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	<title>Arquivos eleições municipais - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Apr 2024 15:02:27 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos eleições municipais - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>A relação entre desigualdade, periferia e esgoto na metrópole do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 14:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Arnaldo Souza* O Recife é marcado por uma diversidade cultural rica e por uma história dinâmica que o caracteriza como uma das principais metrópoles do país e uma referência no Nordeste brasileiro. No entanto, por trás das suas belezas e vitalidade, reside uma realidade de desigualdade social profunda que se manifesta de maneira alarmante [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Arnaldo Souza*</strong></p>



<p>O Recife é marcado por uma diversidade cultural rica e por uma história dinâmica que o caracteriza como uma das principais metrópoles do país e uma referência no Nordeste brasileiro. No entanto, por trás das suas belezas e vitalidade, reside uma realidade de desigualdade social profunda que se manifesta de maneira alarmante nos territórios periféricos urbanos, onde a população convive há décadas com ausência ou precariedade de serviços essenciais como esgotamento sanitário.</p>



<p>Dados do Painel Saneamento Brasil, do Instituto Trata Brasil, destacam que a Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentava, segundo estimativas para o ano de 2021, quase metade de sua população (45,2%) sem coleta de esgoto, o que supera a média nacional de 44,2%. O Recife, que abrange apenas cerca de 8% do território metropolitano, concentrava 34,7% dos residentes da RMR sem acesso aos serviços de coleta de esgoto. No âmbito do próprio município, esse percentual corresponde a mais da metade (55%) da população residente.</p>



<p>Confirmando essa perspectiva, dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir do Censo Demográfico de 2022, demonstram que aproximadamente um quarto das moradias no Recife não contam com descarte adequado do esgoto doméstico.</p>



<p>Associado a isso, com base no Índice de Gini, a RMR se destaca como a segunda mais desigual do país e também apresenta a menor renda média per capita entre os 40% mais pobres das metrópoles do Nordeste. Essa disparidade se reflete em diferentes problemas urbanos, incluindo o acesso a serviços essenciais, como o saneamento básico.</p>



<p>Dados esses aspectos, no contexto urbano do Recife, ressalta-se um histórico marcado pela carência significativa de infraestruturas de esgoto e um padrão de distribuição das infraestruturas existentes ligado a uma profunda desigualdade socioespacial. Ao longo de décadas de gestão predominantemente pública, localidades relativamente privilegiadas, frequentemente, concentraram maiores investimentos, enquanto áreas menos favorecidas foram sistematicamente negligenciadas.</p>



<p>O favorecimento dessas regiões privilegiadas, em detrimento das áreas mais carentes, ilustra vividamente uma lógica de manutenção da desigualdade perpetuada através das políticas urbanas. Mesmo a proximidade geográfica de áreas pobres a redutos de riqueza, casos comuns no Recife, não se traduz em benefícios iguais entre essas áreas. Ao contrário, a desigualdade é acentuada, fortalecendo a constatação de que a distribuição desigual de recursos e serviços urbanos está diretamente ligada à estrutura social.</p>



<p>Nas periferias do Recife, é comum encontrar ruas estreitas e sinuosas, onde o esgoto flui livremente a céu aberto, sem qualquer tipo de tratamento. Esse cenário insalubre é um lembrete diário da disparidade de condições de vida entre os bairros mais ricos e os mais pobres da cidade. Enquanto em algumas áreas o esgoto é devidamente coletado e tratado, nas comunidades periféricas, o acesso a esse serviço básico é um benefício inalcançável para muitos.</p>



<p>À medida que os bairros mais ricos recebem atenção prioritária das autoridades municipais e estaduais, as comunidades mais pobres são deixadas à margem, sendo levadas a buscar soluções particulares, frequentemente inadequadas, para o descarte do esgoto. Esta é uma manifestação flagrante da injustiça social que permeia nossa sociedade.</p>



<p>Para enfrentar esse problema complexo, é necessário um compromisso sério por parte das autoridades competentes, bem como da sociedade civil e do setor privado. É preciso investir em projetos de infraestrutura que levem o saneamento básico para todas as comunidades, independentemente de sua localização geográfica ou condição socioeconômica. Além disso, é fundamental implementar políticas públicas inclusivas que garantam o acesso universal aos serviços básicos como saneamento, que influencia tantas outras áreas como saúde, habitação, meio ambiente e qualidade de vida.</p>



<p>O ano das eleições municipais oferece uma oportunidade singular para abordar essa problemática e debater soluções. Como equilibrar a oferta de serviços essenciais de saneamento na metrópole do Recife? Como o Estado pode preencher as lacunas e preparar as bases necessárias para avançar significativamente na oferta dos serviços de esgoto? É dever da sociedade levantar essas questões e cobrar o comprometimento com ações concretas por parte dos seus representantes.</p>



<p><strong>*Bacharel em Gestão de Políticas Públicas, doutor em Desenvolvimento Urbano pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Pesquisador do Observatório das Metrópoles (Núcleo Recife).</strong></p>
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		<title>Uma campanha para incentivar o primeiro voto das meninas</title>
		<link>https://marcozero.org/uma-campanha-para-incentivar-o-primeiro-voto-das-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 20:26:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Mulheres do Cabo]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A campanha “Meninas, Bora Votar!”, promovida pelo Centro de Mulheres do Cabo (CMC), tem a proposta de incentivar meninas adolescentes, a partir dos 16 anos, a tirarem o título de eleitora e desenvolverem a cidadania por meio do do voto. Lançada nesta segunda-feira (15), a ação utiliza materiais de divulgação como vídeos, cards, spot de [&#8230;]</p>
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<p>A campanha “Meninas, Bora Votar!”, promovida pelo Centro de Mulheres do Cabo (CMC), tem a proposta de incentivar meninas adolescentes, a partir dos 16 anos, a tirarem o título de eleitora e desenvolverem a cidadania por meio do do voto. Lançada nesta segunda-feira (15), a ação utiliza materiais de divulgação como vídeos, cards, spot de rádio, fotos e adesivos, para trazer a conscientização sobre a importância da participação na escolha política da cidade.</p>



<p>Protagonizada pelas jovens ativistas pela Educação do Projeto do Meninas em Movimento pela Educação apoiada pelo <a href="https://malala.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundo Malala</a>, a campanha também tem o objetivo de estimular o voto em candidaturas de mulheres comprometidas no enfrentamento à evasão escolar e nas bandeiras de lutas feministas.</p>



<p>“Precisamos de mais mulheres feministas nos espaços de poder para que nossas pautas se tornem políticas públicas. Além disso, temos poucas vereadoras e prefeitas em Pernambuco”, ressalta a ativista do Fundo Malala, Cássia Souza.</p>



<p>Segundo dados do <a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Dezembro/participacao-de-jovens-de-16-e-17-anos-nas-eleicoes-cresceu-52-entre-2018-e-2022">Tribunal Superior Eleitoral (TSE)</a>, as eleições de 2022 tiveram um aumento no comparecimento médio de jovens de 16 e 17 anos, sendo 52,3% a mais do que em 2018. Esse aumento também foi refletido na participação feminina, a média de eleitoras da mesma faixa etária foi de 489 mil eleitoras, enquanto 387 mil eleitores do sexo masculino. O prazo para tirar a 1ª via do título encerra no dia 8 de maio.</p>





<p></p>
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		<title>Entenda porque João Campos deve ter poucos adversários em 2024</title>
		<link>https://marcozero.org/entenda-porque-joao-campos-deve-ter-poucos-adversarios-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2023 16:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* A pouco menos de um ano das eleições municipais de 2024, as peças se movem lentamente sobre o tabuleiro da sucessão majoritária do Recife. O prefeito João Campos (PSB) reúne condições favoráveis na busca pela reeleição, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSDB) segue para concluir seu primeiro ano de gestão tendo diante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>A pouco menos de um ano das eleições municipais de 2024, as peças se movem lentamente sobre o tabuleiro da sucessão majoritária do Recife. O prefeito João Campos (PSB) reúne condições favoráveis na busca pela reeleição, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSDB) segue para concluir seu primeiro ano de gestão tendo diante de si a perspectiva de apoiar até duas candidaturas na capital pernambucana. Já a Federação PSOL-Rede Sustentabilidade deu um passo em direção à escolha do nome da deputada estadual Dani Portela (PSOL). A chamada extrema-direita também trabalha para ter candidatura própria na cidade, com o palanque do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p>A reportagem da Marco Zero Conteúdo conversou com políticos e assessores para entender melhor o cenário da eleição no Recife, faltando pouco mais de 11 meses para o dia da eleição, marcada para 6 de outubro de 2024. A avaliação é a de que a condição de bem avaliado e favorito do prefeito desestimula o surgimento de um número maior de candidaturas. O quadro é o oposto do que ocorreu, por exemplo, na sucessão para o Governo de Pernambuco no ano passado.</p>



