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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Pedaço do muro do metrô do Recife cai e esmaga menina de 8 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Oct 2021 23:30:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia que era para ser de alegria em comemoração à semana da criança terminou em tragédia, no bairro de São José, área central do Recife. Uma menina de 8 anos, moradora da favela do Papelão, foi esmagada por uma placa de concreto, no início da tarde deste sábado (16). O bloco de dois metros [&#8230;]</p>
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<p>Um dia que era para ser de alegria em comemoração à semana da criança terminou em tragédia, no bairro de São José, área central do Recife. Uma menina de 8 anos, moradora da favela do Papelão, foi esmagada por uma placa de concreto, no início da tarde deste sábado (16). O bloco de dois metros de altura, que separa os trilhos do metrô da comunidade, caiu sobre a garota, no momento em que um dos trens passava pelo <a href="https://goo.gl/maps/Y2BKZGL6dkyc7eNUA">trecho junto à avenida Central</a>, entre as estações Recife e Joana Bezerra.</p>



<p>No momento do acidente, a menina almoçava na calçada, em frente a sede do projeto Mão Amiga, que no final da manhã realizava uma festa de Dia das Crianças com entrega de brinquedos e recreação. O enfermeiro e um dos organizadores do evento, Jonata Bruno Santos, socorreu a menina que na hora estava acompanhada de outra garota e um menino, porém ambos conseguiram escapar sem gravidade.</p>



<p>Segundo ele, a vítima teve politraumatismo, incluindo fraturas no maxilar, na bacia e na cabeça. A menina foi levada consciente, mas com hemorragia intensa, para o Hhspital do Imip e, em seguida, transferida para o Hospital da Restauração.</p>



<p>“A comunidade toda está muito revoltada porque não é de hoje que denunciam as péssimas condições dessas placas e falta de manutenção. Há vários relatos em outras localidades de queda dessas estruturas e nada foi feito, agora, infelizmente, aconteceu essa tragédia”, afirmou Jonata.</p>



<p>Em nota publicada nas redes sociais, o projeto Mão Amiga lamentou o ocorrido e informou que irá cobrar providências da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para a vítima e sua família. A entidade também exige que o órgão federal tome as medidas de manutenção dos muros do metrô para evitar novas ocorrências com vítimas. </p>



<p>Tentamos obter posicionamento do Metrorec e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), mas até o momento da publicação deste texto não havíamos conseguido estabelecer contato. A matéria será atualizado assim que isso acontecer.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong><a href="https://www.instagram.com/p/CVGxmG9J86i/?utm_medium=copy_link">Leia a nota na íntegra a nota da ong Mão Amiga:</a></strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Por mais respeito, segurança e cuidado com as crianças do Coque.</strong></p><cite>Na tarde deste sábado (16) aconteceu uma tragédia plenamente evitável.<br><br>Uma placa do muro do metrô caiu sobre uma criança de 8 anos. A criança está internada no HR em estado muito grave. Estamos na torcida pela sua pronta e perfeita restauração.<br><br>Quem conhece o Coque, uma área ocupada por famílias trabalhadoras, sabe que não existe uma única área de lazer para as crianças da comunidade. O lazer das crianças do Coque é na rua ao lado do muro do metrô.<br><br>A comunidade exigirá da CBTU, empresa federal que administra o Metrô do Recife, tudo que puder ser exigido em decorrência desta tragédia e, além disso, exigirá as devidas medidas de manutenção e de precauções para que novas tragédias como essa não voltem a acontecer na vida das nossas crianças.<br><br>Nosso grito por justiça será ouvido!</cite></blockquote>



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		<title>Zika vírus não dá trégua em Pernambuco: 127 crianças nasceram com microcefalia em 2020 e 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 21:54:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto a covid-19 ocupa o noticiário e atrai todas as atenções do público, pelo menos 127 crianças nasceram em Pernambuco com microcefalia entre o início de 2020 e os nove primeiros meses de 2021, período em que as preocupações de autoridades de saúde, cientistas e médicos estavam focadas na pandemia. O último informe técnico da [&#8230;]</p>
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<p>Enquanto a covid-19 ocupa o noticiário e atrai todas as atenções do público, pelo menos 127 crianças nasceram em Pernambuco com microcefalia entre o início de 2020 e os nove primeiros meses de 2021, período em que as preocupações de autoridades de saúde, cientistas e médicos estavam focadas na pandemia. O último informe técnico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) revela que, de janeiro de 2020 até setembro deste ano, 169 crianças foram notificadas para o Síndrome Congênita do Zika. Desse total, 42 ainda estão com o diagnóstico em investigação ou estão com os exames classificados como &#8220;inconclusivos&#8221;.</p>



<p>O boletim da SES, mostra que, em 60 municípios pernambucanos, foram registrados 62 (53% das notificações ao longo de 2020) casos de microcefalia e 27 (23,1%) de microcefalia severa. Em 2021, classificaram-se 25 (48,1%) dos registros como microcefalia e 13 (25%) com microcefalia severa, conforme a padronização da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o estado também registrou a confirmação de uma criança que nasceu no Recife em 2015 &#8211; ano em que o estado foi o epicentro da epidemia -, mas somente agora teve o diagnóstico concluído. </p>



