No Brasil, a assistência em saúde mental foi inicialmente implementada pelo setor público. Até o o início dos anos 40, havia no país cerca de 24 mil leitos psiquiátricos, dos quais apenas 3 mil eram particulares. Depois do Golpe Militar de 1964, o sistema de saúde passou por severas modificações e a área da psiquiatria, quase que em sua totalidade, passou a ser gerida por empresas privadas. Na época do regime militar, o números de leitos no sistema privado passou para 56 mil e os investimentos públicos em saúde mental foram reduzidos.
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O método adotado era então o de incentivar o maior número de internações e o mais prolongadas possível, em que cada paciente era mantido por uma diária paga pelo poder público. Esta fase na história da psiquiatria brasileira é denominada de Indústria da Loucura e foi justamente a época que em que se consolidou o sistema asilar

Um caso notável desse período é o de Leonel Tavares de Miranda e Albuquerque, ministro da Saúde entre os anos de 1967 e 1969. Ele se tornou proprietário do maior manicômio privado do mundo, a Casa de Saúde Dr. Eiras, em Paracambi (RJ). O local manteve quase dois mil leitos, totalmente financiados com recursos públicos repassados pelo Estado.

(Aline Soares e Dandara Palankof e Cruz )