoria e Memória na Construção do Memorial&#8221;, para discutir os programas de acervo, exposição e pesquisa. O debate gira em torno dos desafios éticos e metodológicos enfrentados por instituições que lidam com registros de violência e violações de direitos humanos.</p>



<p>Entre os pontos centrais estão o papel dos museus na reparação histórica, a inclusão de vozes silenciadas nos acervos e os limites entre documentação e sensibilidade na abordagem dessas narrativas. A atividade contará com a participação da professora Letícia Julião (UFMG) e da pesquisadora Deborah Neves (Unifesp), que possuem experiências em projetos ligados à memória e aos direitos humanos.</p>



<p>A programação será dividida em momentos de sensibilização, debate e construção coletiva. Após a apresentação inicial do projeto, os participantes serão organizados em grupos temáticos para contribuir com propostas que servirão de base para o rascunho do plano museológico.</p>
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		<title>O diabo veste farda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 18:48:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Sargentos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Milton Tenório* É conhecido o histórico de sucessivos golpes, como o que levou à queda da monarquia (1889) em que o Exército brasileiro foi protagonista. O Exército foi o pilar da &#8220;Revolução &#8221; de 1930 (Getúlio Vargas ). No Governo Juscelino Kubitschek nos anos 1950 foram duas tentativas de golpe, ambas frustradas. Uma delas [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Milton Tenório*</strong></p>



<p>É conhecido o histórico de sucessivos golpes, como o que levou à queda da monarquia (1889) em que o Exército brasileiro foi protagonista.</p>



<p>O Exército foi o pilar da &#8220;Revolução &#8221; de 1930 (Getúlio Vargas ). No Governo Juscelino Kubitschek nos anos 1950 foram duas tentativas de golpe, ambas frustradas. Uma delas para impedir a posse de JK.</p>



<p>Em 1964, a deposição de João Goulart estabeleceu uma ditadura de 21 anos com repressão, perseguições, torturas e mortes.</p>



<p>A &#8220;permissão&#8221; silenciosa de acampamentos nas portas dos quartéis e a tentativa de golpe em 2023 trouxe novamente a discussão sobre a politização das tropas e a impunidade, levando à mobilização da sociedade civil e os poderes constituídos, um deles o STF, a prender medalhões das Forças Armadas e julgá-los exemplarmente.</p>



<p>O Caso da Escola de Sargentos do Exército na APA Aldeia Beberibe é, atualmente, um dos maiores pontos de conflito entre o Exército e a sociedade civil (especialmente ambientalistas e acadêmicos).</p>



<p>A área em questão é um dos últimos remanescentes contínuos de Mata Atlântica no Nordeste. O desmatamento para viabilizar a construção desse Complexo Militar, ameaça o Aquífero Beberibe, responsável pelo abastecimento de água da Região Metropolitana do Recife. Espécies endêmicas dependem daquele microclima.</p>



<p>A construção vai romper, destruir corredores ecológicos fundamentais.</p>



<p>O Exército Brasileiro por vezes age como um &#8220;Estado dentro do Estado&#8221;,priorizando projetos próprios em detrimento da preservação ambiental e da estabilidade democrática.</p>



<p>O Brasil precisa lutar para definir o lugar das Forças Armadas em uma democracia plena, onde elas devem ser subordinadas ao poder civil e às leis de proteção ao patrimônio natural do povo brasileiro.</p>



<p>Quando o Estado (ou o Exército, como no caso da Escola de Sargentos) propõe uma obra em área de Mata Atlântica sob o argumento de “segurança estratégica” ou “interesse público”, ele entra em rota de colisão direta com o espírito do artigo 225 da Constituição Brasileira de 1988.</p>



<p>O “interesse social” de uma escola militar é colocado na balança contra o “interesse difuso” (de todos os cidadãos) à preservação de um bioma do qual resta menos de 12% da sua cobertura original. Pela Constituição, a preservação da biodiversidade e das nascentes não é apenas um desejo ecológico, é um comando, é lei.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ministério Público Federal</strong></h2>



<p>Por fim, trago uma atualização em relação ao processo n° 126.000.000690/2022-59 ação movida pelo Fórum Socioambiental de Aldeia. O procurador Fabio Holanda, do Ministério Público Federal da 5° Região, ainda não acatou a Ação Civil Pública diante de indícios suficientes de dano ambiental que deve ser julgado na Justiça Federal. Qualquer leigo entende que é um magistrado quem terá o poder de conceder, por exemplo, uma liminar para suspender as obras até que o mérito seja julgado, ou decidir se as compensações oferecidas são legalmente aceitáveis ou não.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong>Profissional autônomo, ativista ambiental e fundador do Movimento Gato-Maracajá</p>
    </div>
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		<title>UFPE apresenta detalhes das perseguições da ditadura a professores, técnicos e estudantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 17:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 1964]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão da Verdade, Memória e Reparação da UFPE sobre a ditadura de 1964 apresentará, no próximo dia 31 de março, os resultados parciais de seu levantamento. Realizado desde junho de 2025, o trabalho identificou pelo menos 649 professores, estudantes e técnicos da universidade que foram alvo de práticas autoritárias do regime militar, que vão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Comissão da Verdade, Memória e Reparação da UFPE sobre a ditadura de 1964 apresentará, no próximo dia 31 de março, os resultados parciais de seu levantamento. Realizado desde junho de 2025, o trabalho identificou pelo menos 649 professores, estudantes e técnicos da universidade que foram alvo de práticas autoritárias do regime militar, que vão desde investigações sobre atividades “subversivas” até demissões, cancelamentos de bolsas e expulsões. Desse total, 132 pessoas foram presas ou detidas e, pelo menos, seis estudantes foram mortos pela repressão.</p>



<p>O evento <em>A UFPE e o compromisso com as memórias</em> acontece a partir das 9h, no auditório João Alfredo, na Reitoria, em uma data simbólica: os 62 anos do golpe militar. Além de detalhar os números e perfis das vítimas, a comissão anunciará as próximas etapas do trabalho de investigação e reconstrução histórica da repressão na instituição entre 1964 e 1985. </p>



<p>Como parte das atividades, serão remontadas exposições organizadas pelo Núcleo de Documentação sobre os Movimentos Sociais Dênis Bernardes (Nudoc) da UFPE: <em>Lutas de Classes sob a ditadura de 1964-1985</em> e <em>Tecendo memórias e lutas</em>, com foco nos assassinatos políticos de Soledad Barret e padre Henrique. Também será lançado um conjunto de vídeos de três minutos sobre estudantes da UFPE mortos pela repressão, que passarão a ser exibidos como interprogramas na TVU a partir das 18h.</p>



<p>Os produtos de memória são resultado de uma experiência pedagógica que envolveu estudantes de jornalismo no semestre passado, sob orientação das professoras Paula Reis e Yvana Fechine. Alunos produziram os vídeos no Laboratório de Imagem e Som (LIS) e também realizaram 18 reportagens e entrevistas que serão disponibilizadas no site da comissão. O levantamento de dados, por sua vez, conta com a participação de estudantes voluntários e bolsistas, sob supervisão de especialistas.</p>



<p>A escolha do Auditório João Alfredo, no prédio da Reitoria, carrega simbolismo histórico. João Alfredo Costa Lima, reitor da então Universidade do Recife à época do golpe de 1964, foi vítima da repressão e acabou renunciando ao cargo poucos meses depois, sob pressão de militares e setores que o acusavam de abrigar “comunistas” na instituição.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/dossie-revela-como-militares-interferiam-na-vida-academica-da-ufpe/" class="titulo">Dossiê revela como militares interferiam na vida acadêmica da UFPE</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/poder/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Poder</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/militares-vigiavam-ate-os-reitores-da-ufpe-durante-a-ditadura/" class="titulo">Militares vigiavam até os reitores da UFPE durante a ditadura</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/democracia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Democracia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

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		<title>Imprensa, medo e a coragem de dizer em tempos difíceis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 15:21:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia e comunicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jane Santos* “O medo não cria princípios. Ele os destrói.” (Edward R. Murrow, em Boa Noite e Boa Sorte) Lançado em 2005 e dirigido por George Clooney, Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck) é ambientado nos anos do macartismo e acompanha a história real do confronto entre o jornalista Edward [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jane Santos*</strong></p>