<p>Recentemente, João Campos avançou mais algumas casas na tarefa de aglutinar apoios políticos, ao mesmo tempo que também reduz o número de possíveis candidaturas adversárias. O prefeito contabilizou a adesão da família Coelho e do partido União Brasil, nomeando um representante do grupo para a secretaria de Turismo do Recife. O deputado Antônio Coelho, filho caçula de Fernando Bezerra Coelho, pediu licença da Assembleia Legislativa para assumir a pasta.</p>



<p>Observadores destacam que a reedição da parceria Campos-Coelho pode ter desdobramentos também na eleição estadual de 2026, quando o voto para o governo estadual e duas vagas para o Senado estarão em disputa. Para o clã dos Coelho, aproximar-se agora da família Campos abre espaço para uma rearrumação no xadrez da política pernambucana, afastando-se do nome e da imagem do ex-presidente Bolsonaro, de quem o ex-senador Fernando Bezerra foi líder do governo no Senado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Raquel e a estratégia de dois palanques</strong>  </h2>



<p>Do Palácio do Campo das Princesas, sede da gestão estadual, a orientação é a de não comentar publicamente sobre as eleições de 2024. O que não significa dizer que a disputa no Recife esteja fora do raio de interesse do núcleo político do governo. Do time de Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause e o secretário de Turismo, Daniel Coelho, ambos do Cidadania, estão hoje na condição de prefeituráveis.&nbsp;</p>



<p>Analistas destacam que a engenharia para fazer de Priscilla concorrente direta de João Campos à prefeitura é mais complexa e arriscada, mesmo diante da consolidação do nome da vice-governadora na capital. Uma derrota de Priscila seria vista mais diretamente como uma derrota de Raquel, faltando dois anos para a busca pela renovação do mandato. Por isso, o nome de Daniel Coelho ganha força.</p>



<p>O secretário de Turismo de Pernambuco exerceu mandatos parlamentares e também já disputou a Prefeitura do Recife em duas ocasiões (2012 e 2016). Apesar de não ter conseguido renovar o mandato na Câmara do Deputados no ano passado, obteve votação expressiva (110 mil votos) e é visto como um nome posicionado ao centro do espectro ideológico.</p>



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	                                        <p class="m-0">Daniel Coelho pode ser o candidato da governadora com perfil de direita. Crédito: Divulgação</p>
	                
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<p>Daniel estaria hoje na condição de prefeiturável “oficial” de Raquel, que também teria interesse num candidato “oficioso”, localizado mais à esquerda. O objetivo é levar a disputa na capital pernambucana para o 2º turno e evitar que João Campos repita o feito de outro João, o do PT. Em 2004, o então prefeito João Paulo foi reeleito no primeiro turno, com 56% dos votos válidos e vitória em todas as zonas eleitorais da cidade.&nbsp;</p>



<p>É neste cenário que Túlio se encaixa. Mas, ressaltam governistas, antes é preciso que ele encare o desafio de trocar de partido pela segunda vez., pois como se verá abaixo, já não existe a perspectiva de seu nome ser escolhido pela federação partidária PSOL-Rede. O deputado começou na política no PDT. Em 2021, migrou para a Rede. De acordo com a legislação, o prazo para a mudança de partido para quem será candidato em 2024 é seis meses antes do pleito (até 6 de abril).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PSOL conclui congresso e define quem manda</strong>  </h3>



<p>O Partido Socialismo e Liberdade encerrou as etapas estadual e nacional do seu 8º Congresso, delineando assim o tamanho de cada agrupamento político. Em Pernambuco, a Revolução Solidária formou maioria, garantindo a recondução ao cargo do atual presidente da legenda, Tiago Paraíba. A sigla ainda falta realizar o congresso na instância municipal, mas a tendência é a de que seja reproduzida a mesma correlação de forças internas.</p>



<p>O resultado do congresso do PSOL também gera desdobramentos para a eleição de 2024 no Recife. Ficaram reduzidas as chances do vereador do Recife Ivan Moraes ou do advogado João Arnaldo encabeçarem uma candidatura majoritária pelo partido. Ivan já comunicou publicamente que vai honrar o compromisso assumido na eleição de 2016 de só exercer dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal. Por isso, segue na política, mas não será candidato à reeleição.</p>



<p>Como o PSOL é majoritário na federação partidária que formou com a Rede Sustentabilidade, cabe à legenda a definição de quem será o nome escolhido para a disputa para a Prefeitura do Recife. Com a maioria formada pela Revolução Solidária, está descartada a possibilidade do deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) ser o candidato a prefeito da federação.</p>



<p>“O nosso partido é de esquerda e vai apresentar à população um projeto de esquerda. Vamos debater propostas para as necessidades do Recife, com foco na população negra e de territórios periféricos, em especial as mulheres”, define Tiago Paraíba, que integra o mesmo grupo de Dani Portela.&nbsp;</p>



<p>Desde o ano passado, o PSOL e o deputado da Rede convivem numa dinâmica de atritos e divergências. Psolistas reprovaram a decisão de Túlio de apoiar Raquel Lyra no segundo turno, contrariando a decisão da federação. De lá para cá, a relação se desgastou ainda mais.&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Túlio crítica João e elogia Raquel</strong></h3>



<p>Em resposta aos questionamentos da reportagem, Túlio destaca que o importante é estruturar uma alternativa aos 12 anos de gestão do PSB no Recife. “Percebo um esforço do prefeito em mostrar obras, com investimentos expressivos em publicidade. O que temos que discutir é que questões centrais continuam sem resposta. Infelizmente, Recife é a capital da desigualdade social e das palafitas, com um grande déficit habitacional”, avalia.</p>



<p>“Quanto à governadora, tenho visto o trabalho dela de organizar a casa. Ela tem se aproximado do presidente Lula. Não é uma tarefa fácil assumir o governo depois de 16 anos de PSB, mas estou otimista”, conclui.</p>



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	                                        <p class="m-0">Para ser o candidato de Raquel, Túlio Gadelha precisa deixar a Rede. Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>PL de Bolsonaro no páreo do Recife</strong>&nbsp;&nbsp;</h3>



<p>Pela extrema-direita, o partido do ex-presidente pretende montar palanque próprio. O nome  do candidato, porém, vai depender do desenrolar da disputa interna que a legenda vive. De um lado, a família do ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira. Do outro, o ex-integrante do governo Bolsonaro Gilson Machado, que se tornou conhecido por tocar sanfona nas lives do ex-presidente quando era presidente da Embratur. No ano passado, Gilson concorreu ao Senado. Ficou na segunda posição com quase 30% dos votos válidos.</p>



<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Dani ou Túlio? Federação PSOL-Rede vive disputa interna com foco na eleição de 2024 no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/dani-ou-tulio-federacao-psol-rede-vive-disputa-interna-com-foco-na-eleicao-de-2024-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2023 20:53:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[8º Congresso do PSOL]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* A deputada estadual Dani Portela (PSOL) ou o deputado federal Túlio Gadelha (Rede), qual das duas figuras públicas emprestará nome, rosto e número à candidatura da Federação PSOL-Rede Sustentabilidade à prefeitura do Recife em 2024? A resposta a esta pergunta passa por um evento que vai acontecer daqui a cinco meses, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) ou o deputado federal Túlio Gadelha (Rede), qual das duas figuras públicas emprestará nome, rosto e número à candidatura da Federação PSOL-Rede Sustentabilidade à prefeitura do Recife em 2024? A resposta a esta pergunta passa por um evento que vai acontecer daqui a cinco meses, mas cujos preparativos está sendo disputado com intensidade nos bastidores pelos agrupamentos internos de uma das legendas: o <a href="https://psol50.com.br/congresso2023/">8º congresso do Partido Socialismo e Liberdade</a>, cuja realização já está na fase preliminar.</p>



<p>Diferentemente de uma coligação partidária, que tem efeitos apenas no período eleitoral, a federação acontece entre siglas com alguma afinidade programática e é mais duradoura, mantendo-as unidas por quatro anos, no mínimo. Na Federação PSOL-Rede, que completou o primeiro ano de existência neste mês de maio, o partido cujo símbolo é um sol tem maioria em Pernambuco. Portanto, o grupo que ganhar a disputa do congresso estadual psolista, marcado para outubro próximo, terá também prevalência na decisão sobre candidatura majoritária própria &#8211; hoje consenso nas duas legendas &#8211; e de quem será o nome da federação.</p>



