Plante e lute como uma mulher de Juazeirinho

Entre cisternas, quintais produtivos, galinhas de capoeira e espaços de poder, três histórias mostram como a agroecologia e as políticas de convivência com a seca transformaram vidas e fortaleceram uma nova geração de lideranças femininas no Cariri paraibano

Crédito: Inês Campelo/Marco Zero

Maria de Fátima Santos foi logo avisando: “minha história dá um livro”. Nascida em uma família de pequenos agricultores, na comunidade Pedra d’Água, em Juazeirinho (PB), ela passou boa parte da vida carregando água na cabeça. Criou cinco filhos, enfrentou o machismo dentro de casa e viveu anos sem ter dinheiro para comprar uma roupa para si mesma. “Antes eu era cega e não me via”, costuma dizer. Hoje, aos 65 anos, é presidente da associação da comunidade onde mora, participa de conselhos, fornece bolos para a merenda escolar e, com orgulho, afirma: “Hoje eu sou mais eu”.

A poucos quilômetros dali, Sandra Moraes começou uma pequena revolução com uma única galinha emprestada pela sogra. Em dois anos, transformou o quintal em uma criação de galinhas de capoeira, conquistou clientes pela região e se tornou uma espécie de central de vendas da família. “Graças a Deus, hoje o problema não é vender. É produzir mais”, resume.

Já Petrúcia Oliveira, 31 anos, cresceu acompanhando os pais e os avós em reuniões comunitárias, intercâmbios e mutirões. Formada dentro das organizações da agricultura familiar, jamais imaginou ocupar um cargo público. No fim de 2024, recebeu um telefonema inesperado da prefeita de Juazeirinho e aceitou o desafio de comandar a Secretaria de Agricultura do município. “Se tivesse alguém lá dentro para provocar, já seria alguma coisa”, pensava.

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Localizado no Cariri paraibano, às margens da BR-230, Juazeirinho tem cerca de 17 mil habitantes, dos quais 45% vivem na zona rural. O município abriga 47 comunidades rurais e aproximadamente 1,4 mil estabelecimentos agropecuários, sendo 73% pertencentes à agricultura familiar. Predominam pequenas propriedades: quase sete em cada dez têm até 10 hectares. Inserido no Semiárido, Juazeirinho enfrenta chuvas irregulares e longos períodos de estiagem, condições que impulsionaram a adoção de estratégias de convivência com o clima, como cisternas, bancos comunitários de sementes e sistemas produtivos agroecológicos. Hoje, a forte organização comunitária e a agricultura familiar são marcas da identidade e da economia do município.

As três histórias são fortes e especiais, mas estão longe de serem únicas. Como as protagonistas dessa reportagem, outras famílias foram beneficiadas por projetos da sociedade civil organizada e por diversas políticas públicas. Ao longo de mais de duas décadas, cisternas, bancos comunitários de sementes, quintais produtivos, assistência técnica, mercados institucionais e organização comunitária ajudaram a transformar a vida de centenas de famílias agricultoras.

Ao contar as histórias de Maria de Fátima, Sandra e Petrucia, também estamos falando de uma população organizada em uma ampla rede de associações comunitárias, sindicatos, grupos de mulheres, cooperativas e outras organizações da sociedade civil, que desempenham papel central na promoção da agroecologia, na implementação de políticas públicas e no fortalecimento da agricultura familiar.

A atuação do PATAC em Juazeirinho

O PATAC (Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas às Comunidades) atua em Juazeirinho há mais de duas décadas, assessorando agricultores e agricultoras familiares na construção de alternativas de convivência com o Semiárido. Em parceria com organizações locais, o trabalho contribuiu para fortalecer a Comissão Municipal da Agricultura Familiar, implantar cisternas para consumo e produção, criar bancos comunitários de sementes, fundos rotativos solidários, feiras agroecológicas e unidades de beneficiamento de alimentos. A entidade também apoia a formação de mulheres e jovens, a assessoria técnica agroecológica e a incidência em políticas públicas, ajudando a transformar a organização comunitária em um dos principais pilares do desenvolvimento rural do município.

Maria de Fátima : “Hoje eu sou mais eu”

Crédito: Inês Campelo/Marco Zero

A primeira coisa que chama a atenção na propriedade de Maria de Fátima é o jardim bem cuidado rodeando o terraço arejado onde ela recebe as visitas. De lá, é possível ver várias fruteiras, a cisterna que garante água nos momentos de seca e, um pouco mais afastada, a casa onde elas e as vizinhas produzem e armazenam as polpas de frutas que fornecem para as escolas do município. As coisas andam bem no quintal produtivo, que funciona segundo princípios agroecológicos, e também na sua vida pessoal. Mas nem sempre foi assim.

