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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Prostitutas discutem os desafios da profissão com deputados na Assembleia Legislativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 16:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Dia Internacional das Prostittutas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O auditório da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) recebe nesta segunda-feira, 2 de junho, às 10h, Audiência Pública em referência ao Dia Internacional das Prostitutas. Com o tema Desafios e perspectivas da profissão, a objetivo da discussão será ampliar a visibilidade e promover o diálogo sobre os direitos, vivências e lutas das profissionais do sexo. [&#8230;]</p>
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<p>O auditório da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) recebe nesta segunda-feira, 2 de junho, às 10h, Audiência Pública em referência ao Dia Internacional das Prostitutas. Com o tema <em>Desafios e perspectivas da profissão</em>, a objetivo da discussão será ampliar a visibilidade e promover o diálogo sobre os direitos, vivências e lutas das profissionais do sexo.</p>



<p>Em uma articulação da Associação das Profissionais do Sexo (APPS), a iniciativa foi proposta pelo mandato do deputado estadual João Paulo (PT) para ser &#8220;um ser um espaço de escuta qualificada e articulação política, reforçando o compromisso com a dignidade e o respeito às trabalhadoras do sexo, cujos direitos seguem sendo sistematicamente violados no cotidiano&#8221;.</p>



<p>Há mais de duas décadas, a APPS atua na defesa dessa categoria, promovendo o fortalecimento da luta por reconhecimento, valorização e políticas públicas voltadas à realidade dessas mulheres.                                                                                                                                                                                             </p>



<p>No cenário nacional, a mobilização também se articula de forma ampla. O Brasil conta com três redes de prostitutas, cinco coletivos, uma grife que comercializa produtos e acessórios ligados à causa, um jornal e até mesmo a Academia Brasileira de Prostitutas (ABP), evidenciando a pluralidade e a organização política do movimento.</p>



<p>A audiência é aberta ao público e representa uma oportunidade para discutir os caminhos possíveis para garantir dignidade, direitos trabalhistas e cidadania plena para as profissionais do sexo.</p>
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		<title>Assembleia Legislativa também aprova cannabis medicinal na rede estadual de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 22:47:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alepe]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis medicinal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um passo significativo para ampliar o acesso à cannabis medicinal a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta segunda-feira (04), projeto de lei que aborda o uso e a distribuição desses medicamentos gratuitamente pelo sistema público estadual de saúde, que costumam ser caros e restritos a pequenos grupos. Horas antes, a Câmara Municipal do [&#8230;]</p>
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<p>Em um passo significativo para ampliar o acesso à cannabis medicinal a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta segunda-feira (04), projeto de lei que aborda o uso e a distribuição desses medicamentos gratuitamente pelo sistema público estadual de saúde, que costumam ser caros e restritos a pequenos grupos. Horas antes, a Câmara Municipal do Recife confirmou, em segunda votação, projeto que já havia sido aprovado há uma semana. Agora, ambos projetos seguem para sanção do prefeito João Campos (PSB) e da governadora Raquel Lyra (PSDB). </p>



<p>Na Alepe, o texto aprovado por unanimidade e em primeira votação, une os projetos de nº 474/2023 e nº1804/2024, de autoria dos deputados Luciano Duque (Solidariedade) e João Paulo (PT). Já na Casa José Mariano, o projeto de lei nº 207/2022, de autoria de Cida Pedrosa e depois subscrito por mais 25 vereadores e vereadoras do Recife, foi aprovado em segunda votação com 20 votos. Só a vereadora Michele Collins (PP) votou contra.</p>



<p>“Através desse projeto damos um passo decisivo para garantir que o acesso à saúde em Pernambuco seja universal sem barreiras que impeçam o acesso a quem mais precisa. Essa casa tem sido exemplo com o comprometimento com a ampliação de direitos e mais uma vez temos a chance de atender a demanda urgente de muitas famílias pernambucanas”, discursou o deputado João Paulo (PT) na abertura da plenária.</p>



<p>O uso de medicamentos à base de cannabis, através de derivados como canabidiol e tetrahidrocanabinol, impactam diretamente no tratamento de pessoas com o transtorno do espectro autista (TEA), além de doenças como epilepsia, fibromialgia, Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer, câncer, paralisia cerebral, síndromes convulsivas, síndrome do pânico, ataxia cerebelar ou esclerose.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/cannabis-alepe.jpg" alt="A imagem mostra um grupo de pessoas em um auditório, segurando uma faixa vermelha com a seguinte mensagem em letras brancas: DISTRIBUIÇÃO DE CANNABIS MEDICINAL NO SUS JÁ. A faixa também contém o logotipo do João Paulo com uma estrela. As pessoas estão em pé ou sentadas nas cadeiras do auditório, que estão parcialmente ocupadas." class="w-100" loading="lazy" >
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</p>
	                
                                            <span>Crédito: Amaro Lima/Alepe</span>
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                    </figure>

	


<p>O deputado Luciano Duque (Solidariedade), disse durante a sessão conhecer de perto a luta pela garantia da qualidade de vida de pacientes que precisam deste tipo de medicamento, pois tem um filho com TEA. “Essa proposta é resultado não de uma luta só minha, mas da luta de cada familiar que resistiu e fez o possível e o impossível para trazer o medicamento e o alento para um filho e uma filha”, destacou Luciano.</p>



<p>Na Câmara dos Vereadores, Michele Collins foi contrária ao projeto argumentando que o legislativo municipal não teria base técnica, jurídica e administrativa para discutir o projeto, com base no projeto de lei 399/2015, que tramita na Câmara dos Deputados. A justificativa foi refutada pelos outros parlamentares. </p>



<p>“É muito ruim quando as falas de alguns parlamentares não acrescentam. Quando os parlamentares não se preocupam com verdade factual e fazem malabarismo com as palavras, apenas por preconceito”, afirmou o vereador Ivan Moraes (PSOL). Ele ainda reforçou que &#8220;não existe nenhuma dúvida científica sobre a eficácia desses medicamentos, não existe dúvidas jurídicas sobre a legalidade desses medicamentos. São diversos medicamentos que podem ser feitos com vários canabinoides que são substâncias presentes nessa planta&#8221;. </p>
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		<title>Para evitar novas tragédias no futuro, Recife precisa reaprender com seu passado</title>
		<link>https://marcozero.org/para-evitar-novas-tragedias-no-futuro-recife-precisa-reaprender-com-seu-passado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 22:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas no recife]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para saber como evitar tragédias como a desses dias, com 128 mortes, a maior em Pernambuco neste século, o Recife e a Região Metropolitana não precisariam ir buscar soluções em outros estados ou outros países. Veneza e Amsterdam sem dúvidas são cidades que aprenderam a conviver com a fúria de suas águas. Há bons exemplos [&#8230;]</p>
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<p>Para saber como evitar tragédias como a desses dias, com 128 mortes, a maior em Pernambuco neste século, o Recife e a Região Metropolitana não precisariam ir buscar soluções em outros estados ou outros países. Veneza e Amsterdam sem dúvidas são cidades que aprenderam a conviver com a fúria de suas águas. Há bons exemplos de convivência com riscos também em Minas Gerais. Mas para começar a evitar que a tragédia se repita, basta que o Recife olhe para o seu passado. E o atualize para enfrentar cenários ainda mais adversos.<br><br>À falta de orçamento para habitação e melhoria da vida nos morros se aliou um desmantelamento das políticas públicas que foram adotadas pela prefeitura do Recife desde a década de 1990. Nos dois mandatos de Geraldo Julio (PSB) foi onde se gastou menos com os morros recifenses, que ocupam 67,43% da área da cidade. <a href="https://www.instagram.com/p/CeKTcz7Lw_v/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em um texto que viralizou</a>, a engenheira civil Edinéa Alcântara, que também é professora do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), fez um breve histórico sobre como foi o tratamento aos morros em gestões anteriores.<br><br>&#8220;Muitas cidades têm situações de vulnerabilidade por conta da condição geográfica. Não é justificativa para que se aconteçam tragédias como essa. Se fosse assim, o Japão estaria acabado, já que são ilhas em cima de placas tectônicas que se movem&#8221;, afirmou à Marco Zero. &#8220;Na gestão de Jarbas Vasconcelos começaram a levar os morros mais a sério e, principalmente nas duas gestões de João Paulo, ocorreram ações de tratamento das barreiras, obras de melhorias urbanas, deixando os morros mais seguros. Também ações disciplinadoras das águas, como plantio de gramas, colocação de lonas…são ações simples, mas que impedem que as chuvas encharquem o solo. Se um morro estiver com lona, a água não chega na barreira. As lonas precisam ser trocadas periodicamente, porque ressecam e rasgam. É uma ação paliativa, mas rápida de ser feita&#8221;, afirma.<br><br>Para a engenheira e professora, foi o abandono das ações preventivas que levaram à tragédia. &#8220;Como temos um engenheiro (João Campos é formado em engenharia civil pela UFPE) à frente da prefeitura há um ano e meio e porque ele se descuidou dos morros, eu não sei. Se tivesse feito uma ação emergencial, de colocar lonas de plástico e revestir tudo, muitas barreiras não teriam caído&#8221;, acredita. &#8220;Agora, é hora de aproveitar para fazer uma política robusta e efetiva. Temos conhecimento técnico para isso e experiências anteriores. Nas inundações de Barreiros, por exemplo, o pai dele (o ex-governador Eduardo Campos) fez uma boa gestão do desastre&#8221;, diz.</p>



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	                                        <p class="m-0">Programa Mais Vida nos Morros não prioriza segurança. Crédito: Marcos Pastich/PCR
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Nas gestões do PSB, o carro-chefe foram ações de pintura e embelezamento do programa <em><a href="https://maisvidanosmorros.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mais Vida nos Morros</a>.</em> &#8220;Pintar o morro é massa, mas vamos cuidar antes? Beleza é ótimo, mas é algo secundário. Primeiro temos que pensar em obras que contemplem a contenção das águas, o saneamento, tragam conforto e segurança às pessoas. Não adianta construir um muro de arrimo e ele cair, construir uma escadaria e os moradores sofrerem acidentes nela. Segurança tem que vir antes&#8221;, critica Edinéa.</p>