<p>No PSOL, há duas forças conhecidas como Revolução Solidária e Primavera Socialista. Elas atuam juntas nacionalmente, formando um bloco chamado PSOL Popular, liderado por Guilherme Boulos, deputado federal por São Paulo, e Juliano Medeiros, presidente nacional da sigla. Em Pernambuco, porém, elas medem forças e vão disputar internamente para saber qual grupo foi capaz de filiar mais pessoas ao partido.</p>



<p>Cada filiado(a) tem direito a um voto no congresso estadual, desde que esteja presente fisicamente à plenária da sua região. É o total de votos de cada grupo que define quem terá a maioria na executiva estadual, instância decisória. Movimento Esquerda Socialista (MES), LSR (Liberdade, Socialismo e Revolução) e Semente, do vereador do Recife Ivan Moraes, são outras tendências do PSOL que se organizam e apresentam tese no Congresso estadual da legenda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PSOL à esquerda, PT com PSB</strong></h2>



<p>O presidente estadual da sigla, Tiago Paraíba, avalia que o Partido dos Trabalhadores apoiará a candidatura à reeleição do prefeito João Campos (PSB), o que abre espaço para um nome do PSOL no campo das esquerdas. Um cenário parecido com o de 2018, quando o PT apoiou a reeleição do governador Paulo Câmara (à época no PSB) e Dani Portela estreou nas urnas com quase 200 mil votos no Estado e cerca de 10% dos válidos no Recife. Dois anos depois, Dani foi eleita vereadora do Recife como a mais votada da cidade. Ela é hoje a maior figura pública da Revolução Solidária em Pernambuco, deputada estadual e líder da bancada de oposição ao governo Raquel Lyra (PSDB).</p>



<p>“Não vivemos o fantasma do bolsonarismo no Recife a ponto de justificar um apoio ao PSB logo no primeiro turno. Apresentaremos uma candidatura própria com condições de fazer o debate das necessidades da população da cidade e mostrar o PSOL como uma opção de esquerda”, comenta o dirigente partidário, também integrante da Revolução Solidária. Ele foi indicado presidente em setembro de 2021 por transitar bem entre as segmentações da tendência.</p>



<p>Na eleição municipal de 2020, o PSOL se coligou com o PT, indicando o nome do advogado João Arnaldo para a vice na chapa com Marília Arraes. Foi a primeira vez que a legenda não teve candidatura própria na capital. Dois anos depois, o PSOL lançou o mesmo João Arnaldo como candidato a governador. O resultado foi aquém do esperado, com o psolista em sétimo entre dez candidaturas, atrás de Jones Manoel (PCB), que, por conta da legislação eleitoral, concorreu sem estrutura de campanha, de fora dos debates de TV e da mídia convencional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Frustração eleitoral abala relações</strong></h3>



<p>O péssimo resultado do PSOL nas urnas em 2022 em Pernambuco, com o partido sem conseguir ampliar a presença na Assembleia Legislativa, gerou fissuras, distanciamento e um certo clima de desconfiança entre lideranças e dirigentes dos dois partidos federados. O clima piorou depois que Túlio gravou um vídeo ao lado da então candidata a governadora Raquel Lyra (PSDB) para anunciar quem apoiaria no segundo turno, enquanto a federação partidária decidiu pela indicação do voto em Marília Arraes (Solidariedade).</p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Instagram Túlio Gadelha</p>
	                
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<p>Em reserva, setores do partido especulam uma aproximação de João Arnaldo, principal referência da tendência Primavera Socialista, com Túlio Gadelha, que controla a Rede no estado e teria todo interesse em fortalecer Arnaldo na mobilização para a disputa do congresso do PSOL. Há o receio de que um apoio direto de Túlio à Primavera Socialista de bastidores possa ajudá-lo a conseguir a maioria e, portanto, o controle do partido.</p>



<p>João Arnaldo destaca a “maturidade política” da sua corrente, que defendeu o apoio já no primeiro turno à candidatura de Lula a presidente. E acrescenta outros nomes do PSOL à lista de possíveis candidaturas à prefeitura do Recife. “Temos muito bons nomes. Túlio aparece bem nas pesquisas, Dani faz um importante trabalho na Assembleia, mas temos também Ivan Moraes e Robyonce Lima”, cita ele.</p>



<p>Rob, como Robeyonce também é chamada, teve uma votação histórica para deputada federal em 2022, com 80.732 sufrágios, mas não foi eleita por conta da legislação eleitoral vigente, mesmo com votação maior do que seis deputados eleitos (Coronel Meira, Felipe Carreras, Mendonça Filho, Luciano Bivar e Fernando Rodolfo). Túlio Gadelha, com 134.391 votos, ficou com a vaga na Câmara conquistada pela Federação PSOL-Rede no Estado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Hora das mulheres</strong></h3>



<p>Desde que entrou na vida pública, em 2018, Dani tem desenvolvido atuação política ascendente e trajetória vitoriosa. Para 2024, ela põe o nome à disposição para a candidatura majoritária. “Politicamente, Túlio se inviabilizou como candidato a prefeito do Recife pela Federação PSOL-Rede quando descumpriu a orientação dessa mesma federação na eleição para o governo.”</p>



<p>Dani ressalta a conjuntura do momento e lembra que, no ano passado, pela primeira vez na história, Pernambuco elegeu uma mulher para o Senado e uma chapa de mulheres para o governo. “É importante que a gente entenda os ventos que estão soprando e apresente uma candidatura qualificada, que não seja mais do mesmo”, avalia ela.</p>



<p>A reportagem procurou o deputado Túlio Gadelha por meio da assessoria de imprensa e telefone funcional do parlamentar, mas não obteve retorno.</p>



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	                                        <p class="m-0">Resultados eleitorais das mulheres do PSOL pesa a favor de Dani Portela. Crédito: Instagram PSOL-PE</p>
	                
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<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã.</strong></p>



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		<title>Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro</title>
		<link>https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 17:18:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
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<p><em>Por: Marco Zero Conteúdo, Agência Pública, Amazônia Real, Gênero e Número, Ponte Jornalismo, Portal Catarinas, Projeto #Colabora, Agência Saiba Mais, Plural</em></p>



<p>“Povo que venderam seus votos não só na Palmeira, mas em Campina Grande; que tavam fechado comigo e só porque eu não tinha R$ 10 para dar, tirar do pão da minha filha para vocês: bando de miseráveis”. Assim inicia um vídeo postado nas redes sociais pelo candidato a vereador Fanta Cantor (Solidariedade) em Campina Grande (PB). Visivelmente irritado, ele continua: “90% de vocês são todos passa-fome, miseráveis. Venderam seus votos por causa mixaria. Fica o recado. Agora vem aqui em casa tomar satisfação.”</p>



<p>No vídeo de 40 segundos gravado após o resultado do 1º turno das eleições, o candidato do Solidariedade, que obteve 192 votos, lamenta a compra de votos no bairro da Palmeira, na zona norte do município. Após a publicação, o candidato do Solidariedade foi espancado. Segundo portais de notícias locais, dois homens invadiram a casa do cantor. Ele teve o antebraço fraturado e foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma, onde foi internado para passar por cirurgia.&nbsp;</p>



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	                                        <p class="m-0">Após ter gravado vídeo denunciando uma suposta compra de votos, o candidato a vereador Fanta Cantor (Solidariedade) em Campina Grande (PB), foi espancado</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) computou 63 processos por “captação ilícita de sufrágio”, termo técnico para a compra de votos. O número representa um aumento de 425% em comparação às últimas eleições, em 2018, quando apenas 12 processos foram abertos na Justiça Eleitoral pelo mesmo motivo.&nbsp;</p>



<p>O aumento do registro de casos também levou a ataques, desentendimentos e episódios de violência. Pelo menos quatro casos de violência política relacionados à compra de votos ocorreram no pleito eleitoral deste ano, de acordo com um levantamento realizado por uma <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">coalizão de nove veículos jornalísticos independentes.&nbsp;</a></p>



<p>Em todo o mês de novembro, os veículos de imprensa contabilizaram 150 casos de violência relacionados à eleição, incluindo 34 ameaças, 71 agressões, 44 atentados ou tentativas de homicídio e cinco assassinatos. A maior parte dos casos, um total 130, <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">ocorreu no primeiro turno</a>. Já na segunda etapa da eleição, realizada em apenas 57 municípios, houve 20 ocorrências. Os números do primeiro turno foram atualizados com novos casos que chegaram após o fechamento da primeira reportagem sobre violência nas eleições municipais — <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">que já havia registrado um caso de violência a cada três horas na primeira quinzena de novembro</a>. Somente casos de “violência presencial” foram considerados no levantamento, que não incluiu ataques online ou por telefone.</p>



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	                </figure>

	