Maria de Fátima tem uma expressão que resume a própria vida. “Antes eu era cega e não me via.” Perto de completar 66 anos, ela fala da antiga Maria de Fátima como se estivesse descrevendo outra pessoa. Aquela mulher que saía de casa apenas para trabalhar no roçado, cuidava dos cinco filhos e passava os dias entre a cozinha e os afazeres domésticos não existe mais. “Meu trabalho era do roçado para casa e de casa para o roçado. Eu não me enxergava.”

Filha de agricultores, nascida e criada na comunidade Pedra d’Água, em Juazeirinho, no Cariri paraibano, Dona Fátima estudou apenas até a quarta série. Casou, criou os filhos e acreditou durante muito tempo que aquela era a vida que lhe cabia.

Tudo começou a mudar em 2006, quando um primo, então presidente da associação comunitária, insistiu para que ela participasse de uma reunião sobre a construção das primeiras cisternas para armazenamento de água de consumo. “Meu marido não queria que eu fosse. Naquele tempo as mulheres eram muito submissas. Mas, no terceiro convite, eu disse: agora eu vou.”

Foi nessa reunião que conheceu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, depois, o PATAC. Vieram as reuniões, os intercâmbios, as viagens e os encontros com outras mulheres. “Foi aí que eu abri os olhos.”

Existe um outro ponto de ruptura que separa a antiga da nova Maria de Fátima. Durante décadas, ela acreditou que seus anos de escola haviam ficado para trás. O sonho de continuar estudando foi interrompido ainda na infância. O pai, frustrado por não ter conseguido fazer do filho mais velho o estudante que desejava, acabou não incentivando os demais. Já casada e com as crianças crescidas, ela decidiu recuperar o tempo perdido. Voltou para a sala de aula, estudando à noite, e concluiu os estudos em 2012. “Meu sonho era ser enfermeira”, conta. “Meu marido não queria muito, mas eu dizia: eu vou estudar. E fui.”

A chegada das cisternas, de primeira e segunda água, instaladas por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), representou muito mais do que água perto de casa. Antes delas, Dona Fátima percorria mais de três quilômetros carregando latas na cabeça. Depois, os tanques de pedra foram recuperados. O quintal ganhou árvores frutíferas, caixas d’água e sistemas de armazenamento. Hoje, onde antes predominava a algaroba, crescem pés de acerola, pitanga, pinha, graviola, seriguela e araticum. “O povo diz que o Cariri não dá nada. Mas dá. Dá, sim.”

Com as frutas vieram as polpas, a participação na feira agroecológica e o fornecimento para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Mais recentemente, os bolos produzidos por ela passaram a integrar a merenda das escolas do município.

Foi com o dinheiro desse trabalho que comprou uma vaca. Depois, uma máquina de lavar roupas. Em seguida, um armário e uma cristaleira. “Não tem preço você entrar numa loja e comprar uma roupa com o dinheiro do seu trabalho.”

A independência financeira veio acompanhada de outra conquista. “Antes eu tinha que esperar. Hoje não. Hoje eu compro minhas roupas, meus sapatos, o que eu quiser. Tudo fruto do meu trabalho.”

Ao longo da vida, Dona Fátima enfrentou dores que ainda a emocionam. Perdeu dois filhos e passou anos em um casamento marcado pelo machismo e pela dependência econômica. “Meu marido nunca levantou a mão para mim. Mas mulher não sofre só quando apanha.” Ela conta que muitas vezes engoliu o sofrimento para criar os filhos. “Eu pensava: se eu deixar esse homem, como vou criar meus meninos?”

Foi trabalhando fora, fazendo feira e contando com a ajuda do sogro que conseguiu garantir o sustento da família. “Ele nunca comprou uma caneta para um filho. Tudo foi fruto do meu trabalho.”

Hoje, vê com orgulho as filhas seguindo caminhos diferentes. E gosta de perceber que as mudanças alcançaram também as novas gerações. “Minha filha diz que se espelha em mim. E eu digo que guerreira é ela.”

Presidente da associação da comunidade, integrante da Comissão Municipal e participante de conselhos e atividades da igreja, Dona Fátima continua com a rotina intensa. Acorda às três da manhã, faz as orações, reza o rosário e, antes das seis, já está em atividade. “No dia em que eu parar, acho que me dá um troço.”

Quando lembra daquela mulher de antes de 2006, quando decidiu aceitar o terceiro convite para uma reunião, os olhos brilham. “Hoje eu sou mais eu.”

Foto legenda:

Conhecido na região como “o tanque do milagre”, o reservatório natural localizado na propriedade de Maria de Fátima nunca secou, mesmo nos períodos mais severos de estiagem. Em tempos difíceis, a água armazenada entre as pedras chegou a abastecer cinco famílias da comunidade Pedra d’Água. “Você tira água de manhã e, quando volta mais tarde, ele já está cheio de novo. Esse mistério só Deus sabe explicar”, diz a agricultora.