<p>A médica sanitarista e vice-presidente da <a href="https://www.abrasco.org.br/site/">Associação Brasileira de Saúde Coletiva</a> (Abrasco), Bernadete Perez, chama a atenção para a subnotificação que, segundo ela, se repete desde o período do pico epidêmico. Ao longo do tempo, pesquisadores encontraram crianças sem notificação nenhuma, e esses especialistas desconfiam que a situação esteja bem pior com a crise da covid-19.<br><br>“A pandemia agudizou a situação crônica e a gente acha que existe uma subnotificação importante. [Ainda assim] os números revelam que essa situação permanece porque nenhuma condição no território foi alterada, continuamos com locais altamente vulneráveis e marcados pela pobreza, infestação do mosquito, além de uma rede que permanece fragmentada, sem respostas coordenadas”, avalia.<br><br>No mesmo dia em que a gestão Paulo Câmara (PSB) publicou os dados mais recentes, além de Bernadete, outros pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e diversas instituições públicas realizaram um fórum virtual. O encontro contou com a participação de mães e familiares das crianças que relataram o cenário atual. Durante o encontro, pesquisadores que há seis anos acompanham as causas e os efeitos da enfermidade, a conclusão em 2021 de um caso de 2015 é mais uma prova da negligência do estado com esses pacientes e suas famílias.<br><br>“A situação é de dificuldade de acesso e fragmentação da rede. Ninguém sabe definir qual a equipe de referência que, de fato, cuida das crianças e famílias de forma a articular o conjunto de serviços que elas precisam com um plano terapêutico singularizado para cada paciente. Isso nunca existiu na verdade, mas com a pandemia foi piorando porque os poucos serviços foram restringidos”, afirma Bernadete.<br><br>“Se a gente tiver a capacidade de uma política pública com respostas coordenadas e projetos de mudanças mais amplas nas áreas sociais, sanitárias e de saúde que pudessem olhar essas crianças a partir de uma equipe de referência capaz de coordenar seus cuidados, porque daqui a pouco teremos adolescentes. Constituir uma forte rede de seguridade social, saúde e de solidariedade”, avalia Bernadete.<br><br>Para a médica, a solução do problema da Síndrome Congênita do Zika passa também pela ampliação da rede de atenção básica. Pelos cálculos da especialista, somente quando os governos federal, estadual e municipais garantirem a cobertura de no mínimo 80% das pessoas que vivem no território, aumentando capacidade de resolução das equipes, diversificar as ofertas e práticas terapêuticas indo além de remédios e exames.<br><br>“A gente tem que pensar qual o papel das equipes de saúde, de pesquisa e, principalmente, dos gestores em saúde, e qual a ética de cuidado a gestão estadual tem produzido para essas crianças? Acredito que a gente precisa articular quais são as contribuições teóricas e práticas das pesquisas porque essa situação dessas crianças é de exclusão e violência que tem sido invisibilizada pelo estado ano a ano. Temos que dar o direito a essas pessoas de pensarem um futuro, isso é um ato de resistência”, finaliza a dirigente da Abrasco.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/quatro-anos-depois-do-surto-do-zika-criancas-com-microcefalia-nao-tem-assistencia-adequada/" class="titulo">Quatro anos depois do surto do Zika, crianças com microcefalia não têm assistência adequada</a>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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		<title>Comunidade Mangueira da Torre se mobiliza e consegue impedir despejo de vizinha de 81 anos</title>
		<link>https://marcozero.org/comunidade-mangueira-da-torre-se-mobiliza-e-consegue-impedir-despejo-de-vizinha-de-81-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 13:59:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante 81 anos, Maria José da Silva morou na rua Antônio Rabelo, número 160, na Mangueira da Torre, comunidade encravada no bairro da Madalena. Foi nesse endereço que ela nasceu, passou a infância, juventude, criou os filhos e viu o “desenvolvimento” da região. No dia 3 de setembro, dona Liu, como é conhecida, recebeu uma [&#8230;]</p>
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<p>Durante 81 anos, Maria José da Silva morou na rua Antônio Rabelo, número 160, na Mangueira da Torre, comunidade encravada no bairro da Madalena. Foi nesse endereço que ela nasceu, passou a infância, juventude, criou os filhos e viu o “desenvolvimento” da região. No dia 3 de setembro, dona Liu, como é conhecida, recebeu uma intimação judicial para deixar “voluntariamente” o seu lar e, com ele, tantas memórias.<br><br>A área onde inicialmente sua família construiu um barraco de madeira e, depois, uma casa de alvenaria é alvo de disputa na justiça desde 1985, segundo a Defensoria Pública da União (DPU). O terreno é reivindicado pelo empresário José Arraes de Alencar Ximenes e pela esposa, Ana Maria de Albuquerque Lima Ximenes, conforme os autos do processo. Ambos foram reconhecidos como donos do local.<br><br>O imbróglio judicial impediu que dona Liu tivesse o imóvel incluído no processo de regularização fundiária e a entrega definitiva da posse por parte da Prefeitura do Recife, que reconheceu a área como Zona Especial de Interesse Social (Zeis). <br><br>A possibilidade de ver uma das moradoras mais antigas da Mangueira da Torre ser despejada em meio à pandemia de coronavírus mobilizou a comunidade. Os vizinhos realizaram protestos, buscaram ajuda de advogados, denunciaram a história ao <a href="https://instagram.com/torrenoticias?utm_medium=copy_link">Torre Notícias</a> &#8211; veículo de comunicação comunitária &#8211; e o caso chegou ao conhecimento do defensor regional de direitos humanos da DPU, André Carneiro Leão.<br><br>“A família obteve o reconhecimento da propriedade, embora nunca tenha exercido a posse direta. Uma coisa é ter o título do imóvel registrado no cartório, mas, de fato, a posse direta do imóvel foi por todo esse tempo exercida pela família da dona Liu. Agora, se espera da prefeitura que pague a indenização da família reconhecida pela Justiça como dona do terreno, e, em seguida, cessão da área à dona Liu”, afirma o defensor.<br><br>Com base na ADF 828 do Supremo Tribunal Federal (STF) que veda por seis meses medidas administrativas ou judiciais que resultem em despejos, desocupações, ou reintegrações de posse, e <strong>na lei “despejo zero”, aprovada em 20 de setembro pela Assembleia Legislativa de Pernambuco</strong>, que também impede remoções forçadas durante a vigência de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), a DPU conseguiu na última quarta-feira (6) a suspensão do processo contra dona Liu.<br><br>Na decisão, o juiz Hélio Silvio Ourém Campos pede “que a DPU indique pessoas que compõem os órgãos públicos capazes de negociar a ocupação da referida área, bem como a manifestação da parte autora no eventual interesse em conciliar”.<br><br>“A gente espera que seja assegurado o direito da isonomia à família de dona Liu que reside no imóvel há tanto tempo, onde construiu sua vida ao lado da comunidade e todos os vizinhos tiveram direito à regularização fundiária, menos ela. Não é possível conferir esse tratamento desigual”, diz André Carneiro Leão.</p>