<p>Outro ponto que o Recife tem deixado a desejar é no cuidado com o escoamento das águas, haja visto a grande quantidade de bairros, ruas e avenidas que ficaram alagados com as chuvas de 2022 &#8211; ou em qualquer outra grande chuva antes. &#8220;As micro e macro drenagens não estão funcionando. A macro são os canais, os rios, que precisam estar sem lixo, com suas margens preservadas, sem assoreamento. E esse cuidado não se faz durante as chuvas, se faz antes. Tem também o sistema de micro drenagem que são as sarjetas, as galerias, tudo que passa nas ruas para escoar as águas. Isso também não está funcionando&#8221;, diz.<br><br>O serviço de manutenção da drenagem, porém, pode não ter hoje o mesmo efeito que teve anos e décadas atrás. É preciso que o Recife e a região metropolitana atualizem seus sistemas. Na sua fala, Edinéa cita a <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/5111" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tese de doutorado da engenheira Alessandra Ramos </a>que, em 2010, já sugeria uma nova equação para calcular os projetos de drenagem na capital. A nova equação levou em conta 36 cenários e a maior intensidade das chuvas devido às mudanças climáticas. O resultado explica porque áreas que não costumavam alagar tiveram as casas invadidas pela água dessa vez: há 12 anos, o sistema de drenagem do Recife já deveria ser 41% maior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação pode evitar mortes</h2>



<p>Entre 1993 e 1996 foram registrados <a href="https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=28182" target="_blank" rel="noreferrer noopener">757 deslizamentos no Grande Recife</a>, que causaram aproximadamente 70 mortes. Já entre entre 1994 e 2005 foram registradas cem mortes em toda a Região Metropolitana. Em 2008, existiam 3.500 mil áreas de risco somente no Recife. Hoje, estima-se que seja três vezes mais. <br><br>Como apenas 23,26% do Recife é composto de áreas planas, e são justamente as áreas mais valorizadas pelo mercado imobiliário, é improvável que toda a população seja retirada das áreas de risco ou que todos os milhares pontos de risco sejam mitigados. Mas também é possível criar mecanismos de convivência com o risco. &#8220;Em Minas Gerais, por exemplo, há sirenes que ecoam para as pessoas deixarem suas casas quando há risco nas barragens&#8221;, conta Edinéa.</p>



<p>Mas só aviso é insuficiente. Na sexta-feira, quando as chuvas se intensificaram, a prefeitura emitiu um SMS para 32 mil pessoas que viviam em áreas de risco. E destinou dois abrigos, no bairro de São José, para quem quisesse dormir em segurança. Ambos abrigos, que costumam receber a população de rua, somavam apenas 120 vagas &#8211; extremamente aquém das mais de 5 mil que ficaram desabrigadas na cidade.</p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito:  IRRD-PE
</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Para a urbanista Rebeca Mello, que em 2018 elaborou um estudo para a prefeitura sobre habitação de interesse social no Recife, é necessário mais planejamento e foco. &#8220;Por conta das mudanças climáticas já temos eventos mais extremos, com mais chuvas, mais secas. Isso tudo vai mudar a configuração do adensamento dessas áreas mais vulneráveis, que tendem a ficar ainda mais densas. A prefeitura precisa ter um plano de ação efetivo, informado com antecedência à população, não é esperar que a chuva chegue&#8221;, diz &#8220;Já estava chovendo há mais de uma semana, o solo vai encharcando e vai aumentando os riscos de deslizamento. Como a Defesa Civil não agiu antes? As áreas de risco estão mapeadas, deveriam ter sido retiradas para lugares seguros&#8221;, questiona Rebeca.</p>



<p>Ela cita diversos planos, projetos e estudos feitos sobre o Recife e Região Metropolitana nos últimos anos. &#8220;A prefeitura é bem munida de diagnósticos sobre a cidade. Se formos parar para analisar, vemos que a prefeitura tem um arcabouço muito bom de fontes e de cartografia. Há informações que ajudam a mitigar os deslizamentos e óbitos&#8221;, diz Rebeca. &#8220;Já tivemos gestões que investiram nos morros. O programa Guarda Chuva, por exemplo, foi um modelo usado pelo Ministério das Cidades&#8221;. <br><br>Edinéa Alcântara defende a necessidade da retomada do trabalho de educação e informação junto aos moradores dos morros. &#8220;Mostrar que não se deve plantar muitas plantas que retêm água, como bananeiras. Mas o mais importante é que os moradores saibam como é o plano de contingência. Nessa tragédia de agora, as pessoas não sabiam para onde deveriam ir, onde ia ter abrigo. Em outras gestões, havia essa integração das secretarias, os moradores eram orientados&#8221;, diz.</p>



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	                                        <p class="m-0">Prefeitura dispõe de diagnósticos e muitas informações sobre morros da cidade. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Mortes diminuíram 87% quando morros foram prioridade </h3>



<p>Na semana passada, a prefeitura do Recife anunciou que iria investir 50% a mais nos morros neste ano do que no ano passado, chegando a R$ 148 milhões. Isso aconteceu às vésperas do fim de semana de chuvas, quando já chovia no Recife há alguns dias, inclusive com cinco mortes na região metropolitana.<br><br>Para o ex-prefeito João Paulo, hoje deputado estadual, a sua gestão teve êxito nos morros porque isso foi uma prioridade. &#8220;Já havia uma política implementada pela gestão de Jarbas Vasconcelos, com o urbanista Jaime Gusmão. Na nossa gestão, expandimos essa política, sob o comando de Margareth Alheiros. Não era algo que era pensado somente durante o período de chuvas. Era 365 dias ao ano. Começamos com 10.500 pontos de risco e conseguimos ir para 3.500 pontos. Hoje, parece que estamos com 9.000 pontos de risco, então regredimos&#8221;, diz João Paulo.<br><br>A atuação maior da prefeitura nas duas gestões de João Paulo foi nos morros da zona norte e do Ibura. Outro ponto que ele destaca é a atuação coordenada de várias secretárias. &#8220;Várias secretarias atuavam juntas, inclusive as de Meio Ambiente, de Educação e de Saúde&#8221;, lembra. Sobre a tragédia do final de maio, João Paulo considera que as advertências foram ignoradas. &#8220;Houve uma certa negligência na área de prevenção nas gestões que vieram depois. Mas também não é algo que se resolve logo, é preciso tempo&#8221;, afirma.<br><br><a href="https://marcozero.org/geraldo-omite-reducao-de-mortes-nos-morros-do-recife-durante-gestoes-do-pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aconteceram oito mortes nos morros durante os dois mandatos de João Paulo</a>. Uma média de uma morte por ano. Ele recorda de pelo menos duas: uma pessoa que morreu por conta do estouro de uma tubulação da Compesa e outra que teve a família retirada da residência, mas voltou para pegar um cachorro. Foi uma queda recorde: de 87% em relação aos anos anteriores, de acordo com <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/42455" target="_blank" rel="noreferrer noopener">levantamento da tese de doutorado</a>  da pesquisadora Werônica Meira de Souza. <br><br>No trabalho, ela mostra também que o número de ocorrências atendidas nos morros na gestão de João Paulo foi muito superior à média anterior. Em 2007, por exemplo, não teve nenhum óbito. No mesmo ano, mais de 1,6 milhão de metros de lonas plásticas foram colocadas e mais de 21 mil ocorrências atendidas. Para se ter uma ideia também do absurdo das 127 mortes somente no final do mês de maio, sendo mais de 40 delas no Recife: nos 24 anos que a pesquisa analisou, de 1984 até 2008, foram 97 mortes com relação com as chuvas no Recife.<br><br>Com Geraldo Julio, os investimentos nos morros desabaram. Como mostra a reportagem da Marco Zero (link abaixo), as duas gestões do PSB (Geraldo e João Campos) apresentam os níveis mais baixos de verbas destinadas a urbanização em áreas de risco dos últimos 20 anos, com uma média de 0,37% do orçamento geral nos últimos nove anos (tempo do partido à frente da prefeitura).</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/somente-as-chuvas-nao-explicam-mortes-nos-morros/" class="titulo">Somente as chuvas não explicam mortes nos morros</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/racismo-ambiental/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Racismo ambiental</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Ocupação desigual empurra Recife para o risco</h2>



<p>Uma planície rodeada de morros e ainda com boa parte dessa planície abaixo do nível do mar. Recife não é uma cidade fácil de se planejar. Mas é a pressão dos setores econômicos mais fortes que tem ditado há décadas como a cidade é desenhada. E não suas características geográficas.<br><br>Ao longo dos anos, a população mais pobre foi sendo sistematicamente empurrada para as regiões de morros. O Atlas das Infraestruturas Públicas em Comunidades de Interesse Social, elaborado pela Prefeitura do Recife em 2014, mostrou que 60% da população recifense mora em áreas de morro. Apenas 24% mora nas planícies e 16% na paisagem litorânea ou estuarina.<br><br>Outra pesquisa mais recente, do IBGE, divulgada no final de 2017, aponta que apenas 3,5% da população mora nas áreas de melhor qualidade de vida, como os bairros de Casa Forte, Espinheiro e Boa Viagem. A maioria da população do Grande Recife mora mal: 67% vivia, em 2017, em locais classificados como baixa (56,8%) ou baixíssimas (10,3%) condições.</p>



<p>Mais: segundo dados IBGE, <a href="https://geoftp.ibge.gov.br/organizacao_do_territorio/tipologias_do_territorio/tipologia_intraurbana/Tipologia_Intraurbana.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em pesquisa realizada em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)</a>, o Recife possui 206.761 pessoas vivendo em áreas de risco, ou seja, 13,4% da população.<br><br>&#8220;Espaço para habitação em locais seguro Recife tem. O problema não é espaço, porque sabemos adensar, Recife sabe construir prédios altos. A questão não é a falta de espaço, mas a falta de uma política habitacional consistente. As pessoas moram nos morros não porque querem, mas porque foram impelidas, porque não há outros locais em que elas possam viver. O ideal seria que todos morassem em locais seguros. Mas se não é possível, é preciso criar garantias de que as pessoas não vão perder suas vidas. Há casos em que é possível adotar medidas de mitigação de risco, e em outros casos, é necessária a remoção e relocação das famílias nas proximidades&#8221;, afirma Rebeca Mello.</p>