<p>Em 2018, levantamento feito pela <strong>Agência Pública</strong> <a href="https://apublica.org/2018/11/violencia-eleitoral-recrudesceu-no-segundo-turno/">registrou 135 casos de violência política</a> durante as eleições.&nbsp;</p>



<p>Em Guarulhos, município da região metropolitana de São Paulo, fiscais eleitorais indicados pelo Partido dos Trabalhadores foram vítimas de atos de violência no domingo de eleições,&nbsp; onde o 2º turno para prefeitura estava sendo disputado entre o atual prefeito Guti (PSD) — que foi reeleito —&nbsp; e Elói Pietá (PT). &nbsp;A confusão começou quando fiscais petistas identificaram a ocorrência de campanha eleitoral irregular dentro de um colégio eleitoral. Miriam Minzé Correia e Jeivison José da Silva Santos foram xingados e agredidos pelo também fiscal, Roni Silva, associado ao prefeito Guti.</p>



<p>A cena<a href="https://www.facebook.com/watch/?v=375826820149716"> foi gravada e publicada nas redes sociais</a> da vereadora paulistana Juliana Cardoso (PT) e do coletivo Jornalistas Livres. No vídeo, o agressor empurra o rosto de Jeivison contra uma grade e pega seu celular. Testemunhas apartaram a briga e recuperaram o celular da vítima. Segundo Jeivison, estava acontecendo boca de urna na frente do local e os fiscais ligados ao prefeito estavam passando com material de campanha dentro das salas. Ao tentar denunciar, a fiscal Miriam foi xingada e começou a ser encurralada por Roni na grade da escola. Jeivison, então, teria tentado defendê-la e registrar o ocorrido com seu celular, o que levou à agressão que deixou ferimentos leves no seu pescoço.&nbsp;</p>



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	                                        <p class="m-0">Em vídeo, o rosto de Jeivison é empurrado contra uma grade</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Em Joviânia, no estado de Goiás, o produtor rural Ivaldo Fernandes, 58 anos, foi abordado e conduzido até a delegacia da cidade vizinha, Goiatuba, acusado de estar comprando votos em favor da campanha da candidata a prefeitura Roberta do Nego (PROS) um dia antes da votação do primeiro turno, em 14 de novembro.</p>



<p>Em um vídeo da abordagem, o coronel da reserva da PM e ex-prefeito da cidade, Romeu José Gonçalves é visto com uma arma de fogo, enquanto dois homens estão rendidos com as mãos na cabeça próximo a um carro. Mais à frente, mais dois homens, ligados ao coronel, revistam outro veículo. Após alguns minutos, Romeu atravessa a rua e desfere um soco na tentativa de acertar o rosto de Ivaldo.</p>



<p>“Eu estava com um amigo, que é 90 também, do mesmo partido [PROS].&nbsp; Depois ele chegou com a arma em punho, agressivo, agredindo, falando que a gente estava preso por compra de votos. Como assim, eu estava conversando com o cara do meu próprio partido, rapaz, como eu ia comprar voto de um amigo nosso que estava trabalhando na mesma campanha?” Logo em seguida, um tal de “Cleitinho” jogou R$ 3 mil no carro para incriminar nós, dizendo que a gente estava comprando votos”, diz.</p>



<p>A reportagem conseguiu contato com Gildinho que, por orientação do advogado,&nbsp; preferiu “não me manifestar sem ser ouvido pela Justiça primeiro”. Também tentou contato com Romeu em diversos telefones e com a delegacia de Goiatuba, mas sem sucesso.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Servidores públicos, campanhas partidárias</strong></h3>



<p>O segundo turno das eleições municipais no país também foi marcado pelo envolvimento de funcionários públicos em campanhas partidárias e ataques a opositores. Em Belém, no Pará, professoras da rede pública registraram um boletim de ocorrência, no dia 27 de novembro, contra a secretária municipal de educação, Socorro Coutinho. A queixa denuncia Coutinho por agressão verbal, assédio moral e perseguição.</p>



<p>Segundo Sílvia Letícia, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública (Sintepp) de Belém, o caso ocorreu dentro da escola Almerindo Trindade e teria sido motivado por questões político-eleitorais. No dia, algumas professoras compareceram à escola para participar da reinauguração do espaço, que teria passado por uma reforma. Como tinham adesivos e bottons de apoio ao candidato a prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), foram acusadas pela secretária de fazer campanha eleitoral na escola. Coutinho ameaçou retirar as professoras com o auxílio da Guarda Municipal.</p>



<p>Em um vídeo divulgado pelo Sintepp, Coutinho, exaltada, ameaça as professoras com um processo administrativo disciplinar. Uma delas diz que Coutinho a obrigou a tirar o adesivo. Contudo, o uso de bottons e adesivos caracteriza-se como manifestação silenciosa, assegurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considerada parte do direito de manifestação.</p>



<p>Segundo Sílvia Letícia, “durante o processo eleitoral no primeiro e no segundo turno, a pressão política e o assédio moral junto aos trabalhadores foi muito intensa, vários servidores foram coagidos e ameaçados”. O sindicato afirma ter recebido denúncias parecidas de professores de ao menos 14 escolas de Belém.</p>



<p>Também na região Norte do país, em Nova Airão (AM), região metropolitana de Manaus, o empresário Victor Santos (PSDB), que foi candidato a prefeito derrotado, afirma ter sido agredido por funcionários da prefeitura em 14 de novembro.</p>



<p>Segundo o relato do político de 21 anos, ele estava caminhando com a namorada e o pai —&nbsp; o ex-prefeito de Nova Airão Wilton Santos (PSDB) —, quando foi interpelado pelos apoiadores do prefeito reeleito Frederico Junior (PSC). “Fomos surpreendidos por motoqueiros, alguns funcionários da prefeitura, inclusive, que começaram com gravações, xingamentos e provocações. Ao retrucar, meu pai foi agredido e quando tentei prestar ajuda, fui agredido com um capacete de motocicleta”, afirmou à reportagem. Em vídeo enviado por Santos, é possível ver o momento da agressão. Na gravação, os opositores acusam o pai do candidato de ter agredido uma das mulheres antes. O jovem político nega ter reagido.</p>



<p>Antes desse episódio, em 28 de outubro, um segurança do prefeito, que seria policial militar, teria retirado uma faixa de campanha de Santos, exibido arma e ameaçado de prisão seus apoiadores. O político tucano registrou Boletim de Ocorrência em relação aos dois episódios, que estão sendo investigados. O caso de agressão na noite anterior ao pleito foi encaminhado às autoridades pelo promotor do Ministério Público Eleitoral João Ribeiro Guimarães Neto.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra jornalistas&nbsp;</strong></h3>



<p>“Se soubesse que seria entrevistado por um cara que volta em Emanuel, eu não estaria nessa entrevista”, diz irritado o candidato à prefeitura de Cuiabá pelo Podemos, Abílio Júnior, ao jornalista Khayo Ribeiro, durante uma live no dia 23 de novembro. O candidato foi protagonista de nada menos que três episódios de agressão verbal nas eleições, dois deles envolvendo jornalistas e o outro, uma troca de ofensas com seu adversário no pleito, Emanuel Pinheiro (MDB).</p>



<p>Novamente,<a href="https://t.co/bleZvqlk54?amp=1"> repórteres foram alvos de ataques no exercício da profissão</a>, desta vez na cobertura das eleições. Em todo o mês de novembro, foram registrados 11 casos de violência contra os profissionais de imprensa.</p>



<p>Na <em>live </em>transmitida no Facebook da Gazeta Digital, Abílio ofende o jornalista ao ser questionado sobre seus novos aliados.&nbsp; Quase ao final do debate, o repórter rebateu o discurso anti-corrupção de Abílio e questionou o apoio recebido durante o segundo turno por parte de políticos investigados e condenados.&nbsp;</p>



<p>O candidato responde que Khayo “fez uma pergunta muito infeliz”. “O que eu percebo aqui é uma distorção da verdade”, continuou. Abílio afirmou ainda que o jornalista está tentando sujar a sua imagem para deixar a imagem do candidato adversário, Emanuel Pinheiro (MDB) “mais bonitinha”.</p>



<p>Quatro dias depois, no dia 27 de novembro, durante o debate entre os candidatos promovido pela TV Vila Real (Record), Abílio voltou a questionar jornalistas. O candidato acusou o apresentador Pablo Rodrigues de fazer “fake news”, ao responder uma pergunta sobre a fiscalização dos recursos públicos durante a pandemia. Após ser novamente contestado, Abílio afirmou que o jornalista estava fazendo um “joguinho” e insinua que os veículos teriam ligações com o atual prefeito.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra pessoas trans</strong></h3>