<p>Se a proposta da DPU for aceita pela prefeitura e pelo empresário que ganhou a ação judicial, ocorrerá um curioso encontro na mesa de negociações: de um lado, os representantes da prefeitura comandada por João Campos; do outro, <a href="https://www.viomundo.com.br/denuncias/eduardo-campos-tem-parentes-no-governo-secretario-nega-nepotismo.html">os parentes do prefeito</a>: José Arraes de Alencar Ximenes e seu advogado, o ex-procurador geral de Pernambuco, Thiago Arraes Alencar Norões. </p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governador-se-omite-e-alepe-tem-dois-dias-para-promulgar-lei-do-despejo-zero-em-pernambuco/" class="titulo">Governador se omite e Alepe tem dois dias para promulgar lei do &#8220;despejo zero&#8221; em Pernambuco</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/comunidade-mangueira-da-torre-se-mobiliza-e-consegue-impedir-despejo-de-vizinha-de-81-anos/">Comunidade Mangueira da Torre se mobiliza e consegue impedir despejo de vizinha de 81 anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Ateliê de artesanato warao gera renda e muda perspectiva de indígenas venezuelanos no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/atelie-de-artesanato-warao-gera-renda-e-muda-perspectiva-de-indigenas-venezuelanos-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 14:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mãos que por muitas vezes foram vistas estendidas em cruzamentos movimentados do Recife e de outras cidades da Região Metropolitana, agora, manuseiam com habilidade fios de náilon, tecidos e miçangas coloridas. Em vez de esperar a ajuda de terceiros para suprir as necessidades básicas, como comer e se vestir, os warao &#8211; pelo menos 20 [&#8230;]</p>
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<p>Mãos que por muitas vezes foram vistas estendidas em cruzamentos movimentados do Recife e de outras cidades da Região Metropolitana, agora, manuseiam com habilidade fios de náilon, tecidos e miçangas coloridas. Em vez de esperar a ajuda de terceiros para suprir as necessidades básicas, como comer e se vestir, os warao &#8211; pelo menos 20 deles ou <strong><a href="https://marcozero.org/falta-de-politicas-publicas-expulsa-os-warao-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um terço da população atual </a></strong> na cidade &#8211; começaram a empreender no ramo do artesanato.<br><br>Essa virada na vida dos indígenas venezuelanos, que vivem em Pernambuco quase sem apoio dos poderes públicos, teve início há dois meses com a implantação do Taller Warao, um ateliê que funciona no Centro Social Dom João Costa, na Vila Santa Luzia, comunidade periférica no bairro da Torre. No local, são produzidas peças de cestaria, pulseiras, colares, redes, bolsas, vestidos e os tradicionais chinchorritos &#8211; espécie de suporte para carregar o bebê junto ao corpo do pai ou da mãe.<br><br>Os preços dos artigos variam entre R$10 e R$400 e toda renda obtida com a venda dos objetos é revertida integralmente para os artesãos e artesãs. Por enquanto, apenas os residentes no Recife participam da oficina, mas a ideia é que os warao que moram em Jaboatão dos Guararapes sejam integrados, em breve, ao projeto.<br><br>“Nesse curto espaço de tempo já dá para perceber os resultados. Eles estão felizes por serem reconhecidos não mais como migrantes refugiados que viviam no semáforo pedindo, mas como pessoas capazes de produzir arte e fazer dela seu sustento. Do ponto de vista financeiro, também há uma sensação de alívio na realidade dura em que vivem”, afirma o agente pastoral do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM NE), Victor Santos.<br><br>A iniciativa de montar o Taller Warao veio da demanda dos próprios indígenas por um espaço para trabalhar com o artesanato, que faz parte da sua identidade cultural. Para tornar esse desejo realidade, o SPM NE reuniu entidades parceiras como a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Congregação das Religiosas da Instrução Cristã – Damas.<br><br>Ainda fazem parte da chamada Rede Misericórdia Sem Fronteira, o SPM Nacional, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Glória. O grupo tem o apoio dos alunos e professores extensionistas do &#8220;Migra&#8221; da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Organização Internacional das Migrações &#8211; entidade vinculada à ONU. Os voluntários são responsáveis pelas doações dos materiais para a confecção das peças de artesanato, pelo espaço físico da oficina, pelo transporte dos warao até o local e pela gestão das vendas.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/falta-de-politicas-publicas-expulsa-os-warao-do-recife/" class="titulo">Falta de políticas públicas expulsa os Warao do Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/raca/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Raça</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Vendas pelo Instagram</h2>



<p>“Uma vez por semana, as famílias de artesãos, incluindo crianças, vão ao ateliê buscar os materiais necessários para a confecção das peças e catalogá-las. Os produtos são fotografados junto com os artistas e postados no <a href="https://www.instagram.com/tallerwarao/?utm_medium=copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>, onde os clientes podem escolher e combinar a compra por meio de Pix ou transferência bancária”, explica Santos.</p>



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<p>Os itens carregados de ancestralidade do povo originário do delta do rio Orinoco, no norte da Venezuela, já ultrapassou as divisas do estado e conquistou clientes na Paraíba, em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A entrega na região metropolitana do Recife é feita por meio de aplicativos de transporte e, fora de Pernambuco, pelos Correios.<br><br>Por causa da pandemia de coronavírus, ainda não é possível visitar o Taller Warao, exceção feita apenas para a retirada de produtos. De acordo com Victor, com o avanço da vacinação a expectativa é de que os artesãos e as artesãs indígenas recebam os clientes no ateliê, mas também possam ir ao encontro dos consumidores participando de feiras.<br><br>Ao mesmo tempo, os voluntários de Rede Misericórdia Sem Fronteira e os venezuelanos pleiteiam a Carteira Nacional do Artesão para os migrantes, o que dará entre outros direitos a possibilidade de participar de exposições nacionais e internacionais, a exemplo da Fenearte, além de cursos e capacitações.<br><br>“Tudo isso vai colaborar com o reconhecimento desses trabalhadores e trabalhadoras permitindo que acessem outros espaços formais de comercialização, o que ajuda na agregação de valor aos produtos, visto que a composição de preços é um dos nossos desafios no Taller Warao”, diz Santos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ateliê é exemplo de etnodesenvolvimento</h3>



<p>A implantação do Taller Warao é um exemplo concreto do etnodesenvolvimento. Embora o conceito seja alvo de disputa entre pesquisadores, há o consenso de que a experiência recifense traz no seu bojo a reivindicação de autodeterminação e autonomia dos povos. De acordo com a professora do grupo Migra da UFPE, Carolina Leite, o etnodesenvolvimento é a resposta dos povos originários “ao terror do neocolonialismo dos grandes projetos” que devastou suas terras em nome de uma integração nacional.</p>



<p>A pesquisadora afirma que movimento semelhante tem acontecido aqui desde que os warao chegaram. “Temos pautado a necessidade do estabelecimento de um protocolo de consulta para esse povo, uma vez que muitas das dificuldades que eles têm enfrentando relacionam-se ao fato da sua forma de organização social, cultural e familiar não ser levada em conta na definição das formas de acolhimento”, diz.</p>