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<p></p>
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		<title>Geraldo Julio e João Paulo estão certos: gestão do PT fechou e a do PSB não reabriu o Teatro do Parque</title>
		<link>https://marcozero.org/geraldo-julio-e-joao-paulo-estao-certos-gestao-do-pt-fechou-e-a-do-psb-nao-reabriu-o-teatro-do-parque/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2016 16:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
		<category><![CDATA[João da Costa]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[obras paradas]]></category>
		<category><![CDATA[reforma Teatro do Parque]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro do Parque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inaugurado na noite de 24 de agosto 1915 com uma apresentação da Companhia Portuguesa de Operetas e Revistas do Teatro Avenida de Lisboa, o Teatro do Parque passou as comemorações de seu centenário, em 2015, de portas fechadas. Palco de shows, exibição de peças teatrais, filmes e exposições artísticas que marcaram várias gerações de recifenses, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Inaugurado na noite de 24 de agosto 1915 com uma apresentação da Companhia Portuguesa de Operetas e Revistas do Teatro Avenida de Lisboa, o Teatro do Parque passou as comemorações de seu centenário, em 2015, de portas fechadas. Palco de shows, exibição de peças teatrais, filmes e exposições artísticas que marcaram várias gerações de recifenses, o equipamento cultural no estilo <em>art-nouveau</em>, localizado no número 81 da Rua do Hospício, foi pauta de mais um enfrentamento retórico entre Geraldo Julio (PSB) e João Paulo (PT). Agora, no debate da TV Jornal, na quinta (27). Leia as checagens:

<strong><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3021 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg" alt="03_zap_cor_h-peq" width="168" height="200"></a>“Olha, Geraldo, você é o prefeito mais desaconselhado para falar em lazer. Até porque equipamentos importantíssimos na cidade como é o Teatro do Parque, como é o Pátio de São Pedro&#8230; Tá aí o Teatro do Parque parado. Quatro anos parado no seu governo”, João Paulo no debate da TV Jornal, no dia 27 de outubro.</strong>

O <strong>Truco Eleições 2016</strong> – projeto de fact-checking da <a href="apublica.org">Agência Pública</a> em parceria com a <a href="beta.marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a> – checou a declaração do candidato João Paulo (PT) e concluiu que ela está correta no que se refere ao Teatro do Parque. Por isso, ele recebe a carta &#8220;Zap&#8221;.

No programa de governo de 2012 do então candidato de oposição ao PT, Geraldo Julio (PSB), no item Turismo, embora não cite nominalmente o Teatro do Parque, ele se compromete a “recuperar os equipamentos culturais da cidade, oferecendo condições adequadas, via Fundação de Cultura da Cidade do Recife, para a realização de shows, peças teatrais e projeções de cinema, tanto para o público como para os artistas”.

Passados praticamente quatro anos do governo, o Teatro do Parque segue fechado ao público. No aniversário de 101 anos, em 24 de agosto deste ano, matéria do JcOnline mostrava que <a href="http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/terceiroato/2016/08/24/prefeitura-paralisa-obra-do-teatro-do-parque-e-reabertura-e-adiada/">o prédio continuava fechado com o agravante de que as obras de reforma haviam sido paralisadas</a>: “O termo de liberação para início das obras foi assinado pela prefeitura em dezembro de 2014, com prazo de entrega de até dois anos. Faltando quatro meses para o fim da reforma, o Jornal do Commercio apurou que, até agora, do R$ 8,2 milhões orçados inicialmente, a Prefeitura do Recife só repassou à empresa responsável pelas obras R$ 1 milhão”.

Na reportagem, a Prefeitura informa que já foram trocados a cobertura do teatro, o madeiramento, calhas e rufo, e substituídas a tubulação e as instalações hidrossanitárias. Durante essas obras, alegam os gestores, teriam sido descobertos novos problemas que exigirão uma segunda etapa de reformas para as quais não há recursos disponibilizados no momento. A Prefeitura diz que vai iniciar o processo de captação, mas não dá prazo para a conclusão da reforma e a tão esperada reabertura do Teatro do Parque.

<strong><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3021 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg" alt="03_zap_cor_h-peq" width="168" height="200"></a>“Olha, gente. O Teatro do Parque que ele tanto fala foi fechado porque em 12 anos o PT não fez absolutamente nada lá. Eles fecharam o Teatro do Parque. Eles ficam dizendo de uma forma que fica parecendo que foi fechado na nossa gestão. Foi fechado pelo PT”, Geraldo Julio no debate da TV Jornal, no dia 27 de outubro. </strong>

O <strong>Truco Eleições 2016</strong> – projeto de fact-checking da <a href="apublica.org">Agência Pública</a> em parceria com a <a href="beta.marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a> – checou a declaração do candidato Geraldo Julio (PSB) e concluiu que ela está correta no que se refere ao fato de o Teatro do Parque ter sido fechado ao público na gestão do PT. Por isso, ele recebe a carta &#8220;Zap&#8221;.

O Teatro do Parque teve suas portas fechadas para o público no final de 2010, durante a gestão municipal do petista João da Costa. Os principais problemas relatados nos jornais da época são infiltrações e alagamentos que danificavam e comprometiam as instalações e os equipamentos. É importante lembrar que o teatro foi fechado depois de dez anos de administrações petistas: oito anos de João Paulo e dois de João da Costa.

Em <a href="http://www.observatoriodorecife.org.br/teatro-do-parque-esta-fechado-para-reforma-ha-11-meses-e-a-prefeitura-ainda-nao-iniciou-as-obras/">matéria publicada no Diário de Pernambuco</a>, em novembro de 2011, quase um ano após o teatro ter sido desativado, havia pouca clareza sobre os rumos da reforma a ser realizada pelo governo do PT, então estimada em R$ 1,5 milhão: “O edital de licitação será publicado no Diário Oficial tão logo os recursos do Ministério da Cultura sejam recebidos pela Prefeitura do Recife”, afirmava na época Fábio Cavalcante, diretor de gestão de equipamentos da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Enquanto isso, só eram realizados pequenos reparos emergenciais.

Ao anunciar a reforma, logo após o fechamento do espaço, a Prefeitura, segundo o Diário de Pernambuco, se comprometeu a reabrir as portas do Teatro do Parque à população em janeiro de 2012. Quase um ano depois disso, no final de 2011, o prognóstico de entrega era o segundo semestre de 2012. Em agosto daquele ano, em entrevista ao <a href="http://www.leiaja.com/cultura/2012/08/26/teatro-do-parque-20-meses-fechado-espera-de-reforma/">Portal Leia Já</a>, o então presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, André Brasileiro, admitia o atraso nas obras e o justificava pelo fato de o prédio ter se tornado um Imóvel Especial de Preservação, impondo projetos complementares pra tocar a reforma. As licitações continuavam em andamento. Mas as obras seguiriam paradas até o final da gestão.

<strong>(Laércio Portela e Thayná Campos)</strong>

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		<title>Geraldo exagera ao dizer que número de homicídios no Recife só passou de mil por ano na gestão João Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2016 12:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[debate TV Clube]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Vou dar um dado aqui estarrecedor, um dado triste, ele foi o único prefeito que viu acontecer mais de mil homicídios aqui na cidade na gestão dele. Chegou a ter 1.400 homicídios na gestão dele. É um dado muito triste para a nossa cidade. Isso acontecia. O Recife era a capital mais violenta na gestão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="content">
<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2629 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg" alt="naoebemassimSite" width="168" height="200"></a>“Vou dar um dado aqui estarrecedor, um dado triste, ele foi o único prefeito que viu acontecer mais de mil homicídios aqui na cidade na gestão dele. Chegou a ter 1.400 homicídios na gestão dele. É um dado muito triste para a nossa cidade. Isso acontecia. O Recife era a capital mais violenta na gestão dele e ele lavava as mãos. Fazia de conta que não tinha nada a ver com isso”, Geraldo Julio no debate da TV Clube no dia 23 de outubro.</span></p>
<p style="color: #111111;">A violência no Recife ganhou destaque no debate promovido pela TV Clube no domingo (23). Os dois candidatos trocaram acusações sobre o tema. O prefeito Geraldo Julio foi enfático ao dizer que na gestão João Paulo a capital pernambucana era a mais violenta do Brasil, atingindo a marca de 1.400 homicídios em um ano. Segundo Geraldo, João Paulo foi o único prefeito do Recife a presenciar mais de 1 mil homicídios em um ano de gestão.</p>
<p style="color: #111111;">O<span style="font-weight: bold;">Truco Eleições 2016</span>– projeto de fact-checking da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/">Agência Pública</a>em parceria com a<a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a>em Recife – questionou a assessoria do candidato à reeleição sobre as fontes de informação que basearam a declaração de Geraldo, mas não obteve retorno. O<span style="font-weight: bold;">Truco</span>checou cada um dos dados mencionados pelo pessebista e concluiu que dois estão corretos, mas um deles foi exagerado. Por isso, ele recebe a carta “Não é bem assim”.</p>
<p style="color: #111111;">O<em>Mapa da Violência</em>, coordenado pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, contabiliza a série histórica de homicídios nas capitais brasileiras. Pelo levantamento, em cinco dos oito anos da gestão João Paulo o Recife foi a capital brasileira com o maior número de assassinatos por 100 mil habitantes, com uma média que variou entre 97,2 (2001) a 88,2 (2005). Nos três últimos anos da administração João Paulo o Recife ficou em segundo lugar no ranking, que passou a ser liderado por Maceió.</p>
<p style="color: #111111;">Esse cenário de alta violência, no entanto, não começou na gestão petista. Em 2000, último ano do então pefelista Roberto Magalhães à frente da Prefeitura, a capital pernambucana já registrava a maior média de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil com 97,5.</p>
<p style="color: #111111;">Geraldo Julio exagerou ao dizer que João Paulo foi o único prefeito do Recife a presenciar mais de 1 mil homicídios durante um ano de governo. Considerando os registros de assassinatos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DATASUS, por local de ocorrência, a mesma metodologia de cálculo utilizada no estudo<em>Mapa da Violência,</em>houve mais de 1 mil crimes fatais registrados em cada um dos anos entre 1996 e 2009, portanto todo o período dos mandatos de Roberto Magalhães e João Paulo; e no primeiro ano da administração João da Costa (PT).</p>
<p style="color: #111111;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-4118 size-large" src="http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/truco2016/truco2016/wp-content/uploads/2016/10/25200646/S%C3%A9rieHist%C3%B3ricaHomic%C3%ADdios-1024x266.jpg" alt="SérieHistóricaHomicídios" width="1024" height="266"></p>
<p style="color: #111111;">Destes 14 anos, em 2001 – primeiro ano da primeira gestão João Paulo – houve o maior registro absoluto de assassinatos, com 1.397. Bem próximo dos 1.400 citados no debate por Geraldo Julio. Em outras duas oportunidades os homicídios ficaram próximos deste valor: em 2000 (1.388) e em 2006 (1.374).</p>
<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;">(Laércio Portela · Thayná Campos)</span></p>
<span style="font-weight: bold;"></span>