Sandra: “Hoje o problema não é vender. É produzir mais.”

Crédito: Inês Campelo/Marco Zero

Na primeira vez que participou de uma reunião do programa ATER Mulheres, Sandra da Silva Araújo Moraes ouviu falar sobre direitos, projetos e oportunidades para mulheres agricultoras. Mas quando voltou para casa, na comunidade Ilha Grande, em Juazeirinho (PB), estava frustrada por não ter os requisitos mínimos para acessar o programa de fomento rural. Ela não tinha o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), não tinha praticamente nenhuma produção e tampouco recursos para investir no sonho que carregava desde criança: criar galinhas. “Meu problema era começar. Eu tinha vontade, mas não tinha dinheiro.”

Foi então que aconteceu algo inusitado. Uma galinha da sogra, que morava na casa ao lado, resolveu por ovos no quintal de Sandra. “Eu disse: ‘Vou amarrar essa galinha para mim’. E ela respondeu: ‘Pode amarrar’.” A ave chocou 13 ovos e nasceram 12 fêmeas. E assim, quase por acaso, começou a pequena criação que hoje garante uma renda extra para a agricultora.

Filha de agricultores, Sandra nasceu em Poçinhos (PB). O pai era vaqueiro e a família vivia mudando de fazenda em fazenda. Quando tinha cerca de oito anos, chegou a Juazeirinho e nunca mais saiu. “Cresci na agricultura. Desde que me entendo por gente vivo disso.”

Mas, apesar da ligação com o campo, durante muitos anos ela esteve distante das reuniões, das formações e dos espaços de organização. “Eu não participava de nada. Nem acreditava que um dia fosse receber alguma coisa do governo.”

A primeira mudança veio através do programa ATER Mulheres, iniciativa voltada para a assistência técnica e para a autonomia econômica das agricultoras. Foi ali que Sandra começou a entender a importância da documentação e dos programas voltados para a agricultura familiar. “Até para fazer a CAF é difícil. Muitas vezes, a pessoa recebe um não e desiste. Foi nessas reuniões que comecei a entender meus direitos.”

Embora não tenha sido contemplada naquele primeiro momento, pouco tempo depois conseguiu ingressar no projeto Quintal das Margaridas, desenvolvido no território com apoio das organizações da agricultura familiar. Recebeu R$ 4,5 mil em fomento produtivo, além de assistência técnica e acompanhamento. “Pode parecer pouco. Mas, para uma mulher que nunca tinha recebido nada diretamente, foi uma conquista muito grande.’

Mais importante do que o dinheiro, diz ela, foram os encontros com outras mulheres. “A gente ria, se emocionava, desabafava. Era uma convivência muito boa.” Com o apoio do projeto e a experiência acumulada desde criança, Sandra começou a ampliar a criação.

Hoje tem cerca de cinquenta galinhas de capoeira e alguns perus. Os ovos e as aves abatidas abastecem consumidores de Juazeirinho, Campina Grande, João Pessoa e pessoas ligadas às redes de organizações da agricultura familiar. “Graças a Deus, hoje o problema não é vender. É produzir mais.”

Sandra faz questão de trabalhar apenas com galinhas de capoeira. “Não adianta enganar o cliente.” Ela explica que muitos compradores procuram os ovos por recomendação médica ou por buscar uma alimentação mais saudável. “Quem compra da gente quer a galinha verdadeira. Se descobrir que você misturou, nunca mais volta.”

Os conhecimentos adquiridos nas formações e na prática transformaram a agricultora em uma espécie de especialista em raças nativas. “Até pelo cheiro eu sei se é galinha de capoeira. É só abrir a panela.”

Mas criar os animais é apenas uma parte do trabalho. A outra é vender. E é justamente essa a parte de que ela mais gosta. Pelos status do WhatsApp, comercializa ovos, galinhas, leite, maxixe, coentro e cebolinha. Quando as irmãs não conseguem vender a produção, recorrem a ela. O mesmo acontece com o pai e a sogra. “Eu vendo tudo.”

O pai, que não usa redes sociais, faz as entregas. “Ele diz: ‘Você vende, que eu entrego’.” Com orgulho, Sandra conta que os clientes já entram nos status do WhatsApp para saber o que há disponível naquele dia. “Graças a Deus, tudo o que eu posto eu vendo.”

Em casa, a filha Isadora, de sete anos, parece seguir os passos da mãe. “Ela ama as galinhas. Vive dentro do galinheiro.” Já José Isaac, de 12 anos, prefere manter distância. “Ele morre de medo”, conta, entre risos.