<p>“O medo não cria princípios. Ele os destrói.” (Edward R. Murrow, em<em> Boa Noite e Boa Sorte</em>)</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Good Night and Good Luck Trailer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/1Qg9ZahBu8c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Lançado em 2005 e dirigido por George Clooney, <em>Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck)</em> é ambientado nos anos do macartismo e acompanha a história real do confronto entre o jornalista Edward R. Murrow e um tempo histórico em que a suspeita passou a valer mais do que os fatos, o devido processo legal foi relegado a um lugar secundário e não havia espaço para o contraditório. Em jogo não estava apenas a carreira de um profissional e de sua equipe, mas o próprio papel da imprensa quando o medo se organiza como método.</p>



<p>Murrow não foi um jornalista qualquer. Foi um dos nomes fundadores da prática jornalística moderna e uma referência de integridade profissional em um dos períodos mais sombrios da história política dos Estados Unidos. O escritor David Halberstam o definiu como “um dos raros casos de homem do tamanho do mito” &#8211; alguém cuja estatura ética resistiu ao tempo e às pressões do poder. Em uma era em que o jornalismo eletrônico ainda engatinhava, Murrow ajudou a consolidar a ideia de que informar não é amplificar o medo, mas enfrentá-lo com fatos, contexto e responsabilidade pública.</p>



<p>Quando a imprensa abdica desse papel, não é apenas a informação que se fragiliza — é a própria democracia que perde seus mecanismos de defesa. <em>Boa Noite e Boa Sorte</em> mostra que regimes autoritários não se impõem apenas pela força, mas pela erosão gradual dos espaços de contraditório, pelo medo disseminado e pela naturalização do silêncio.</p>



<p>A narrativa do filme é contida, quase austera. Não há heróis de linguagem rebuscada nem vilões caricatos. Há redações, microfones, decisões difíceis — e silêncios. O roteiro expõe como a intimidação pode se infiltrar nas rotinas, como o autocontrole pode deslizar para a autocensura e como o silêncio, muitas vezes apresentado como prudência, já configura renúncia.</p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0"> &#8220;Informar não é amplificar o medo, mas enfrentá-lo com fatos, contexto e responsabilidade pública&#8221;.</p>
</div>


<p>Esse rigor ético encontra eco na linguagem cinematográfica. O super elenco— com David Strathairn, Patricia Clarkson, Jeff Daniels, Robert Downey Jr. e o próprio George Clooney — sustenta interpretações precisas, sem excessos. O uso do preto e branco reforça a dimensão temporal e moral do relato, aproximando o espectador do clima documental da época e dialogando com a tradição do cinema noir.</p>



<p>A fotografia e a montagem são primorosas, criando uma sensação quase claustrofóbica de repetição, vigilância e tensão permanente. Um gesto especialmente potente é o uso de imagens reais do senador Joseph McCarthy, que “atua” como ele mesmo: o arquivo histórico dispensa caricaturas.</p>



<p>E a vinculação do filme com os tempos atuais? Vivemos hoje um momento marcante para a humanidade, atravessado por desafios impressionantes que frequentemente são encobertos por uma sensação enganosa de normalidade &#8211; como se tudo estivesse sob controle, em um clima artificial de “estabilidade”.</p>



<p>Nesse contexto, a comunicação ocupa um lugar decisivo. A parcialidade disfarçada de equilíbrio, a omissão apresentada como cautela e a desinformação amplificada por interesses editoriais e mecanismos de visibilidade não são desvios técnicos: são escolhas que moldam o espaço público e redefinem o que pode &#8211; ou não &#8211; ser dito.</p>



<p>Não se trata apenas de mentiras explícitas. Muitas vezes, a manipulação opera pelo enquadramento: títulos que destacam meias verdades, a escolha deliberada do pior ângulo de uma situação, a hierarquização seletiva de informações para produzir desgaste, medo ou descrédito. Textos que parecem neutros, mas carregam vieses sutis; coberturas que silenciam contextos essenciais enquanto amplificam suspeitas. Em paralelo, redes sociais fervilham e apostam também fortemente na desinformação. O resultado não é informação. É ruído orientado.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:44% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="800" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/02/boa-noite-poster.webp" alt="" class="wp-image-74722 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/02/boa-noite-poster.webp 600w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/02/boa-noite-poster-225x300.webp 225w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/02/boa-noite-poster-150x200.webp 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Quem já trabalhou e atuou em instituições sob pressão reconhece esse movimento. O silêncio raramente é neutro. Ele preserva posições, evita conflitos, garante sobrevivências &#8211; mas também autoriza excessos. <em>Boa Noite e Boa Sorte</em> lembra que a comunicação pública não é apenas um direito; é uma responsabilidade histórica. Quando dela se abdica, não se perde apenas relevância — perdem-se sentidos e memórias, como bem destaca Murrow em discurso, quando homenageado.</p>
</div></div>



<p>Falo disso não como abstração. Ao longo da minha trajetória profissional — e como cidadã — aprendi que o medo raramente se apresenta de forma explícita. Ele se instala em camadas: na sugestão de cautela excessiva, no convite à espera, no argumento de que “não é o momento”. Reconhecer esse método — e decidir não se omitir — nunca foi simples. Os bons e as boas jornalistas sabem disso. Mas é exatamente aí que ética e responsabilidade precisam deixar de ser conceitos e se tornar prática.</p>



<p>Há um fio claro que liga este filme com o que apresentei anteriormente. Se em <em>O Vento Será Tua Herança</em> discutíamos o direito de pensar, aqui o deslocamento é decisivo: trata-se do dever de dizer.</p>



<p>Pensar em silêncio não basta quando o medo se organiza, quando o ruído substitui o debate e quando novas formas de controle já não precisam de censura explícita — contam com a naturalização do silêncio e com a dispersão programada da atenção, como refletem pensadores contemporâneos que estudam a comunicação, a política e a sociedade da informação, a exemplo de Noam Chomsky e Christian Dunker.</p>



<p>Nessa perspectiva, o filme termina lembrando que a coragem, muitas vezes, não está no gesto heroico, mas na decisão cotidiana de não se furtar ao papel que se ocupa. Em tempos difíceis, esse papel não diminui. Ele se torna ainda mais inadiável.</p>



<p>Não falo como especialista em comunicação, mas como alguém que consome informação cotidianamente e busca, sempre, identificar a desinformação e suas nuances.</p>



<p>Se for assistir o filme, considere partir de dois questionamentos: O que acontece com a democracia quando a imprensa confunde prudência com omissão — e silêncio com responsabilidade? e Que silêncios este filme nos ajuda a reconhecer — e quais conversas ele ainda nos convoca a ter?</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Onde assistir?</strong></li>
</ul>



<p><em>Boa Noite, e Boa Sorte</em> não está atualmente disponível de forma regular nas plataformas de streaming por assinatura no Brasil. O filme pode ser encontrado em edições físicas (DVD e Blu-ray), à venda em livrarias especializadas e lojas on-line. Em alguns países, o título aparece de forma intermitente em catálogos internacionais de plataformas digitais, para aluguel ou compra, com disponibilidade variável conforme a região. Trata-se, hoje, de um filme que circula sobretudo por aquisição direta &#8211; o que também diz algo sobre a necessidade de preservar obras fundamentais para a memória crítica do nosso tempo.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong>Médica sanitarista e psiquiatra, atuou como gestora pública e integrou o staff do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), onde se aposentou como especialista em políticas públicas do escritório regional para os estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco.</p>
    </div>