<p>Enquanto os poderes públicos agem sem ouvir os indígenas venezuelanos, as entidades do terceiro setor, que ocupam o vácuo deixado pelos governantes, mantêm, segundo Carolina, um processo de escuta qualificada dos migrantes refugiados.</p>



<p>“Taller é uma oficina, como diz a própria palavra, apesar de escrita em castelhano, uma oficina de si, dos warao enquanto povo indígena, da cultura e da interculturalidade. É fundamental fortalecer propostas que permitam que os fios da cultura continuem sendo tecidos, porque são os únicos que conduzem à luta e, assim, à terra novamente, como os indígenas nos têm ensinado”, analisa. Para a docente, o etnodesenvolvimento deveria servir para pensar políticas públicas para o conjunto dos migrantes como caminho para reconhecê-los como sujeitos dotados de direitos e deveres.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>
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<p><br></p>
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		<title>Canavieiros e canavieiras iniciam campanha por aumento de salário e melhores condições de trabalho</title>
		<link>https://marcozero.org/canavieiros-e-canavieiras-iniciam-campanha-salarial-e-por-melhores-condicoes-de-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2021 21:47:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhadores e trabalhadoras do setor canavieiro da zona da mata de Pernambuco realizam neste domingo, 12 de setembro, assembleia geral para dar início à campanha salarial de 2021. A convenção acontecerá simultaneamente nas sedes dos sindicatos e nas chamadas “frentes de serviços” das usinas ou engenhos, e poderá envolver cerca de 45 mil pessoas que [&#8230;]</p>
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<p>Trabalhadores e trabalhadoras do setor canavieiro da zona da mata de Pernambuco realizam neste domingo, 12 de setembro, assembleia geral para dar início à campanha salarial de 2021. A convenção acontecerá simultaneamente nas sedes dos sindicatos e nas chamadas “frentes de serviços” das usinas ou engenhos, e poderá envolver cerca de 45 mil pessoas que trabalham no corte da cana-de-açúcar, em 42 municípios da região. A mobilização dos canavieiros e canavieiras é, historicamente, uma das mais importantes do estado: a luta dessa categoria nas Ligas Camponesas, nos anos 1950, ajudou a moldar tanto o movimento sindical em Pernambuco quanto os movimentos sociais de trabalhadores sem terra no país. <br><br>Este ano, categoria votará o reajuste salarial de R$ 1.119 para R$ 1.280 e o aumento do piso salarial de R$ 19 para R$ 55 por hora trabalhada. De acordo com a convenção coletiva, esses profissionais assalariados têm direito a uma cesta básica mensal, atualmente os patrões pagam R$ 60 pelo kit, mas a partir do ano que vem os canavieiros e as canavieiras esperam receber R$ 85. Por &#8220;piso salarial&#8221;, entenda-se o valor acrescido ao salário para compensar a perda de 20% que a categoria recebia no reajuste em janeiro do salário mínimo, mas que foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).<br><br>“O trabalhador e a trabalhadora rural assalariada não parou um dia sequer na pandemia e foi uma das categorias que ajudou a gerar a economia desse país mesmo correndo o risco de se contaminar. Há 42 anos estamos lutando e resistindo, e vamos para mais uma campanha com o grande desafio de manter as nossas conquistas”, afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (Fetaepe), Gilvan Antunis.<br><br>Além de votarem por ganhos que contemplem ao menos a reposição da inflação, os canavieiros e as canavieiras também devem deliberar a respeito do cumprimento dos protocolos e orientações sanitárias de prevenção à covid-19, por parte do patronato. Segundo a Fetaepe, haverá a votação sobre a garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs), transporte seguro para os trabalhadores, a ampliação do número de mulheres contratadas e o combate ao uso de agrotóxicos.<br><br>“O setor vive um grande desafio em Pernambuco que é a terceirização fraudulenta de trabalhadores. Essas empresas terceirizadas não têm honrado com a nossa convenção coletiva, não entregam EPIs, não pagam o 13º salário nem a rescisão no encerramento dos contratos. Falta transporte adequado e até água para esses canavieiros e essas camavieiras”, explicou Antunis.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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<p><br></p>
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		<title>Pernambuco é o estado do Nordeste com  maior número de famílias sob ameaça de despejo</title>
		<link>https://marcozero.org/pernambuco-e-o-estado-do-nordeste-com-maior-numero-de-familias-sob-ameaca-de-despejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 20:40:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nadja Maria Barreto, morou por 21 do seus 48 anos com nove filhos em uma casa alugada, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. A mudança forçada veio em 2017, quando o aluguel de R$ 510 se equiparou ao que a inquilina ganhava por mês trabalhando de maneira informal com serviços gerais.Entre comer e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nadja Maria Barreto, morou por 21 do seus 48 anos com nove filhos em uma casa alugada, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. A mudança forçada veio em 2017, quando o aluguel de R$ 510 se equiparou ao que a inquilina ganhava por mês trabalhando de maneira informal com serviços gerais.<br><br>Entre comer e morar em um imóvel regularizado, Nadja escolheu fugir da fome e com o apoio do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupou um terreno ocioso, no bairro Dom Hélder, também em Jaboatão. Ela conta que na Ocupação Selma Bandeira vivem 200 famílias sem saneamento básico, atendimento em saúde, assistência social ou qualquer ação de política pública.<br><br>“Convivemos com ratos, baratas, cobras e até jacarés. Não temos direito ao atendimento no posto de saúde próximo porque dizem que estamos em uma área que não tem cobertura. Com a pandemia a situação ficou ainda pior, tem muita gente passando fome”, conta Nadja.<br><br>Se o presente é dramático o suficiente para qualquer família, o futuro para quem vive em ocupações é ainda pior com o iminente risco de despejo. No caso de Nadja e seus vizinhos há uma decisão judicial, segundo ela, para que todos deixem a área até o próximo dia 8 de setembro.</p>



<p>Essa realidade não é exclusividade das pessoas que vivem na Ocupação Selma Bandeira. Na verdade, Pernambuco é líder no Nordeste e terceiro estado do Brasil onde existem mais famílias vivendo sob a ameaça de serem expulsas da casa onde moram. São 9.299 nessa situação aqui no estado, enquanto que em São Paulo são 26.993 e no Amazonas 19.173.</p>



