Em live de aniversário da MZ, Rosa Amorim e Lula Costa Pinto destacam importância da eleição para o Congresso

Marco Zero Conteúdo / 06/07/2026
A imagem mostra uma transmissão online com fundo laranja e o título “Que Congresso Podemos Eleger?”. Três participantes aparecem em vídeo: Luis Costa Pinto, Rosa Amorim e Carol Monteiro. O logotipo “Marco Zero” está visível no canto superior direito.

Crédito: Reprodução MZ

Na primeira live de aniversário da Marco Zero, a deputada estadual pelo PT, Rosa Amorim, e o jornalista e analista político do ICL Notícias, Lula Costa Pinto, tentaram responder à pergunta “Que Congresso podemos eleger?”.

Logo no início, Rosa, que busca se eleger para o Congresso com apoio maciço do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), afirmou que apenas quatro integrantes da Câmara Federal foram eleitos por agricultores e têm o compromisso de lutar pela reforma agrária. Para Rosa, o pior cenário que pode ser desenhado pelas urnas é a derrota do presidente Lula e a perda em definitivo do Senado para a extrema-direita.

Com uma visão mais otimista, Costa Pinto acredita que os erros da oposição no período pré-eleitoral criaram as condições para que o presidente Lula conquiste 60% dos votos daqueles eleitores que não se definem como lulistas nem bolsonaristas.

Para o Congresso, no entanto, o jornalista afirma que “o quadro é ainda mais difícil do que em 2022 em razão do orçamento secreto, das emendas positivas, das emendas pix e da manipulação orçamentária que tornam a disputa desigual, criando mais dificuldade para quem não tem mandato federal”. Este é o caso de Rosa Amorim. Outro desafio, segundo ele, é aprovar projetos estruturantes em razão do perfil do parlamento: “o movimento social não existe mais dentro do Congresso”.

Uma das razões para isso seriam as regras do jogo político e a legislação que regulamenta os partidos. “Os partidos brasileiros, com poucas exceções, se tornaram empresas familiares”. Ele citou como exemplo o PL que, sem produzir nada e sem gerar empregos, tem um faturamento de R$ 1 bilhão.

Por essa razão, Rosa Amorim defende a necessidade de encarar o debate da reforma política. “O sistema concentra dinheiro, mídia e poder institucional em quem já tem representação, o que aumenta a dificuldade na renovação política e na entrada de setores populares em espaços de decisão”, explicou Rosa Amorim. Ela defendeu que também “é preciso renovar a postura de como se dá o enfrentamento”, admitindo a “dificuldade de enfrentar quem já controla o poder político, onde quem paga a banda escolhe a música. E isso é sequestro da democracia”.

Para mudar o Congresso em outubro, será necessário participar e fazer campanha ao lado de quem está enfrentando e expondo a extrema-direita. Esse foi um ponto em que Rosa e Costa Pinto bateram na mesma tecla, insistindo que, sem participação popular, não há como renovar os perfis da Câmara e do Senado.

O papel do jornalismo na democracia

Provocado pela apresentadora Carol Monteiro, uma das fundadoras da Marco Zero, o jornalista Lula Costa Pinto apontou as dificuldades dos cenários do jornalismo nacional e regional: “O Estadão, por exemplo, foi adquirido por um fundo de investimentos. A Folha de S. Paulo e o UOL são braços de uma plataforma de pagamento digital. O jornalismo esportivo da Globo, muito mal gerido aliás, depende do patrocínio das bets, não é só a Cazé TV”.

Para ele, é um contexto muito difícil para o jornalismo se manter na defesa da democracia. Rosa Amorim enfatizou a importância da mídia independente em sua função de informar a sociedade ao expor e denunciar aqueles que trabalham contra a maioria da população.

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É um coletivo de jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.

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