<p>As eleições de 2020, que se destacou com o número de 25 candidatos e candidatas transsexuais eleitos pelo país, também foi marcada pela violência contra pessoas trans — foram registrados três casos de LGBTfobia no levantamento.</p>



<p>A cinco dias do primeiro turno da eleição, em 10 de novembro, Patrícia Borges, mulher trans de 30 anos, foi agredida com mordidas e golpes de haste de ferro durante panfletagem na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela estava em frente ao shopping Center 3 fazendo campanha para a então candidata Erika Hilton (Psol), que no domingo (15) foi eleita a primeira vereadora trans e negra da capital com mais de 50 mil votos — a sexta maior votação da cidade.</p>



<p>Patrícia contou que ela e mais dois colegas entregavam panfletos por volta das 15h quando abordaram uma mulher loira. “Eu disse ‘olha, é importante a gente eleger a primeira vereadora trans, travesti e preta’. Aí ela disse automaticamente ‘tudo cambada de viado, tudo tem que morrer’”, narra.</p>



<p>Em seguida, a mulher teria ido embora, mas voltado cinco minutos depois acompanhada de três homens e segurando uma haste de metal que, segundo Patrícia, era um suporte de “pau de selfie”. “Ela veio para dar no meu rosto, eu consegui segurar, e nessa que segurei, ela puxou meu cabelo. Aí o menino veio por cima, puxando também o meu cabelo, querendo pegar essa haste de metal e me bater, e chegou ainda o outro querendo me cobrir também. Um puxou de um lado, outro puxou de outro, fiquei tensa, e ela mordeu o meu braço”, relata.</p>



<p>A polícia foi chamada ao local para atender a ocorrência e colheu os dados da mulher — Patrícia prefere não divulgá-los enquanto a investigação não for finalizada. Acompanhada de um advogado, ela foi à delegacia e registrou um boletim de ocorrência sobre a agressão. “Minha mão ficou roxa e inchada por conta da força com a qual ela veio — ela tinha uma fúria muito grande — e o meu braço [direito] até hoje está cicatrizando”, declara Patrícia, que realizou também exame de corpo de delito.</p>



<p>Patrícia não tem dúvidas de que o que aconteceu com ela foi um crime político. “Mas, no final de tudo, fomos abençoadas e abrilhantadas, a Erika foi eleita com 50 mil votos. Foi muito revolucionário, em 2020, a gente conseguir eleger a primeira vereadora trans, travesti e preta, porque os corpos trans e travestis são muito abusados pela prostituição”, destaca.</p>



<p>No Recife, no dia 15, a jornalista Lara Tôrres, do site Leiajá, afirma ter sido hostilizada por moradoras de uma rua próxima a uma seção eleitoral, na zona sul da capital de Pernambuco. Três mulheres que distribuíam santinhos do candidato à prefeitura Mendonça Filho (DEM) e de Elson da Ótica (Solidariedade), candidato a vereador.&nbsp;</p>



<p>O episódio teria ocorrido na calçada em frente uma casa na rua do colégio. As mulheres ameaçaram processar a repórter e chamar a polícia depois que Lara realizou uma abordagem, se identificou como jornalista e começou a gravá-las com o celular perguntando o que estavam fazendo. “Sabia que estavam fazendo boca de urna, que é crime eleitoral. Mesmo me identificando como jornalista, com crachá exposto, elas me agrediram verbalmente e disseram que eu não tinha direito de registrar o ato”, diz, em denúncia enviada à Abraji.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma das mulheres que estaria fazendo o boca de urna xingou a repórter de &#8220;esquerda e extrema-esquerda&#8221; e também sugeriu que ela seria LGBT, como parte das ofensas proferidas. &#8220;Ela estava o tempo todo sendo bastante violenta. Eu vi a hora realmente de ela vir para cima de mim”, conta. Depois desse conflito, quando a jornalista caminhava em direção ao colégio eleitoral, uma outra mulher também com camisa de Mendonça Filho (DEM) teria gritado mais xingamentos contra ela. Ela registrou denúncia no aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>



<p>Já em Uberlândia (MG), a mineira Gilvan Masferrer, de 30 anos, foi a única candidata a vereadora eleita no país pelo partido Democracia Cristã (DC). Sete anos depois de ser apedrejada na periferia da cidade por se assumir uma mulher transexual — a agressão deixou a manicure entre a vida e a morte — Gilvan afirma que voltou a ser xingada, hostilizada e agredida verbalmente no mesmo bairro, o Morumbi, durante a campanha eleitoral. Seus supostos agressores eram, segundo ela, de diferentes idades, mas preferencialmente homens.&nbsp;</p>



<p>Ela entregava santinhos da sua campanha no sinal da avenida Jerônimo José Alves, quando um motorista não identificado, ao abrir a janela do carro, teria jogado uma garrafa de água na candidata. Outros eleitores pegaram o material de campanha e jogaram no bueiro da rua, na frente da candidata. Gilvan foi eleita sem receber nenhum apoio financeiro do partido. A candidata não fez boletim de ocorrência e nem gravou as cenas de violência da qual foi vítima.&nbsp;</p>



<p>A coordenadora da Justiça Global, Sandra Carvalho, pontua que o Brasil precisa olhar com atenção para crimes contra representantes de “minorias”: mulheres, negros, LGBTs. “O que a gente verifica é que os casos são tratados isoladamente, não como uma violência sistêmica, então como cada caso é um caso, não se cria instrumentos tanto de apuração, investigação e responsabilização para quem pratica essa violência, como também de prevenção pelos partidos políticos que elegeram esse segmento — de mulheres negras, pessoas trans. Eles têm que estar preparados para dar um apoio e suporte para que essas pessoas possam exercer com segurança os seus mandatos.”</p>



<p>A organização, em parceria com a ONG Terra de Direitos, lançou um levantamento de casos de violência política no Brasil entre janeiro de 2016 e setembro deste ano. Segundo a publicação, 2020 é o ano mais violento para candidatos e representantes de cargos eletivos. O país registrou um atentado ou assassinato motivado por fins políticos a cada três dias.</p>



<p>O estudo computa registros noticiados pelos veículos de comunicação de assassinatos de atentados contra candidatas e candidatos. Durante as primeiras semanas de setembro, período pré-eleitoral, e período eleitoral de 2020, os registros aumentaram em 196% em relação aos meses anteriores. O levantamento identificou, entre 1 janeiro a 1 de setembro de 2020, 13 assassinatos e 14 atentados contra à vida de representantes de cargos eletivos e pré-candidatos no Brasil. Já para o período compreendido entre 2 de setembro a 29 de novembro, foram contabilizados 14 assassinatos e 66 atentados.</p>



<p>Carvalho pontua que a violência política não acontece apenas em época eleitoral, mas aumenta bastante nesse período. “Temos uma sistemática de violência política, envolvendo desde pessoas que estão em cargos eletivos até aquelas que estão cumprindo alguma função em governos ou em legislativos. Mas é certo que no período eleitoral há um incremento dessa violência, principalmente quando as eleições são municipais”, finaliza.&nbsp;</p>