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		<title>João Paulo distorce dados ao criticar segurança pública no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2016 12:12:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[debate TV Clube]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios no Recife]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Recife é uma das cidades mais violentas do mundo, Geraldo… O atual prefeito criou uma secretaria dizendo que iria erradicar a violência na cidade e o que estamos vendo é um aumento crescente da violência na cidade. Faltam políticas públicas para reduzir a violência na cidade”, João Paulo no debate da TV Clube, dia 23 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-paulo-distorce-dados-ao-criticar-seguranca-publica-no-recife/">João Paulo distorce dados ao criticar segurança pública no Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2629 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg" alt="naoebemassimSite" width="168" height="200"></a>“Recife é uma das cidades mais violentas do mundo, Geraldo… O atual prefeito criou uma secretaria dizendo que iria erradicar a violência na cidade e o que estamos vendo é um aumento crescente da violência na cidade. Faltam políticas públicas para reduzir a violência na cidade”, João Paulo no debate da TV Clube, dia 23 de outubro</strong>

João Paulo foi contundente ao abordar o tema da segurança pública, domingo à noite, durante o debate da TV Clube. O candidato petista afirmou que Recife é uma das cidades mais violentas do mundo e responsabilizou a atual gestão pelo crescimento da violência na a capital pernambucana. O Truco Eleições 2016 – projeto de fact-checking da Agência Pública, no Recife feito em parceria com a Marco Zero Conteúdo – checou a declaração e verificou que ela está exagerada e distorcida. Por isso, ela recebe a carta “Não é bem assim”.

Na primeira parte da declaração, quando afirma que o “Recife é uma das cidades mais violentas do mundo”, João Paulo se baseou em uma lista divulgada pela ONG mexicana Segurança, Justiça e Paz (SJP). De acordo com a lista, a capital pernambucana ocupa a 37ª colocação, com 1.492 homicídios durante o ano de 2015. Levando em conta apenas as 21 cidades brasileiras que constam no ranking, Recife aparece no 14º lugar.

Aqui, é preciso uma contextualização: o ranking da ONG mexicana levou em conta apenas cinquenta cidades que têm mais de 300 mil habitantes. Isso, claro, limita a abrangência da pesquisa. Em termos comparativos, quando o ranking de cidades mais violentas do Brasil é feito sem levar em conta o número de habitantes, a capital pernambucana não aparece nem entre as 150 primeiras. Um outro ponto que precisa ser abordado é que, mesmo dentro dos critérios adotados para a elaboração do ranking, Recife tem melhorado sua colocação. Em 2014, a capital pernambucana ocupava a 29ª posição, com um total de 1.518 homicídios durante aquele ano.

Na segunda parte da declaração, João Paulo exagera ao afirmar que “o atual prefeito criou uma secretaria dizendo que iria erradicar a violência na cidade”. Na verdade, o documento “Programa de Governo da Frente Popular do Recife – 2013 a 2016”, dentro do capítulo que trata da “Qualificação dos Serviços”, no item “Segurança”, está escrito que a “pasta [Segurança Urbana] centralizará as ações de combate à criminalidade que passarão a ser desenvolvidas pelo poder público municipal e coordenadas pessoalmente pelo Prefeito”. Em momento algum fala em “erradicar” a violência.

Na terceira parte de sua fala sobre segurança pública, o petista destaca “um aumento crescente da violência na cidade”. Neste caso falta contexto para deixar a questão mais clara. De acordo com o Boletim Trimestral da Conjuntura Criminal de Pernambuco e com o Anuário de Criminalidade (2011, 2012, 2013 e2014), ambos disponibilizados no site da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), o número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) realmente vem crescendo no Recife, invertendo um viés de redução iniciado em 2007, quando foi implantado o programa Pacto Pela Vida pelo Governo do Estado.

De 2013 para 2014, período que corresponde ao segundo ano da gestão do PSB na cidade, o número de homicídios passou de 452 para 514 ao ano, com uma variação de 13,7%. Em 2015, o aumento ficou na casa de 11,3%, com 572 homicídios no total. A tendência de crescimento se manteve nos três primeiros meses de 2016. Segundo dados da SDS, entre janeiro e março deste ano foram cometidos 164 homicídios, 12 a mais do que o mesmo período de 2015. Ou seja, no primeiro trimestre de 2016 já houve um aumento de 7,8% no número de Crimes Violentos Letais e Intencionais.

O que faltou ser contextualizado é que, neste mesmo período, também houve um crescimento no número de homicídios tanto em Pernambuco quanto na média das cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), como mostra a tabela abaixo:



<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/tabelaHomi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2619" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/tabelaHomi.jpg" alt="tabelaHomi" width="800" height="229"></a>

Outro ponto que ajuda na contextualização dos dados é que, em 2013, primeiro ano da gestão de Geraldo Julio, o Recife apresentou uma significativa redução de 24,3% no número de homicídios em comparação com 2012. Neste mesmo período, tanto Pernambuco quanto a RMR também tiveram suas taxas de homicídio reduzidas, só que em uma proporção menor do que na capital.

Comparando as séries históricas das taxas de Crimes Violentos Letais e Intencionais do Recife com as de Pernambuco e da Região Metropolitana fica claro que a questão da criminalidade não pode ser analisada de forma isolada e descontextualizada. Isso porque, as prefeituras têm um poder limitado para atuar na segurança, ficando com um papel apenas residual.

<strong>(Sérgio Miguel Buarque)</strong><p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-paulo-distorce-dados-ao-criticar-seguranca-publica-no-recife/">João Paulo distorce dados ao criticar segurança pública no Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>João Paulo se posiciona contra projeto Novo Recife e assume compromisso de valorizar as Zeis e os Conselhos Municipais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2016 19:12:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Debate TVU]]></category>
		<category><![CDATA[debate UFPE]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[perguntas professores UFPE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O candidato do PT à Prefeitura do Recife, João Paulo, respondeu às sete perguntas de professores da UFPE encaminhadas pela Marco Zero Conteúdo. Elas foram gravadas e seriam veiculadas durante debate da TVU com os candidatos a prefeito na semana passada, mas a assessoria de Geraldo Julio (PSB) não respondeu ao convite e o encontro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[O candidato do PT à Prefeitura do Recife, João Paulo, respondeu às sete perguntas de professores da UFPE encaminhadas pela Marco Zero Conteúdo. Elas foram gravadas e seriam veiculadas durante debate da TVU com os candidatos a prefeito na semana passada, mas a assessoria de Geraldo Julio (PSB) não respondeu ao convite e o encontro foi cancelado. Geraldo também não enviou respostas aos questionamentos feitos pelos professores.

Entre os temas abordados pelos professores está o projeto Novo Recife. João Paulo se posiciona contra o projeto e alega que em sua gestão a Prefeitura do Recife não teve recursos para adquirir o terreno no Cais José Estelita. Mas que, “a depender do resultado do recurso contra a sentença judicial que anulou o leilão em 2015, vai tentar viabilizar finalmente a compra do terreno pela Prefeitura”.

O candidato petista também assume o compromisso de promover a bicicleta como um meio de transporte não apenas de lazer, mas para utilização cotidiana dos trabalhadores e dos mais pobres, diz que buscará soluções junto à Câmara Municipal para reduzir os impactos negativos da PEC 241 e vai fortalecer os Conselhos Municipais para a discussão do novo Plano Diretor da Cidade.

O debate na TVU seria uma parceira entre a TV, o Departamento de Comunicação Social da UFPE e a Marco Zero Conteúdo. Foram gravadas perguntas com os professores Cristina Araújo (Arquitetura e Urbanismo), Leonardo Meira (Engenharia), José Policarpo Lima (Economia), Luciana Viera (Psicologia), Juliana Teixeira (Direito), Luis de La Mora (Desenvolvimento Urbano) e Edvânia Torres (Geografia).

Leia as questões levantadas pelos professores e as respostas na íntegra de João Paulo:

<strong>Professora Cristina Araújo</strong> (Professora da Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Coordenadora e professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPE):

<strong>O Projeto Novo Recife prevê uma renovação urbana para a área do Cais de José Estelita. E ele tem sido bastante discutido, seja pela natureza do seu projeto que, para uns, atende somente aos interesses do mercado imobiliário, uma vez que não prevê moradia popular de forma adequada, seja pela questão jurídica que tem vícios no processo de leilão, e seja pela questão da qualidade urbana paisagística, já que provoca uma ruptura com a paisagem local e seu entorno de uma maneira geral, com se esse projeto virasse as costas para o resto da cidade que estaria atrás dessas suas mega torres. A nossa questão é: qual é a posição dos senhores sobre esse projeto? Ele é adequado para a cidade?</strong>

<strong>João Paulo &#8211;</strong> <em>Não. Já expressei minha posição de forma clara. Sou contra o Projeto Novo Recife. Como prefeito da cidade (2001-2008), quando ainda não existia um movimento da sociedade com as características do Ocupe Estelita, trabalhamos em um projeto de planejamento integrado, numa parceria com a Prefeitura de Olinda, o Governo de Pernambuco e o Governo Federal. Nessa época, desenvolvemos um plano urbanístico que englobava a área do Estelita e considerava simultaneamente as dimensões territoriais, turísticas-culturais e socioeconômicas. </em>

<em>Assim foi criado o Plano do Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda, cujo propósito era transformar o centro metropolitano por meio da valorização de seu patrimônio cultural (material e imaterial), da recuperação e transformação de áreas degradadas e da promoção de um processo de desenvolvimento urbano sustentável e integrado. Levamos em conta aspectos culturais e turísticos e a inclusão sócio-territorial de das populações mais pobres. Tínhamos e temos a compreensão que nessa área de oito quilômetros – entre o Cais José Estelita, o Porto, a Vila Naval e a parte histórica de Olinda – estavam localizados os mais importantes equipamentos culturais e sítios históricos. </em>