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	                                        <p class="m-0">Duas mil famílias foram despejadas em Pernambuco na pandemia. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Os dados são do levantamento da Campanha Despejo Zero, articulação nacional que reúne mais de 140 organizações, entidades, movimentos sociais e coletivos. O estudo mostra ainda que, nos últimos 12 meses, pelo menos 2.000 famílias foram despejadas em Pernambuco.<br><br>A diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, afirma que os números preocupantes mostram o reflexo do aumento da pobreza e da falta de prioridade dos governos em relação às políticas públicas voltadas para suprir o déficit habitacional.<br><br>“Se formarmos o perfil dos mais afetados com essa violação do direito à moradia teremos em sua maioria uma população feminina, negra e desempregada. É uma situação de vulnerabilidade preocupante que mostra que as políticas públicas, do jeito que estão, não conseguem dar conta”, avalia.<br><br>Aprovado no último dia 19, o Projeto de Lei 1010/2021, de autoria das Juntas Codeputadas, é a esperança para que pelo menos o sono das quase 10 mil famílias, que vivem sob o iminente risco de despejo, seja um pouco mais tranquilo. A matéria proíbe que sejam concedidas ordens de despejo durante a pandemia do coronavírus.<br><br>“É muito importante que o Governo de Pernambuco sancione o mais rápido possível esse projeto de lei aprovado pelos deputados. É preciso lembrar que também há ameaças de despejos feitas pelo estado”, destaca Socorro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>A cada 10 mortes de bebês por sífilis congênita no Recife, oito não são notificadas</title>
		<link>https://marcozero.org/a-cada-10-mortes-de-bebes-por-sifilis-congenita-no-recife-oito-nao-sao-notificadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2021 17:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[epidemiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[sifílis]]></category>
		<category><![CDATA[sifílis congênita]]></category>
		<category><![CDATA[subnotificação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=39702</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para cada mil crianças nascidas no Recife, entre 2010 e 2016, pelo menos 29 tiveram sífilis congênita, ou seja, a infecção ocorreu da mãe para o bebê durante o período da gestação. Essa taxa é quatro vezes maior do que a média de todo o Brasil, que é de 6,5 para mil nascidos. O que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-cada-10-mortes-de-bebes-por-sifilis-congenita-no-recife-oito-nao-sao-notificadas/">A cada 10 mortes de bebês por sífilis congênita no Recife, oito não são notificadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para cada mil crianças nascidas no Recife, entre 2010 e 2016, pelo menos 29 tiveram sífilis congênita, ou seja, a infecção ocorreu da mãe para o bebê durante o período da gestação. Essa taxa é quatro vezes maior do que a média de todo o Brasil, que é de 6,5 para mil nascidos. O que já parece grave é, na verdade, muito pior: mais de 80% desses meninos e dessas meninas morreram em decorrência da doença, mas sem o acompanhamento e o registro da Secretaria Municipal de Saúde.<br><br>Os dados são de um estudo publicado nesta quarta-feira, 25 de agosto, na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. Por um lado, os números revelam o trabalho de busca ativa da vigilância epidemiológica do Recife, que consegue registrar uma alta taxa de incidência da enfermidade entre as gestantes. Por outro, a subnotificação das mortes esconde uma realidade endêmica que põe em risco outras vidas que mal começaram.<br><br>Para estimar as subnotificações de óbitos fetais e infantis que tiveram a sífilis congênita como causa básica ou associada, os pesquisadores cruzaram dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os casos confirmados da doença precisam ser, obrigatoriamente, notificados no Sinan. Além da subnotificação de 80,9% no sistema, no SIM houve subnotificação de 7% das mortes relacionadas à sífilis congênita.<br><br>Os bancos de dados levam dois anos para consolidar as informações, por isso a pesquisa referente aos números até o ano de 2016 só teve início em2018 e foi concluída no fim de 2019, mas só foi publicada agora por causa da pandemia de covid-19. Participaram da investigação pesquisadoras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Fundação Joaquim Nabuco, do Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da própria Secretaria de Saúde do Recife. <br><br>A biomédica sanitarista Martha Maria de Albuquerque Belo, autora do estudo, explica que a alta taxa de subnotificação indica que há falhas diversas na captação e notificação desses casos no Sinan pela assistência materno-infantil, o que faz com que as autoridades sanitárias só tomem ciência deles quando o paciente morre. Segundo ela, a taxa de mais de 80% na subnotificação impressionou toda equipe de pesquisadoras. <br><br>“Há problemas na relação de intersetorialidade, ou seja, um setor acaba não se comunicando com outro dentro da mesma área que é a saúde. Não há uma continuidade do momento da notificação até o óbito, isso faz com que a gestão não tenha conhecimento da realidade e, portanto, não consiga formalizar as estratégias para conter a doença”, afirma.<br><br>Em novembro do ano passado, a Prefeitura do Recife divulgou no site oficial que entre 2017 e 2019 houve uma redução da taxa de incidência de sífilis congênita nos nascidos vivos, para cada mil bebês 26,3 tinham a doença. “Essa queda é resultado da busca ativa, mas é preciso entender que a sífilis é uma doença negligenciada e uma endemia no país, é preciso investir em orientação sexual e tratar principalmente os parceiros dessas mulheres”, avalia Martha Maria.<br><br>A secretaria municipal de Saúde da Prefeitura da Cidade do Recife foi procurada para se posicionar sobre os resultados do estudo, mas até o momento de fechamento dessa matéria texto ainda não havia dado retorno. Quando e se a resposta for enviada, o texto será imediatamente atualizado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-cada-10-mortes-de-bebes-por-sifilis-congenita-no-recife-oito-nao-sao-notificadas/">A cada 10 mortes de bebês por sífilis congênita no Recife, oito não são notificadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>ONU vai investigar &#8216;ataques químicos&#8217; contra camponeses da Mata Sul de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/onu-vai-investigar-ataques-quimicos-contra-camponeses-da-mata-sul-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 19:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disputa pela terra, que pelo menos desde 2015 vem provocando sucessivos episódios de violação dos direitos humanos na mata sul de Pernambuco, chegou à Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta sexta-feira, 20 de agosto, trabalhadores rurais denunciaram ao organismo internacional os recentes ataques que sofreram com despejo de agrotóxicos sobre suas casas e lavouras.O [&#8230;]</p>
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<p>A disputa pela terra, que pelo menos desde 2015 vem provocando sucessivos episódios de violação dos direitos humanos na mata sul de Pernambuco, chegou à Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta sexta-feira, 20 de agosto, trabalhadores rurais denunciaram ao organismo internacional os recentes ataques que sofreram com  despejo de agrotóxicos sobre suas casas e lavouras.<br><br>O conflito na região, segundo relatório da <a href="https://fianbrasil.org.br/">Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas</a> (FIAN internacional) e FIAN Brasil, atinge aproximadamente 1.500 famílias e envolve uma área de 7 mil hectares de, pelo menos, cinco municípios da zona da mata sul. A tentativa de envenenamento, no entanto, foi concentrada nas comunidades que vivem nos Engenhos Barro Branco, Caixa D&#8217;Água, Batateiras e Fervedouro, em Jaqueira e em Maraial.<br><br>O agricultor José Silva dos Santos, do Engenho Fervedouro, em Jaqueira, foi um dos que deram o depoimento ao relator especial da ONU para substâncias tóxicas e perigosas e direitos humanos, Marcos Orellana. O trabalhador descreveu como aeronaves têm sido usadas para lançar o veneno sobre o território e as consequências desses ataques.<br><br>“Prejudicaram a lavoura, poluíram as águas, prejudicaram a saúde da gente. A gente pede que tomem uma providência porque ninguém aguenta mais. Meus pais, meus avós e minha sogra nasceram nessa terra, tudo prestando serviço para a Usina Frei Caneca”, contou o trabalhador.</p>