<p></p>
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		<item>
		<title>Sem imigrantes a economia pararia”, diz chef português ao criticar voto dos imigrantes portugueses do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 17:43:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[extrema direita]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[imigrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na condição de &#8220;delegado eleitoral&#8221; voluntário, o empresário e chef de cozinha Jaime Fernandes Alves passou dois dias inteiros acompanhando a movimentação dos seus conterrâneos que foram votar para presidente no consulado português no bairro de Boa Viagem. Na noite do domingo, 18 de janeiro, ele foi tomado por um misto de vergonha e indignação com o resultado da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na condição de &#8220;delegado eleitoral&#8221; voluntário, o empresário e <em>chef</em> de cozinha Jaime Fernandes Alves passou dois dias inteiros acompanhando a movimentação dos seus conterrâneos que foram votar para presidente no consulado português no bairro de Boa Viagem. Na noite do domingo, 18 de janeiro, ele foi tomado por um misto de vergonha e indignação com o resultado da urna do Recife: o candidato da extrema direita que baseia sua campanha atacando os imigrantes em Portugal, André Ventura, teve 49,6% dos votos dos 260 eleitores portugueses que vivem na região e se dispuseram a votar — a abstenção ultrapassou os 95%.</p>



<p>Veja os resultados completos<a href="https://www.rtp.pt/eleicoes/presidenciais-resultados/2026/regiao-america/pais-brasil/consulado-recife/920306#resultados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>Na véspera do segundo turno, previsto para acontecer no próximo domingo, 8 de fevereiro, Alves retornará ao consulado de seu país para votar no candidato da centro-esquerda, Antônio José Seguro, que aparece à frente das pesquisas em Portugal com uma vantagem confortável. No entanto, ele não acredita que o cenário de apatia irá mudar. &#8220;A reação possível é a do voto útil. Antônio José Seguro, <strong>que</strong> é filiado ao Partido Socialista mesmo não sendo um homem da esquerda, recebeu os votos de parte da direita séria e civilizada que existe em Portugal e receberá o voto útil tanto da esquerda, como o meu, que não quer a extrema direita de volta ao poder&#8221;, especula o <em>chef</em>.</p>



<p>Jaime Alves revela o motivo de sua indignação. &#8220;Não há razão nenhuma para hoje sermos contra os imigrantes. Portugal foi sempre um país de emigração. Nos vários países do mundo existem mais de 4 milhões de imigrantes portugueses espalhados, o que representa 40% da população que vive em Portugal, um país que vive, essencialmente, do turismo e das entradas de receitas enviadas pelos trabalhadores emigrantes portugueses&#8221;.</p>



<p>Segundo ele, mesmo quando esses emigrantes retornam para a terra natal depois de aposentados, a economia portuguesa é diretamente beneficiada: quem regressa &#8220;do Canadá, da Suíça, da França e de muitos outros lugares, como Luxemburgo e Bélgica, volta recebendo as suas grandes aposentadorias, cinco a seis vezes maiores do que as aposentadorias de Portugal. Isso gera entradas de dinheiro fabulosas todos os dias nos cofres daquele país&#8221;.</p>



<p>Esta é uma realidade que ele conhece bem, pois passou a maior parte de sua vida em terras estrangeiras. Antes de migrar para o Brasil em 2009, ano em que abriu um restaurante de comida lusitana em Olinda, ele vivia na cidade<strong>de</strong>Nanterre, vizinha a Paris, onde também era dono de um restaurante. &#8220;Emigrei pela primeira vez aos 11 anos. Fui morar com meus avós e trabalhar como garçom numa taverna no norte da Espanha, pois o salário que se pagava a uma criança na Espanha era maior do que um salário de adulto em Portugal na época da ditadura de Salazar&#8221;. Antônio Salazar, inspirador de André Ventura e do seu partido, o Chega, governou o país por 36 anos, de 1932 a 1968.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/como-brasileiros-que-vivem-em-portugal-alimentam-o-racismo-xenofobia/" class="titulo">Como brasileiros que vivem em Portugal alimentam o racismo, a xenofobia e o desprezo a imigrantes pobres</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/raca/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Raça</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p><strong>Imigrantes levam a culpa pelo insucesso alheio</strong></p>



<p>Em seu contato com os eleitores de Ventura que vivem em Pernambuco, Alves costuma ouvir frases como &#8220;os ciganos têm mais regalias que os portugueses&#8221;, &#8220;Portugal está uma bandalheira por causa dos muçulmanos&#8221; ou &#8220;os hospitais agora só curam os imigrantes&#8221;. Não é à toa que um dos slogans do Chega é &#8220;Portugal não é Bangladesh&#8221;.</p>



<p>Jaime Alves é implacável ao interpretar esse tipo de reação dos eleitores de direita: &#8220;as pessoas não conseguem admitir os próprios erros ou as verdadeiras causas de suas frustrações, então culpam os imigrantes pelo próprio insucesso. Culpam ciganos porque não entendem que foram as decisões dos políticos que elegeram que estão entregando os serviços médicos para o setor privado, e que empresários só têm interesse no lucro e não na saúde das pessoas&#8221;.</p>



<p>Ele conta que os ciganos estão há 300 anos em Portugal, então são portugueses, mas continuam sendo vítimas de preconceito se são pobres. &#8220;Quando o cigano é dono de joalheria, não é discriminado, é visto como português. O jogador<a href="https://rumores.pt/ricardo-quaresma-reage-de-forma-inesperada-a-vitoria-de-antonio-jose-seguro-nas-presidenciais/189693/"> Ricardo Quaresma</a>, por exemplo, jogava no Sporting e na seleção portuguesa, mas ninguém o chamava de jogador cigano, e sim de atleta português&#8221;. Quaresma, aliás, decidiu participar ativamente da campanha eleitoral pedindo votos contra Ventura.</p>



<p>O <em>chef</em> português também acredita que os interesses financeiros impedem que os políticos e parte da sociedade portuguesa apontem os dedos para os verdadeiros responsáveis pelo aumento da violência em seu país. &#8220;Nada dizem sobre os grupos armados brasileiros do PCC e do Comando Vermelho que estão se instalando nos subúrbios das cidades portuguesas. E sabe por que nada dizem? Porque esses grupos armados estão financiando campanhas eleitorais e empreendimentos privados para lavar dinheiro&#8221;, acusa.</p>



<p>E por falar em dinheiro, as contribuições previdenciárias dos trabalhadores imigrantes garantem o pagamento de <a href="https://www.publico.pt/2024/11/20/publico-brasil/noticia/imigrantes-garantem-recursos-pagamento-17-aposentadorias-portugal-2112695" target="_blank" rel="noreferrer noopener">17% das aposentadorias</a> de portugueses. Só os brasileiros deixam o equivalente a <a href="https://oglobo.globo.com/blogs/portugal-giro/post/2026/02/brasileiros-pagam-a-previdencia-r-31-bi-e-desmentem-ultradireita-em-portugal.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">R$ 31 bilhões</a> no sistema de seguridade social de Portugal. Alves recorda esses fatos ao mencionar o constrangimento que o extremista Ventura enfrentou nesta última semana de campanha ao visitar uma área agrícola atingida pelas tempestades que provocaram estragos em, pelo menos, 69 municípios portugueses.</p>



<p>&#8220;Vi hoje um vídeo do Ventura indo visitar uma empresa, agora na campanha, e o diretor da empresa foi ao encontro dele e disse &#8216;queria lhe comunicar que aqui nesta empresa todos os funcionários são imigrantes, são estrangeiros, só um é que não é, só tem um que não é, que é um engenheiro. E do resto, de todos os imigrantes, Portugal não vive hoje sem imigração&#8217;. É isso mesmo, sem os imigrantes a economia pararia, ficaria um caos&#8221;, contou Alves.</p>