<em>Para viabilizar o projeto, estava prevista a formação de um Consórcio Público, composto pelas duas prefeituras, Governo do Estado e Governo Federal, com a finalidade de coordenar a sua implantação. Caberia a esse Consórcio adquirir os terrenos, entre os quais o do Cais José Estelita, para realizar as operações urbanas e as demais intervenções previstas no Plano.</em>

<em>A partir de 2007, no entanto, o Governo de Pernambuco mudou de orientação. O Consórcio não se constituiu e o projeto não pôde ser levado adiante da forma que imaginávamos. Com a não constituição do Consórcio Público, o terreno do Cais José Estelita foi disponibilizado, em 2008, pelo Espólio da Rede Ferroviária para Leilão organizado pela Caixa Econômica Federal e arrematado pelo Consórcio Novo Recife. </em>

<em>Na época, foi concedida prioridade à Prefeitura do Recife para a compra do terreno do Estelita. Contudo, a Administração Municipal não dispunha de recursos suficientes para, sozinha, arcar com tal investimento. Sem a compra do terreno, o projeto integrado não pode seguir e as áreas ficaram disponíveis para atuação da iniciativa privada em cada ponto isolado.</em>

<em>O Recife-</em>Olinda previa elementos<em> como a incorporação imobiliária, mas estavam completamente condicionados a um projeto maior. As Torres Gêmeas surgiram como uma iniciativa isolada e descolada do contexto urbano. Se chegamos a acreditar que aquilo poderia ser um começo, hoje, após a experiência concreta das torres construídas (de costas pra cidade) &#8211; e do avanço do debate -, não há como não perceber que a soma de projetos de incorporação isolados nunca poderá alcançar o conjunto que resultaria de um plano integrado e discutido verdadeiramente com a sociedade. Mas esse intervalo entre a interrupção do projeto Recife-Olinda e o momento atual não é tempo perdido. A reflexão avançou diante das experiências e isso precisa ser incorporado num novo planejamento para área.</em>

<em>Vale salientar, no entanto, que durante a nossa gestão a preocupação com áreas históricas e sua relação com o conjunto da cidade sempre estiveram presentes. Entre as várias ações nesse sentido podemos citar a revisão do Plano Diretor do Recife, aprovada na Câmara Municipal. O plano trouxe importantes instrumentos de controle e melhoria dos espaços urbanos, como a queda do coeficiente máximo de construção e o IPTU progressivo. Citaríamos ainda a Lei dos 12 Bairros, que recuperou grande área de valor histórico e cultural; e a requalificação do Pátio de São Pedro, que hoje se encontra completamente abandonado pela atual gestão. No Bairro do Recife, na minha gestão na Prefeitura, em parceria com o Ministério da Cultura, dentro do programa Monumenta Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), revitalizamos o Cais da Alfândega, a Igreja da Madre de Deus, o Polo da Moeda, entre outras intervenções. Além disso, criamos o Museu a Céu Aberto, que abrigava parte significativa da história da nossa cidade.</em>

<em>De lá para cá, o patrimônio ganhou relevo nos debates e disputas urbanas como elemento cada vez mais integrado aos demais aspectos do urbanismo. O movimento Ocupe Estelita teve papel fundamental nisso. O Recife ganhou visibilidade nacional e internacional a partir da mobilização de cidadãs e cidadãos em defesa do que acreditam ser o melhor para a cidade. Essa é uma grande oportunidade de todos olharmos novamente para esse lugar de outra forma. A gestão atual tentou simular uma revisão participativa que resultou em um plano urbano que apenas repetia o projeto da iniciativa privada. Isso não resolve o problema. É preciso retomar o protagonismo do poder público no planejamento.</em>

<em>Reconhecemos, portanto, a importância do Cais José Estelita para a história e a paisagem urbana e cultural do Recife, o interesse e participação da sociedade &#8211; em especial dos jovens, na defesa desse espaço. </em>

<em>Nossa proposta é viabilizar finalmente a compra do terreno pela Prefeitura &#8211; seja diretamente do consórcio Novo Recife, seja da União &#8211; a depender do resultado do recurso contra a sentença judicial que anulou o leilão em 2015. Pretendemos com isso retomar o processo de planejamento interrompido com o desmantelamento do Plano Recife-Olinda, incorporando o amadurecimento do debate público que floresceu nesse intervalo. Abriremos uma ampla discussão com a sociedade, adotando mecanismos de participação, para que a população possa decidir o modo de utilização da área.</em>



<strong>Professor Leonardo Meira</strong> (Consultor na área de mobilidade urbana, planejamento dos transportes, engenharia de tráfego e redes de transporte público. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil &#8211; PPGEC da UFPE):

<strong>A mobilidade urbana é um problema da cidade do Recife nas últimas décadas. O preceito de usar os recursos do planeta com responsabilidade fez emergir, no caso da mobilidade, o conceito de mobilidade urbana sustentável. Ela mostra que a mobilidade numa cidade deve ser pensada para as pessoas, e não para os automóveis, e que devem ser priorizados os modos de transportes públicos e não motorizados. Nisso, a bicicleta emerge como um elo de deslocamento bastante democrático. Priorizá-la no sistema de circulação mostra às pessoas que um cidadão numa bicicleta de 100 reais importa tanto quanto um cidadão num automóvel de 100 mil reais. Diante do exposto, quais seriam suas propostas e principalmente suas metas, para aumentar o deslocamento de bicicleta do recifense nos próximos anos?</strong>

<em><strong>João Paulo &#8211;</strong>Queremos que bicicleta não seja apenas um meio de lazer, mas um meio de transporte para o trabalhador e para os mais pobres. Principalmente levando em conta que, atualmente, cerca de 30% dos recifenses vão para o trabalho a pé ou de bicicleta. Por isso, como prevê nosso plano de governo, vamos manter e ampliar as infraestruturas cicláveis (ciclovias, ciclorrotas, ciclofaixas e vias compartilhadas) de acordo com o Plano Diretor Cicloviário na Região Metropolitana do Recife para promover o uso de bicicletas em deslocamentos cotidianos da população. </em>

<strong></strong>

<strong>Professor João Policarpo Lima </strong>(Professor titular da UFPE. Possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (1973), mestrado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (1977) e doutorado em Economia &#8211; University of London (1988). Pós-doutorado na University of North London – 2002)

<strong>A PEC 241 prenuncia uma redução de gastos de custeio em termos per capita por parte da União e consequentemente de transferências para estados e municípios, afetando particularmente despesas com educação e saúde, que já são despesas comprimidas. Como enfrentar, concretamente, essa questão, já que as próprias coligações que estão se formando a favor dessa PEC são amplas e vários partidos participam dela? E é importante ter uma ideia de como isso vai ser enfrentado pelos gestores.</strong>

<em><strong>João Paulo &#8211;</strong>Sou contra a PEC 241. No comando da campanha, seguindo a orientação do PT e minhas próprias convicções, a posição anti-PEC irá prevalecer em minha eventual gestão. Mas creio que, sob o bombardeio atual, a proposta pode não ser aprovada no Senado. Caso venha a ser aprovada, vamos discutir com a Câmara Municipal para que os malefícios desta PEC não sejam replicados no Recife, em termos de política municipal. Pelo contrário, queremos investir mais e mais em educação e saúde e em políticas capazes de minimizar os prejuízos da proposta, que não são poucos. Vamos trazer de volta os programas sociais desativados pelo atual prefeito. </em>

<strong></strong>

<strong>Professora Luciana Vieira</strong> (Mestre em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise – Universidade Paris VII (1999) e doutora em saúde coletiva pelo IMS – UERJ (2005). É professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFPE e responsável pela diretoria LGBT da UFPE)

<strong>Recife ocupa, infelizmente, o 1º lugar no topo de violência contra a comunidade LGBT no Brasil. Além disso, sabemos que o acesso à saúde é bastante restrito e precário. Todas as pesquisas mostram também que essa comunidade, via de regra, é expulsa muito cedo de casa e tem pouquíssimo acesso ao campo de trabalho. Nesse sentido, eu gostaria de saber quais são as propostas concretas dos candidatos a Prefeito da Cidade do Recife para melhorar o acesso e a qualidade de saúde dessa população; para diminuir a violência contra a comunidade LGBT e para melhorar o acesso ao campo de trabalho.</strong>

<strong>João Paulo &#8211;</strong><em>Temos que promover políticas educativas para reduzir o preconceito contra a comunidade LGBTT e, por consequência, os atos de violência. No caso da saúde, vamos desenvolver, promover e requalificar políticas, programas e linhas de cuidados na perspectiva da Universalidade, Integralidade e da satisfação de necessidades específicas, determinadas pelos ciclos de vida – Criança, adolescente, jovem, adulto e idoso; graus de vulnerabilidade e risco no território – Condições de vida, hábitos e estilo de vida; questões vinculadas ao gênero e orientação sexual – Saúde da mulher, saúde do homem, saúde da população LGBT; questões vinculadas à Saúde da população negra e demais etnias. Também iremos formular em conjunto com a área de Direitos Humanos políticas integradas para o segmento LGBTT. E requalificar a rede de acolhimento para o público LGBTT, por meio de ações integradas para a reinserção familiar e/ou comunitária, capacitação profissional.</em>

<em></em>

<strong>Professora Juliana Teixeira</strong> (Mestre em Ciência Política e doutora em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2010). É professora adjunta da Universidade Federal de Pernambuco)

<strong>A terceirização é uma forma de gerenciamento de empresas mas que no Brasil vem sendo utilizada como uma forma de diminuição de custos e, especialmente na iniciativa pública, ela está sendo utilizada como uma forma de burlar a lei de responsabilidade fiscal para realocar os gastos com o pessoal. E aí eu pergunto: se for eleito, os senhores vão convocar os aprovados em concurso público antes mesmo da entrada em vigor da PEC 241?</strong>

<strong>João Paulo &#8211;</strong><em>A PEC 241 é desastrosa para o País pois coloca o futuro dos brasileiros em risco, em quase todas as áreas. Na Prefeitura do Recife vamos analisar em que medida ela afeta a gestão, mas nosso propósito é manter os programas sociais e criar outros se forem necessários. No caso do concursados, nosso propósito é convocar os aprovados. </em>

<strong></strong>

<strong>Professor Luis de La Mora</strong> (Professor do Programa de Pós graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE desde 1976, membro fundador da Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, aposentado da UFPE em outubro de 2011, continua atuando como colaborador dos programas de pós graduação em Desenvolvimento Urbano e de Direitos Humanos).