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<p>De acordo com a assessora jurídica da Comissão Pastoral da Terra Nordeste 2 (CPT NE2), Gabriela Santos, a audiência virtual foi o início de um processo que tem como objetivo notificar o Governo de Pernambuco e a União na ONU. A próxima etapa será o envio de documentos, processos, fotos e vídeos para embasar o relatório.<br><br>“Nossa expectativa é de que a comissão da ONU junto com o relator possa vir <em>in loco</em> para ver de perto que as empresas têm usado agrotóxicos para expulsar famílias, que há mais de 60, 70 e até 80 anos vivem no local. Esperamos que o estado seja questionado formalmente pelo órgão mais importante do mundo”, afirmou a advogada.<br><br>O representante da FIAN Brasil na reunião, Adelar Cupsinski, reforçou a importância de levar à ONU a situação que, embora emblemática em Pernambuco, tem acontecido com certa frequência em outras partes do país, sempre tendo como alvo camponeses, indígenas e outras comunidades tradicionais. No Estado, o assessor destacou que é preciso cobrar celeridade também no âmbito jurídico.<br><br>“Penso ser necessário que levemos essa caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pois não está sendo garantido o direito à justiça para esses trabalhadores. Uma intervenção do CNJ pode refletir na justiça de Pernambuco”, pontuou.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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		<title>Eleição no Conselho de Direitos Humanos do Recife reflete confronto entre sociedade civil e extrema-direita</title>
		<link>https://marcozero.org/eleicao-no-conselho-de-direitos-humanos-do-recife-reflete-confronto-entre-sociedade-civil-e-extrema-direita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 17:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espaço de participação popular e ferramenta importante para a formulação e controle social de políticas públicas mais inclusivas no Recife, o Conselho Municipal de Direitos Humanos e Segurança Cidadã terá metade dos seus assentos renovados para o biênio 2021-2023. Está aberto o prazo para que entidades da sociedade civil se inscrevam para concorrer às sete [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Espaço de participação popular e ferramenta importante para a formulação e controle social de políticas públicas mais inclusivas no Recife, o Conselho Municipal de Direitos Humanos e Segurança Cidadã terá metade dos seus assentos renovados para o biênio 2021-2023. Está aberto o prazo para que entidades da sociedade civil se inscrevam para concorrer às sete vagas de titulares mais sete de suplentes, que serão definidas por meio de eleição já em setembro.<br><br>Embora fundamental para a dinâmica da cidade, a publicidade sobre o processo eleitoral do conselho se restringiu à publicação obrigatória no Diário Oficial do município, na edição do último dia 31 de julho. Ainda mais invisível, e por isso alarmante, é o risco de que a polarização pela qual passa o Brasil contamine o pleito a ponto de dar espaço para a extrema-direita.<br><br>Na avaliação do professor universitário e doutorando em Direitos Humanos e Justiça na América Latina, Luís Emmanuel Cunha, a possibilidade de ingresso de cidadãos contrários aos direitos humanos no conselho dedicado ao tema, embora pareça contraditório, não só existe como é incentivada indiretamente pelo governo federal. O especialista ilustra lembrando como tem sido a postura do país, agora contrária à tradição humanitária, nos organismos internacionais.</p>



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	                                        <p class="m-0">Luís Emmanuel Cunha. Crédito: Alcione Ferreira/Cendhec</p>
	                
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<p>“O que estamos vendo em nível internacional é o governo que não acredita nos direitos humanos, mas não deixa de estar nos espaços próprios de discussão com o objetivo claro de sabotar a finalidade daquele colegiado. Não é problema ter uma visão conservadora dos direitos humanos, o que não pode é ter uma agenda que trabalhe contra”, afirma Cunha.<br><br>Atualmente a composição do Conselho Municipal de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife tem como representantes da sociedade civil integrantes da Federação das Entidades Comunitárias do Ibura/Jordão, Associação dos Moradores da Mustardinha, Movimento Negro Unificado (MNU), Instituto Boa Vista, Sociedade Assistencial Saravida, Movimento Integrar de Pernambuco e Associação Pernambucana de Cegos (Apec).<br><br>Os conselheiros oriundos das instituições populares atuam juntos com outros oito conselheiros indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Prefeitura do Recife e pela Câmara dos Vereadores. O grupo se reúne ordinariamente sempre na última quinta-feira de cada mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Risco de redução de direitos</h2>



<p>A cientista política e professora do mestrado em direitos humanos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ana Maria de Barros destaca que é preciso compreender que os conselhos fazem parte da estrutura da democracia brasileira e esses espaços são previstos constitucionalmente como forma direta de participação da sociedade na formulação das políticas públicas. Tamanha responsabilidade, acrescenta a docente, deve-se ainda ao poder de deliberação sobre as políticas públicas e acompanhamento das gestões públicas durante sua execução.</p>



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	                                        <p class="m-0">Ana Maria Barros Crédito: Arquivo pessoal</p>
	                