<p>O episódio citado pelo <em>chef</em> aconteceu numa região chamada Torres Vedras, onde <a href="https://www.noticiasaominuto.com/politica/2932226/no-oeste-ventura-ouve-nos-dependemos-100-de-mao-de-obra-estrangeira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o empresário Paulo Maria</a> o confrontou durante um evento de campanha junto a empresários da região. No mesmo dia, o governo de centro-direita anunciou que, por falta de mão de obra na construção civil, teria de abrir &#8220;vias de entrada&#8221; para <a href="https://eco.sapo.pt/2026/02/04/governo-vai-ter-de-abrir-via-de-entrada-de-trabalhadores-para-reconstrucao-imigrantes-claro-diz-marcelo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais imigrantes trabalharem na reconstrução</a> nas áreas atingidas pelas tempestades.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Em maio de 2019, a Marco Zero entrevistou André Ventura, que se apresentava como o Bolsonaro de Portugal:</strong></li>
</ul>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/conheca-andre-ventura-o-bolsoluso-que-disputa-as-eleicoes-na-europa/" class="titulo">Conheça André Ventura, o &#8220;Bolsoluso&#8221; que disputa as eleições na Europa</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/democracia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Democracia</a>
			        </div>
	            </div>
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			</item>
		<item>
		<title>O preço de pensar: o vento que ainda nos alcança</title>
		<link>https://marcozero.org/o-preco-de-pensar-o-vento-que-ainda-nos-alcanca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 21:26:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[evolucionismo]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentalismo religioso]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jane Santos* Sempre que revejo O Vento Será Tua Herança, tenho a sensação de que o filme continua me olhando de volta. Talvez porque eu tenha passado grande parte da minha vida profissional lidando com disputas que não cabiam nos manuais: a tensão permanente entre conhecimento e medo, entre política e ética, entre evidência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jane Santos*</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-left">“A imprensa deve confortar os aflitos e afligir os confortáveis.”<br>— <em>Hornbeck (jornalista), em</em> <em>O Vento Será Tua Herança</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="&quot;O vento será tua herança&quot;, com Spencer Tracy e ‎Frederich March‎, trailer com legendas em português" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/RnMbyxRn9qQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>
</blockquote>



<p>Sempre que revejo <em>O Vento Será Tua Herança</em>, tenho a sensação de que o filme continua me olhando de volta. Talvez porque eu tenha passado grande parte da minha vida profissional lidando com disputas que não cabiam nos manuais: a tensão permanente entre conhecimento e medo, entre política e ética, entre evidência e convicções absolutas. Em muitos gabinetes e territórios que conheci, sustentar ideias baseadas em fatos e reflexão crítica nunca foi apenas um exercício técnico — foi, muitas vezes, um ato de resistência.</p>



<p>Lançado em 1960 e inspirado em um julgamento real ocorrido nos Estados Unidos nos anos 1920 (Julgamento de Scopes, Tennessee), o filme transforma um tribunal em arena pública, com roteiro preciso e atuação magistral dos atores. A história é simples e poderosa. Em uma pequena cidade conservadora, um professor é levado a julgamento por ensinar a Teoria da Evolução das espécies a seus alunos, contrariando uma lei local baseada em interpretações religiosas. O que poderia ser apenas um processo jurídico se converte rapidamente em algo maior.</p>



<p>Não se julga apenas um homem, mas a própria possibilidade de que ciência, dúvida e pensamento crítico tenham lugar em sociedade. Ao concentrar quase toda a ação no tribunal, o diretor faz uma escolha decisiva: expor o conflito diante da comunidade e da imprensa, revelando como sociedades amedrontadas recorrem ao fundamentalismo para preservar certezas e silenciar o novo.</p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0">Em O Vento Será Tua Herança, o julgamento não é jurídico — é moral.</p>
</div>


<p>Não se trata apenas de fé, mas de poder. Quando convicções absolutas passam a orientar leis e decisões públicas, a razão se torna suspeita. O pensamento crítico, então, deixa de ser virtude e passa a ser visto como ameaça à ordem. Esse deslocamento é o coração do filme — e talvez seja também uma das chaves para entender muitos conflitos contemporâneos.</p>



<p>Uma das frases mais duras da narrativa é quando o advogado de defesa afirma que “o progresso nunca é uma barganha; sempre se paga um preço.” E o preço costuma ser cobrado justamente de quem ousa questionar. Em salas de aula, tribunais, instituições e políticas públicas, sustentar ideias baseadas em evidências e justiça social frequentemente significa enfrentar moralismos, interesses e silêncios organizados.</p>



<p></p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:33% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="704" height="1024" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-704x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-74104 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-704x1024.jpeg 704w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-206x300.jpeg 206w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-768x1117.jpeg 768w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-1056x1536.jpeg 1056w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1-150x218.jpeg 150w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/capa-DVD-Heranca-1.jpeg 1062w" sizes="auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5UsoBRiRuEQ">Henry Drummond, o advogado da defesa, vivido por Spencer Tracy</a>, vocaliza o centro ético da história ao afirmar: “Estou tentando estabelecer o direito de cada pessoa pensar.” Não se trata de vencer um adversário, mas de preservar um princípio civilizatório. Pensar, ali, deixa de ser um gesto individual e passa a ser um ato político, — como nos ensinou Paulo Freire.</p>
</div></div>



<p></p>



<p>Em outro momento, o filme lembra que “uma ideia é um monumento maior do que uma catedral.” Talvez porque ideias livres desloquem estruturas rígidas e revelem fragilidades que muitos preferem ocultar. Em tempos de anti-intelectualismo e de tentativas recorrentes de transformar crenças pessoais em política pública, <em>O Vento Será Tua Herança</em> deixa de ser apenas um clássico e se impõe como espelho do presente.</p>



<p>Ao revê-lo hoje, penso no Brasil que conheço tão bem. Um país onde a dúvida frequentemente precisa se justificar, onde a crítica é confundida com afronta e onde o medo — esse velho aliado do autoritarismo — segue sendo mobilizado. O julgamento encenado no filme ecoa sempre que o pensamento crítico é tratado como ameaça à ordem.</p>



<p>Uma das lições mais desconcertantes do filme é acompanhar a disputa jurídica e moral de dois amigos de longa data que pensam diferente e concluir que discordar não exige destruir o outro — algo que parece cada vez mais raro em nossos dias.</p>



<div class="citacao ms-auto my-5">
	<p class="m-0">Onde começa o fundamentalismo? E qual é o preço de sustentar o direito de pensar?</p>
</div>


<p>Mas há ainda uma camada que insiste em permanecer: a da responsabilidade ética. Aquela que não depende de cargo, instituição ou visibilidade. Aquela que se manifesta quando alguém decide sustentar uma ideia mesmo sabendo o custo que ela cobra.</p>



<p>Se há um vento que herdamos, que seja o da coragem.<br>O do pensamento vivo.<br>O da resistência corajosa, diante de certezas fabricadas e dos fundamentalismos que tentam reduzir o mundo ao seu tamanho, como tantas vezes alertou José Saramago.</p>



<p>Em tempos de ruídos e respostas fáceis, se reforça que pensar continua sendo um ato político. E, às vezes, o mais urgente.</p>



<p>Bom filme! E, depois, que conversas este filme ainda nos convoca a ter?</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Onde assistir</strong>: <em>O Vento Será Tua Herança</em> pode ser encontrado em plataformas de aluguel e compra digital (como Apple TV, Google Play, YouTube e Amazon) e em edições físicas (DVD/Blu-ray).</li>
</ul>



<p></p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Calibri, serif;">Médica sanitarista e psiquiatra, atuou como gestora pública e integrou o staff do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), onde se aposentou como especialista em políticas públicas do escritório regional para os estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco.</span></span></p>
    </div>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O ano da Marco Zero: fechando uma década de desafios e conquistas</title>
		<link>https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-fechando-uma-decada-de-desafios-e-conquistas/</link>
					<comments>https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-fechando-uma-decada-de-desafios-e-conquistas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 13:52:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[prestação de contas]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Retrospectiva2025]]></category>
		<category><![CDATA[transparência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, a Marco Zero completou 10 anos com muitos motivos para comemorar. Ao longo dessa trajetória, publicamos reportagens de interesse público que trouxeram à luz temas relevantes e, muitas vezes, invisibilizados pela mídia tradicional. Foram 3.690 reportagens publicadas em nosso site, acessadas por mais de 5 milhões de pessoas. Também ampliamos significativamente nosso alcance [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2025, a Marco Zero completou 10 anos com muitos motivos para comemorar. Ao longo dessa trajetória, publicamos reportagens de interesse público que trouxeram à luz temas relevantes e, muitas vezes, invisibilizados pela mídia tradicional. Foram 3.690 reportagens publicadas em nosso site, acessadas por mais de 5 milhões de pessoas. Também ampliamos significativamente nosso alcance nas redes sociais, onde já somamos mais de 150 mil seguidores. Com trabalho consistente e compromisso com a qualidade e a ética jornalística, nos consolidamos como uma referência no jornalismo independente brasileiro, ocupando espaços relevantes e conquistando importantes reconhecimentos ao longo do caminho.</p>