<p>Com metodologia diferente, o próprio TSE divulgou dados sobre a violência política nas eleições. E que comprovam a tendência de aumento da violência por motivação política. Foram registrados 264 crimes de violência contra candidatos ou pré-candidatos. No pleito de 2018, esse número foi 46.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Reportagem</strong>: Alice Maciel, Anna Beatriz Anjos, Caroline Farah, Ciro Barros, Ethel Rudnitzki, José Cícero da Silva, Julia Dolce, Laura Scofield, Mariama Correia, Rafael Oliveira, Raphaela Ribeiro e Rute Pina (Agência Pública), Gabriella Soares e Rogerio Galindo (Plural), Inara Fonseca e Paula Guimarães (Portal Catarinas), Vitória Régia (Gênero e Número), Débora Britto (Marco Zero Conteúdo), Paulo Eduardo Dias (Ponte Jornalismo), Liana Melo (Projeto #Colabora) e Mirella Lopes e Rafael Duarte (Agência Saiba Mais).</p><p><strong>Edição:</strong> Andrea DiP, Giulia Afiune, Marina Dias, Natalia Viana e Thiago Domenici (Agência Pública), Rogerio Galindo (Plural), Oscar Valporto (Projeto #Colabora), Rafael Duarte (Agência Saiba Mais), Amauri Gonzo (Ponte Jornalismo), Giulliana Bianconi (Gênero e Número), Paula Guimarães (Portal Catarinas).</p><p><strong>Coordenação</strong>: Anna Beatriz Anjos e Giulia Afiune (Agência Pública)</p><p><strong>Dados e infográficos:</strong> Bianca Muniz, Larissa Fernandes e Bruno Fonseca (Agência Pública)</p><p><strong>Artes:</strong> Débora Britto (Marco Zero Conteúdo) e Ana Clara Moscatelli (Agência Pública)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/">Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Mulheres representam apenas 11% das câmaras municipais no Grande Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 22:08:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[eleicoes2020]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das 230 vagas nas câmaras municipais disponíveis na Região Metropolitana do Recife, apenas 26 serão ocupadas por mulheres vereadoras. É pouco mais de 11,3%, um pequeno aumento em relação às eleições de 2016, quando 21 mulheres ocuparam as 223 vagas nos 14 municípios da RMR. Os dados foram levantados pelo projeto Adalgisas, da Marco Zero [&#8230;]</p>
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<p>Das 230 vagas nas câmaras municipais disponíveis na Região Metropolitana do Recife, apenas 26 serão ocupadas por mulheres vereadoras. É pouco mais de 11,3%, um pequeno aumento em relação às eleições de 2016, quando 21 mulheres ocuparam as 223 vagas nos 14 municípios da RMR. Os dados foram levantados pelo projeto Adalgisas, da Marco Zero Conteúdo, na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<br><br>Em quatro cidades, mulheres ficaram no topo da lista de votação. <a href="https://marcozero.org/dani-portela-mulher-negra-feminista-e-campea-de-votos/">No Recife, foi Dani Portela (Psol)</a>. No Cabo de Santo Agostinho, com três mulheres eleitas, Tereza (PSC) ficou em primeiro lugar na lista dos 21 vereadores do município. Em Igarassu, com três mulheres eleitas, a mais votada foi a petista Irene Marques.</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-marco-zero-conteudo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="lQgoJNDcUD"><a href="https://marcozero.org/vem-ai-a-coalizacao-feminista-na-camara-municipal-do-recife/">Vem aí a coalizão feminista na Câmara Municipal do Recife</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Vem aí a coalizão feminista na Câmara Municipal do Recife&#8221; &#8212; Marco Zero Conteúdo" src="https://marcozero.org/vem-ai-a-coalizacao-feminista-na-camara-municipal-do-recife/embed/#?secret=zW9jHDuleM#?secret=lQgoJNDcUD" data-secret="lQgoJNDcUD" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<p>Paulista também teve uma mulher como a mais votada, Irmã Iolanda (PSB). Com 15 vagas e quatro mulheres eleitas &#8211; entre elas a feminista Flávia Hellen (PT) &#8211; Paulista é a cidade com a melhor proporção feminina, com 26,6% &#8211; ainda muito aquém dos 52,9% que representam as mulheres na população do município.<br><br>Em Camaragibe &#8211; que elegeu uma prefeita (Dra. Nadegi, do Republicanos) -, em Moreno e na Ilha de Itamaracá nenhuma mulher foi eleita para a Câmara Municipal. Em 2016, foram quatro cidades da RMR sem nenhuma mulher entre os vereadores. <br><br>Há quatro cidades com apenas uma mulher eleita &#8211; em 2016 foram cinco. <a href="https://marcozero.org/jacinta-e-a-unica-mulher-eleita-em-jaboatao/">Jaboatão dos Guararapes fez uma troca</a>: em 2016 a eleita foi a irmã Babate (PSB), que não conseguiu se reeleger, e, em 2020, Jacinta. Paulista pulou de uma mulher em 2016 para as quatro deste ano. Itapissuma e São Lourenço da Mata foram de zero a uma única mulher eleita.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Nomes ligados a homens</h2>



<p>Casos como o do prefeito eleito em Itapissuma Zé de Irmã Teca (PSD) são raros. Ainda é mais comum que as mulheres tenham o nome da urna relacionado a um homem. No Cabo de Santo Agostinho, tem Gisele de Dudinha (PTC) e Sueleide de Amaro do Sindicato (PP) . Em Paulista, Marcelly do Aquarela (PDT). <br><br>Em Araçoiaba as duas únicas mulheres da próxima legislatura são a reeleita Kellynha de Daniel da Kombi (Avante) e Érica de Lulú (PSB). Após dois mandatos de Daniel da Kombi pelo PT, em 2016 Kellynha foi eleita a primeira vez aos 19 anos. Já Lulú teve a candidatura indeferida em 2016.<br><br>Também em Araçoiaba, o candidato a prefeito Cuscuz (Patriota) teve a candidatura indeferida, mas a tempo de colocar a filha, Cuscuzinha, na disputa. Ela não foi eleita.<br><br>Em Ipojuca, que elegeu apenas uma mulher vereadora em 2020, e nenhuma em 2016, ter uma chapa totalmente feminina reeleita parece uma vitória do feminismo. Mas não é bem assim. Em 2016 o marido da prefeita reeleita Célia Sales (PTB), Romero Sales, chegou até a ganhar a eleição, mas teve a candidatura impugnada e novas eleições foram convocadas, com Célia disputando e ganhando.<br><br>Romero é hoje Secretário de governo de Ipojuca. No ano passado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) determinou a exoneração de três irmãs de Sales que foram contratadas por Célia na prefeitura. A vice-prefeita reeleita, Patrícia de Leno, é filha do vice da chapa impugnada com Romero em 2016.<br><br>Outras duas cidades da RMR elegeram mulheres prefeitas: Dra. Nadegi (Republicanos) reeleita em Camaragibe, e professora Elcione (PTB), que foi vereadora e por duas vezes vice-prefeita, foi eleita em Igarassu. No Recife, Marília Arraes (PT) disputa o segundo turno com João Campos (PSB).</p>
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		<title>Episódio #30 &#8211; Eleições 2020: volta da Política “sem adjetivos” e novos ares contra o autoritarismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 18:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://marcozero.org/episodio-30-eleicoes-2020-volta-da-politica-sem-adjetivos-e-novos-ares-contra-o-autoritarismo/">Episódio #30 &#8211; Eleições 2020: volta da Política “sem adjetivos” e novos ares contra o autoritarismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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<iframe title="Spotify Embed: Eleições 2020: volta da Política “sem adjetivos” e novos ares contra o autoritarismo" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/7xFnxFLbo43YMKyU4Du3xW?si=Q30v5rpuRdKTHfV-02Rppg&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>Vários recados foram dados nas urnas ontem. No Recife, duas candidaturas de esquerda vão para o segundo turno e a nova composição da Câmara dos Vereadores revela a força do voto feminista. No cenário nacional, Boulos e Erundina seguem na disputa e, em todo país, candidaturas bolsonaristas ou que se apresentam como “nova política” naufragaram nas majoritárias e nas proporcionais. Neste episódio especial, Carol Monteiro, Laércio Portela e Inácio França comentam os resultados e as perspectivas para o segundo turno nas cidades em que a disputa continua e para a política nacional em geral.</figcaption></figure>
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		<title>Vamos falar sobre representação nas eleições 2020?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2020 19:35:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres na política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Pernambuco soma pouco mais de 6,7 milhões de eleitores.As mulheres representam 53,7% do eleitorado, com mais de 3,6 milhões dos votos no estado. Ou seja, somos a principal fatia do eleitorado e o voto feminino tem força para ganhar qualquer disputa no primeiro turno. Apesar disso, as políticas [&#8230;]</p>
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<p>Neste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Pernambuco soma pouco mais de 6,7 milhões de eleitores.<strong>As mulheres representam 53,7% do eleitorado</strong>, com mais de 3,6 milhões dos votos no estado. Ou seja, somos a principal fatia do eleitorado e o voto feminino tem força para ganhar qualquer disputa no primeiro turno.</p>



<p>Apesar disso, as políticas públicas voltadas para as mulheres não são muito contempladas ou lembradas pelos candidatos e candidatas em campanha. A saúde é um exemplo,<a href="https://marcozero.org/poucas-propostas-sobre-saude-da-mulher-na-eleicao-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como mostramos aqui</a>.</p>



<p>Se as mulheres representam a maioria absoluta no eleitorado, quando falamos de candidaturas&#8230; está muito longe da igualdade. <strong>Pernambuco é o estado que tem a menor proporção de mulheres candidatas </strong>nestas eleições: 32,6% do total, só um pouquinho acima da cota de 30%. </p>



<p>Das 6.868 candidatas em Pernambuco, a imensa maioria (6.614) concorre para o cargo de vereadora. Para o cargo de prefeita, há apenas 104 mulheres concorrendo, o que representa 1,51% das candidaturas femininas.</p>



<p>A pesquisadora Renata Cavalcanti, do departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),<a href="https://marcozero.org/nem-cem-pernambuco-tem-apenas-99-mulheres-disputando-prefeituras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">falou aqui nesta matéria</a>sobre a falta de apoio e recursos para que as mulheres disputem mais cargos majoritários. “Os partidos políticos usam as mulheres também como estratégia com o intuito de mostrar o quão representativos eles são. Mas, na verdade, os partidos continuam sem dar o suporte necessário às mulheres. Nas eleições de 2014, aqui em Pernambuco, para o cargo de deputado federal, 112 mulheres e 40 homens se candidataram. Mas só uma mulher se elegeu para as 25 cadeiras&#8221;.</p>