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<p>“Os grupos de extrema direita acham que direitos humanos é uma discussão de mimimi e de busca por privilégios. É bem possível que esses grupos queiram ocupar esses espaços no sentido da redução dos direitos. Isso já aconteceu no Brasil, por exemplo, em 2017, com o pastor Marcos Feliciano que esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados”, avalia.<br><br>Para Ana Maria, a oposição sistemática do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu voz e força a pessoas que se opõe à luta por liberdade, por democracia e contra todas as formas de desigualdade e exclusão. “A nossa democracia hoje corre um grave risco em função desse movimento de extrema-direita que tem crescido no país e ocupados espaços de poder”, argumenta.<br><br>Tanto Cunha, quanto Ana Maria defendem a mobilização da sociedade civil, em especial, dos atores que têm um trabalho de defesa e garantia dos direitos como forma de preservar os conselhos como lugar de democracia. “Instrumentos jurídicos de proteção aos conselhos existem, o problema é quando sai da alçada jurídica e vai para a política. É possível evitar isso com uma maior participação social já agora no período de seleção”, diz Cunha.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como fazer a inscrição</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>As entidades da sociedade civil têm até o dia 30 deste mês para entregar cópias do estatuto ou reformulação estatutária, contendo as últimas modificações; das atas da última eleição da diretoria e da fundação, comprovando sua existência há pelo menos três anos, até 30 de dezembro de 2020; e a inscrição, devidamente atualizada, no CNPJ.<br><br>A documentação deve ser entregue na Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas Sobre Drogas, localizada no 6º andar, na sede da Prefeitura do Recife, Cais do Apolo.<br><br>A eleição será no dia 14 de setembro, durante o 3º Fórum Eleitoral do Conselho Municipal de Direitos Humanos e Segurança Cidadã.<br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
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		<title>Coordenadora cultural de Igarassu acusa pastor de racismo, transfobia e intolerância religiosa</title>
		<link>https://marcozero.org/coordenadora-cultural-de-igarassu-acusa-pastor-de-racismo-transfobia-e-intolerancia-religiosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 18:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura de igarassu]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Raphaella Ribeiro, 29 anos, assumiu há cinco meses a coordenadoria cultural das religiões de matrizes africanas e indígenas, na Prefeitura de Igarassu, região metropolitana do Recife. O que ela não sabia era que ao ser nomeada para o cargo se tornaria alvo de possíveis crimes de racismo, transfobia e intolerância religiosa.A coordenadora, que atua dentro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Raphaella Ribeiro, 29 anos, assumiu há cinco meses a coordenadoria cultural das religiões de matrizes africanas e indígenas, na Prefeitura de Igarassu, região metropolitana do Recife. O que ela não sabia era que ao ser nomeada para o cargo se tornaria alvo de possíveis crimes de racismo, transfobia e intolerância religiosa.<br><br>A coordenadora, que atua dentro da estrutura da Secretaria de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico, é uma mulher negra, trans e yaô (filha iniciante no candomblé) de Oxum Opará. Além disso, Raphaella é educadora social na área de dança popular e reconhecida como referência na defesa das pessoas trans e travestis.<br><br>Mas para Aijalon Berto, que se apresenta como pastor da igreja protestante Ministério Dúnamis, a cidadã, funcionária pública e ativista dos direitos humanos é “ um feiticeiro” que está promovendo uma “convenção das bruxas” dentro da prefeitura da cidade.</p>



<p>&#8220;É uma situação clara de racismo, transfobia e intolerância religiosa, enfim, de violências praticadas por uma pessoa que não é tolerante. Tudo isso que ele está pregando, da forma que está fazendo, tem custado as nossas vidas&#8221;, diz Raphaella.<br><br>Os ataques virulentos do religioso vêm sendo feitos em lives transmitidas pelo perfil pessoal dele no Instagram, ora se apoiando em uma interpretação pessoal da Constituição Federal (CF) de 1988, ora recorrendo a trechos da Bíblia. Ao longo dos vídeos, à medida que o discurso vai escalando em nível de violência, acompanhado pela voz alterada, Aijalon direciona as acusações à pessoa da coordenadora.</p>



<p>“Analisando principalmente o setor da cultura, que tem no hall da diretoria uma pessoa que é adepta de religião de matriz africana, nós vamos enxergar que estão sendo promovidos encontros e palestras para, de alguma forma, promover a bandeira das religiões de matrizes africanas, o que é inconstitucional”, afirma o homem, em uma das transmissões virtuais, alegando defender a laicidade do estado<br><br>“Agora estou falando como pastor, o setor de cultura, que tem um feiticeiro lá dentro, o núcleo LGBT que tem gente de ramificação candomblecista e umbandista estão transformando a Prefeitura de Igarassu em uma convenção de feiticeiros. Só porque ele é catimbozeiro que agora vai promover uma agenda pró-feitiçaria?”, questiona em um segundo vídeo. “Quer fazer despacho, queridão, vai para a encruzilhada mais próxima, vai para o teu terreiro. O estado é laico e eles estão querendo agora transformar a prefeitura em uma convenção das bruxas. Me processa que eu quero ver”, completa Aijalon.</p>



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            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

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                <a href="https://marcozero.org/elas-estao-vivas-porem-exaustas/" class="titulo">Elas estão vivas, porém exaustas</a>
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                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
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<p>De acordo com Raphaella, os eventos aos quais o pastor se refere fazem parte dos encontros de reflexão coletiva e continuada que a coordenadora está desenvolvendo com os servidores e comissionados da própria prefeitura. Nas reuniões, foram discutidos temas como acolhimento, tolerância e discriminação, assuntos que teriam sido bem aceitos pelos funcionários independentemente da orientação sexual, gênero ou religião.<br><br>Já sobre o webinário &#8220;O papel dos terreiros&#8221;, Raphaella conta que foi convidada para participar como mediadora. “Será que nossos corpos não podem estar presentes em espaços de poder? Eu, como uma pessoa de religião de matriz africana, tento puxar para dentro da pasta o debate da inter-religiosidade, promover a união das religiões por uma causa só, a causa do amor pelo outro, do respeito”, explica.<br><br>Os discursos do pastor levaram Raphaella a registrar um boletim de ocorrência na delegacia da cidade por injúria qualificada racial consumada. Por meio de nota, a Polícia Civil informou que &#8220;foi instaurado inquérito policial para apurar o caso, que está sob investigação do Departamento da Mulher (DPMUL). As diligências seguirão até a completa elucidação do crime&#8221;. O Código Penal prevê pena de 1 a 3 anos de prisão e multa para o crime de injúria racial.</p>