<p>Para garantir sustentabilidade financeira e independência editorial, construímos, ao longo desse período, um modelo de negócio próprio, transparente e, até aqui, exitoso frente aos desafios que marcam o setor. Mesmo fora do eixo Rio de Janeiro–São Paulo, conseguimos captar, em dez anos, R$ 8.079.811,28 &#8211; recursos que permitiram manter uma equipe de dez pessoas, toda a estrutura necessária para a produção das reportagens e, ainda, contribuir para o fortalecimento de uma rede de jornalismo independente no Nordeste. Não está sendo fácil, mas estamos muito orgulhosos do que construímos até aqui.</p>



<p>Essa base foi fundamental para enfrentar um dos anos mais desafiadores da nossa história recente. Pela primeira vez desde que adquirimos nossa independência financeira, em 2025 captamos bem menos recursos do que no ano anterior. Em comparação com 2024, a queda foi de 52%. O corte pela metade do orçamento se deu com o fim da parceria com o Fundo Internacional para Mídia de Interesse Público (IFPIM). Com isso, nossas receitas se concentraram, basicamente, no grant da Fundação OAK.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Ao todo, foram R$ 532.591,34 captados em 2025:</p>



<p>* OAK – R$ 459.718,08</p>



<p>* AS-PTA – R$ 38.207,25</p>



<p>* Un Verteilen – R$ 19.055,68</p>



<p>* Doações individuais – R$ 15.610,33</p>
</blockquote>



<p>Aqui cabe uma observação importante. Em 2025, conseguimos bater o recorde de doações individuais — aquelas em que, espontaneamente, nossos leitores contribuem com pequenas quantias. Esse resultado reforça a importância da nossa comunidade de leitores e aponta um caminho estratégico: em 2026, vamos investir em campanhas e estrutura para ampliar essa fonte de recursos.</p>



<p>As restrições financeiras de 2025 tiveram impactos diretos sobre nossa capacidade produtiva e, consequentemente, sobre o alcance do conteúdo publicado. Com menos recursos, priorizamos a manutenção da qualidade e do volume da produção jornalística, mesmo tendo que abrir mão, por enquanto, do programa de fortalecimento da rede de jornalismo independente no Nordeste. Ainda assim, não foi necessário demitir ninguém da equipe &#8211; perdemos uma repórter que, para nosso orgulho, foi iniciar um doutorado na Bahia, e não conseguimos repor a vaga. Para garantir essa estabilidade mínima, utilizamos parte do nosso fundo de reserva, por uma causa que consideramos justa.</p>



<p>Esse cenário se refletiu nos números. Em 2025, publicamos 312 reportagens, contra 456 no ano anterior, e registramos queda nos indicadores de audiência do site:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>* Usuários ativos: 662 mil (–39,4%)</p>



<p>* Visualizações: 971 mil (–39,7%)</p>



<p>* Contagem de eventos: 5,6 milhões (–40,1%)</p>
</blockquote>



<p>Ainda assim, mantivemos a qualidade e a relevância editorial do conteúdo publicado, como demonstram os temas que mobilizaram nossa audiência ao longo do ano e o reconhecimento profissional recebido.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p><strong>As reportagens mais acessadas do ano ajudam a compreender os assuntos que despertaram maior interesse do público e refletem a diversidade de pautas acompanhadas pela Marco Zero:</strong></p>
<p>1. <a href="https://marcozero.org/como-um-shopping-center-se-tornou-o-lugar-mais-quente-do-recife/" target="_blank" rel="noopener">Como um shopping center se tornou o lugar mais quente do Recife</a> – 61.877 visualizações</p>
<p>2. <a href="https://marcozero.org/evangelicos-promovem-cercos-a-terreiros-para-intimidar-candomble/" target="_blank" rel="noopener">Evangélicos promovem “cercos” a terreiros para intimidar candomblé</a> – 48.107 visualizações</p>
<p>3. <a href="https://marcozero.org/aerogerador-desaba-em-parque-eolico-que-voltou-a-operar-apos-liminar-da-justica/" target="_blank" rel="noopener">Aerogerador desaba em parque eólico que voltou a operar após liminar da Justiça</a> – 38.407 visualizações</p>
<p>4. <a href="https://marcozero.org/ossos-humanos-loucas-e-ceramicas-sao-encontrados-em-reforma-do-mosteiro-de-sao-bento-em-olinda/" target="_blank" rel="noopener">Ossos humanos, louças e cerâmicas são encontrados em reforma do Mosteiro de São Bento, em Olinda</a> – 28.737 visualizações</p>
<p>5. <a href="https://marcozero.org/silencio-da-prefeitura-sobre-ponte-casa-forte-cordeiro-gera-medo-na-comunidade-santana/" target="_blank" rel="noopener">Silêncio da prefeitura sobre ponte Casa Forte–Cordeiro gera medo na comunidade Santana</a> – 28.195 visualizações</p>
<p>6. <a href="https://marcozero.org/fechamento-da-faculdade-damas-expoe-crise-do-ensino-superior-privado/" target="_blank" rel="noopener">Fechamento da Faculdade Damas expõe crise do ensino superior privado</a> – 21.631 visualizações</p>
<p>7. <a href="https://marcozero.org/assembleia-de-deus-quer-ganhar-terreno-publico-onde-deveria-ser-uma-praca-em-olinda/" target="_blank" rel="noopener">Assembleia de Deus quer ganhar terreno público onde deveria ser uma praça, em Olinda</a> – 29.511 visualizações</p>
<p>8. <a href="https://marcozero.org/do-lazer-ao-consumo-o-que-muda-nos-parques-do-recife-com-a-privatizacao/" target="_blank" rel="noopener">Do lazer ao consumo: o que muda nos parques do Recife com a privatização</a> – 18.977 visualizações</p>
<p>9. <a href="https://marcozero.org/distrito-guararapes-vai-ter-873-kitnets-com-metro-quadrado-mais-caro-que-a-media-do-recife/" target="_blank" rel="noopener">Distrito Guararapes vai ter 873 kitnets com metro quadrado mais caro que a média do Recife</a> – 18.612 visualizações</p>
<p>10. <a href="https://marcozero.org/prefeitura-do-recife-quer-acabar-com-a-lei-dos-12-bairros-denunciam-urbanistas/" target="_blank" rel="noopener">Prefeitura do Recife quer acabar com a Lei dos 12 Bairros, denunciam urbanistas</a> – 17.489 visualizações</p>
	</div>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/06/Trabalho-com-palha-de-Carnauba-no-Ceara_-11-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/06/Trabalho-com-palha-de-Carnauba-no-Ceara_-11-1024x683.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/06/Trabalho-com-palha-de-Carnauba-no-Ceara_-11-1024x683.jpg" alt="Francisca da Silva dos Santos, Santinha. Artesã de palha de carnaúba" class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Foto finalista do Prêmio Sebrae 2025</p>
	                
                                            <span>Crédito: Inês Campelo/MZ</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Apesar das limitações impostas pelo cenário financeiro, 2025 também foi um ano de fortalecimento do diálogo com o público, reconhecimento profissional e ampliação de parcerias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Redes sociais em alta</h2>



<p>Aumentamos significativamente nossa presença digital. No Instagram, nosso principal canal de interação com o público, alcançamos 7.786.206 interações &#8211; um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Nos comentários, um importante indicador da relação com os leitores, o crescimento foi de 122%, passando de 17.836 para 39.649. Também ampliamos substancialmente o número de seguidores, chegando à marca de 91.163 (+44%).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prêmios importantes</h2>



<p>Em 2025, conquistamos três prêmios relevantes de jornalismo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Prêmio Cristina Tavares</h3>



<p>A reportagem <a href="https://marcozero.org/os-desertos-do-sertao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Os desertos do sertão</a>, do editor Inácio França, da repórter Giovanna Carneiro, com fotos de Arnaldo Sete, recebeu o Prêmio Cristina Tavares na categoria Texto, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Prêmio Jornalista Inaldo Sampaio</h3>