<strong>Desde a década de 80, por iniciativa do movimento popular, foi criado o PREZEIS, o programa de regularização dos assentamentos pobres buscando sua legalização e melhorias urbanas. No entanto, este programa tem sido esvaziado fortemente nas últimas gestões a partir do ano 2001 e está sendo ameaçado atualmente de ser substituído por projetos urbanos com decisões tecnocráticas, que se apresentam à população apenas para aceitar aquilo que foi definido. A Conferência Municipal realizada em julho pelo Conselho das Cidades estabelece como prioridade fortalecer o PREZEIS como mecanismo de urbanização e de legalização da posse da terra. Eu gostaria de perguntar aos senhores, qual é a postura, quais são as propostas dos senhores para aplicar essa deliberação da Conferência?</strong>

<strong></strong><strong>João Paulo &#8211;</strong><em>As áreas ZEIS tiveram investimento real no meu governo, investimos no Fundo do PREZEIS, ao longo dos nossos mandatos, cerca de R$ 40 milhões (em valores atualizados), numa média de R$ 5 milhões/ano. Por outro lado, vários estudos realizados apontam que milhões de reais investidos em obras do Orçamento Participativo foram em áreas ZEIS.</em><em> E o OP foi um instrumento que revolucionou a gestão da cidade. Nenhuma outra cidade brasileira reuniu tantas pessoas para discutir o futuro da cidade.</em>

<em>O OP ganhou toda essa dimensão porque governos anteriores, assim como o atual, fecharam os canais de participação. A população não tinha como dialogar com a Prefeitura. Vamos corrigir os rumos necessários para que a participação popular passe a ter sua importância no Recife. </em>

<em>Vamos criar um espaço que aglutine todos os mecanismos de gestão da cidade já existentes, de caráter deliberativo, chamando a universidade, institutos de pesquisa, movimentos sociais, grupos se organizam a partir da internet. Esse espaço terá a missão de pensar as áreas ZEIS frente à nova realidade urbana, econômica e social do Recife. Vamos manter as áreas ZEIS e vamos trabalhar para que elas sejam ampliadas.</em>



<strong>Professora Edvânia Tôrres (</strong>Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (1989) e doutora em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1997). Pós-doutorado na Universitat Leipzig (2009). É Professora Titular da Universidade Federal de Pernambuco).

<strong>Recife é uma cidade de grandes ambiguidades e desigualdades sociais. Nesse sentido, a instância de participação em defesa dos seus direitos tem se consolidado nos conselhos municipais. A partir desse contexto, eu gostaria de saber dos candidatos qual é a perspectiva para os próximos quatro anos no que diz respeito ao cumprimento efetivo do deliberado em cada conselho municipal?</strong>

<strong>João Paulo &#8211;</strong><em>Os Conselhos Municipais da futura gestão agregarão os movimentos sociais e, a ideia é formatar o que seja realmente representativo da sociedade. Queremos que eles tenham caráter deliberativo e não apenas consultivo. Os Conselhos terão importante papel no debate sobre a revisão do Plano Diretor do Recife, em 2018 e demais fóruns de participação popular.</em>





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		<title>João Paulo alega proximidade com discursos de Daniel e Priscila, mas omite críticas dos dois ao PT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2016 16:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aliança DEM PSDB PSB]]></category>
		<category><![CDATA[apoio a Geraldo Julio]]></category>
		<category><![CDATA[discurso Daniel Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[discurso Priscila Krause]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Se pegar a votação de Geraldo e a minha, por eu ter ficado mais no campo de esquerda, é uma votação maior do que a de Priscila e de Daniel. Só que a minha votação junto com a de Daniel e a de Priscila, não foi uma disputa ideológica, foi uma disputa contra o governo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2629 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg" alt="naoebemassimSite" width="168" height="200"></a>“<span style="font-weight: bold;">Se pegar a votação de Geraldo e a minha, por eu ter ficado mais no campo de esquerda, é uma votação maior do que a de Priscila e de Daniel. Só que a minha votação junto com a de Daniel e a de Priscila, não foi uma disputa ideológica, foi uma disputa contra o governo de Geraldo, que é péssimo. Com essa reflexão, eu acredito que vamos ganhar a eleição”. João Paulo, edição de domingo do Jornal do Commercio.</span></p>
<p style="color: #111111;">Numa eleição em segundo turno, atrair a atenção e o voto dos eleitores dos candidatos que ficaram para trás na primeira etapa da disputa pode fazer a diferença na contagem final das urnas, especialmente quando se está em desvantagem nas pesquisas iniciais de intenção de voto.</p>
<p style="color: #111111;">O petista João Paulo sabe disso e tem tentado conquistar a simpatia do eleitorado de Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krause (DEM) com o discurso de que, acima das questões partidárias, o que une as três candidaturas é a oposição ao prefeito Geraldo Julio (PSB). Para vingar, a estratégia exige um processo de desideologização da campanha.</p>
<p style="color: #111111;">O<span style="font-weight: bold;">Truco Eleições 2016</span>– projeto de<em>fact-checking</em>da Agência Pública em parceira com a Marco Zero Conteúdo – analisou os discursos formulados por Daniel e Priscila no primeiro turno das eleições municipais para checar a veracidade da declaração de João Paulo e concluiu que o candidato petista tem distorcido e omitido aspectos centrais dos posicionamentos políticos recentes de seus adversários. Por isso ele recebe a carta “Não é bem assim”.</p>
<p style="color: #111111;">Se é verdade que Daniel e Priscila focaram suas campanhas em duras críticas à gestão de Geraldo Julio (condizentes com a postura oposicionista dele na Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados e dela na Câmara de Vereadores e na Assembléia), é também verdade que os dois associaram a atual administração do PSB aos 12 anos do PT no poder, lembrando que os dois partidos passaram a maior parte do tempo unidos no mesmo projeto político à frente da Prefeitura do Recife.</p>
<p style="color: #111111;">Daniel atacou recorrentemente o que chamou de “política mofada”. Aquela, segundo o tucano, praticada durante 16 anos por PT e PSB na administração municipal.</p>
<p style="color: #111111;">Em vídeo postado no Facebook oficial de Daniel, no dia 12 de setembro, o candidato era taxativo: “Há 16 anos eles se juntam (PT e PSB) e se separam, e dividem a Prefeitura para ficar no poder. João Paulo governou com o apoio do PSB e juntos entregaram a cidade a João da Costa (PT). Eles estão brigando agora, mas o atual vice de Geraldo (Luciano Siqueira, do PCdoB) foi vice nos oito anos de João Paulo. É a velha política mofada dos acordos para ganhar a eleição. Se você olhar a cidade depois desses 16 anos, fica fácil perceber que quem está apanhando nesta briga é o povo. O que o recifense precisa entender é que não somos obrigados a escolher nenhum deles. A gente não precisa continuar do jeito que está com o PSB, nem voltar para trás com o PT, que teve o apoio de um presidente que não está mais no poder.”</p>
<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-Daniel-Coelho-4.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3208" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-Daniel-Coelho-4.png" alt="facebook-daniel-coelho-4" width="624" height="682"></a></p>
No dia 14 de setembro, Daniel voltou a criticar psebistas e petistas. “Há 16 anos que o Recife é administrado pelos mesmos grupos. O vice de um era o vice do outro, o que era secretário de um, hoje é vice do segundo (Silvio Costa Filho, PRB, é o candidato a vice-prefeito de João Paulo e foi secretário estadual de Turismo no governo Eduardo Campos, PSB). A briga dos dois é para ver quem foi pior. O Recife quer solução. E a solução a gente vai construir com novas ideias, com novas propostas. Vamos acabar com as panelinhas. Ninguém muda mantendo as mesmas pessoas”.