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Sandra tem um forno agroecológico que tem um peso importante no orçamento doméstico ao ajudar na economia do gás de cozinha. O fogão foi construído com recursos de um fundo rotativo, que ela é a atual tesoureira, mantido por vinte pessoas da comunidade que, desde 2006, contribuem com R$ 5 todo mês

Petrucia: “Alguém precisava estar lá dentro”

Crédito: Inês Campelo/Marco Zero

Nos últimos dois anos, a vida de Petrucia Nunes de Oliveira mudou quase por completo. Foi morar em uma casa nova, teve o primeiro filho e começou um trabalho que nunca imaginou exercer. E não foi um emprego qualquer.

No fim de dezembro de 2024, a agricultora e articuladora social de Juazeirinho recebeu um telefonema da prefeita Ana Virgínia convidando-a para assumir a Secretaria Municipal de Agricultura. Filha e neta de agricultores da comunidade Sussuarana, Petrucia jamais havia ocupado um cargo público. Na família, ninguém tinha tradição política. “Passei o fim de semana inteiro em crise”, lembra.

A decisão não era simples. Além de deixar o trabalho que desenvolvia junto às organizações da agricultura familiar, ela assumiria uma secretaria historicamente marcada por uma visão tradicional do campo, em um ambiente predominantemente masculino. Poucos meses depois, já no cargo, precisou interromper a rotina para o nascimento do filho. Em abril entrou em licença-maternidade. Retornou em agosto com um desafio ainda maior: aprender a equilibrar os cuidados com o bebê e a responsabilidade de conduzir uma das principais políticas públicas do município.

Mas a história de Petrucia com a agricultura começou muito antes daquele telefonema. Filha e neta de agricultores, cresceu acompanhando os pais e os avós em reuniões do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, intercâmbios promovidos pelo PATAC e atividades do Coletivo Regional. Enquanto outras crianças brincavam, ela ouvia conversas sobre bancos comunitários de sementes, cisternas, convivência com o Semiárido e organização comunitária. “Meu avô foi um dos primeiros a participar dos intercâmbios. Foi ele quem despertou em nós esse amor pela agricultura.”

Nascida em 1994, ela pertence à geração que já encontrou um território transformado pelas organizações da agricultura familiar. Participou da Comissão de Sementes, ajudou a criar a Comissão de Juventude do Coletivo e passou a integrar diferentes espaços de formação e articulação política. “Nossa preocupação nunca foi ocupar cargos. A gente queria que esse trabalho fosse reconhecido.”

Foi nesse período que as organizações decidiram estreitar o diálogo com a prefeita Ana Virgínia. Primeiro apresentaram o conjunto de experiências desenvolvidas no município. Depois a convidaram para conhecer, de perto, os quintais produtivos, os bancos de sementes, as tecnologias de acesso à água e as famílias agricultoras. “O olhar dela sobre a agricultura era muito ligado ao corte de terra e à limpeza de barreiros. Nós mostramos que existia outro lado da agricultura. Um lado capaz de proporcionar uma vida melhor para as famílias.”

O diálogo ganhou força durante o projeto Cultivando Futuros. Ao lado de agricultores, lideranças e organizações, Petrucia participou da reconstrução da história da agricultura familiar de Juazeirinho. O grupo revisitou a trajetória das políticas públicas no município, identificou os principais desafios e elaborou uma carta de propostas para orientar a atuação da gestão municipal. “Foi um momento muito bonito. A gente revisitou a história dos nossos pais e dos nossos avós.”

Petrucia jamais imaginou que, poucos meses depois, estaria do outro lado da mesa. “Eu ajudava a construir aquela carta construída durante o projeto Cultivando Futuros enquanto estava na sociedade civil. De repente, me vi do outro lado, tentando colocá-la em prática.”

Assim, estabeleceu como prioridades estão a implantação do Sistema de Inspeção Municipal, o fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a ampliação da participação da agricultura familiar na Juacapri, os campos de multiplicação de palma e a adaptação das chamadas públicas para facilitar o acesso dos agricultores.

São mudanças discretas, mas que dialogam diretamente com as reivindicações construídas pelas organizações ao longo de mais de duas décadas. Ser mulher e jovem em um ambiente tradicionalmente ocupado por homens também trouxe desafios. “Às vezes as pessoas perguntam: ‘A secretária é você?’”

Enquanto esteve do lado de fora da prefeitura, seu papel era provocar. Agora, acredita que sua missão é abrir caminho para que a agricultura familiar deixe de ser uma pauta periférica e passe a ocupar um lugar permanente nas decisões do município. “Não quero ficar aqui para sempre. Mas, enquanto estiver, quero contribuir para fortalecer esse trabalho.”

Esta reportagem foi produzida em parceria com a Rede Ater Nordeste.

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AUTORES
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Inês Campelo

Jornalista e cofundadora da Marco Zero. Apaixonada por imagens e manualidades.

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Sérgio Miguel Buarque

Sérgio Miguel Buarque é jornalista, cofundador e coordenador executivo da Marco Zero Conteúdo.