<p>A reportagem <a href="Haut: a ascensão e queda da construtora que prometia luxo e civilidade no Recife," target="_blank" rel="noreferrer noopener">Haut: a ascensão e queda da construtora que prometia luxo e civilidade no Recife,</a> escrita por Maria Carolina Santos, ficou em primeiro lugar na categoria Webjornalismo ou Jornalismo Impresso do Prêmio Jornalista Inaldo Sampaio, organizado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Prêmio Sebrae de Jornalismo</h3>



<p>A reportagem<a href="https://marcozero.org/tecendo-o-futuro-com-as-proprias-maos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Tecendo o futuro com as próprias mãos</a>, de Inês Campelo e Sérgio Miguel Buarque, conquistou o primeiro lugar na categoria Jornalismo em Texto na etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Na mesma premiação, o repórter fotográfico Arnaldo Sete ficou em segundo lugar na categoria Fotojornalismo com imagens da reportagem “Gado com asas”: abelhas aumentam a renda dos sertanejos e ajudam a proteger a caatinga, e Inês Campelo obteve o terceiro lugar com a foto da reportagem Tecendo o futuro com as próprias mãos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/abelha-5-flor-abre.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/abelha-5-flor-abre.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/abelha-5-flor-abre.jpg" alt="A imagem retrata uma cena da natureza, focando em uma abelha em voo se aproximando de um agrupamento de flores roxas em uma planta verde. O fundo está desfocado, destacando a nitidez da abelha e das flores." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Foto finalista do Prêmio Sebrae em 2025</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Parcerias estratégicas</h2>



<p>Ao longo do ano, mantivemos e ampliamos parcerias com organizações de mídia independente de diversas regiões do país, reafirmando uma prática que acompanha a Marco Zero desde sua fundação. Duas iniciativas merecem destaque. Durante a COP30, em Belém (PA), republicamos conteúdos produzidos por uma aliança de 21 veículos que integram a Casa do Jornalismo Socioambiental. Os leitores também puderam acessar conteúdos especiais dos sites parceiros Amazônia Vox e Amazônia Real.</p>



<p>Em novembro, publicamos doze entrevistas em parceria com o projeto de extensão Cartografias do Frevo, desenvolvido por professores e estudantes do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A iniciativa busca mapear a contemporaneidade do frevo a partir de entrevistas com mestres, músicos, passistas e artistas que reinventam o ritmo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Presença ativa no ecossistema de mídia independente</h2>



<p>Em 2025, o trabalho da Marco Zero ganhou destaque em espaços centrais do jornalismo investigativo brasileiro. O especial <a href="https://marcozero.org/a-reinvencao-do-nordeste/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A reinvenção do Nordeste </a>&#8211; série de 11 reportagens produzidas em parceria com a Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural de Agroecologia (Rede Ater NE), a partir de uma extensa apuração no sertão da Bahia, Ceará e Paraíba &#8211; foi um dos nove trabalhos selecionados, entre 135 inscritos de todo o país, para apresentação no 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. A série foi o único trabalho de um veículo nordestino entre os escolhidos e foi apresentada pela repórter Maria Carolina Santos.</p>



<p>A atuação da Marco Zero também se fortaleceu no campo da articulação institucional, da cooperação internacional e da defesa do jornalismo de interesse público. Inês Campelo e Sérgio Miguel Buarque participaram do evento Conexión Latam: O Impacto da Mídia Latino-Americana, voltado à troca de experiências e à construção de sinergias entre iniciativas jornalísticas da região. A repórter Jennifer Oliveira representou a Marco Zero no FALA! – Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo de Causas, realizado em Brasília, enquanto o editor Inácio França participou do <a href="https://rededeprotecao.org.br/4o-encontro-nacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4º Encontro Nacional da Rede de Proteção de Jornalistas e Comunicadores</a>, em Salvador, espaço dedicado ao fortalecimento de estratégias de proteção a comunicadores em risco e à definição das diretrizes da Rede até 2026.</p>



<p>Mesmo diante de um ano marcado por restrições orçamentárias e escolhas difíceis, a Marco Zero não recuou de seus princípios editoriais nem do compromisso com o jornalismo de interesse público. Ao completar uma década de existência, seguimos convencidos de que produzir informação qualificada, crítica e independente a partir do Nordeste é não apenas necessário, mas urgente. A continuidade desse trabalho depende diretamente do apoio de quem nos lê: seja por meio de doações, que ajudam a sustentar a independência editorial, seja pelo compartilhamento do nosso conteúdo, que amplia o alcance das reportagens e fortalece o direito à informação. Entramos em 2026 com desafios evidentes, mas também com uma base sólida e a convicção de que o jornalismo que fazemos só se mantém vivo com a participação ativa da nossa comunidade de leitores.</p>
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		<title>Livro abre arquivos da DOPS-PE e revela histórias inéditas de mulheres na ditadura Vargas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 13:09:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[era vargas]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1931, foi criada em Pernambuco a Seção de Ordem Política e Social, que surgiu junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado. Em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinta em 1990, por decreto do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1931, foi criada em Pernambuco a Seção de Ordem Política e Social, que surgiu junto com a Secretaria da Segurança Pública do estado. Em 1934, a Inspetoria de Ordem Política e Social. Um ano depois, a Delegacia de Ordem Política e Social, a famosa DOPS, que só foi extinta em 1990, por decreto do então governador Miguel Arraes. Lançado no final de 2025, o livro online <em>Mulheres e Resistências &#8211; caminhos de insubmissão nos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco</em> mergulha nos arquivos dos anos iniciais da DOPS até 1946 com um recorte original: as mulheres que foram fichadas em Pernambuco durante a ditadura do Estado Novo, os anos mais autoritários de Getúlio Vargas no poder.</p>



<p>O livro, <a href="https://drive.google.com/file/d/1Ctwfr02tMQQEReieNdqUZl6YMMjupuYF/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noreferrer noopener">de acesso gratuito por meio deste link</a>, foi idealizado pela jornalista e produtora cultural Clarice Hoffmann, responsável também pela sistematização dos dados dos cerca de 400 prontuários analisados, e traz ensaios das sociólogas Anita Pequeno e Sophia Branco. Os prontuários da DOPS estão no Arquivo Público de Pernambuco, no centro do Recife, e foram digitalizados em 2017.</p>



<p>O livro foi lançado em 16 de dezembro com uma mesa de debates no auditório do Arquivo Público, com a participação das autoras e mediação de Maria Betânia Ávila, uma das fundadoras do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia. Na mesa, ela falou sobre o apagamento da memória e o silenciamento das vozes femininas. </p>



<p>“Esse apagamento é ferramenta histórica de regimes autoritários para manter estruturas de poder, ao excluir as mulheres da narrativa oficial da resistência. Tradicionalmente, a história do Brasil, seja da repressão ou do exílio, é contada a partir de uma perspectiva masculina, enquanto as mulheres foram frequentemente reduzidas a um papel biológico ou natural, o que as situava fora do processo histórico. Esse mecanismo, sustentado pelo patriarcado, pelo capitalismo e pelo racismo, busca negar às mulheres o status de sujeitos sócio-históricos e políticos, consolidando uma dominação que é também de natureza colonial e epistemológica”, disse.</p>



<p>Para Sophia Branco, esse material é uma oportunidade de ter acesso a uma parte da vida política do Recife pouco conhecida, que é a atuação de mulheres comunistas em classes populares. “Mulheres negras, operárias, tecelãs, lavadeiras e de várias outras ocupações que se organizavam em associações, em sindicatos, que se organizavam em partidos. E eram perseguidas porque se organizavam politicamente, porque estavam em reuniões, nas ruas, porque recebiam e distribuíam jornais . Quando se pensa na memória da atuação comunista, que foi muito efervescente na cidade do Recife, se pensa no nome de comunistas homens, e não em mulheres, sobretudo não em mulheres com esse perfil social”, afirmou a socióloga na mesa de lançamento do livro, no Arquivo Público de Pernambuco.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Onde ler o livro Mulheres e Resistências:</span>