Priscila seguiu a mesma linha em sua campanha. Em vídeo postado no dia 25 de setembro, ela apontava a relação de proximidade entre PT e PSB. “O Recife está há 16 anos nas mãos do mesmo grupo: João Paulo que passou para João da Costa, que governou com um vice do PSB (Milton Coelho), que elegeu Geraldo, que tem um vice que foi de João Paulo. O fato é que a cidade evoluiu menos do que podia. A gente precisa ter coragem para encarar os desafios e fazer diferente. Dê uma chance ao compromisso, à seriedade e à coerência”.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-Priscila-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3209" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-Priscila-1.png" alt="facebook-priscila-1" width="689" height="721"></a>
<p style="color: #111111;">Terminado o primeiro turno das eleições, <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/pernambuco/noticia/2016/10/03/psdb-e-dem-declaram-apoio-a-geraldo-julio--255268.php">PSDB e DEM anunciaram formalmente o apoio à candidatura do prefeito Geraldo Julio</a> na disputa do segundo turno contra João Paulo. É bom lembrar que <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1771076-psb-rompe-com-psdb-e-dem-em-pernambuco-por-disputa-de-prefeitura.shtml">os dois partidos fizeram parte do governo psebista</a>, ocupando cargos na gestão municipal até decidirem apostar nas candidaturas de Daniel Coelho e Priscila Krause, respectivamente. Fato que os dois candidatos omitiram durante seus programas eleitorais em rádio e TV e também nas suas redes sociais.</p>
<p style="color: #111111;">Embora PSDB e DEM tenham construído uma proximidade recente com o PSB a partir do rompimento do ex-governador Eduardo Campos com o PT (os três apoiaram o impeachment da ex-presidenta Dilma e participaram da gestão estadual do socialista Paulo Câmara), a verdade é que Daniel e Priscila sempre tiveram uma postura oposicionista ao PSB e ao PT na capital e no estado.</p>
<p style="color: #111111;">Tão logo PSDB e DEM anunciaram o apoio a Geraldo, neste segundo turno, Daniel e Priscila informaram aos seus eleitores que não subiriam no palanque de nenhum dos dois candidatos na disputa recifense do segundo turno, reiterando as críticas que fizeram na campanha, inclusive ao PT, bem longe portanto da disputa “não ideológica” que João Paulo agora tenta sugerir ao eleitorado.</p>
<p style="color: #111111;">Em nota, após o primeiro turno, <a href="http://g1.globo.com/pernambuco/eleicoes/2016/noticia/2016/10/daniel-coelho-diz-que-nao-apoiara-nenhum-dos-candidatos-no-recife.html">Daniel voltou a criticar psebistas e petistas</a>, mas deixou seus eleitores à vontade para escolher o candidato no segundo turno: “Fizemos ao longo desta campanha duras críticas aos projetos do PSB e do PT, que muito se parecem. Entendemos que o inchaço do Estado com a ocupação de cargos comissionados e secretarias, que hoje traz graves consequências para a cidade, é uma ação conjunta dos 16 anos desses dois partidos no poder e essa mensagem foi muito bem compreendida pelas pessoas” .</p>
<p style="color: #111111;">Priscila Krause admitiu a proximidade política entre DEM e PSB no cenário nacional, mas <a href="http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/10/03/priscila-krause-nao-vai-subir-no-palanque-de-geraldo-julio/">decidiu não participar do palanque de Geraldo, apesar do apoio formal dos demistas</a>: “Ficou decidido por uma questão de coerência ao posicionamento nacional do partido em todo esse processo que aconteceu (impeachment de Dilma com apoio do DEM e PSB). Até por exclusão, inclusive, nós vamos dar essa orientação de apoio ao PSB, agora, acreditando que o eleitor é absolutamente livre. Mas o partido é uma instituição que precisa ter posicionamento”.</p>
<p style="color: #111111;">Em <a href="http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/10/03/apos-apoio-a-geraldo-pt-diz-que-psdb-e-dem-tem-aversao-as-causas-do-povo/">nota oficial</a>, depois do apoio tucano e demista ao PSB no segundo turno, o PT chamou de contradição essa nova aliança, considerando o fato de os candidatos dos dois partidos “terem feito severas críticas à atual gestão do Recife”, já numa sinalização clara de que os petistas querem o apoio dos eleitores de Daniel e Priscila. O que a nota omite é a postura de oposição dos dois ao PT e a João Paulo, tão severa quanto foi a posição contra Geraldo Julio. Se há a “contradição” apontada pela nota petista no apoio a Geraldo tampouco sugerir uma proximidade política entre os discursos de Daniel e Priscila com a candidatura petista parece aceitável.</p>
<p style="color: #111111;"></p><p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-paulo-alega-proximidade-com-discursos-de-daniel-e-priscila-mas-omite-criticas-dos-dois-ao-pt/">João Paulo alega proximidade com discursos de Daniel e Priscila, mas omite críticas dos dois ao PT</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>João Paulo erra. Salvador e Fortaleza recebem mais turistas do que Recife desde as gestões petistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 10:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Um investiu no turismo. O outro (Geraldo Julio) abandonou o turismo deixando Recife atrás de Salvador, Fortaleza e Natal”, texto veiculado no programa eleitoral de TV de João Paulo nos dias 10 e 11 de outubro. Comparar para conquistar. Esta parece ser a estratégia do petista João Paulo no início do segundo turno das eleições. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/blefePeq.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2684 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/blefePeq.jpg" alt="blefePeq" width="168" height="200"></a>“Um investiu no turismo. O outro (Geraldo Julio) abandonou o turismo deixando Recife atrás de Salvador, Fortaleza e Natal”, texto veiculado no programa eleitoral de TV de João Paulo nos dias 10 e 11 de outubro.</span></p>
<p style="color: #111111;">Comparar para conquistar. Esta parece ser a estratégia do petista João Paulo no início do segundo turno das eleições. Se já era de se esperar o confronto de números na saúde, educação e habitação, a surpresa ficou com o questionamento feito pelo petista para a área do turismo, sugerindo que o Recife perdeu posição em relação a outras três capitais nordestinas.</p>
<p style="color: #111111;">Questionada pelo Truco Eleições 2016 – projeto de<em>fact-checking</em>da Agência Pública em parceria com a Marco Zero Conteúdo – sobre a que dados específicos a campanha de João Paulo se referia, a assessoria do candidato sugeriu que as informações seriam do Convention &amp; Visitors Bureau e tratariam do número de desembarques registrados pela Infraero, mas ficou de confirmar. Não houve retorno.</p>
<p style="color: #111111;">Os dados anualizados da série histórica de desembarques aéreos contabilizados pela Infraero, e publicados nos anuários estatísticos do órgão, não batem com a afirmativa da campanha de João Paulo. Entre 2010 e 2015, o aeroporto de Salvador sempre esteve à frente do de Recife no número de desembarques nacionais e internacionais. Do mesmo modo, no mesmo período, o de Fortaleza ocupou posições abaixo do de Recife no ranking de 67 aeroportos divulgados pela Infraero.</p>
<p style="color: #111111;">No último levantamento, divulgado em 2015, Salvador estava na terceira posição do ranking nacional, com 8,7 milhões de desembarques de passageiros domésticos e 346 mil internacionais, perdendo para São Paulo e Rio de Janeiro. Recife ocupava a sexta colocação, somando 6,4 milhões de desembarques domésticos e 271 mil internacionais com Fortaleza logo atrás, na sétima posição (6,1 milhões passageiros do Brasil e 237 mil estrangeiros).</p>
<p style="color: #111111;">O Truco entrou em contato com o Ministério do Turismo. Fomos informados de que a pesquisa por amostragem mais recente de Demanda Turística Doméstica realizada para o Governo Federal pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) é de 2012, último ano da gestão petista de João da Costa. Nela o Recife é apontado como o sexto destino turístico brasileiro, atrás de Salvador e Fortaleza, em terceiro e quarto lugares, e a frente de Natal, em sétimo. Em 2007, penúltimo ano da gestão João Paulo, o Recife ocupava a décima terceira posição no mesmo ranking, superado por Salvador (quinto) e Fortaleza (nono). Natal era o décimo nono destino preferido dos turistas brasileiros.</p>
<p style="color: #111111;">O que estes números mostram é que historicamente Recife atrai menos turistas do que Salvador e Fortaleza e, portanto, este não é um fenômeno novo, vinculado à gestão Geraldo Julio. Ao contrário, os números recentes mostram um fortalecimento do turismo na capital pernambucana e o avanço da cidade no ranking nacional, acompanhando a melhoria de desempenho das outras capitais nordestinas citadas pelo candidato petista.</p>
<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Índice-Competitividade1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3168 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Índice-Competitividade1.png" alt="indice-competitividade" width="479" height="342"></a></p>
A avaliação de que o Recife está ficando para trás no quesito turismo também não se sustenta quando analisamos os dados do Índice de Competitividade do Turismo Nacional 2015. Produzido pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, o ranking das cidades com o turismo mais competitivo no Brasil leva em consideração 13 variáveis entre infraestrutura, serviços, economia local, promoção, atrativos turísticos e aspectos sociais, ambientais e culturais. Foram avaliados 65 destinos. Recife subiu uma posição em relação ao último levantamento ocupando agora a sexta colocação no índice geral, com 77,2 pontos. A melhor colocação entre as cidades nordestinas.

Nos rankings setorizados, Recife se destacou no item “aspectos culturais”, obtendo a terceira melhor média nacional (88,6), perdendo apenas para Salvador (91,8) e Rio de Janeiro (90,5). Em “serviços e equipamentos turísticos” e “atrativos turísticos” ficou com a quinta melhor nota nacional, respectivamente 83,2 e 79,1, a frente de Salvador, Fortaleza e Natal. Outros bons desempenhos foram registrados nos quesitos “capacidade empresarial” e “acesso” computando o sexto lugar com médias 93,2 e 83,4 e “marketing e promoção” com a média 70,6 e a oitava posição. Dos 13 itens avaliados, Recife aparece entre os dez melhores em seis deles, Salvador em quatro, Fortaleza em três e Natal em apenas dois.
<p style="color: #111111;"></p><p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-paulo-erra-salvador-e-fortaleza-recebem-mais-turistas-do-que-recife-desde-as-gestoes-petistas/">João Paulo erra. Salvador e Fortaleza recebem mais turistas do que Recife desde as gestões petistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Geraldo Julio e João Paulo têm muitas explicações a dar ao eleitor recifense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 16:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[programa de governo]]></category>
		<category><![CDATA[propostas e promessas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Toda vez que o eleitor prorroga uma eleição para o segundo turno ele está mandando um recado para os candidatos: não formou convicções e deseja mais provas de que os postulantes serão capazes de cumprir seus compromissos. O prefeito e candidato a reeleição Geraldo Julio (PSB) e o ex-prefeito João Paulo (PT) têm muitas explicações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Toda vez que o eleitor prorroga uma eleição para o segundo turno ele está mandando um recado para os candidatos: não formou convicções e deseja mais provas de que os postulantes serão capazes de cumprir seus compromissos. O prefeito e candidato a reeleição Geraldo Julio (PSB) e o ex-prefeito João Paulo (PT) têm muitas explicações a dar para os recifenses.

Primeiramente, <a href="http://marcozero.org/a-quem-interessa-uma-campanha-sem-debate/">esta foi uma eleição até aqui marcada pela falta de debate</a>. E os dois candidatos têm muita responsabilidade por isso. Geraldo não aceitou os convites feitos por entidades da sociedade civil para os confrontos. João Paulo se ancorou na postura do prefeito para não se expor e condicionou sua ida à participação de Geraldo. Resultado: nada de debate.

As TVs e rádios locais também fizeram a sua parte. Surpreendentemente, ou não, trocaram a tradição de realizar encontros cara a cara entre os candidatos por entrevistas separadas. Muito conveniente para os líderes das intenções de votos. Espera-se, agora, no segundo turno, postura diferente das empresas de comunicação pernambucanas e dos concorrentes.

Como tem se tornado de praxe nas disputas eleitorais municipais, os programas eleitorais dos candidatos deram centralidade a obras realizadas, ou não realizadas, e novas obras prometidas. Discutiu-se pouco, ou nada, as concepções de cidade que estão ocultas no jogo eleitoral. Temas como a segregação social, as relações poder público/capital privado e a ocupação do espaço urbano ficaram onde os políticos preferem colocá-los, longe do olhar crítico e questionador do eleitor.

Neste sentido, não surpreende que assuntos que mobilizaram setores representativos da sociedade nos últimos anos tenham passado ao largo do debate no primeiro turno: o projeto Novo Recife, no Cais José Estelita, para citar um tema eminentemente local (mas que se repete em cidades do mundo todo) e a gravíssima crise política que colocou em lados diametralmente opostos o PSB e o PT no cenário nacional.