<p>Temendo a <strong><a href="https://marcozero.org/violencia-contra-pessoas-lgbtqia-dispara-em-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">onda de violência contra pessoas LGBTQIA+</a></strong>, sobretudo transexuais e travestis, que em menos de 30 dias fez pelo menos três vítimas fatais, a coordenadora também tem buscado apoio de movimentos sociais e de outras áreas do estado. Nesta segunda-feira (12), ela esteve reunida com o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, e com representantes da Secretaria Estadual da Mulher.<br><br>“Ele começou a expor a nossa imagem deixando a gente ainda mais vulnerável. As populações de religiões de matrizes africanas e LGBTQIA+ já vivem essa vulnerabilidade social, sobretudo agora na pandemia. Está aí o caso de Roberta, queimada viva, perdeu os dois braços e depois veio a óbito. Ele associando que somos bruxos será que não podemos passar pelo o que Roberta passou?”, questiona Raphaella.</p>



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	                                        <p class="m-0">Raphaella Riberio (D) esteve na Secretaria da Mulher do Estado, na segunda-feira (12), para relatar os ataques que vem sofrendo nas redes sociais do pastor Aijalon. Crédito: Secretaria da Mulher/Divulgação</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">Crimes de ódio</h2>



<p>Levantamento realizado pela Associação de Travestis e Transexuais (Antra) revela que, entre janeiro e junho deste ano, ocorreram pelo menos 80 assassinatos contra essa população no Brasil, sendo 78 travestis e mulheres trans e dois homens trans/transmasculinos. Segundo a Antra, citando dados da pesquisa anual da Human Rights Campaign, no mesmo período foram registrados 29 casos nos Estados Unidos.</p>



<p>A Associação recebeu nos primeiros meses desse ano 27 denúncias de violações de direitos de pessoas trans. É justamente pela internet que muitas dessas pessoas são agredidas e expostas a situações vexatórias em ataques virtuais e por meio do cyberbullying. &#8220;Youtubers, influencers, artistas e páginas anti-trans continuam disseminando pânico, mitos e estigmas contra pessoas trans. É um tipo de comportamento repetido, com intuito de assustar, inferiorizar ou envergonhar as vítimas&#8221;, diz o relatório.</p>



<p>A co-deputada estadual das Juntas (Psol) e integrante da Frente Popular pelo Enfrentamento à Transfobia, Robeyonce Lima, chama a atenção para o fato de que o caso de Raphaella não é um episódio isolado, que há situações de violências semelhantes acontecendo, sobretudo, nas cidades do interior. Para a parlamentar, a situação em Igarassu deve desencadear uma sequência de ações coordenadas entre os poderes para combater a discriminação a essa população.</p>



<p>&#8220;Nas secretarias foram reuniões bastantes positivas e vamos avançar nesse diálogo com a Assembleia Legislativa, Governo do Estado, mas também com as polícias, com o Ministério Público e o Judiciário. Os poderes não podem se omitir diante de tamanha brutalidade. É preciso cobrar que as leis sejam cumpridas e as políticas públicas executadas&#8221;, destaca.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

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                <a href="https://marcozero.org/mais-uma-travesti-e-assassinada-e-movimento-pressiona-governo-estadual-por-politicas-publicas/" class="titulo">Mais uma travesti é assassinada e movimento pressiona governo estadual por políticas públicas</a>
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<h2 class="wp-block-heading">Reincidência</h2>



<p>Desde os 15 anos, o pastor Aijalon Berto, 31, atua como pregador, segundo ele, no começo em igrejas evangélicas de denominações conhecidas no estado. A partir de 2018, ele diz que ao perceber o uso dos púlpitos para arregimentar votos resolveu se desligar desses grupos. Em 2019, fundou o Ministério Dúnamis, em Cruz de Rebouças.</p>



<p>Aijalon diz que sua igreja é um serviço à comunidade e tem como uma das atribuições o que define como &#8220;profetismo público&#8221; que, segundo ele, lhe dá o direito como liderança religiosa e como cidadão de expressar sua opinião com base na Constituição Federal e na Bíblia. </p>



<p>Pelo menos três vezes este ano, ele teve que comparecer à delegacia de Igarassu para prestar esclarecimentos sobre seus discursos.</p>



<p>Em 2 de março,<a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2021/03/02/policia-investiga-denuncia-de-injuria-racial-contra-pastor-que-chamou-artista-de-feiticeiro-em-video-em-rede-social.ghtml"> o ator e dançarino Joel Carlos Francisco, 42 anos, prestou queixa </a>de injúria racial contra o pastor, que o  chamou de &#8220;feiticeiro&#8221; nas redes sociais ao comentar um vídeo institucional da prefeitura de Igarassu sobre precaução no período do carnaval, por conta da pandemia. Em um momento do vídeo, Joel saúda o público com o termo &#8220;evoé&#8221;. Na ocasião, a defensora Juliana Lima disse que iria entrar com ação por danos morais contra Aijalon e acionaria o Ministério Público.</p>



<p>Em conversa com a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, o religioso reafirma tudo que disse a respeito de Raphaella, a quem faz questão de tratar no masculino. </p>



<p>&#8220;Quero deixar claro que não tem nada a ver com racismo, minha pregação tem a ver com o princípio da laicidade do estado que está sendo quebrado, e à luz da palavra de Deus a feitiçaria é um pecado. A Bíblia também nos fala para amar a todos e por amar pessoas como Raphaella que os conclamo ao arrependimento&#8221;, argumenta.</p>



<p>Aijalon destacou que tem acompanhado a escalada da violência contra mulheres trans e travestis em Pernambuco e, embora use um tom mais agressivo em seus vídeos, disse que não quer promover a violência contra essa população, que apenas se expressa de maneira &#8220;mais eloquente e enfática, geralmente confundida com agressividade&#8221;.</p>



<p>Sobre insistir no tratamento a Raphaella como uma pessoa do gênero masculino, ele diz que, de acordo com a Bíblia, Deus criou o macho e a fêmea e, por isso, não pode chamar um homem de mulher nem uma mulher de homem. &#8220;A comunidade LGBT quer implantar uma ditadura sequestrando a língua portuguesa e, ao meu ver, impondo essa forma autoritária de ver o mundo&#8221;, afirma.</p>



<p>Procuradas pela reportagem, a Prefeitura de Igarassu e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco não comentaram o assunto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

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                <a href="https://marcozero.org/app-pioneiro-no-nordeste-registra-episodios-de-violencia-contra-pessoas-lgbtqia/" class="titulo">App pioneiro no Nordeste registra episódios de violência contra pessoas LGBTQIA+</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
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<p>O post <a href="https://marcozero.org/coordenadora-cultural-de-igarassu-acusa-pastor-de-racismo-transfobia-e-intolerancia-religiosa/">Coordenadora cultural de Igarassu acusa pastor de racismo, transfobia e intolerância religiosa</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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