		<p><span style="font-weight: 400;">O e-book está disponibilizado gratuitamente através de link no perfil </span><a href="https://www.instagram.com/mulhereseresistencias" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@mulhereseresistencias </span></a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.instagram.com/arquivopublicodepernambuco" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@arquivopublicodepernambuco </span></a>no<span style="font-weight: 400;"> Instagram. <a href="https://drive.google.com/file/d/1Ctwfr02tMQQEReieNdqUZl6YMMjupuYF/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Também está neste link aqui</a>. Todas as imagens do livro são audiodescritas, possibilitando o acesso de pessoas com deficiência visual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto</span><i><span style="font-weight: 400;"> Mulheres e Resistências </span></i><span style="font-weight: 400;">foi contemplado no Edital de Ações Criativas LPG e conta com o apoio do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Apeje) e o incentivo do Governo do Estado de Pernambuco e Ministério da Cultura.</span></p>
	</div>



<p>Entre as várias mulheres citadas no livro, estão também figuras históricas como Adalgisa Cavalcanti – a primeira mulher eleita deputada estadual na história da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 1947, e que inspirou o <a href="https://marcozero.org/category/adalgisas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto Adalgisas, da Marco Zero</a> – e a primeira vereadora do Recife, Júlia Santiago. Ambas eram mulheres negras, comunistas e que tiveram suas rotinas monitoradas pela polícia.</p>



<p>O DOPS-PE possuía centenas de páginas sobre Adalgisa Cavalcanti, revelando que ela foi vigiada pela polícia por décadas, inclusive durante seus mandatos parlamentares. Os delegados da DOPS a descreviam com preconceito, afirmando que ela &#8220;relegava a vida doméstica a um plano secundário&#8221; em favor do comunismo. “Bem que dona Adalgisa já se aproximando dos seus sessenta anos assaz vividos, poderia estar ao lado do seu marido, cuidando do bom velho, fazendo tricô e ouvindo novela. Mas, qual o que, prefere andar por aí afora, tramando contra tudo e contra todos […] Tem jeito não, para dona Adalgisa.”, diz trecho de um pedido de prisão contra ela.</p>



<p>“Assim como esse, existem outros exemplos desses julgamentos morais sobre a conduta dessas mulheres. É um relato quase cômico, mas é importante que se diga que esse tipo de gesto estava muito mais próximo da perversidade do que da loucura ou da graça”, contextualizou Sophia no evento. “Esse mesmo delegado, Álvaro Gonçalves da Costa Lima, por exemplo, está na lista dos torturadores da ditadura militar que foram denunciados na Comissão Estadual da Verdade”, disse.</p>



<p>A socióloga Anita Pequeno lembrou que o anticomunismo tem uma forte dimensão moral: no discurso oficial da Era Vargas, o comunismo era acusado de destruir famílias e desvirtuar homens e mulheres. Misoginia e anticomunismo caminhavam juntos. “No contexto específico da Era Vargas, a mulher aparece como muito fundamental, quase como o sustento da nação. Mas qual mulher? A mãe de família, a mulher que seria responsável pelo governo do lar. É quase aquela expressão: &#8216;bela, recatada e do lar&#8217;. Então, se esperava que a mulher encarnasse esse ideal público. Que a honra dessa mulher fosse a própria encarnação da moral pública. As mulheres que apresentassem qualquer dissidência – como algumas que foram listadas associadas à prostituição, ou mulheres que perdiam a virgindade muito cedo – eram assunto de polícia. A virgindade das mulheres era assunto de polícia porque a honra delas tinha a ver com a honra pública”, afirmou Anita Pequeno no evento de lançamento do livro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Complacência com as mulheres nazistas</h2>



<p>Apesar das afinidades ideológicas de Vargas com o nazifascismo, em 1942 o Brasil entrou na II Guerra Mundial contra os países do Eixo. Com isso, a repressão política em Pernambuco passou a focar intensamente em mulheres estrangeiras (sobretudo alemãs, italianas e japonesas) sob suspeita de espionagem e nazismo.</p>



<p>Na ficha da alemã Hertha Dorotea Sachser está escrito, que em sua declaração, ela afirmou que “como alemã, consequentemente, é nazista e que tem certeza da vitória da Alemanha. Diz que não praticou nenhum ato de espionagem, mas que considera o espião um bom patriota”.</p>



<p>Mas há uma grande diferença entre o tratamento da polícia com essas mulheres e com o das mulheres brasileiras comunistas da classe operária. “É interessante a dinâmica que se dá aqui em Pernambuco. Essas mulheres, as que eram nazistas de fato, tinham uma ideia de que eram superiores de tal forma que elas diziam isso na cara dos policiais. E a impressão que dá é que os policiais concordavam que elas eram melhores que eles. Os policiais eram muito mais complacentes com elas. Então, essa dinâmica racial também estava apresentada”, disse Anita Pequeno.</p>



<p>No último texto do livro, que se chama <em>Notas Cromáticas</em>, as pesquisadoras se dedicam a escrever sobre como era minuciosa a descrição dos corpos das mulheres que eram fichadas. “Nas mulheres mais pobres, essa parte da cor está sempre preenchida e nas outras nem tanto. Nós vimos que nas mulheres negras, nas mulheres racializadas, a semântica das cores era muito complexa”, disse Anita Pequeno.</p>



<p>“Termos tais como “parda”, “parda clara”, “parda escura”, “morena”, “branca trigueira”, “preta” e “preta fula” aparecem como marcas de uma lógica classificatória ambígua que, longe de neutralizar o racismo, o sofisticava. Historicamente, as gradações de cor, associadas ao acesso desigual à cidadania, pavimentaram o caminho para a formulação posterior do mito da democracia racial e buscavam fragmentar a identidade dessa parcela da população. Como sabemos, apesar dos malabarismos orquestrados pelo Estado para camuflar e perpetuar as hierarquias sociais, e mesmo com o fortalecimento do mito da democracia racial — forjado desde o Império e consolidado como ideologia nacional —, o racismo seguia operando de forma estruturante”, diz trecho do livro.</p>
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			</item>
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		<title>Recife vai às ruas com força contra PL da Dosimetria</title>
		<link>https://marcozero.org/recife-vai-as-ruas-com-forca-contra-pl-da-dosimetria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2025 21:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PEC da Bandidagem]]></category>
		<category><![CDATA[PL da Dosimetria]]></category>
		<category><![CDATA[sem anistia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Movimentos, centrais sindicais e partidos de esquerda do Recife se juntaram, na rua da Aurora, centro da capital, a pelo menos outras 50 cidades brasileiras para ocupar as ruas neste domingo (14) contra a anistia e o PL da Dosimetria &#8211; que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros golpistas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Movimentos, centrais sindicais e partidos de esquerda do Recife se juntaram, na rua da Aurora, centro da capital, a pelo menos outras 50 cidades brasileiras para ocupar as ruas neste domingo (14) contra a anistia e o PL da Dosimetria &#8211; que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros golpistas de 8 de janeiro de 2023. A manifestação teve início às 14h e ocupou todo o espaço entre as ruas Princesa Isabel e Mário Melo.</p>



<p>Num contexto de duras críticas ao Congresso Nacional por avaliar que as pautas de deputados federais e senadores são contrárias aos interesses do povo, os atos reuniram parcela da sociedade crítica ao centrão e aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O PL da Dosimetria foi aprovado pela Câmara dos Deputados &#8211; num placar de 291 votos a favor e 148 contra &#8211; e agora, está tramitando no Senado. Em caso de aprovação, ainda precisa da sanção do presidente Lula (PT).</p>



<p>Outras pautas presentes na manifestação do Recife foram o fim do feminicídio e do transfeminicídio, a rejeição ao Marco Temporal e às privatizações da Compesa e do metrô. Com trio elétrico em que lideranças discursam ao microfone, cartazes, Som na Rural e grupos percussivos, os gritos na tarde deste domingo eram principalmente &#8220;anistia é o caralho&#8221;, &#8220;lugar de golpista é na cadeia&#8221;, &#8220;Congresso inimigo do povo&#8221; e &#8220;não à ditadura do Legislativo&#8221;.</p>