Mesmo nos temas mobilizados e “controlados” pelos próprios candidatos há muito o que explicar. Durante 45 dias, a Marco Zero Conteúdo participou do projeto Truco Eleições 2016, da Agência Pública, <a href="http://marcozero.org/category/truco/">acompanhou e checou as declarações de Geraldo Julio e de João Paulo</a>, além dos outros seis postulantes ao mandato de prefeito, e constatou que há muitas fragilidades e meias verdades nos discursos dos candidatos que agora se enfrentarão no segundo turno. Veja algumas delas aqui:

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Novo-Recife.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3096" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Novo-Recife.png" alt="novo-recife" width="618" height="261"></a>

<strong>Projeto Novo Recife</strong>

Para o prefeito Geraldo Julio o assunto está encerrado, o novo desenho do projeto atende as expectativas e demandas da sociedade civil e deve sair do papel nos próximos anos. João Paulo divulgou texto no facebook se eximindo da responsabilidade pela venda do terreno para o consórcio Novo Recife quando era prefeito e agora fala até na possibilidade de desapropriar a área. Discurso eleitoral ou verdade? Precisa ser mais claro sobre até que ponto está disposto a ir para atender os reclamos da sociedade civil organizada.

<strong></strong><strong>Violência</strong>

O <a href="http://marcozero.org/priscila-acerta-ao-divulgar-aumento-de-32-nos-homicidios-no-recife-em-tres-anos/">número de homicídios cresceu 32% </a>nos últimos três anos no Recife. A oposição explorou o aumento da violência, mas o candidato socialista pouco falou sobre o tema. Como não houve debate, pôde tirar o assunto da sua pauta. Mas no programa de governo de 2012 disse que ia enfrentar pessoalmente o problema da segurança implantando o Pacto pela Vida na cidade. A estratégia, notadamente, não vem dando certo. O prefeito precisa explicar claramente que mudanças pretende implementar nessa área para reduzir os crimes.

<strong>Habitação</strong>

Geraldo Julio reagiu à <a href="http://marcozero.org/ta-certo-daniel-prefeitura-gastou-mais-com-gabinete-do-prefeito-do-que-com-secretaria-de-habitacao-em-2015/">acusação de Daniel Coelho (PSDB)</a> de que ele gastou mais no seu gabinete de prefeito do que com a Secretaria de Habitação em 2015. Atacou o tucano dizendo que o parlamentar custa anualmente o dobro para o contribuinte (<a href="http://marcozero.org/no-duelo-entre-geraldo-e-daniel-sobrou-blefe-para-os-dois-lados/">o que não é verdade</a>). Mas não explicou por que os investimentos em habitação estão tão reduzidos, nem se comprometeu com metas para os próximos quatro anos. João Paulo se vangloriou de ter realizado o maior programa habitacional do Recife (<a href="http://marcozero.org/dados-sao-insuficientes-para-joao-paulo-afirmar-que-fez-maior-programa-habitacional/">o que é questionável</a>), mas, assim como seu adversário, não avançou sobre a política de redução do déficit de moradia.

<strong>Saúde e Hospital do Idoso</strong>

João Paulo tem acusado Geraldo Julio de dar pouca atenção para a saúde básica da população, tendo reduzido o Programa de Saúde da Família. O carro-chefe do prefeito é o Hospital da Mulher, promessa cumprida da campanha de 2012. O que tem sido pouco discutido é o modelo de saúde que a cidade precisa. A mortalidade infantil tem caído a um ritmo mais lento nos últimos anos e a mortalidade materna tem alternado entre quedas e subidas nos últimos 16 anos. Enquanto isso, o prefeito promete construir um novo grande hospital no Recife: o do Idoso. Mas sem dizer onde ele vai ser erguido, com quais recursos e quais suas metas de atendimento. O <a href="http://marcozero.org/truco-para-geraldo-qual-o-local-os-recursos-e-o-prazo-para-construir-o-hospital-do-idoso/">Truco Eleições 2016 questionou tudo isso</a> à assessoria do candidato, mas não recebeu nenhum esclarecimento.

<strong><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ciclorota1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3098" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ciclorota1.png" alt="ciclorota" width="683" height="362"></a></strong>

<strong>Cliclovias, ciclofaixas e ciclorotas</strong>

As ciclovias praticamente não foram abordadas pelo candidato petista. Quando falou, foi para dizer que ele começou o processo de implantação deste modal no Recife. No segundo-turno, João Paulo precisa esclarecer ao eleitor a importância que dá para o tema e o quanto pretende avançar na implantação das ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas. Geraldo Julio, ao contrário de João Paulo, explorou o assunto em seus programas de rádio e TV e em suas redes sociais. Destacou a construção de 17,7 quilômetros de estrutura cicloviária em sete rotas, mas <a href="http://marcozero.org/estrutura-cicloviaria-anunciada-por-geraldo-julio-nao-chega-a-30-do-prometido/">omitiu que isso representa bem menos do que os 76 quilômetros</a> a que se comprometera no programa de governo de 2012.

<strong></strong><strong>Investimento e custeio da máquina</strong>

Sempre que abordou a crise econômica, Geraldo Julio associou-a à impossibilidade de cumprir todos os compromisso assumidos em 2012. Quando falou da gestão financeira da Prefeitura, fez uma outra abordagem, insistindo que dobrou a capacidade de investimento e barateou o custeio. Se o quadro desenhado pelo gestor é verdade para o biênio 2013/2014, ele não se mantém para os anos 2015 e 2016. Os <a href="http://marcozero.org/geraldo-fala-em-reducao-do-custeio-e-aumento-de-investimento-mas-dados-mostram-o-contrario/">investimentos estão em queda</a> e o comprometimento da receita com o pagamento de pessoal e encargos em alta. Um cenário complexo para a futura administração. Os eleitores precisam ser informados sem subterfúgios estatísticos sobre a questão e saber dos dois candidatos como vão trabalhar para equilibrar o orçamento e a gestão financeira da PCR.

<strong></strong><strong>Ensino Fundamental</strong>

As notas e o posicionamento do Recife no ranking do Ideb foram <a href="http://marcozero.org/candidatos-omitem-distorcem-e-tiram-de-contexto-dados-do-ideb-durante-debate-da-globo/">distorcidos, exagerados e tirados do contexto</a> ao sabor dos interesses dos candidatos no primeiro turno. No cômputo geral, Recife alterou pouco sua posição no ranking das capitais e vem subindo gradualmente as notas dos seus alunos do 5<sup>o</sup> e 9<sup>o</sup> anos. Enquanto João Paulo destaca seus programas de fardamento e merenda escolar e Geraldo Julio dá visibilidade à Robótica nas escolas, pouco se discute o modelo educacional para a cidade que dê conta de responder como Teresina com apenas 11% a menos de alunos na rede municipal e metade do orçamento consegue um desempenho muito superior ao do Recife no Ideb do ensino fundamental.

<strong>Creches</strong>

O déficit de creches foi tema recorrente no primeiro turno. Alguns candidatos defenderam a compra de vagas em instituições privadas para atacar o problema. Medida criticada por especialistas. João Paulo investiu na denúncia de fechamento de unidades na gestão Geraldo Julio. O prefeito prometeu abrir mais 1.500 vagas sem explicar, no entanto, o não cumprimento do compromisso de construir 42 creches-escolas feito em 2012. Apenas dez foram entregues até o momento. O <a href="http://marcozero.org/truco-para-geraldo-por-que-nao-cumpriu-a-promessa-de-construir-42-cmeis-e-quantos-propoe-entre-2017-e-2020/">Truco Eleições 2016 questionou o prefeito sobre o assunto</a>, mas não obteve resposta.

<strong>Uber x Táxi</strong>

Geraldo Julio se comprometeu com os taxistas a aumentar a fiscalização contra o transporte remunerado de passageiros não licenciados, entenda-se Uber, no Recife. João Paulo defende a regulamentação. Para Geraldo essa é uma atribuição do Congresso Nacional. Para o petista, só ele tem condições de negociar uma saída pacífica entre motoristas de Uber e taxistas. Mas, convenhamos, isso é pouco para o eleitor neste momento. <a href="http://marcozero.org/joao-paulo-se-diz-o-mais-preparado-para-dialogo-com-taxistas-e-uber-mas-nao-detalha-proposta/">Questionado pelo Truco Eleições 2016</a>, o candidato foi evasivo sobre os parâmetros da negociação que pretende coordenar. Sequer comentou os pilares da regulamentação implantada pelo seu correligionário Fernando Haddad em São Paulo.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Conde-da-Boa-Vista.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3099" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Conde-da-Boa-Vista.png" alt="conde-da-boa-vista" width="638" height="371"></a>

<strong>Conde da Boa Vista</strong>

Artéria principal do fluxo de veículos e transporte público no Recife, a Conde da Boa Vista tornou-se um dos alvos eleitos por Geraldo para criticar o modo de gestão de João Paulo. Geraldo tem se compromissado a reduzir o tempo de circulação do transporte público na avenida e dar mais espaço para os pedestres, enquanto João Paulo rebate o prefeito dizendo que ele e o seu partido participaram da elaboração da reforma da Boa Vista na gestão petista. Falta ao candidato do PT avançar nas mudanças que ele próprio pretende fazer na Conde da Boa Vista ou então defender claramente o modelo que implementou para o Centro.

<strong></strong><strong>Impeachment e cenário nacional</strong>

Os analistas costumam dizer que os temas nacionais têm menor importância do que os locais nas disputas municipais. E isso faz todo o sentido. Mas daí à invisibilização completa do impeachment e do novo arranjo do poder em Brasília no debate político do Recife existe uma distância grande. Se o comprometimento do estado democrático de direito e a ética são temas que os dois candidatos querem manter afastados do debate, cabe pelo menos à imprensa e à sociedade civil tirá-los dessa zona de conforto e fazê-los se posicionarem sobre os aspectos políticos mais espinhosos que depois da eleição são mascarados sob o manto da “governabilidade”.



<p>O post <a href="https://marcozero.org/geraldo-julio-e-joao-paulo-tem-muitas-explicacoes-a-dar-ao-eleitor-recifense/">Geraldo Julio e João Paulo têm muitas explicações a dar ao eleitor recifense</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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