<p>Quando falamos de mulheres negras se candidatando, tivemos neste ano um pequeno aumento em Pernambuco. O maior aumento se deu entre as mulheres que se autodeclaram pretas: em 2016, foram 440, cerca de 7,34% das mulheres naquela eleição.<a href="https://marcozero.org/pernambuco-tem-aumento-de-candidatas-pretas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agora, são 668 mulheres pretas</a>.</p>



<p>Mas participar de uma eleição não é nada fácil para as mulheres.<strong><a href="https://marcozero.org/candidatas-sofrem-com-assedios-e-intimidacoes-mas-nao-recuam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A violência política de gênero tem várias formas</a>.</strong>Elas têm enfrentado sistematicamente intimidações, ameaças de agressões sexuais, mensagens não solicitadas de fotos de órgãos sexuais masculinos,<em>fake news</em>, xingamentos e até discriminação dentro dos próprios partidos.</p>



<p>As mulheres concorrem menos e também são menos votadas. Nas últimas eleições municipais, o Brasil elegeu prefeitas em apenas 11% dos municípios.<a href="http://www.generonumero.media/capitais-chances-mulheres-prefeitura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">No Nordeste, apenas duas mulheres se elegeram prefeitas de capitais nos últimos 20 anos</a>. Foi em Fortaleza e em Maceió.</p>



<p>Para este domingo, vale a máxima de que não adianta só votar em mulheres. É preciso votar em mulheres que vão trabalhar por uma agenda de igualdade, de políticas públicas voltadas para a justiça social.<strong>Quer ajudar a eleger mais mulheres e fortalecer a democracia?</strong>Há algumas plataformas que divulgam candidaturas de mulheres do campo progressista, como o projeto<a href="https://www.instagram.com/euvotoemnegra" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eu voto em negra</a>e o<a href="https://marcozero.org/plataforma-mapeia-candidaturas-feministas-pelo-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meu voto será feminista</a>.</p>
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		<title>Facebook é quem mais lucra com as eleições 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 17:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema da Justiça Eleitoral que divulga as despesas dos partidos e candidatos nas eleições de 2020 mostra que, no ranking dos fornecedores, a empresa que mais recebeu pagamentos das candidaturas foi dLocal Brasil Pagamentos, uma jovem e quase desconhecida empresa que chegou ao Brasil em 2016, meses depois de ser criada no Uruguai. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O sistema da Justiça Eleitoral que divulga as despesas dos partidos e candidatos nas eleições de 2020 mostra que, no ranking dos fornecedores, a empresa que mais recebeu pagamentos das candidaturas foi dLocal Brasil Pagamentos, uma jovem e quase desconhecida empresa que chegou ao Brasil em 2016, meses depois de ser criada no Uruguai.</p>



<p>Na manhã de segunda-feira, 9 de novembro, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrava que R$ 17,3 milhões já haviam sido pagos à startup uruguaia. No entanto, apenas uma pequena parte desse valor ficará na conta corrente da empresa, pois a maior parte terá como destino os cofres do Facebook, seu principal cliente no Brasil. A dLocal é uma processadora de pagamentos que possibilita às multinacionais de tecnologia receber de seus clientes em diferentes moedas.</p>



<p>O segundo lugar do ranking de fornecedores é o próprio Facebook, que, no mesmo dia 6, havia recebido R$ 11,9 milhões.</p>



<p>No entanto, apuramos junto a fontes da multinacional que alguns candidatos colocam Facebook como a empresa a qual usou dinheiro para a campanha e outras colocam a processadora de pagamentos. O ideal, do ponto de vista contábil, seria que todos colocassem Facebook.</p>



<p>Resumindo, a gigante de tecnologia de Mark Zuckerberg faturou, até agora, R$ 29,2 milhões com as eleições municipais brasileiras. </p>



<p>Para se ter a ideia do que isso significa, os números finais das eleições municipais de 2016 mostram que a empresa que mais faturou naquele ano recebeu R$ 7,1 milhão. A soma do faturamento dos cinco maiores fornecedores de 2016 da relação do TSE &#8211; todas elas empresas de marketing político e consultorias em estratégia digital &#8211; é próximo aos valores parciais do Facebook em 2020.</p>



<p>Convertidos os valores em dólar, a primeira colocada do ranking 2016 recebeu pouco menos de US$ 2,2 milhões ao final do 2º turno. O Facebook já faturou quase US$ 5,4 milhões antes mesmo da realização do 1º turno. Isso, segundo o TSE, porém a própria plataforma registra na ferramenta Biblioteca de Anúncios que, desde agosto, partidos e candidatos impulsionaram 641 mil anúncios que geraram R$ 56,5 milhões, ou US$ 10,5 milhões.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem mais gastou</strong></h2>



<p>De acordo com a assessoria do Facebook, os valores se referem a custos com impulsionamento, ou seja, postagens patrocinadas. A lista dos candidatos que mais gastaram anunciando nas redes sociais do Facebook (Facebook, Instagram ou usando serviços de Whatsapp Business) reserva uma surpresa para os pernambucanos.</p>



<p>A candidata a vereadora que mais investiu nessas plataformas em todo o país foi a empresária Andreza Romero (PP), que, até o fechamento desta reportagem, havia desembolsado mais de R$ 245 mil para convencer os eleitores do Recife que é uma defensora dos animais de estimação. No Brasil, ela só foi superada por dois candidatos a prefeito de Fortaleza nesse tipo de gasto. </p>



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<p>Andreza pagou ao Facebook duas vezes mais do que a delegada Patrícia Domingos (Podemos), a candidata a prefeita do Recife que mais investiu nas redes sociais (R$ 120.000,00) até agora. João Campos (PSB), Mendonça Filho (DEM), e o coronel Alberto Feitosa (PSC) aparecem logo em seguida na lista dos candidatos pernambucanos que mais investiram nas plataformas da empresa.</p>



<p>De acordo com sua prestação de contas à Justiça, 65% dos gastos de sua campanha foram com impulsionamento nas redes sociais. De acordo com a coordenação da campanha da empresária, o Instagram e o WhatsApp concentram a maior fatia do investimento, com resultado &#8220;acima do esperado&#8221;. </p>



<p>Os dados públicos do Facebook registram valores um pouco maiores para Andreza Romero (R$ 271 mil). É provável que a diferença se explique pelo tempo necessário para que o TRE e o TSE levem para processar as documentações das prestações de contas. O mesmo vale para as demais candidaturas. </p>



<p>A nota enviada pela equipe de Andreza explica que &#8220;O momento que estamos vivendo exige estratégias que contribuam tanto com a campanha eleitoral quanto com as medidas de convivência com o coronavírus (&#8230;) Nessa reta final, estamos seguindo a determinação do TRE, o que torna as redes sociais mais necessárias ainda&#8221;.</p>



<p>A Marco Zero procurou as assessorias das principais chapas majoritárias na disputa no Recife na tentativa de escutar as pessoas responsáveis pela atuação digital das candidaturas, mas, provavelmente pelo ritmo intenso da reta final de campanha e dos desfalques provocados pela Covid-19 nas equipes, nenhuma delas respondeu a tempo.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Monopólio em formação</h3>



<p>Sem os marqueteiros e estrategistas digitais dos candidatos, recorremos a dois pesquisadores que acompanham o uso da tecnologia nas eleições brasileiras. Rogério Tineu, doutor em Ciências Sociais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e (PUC-SP) e pesquisador no Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da mesma instituição, acredita que &#8220;a concentração de recursos dos fundos partidários e eleitorais numa só empresa multinacional parece caracterizar a formação de um monopólio&#8221;.</p>



<p>Tineu lembra que, das quatro principais plataformas de redes sociais, três pertencem à empresa de Zuckerberg. &#8220;Acredito que os candidatos estão usando mais o Instagram nessas eleições, mas essa ainda é uma impressão pessoal&#8221;, especula o professor paulista, para quem as restrições impostas ao Whatsapp levou o marketing das campanhas a migrar para o Instagram. </p>



<p>Tineu afirma que, na condição de pesquisador, a pergunta a ser feita é &#8220;O usuário da rede percebe que aquele conteúdo é patrocinado? O cidadão sabe que aquilo é um anúncio?&#8221;. O Facebook informou que os anúncios dos políticos são acompanhados do aviso que se trata de uma propaganda eleitoral.</p>