<p>&#8220;Estou aqui para engrossar a massa contra esse Congresso inimigo do povo que quer nos enfiar goela abaixo essa dosimetria&#8221;, disse Dulce Ferreira, de 62 anos, à Marco Zero durante a manifestação na Aurora. &#8220;Porque vai de encontro a tudo aquilo que a gente acredita. Onde já se viu anistiar bandido?&#8221;, questionou. Para ela, as pautas deste domingo &#8220;vão se refletir como amadurecimento e crescimento nas urnas. A política tem que ser vista como uma forma de garantir os nossos direitos. Que a gente possa falar, possa gritar, possa reivindicar e sustentar aquilo que a gente quer se garantir a fazer&#8221;, disse.</p>



<p>&#8220;Esse é um Congresso que só trabalha para a bandidagem, em vez de ficar do lado do povo. Não podemos retroceder, a democracia da gente foi conquistada a duras penas&#8221;, avaliou a dona de casa Gorete Silva, 55 anos. Ela também foi às ruas em defesa das mulheres: &#8220;Estamos aqui para lutar pelas mulheres, cada vez mais independentes. Porque as mulheres estão morrendo, os homens estão assassinando as mulheres por acharem que elas são propriedade deles&#8221;.</p>



<p>Por conta da programação natalina na avenida Rio Branco, a manifestação não seguiu em passeata até o Marco Zero, como costuma acontecer.</p>


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		<title>Abaixo-assinado reivindica que revitalização do Centro seja discutida com a população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 21:01:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[audiência pública]]></category>
		<category><![CDATA[distrito guararapes]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um abaixo-assinado quer que a Prefeitura do Recife reabra os canais para discussão sobre o projeto que, por 30 anos,vai conceder à iniciativa privada uma parte do bairro de Santo Antônio, no centro da capital. Chamado pela prefeitura de Distrito Guararapes, o projeto envolve a compra e reforma de 14 prédios, sendo 12 para habitação, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um <a href="https://c.org/yfcrfqFw7w" target="_blank" rel="noreferrer noopener">abaixo-assinado </a>quer que a Prefeitura do Recife reabra os canais para discussão sobre o projeto que, por 30 anos,vai conceder à iniciativa privada uma parte do bairro de Santo Antônio, no centro da capital. Chamado pela prefeitura de Distrito Guararapes, o projeto envolve a compra e reforma de 14 prédios, sendo 12 para habitação, e a requalificação de mais de 35 quadras do bairro, incluindo novos quiosques para o comércio de rua, além da construção de deques e espaço cultural dentro do rio Capibaribe. Nos prédios habitacionais, serão ofertados 873 kitnets com metro quadrado mais caro que a média do Recife.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Confira aqui o abaixo-assinado</span>

		<p><a href="https://c.org/yfcrfqFw7w" target="_blank" rel="noopener">O abaixo-assinado está disponível neste link</a></p>
	</div>



<p>Apesar das profundas mudanças que o projeto propõe, ele não foi devidamente discutido com a população recifense. Houve apenas uma única audiência pública, que foi realizada de forma online, sem conceder a palavra aos participantes, com as perguntas sendo feitas por escrito. A audiência também não foi divulgada pelos meios de comunicação da prefeitura, nem para a imprensa. “Foi uma audiência pública apenas para cumprir o regulamento”, critica a arquiteta e urbanista Vera Mayrinck, professora aposentada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e integrante do Núcleo de Vivências e Lutas Democráticas Casa Forte, grupo que está à frente do requerimento.</p>



<p>A ideia é chegar até mil assinaturas no abaixo-assinado e entregar o requerimento em uma reunião com o prefeito João Campos (PSB). “A prefeitura está investindo uma quantidade enorme de recursos para a iniciativa privada. E como é que é se dará essa relação? Isso precisa ficar mais claro para a sociedade. A gente precisa ter mais clareza de como é que vai se dar essa intervenção no centro do Recife”, diz Vera Mayrinck.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/ambulantes-e-comerciantes-da-guararapes-nao-sabem-qual-sera-seu-destino-no-novo-projeto-da-prefeitura/" class="titulo">Ambulantes e comerciantes da Guararapes não sabem qual será seu destino no novo projeto da prefeitura</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, Norma Lacerda é uma das idealizadoras do abaixo-assinado. Ela participou da audiência pública – que a prefeitura do Recife disse que contou com apenas 70 participantes – e levantou, ao lado do arquiteto e pesquisador Vinícius Dantas, vários pontos que precisariam ser melhor esclarecidos pelo poder público.</p>



<p>A prefeitura respondeu às seis perguntas em uma única fala, deixando de fora importantes questionamentos como, por exemplo, o motivo de não se manter a propriedade pública dos apartamentos de interesse social e alugá-los – ao invés da venda pelas faixas de renda mais altas do Minha Casa, Minha Vida – e como será monitorada a concessão durante os 30 anos de vigência. Em entrevista para a Marco Zero no começo deste mês, o secretário de Desenvolvimento Urbano Felipe Matos afirmou que outra parte do centro do Recife é alvo de mais uma parceria público-privada (a PPP Morar no Centro) onde vai haver aluguel social.</p>



<p>“Para mim o maior problema, além da privatização do espaço público, é a ausência de mecanismos distributivos no âmbito da própria operação. Nada de repartir ganhos, nada de cota de solidariedade”, diz Norma Lacerda. “Ademais, como se dará o controle por parte da sociedade?”, questiona.</p>



<p>A intenção do grupo é de que a mobilização no abaixo-assinado leve a prefeitura a reestruturar o projeto, dessa vez realmente ouvindo a população e os principais interessados, como moradores, comerciantes e ambulantes da área.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Privatizações sem discussão</h2>



<p>O projeto para o Distrito Guararapes tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e estava em curso há mais de dois anos. Ainda assim, a prefeitura do Recife e o prefeito João Campos só divulgaram o projeto horas após a realização da audiência pública e quando faltava menos de uma semana para o encerramento do prazo de consulta pública sobre a proposta.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/distrito-guararapes-vai-ter-873-kitnets-com-metro-quadrado-mais-caro-que-a-media-do-recife/" class="titulo">Distrito Guararapes vai ter 873 kitnets com metro quadrado mais caro que a média do Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
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	            </div>
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<p>Para a integrante do Núcleo de Vivências e Lutas Democráticas Casa Forte, Elani Ximenes essa falta de publicidade para os projetos de concessão da prefeitura é sistemática. “Foi assim com a concessão dos parques do Recife, com a orla de Boa Viagem e, agora, com o centro do Recife. A conversa da Prefeitura com a sociedade é quase nula. É tudo faz de conta: o debate não acontece”, diz.</p>



<p>Elani critica o fato da prefeitura e do prefeito João Campos investirem bastante em publicidade, mas esconderem os projetos mais controversos da população. “Tem muita mídia, tem muito falatório do prefeito, mas participação, acesso à palavra não se tem. E a cidade está sendo toda privatizada sem quase nenhuma discussão. Daqui até 30 anos tudo estará nas mãos das mesmas pessoas. A gente vê os parques que foram privatizados, como é que já estão, o que já está acontecendo, cheios de propaganda”, reclama.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/guararapes_abaixo.jpg" alt="A foto mostra a Banca Guararapes em primeiro plano, no centro da Avenida Guararapes, no Recife, em um dia de céu azul. A banca tem cobertura vermelha, nome destacado na parte superior e ilustrações de quadrinhos nas laterais, com o interior parcialmente visível. Logo atrás dela, uma árvore frondosa se destaca. À esquerda, aparece um prédio cinza de arquitetura antiga, e à direita, um edifício branco parcialmente coberto por tela de obra. A calçada de pedras portuguesas e a rua vazia completam a cena urbana." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Proposta prevê entrega da avenida Guararapes à empresas privadas por três décadas
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/abaixo-assinado-reivindica-que-revitalizacao-do-centro-seja-discutida-com-a-populacao/">Abaixo-assinado reivindica que revitalização do Centro seja discutida com a população</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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