<p>Outro fator preocupa Tineu: &#8220;A análise dos dados do comportamento dos eleitores e dos próprios candidatos numa escala nacional, será usado pelo algoritmo e pelos estrategistas da empresa para definir qual será a atuação para influenciar em 2022. A eleição atual é um balão de ensaio para a próxima&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Nova cultura eleitoral</h4>



<p>No Recife, outro pesquisador indica que há aspectos positivos no uso de plataformas das gigantes globais da tecnologia. Professor do curso de propaganda da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e especialista no uso das mídias sociais no marketing político, Fernando Fontanella acredita que destinar volumosos recursos para empresas como o Facebook poderá mudar a forma como se faz campanha eleitoral no Brasil.</p>



<p>Para Fontanella, a principal mudança se daria no trato com os fundos eleitorais e partidário, ou seja dinheiro público: &#8220;Todos sabemos como se usa os gastos de campanha para lavar dinheiro ou alimentar o caixa 2 que enriquece candidatos, presidentes de partido e tesoureiros. Não dá para imaginar o Facebook, o Twitter ou o Google fornecendo nota fiscais frias, com um valor acima do executado, para que o partido ou o candidato possam fazer pagamentos por fora, não contabilizados&#8221;.</p>



<p>Segundo ele, do ponto de vista da publicidade, as mídias sociais vendem a atenção do público, mas essa atenção é limitada porque o tempo do público é limitado. &#8220;Os candidatos pagam para disputar a atenção do eleitor. E se você tem mais gente disputando um público com perfil semelhante, você precisa dar o lance maior, isso acaba inflacionando o custo com comunicação. Ou seja, vai se gastar mais, concentrando recursos numa única mídia e não diluindo esses gastos com dezenas de empresas locais, como acontecia antes&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Os investimentos do Facebook</h4>



<p>Com a marca Facebook vinculada ao escândalo da Cambridge Analytica que resultou na eleição de Donald Trump em 2016 e o Whatsapp relacionado à distribuição maciça de desinformação que ajudou a eleger Bolsonaro no Brasil, a empresa norte-americana está divulgado os cuidados que tomou para melhorar sua imagem nas eleições municipais brasileiras:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Centro de Operações para Eleições</strong>: Para reagir com mais rapidez a conteúdos falsos que ameacem à integridade das eleições municipais, vai começar a funcionar a partir desta semana, um Centro de Operações para Eleições no Brasil. Especialistas da empresa reunidos, de maneira remota, para acompanhar em tempo real potenciais violações de políticas do Facebook, Instagram e WhatsApp nos dias próximos às eleições e durante os dias de votação.</li><li><strong>Parceria com TSE e informação a candidatos </strong>para combater notícias falsas e assegurar aos eleitores informações oficiais sobre o pleito. Criação de um canal exclusivo para que o TSE envie denúncias de contas do WhatsApp que possam estar fazendo disparo em massa de mensagens.</li><li><strong>Transparência para publicidade eleitoral: </strong>Desde agosto, qualquer publicidade no Facebook e no Instagram sobre política ou eleições no Brasil precisa ser identificada com o aviso &#8220;Pago por&#8221; ou &#8220;Propaganda Eleitoral&#8221;. Qualquer pessoa ou organização que queira fazer esses anúncios nas duas plataformas precisa passar por um processo de autorização, confirmando sua identidade e que tem residência no país.Todos os anúncios políticos e eleitorais ficarão armazenados por sete anos na <a href="https://urldefense.proofpoint.com/v2/url?u=https-3A__www.facebook.com_ads_library_-3Factive-5Fstatus-3Dall-26ad-5Ftype-3Dpolitical-5Fand-5Fissue-5Fads-26country-3DBR-26impression-5Fsearch-5Ffield-3Dhas-5Fimpressions-5Flifetime&amp;d=DwMFAw&amp;c=5oszCido4egZ9x-32Pvn-g&amp;r=N4KuU6xU6DgRQ7VOMGqF2ls1GlITrPdGg9WUByFJp_4&amp;m=rqBFvGUC2Ep8jXQRDCGfTyOa1xLZhHHNaDMkcF-eqXI&amp;s=jLvahYnAmi49U4rXfy5finEiJH49c5Z3-ZAVhvqVCKw&amp;e=" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Biblioteca de Anúncios</a>.</li><li><strong>WhatsApp: </strong>O aplicativo restringiu o compartilhamento de conteúdos, reforçando suas características de aplicativo de mensagens privadas. Em agosto, o WhatsApp lançou, em parceria com o Google, uma ferramenta que permite verificar na internet o conteúdo das mensagens frequentemente &nbsp;encaminhadas por meio do aplicativo.</li></ul>



<p></p>
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		<title>Representatividade política de gênero no Agreste e Sertão de PE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2020 20:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cladisson Rafael, Géssica Amorim, Layane Lima, Maria Souza e Márcio Correia* No próximo dia 15 de novembro, 148 milhões de brasileiros e brasileiras estarão aptos e aptas a votar nas eleições realizadas nas 5.569 cidades do país. Deste número, a maioria é formada por mulheres: elas são 52,49% do eleitorado, ou 77.649.569 milhões de pessoas. [&#8230;]</p>
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<p id="6847"><strong><em>Cladisson Rafael, Géssica Amorim, Layane Lima, Maria Souza e Márcio Correia</em></strong>*</p>



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<p id="b56d">No próximo dia 15 de novembro, 148 milhões de brasileiros e brasileiras estarão aptos e aptas a votar nas eleições realizadas nas 5.569 cidades do país. Deste número, a maioria é formada por mulheres: elas são 52,49% do eleitorado, ou 77.649.569 milhões de pessoas. Os homens representam 47,48%: estão em 70.228.457 milhões.</p>



<p id="cc11">Mas apesar de todas as discussões sobre paridade existentes no meio político atual, a quantidade de candidaturas de mulheres para as prefeituras aumentou somente 0,1% em relação a 2016, quando aconteceram as últimas eleições municipais. Já em relação às candidaturas para as câmaras municipais, o aumento foi de 1,3%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que, do total de 505.461,  173.710 (34,37%) são mulheres disputando vagas nas Câmaras Municipais.</p>



<p id="b3f7">Este ano, concorrendo especificamente às prefeituras, elas representam apenas 13,05%, ou seja, 2.945 dos 19.123 candidatos e candidatas em todo o país. Esse percentual é ainda menor quando se trata de candidaturas de mulheres negras ou pardas. Homens brancos representam mais da metade dos candidatos às prefeituras (55%).</p>



<p id="6329">O estímulo à participação feminina por meio da chamada cota de gênero está previsto no artigo 10, parágrafo 3º, da Lei de Eleições. De acordo com o dispositivo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, nas eleições para Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, assembleias legislativas e câmaras municipais.</p>



<p id="e29e">No entanto, a lei — como os <a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/10/08/4-perguntas-para-entender-a-reviravolta-no-caso-das-candidatas-laranjas-do-psl-de-bolsonaro.htm">escândalos envolvendo o </a>PSL e as candidaturas de mulheres usadas de maneiras fraudulentas — é muitas vezes burlada para dar ainda mais poder aos homens que concorrem a cargos eletivos. Nesta reportagem, estudantes do Observatório da Vida Agreste, campus Caruaru da UFPE, ouviram mulheres candidatas das cidades de Caruaru, Surubim, Lagoa dos Gatos, todas no Agreste pernambucano, e ainda em Betânia, Sertão do Moxotó.</p>



<p id="fe5d">O especial está dividido em 5 partes e, em cada uma há um perfil de uma mulher candidata. Os links para todo o especial seguem no fim de cada matéria. </p>



<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>



<p><strong><a href="https://marcozero.org/as-eleicoes-em-uma-cidade-sertaneja-com-nome-de-mulher/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As eleições numa cidade sertaneja com nome de mulher</a></strong></p>



<p><a href="https://marcozero.org/em-surubim-candidatas-tem-varias-bandeiras-e-uma-causa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Em Surubim, candidatas têm várias bandeiras e uma causa</strong></a></p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://marcozero.org/mulheres-tentam-abrir-mais-espaco-no-cenario-politico-de-caruaru/" target="_blank"><strong>Mulheres tentam abrir mais espaço no cenário político de Caruaru</strong></a></p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://marcozero.org/sem-representacao-nos-espacos-de-poder-em-lagoa-dos-gatos/" target="_blank"><strong>Sem representação nos espaços de poder em Lagoa dos Gatos</strong></a></p>



<p><strong>* <em>Especial produzido pela equipe de reportagem do Observatório da Vida Agreste (OVA), parceiro da Marco Zero Conteúdo, conta histórias e propostas de candidaturas de mulheres no interior de Pernambuco.</em></strong></p>
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